Autor: Eduardo Melo

  • Lição 1: O Surgimento da Teologia da Prosperidade


    A palavra “prosperidade” vem do latim “prosperitas”, cujo significado era “ventura, boa saúde, felicidade”, palavra que, com o tempo, adquiriu o significado de “estado do que é ou se torna próspero; grande produção de alimentos e bens de consumo; abundância, fartura; acúmulo de bens materiais; fortuna, riqueza”, como nos dá conta o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa.

    “Prosperidade” é, assim, um estado de felicidade, de abundância, que, cedo foi traduzido por uma situação de abundância, de fartura de bens materiais.

    Na Bíblia Sagrada, na Versão Almeida Revista e Corrigida, a palavra “prosperidade” aparece por 11 (onze) vezes (Et.10:3; Jó 21:13; Sl.30:6; 35:27; 73:3; 122:7; Pv.1:32; Ec.7:14; Jr.22:21; At.19:25; I Co.16:2). Em todas estas passagens, a palavra denota um estado de abundância e de fartura, não somente material, mas, também, um estado de felicidade.

    Em Et.10:3, a Bíblia de Jerusalém, inclusive, traduz “prosperidade” por “felicidade”, sendo que a palavra hebraica aqui é “shalom” (???), cujo significado mais conhecido é “paz”, no sentido de uma completude, de não haver falta de coisa alguma. A “prosperidade” é, portanto, este estado em que a pessoa não sente falta de coisa alguma, algo que somente se conquista para o ser humano quando se está em comunhão com o Senhor, que é o seu Criador. É a mesma palavra que se encontra no Sl.73:3

    Em Jó 21:13, a palavra “prosperidade” é, no original hebraico, “towb” (???), que a Bíblia de Jerusalém também traduz por “felicidade”, e cujo significado é de “bem”. É a mesma palavra encontrada em Ec.7:14.

    No Sl.30:6, a palavra “prosperidade” é a palavra hebraica “shelev” (????), que é derivada de “shalom” e que a Bíblia de Jerusalém traduziu por “tranquilo”. É a mesma palavra encontrada no Sl.122:7, em Pv.1:32 e em Jr.22:21.

    Em o Novo Testamento, a palavra prosperidade em At.19:25, palavra utilizada por Demétrio, ourives da prata que fazia imagens de Diana em Éfeso, é “euporia” (???????), cujo significado é de “riquezas, recursos”. Já em I Co.16:2, a palavra grega é “euodóo” (??????), um verbo cujo significado é “ter recebido sucesso”, “ter sido bem sucedido”, tanto que a Versão do Rei Tiago traduz a passagem como “que Deus tem prosperado”.

    Assim, embora o vocábulo, em o Novo Testamento, tenha um sentido material, é importante observar que a prosperidade, no texto de Paulo, é vinculada à ação divina, enquanto que o texto de Atos reproduz o entendimento de um gentio idólatra, e, como tal, circunscrito ao sentido puramente material de “prosperidade”.

    Só pelo que vimos, numa rapidíssima verificação dos textos da Versão Almeida Revista e Corrigida que trazem a palavra “prosperidade” já podemos afirmar que a “prosperidade bíblica”, a “verdadeira prosperidade”, de forma alguma, está confundida com puro e simples bem-estar econômico-financeiro, como, lamentavelmente, se está a propagar no meio da Igreja, notadamente nos últimos trinta anos, quando a “teologia da prosperidade” passou a ser adotada por muitos dos que cristãos se dizem ser.

    O estudo deste trimestre letivo apresenta-se como fundamental para que, devidamente armados com a “espada do Espírito”, saibamos extirpar esta erva daninha que se tem introduzido em nossas igrejas locais, bem entendendo qual é a “verdadeira prosperidade”, qual é a “vida cristã abundante”, que nada tem que ver com “muito dinheiro no bolso”, como diz conhecida canção dos festejos de Ano Novo.

    A capa da revista do trimestre mostra-nos uma pessoa com trajes típicos dos tempos bíblicos segurando em suas mãos um pão e um recipiente que traz algo de beber. Seus trajes são brancos, parecendo ser de linho.

    Esta enigmática ilustração reporta-nos a três passagens bíblicas que nos dão o verdadeiro sentido da prosperidade nas Escrituras Sagradas.

    A primeira é o que diz o sábio Agur, em Pv.30:7-10, em que pede ao Senhor a “porção acostumada do pão”, não desejando nem a pobreza, para que não venha a furtar para sobreviver e, assim, pecar contra o Senhor, nem tampouco a riqueza, para que não venha a achar que não precisa de Deus e despreze ao Senhor.

    A pessoa da capaz tem o suficiente para sobreviver, ou seja, a comida e a bebida, além do vestido, a provar que Deus promete e garante a benção da abastança, o necessário para passarmos dignamente por esta Terra. É aí que nos recordamos das palavras do apóstolo Paulo em I Tm.6:7-10, onde se diz que devemos nos contentar com o suficiente e o necessário para o nosso sustento e para o nosso vestido, não querendo ser ricos, pois isto é laço de tentação que nos fará amar o dinheiro e nos fará desviar da fé.

    Por fim, a pessoa que tem o suficiente para se sustentar e se vestir, apresenta trajes brancos de linho, símbolo nas Escrituras da vida santa, da vida de comunhão com Deus, pois as vestes de linho são as “justiças dos santos” (Ap.19:8), o que nos mostra, claramente, que a verdadeira prosperidade bíblica tem cunho espiritual, é a comunhão que obtemos com Deus através de Jesus Cristo, que nos garante a vida eterna e a felicidade, que é mais que felicidade, as bem-aventuranças, que nos farão estar sempre com o Senhor.

    Algo que também nos chama a atenção na ilustração da capa é o fato de que a pessoa segura o pão e o recipiente do líquido em suas mãos, num gesto que não é de egoísmo, mas que nos transparece que vai oferecer aquilo que tem.

    Isto nos ensina que a prosperidade bíblica é, também, voltada para a ajuda ao próximo, para o compartilhamento com o carente, não é uma prosperidade movida por uma ganância, por um egoísmo, como se vê em toda a pregação da teologia da prosperidade, o que nos faz lembrar o que está escrito em II Co.8:14, quando o apóstolo Paulo nos mostra que a abundância que nos vem é para suprimento da falta dos outros.

    É graças a esta verdadeira prosperidade, que nos faz ter comunhão com Deus, que nos faz amar ao Senhor e ao próximo como a nós mesmos, que teremos a bênção da abastança durante esta passagem pela Terra e que fará viver eternamente com o Senhor. É isto que Deus nos promete e é isto que nos dará.

    Após uma lição introdutória, em que estudaremos como surgiu a “teologia da prosperidade” (lição 1), passaremos ao estudo do que é a prosperidade bíblica, verificando como a prosperidade era tratada no Antigo Testamento (lições 2 e 3) e, depois, em o Novo Testamento (lição 4), encerrando-se, assim, o primeiro bloco, em que teremos uma ideia do que é a prosperidade na Bíblia.

    Em seguida, no segundo bloco, faremos algumas análises importantes para evitar que sejamos enganados pela herética “teologia da prosperidade”, vendo a distinção entre as bênçãos de Israel e o que cabe à Igreja (lição 5), qual o significado da prosperidade prometida aos salvos, isto é, aos bem-aventurados (lição 6), bem como o sentido da expressão paulina “tudo posso n’Aquele que me fortalece”, tão indevidamente utilizada pelos teólogos da prosperidade (lição 7). Ainda neste bloco, para desfazer os ensinos equivocados dos teólogos da prosperidade, também veremos o perigo de se querer barganhar com Deus (lição 8) e o correto ensino a respeito dos dízimos e ofertas (lição 9).

    No terceiro e último bloco, faremos, então, um estudo da “verdadeira prosperidade”, da “vida cristã abundante”, entendendo o que é uma igreja verdadeiramente próspera (lição 10), como se pode alcançar a verdadeira prosperidade (lição11), qual o propósito da verdadeira prosperidade (lição 12), concluindo pelo caráter cristocêntrico da verdadeira prosperidade, que só é encontrada em Jesus Cristo (lição 13).

    O comentarista deste trimestre é o pastor José Gonçalves da Costa Gomes, que está a comentar o seu segundo trimestre de Lições Bíblicas, já que havia comentado o 4º trimestre de 2009, quando estudamos sobre a vida de Davi, é pastor das Assembleias de Deus em Teresina/PI e vice-presidente do Conselho de Apologética da Convenção Geral das Assembleias de Deus (CGADB), professor de grego e hebraico, escritor e articulista, tendo um blog na internet chamado “Ortodoxia Carismática” (http://prjosegoncalves.blogspot.com/).

    Que, ao término deste trimestre letivo, estejamos devidamente vacinados contra esta verdadeira peste que tem assolado nossas igrejas locais e tenhamos condição de ajudar os que entraram nesta perigosa senda a retornarem ao caminho do Senhor.

    B) LIÇÃO 1 – O SURGIMENTO DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE

    A teologia da prosperidade é uma nova versão da mais antiga teologia distorcida que se encontra nas Escrituras Sagradas: a dos amigos de Jó.

    INTRODUÇÃO

    – Uma das principais ervas daninhas que têm grassado no “jardim fechado” da Igreja, nestes dias tão difíceis que antecedem à volta de Cristo, é a chamada “teologia da prosperidade”, que nada mais é que uma doutrina distorcida a respeito de Deus, de forte conteúdo materialista, que tem seduzido muitos crentes e os feito desviar da verdade.

    – O apóstolo Paulo foi claríssimo ao afirmar que se esperarmos em Cristo só para as coisas desta vida seremos os mais miseráveis de todos os homens (I Co.15:19). É esta a triste situação espiritual dos milhões que têm procurado Jesus única e exclusivamente para terem a “prosperidade” apregoada pelos falsos mestres da atualidade, eles mesmos escravos da ganância (II Pe.2:3).

    I – A TEOLOGIA DISTORCIDA DOS AMIGOS DE JÓ: A ORIGEM REMOTA DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE

    – Quando falamos em “teologia da prosperidade”, que éum desdobramento materialista da chamada “confissão positiva”, “palavra da fé” ou “movimento da fé”, não falamos, propriamente, de uma seita ou de uma denominação, mas de um movimento que se tem infiltrado, com suas ideias e concepções, em diversas denominações e grupos evangélicos, principalmente os pentecostais, sendo, por isso mesmo, uma das mais perigosas heresias na atualidade. Seus conceitos têm invadido as mentes de muitos crentes, trazendo grandes prejuízos espirituais.

    – Entretanto, como tudo que provém do inimigo das nossas almas, tais concepções nada têm de novo, pois o mundo, imerso no maligno, só tem a oferecer ao ser humano três coisas: concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e soberba da vida (I Jo.2:16). Por isso, ainda que sob novas roupagens, até porque o adversário é ardiloso e extremamente versátil, tudo o que se apresenta ao homem não é qualquer novidade, mas ideias antigas que são apresentadas sob nova aparência. Daí porque Salomão ter, dentro da sabedoria que Deus lhe deu, chegado à conclusão de que “o que foi, isso é o que há de ser, e o que se fez, isso se tornará a fazer; de modo que nada há novo debaixo do sol. Há alguma coisa de que se possa dizer: vê, isto é novo? Já foi nos séculos passados, que foram antes de nós” (Ec.1:9,10).

    – Com relação a este “vento de doutrina”, que tem soprado fortemente entre os crentes, denominado de “teologia da prosperidade”, não é diferente. Suas raízes encontram-se naquele que muitos dizem ter o mais antigo livro da Bíblia, o livro de Jó, que teria sido escrito ou pelo patriarca Jó, provavelmente contemporâneo de Abraão, ou, então, por Moisés, quando ele ainda se encontrava entre os midianitas.

    – Na história de Jó, comparecem perante ele três amigos, Elifaz, Bildade e Zofar, que, diante da prova sofrida pelo patriarca, que perdera seus filhos, seu patrimônio e sua saúde, apresentaram um conceito que tinham a respeito de Deus, que é, precisamente, o conceito que hoje nos é apresentado pela “teologia da prosperidade”. Esta ideia de Deus que os amigos de Jó apresentam ao longo do livro de Jó é a “teologia”, ou seja, “o discurso sobre Deus” daqueles homens, ideias estas, contudo, que foram consideradas errôneas pelo próprio Deus. Com efeito, pouco antes de o Senhor virar o cativeiro de Seu servo, a Bíblia nos diz que Deus Se apresentou a Elifaz e afirmou que tudo o que fora dito a respeito d’Ele por parte daqueles “teólogos” não estava de acordo com a verdade (Jó 42:7).

    – Portanto, como as próprias Escrituras testemunham, as ideias apresentadas pelos amigos de Jó a respeito de Deus são ideias que não devem ser seguidas nem adotadas pelos que servem a Deus, uma vez que se tratam de ideias reprovadas pelo próprio Deus a Seu respeito. Esta “teologia distorcida”, pois, deve ser identificada para que nós, que queremos ter o mesmo testemunho que Jó teve de Deus, não venhamos a cometer os mesmos erros de Elifaz, Bildade e Zofar.

    – Em primeiro lugar, os amigos de Jó dizem que há uma relação de barganha entre Deus e os homens, ou seja, Deus abençoa aqueles que Lhe são fiéis e castiga os pecadores, isto é, a bênção divina é uma retribuição pela fidelidade da pessoa. Teríamos um “toma-lá-dá-cá” entre Deus e os homens (cf. Jó 4:7,8; 8:4-6; 11:13-15).

    – Entretanto, como bem sabemos, Jó não havia pecado e a perda de todas as suas propriedades, de seus filhos e da sua saúde haviam sido uma permissão divina, tão somente para provar a fidelidade do patriarca, um homem sincero, reto, temente a Deus e que se desviava do mal (Jó 1:1). Deus, na Sua bondade e misericórdia, abençoa tanto a justos quanto a ímpios (Mt.5:45), pois não faz acepção de pessoas (Dt.10:17).

    – Em segundo lugar, os amigos de Jó dizem que há uma correspondência entre o bem-estar físico e social e o bem-estar espiritual de alguém, ou seja, se alguém é saudável e ocupa posição social avantajada, isto é uma demonstração de que se trata de uma pessoa que está em comunhão com o Senhor (cf. Jó 5:22-26; 15:17-35; 18; 20).

    – Entretanto, tal pronunciamento dos amigos de Jó também não tem respaldo bíblico, porquanto, se é verdade que o ímpio responderá por sua impiedade e ela lhe selará um triste destino na eternidade, não é menos certo que, por vezes, o ímpio apresenta, nesta vida, saúde física e prosperidade material, sem que isto represente qualquer sinal ou evidência de comunhão com o Senhor. O próprio Jó, ao contrário do que achava o adversário, ao perder sua posição social e suas riquezas, nem por isso deixou de adorar o Senhor e de Lhe reconhecer o direito de dar e de tirar todos os bens de alguém (Jó 1:21).

    – Em terceiro lugar, diante do que os amigos de Jó dizem, conclui-se que o arrependimento dos pecados concede automaticamente saúde física e prosperidade material, de forma que bastaria ao patriarca se arrepender dos pecados para retornar ao estado anterior em que se encontrava. Tudo não passaria de uma questão de “pecado oculto”, que deveria ser confessado.

    – Entretanto, como bem sabemos e Jó não se cansa de falar, neste longo diálogo travado com seus amigos, o patriarca não tinha pecado algum, era inocente diante de Deus, não tendo o que confessar. Além do mais, a Bíblia nos mostra que Jó teve o seu cativeiro mudado quando orava pelos seus amigos, ou seja, quando dava mostras de sua santidade, intercedendo por eles, intercessão que foi aceita pelo Senhor (cf. Jó 42:9,10).

    – As aflições do patriarca, todo o seu sofrimento, pois, não era sinal ou evidência de pecado, como diziam os seus amigos, mas tudo não passava de uma provação divina, cujo intento era o aprimoramento espiritual de Jó, algo que foi reconhecido pelo próprio servo do Senhor, que, pouco antes de ter seu cativeiro mudado, reconhecia, diante de Deus, o seu crescimento no conhecimento do Senhor (cf. Jó 42:5,6).

    – Em resumo, portanto, considerar que o relacionamento entre Deus e os homens é um “toma-lá-dá-cá”, que o bem-estar espiritual corresponde a um bem-estar físico e social, bem como que a doença física ou a desvantagem social são consequências do pecado é “não dizer de Deus o que é reto”, é “acender a ira de Deus” (Jó 42:7).

    – Como se não bastasse esta evidência bíblica de reprovação desta “teologia distorcida” dos amigos de Jó, vemos que esta visão, segundo nos diz o próprio Elifaz, que parecia ser o “capitão do time” dos amigos do patriarca, foi resultado de uma manifestação sobrenatural de um “espírito” onde se lançaram as bases deste pensamento (cf. Jó 4:13-21), a indicar, portanto, com clareza de onde provém tal “teologia”, pois tal “espírito” outro não é senão o mesmo que fomenta todo o engano, o pai da mentira.

    – Como veremos no desenvolvimento desta lição, é precisamente esta “teologia distorcida” dos amigos de Jó, esta velha heresia que será retomada pela “teologia da prosperidade”, que, repetimos, é um desdobramento materialista da “confissão positiva”, “palavra da fé” ou “movimento da fé”.

    II – HISTÓRIA DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE: OS INSPIRADORES OCULTISTAS DO MOVIMENTO

    A história da teologia da prosperidade teve início com o norte-americano Phineas Parkhurst Quimby (1802-1866), que nasceu em New Lebanon, no estado de New Hampshire. Quimby era um relojoeiro e, a partir de 1847, dedicou-se à cura de doenças por intermédio da mente, tendo, então, segundo seus biógrafos, tratado de mais de 12.000 pacientes até a sua morte em 1866. Dentre os seus pacientes, encontraram-se algumas pessoas que, posteriormente, diante das “experiências” tidas com o “dr. Quimby”, passaram a difundir ideias relativas ao assunto e a fundar movimentos para sua propagação, como é o caso de Julius e Anneta Dresser, que fundaram o “Novo Pensamento”(e consideram Quimby como o “pioneiro espiritual”) e Mary M. Patterson,  que, depois, se tornou Mary Baker Eddy, fundadora da “Ciência Cristã”.

    – Quimby estudou pouco na escola fundamental, o suficiente para poder exercer alguma profissão, tendo, ao longo de sua vida, sido infenso a leituras. Seus manuscritos são, a propósito, extremamente carentes de citações ou referências, a indicar que a leitura não era seu hábito. Nos últimos anos, entretanto, começou a fazer constantes citações do Novo Testamento, buscando interpretá-los, ainda que não tivesse uma vida religiosa, não sendo membro de qualquer igreja, não tendo, também, tido qualquer participação no movimento espírita que surge, com todo o vigor, nos Estados Unidos ao tempo de sua vida.

    Quimby dedicou-se ao estudo da “cura espiritual”, estudo este iniciado com a prática da hipnose, que havia há pouco sido introduzida nos Estados Unidos. Depois de identificar, pela hipnose, de que uma mente poderia influenciar outra, Quimby começa a elaborar o que afirmava ser a “cura das doenças pela mente”. Para Quimby, a “doença era um estado desarranjado da mente” e, portanto, com a realização do “arranjo mental”, ter-se-ia a cura. Tal cura se processaria mediante a “fé”. Dizia Quimby que “…’a doença’, ele[ Quimby, observação nossa] nos assegura,  seu poder sobre a vida e a sua curabilidade, estão ‘todos contidos na nossa crença. Alguns creem em vários remédios, e outros creem que os espíritos dos mortos prescrevem. Eu não confio na virtude de nenhum deles. Eu sei que curas têm ocorrido por estes meios. Eu não os nego. Mas o princípio no qual elas são feitas é o problema a resolver, pois a doença pode ser curada, com ou sem medicina, mas apenas em um princípio…” (DRESSER, Horatio W. Quimby. A história do Movimento do Novo Pensamento. apud http://www.ppquimby.com/hdresser/history.htmAcesso em 19 abr. 2006) (tradução nossa de texto em inglês).

    – Para Quimby, saúde é “… sabedoria perfeita e o quanto um homem é sábio, assim é a sua saúde. Como nenhum homem é perfeitamente sábio, nenhum homem pode ter perfeita saúde, pois a ignorância é a doença, embora não necessariamente acompanhada por dor…”  (QUIMBY, P. Doença. http://www.ppquimby.com/sub/articles/disease.htm Acesso em 19 abr. 2006) (tradução nossa de texto em inglês). Percebemos, aqui, portanto, que a ideia de Quimby era de que a saúde era vinculada ao estado espiritual da pessoa.

    – Não nos alongaremos mais nos pensamentos de Quimby, que é a fonte da “teologia da prosperidade”, embora ele mesmo não se intitulasse um religioso, mas, antes de prosseguirmos, é interessante observar que, em meio a suas ideias de “cura espiritual”, o sr. Quimby apresentava algumas noções heterodoxas a respeito de Jesus e de Sua obra, a ponto de afirmar, entre outras, que:

    a) Jesus, enquanto homem, não era nem podia ser Deus, já que Deus não Se manifestaria em carne e sangue – “…Se eu pergunto se Jesus, o homem, era Deus, a resposta é Não, mas Deus Se manifesta na carne. Então podem a carne e o sangue ser Deus? Não.” (QUIMBY, P. Cristo explicado. http://www.ppquimby.com/sub/articles/christ_explained.htm Acesso em 19 abr. 2006) (tradução nossa de texto em inglês).

    b) Jesus não pretendeu convencer o mundo de que era o Filho de Deus – “…Jesus pretendeu convencer o mundo de que ele era Deus? Eu respondo que não e também sustento que seu ensino inteiro veio destruir a ideia de que ele (Jesus) era o Cristo, mas ele  se esforçou para convencer as pessoas de que o Cristo era a verdade que ele, Jesus, falava e que esta verdade é de Deus e não do homem…” (QUIMBY, P. O corpo de Jesus e o corpo de Cristo. http://www.ppquimby.com/sub/articles/body_of_jesus_and_the_body_of_ch.htm Acesso em 19 abr. 2006) (tradução nossa de texto em inglês).

    c) o corpo de Cristo era distinto do corpo de Jesus – “…O corpo de Jesus e o corpo de Cristo eram dois, um visível para o homem natural e o outro para o homem espiritual ou cientifíco vestido com uma veste de verdade que foi roubado e dividido entre eles…” (QUIMBY, P. op.cit.)

    – Vemos, portanto, que jamais uma teologia coerente com a Palavra de Deus poderia surgir de pensamentos como os de Phineas Quimby, pois, ante tais “conclusões” vemos bem de que árvores poderiam advir tão maus frutos (cf. Mt.7:17-20).

    – No entanto, como já dissemos há pouco, Quimby teve uma série de admiradores, entre os quais, destacam-se os fundadores dos movimentos “Novo Pensamento” e “Ciência Cristã”, dos quais, para os fins desta lição, interessa-nos particularmente o movimento “Ciência Cristã”

    O movimento “Ciência Cristã” foi fundado pela norte-americana Mary Baker Glover Patterson Eddy(1821-1910) (este nome longo é o resultado dos três casamentos que teve durante sua vida), natural de Bow, no estado de New Hampshire, uma antiga paciente de Quimby, que,  em 1° de fevereiro de 1866, sofreu uma queda no gelo ficando sem sentidos por algumas horas. O médico diagnosticara como choque traumático e possível deslocamento da espinha. Mary não tomou os remédios receitados. Nesse período, passou a ler os Evangelhos em sua casa. Lendo a cura do paralítico por Jesus, e, ainda influenciada pelas ideias de Quimby, a quem fora buscar solução para os seus ataques nervosos e seu mal da espinha em 1862, sentiu-se curada. Este é o milagre básico da Ciência Cristã e adquiriu o título de “A Queda Milagrosa em Lynn” (CENTRO APOLOGÉTICO CRISTÃO DE PESQUISAS-CACP. Ciência cristã: a arte da cura pela mente. http://www.google.com/search?q=cache:ctQSSzSQyEIJ:www.cacp.org.br/ciencia_crista.htm+%22Mary+Baker+Eddy%22&hl=pt-BR&gl=br&ct=clnk&cd=1 Acesso em 19 abr. 2006).

    - Depois da morte de Quimby, Eddy diz ter descoberto os fatos importantes relacionados com o espírito e com a superioridade deste sobre a matéria, denominando de “ciência cristã” esta sua descoberta, que deu origem à doutrina que se encontra no seu livro “Ciência e saúde com a chave das Escrituras”, cuja primeira edição é de 1875. Em 1879, fundou a Igreja do Cristo Cientista, da qual foi eleita presidenta, sendo, em 1881, eleita pastora.

    - Eddy apresentou diversas doutrinas contrárias às Escrituras, de modo que sua “ciência cristã” não pode ser reconhecida nem como ciência, vez que é refutada pelos cientistas, que a consideram uma prática ocultista, nem como “cristã”, na medida que não põe a Cristo no Seu legítimo lugar de único e suficiente Senhor e Salvador do mundo. Pelo contrário, a própria Eddy escreveu que “…Ninguém pode tomar o lugar da Virgem Maria, o lugar de Jesus Cristo, o lugar da autora de Ciência e Saúde, a descobridora da Ciência Cristã" (Retrospection and Introspection, p. 70). …” (CACP, end. cit.).

    – Dentre as muitas heresias ensinadas por Eddy, destacamos as seguintes, todas elas extraídas do artigo já mencionado do Centro Apologético Cristão de Pesquisas:

    a) “Um Cientista Cristão necessita da minha obra Ciência e Saúde como seu livro-texto, e o mesmo acontece com todos os seus alunos e pacientes” (Ciência e Saúde, p. 456).: “Onde quer que uma Igreja da Ciência Cristã seja estabelecida, o seu Pastor é a Bíblia e o meu Livro” (Misc. Writings, p. 383).  – Vemos aqui que Eddy coloca a Bíblia abaixo dos seus escritos, que seriam indispensáveis para a obtenção da saúde física e espiritual, o que é uma nítida característica de uma heresia

    b) “A virgem-mãe concebeu essa ideia de Deus, e deu a seu ideal o nome Jesus – isto é, Josué, ou Salvador” (idem, 29). “O Cristo, como ideia espiritual ou verdadeira de Deus, vem hoje, como outrora, pregando o Evangelho aos pobres, curando os doentes e expulsando males” (idem, 347). – Há, aqui, uma nítida negação da humanidade de Jesus, o que caracteriza a atuação do “espírito do anticristo” (I Jo.4:3).

    c) O Cristo morou eternamente como ideia no seio de Deus, o Princípio divino do homem Jesus, e a mulher percebeu essa ideia espiritual, se bem que de começo fracamente desenvolvida” (idem, p. 29). – Aqui Eddy é fiel a seu “inspirador” Quimby, distinguindo duas pessoas em Jesus e Cristo.

    – Para Mary Baker Eddy, “…uma doença era sempre uma ilusão mental que poderia ser curada por meio de uma mais clara percepção de Deus…”(Mary Baker Eddy.In: WIKIPÉDIA. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mary_Baker_EddyAcesso em 19 abr. 2006). Assim como Quimby, portanto, concebia a doença como o fruto de uma falsa crença do homem e, a partir do instante em que o homem deixasse de crer na doença, passando a ter fé, mediante uma iluminação espiritual, atingiria a cura inevitavelmente.

    – Temos, portanto, ainda que de forma sucinta, observado que, assim como Quimby, Mary Eddy também se encontrava completamente fora da sã doutrina, produzindo frutos relacionados com a esta falsidade.

    III – A HISTÓRIA DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE: ESSEK WILLIAM KENYON E SUAS PRINCIPAIS DOUTRINAS

    – Pois bem, uma das pessoas que se aproximará dos ensinos de Eddy é Essek William Kenyon (1867-1948), natural de Saratoga, no estado norte-americano de New York. Durante sua infância e adolescência não frequentou igreja alguma. Por volta dos 20 anos de idade, tornou-se membro da igreja metodista em Amsterdam, New York, mas, logo em seguida, abandona a igreja, passando-se a considerar um “agnóstico” (i.e., pessoa que entende ser impossível conhecer algo que vá além da experiência, o que inclui a pessoa de Deus), casando-se com Ewa Spurling, que também era agnóstica. Antes de se casar, porém, frequentou, em Boston, a Escola de Oratória de Ralph WaldoEmerson(1803-1882), conhecido filósofo agnóstico americano. Depois de se casar, Essek e Ewa passaram a frequentar a igreja da Rua Clarendon, também em New York e aceitaram a Cristo por volta de 1893. Ainda neste ano, Kenyon se uniria aos Batistas da Boa Vontade, passando a pastorear uma pequena congregação em Elmira, New York.

    – Kenyon fundou, em 1898, um instituto bíblico, denominado Instituto Bíblico Betel, que existiu até 1923. Sua mulher o deixou em 1902, mas houve reatamento dos dois em 1910, tendo Ewa morrido em 1914. Kenyon, então, casa-se novamente, com Alice M. Whitney, com quem terá um casal de filhos. Mudou-se em 1924 para a Califórnia onde passou a se identificar como “Dr. E.W. Kenyon de Massachussets”, embora não tivesse qualquer educação teológica formal. Em 1930, sua mulher Alice o abandonou, acusando-se de manter romances com outras mulheres, quando ele se encontrava no auge de sua popularidade. Kenyon, então, muda-se para Seattle, onde passa o restante dos seus dias, dirigindo a Sociedade Publicadora do Evangelho de Kenyon, que, atualmente, está sediada em Kirkland, Washington.

    Kenyon exerceu nítida influência, durante a sua vida, sobre grandes nomes que se tornariam os pregadores mais conhecidos do chamado “movimento da fé”, entre os quais se destacam Kenneth Hagin, Tommy L. Osborn e F.F. Bosworth. O estudo de seu pensamento, portanto, é fundamental para termos ideia exata do que significa a “teologia da prosperidade”.

    – Um dos principais ensinos de Kenyon, onde se percebe a nítida influência de Quimby e de Eddy é o de que “…pecado e doença são um só. Eles não podem dominar a nova criatura(…).O que Deus diz, é. Se você é uma nova criatura, então não há condenação para você. Se não há condenação, a doença não pode ser Senhora sobre você.…”(KENYON, E.W. Jesus, o curador. http://posword.org/articles/kenyon/kenyon03.shtml Acesso em 19 abr. 2006).  Para Kenyon, a redenção “…está baseada sobre o fato de que Deus lançou nossos pecados e doenças sobre Jesus…” (A realidade da redenção. http://posword.org/articles/kenyon/kenyon08.shtml Acesso em 19 abr. 2006).

    – No entanto, quando observamos as Escrituras Sagradas, vemos que, embora o pecado tenha gerado, entre suas consequências, a morte física (cf. Gn.3:19) e, por conseguinte, as doenças sejam resultado desta penalidade, não é menos exato de que a doença não significa necessariamente que haja pecado. A Bíblia tem exemplos de pessoas que, embora estivessem doentes, estavam em comunhão com Deus, como são os caso de Jó, Eliseu (II Rs.13:14), do cego de nascença (Jo.9:3) e de Timóteo (I Tm.5:23).

    – Outro ensino de Kenyon é de que a salvação nos livrou da pobreza e da necessidade, advindo daí o desdobramento materialista que caracteriza a “teologia da prosperidade”. Segundo suas palavras: “…Virá a hora em que você saberá que a necessidade e a pobre são coisas do passado…” (KENYON, E.W. O que nós somos em Cristo. http://posword.org/articles/kenyon/inchrken.shtml Acesso em 19 abr. 2006).

    – No entanto, quando observamos as Escrituras Sagradas, vemos que, embora o pecado tenha gerado, entre suas consequências, a necessidade do trabalho para a sobrevivência do homem e a penosidade deste mesmo trabalho (Gn.3:18,19), não é menos exato de que a pobreza não significa necessariamente que haja pecado. Aliás, pelo contrário, a pobreza foi considerada por Jesus como um obstáculo a menos para a salvação, visto que afirmou que os ricos teriam maior dificuldade para servir ao Senhor (Mc.10:25; Lc.18:25). Na própria igreja primitiva, havia aqueles crentes que viviam da assistência social, ou seja, da caridade pública e nem por isso tinham deixado de ser crentes (At.6:1,2). Os crentes da Judeia estavam passando necessidade a ponto de o apóstolo Paulo fazer uma coleta em seu favor e este fato não o impediu de serem considerados como verdadeiros e genuínos servos do Senhor, chamados, inclusive, de santos (Rm15:26). Aliás, o mesmo Paulo testifica que Jesus Se fez pobre (II Co.8:9), precisamente Aquele que nunca pecou (Hb.4:15).

    – Kenyon também ensinou que Jesus, para nos remir, não só sofreu no Calvário, morrendo por nós, como também teve de sofrer no Hades, sede do domínio de Satanás, até que Seus direitos fossem reclamados, quando, então, o diabo não pôde mais detê-l’O e Ele ressurgiu.”… Veja, Jesus foi feito pecado com nosso pecado. Ele Se tornou nosso substituto. Nós morremos com Ele. Fomos sepultados com Ele. Fomos julgados com Ele. Ele foi para o lugar que nós deveriam ter ido e lá Ele sofreu até que os clamores de justiça contra nós fossem encontrados, até que todos os clamores fossem satisfeitos. Então, a sepultura não pôde mais detê-l’O(…). O trabalho foi aceito, terminado por Jesus quando Ele sentou à mão direita do Pai. Ele não foi terminado na cruz. Ele começou na cruz, mas foi consumado quando o sangue foi aceito e Cristo assentado.…” (A realidade da redenção, op.cit.).

    – Temos aqui um tema que seria muito bem desenvolvido pelos outros “pregadores da fé”, que não encontra qualquer respaldo bíblico. A morte de Jesus foi suficiente para alcançar a nossa justificação (Rm.5:10). Não se fez necessário “acerto de contas” algum no Hades com Satanás para que Jesus obtivesse o perdão dos nossos pecados, uma vez que a dívida que o homem tinha era com Deus e não com o diabo. O pecado é desobediência contra o Senhor, é injustiça e é um problema que diz respeito ao relacionamento entre Deus e os homens (Is.59:2). O diabo nada tem, nada representa neste processo, sendo apenas um ser que procura matar, roubar e destruir o homem (Jo.10:10), mantendo-o iludido com relação às coisas de Deus (II Co.4:4). Jesus completou a Sua obra salvadora no Calvário, como Ele mesmo disse (Jo.19:30), não havendo sequer um “lugar” onde o diabo reine, como pressupôs Kenyon, até porque o Hades é o lugar dos mortos e, pela história que Jesus nos conta do rico e de Lázaro, o diabo ali não está (Lc.16:19-31), mas, sim, nas regiões celestiais (Ef.6:12), de onde será defenestrado, junto com os seus anjos, quando chegar a Nova Jerusalém, para receber os santos arrebatados pelo Senhor (Ap.12:7-12).

    – A morte de Jesus foi suficiente para tirar o pecado do mundo, pois, se não fosse assim, o véu do templo não se teria, naquele momento exato da morte do Senhor, se rasgado de alto a baixo (Mt.26:50,51). A ressurreição de Jesus, além de ser cumprimento da Palavra do Senhor, já vaticinada desde os profetas (Sl.16:8,11; At.2:31; I Co.15:3), é a garantia de que o Seu sacrifício foi aceito e que o pecado do mundo foi tirado(I Co.15:14). Assim também Sua ascensão aos céus, que é a Sua glorificação, é confirmação da Palavra do Senhor (Jo.14:1-3) e uma necessidade para que houvesse a dispensação da graça, a demonstração plena do amor de Deus à humanidade (cf. Rm.9-11).

    – Kenyon é claro ao dizer que o plano da redenção abrange três partes: Deus, o homem e o diabo, de forma que Deus precisa ser justo em relação a Si mesmo, ao homem e ao diabo:”… O plano da Redenção não pode ser entendido a menos que o leiamos de um ponto de vista legal. Neste plano da Redenção, há três partes para o contrato: Deus, o homem e o diabo. Deus deve ser justo conSigo mesmo, com o homem e com o diabo…” (Reclamando nossos direitos. http://posword.org/articles/kenyon/claim.shtml Acesso em 19 abr. 2006) (tradução nossa de texto em inglês).

    – A partir desta noção, Kenyon afirma um dos pontos que é um dos cernes da “teologia da prosperidade”, a saber: “Nós entendemos que Deus criou o homem, pondo-o aqui na Terra e que Ele lhe conferiu alguns direitos legais. Direitos legais que são conferidos são mais facilmente confiscados do que aqueles que vêm por natureza. Estes direitos o homem transferiu para Satanás, inimigo de Deus. Isto trouxe o diabo para o plano de modo que se deve tratar com ele e todo o esquema da Redenção é a busca de Deus para redimir a raça humana do pecado de Adão e fazê-lo sobre uma base equitativa que satisfaça perfeitamente os clamores de Justiça, encontre as necessidades do homem e derrote Satanás em bases legais. A queda do homem foi um ato legal, isto é, Adão tinha o direito legal de transferir a autoridade e do domínio que Deus tinha posto em suas mãos para as mãos de um outro. Isto dá a Satanás o direito legal de ditar regras ao homem e à criação…” ( Reclamando nossos direitos. op.cit.)

    – É esta a ideia-mestra de todas as “determinações”, “declarações” e “exigências” que caracterizam os “pregadores da fé”. Para Kenyon, Deus ao instituir o homem como Seu mordomo, deu “direitos legais” ao homem, que foram, com a queda, transferidos a Satanás que, “legalmente”, hoje domina a terra e a criação terrena. A redenção seria uma fórmula pela qual Deus tomasse estes “direitos” de Satanás, mas de forma legal e justa, livrando o homem do domínio satânico.

    – No entanto, tal pensamento não tem o menor respaldo bíblico. Deus nunca deixou de ser o Ser Soberano, o Ser Supremo. Quando a Bíblia nos diz que o homem foi constituído como ser que dominaria sobre as demais criaturas terrenas (cf. Gn.1:26-28), tal deve ser compreendido dentro do princípio de que o homem é “imagem e semelhança de Deus”, ou seja, de que jamais o homem teria “direitos legais” diante de Deus, mas o homem foi feito um “mordomo”, ou seja, um servo que era superior às demais criaturas divinas mas que não deixava de ser servo, tanto que, ao conscientizar o homem de que ele era “livre”, Deus o fez por meio de uma ordem (cf. Gn.2:16,17), deixando bem claro quem era a autoridade, quem mandava e quem deveria obedecer.

    – Deus não entregou o domínio da Terra ao homem, como ensinou Kenyon, pois, se assim fosse, a Bíblia não diria que a terra e a sua plenitude são do Senhor (Sl.24:1), devendo nós prestar atenção ao emprego do verbo no tempo presente, a indicar que a terra não “foi” ou “era” do Senhor, mas que é d’Ele, não tendo tido a queda do homem o poder de alterar coisa alguma a respeito. Não há passagem alguma das Escrituras que mostre que o homem se tornou, em algum momento, senhor da terra ou da criação terrena, de forma que, como não houve tal delegação, todo o raciocínio de Kenyon não tem fundamentação bíblica.

    – Procuram alguns defender este ponto-de-vista, argumentando que a Bíblia chama o diabo de “deus deste século”(II Co.4:4), “príncipe deste mundo” (Jo.12:31; 14:30; 16:11), “pai”(Jo.8:44), esquecidos que estas expressões dizem respeito ao “mundo espiritual”, ou seja, ao mundo do mal e do pecado, onde o diabo domina, ainda que transitoriamente, pois quem peca se faz servo do pecado (Jo.8:34), não tendo condições de escapar da natureza pecaminosa que tem dentro de si (Rm.7:15-24). Trata-se, porém, de uma escravidão provocada pelo pecado de cada homem (Tg.1:14,15), que faz com que o homem seja dominado pelo pecado (Gn.4:7), fazendo com que o homem faça os desejos do diabo (Jo.8:44). Agora, isto nada tem que ver com a soberania que Deus tem em relação a todo o universo, nem tampouco confere direito algum ao diabo, que, ao dominar o homem pecador, está apenas em meio ao seu mundo de iniquidade, ou seja, de injustiça. Não, pois, qualquer legalidade, qualquer direito por parte do diabo, que é um intruso, que se aproveita da brecha que o homem lhe deu para se apoderar da vontade humana, brecha esta, entretanto, que é resultado do pecado do homem, que o separou de Deus (Is.59:2).

    – Ao dizer que o homem, ao pecar, transferiu direitos a Satanás e que o plano da redenção tem em vista a recuperação destes direitos de uma forma legal, Kenyon traz uma das principais características do “movimento da fé”, que é a defesa de que o homem, uma vez redimido por Cristo, é detentor de “direitos” diante de Deus. Temos, assim, a um só tempo, a provar o caráter herético destes ensinos, a concessão de “direitos” e de “possibilidade de reivindicações” do diabo e do homem em relação a Deus, um indevido e inadmissível apequenamento da figura de Deus. Tanto assim é que, se formos levar o pensamento de Kenyon às últimas consequências, veremos que o homem poderia “legalmente” pecar e que cabe a Deus arrumar um jeito para que “legalmente” o diabo seja satisfeito e o homem, salvo. Que absurdo!

    – Kenyon, mostrando uma vez mais seu débito para com os movimentos de Quimby e de Eddy, defende a ideia de que “como Deus está em nós”, nós passamos a fazer parte da “divindade”, não podendo, pois, ter qualquer espécie de sofrimento ou de dor: “…Nós recebemos o dom da justiça. Nós recebemos a abundância da graça. Nós reinamos como reis no reino da vida e do amor.(…). O complexo de inferioridade que vem da consciência do pecado foi destruído e a consciência do Filho tomou seu lugar. Não se pode ter um espírito servil e desfrutar da realidade da filiação. Nós somos mestres, vencedores, dominadores porque estamos n’Ele. Nós temos Sua habilidade, Sua sabedoria, Sua força, Seu amor. Espiritualmente, nós somos homens livres. Nós habitamos em Deus e Deus habita em nós.(…). Esperar diante de Deus por poder ou por alguma bênção especial que você tenha ouvido é desnecessário porque você a tem em você, se você recebeu o Espírito Santo, a fonte de todas as experiências.” (God-Inside Minded, que poderíamos traduzir como “Tendo a vontade de Deus em nosso interior”. http://posword.org/articles/kenyon/kenyon10.shtml Acesso em 20 abr. 2006) (tradução nossa de texto em inglês). “…Nós temos nossa Redenção. Não há coisa alguma que tenhamos de orar ou pedir…” (Levantado com Ele. http://posword.org/articles/kenyon/raised.shtml Acesso em 20 abr. 2006).

    – Percebemos, portanto, que, para Kenyon, a salvação nos equipara ao próprio Deus, visto que passamos a ter o Espírito Santo e, por isso, nada pode mais nos abalar, estamos praticamente divinizados e é a isto que se denominou de “confissão positiva”, ou seja, a salvação nos traz “direitos”, “afirmações”, “poderes” que, praticamente, nos equipara a Deus. Este tipo de pensamento justifica o nome de “evangelho da Nova Era” que alguns estudiosos deram ao “movimento da fé”, visto que, no fundo, utilizando-se de uma “roupagem evangélica”, chega a mesma conclusão que o movimento Nova Era, qual seja, a de que o homem pode se tornar deus.

    OBS: Célebre é a frase de Kenyon, que depois foi repetida por Kenneth Hagin: “…Todo homem que ‘nasceu de novo’ é uma encarnação e a Cristandade é um milagre. O crente é tão Encarnação quanto o foi Jesus de Nazaré…” (O Pai e Sua família. 17.ed., p.20 apud HANEGRAAF, Hank. What’s wrong with the faith movement(part one): E.W. Kenyon and the twelve apostles of another gospel http://www.google.com/search?q=cache:btit4XLNYqAJ:www.equip.org/free/DC755-1.htm+%22Essek+William+Kenyon%22&hl=pt-BR&gl=br&ct=clnk&cd=2 Acesso em 20 abr. 2006) (tradução nossa de texto em inglês). Esta mesma expressão, segundo Hanegraaff, é utilizada por Kenneth Hagin no seu artigo “A Encarnação”, da revista “The Word of  Faith”, de dezembro de 1980, na página 14.

    – Este pensamento, bem propício para quem foi influenciado por ideias de que podemos “curar pela mente”, como defendiam Quimby e Eddy, não tem qualquer respaldo bíblico. A salvação não nos faz tornar “pequenos deuses”, mas, sim, “filhos de Deus”, que não deixam, porém, de ser homens e, por isso mesmo, submissos ao Senhor. Quando alcançamos a salvação, retomamos a imagem e semelhança de Deus originais, a posição perdida pelo primeiro casal, que, como se vê, claramente, no livro do Gênesis, era uma posição de absoluta subserviência a Deus, como “mordomos” da criação terrena.

    – O próprio Jesus, ao descrever a condição humana no estado eterno, ou seja, após o desaparecimento destes céus e terra, disse que nós seremos “como os anjos que estão nos céus’ (Mc.12:25), descartando, assim, qualquer “igualdade” entre os redimidos e a Divindade. No Apocalipse, aliás, o Senhor ratifica este entendimento, ao dizer que os vencedores se sentarão no trono d’Ele, enquanto que o próprio Senhor Se sentou no trono do Pai (Ap.3:21), o que explica que há uma diferença hierárquica entre o Filho e a Igreja, tanto assim que o Filho é a cabeça da Igreja (Ef. 1:22; 5:23), não havendo outro nome que seja superior ao nome de Jesus (Fp.2:9-11). Se somos filhos de Deus, somos filhos por adoção (Rm.8:15), motivo por que sempre Lhe seremos inferiores.

    OBS: A “divinização” do homem evidencia-se tanto na “teologia da prosperidade” que, ao invés de seus pregadores dizerem que, ao nos ver, Deus vê Jesus e, por isso, não olha para nossas imperfeições e fraquezas, Deus  nos vê em Jesus, numa completa inversão de valores, como podemos observar neste texto de Kenyon: “…Na mente de Deus, todos nós estamos em Cristo agora. Ele nos vê n’Ele…”(Levantados com Ele. op.cit.).

    – Sendo assim, temos, ao contrário do que ensina Kenyon, de aguardar a vontade de Deus para conseguirmos as bênçãos, pois nem sempre é vontade de Deus no-las conceder, pois os caminhos e pensamentos de Deus estão além dos nossos caminhos e pensamentos. Jesus, sendo Jesus, teve negado um pedido Seu no jardim do Getsêmane, enquanto que os gigantes espirituais das Escrituras, todos, sem exceção, nunca tiveram seus desejos plenamente satisfeitos por Deus, precisamente para que se demonstrasse que o homem, mesmo quando em comunhão com o Senhor, continua sendo homem e, portanto, subserviente à Divindade. Senão vejamos:

    a) Enoque – este grande homem de Deus foi tomado pelo Senhor, depois de ter andado com Deus. Foi poupado da morte não por sua vontade, mas porque Deus assim o quis. As Escrituras são claras a respeito: “Deus para Si o tomou” (Gn.5:24 “in fine”; Hb.11:5).

    b) Moisés – este profeta, que tinha tanta intimidade com Deus (Dt.34:10), foi proibido até de orar para entrar na Terra Prometida, seu grande desejo e anelo (Dt.3:26).

    c) Elias – o grande profeta, poupado da morte, aliás, contra a sua vontade (I Rs.19:4), não pôde “determinar” qualquer bênção para seu sucessor Eliseu (II Rs.2:9,10).

    d) João Batista – o maior homem nascido de mulher não teve respondida a sua pergunta feita a Jesus que, ao revés, tomou providências para fortalecer a fé do profeta encarcerado (Mt.11:3,4).

    e) Pedro, Tiago e João – os apóstolos do “círculo íntimo” de Jesus não fizeram o que quiseram: Pedro, no final de sua vida, foi levado para onde não queria (Jo.21:18); Tiago foi um dos primeiros mártires da Igreja (At.12:1,2) e João encontrou-se preso por causa do Evangelho na ilha de Patmos (Ap.1:9).

    IV – HISTÓRIA DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE: KENNETH HAGIN E A PROPAGAÇÃO DAS DOUTRINAS DA CONFISSÃO POSITIVA

    Se Essek William Kenyon é o principal idealizador da “teologia da prosperidade”, coube a Kenneth Hagin a sua divulgação maciça por todo o mundo, até porque, como já vimos, Kenyon, em virtude de seus problemas familiares, acabou se recolhendo ao estado norte-americano de Washington na parte final de sua vida.

    – Kenneth Erwin Hagin (1917-2003) nasceu em McKinney, no estado norte-americano do Texas. Durante a infância, foi pessoa acometida de diversas enfermidades. Em abril de 1933, teria tido uma dramática experiência, que o levou à conversão, quando, por três vezes, teria morrido, vendo os horrores do inferno e retornando à vida. Em 1934, teria também se levantado do “leito da morte” pela “revelação da fé na Palavra de Deus”. Em 1936, pregou seu primeiro sermão, como pastor de uma pequena igreja em Roland, Texas, cidade próxima a sua terra natal. Pastoreou, depois, outras cinco igrejas no Texas, até tornar-se ministro itinerante. Em 1966, mudou-se para Tulsa, no estado norte-americano do Oklahoma, onde montou a sede do seu ministério. Hagin não teve formação acadêmica, tendo obtido seu título de “doutor” de forma honorífica pela Universidade Oral Roberts.

    Os ensinamentos de Hagin são, basicamente, os mesmos de Kenyon. Aliás, segundo se descobriu em 1983, Hagin copiou vários escritos de Kenyon, em verdadeiro caso de plágio e não só de Kenyon mas de outros escritores, também, o que, talvez, explique a grande semelhança, identidade até, de pensamentos e ideias, o que, de pronto, mostra que não se está diante de alguém que tenha frutos dignos de arrependimento e de conversão. Como diz Hank Hanegraaff, grande estudioso das heresias, os ensinos de Hagin apresentam um outro componente a infirmá-los: Hagin sempre apelou para “revelações” e “visões” para corroborar seus pensamentos, tendo, mesmo, dito que teve a “visita pessoal de Cristo” por cerca de sete vezes durante o seu ministério. A sua própria conversão é decorrente de uma experiência sobrenatural solitária.

    – Com Hagin, porém, temos a configuração do falso ensino da “palavra da fé”, conceito tão importante que é o próprio título da principal revista do ministério criado por Hagin, num desenvolvimento das teses apresentadas por Kenyon. Reside aqui a ideia da “confissão positiva”, ou seja, como dizia Kenyon, “o que eu confesso, eu possuo”.

    OBS: Esta “palavra da fé”, aliás, foi o ensinamento acolhido, entre outras, pela Igreja Internacional da Graça de Deus, como se vê do site do Ministério R.R. Soares, que ora transcrevemos: “…Em 02 de dezembro de 1984, após ler o livro de Kenneth Hagin, O Nome de Jesus, a Igreja da Graça começou a pôr em prática a Determinação, e a partir daí, foram bênçãos atrás de bênçãos…” (http://www.google.com/search?q=cache:TgnOkP_9kY8J:www.ongrace.com/rrsoares/ministerio.php+%22kenneth+hagin%22&hl=pt-BR&gl=br&ct=clnk&cd=9 Acesso em 20 abr. 2006).

    – Hagin alega que esta ideia a respeito da “palavra da fé” foi resultado de uma aparição de Jesus a ele, em Phoenix, Arizona, quando lhe foram reveladas as “chaves para que o povo obtivesse de Deus o que desejasse” (HAGIN, K. How to Write Your Own Ticket With God, p. 1-5 apud HOWARD, J. Kenneth Hagin Ministries: where’s the faith? http://www.google.com/search?q=cache:vi0uuSk0ym4J:www.xmark.com/focus/Pages/hagin.html+%22kenneth+hagin%22&hl=pt-BR&gl=br&ct=clnk&cd=18 Acesso em 20 abr. 2006) (tradução nossa de texto em inglês). De pronto, sem ainda adentrar ao mérito desta “doutrina”, observamos que a mesma se origina em uma “aparição”, em uma “visão” e, o que é mais importante, quando o próprio Hagin afirma que se encontrava aborrecido porque via os ímpios prosperarem, enquanto os membros de sua igreja passavam por dificuldades.

    OBS: “…”Eu costumava me preocupar quando eu via pessoas não salvas obtendo resultados, mas os membros da minha igreja não obtinham resultados. Então clareou em mim o que os pecadores estavam fazendo. Eles estavam cooperado com a lei de Deus – a lei da fé…” (HAGIN, K. Tendo fé em sua fé, p.4,5 apud HOWARD, J. op.cit.) (tradução nossa do texto original em inglês).

    – Ora, não devemos nos perturbar com a prosperidade dos ímpios. Devemos confiar em Deus e saber que tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus e são chamados pelo Seu decreto (Rm.8:28). Se atentarmos para a prosperidade dos ímpios, que é uma prosperidade puramente material e que finda aqui, corremos o risco de nos desviarmos dos caminhos do Senhor, como nos ensina o salmista Asafe (Sl.73). Vemos que, infelizmente, não foi o caminho seguido por Hagin que, excessivamente preocupado com tais circunstâncias, acabou sendo presa fácil de uma “aparição”, que traria um falso ensinamento para o meio do povo de Deus.

    – Com efeito, o pedido do cristão, enquanto servo de Deus, em termos de prosperidade material, deve ser o sábio pedido de Agur, qual seja, o de ter o suficiente para uma sobrevivência digna e independente da caridade pública (Pv.30:7-9), pedido, aliás, que foi ratificado por Jesus quando nos ensinou a orar (Mt.6:11), até porque a prioridade, em nossas vidas, é o reino de Deus e a sua justiça (Mt.6:31-33). A busca incessante pela satisfação dos desejos e necessidades desta vida, ao invés de mostrar a “palavra da fé”, na verdade é uma demonstração de falta de fé (Mt.6:30).

    – Para se obter o que se deseja de Deus, diz Hagin, é preciso fazer quatro coisas, as chamadas “regras da fé” ou “fórmulas da fé”, a saber:

    a) confessar o que você quer

    b) crer que você tem aquilo que você quer

    c) receber o que você quer

    d) contar aos outros que você tem o que você quer

    – De pronto, observamos que a vontade de Deus não é levada em consideração. Tudo gira em torno do que “você quer”, sem que se indague se o que se quer é o que Deus quer, uma vez que, apesar de sermos filhos de Deus, não fomos despidos de uma vontade própria, como Jesus mesmo nos ensinou, seja ao nos ensinar a orar, seja no jardim do Getsêmane. Temos, mais uma vez, evidenciado que a doutrina da confissão positiva diviniza o homem, dá uma “roupagem evangélica” para o desejo pecaminoso de se ser independente de Deus.

    – Esta “divinização” teria sido confirmada pelo próprio Jesus nesta “aparição” em Phoenix, Arizona, onde teria dito a Hagin que  “…sua ação derrota ou impõe. De acordo com a sua ação, você recebe ou fica sem receber…”(op.cit.). Como afirma Jay Howard, um pensamento desta natureza leva-nos à seguinte conclusão: “…Sr. Hagin está nos dizendo que se você faz algo errado na fórmula, você realiza uma ação particular ou obsta uma outra ação particular que impede Deus de liberar a coisa que você confessou. Em outras palavras, você necessitará julgar por você mesmo durante o processo qual é a ação correta para realizar o que assegurará a você seu objetivo confessado (seja ele bens materiais ou a cura física). O corolário seria, se você realiza a ação errada, isto anulará a habilidade de Deus para liberar o que você pediu. É tudo por sua conta! …” (HOWARD. J. op.cit.)

    – Segundo a teologia da prosperidade, pois, a força da mente do salvo é suficiente para que obtenhamos o que deseja o nosso coração, o que nos mostra que o que se tem aqui é a simples aplicação do conceito do “pensamento que cura” ou da “cura da mente” desenvolvidos por Quimby e por Eddy, ideias estas que não têm qualquer respaldo das Escrituras. Aliás, antes de recorrermos a “fórmulas de fé”, ao “pensamento positivo”, devemos sempre nos lembrar o que diz a Bíblia sobre os desejos humanos: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” (Jr.17:9).

    – Partindo desta ideia da “força da mente”, que é expressa através de “fórmulas de fé”, chegamos à ideia de “rhema”, palavra grega que significa “palavra” e que, para Hagin, seria distinta de “logos”, cujo significado também é “palavra”. Entretanto, diz Hagin, enquanto que “logos” representaria a Palavra de Deus, ou seja, as Escrituras, “rhema” representaria a “Palavra Oral”, ou seja, a palavra que é proferida aos crentes em revelação ou inspiração em todas as épocas.

    – A ênfase dada a este “poder da palavra” é tanta que Hagin denominou seu centro bíblico de “Rhema”, havendo centros de treinamento em vários países do mundo. “A palavra da fé”, seria, pois, “rhema”, a palavra falada, dotada da mesma autoridade que as Escrituras. De pronto, vemos que, sob esta “denominação”, Hagin procura dar legitimidade a suas “visões” e “revelações”, esquecendo-se que a Palavra foi completamente revelada por meio do Filho (Hb.1:1).

    OBS: “…Rhema é a palavra falada de Deus e denota o ensino ou expressões vocais nas quais Deus, através de alguém, declara a Sua mente. Rhema é a instrução divina pelos pregadores do evangelho, palavras de profecia e anúncio profético…” (THE LATTER RAIN PAGE. Rhema. http://www.google.com/search?q=cache:zRBmDQ8uJ5wJ:latter-rain.com/theology/rhema.htm+rhema,+logos&hl=pt-BR&gl=br&ct=clnk&cd=14Acesso em 20 abr. 2006) (tradução nossa de texto em inglês). Como se verifica desta definição, há nítida contrariedade às Escrituras Sagradas, vez que, como Jesus já nos disse, o ministério profético durou até João (Mt.11:13; Lc.16:16) e o dons de profecia existentes, ministerial e espiritual, nada mais fazem que expor a Palavra para a edificação da igreja e do crente, despidas tais mensagens de autoridade própria, devendo ser confrontadas com a própria Bíblia Sagrada (cf. I Co.14:29).

    – Entretanto, quando verificamos a distinção que Hagin faz entre “rhema” e “logos”, para justificar esta palavra poderosa, da fé que “remove montanhas”, ao observarmos os textos das Escrituras, vemos que ela não se sustenta. Passagens há em que se utiliza “rhema” e outras em que se utiliza “logos” e que não correspondem às distinções feitas por Hagin.

    –  “Rhema” é a “palavra da fé”,  e, por isso, a Bíblia diz que “a fé é um dom de Deus” (Ef.2:8). As Escrituras dizem que a “fé vem pelo ouvir e o ouvir pela palavra de Deus” (Rm.10:17). E, ao contemplarmos o texto grego deste versículo, veremos que ali está escrito “hara hé pístis ex ákons, é dè ákoé diá rhematos Kristou”, ou seja, a palavra de Deus que dá origem à fé é “rhema” e não “logos”. Portanto,  “rhema” seria a palavra dirigida diretamente ao crente por Deus, que lhe traria a salvação.

    OBS: Aliás, quando observamos o texto grego, vemos que melhor é a tradução feita pela versão Almeida Revista e Atualizada, a saber: “E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo.”

    – Mas, se assim é, por que, então, Pedro, no dia de Pentecostes, pregou as Escrituras (At.2:14-36)? Por que o apóstolo Paulo faz questão de dizer que tudo quanto pregava, fazia “segundo as Escrituras” (I Co.15:3) ? Simplesmente porque os apóstolos sabiam que a revelação completa de Deus havia sido o Senhor Jesus e que tudo quanto ocorrera com Ele havia sido, antes, predito pelas Escrituras. “Logos” é o próprio Deus (Jo.1:1), que Se fez carne e habitou entre nós (Jo.1:14), não havendo, portanto, necessidade alguma de uma revelação direta suplementar.

    – E que dizer, então, de Hb.4:12, onde se diz que “A palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até a divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos, e intenções do coração?” Sem dúvida alguma, esta definição da “palavra” está perfeitamente adequada à palavra “oral diretamente dirigida ao crente”. Consultemos, então, o original grego: “Zon gar ho logos tou theou kai energés kai tomóteros hyper pasan machairan distomon kai diiknoumenos archi merismon psyches kai pneumatos, harmon te kai myelon, kai kritikos enthymeseon kai ennoion kardias”. Percebemos que esta “palavra” é tradução de “logos” e não de “rhema”. O texto bíblico, pois, não se coaduna com o ensino do sr. Hagin.

    – As Escrituras ensinam-nos que nós somos servos do Senhor, simples ramos da videira verdadeira (Jo.15:1-3,16), sendo que a Palavra de Deus (seja “rhema”, seja “logos”, a Bíblia a denomina por ambas as palavras) tem o condão de nos fazer dependentes do Senhor, de nos manter limpos, ligado à videira, sem qualquer domínio ou autonomia em relação a Deus. Esta palavra, que é o próprio Filho, o testemunho do Filho, ela é viva e eficaz, continua a ser levada pela pregação e a ser a fonte do convencimento do Espírito Santo para a salvação de almas, bem assim para o aperfeiçoamento dos santos, que por meio dela, são impedidos de ser destruídos (Os.4:6). Não se faz necessário que haja qualquer revelação direta suplementar, pois ela é completa e suficiente para a salvação e o crescimento do cristão.

    – Observemos, aliás, que os sinais e maravilhas que se produzem na obra de Deus são para “confirmação da palavra” (Mc.16:20), palavra que, no grego, é “lógon”. A demonstração do poder de Deus, portanto, indispensável para a completude do evangelho, é feita por Deus para confirmação do “logos”, não havendo que se falar numa “palavra direta” denominada de “rhema”.

    – Por isso, “rhema”, na teologia da prosperidade, acaba sendo menos uma palavra de Deus e mais uma demonstração da força de vontade do homem. Vejamos o que diz, por exemplo, este texto de um seguidor desta “doutrina”: “…Rhema carrega uma conotação espiritual que o diferencia de logos. Ele também leva a uma aplicação para o contexto específico de nossas vidas. Por exemplo, nós podemos estar lutando com um problema na nossa vida e durante nosso tempo de repouso nós lemos um versículo que ‘fala’ diretamente para a situação com que estamos lidando. Aquela porção da Escritura tornou-se ‘uma palavra Rhema’ de Deus para nós considerando nossa situação. Nós, então, podemos levantar em fé no Rhema que Deus nos deu e confessá-lo sempre que o diabo tentar nos atacar.…” (COOK, Paul. A espada do Espírito. http://www.porn-free.org/sword_of_the_Spirit.htm Acesso em 20 abr. 2006). Como podemos observar, menos do que a orientação divina, a ideia de “rhema” diz que a Palavra só se torna ativa se tiver a “confissão”, a “determinação” do crente. É a “fé do crente” que torna eficaz a palavra que lhe foi dirigida. Deus ocupa um lugar menor, o que vale, mesmo, é a vontade do homem. Mais uma vez, voltamos à constatação de que há verdadeira e indevida “divinização” do salvo por parte da “teologia da prosperidade”.

    – Por isso, via de regra, os teólogos da prosperidade costumam fazer uma ilustração de que “Logos” seria o dínamo, a fonte geradora de energia, enquanto que “Rhema” seria “a luz”. “Logos” seria “…o potencial completo de tudo o que Deus é — algo capaz de fazer ou falar qualquer coisa mas sem que qualquer ação esteja envolvida…” (ROACH, Elwin R. The Word. http://www.hisremnant.org/roach/TheWord2.htmlAcesso em 20 abr. 2006), enquanto que Rhema seriam “…porções de logos sendo manifestadas na forma de palavras faladas…”(ROACH, Elwin.R. op.cit.). Há, portanto, uma equivalência entre Deus e o homem: se o homem não agir, de nada adianta o gerador; se não houver Deus, o homem também não pode “acender a luz”. Que petulância destes teólogos, que se esqueceram que, para Deus, o querer e o efetuar são o mesmo e realizados conforme a Sua vontade (Fp.2:13).

    – Dentro deste contexto é que surge a ideia da “determinação”. Como explica o missionário R.R. Soares, na lição 1 do seu Curso de Fé: “…aqui está a primeira lição. Não precisamos pedir a bênção e sim determinar, exigir, mandar, ou seja: tomar posse daquilo que aprendemos pela Palavra que nos pertence. Há muita coisa nova que vamos aprender nestas lições sobre a fé, e sempre que aprendemos algo, devemos colocar logo em prática. Não devemos ser lerdos em tomar posse daquilo que é nosso. Quando o Senhor nos dá uma revelação, junto a ela Ele nos dá a bênção.(…). A partir de agora, não precisamos mais orar pedindo a cura, a prosperidade ou a vitória sobre as tentações. Mas, determinar ou exigir que o mal saia da nossa vida.…” (Curso Fé. Aula 1. Determinação. http://www.ongrace.com/cursofe/licoes.php?id=1 Acesso em 20 abr. 2006).

    – Ora, como podemos verificar, uma vez “descoberta” a bênção, o que se dá por meio de “rhema”, não há que se falar em outra atitude senão a “determinação”, ou seja, a “confissão” que faz com que tomemos posse da bênção e, portanto, obtenhamos aquilo que desejamos. É esta a essência da chamada teologia da prosperidade. Tudo, portanto, depende de nós, desta nossa “determinação”, até porque, segundo o missionário R.R. Soares, em Jo.14:13, a palavra “pedirdes em meu nome”, “segundo os entendidos em língua grega”, seria melhor traduzida por “determinardes”.

    – No entanto, quando vamos ao grego, a saber, “aitesete”(????????), vemos que tal palavra significa, mesmo, “pedirdes”, “suplicardes”, “requererdes”, “implorardes”, ou seja, em momento algum se deixa de ter o significado de “pedido”, de “reconhecimento de autoridade superior”.

    – Para ainda poder dar coerência a seu pensamento, os teólogos da prosperidade ainda afirmam que a determinação não é, em absoluto, em relação a Deus, pois de Deus nada se exige, mas se trata de uma determinação dirigida a Satanás, “in verbis”: “…É claro que não podemos exigir de Deus. Não podemos mandar que Deus faça isto ou aquilo. Ele é o Senhor e nós servos. Mas, determinar não é ordenar a Deus e sim ao diabo que tire de nós suas garras e desapareça de nossas vidas, de nosso dinheiro e de nossas famílias. Determinar é obedecer ao Senhor. Quando agimos assim, descobrimos que este é o modo de fazer o inimigo nos obedecer. Quando determinamos em o Nome de Jesus, o poder de Deus entra em ação realizando aquilo que queremos.…” (Curso Fé. Aula 1 – Determinação. op.cit.).

    – Agora, se estamos salvos por Jesus, como entender que estejamos sob o domínio de Satanás? São os próprios teólogos da prosperidade que ensinam que agora temos “direitos legais” por causa da redenção. Como servos de Deus, vivendo em harmonia com o Senhor, temos promessas de bênção sobre o nosso patrimônio (Dt.28:1-14). Além do mais, enquanto não formos glorificados, haverá, sempre, uma luta contínua e renhida entre a Igreja e o adversário e suas hostes (Mt.16:18; Ef.6:12,13), cabendo a nós, tão somente, lutar o bom combate até acabarmos a carreira, guardando a fé (II Tm.4:7,8).

    – Então, se somos salvos e, portanto, estamos debaixo da proteção divina, que é permanente e imutável (Sl.91:1,2; Jo.6:37; 10:28), cabe-nos, tão somente, confiar no Senhor, manter-nos separados do pecado, lutarmos contra o mal, fazermos a vontade do Senhor até que Ele venha, sabendo que tudo o que acontecer, nas nossas vidas, coopera para o bem daqueles que amam a Deus e que são chamados pelo Seu decreto (Rm.8:28). As adversidades existirão e não representarão, de forma alguma, um ataque do diabo sobre nós, a menos que seja com permissão divina, precisamente para que o mal se converta em bem. Deus é fiel e se Ele prometeu dar-nos o necessário para que alcancemos a glorificação, último estágio de nossa salvação, devemos tão somente obedecer-Lhe e seguir-Lhe a direção.

    – Dizer que o salvo tem coisas que o diabo está de posse e que podemos tomar com base na “determinação” é, portanto, algo que não tem razão de ser diante do que nos ensinam as Escrituras. Por primeiro, porque nada temos. Como ensinou o patriarca Jó, nada é nosso, tudo é do Senhor (Jó 1:21), de forma que devemos ser desapegados às coisas desta vida, mormente quando sabemos que nossas almas já pertencem ao Senhor e com Ele viveremos eternamente.

    – Por segundo, se o diabo roubou algo que estava sob nossa administração, fê-lo por uma de duas razões: ou porque Deus o permitiu e, neste passo, isto tem uma finalidade de crescimento espiritual para nós e, no momento exato, Deus no-lo devolverá ou, como fez com Jó, dará a nós até mais o que administrávamos antes, ou, então, Deus está efetuando justiça, visto que tudo o que homem ceifa, isto também semeia (Gl.6:7,8) e, assim, devemos louvar a Deus e glorificá-lO porque aquilo que nós não podíamos fazer, que era a salvação da nossa alma, Jesus já fez por nós e, mesmo sendo desapossados de bens ou saúde, temos a certeza de que viveremos eternamente com Ele na glória.

    – Notamos, pois, que não resta qualquer “determinação” a ser feita ao diabo na vida do crente. Tudo o que se fizer será por pura ganância, por avareza ou por arrogância, pois o desejado será algo que Deus não nos deu, tanto que se encontra nas mãos do inimigo, que poder algum tem sobre nós.

    – Mas, poderia alguém dizer, então não devemos expulsar demônios, lutar contra as hostes espirituais da maldade? É lógico que podemos fazê-lo, é este um dos sinais que confirmam a nossa filiação divina. Agora, não se trata aqui de “determinação” alguma, mas de uso do poder que Deus nos confiou. Como servos do Senhor, devemos lutar contra as obras do diabo, obras estas, porém, que não são materiais, embora possam se expressar de forma material (como é o caso de enfermidades malignas), mas, sim, espirituais. Todavia, tudo faremos segundo a vontade do Senhor e para a honra e glória do Seu nome. E o Senhor operará se assim o desejar.

    – Os dias em que vivemos são difíceis e há um materialismo e um individualismo, promovidos pelo espírito do anticristo, a infestar a nossa sociedade. Em meio a tantas dificuldades, a pregação de um evangelho que promete autoridade divina, isenção de doenças e dificuldades, bem como prosperidade financeira, é algo que seduz, principalmente aqueles que, tendo um contato superficial com a Palavra de Deus, se deixam levar pelas interpretações dúbias e pelos arranjos intencionais de versículos bíblicos.

    – A falta do conhecimento da Palavra de Deus entre os crentes, o domínio dos meios de comunicação por pregadores da prosperidade (até porque este tipo de mensagem tem altos índices de audiência, a incentivar as empresas de comunicação a ceder-lhes horário) e as dificuldades crescentes destes tempos finais da dispensação da graça são fatores que fazem aumentar a propagação da “teologia da prosperidade”, que é, sem dúvida alguma, a maior chaga, a maior erva daninha, junto com o “triunfalismo” no meio do povo do Senhor.

    – Somente se voltarmos ao estudo da Palavra e à pregação do evangelho genuíno, com a devida santificação, para que haja, inclusive, a satisfação das necessidades físicas e materiais do povo, pois tais bênçãos estão, sim, entre as prometidas pelo Senhor à Igreja, poderemos estancar as grandes feridas causadas por esta teologia que tem sido a maior arma do inimigo para provocar no povo o sentimento de decepção com Deus, pois, ardilosamente, Satanás tem levantado estas pregações mirabolantes, com as quais Deus não tem qualquer compromisso, pois fora de Sua Palavra (cf. Jr.1:12) e, depois, quando as pessoas continuam doentes e pobres, faz o adversário nelas nascer um sentimento de revolta para com Deus e de total descrença nas Escrituras, criando-se, assim, um vazio espiritual propício para a crença no “super-homem” que está para se manifestar.

    – Como diz Elwin R. Roach, “…Não há coisa alguma errada com os cristãos sendo pensadores positivos e é uma boa coisa viver uma vida positiva em Cristo, sabendo que “maior é O que está em nós, do que o que está no mundo”. Mas nós não deveríamos confundir nossa pensamento positivo natural como sendo aquela coisa que resolverá todos os nossos problemas terrenos e que nos põe no assento de um Cadillac novo todo ano…”

    (Elwin R. Roach. The Word. http://www.hisremnant.org/roach/TheWord1.htmlAcesso em 20 abr. 2006).

    – Durante este trimestre, estudaremos qual é a verdadeira prosperidade bíblica e, certamente, estaremos em condição de ajudar aqueles que, inadvertidamente, têm achado que o Evangelho lhes traz abundância e fartura materiais.

    Ev. Prof. Dr.Caramuru Afonso Francisco

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  • Whitney Houston

    A noite antes de sua morte, Whitney Houston subiu ao palco para cantar sua última canção ” Sim, Jesus me ama “(Sim, Jesus me ama). era sexta-feira, em um show de Kelly Price & Friends antes da entrega de Grammy, que Whitney tinha planejado assistir. Neste concerto Houston subiu ao palco e cantou gospel Cancon espontaneamente “Sim, Jesus me ama” testemunhar em que ela havia colocado a sua fé .

    Pouco depois ele foi encontrado morto no quarto andar de Hilton Hotel em Beverly Hills. Whitney Houston foi criado como batista, mas também freqüentou igrejas pentecostais. Após seu casamento com Bobby Brown a sua vida estava mergulhada na tragédia vinda ao vício em drogas.

    Depois de ter tido uma vida cristã devota ao senhor Jesus, muitos se perguntam onde Whitney Houston estaria agora: estaria ela no céu ou no inferno?

    Dias antes de morrer, ela teria se tornado bastante espiritual e dito aos amigos sobre sua fé e desejo de “ver Jesus”, segundo o TMZ.

    Segundo a pastora e cantora gospel, amiga de Whitney, Kimberly Burrell, Whitney está agora no céu e comemorando com Deus.

    “Whitney sabia como ir até Deus, Whitney sabia como orar e eu estou confiante de que em seus tempos difíceis, quaisquer que ela tenha passado, ela sabia como ir até Deus”, disse Burrell ao CNN nesta terça-feira.

    Whitney Houston foi encontrada morta no quarto do hotel Beverly Hilton no sábado, 11 de fevereiro. As hipóteses para a sua morte até o momento são de que ela teria se afogado ou tido uma overdose.

    Houston cresceu como batista mas também atendia à igreja pentecostal durante o seu crescimento. Com 11 anos ela fez parte do coro da igreja New Hope Baptist Church em Newark, Nova Jersey. Ela deixou a todos maravilhados com a performance das canções “Guide Me, O Thou Great Jehovah”.

    Mas de uma cristã devota, a estrela da música mudou para uma “viciada em drogas”, quando se casou com Bobby Brown. A famosa cantora começou desde então a enfrentar muitos problemas relacionados com o vício das drogas e álcool.

    Apesar de sua grande caída na fé, Houston não culpava o “diabo” pela trágica mudança. Ela havia revelado em uma entrevista anterior com Diane Sawyer que o maior “diabo” era ela.

    “Ninguém me obrigada a fazer qualquer coisa que eu não queira fazer. É minha decisão. O maior diabo sou eu”.

    Mas isso não elimina colaboração de Satanás em sua morte. O apologista brasileiro, Johnny Bernardo, do Instituto de Pesquisas Religiosas (INPR), relembra que Satanás atua de diversas formas, direta ou indiretamente, para destruir a humanidade.

    “Satanás atua direta e indiretamente na destruição da humanidade, não temos qualquer dúvida. São inúmeros os meios utilizados: drogas, bebida alcoólica, doenças sexualmente transmissíveis etc”, disse ele ao The Christian Post.

    Bernardo afirma que o que aconteceu com Whitney é o mesmo que vem acontecendo com inúmeros cantores pop e a cantora britânica Amy Winehouse: “Rápido enriquecimento seguido de uma sensação de falta de paz e solidão”.

    Elvis Presley e Whitney Houston são dois exemplos apontados pelo apologista como figuras do meio gospel que foram impedidos de ajudar o mundo se aproximar mais do Evangelho.

    A causa de sua morte e sua relação com o propósito com Deus, entretanto, continuará a ser um mistério. Não se pode afirmar se ela conseguiu ou não “reservar” seu espaço no céu depois de sua mudança de vida com Jesus. Segundo Bernardo, é uma opinião pessoal dizer se ela está no céu ou no inferno.

    “Um dia saberemos de todas as coisas. Por enquanto, cabe a nós orarmos pelos familiares e incentivarmos o evangelismo nos mais diversos níveis da sociedade – e o mundo pop star não está isente de nosso alcance.”


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  • Crítica não transforma nada, e somente satisfaz aquele que fala…

     

    O meio cristão está abarrotado de acidez.

    Confundimos exortação com crítica boa e barata.

    Nossa exortação muitas vezes se expressa em olhar para a vida alheia e apontar aquilo que pensamos estar fora de um padrão.

    Há muito mais trave que cisco.

    Aquilo que é conversado nos corredores das igrejas, aquilo que é falado em alguns púlpitos e aquilo que é escrito em blogs cristãos expressa isto.

    Se você der uma varrida nos maiores blogs cristãos você vai perceber que eles vivem de apontar os erros dos “grandes” pastores da cena evangélica. A exortação predileta da irmã é apontar a roupa curta da outra. A grande verdade na boca do irmão é como o ministro de louvor desafina…

    Há muita crítica falsa no meio evangélico.

    Crítica não transforma nada, e somente satisfaz aquele que fala…

    A verdadeira exortação acontece quando dizemos algo buscando transformar verdadeiramente a vida das pessoas…

    A linha entre o apontamento falso e a exortação verdadeira não é tênue. Há um abismo entre eles.

    Bem verdade, muitas vezes é gostoso falar mal de alguém. Nos sentimos melhores ao apontar o erro alheio. Eles estão sujos e nós limpos.

    A igreja está abarrotada de pessoas que querem apontar os erros sem se importar que a vida das pessoas melhore. Que os erros sejam corrigidos…

    Essa é o abismo que separa a falsidade da exortação. Você não carrega em suas palavras acidez, mas uma alternativa de transformação.

    E não tem nada a ver com o tom que você fala. Há acidez em palavras mansas e há verdade na grosseria.

    Tem a ver com o que há no coração.

    A igreja precisa mais de construtores do que de cínicos.

    Mais de pessoas que fazem as coisas acontecerem do que de pessoas que criticam tudo e todos de braços cruzados.

    Há de se ter cuidado com pessoas, blogs e tudo mais que apontam os erros alheios e não oferecem com suas próprias vidas uma alternativa correta e verdadeira de comportamento.

     

    Fonte: http://www.papodelouco.com.br/papo_de_louco/critica-boa-e-barata/

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  • Rumo ao Armagedom – Putin promete rearmamento "sem precedentes" da Rússia

    Há um ano, o governo russo já havia anunciado um amplo plano de modernização do exército por cerca de € 500 bilhões

    Segundo as profecias bíblicas, a Rússia e os muçulmanos vão formar um grande bloco de países –o GOGUE e MAGOGUE – Ez.cap.38 e 39, além de Dn.11:40-45, que invadirão Israel, pouco antes ou pouco depois do Arrebatamento da Igreja.

    Fonte; Revista Exame dia 20/02/2012

    Atual primeiro-ministro põe como prioridade a necessidade de responder à implantação de um escudo antimísseis na Europa pelos EUA

    Vladimir Putin prometeu um rearmamento “sem precedentes” da Rússia diante dos Estados Unidos e um avanço do complexo militar-industrial que quer colocar, como na URSS, no centro do desenvolvimento do país, em um texto publicado nesta segunda-feira no âmbito da eleição presidencial.

    O atual primeiro-ministro Vladimir Putin, que foi chefe de Estado de 2000 a 2008 e é candidato à presidência, põe como prioridade a necessidade de responder à implantação de um escudo antimísseis na Europa pelos Estados Unidos e Otan mediante o “reforço do sistema de defesa aérea e espacial do país”.

    “Na próxima década serão destinados 23 bilhões de rublos (590 bilhões de euros, 773 bilhões de dólares) a estes objetivos (de rearmamento)”, informa este longo texto publicado pelo jornal oficial Rosiskaya Gazeta, consagrado totalmente à questão militar.

    “Temos que construir um novo exército. Moderno, capaz de ser mobilizado a qualquer momento”, escreveu, considerando que o exército russo foi deixado de lado nos anos 1990 “no momento em que outros países aumentavam constantemente suas capacidades militares”.

    “Temos que superar completamente este atraso. Retomar um status de líder em todas as tecnologias militares”, destacou Putin, citando o terreno espacial, a guerra no “ciberespaço”, assim como as armas do futuro com efeito “geofísico, por raios, ondas, genes, psicofísico”.

    “A renovação do complexo militar industrial se converterá em uma locomotiva para o desenvolvimento dos mais diversos setores”, disse Putin, quase certo de voltar no dia 4 de março ao Kremlim, que precisou deixar em 2008 ao estar impossibilitado pela Constituição de conquistar um terceiro mandato.

    “Pretende-se que o renascimento do complexo militar-industrial seja um jugo para a economia, um peso insuperável que em seu tempo teria arruinado a URSS”, comentou.

    “Estou convencido de que isto é um profundo erro”, escreveu o ex-agente do KGB (serviço de inteligência soviético), que, em 2005, classificou a explosão da União Soviética como a “maior catástrofe geopolítica do século XX”.

    “A URSS morreu por ter esmagado as tendências do mercado na economia (…). Não temos que repetir os erros do passado”, destacou Putin, considerando que os novos investimentos no campo militar desta vez devem ser o “motor da modernização de toda a economia”.

    No entanto, esta perspectiva foi colocada em xeque pelos especialistas. Segundo Alexander Konovalov, presidente do Instituto de Análises Estratégicas de Moscou, “a ideia de que se pode realizar um salto à frente na economia graças ao complexo militar-industrial está superada desde os anos 1950”.

    Putin anunciou o “renascimento” da marinha russa, em particular no Extremo Oriente e no Grande Norte.

    Retomou também a acusação recorrente na Rússia contra os Estados Unidos sem nomeá-los, segundo a qual “ocorrem” deliberadamente conflitos ou zonas de instabilidade perto de suas fronteiras e o direito internacional nas crise mundiais é cada vez menos respeitado.

    Putin também anunciou a entrega em dez anos de “400 mísseis balísticos modernos, 8 submarinos estratégicos, 20 submarinos polivalentes, mais de 50 navios de superfície, cerca de cem veículos espaciais com função militar, mais de 600 aviões modernos, mais de 1.000 helicópteros, 28 baterias antiaéreas S-400…”.

    Os salários dos militares foram “praticamente multiplicados por três” no dia 1 de janeiro, e o exército russo – 1 milhão de homens – se tornará profissional para ter apenas 145 mil recrutas em 2020, anunciou.

    Há um ano, o governo russo já havia anunciado um amplo plano de modernização do exército por cerca de 500 bilhões de euros (cerca de 661 bilhões de dólares).

     

     

     

     


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  • Subsidio EBD Central Gospel – Lição 8 – Moises – Um profeta sem igual

    Texto Bíblico – Êxodo 3 1-6

    Introdução

    O cenário que encontramos no início do livro de êxodo é descrito nos versículos abaixo:

    Êxodo: 1. 6-8 Ora, morreram José, todos os seus irmãos e toda aquela geração.

    Os israelitas, porém, eram férteis, proliferaram, tornaram-se numerosos fortaleceram se muito, tanto que encheram o país. Então subiu ao trono do Egito um novo rei, que nada sabia sobre José.

    Após a morte de José e de sua geração, a liderança do Egito muda, dando inicio a XVIII dinastia que  foi criada após a expulsão dos Hicsos, povos de origem asiática, e que comandaram o Egito por quase duzentos anos, então sobe ao poder os governantes de Tebas e que consideravam suspeitos os israelitas que ocupavam a terra de Gósen na região oriental do Delta. Então é compreensível que os egípcios nativos não confiassem neles, pois haviam se estabelecido ali no tempo do domínio dos hicsos, eram etnicamente aparentados e tinha sidos favorecidos por eles.

    Então o novo Faraó começou a oprimir o povo de Deus, até o estado de escravidão, pois como eles eram um povo e chegaram ao poder, os hebreus também podiam tomar o trono. Versículos 9 e 10;

    Mais quanto mais eles oprimiam os hebreus mais o povo crescia e se fortalecia, então estrategicamente chamou duas chefes das parteiras e ordenou que na hora do parto das hebréias , se o bebê fosse menino elas o matariam, mais ambas não cumpriram a ordem e mentiram a Faraó dizendo que as mulheres hebréias eram mais espertas então elas tinham seus filhos sem ajuda das parteiras. E Deus abençoou as parteiras. Versículos 15 ao 21

    Aplicação:

    1° Arma de guerra – Controle Populacional existe uma teoria que a Europa em alguns anos se tornará totalmente mulçumana, conforme mostra o vídeo abaixo; E como a incentivo dos países ocidentais a prática de aborto e planejamento familiar.

    2° Aqui apreendemos que as vezes teremos que  escolher o mal menor como alternativa ética exemplo: Suponhamos que alguém esteja sendo perseguido por ser cristão e perguntam se aquela pessoa esta em sua casa, o que você responderia ?   Também vemos os limites da obediência civil, A desobediência civil é justificada na Bíblia somente quando as autoridades intencionalmente se opõem ao evangelho de Jesus para cometerem injustiças (cf. At 4.18,19), e criam leis anti-cristã.

    Na ultima cartada o Faraó baixa um decreto que todo menino hebreu que nascesse seria jogado no rio Nilo. Versículo 22

    Nascimento de Moises – 1ª fase da sua vida

    O povo de Deus viveu no Egito 400 anos de escravidão, mais Deus ainda tinha a sua promessa para o povo hebreu, de que seria levantado um libertador, para tira-los da escravidão.

    No meio deste contexto nasce Moises, os descendentes de Levi, filho de Jacó, Anrão e Joquebede, tiveram um lindo filho e como a ordem era jogar os meninos recém nascidos no Nilo a sua família o escondeu durante três meses. Mas quando não conseguiu mais esconde-lo, fez um cesto de junco e calafetou-o com betume e piche, para a água não entrar. Quando

    o cesto estava terminado, ela colocou o nenê dentro, e colocou-o na água do rio. E entre os juncos, deixou sua filha Miriã, escondida por perto, para ver o que ia acontecer. O tempo se passou, e o cesto, com sua carga preciosa, continuou flutuando na água, com a irmã sempre observando de repente, a princesa, filha de  Faraó, desceu para tomar banho. Aproximando-se a este lugar, ela viu o cesto entre os juncos. Mandou uma criada ir buscá-lo e quando o abriu, o menino estava chorando. A princesa ficou com pena, reconhecendo ser ele o filhinho de algum

    hebreu (israelita), mas, apesar do mandamento do rei, ela decidiu ficar com a criança.

    Neste momento Miriã aproximou-se da princesa e perguntou:

    ?  A senhora quer que eu vá chamar uma ama para o nenê?

    A princesa disse que “sim”, e Miriã foi chamar a mãe da criança. Imagine! A

    própria mãe foi contratada e recebeu um salário da princesa, para amamentar e criar o

    seu próprio filho. Quando o menino ficou já grande, sua mãe levou-o para viver no

    palácio real. A princesa deu-lhe o nome de Moisés, que significa “tirado das águas”.

    Êxodo 2. 1-11

    Quem era a filha de Faraó? Há duas explicações populares. (1) Alguns acreditam que Hatshepsut foi a mulher que tirou o Moisés do rio. Seu marido foi o Faraó Tutmosis II. (Isto coincidiria com a data do êxodo considerado anterior.) Aparentemente Hatshepsut não podia ter filhos, assim Tutmosis teve um com outra mulher, que chegou a ser herdeiro ao trono. Hatsepsut teria considerado o Moisés um presente dos deuses, já que agora tinha seu próprio filho, que seria o herdeiro legítimo ao trono. (2) Muitos pensam que a princesa que resgatou ao bebê Moisés era a filha do Ramesés II, um Faraó especialmente cruel que teria feito miserável a vida dos escravos hebreus. (Isto coincidiria com a data do êxodo considerado posterior.)

    Na corte de Faraó, Moisés recebeu o mais elevado ensino civil e militar. O rei resolvera fazer de seu neto adotivo o seu sucessor no trono, e o jovem foi educado para a sua elevada posição. “E Moisés foi instruído em toda a ciência dos egípcios; e era poderoso em suas palavras e obras.” Atos 7:22. Sua habilidade como chefe militar tornou-o favorito dos exércitos do Egito, e era geralmente considerado personagem notável. Satanás fora derrotado em seu propósito. O mesmo decreto que condenava as crianças hebréias à morte, tinha sido encaminhado por Deus de modo a favorecer o ensino e educação do futuro chefe de Seu povo.

    Josefo afirma que Moisés crescia e demonstrava muito mais espírito e inteligência que o permitido por sua idade: “Mesmo brincando, dava sinais de que um dia seria alguém extraordinário” (2005, p.140). A princesa fê-lo educar, afirma Josefo, “com grande desvelo, e quanto mais os hebreus se alegravam tanto mais os egípcios se atemorizavam” (2005, p.140). Afirma o historiador judeu, que Moisés foi ordenado general de todo o exército egípcio para lutar contra os etíopes que, aos poucos, invadiam e conquistavam as terras egípcias. Destacando-se como estrategista militar eficiente, acrescenta Josefo, que o Faraó invejou a Moisés e a fama do mesmo que percorria todo o Egito.

    A tradição judia recolhimento no discurso do Esteban divide a vida do Moisés em três períodos: quarenta anos no Egito (At 7.23), quarenta no Madián (7.30), e quarenta no deserto a partir do êxodo (7.36). Isto soma um total de cento e vinte anos, o que corresponde à cifra dada no Dt 34.7.

    Sua tentativa de Libertar Israel e o deserto – 2° fase de sua vida

    A respeito desta mudança decisiva na vida do Moisés, cf Hb 11.24-26. Seu desprezo santo das honras e dos prazeres da corte egípcia, ele recusou ser chamado filho da filha de Faraó. A tentação era realmente muito forte. Ele teve uma oportunidade justa (como dizemos) para fazer sua fortuna, e ter sido útil a Israel também, com o seu interesse na corte. Ele avaliou-se muito mais a sua honra e a vantagem de ser um filho de Abraão do que ser filho da filha de Faraó.

    Sua preocupação com os seus irmãos pobres em cativeiro, ele escolhe sofrer aflição, ele olhou para as suas cargas como aquele que não só tinha pena deles, mas estava decidido a se aventurar com eles.

    Porém, quando completou 40 anos, ao visitar os seus irmãos hebreus, Moisés mata um egípcio que maltratava um dos escravos hebreus (Êx 2.11,12).

    Moisés nessa época já houvera discernido a vontade de Deus para sua vida. Atos dos Apóstolos afirma que Moisés “cuidava que seus irmãos entenderiam que Deus lhes havia de dar a liberdade pela sua mão; mas eles não entenderam” (7.25). Pouco tempo depois ao arbitrar e interferir na querela entre dois hebreus, Moisés descobre que o fato de ter matado um egípcio já se tornara assunto corrente. Temeu pela sua vida, e com muita razão, pois a lei que prevalecia nesse período era “olho por olho, dente por dente”. Faraó soube do caso; sente-se traído por Moisés e decreta-lhe a morte (Êx 2.15). O literato da Epístola aos Hebreus vislumbra a fé de Moisés ao se retirar do Egito: “Pela fé, deixou o Egito, não temendo a ira do rei; porque ficou firme, como vendo o invisível” (11.27). Segundo o biblicista Charles Pfeiffer, “tentando redimir Israel à sua maneira e na sua hora, Moisés fracassou. Mas na hora de Deus ele foi chamado para libertar à maneira de Deus e pelo poder de Deus” (1990, p.70).

    Lições do Deserto

    Depois de 40 anos de vida palaciana, no Egito, Moisés foi obrigado a fugir do palácio de faraó e viver no deserto, por ter matado um egípcio em defesa de um hebreu. Até essa experiência com o Senhor no monte Horebe, ele viveu mais 40 anos no deserto. Para muitos, um desastre, um tremendo castigo.

    Como muitos, Moisés deve ter-se achado um fracasso. “Caiu” de príncipe no palácio, para pastor de ovelhas no deserto. Mas o que ele não sabia, como muitos não sabem, é que Deus tinha Seus planos. E os planos de Deus não são de fracasso, mas de vitórias e conquistas.

    Moisés estava num deserto sim, porém estava nos planos de Deus. Deus pode usar um deserto para formar seus nobres, valentes e conquistadores! Deserto não precisa ser local de fracasso, mas o grande laboratório de Deus para forjar um caráter de excelência em seus filhos. Podemos tirar lições valiosas no deserto.

    1-      DESERTO É LUGAR PARA DEUS COLOCAR UM CORAÇÃO NOBRE NOS SEUS ESCOLHIDOS (v. 1 a)

    2- DESERTO É O LUGAR ONDE OS NOBRES DE DEUS VÊEM AS MARAVILHAS DE DEUS (v.2):

    3- DESERTO É LUGAR PARA O HOMEM OUVIR A VOZ DE DEUS (v.4)

    4- DESERTO É LUGAR PARA O HOMEM RESPONDER AO CHAMADO DE DEUS (v.4):

    5- QUANDO DEUS SE REVELA AO HOMEM, ATÉ O SEU DESERTO SE TORNA SOLO SANTO (v.5-6):

    6-      DESERTO PODE SER O LOCAL IDEAL PARA OS NOBRES DE DEUS SEREM COMISSIONADOS E CONSOLIDADOS POR ELE (v.10-12)

    3ª fase de sua vida

    Monte Horeb é outro nome para o monte Sinaí, onde Deus revelaria ao povo sua lei (3.12)

    Deus falou com o Moisés de uma fonte inesperada: uma sarça ardente. Quando Moisés a viu, foi investigar. Também Deus usa às vezes fontes inesperadas quando se comunica conosco, já seja que utilize pessoas, pensamentos ou experiências. Esteja disposto a investigar, seja receptivo às surpresas de Deus.

    Moisés viu uma sarça ardente e falou com Deus. Muita gente na Bíblia experimentou aparições de Deus em uma forma visível (não necessariamente humana). Abraão viu um forno fumegante e uma tocha acesa (Gen_15:17); Jacó lutou com um varão (Gen_32:24-29). Quando os escravos foram liberados do Egito, Deus os guiou com uma coluna de nuvem e de fogo (Gen_13:17-22). Deus realizou tais aparições para animar a sua nova nação, guiá-los e provar a confiabilidade de sua mensagem verbal.

    Deus ordenou ao Moisés tirar suas sandálias e cobrir seu rosto. Tirar o calçado era um ato de reverência que comunicava sua própria indignidade ante Deus. Deus é nosso amigo, mas além disso é nosso Senhor soberano. Aproximar-se do de uma maneira frívola mostra uma falta de respeito e de sinceridade. Quando vai a Deus em adoração, lhe aproxima casualmente ou vem ante O como se fora um hóspede convidado ante um rei? Às vezes devemos trocar nossa atitude de modo que seja a apropriada quando nos aproximamos do Deus Santo.

    “Os lugares do cananeo” é a terra do Israel e Jordânia hoje. Cananeos era um termo que se dava às diversas tribos que viviam nessa terra.

    Moisés se desculpou porque se sentia incapaz para a tarefa que Deus lhe encomendou. Era natural nele que se sentisse assim. Sim, era incapaz por si só. Mas Deus não lhe estava pedindo ao Moisés que trabalhasse sozinho. Ofereceu-lhe outros recursos para ajudá-lo (Deus mesmo, Arão, e o dom especial de fazer milagres). Deus nos chama com freqüência para que realizemos tarefas que parecem muito difíceis, mas não nos pede que as façamos sozinhos. Deus nos oferece seus recursos, ao igual ao fez com o Moisés. Não devemos nos ocultar detrás de nossas deficiências, como ele, a não ser olhar além de nós mesmos e ver os grandes recursos disponíveis. Então podemos permitir que Deus utilize nossas contribuições.

    3.13-15 Os egípcios tinham muitos deuses de muitos nomes diferentes. Moisés queria saber o nome de Deus para que o povo hebreu soubesse quem exatamente o tinha mandado. Deus se chamou a si mesmo EU SOU, um apelativo que descrevia seu poder eterno e seu caráter inalterável. Em um mundo onde os valores, a moral e as leis trocam constantemente, podemos encontrar estabilidade e segurança em nosso Deus que nunca troca. O Deus que apareceu ante o Moisés é o mesmo que pode viver em nós hoje em dia. Hb_13:8 diz que Deus é o mesmo “ontem, hoje e pelos séculos”. Como a natureza de Deus é estável e confiável, temos a liberdade de segui-lo e desfrutá-lo, em lugar de passar o tempo tratando de imaginar como é O.

    3.14, 15 Jeová, ou Yavé, deriva da palavra hebréia que corresponde a EU SOU. Deus lhe estava recordando ao Moisés as promessas de seu pacto feitas ao Abraão (Gen_12:1-3; Gen_12:15; 17), ao Isaque (Gen_26:2-5) e ao Jacó (Gen_28:13-15). E utilizou o nome EU SOU para mostrar sua natureza incambiable. O que Deus prometeu aos grandes patriarcas, centenas de anos antes, cumpriria-o através do Moisés.

    3.16-17 Deus instruiu ao Moisés para que lhe dissesse ao povo o que tinha visto e ouvido na sarça ardente. Nosso Deus é um Deus que atua e fala. Uma de suas maneiras mais convincentes de lhes falar com outros é descrevendo o que tem feito e como falou a seu povo. Se você está tratando de lhes explicar a outros a respeito de Deus, lhes fale do que tem feito em sua vida ou nas vidas daqueles personagens da Bíblia.

    3.17 A terra “que flui leite e mel” é uma descrição de uma expressão poética que expressa a beleza e produtividade da terra prometida.

     

     

     

     

     

     

     

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  • Ministério Público Federal aumenta pressão em Malafaia por “homofobia”

    Procurador federal diz que Malafaia fez discurso de “ódio” e “incitação de violência em relação aos homossexuais” e quer adotar medidas para que “Malafaia não faça mais discursos que poderiam ser considerados homofóbicos”. Procurador também quer penalizar rede de televisão que transmitir qualquer crítica bíblica de Malafaia ao homossexualismo

    Julio Severo: As declarações de Silas Malafaia sobre aborto e homossexualismo estão incomodando. E cada vez que um telepastor prega contra o aborto e o homossexualismo, o PT espuma.Declaração do homem sinistro do PT, Gilberto Carvalho, apontou que o PT está se preparando para um confronto com telepastores pentecostais e neopentecostais, pelo simples motivo de que o PT não conseguiu fechar a boca desses homens com relação a dois importantes elementos de sua agenda: a sacralização do assassinato de bebês em gestação e a sacralização da atividade sexual homossexual.Carvalho reconheceu que toda a oposição política ao PT e ao socialismo está liquidada no Brasil. Mesmo tendo apoio eleitoral da população, inclusive de pastores (tradicionais, pentecostais e neopentecostais), o PT está preocupado com telepastores pentecostais e neopentecostais que, como Malafaia, não abrem mão das duas questões tão queridas para o PT e para os socialistas.

    Silas Malafaia, um dos maiores telepastores do Brasil, não abre mão de posturas bíblicas públicas contra o aborto e o homossexualismo

    Malafaia já votou no PT, mas não abre mão de posturas bíblicas públicas nessas questões.R.R. Soares e outros telepastores igualmente votaram no PT, mas quando indagados sobre aborto e homossexualismo, não têm medo de dar respostas públicas embasadas na ética bíblica.Essa ousadia bíblica está incomodando o PT, que quer ser senhor da verdade em tudo, até nessas questões. Para o PT, é insuportável que os telepastores consigam direcionar a população a defender a ética moral em conflito com a ética imoral do socialismo.Mesmo sem ter intenção, Carvalho foi profético ao dizer que haverá um confronto entre telepastores e o PT. Enquanto isso, esse confronto vai sendo feito com o uso e abuso do Ministério Público Federal e outros órgãos federais já amplamente à disposição dos interesses de militantes esquerdistas e homossexualistas.

    A matéria abaixo, com sua habitual tendenciosidade esquerdista, é do jornal Falha de S. Paulo:

    Malafaia chama de ‘absurda’ a ação que o acusa de homofobia

    O pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, classificou de “absurda” a ação na qual o Ministério Público Federal em São Paulo que pede sua retratação por um discurso considerado homofóbico.

    Em hipótese alguma vou pedir retratação, pois isso é um absurdo. Os gays manipularam a minha fala para me incriminar, e sou eu que tenho de pedir retratação? Isto deve ser uma brincadeira“,

    afirma o pastor, em nota. Segundo o pastor, querem “rasgar” a Constituição para beneficiar os homossexuais.

    Vou às últimas consequências na Justiça.”

    Os comentários de Malafaia foram feitos em julho de 2011 no programa “Vitória em Cristo”, que é exibido na TV Bandeirantes em horário comprado por ele. Em meio ao debate sobre a proposta de lei para criminalizar a homofobia, o pastor falava sobre a Marcha para Jesus e a Parada Gay, eventos que aconteceram em junho em São Paulo. “Os caras na Parada Gay ridicularizaram símbolos da Igreja Católica e ninguém fala nada. É para a Igreja Católica ‘entrar de pau’ em cima desses caras, sabe? ‘Baixar o porrete’ em cima pra esses caras aprender. É uma vergonha”, afirma o pastor no programa.

    Para o procurador Jefferson Aparecido Dias, mais do que expressar sua opinião, o pastor fez um discurso de ódio.

    A ação também foi movida contra a TV Bandeirantes. De acordo com o procurador, a emissora deve impedir que mensagens homofóbicas sejam exibidas em sua programação.

    A Band afirma que vai se pronunciar “oportunamente através do seu departamento jurídico”. “As gírias ‘entrar de pau’ e ‘baixar o porrete’ têm claro conteúdo homofóbico, por incitar a violência em relação aos homossexuais“, afirma o procurador na ação.

    Aparecido Dias pede a retratação do pastor na TV, que deve ter, no mínimo, o dobro do tempo usado para fazer os comentários. Ele ainda quer que Malafaia não faça mais discursos que poderiam ser considerados homofóbicos.

    Durante o inquérito, o pastor afirmou que fez uma “crítica severa a determinadas atitudes de determinadas pessoas desse segmento social, acrescida também de reflexão e crítica sobre a ausência de posicionamento adequado por parte das pessoas atingidas”.

    Ele ainda disse que as expressões “baixar o porrete” ou “entrar de pau” significam “formular críticas, tomar providências legais”. Segundo o procurador, durante o inquérito o pastor pediu que os fiéis da sua igreja enviassem e-mails ao responsável pelo caso. Aparecido Dias relata ter recebido centenas de mensagens.

    Da mesma forma que seus seguidores atenderam prontamente o seu apelo para o envio de tais e-mails, o que poderá acontecer se eles decidirem, literalmente, “entrar de pau” ou “baixar o porrete” em homossexuais?”, questiona o procurador.

    Fonte: www.juliosevero.com

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  • Ministério da Saúde não exibirá mais vídeo com casal gay na campanha contra AIDS no carnaval 2012.

    Mudança de planos! A campanha contra a AIDS no carnaval 2012 promovida pelo Ministério da Saúde vai exibir o vídeo apresentado por dois jovens – um homem e uma mulher – que falam sobre a doença e apresentam dados.

    Não haverá um casal homossexual, como o vídeo postado no site do Ministério da Saúde e retirado em seguida. Foi um erro, segundo a pasta, ter disponibilizado o vídeo no site. A retirada gerou críticas de entidades da sociedade civil de combate à aids e é vista como um recuo do governo.No vídeo para a rede nacional de TV, o rapaz e a garota falam sobre a incidência da aids, o aumento de 10% de casos da doença entre os jovens gays e o uso regular de preservativos por apenas 43% dos jovens.


    Revolta

    O deputado federal pelo Rio, Jean Wyllys, divulgou uma nota condenando o veto à propaganda voltada a gays feita para o carnaval pelo Ministério da Saúde.

    O parlamentar disse que solicitou, como integrante do Poder Legislativo, explicações oficiais do Ministério da Saúde sobre o caso. O vídeo foi retirado do site do órgão.

    Até a semana passada, a promessa era que o vídeo fosse veiculado na TV e agora corre o risco que a propaganda seja exibida apenas em locais gays.

    O texto mostra a indignação de Wyllys: “Não serei cúmplice dessa hipocrisia e homofobia mascarada (…). Ora, se verdadeira a denúncia (…) trata-se de um nocivo equívoco, já que o próprio Ministério divulgou dados epidemiológicos apontando aumento da incidência de DSTs/AIDS em jovens homossexuais masculinos.”

    O deputado continua: “O vídeo não deve estar restrito aos guetos gays, como propôs o Ministério, afinal, nós, LGBTs, não estamos restritos a guetos. Queira o ministro Padilha ou não, nós somos parte da sociedade.

    O Estruturação – Grupo LGBT de Brasília, disse: “É inaceitável o mesmo ministério que reconhece o fato de a epidemia de aids dentre gays ser alta tirar do ar uma propaganda que contribuiria para diminuir os casos de transmissão. Nada explica tal ação, a não ser um conservadorismo moral que não combina com uma democracia e com o bem da saúde pública.”

    A polemica  a semana passada, representantes da sociedade civil organizada acusaram  o Ministério da Saúde de ter vetado um filme preparado para ser transmitido na TV, mas que por mostrar um casal gay se acariciando (assista aqui) teria sido desaprovado pela Presidência da República para evitar atritos com parlamentares evangélicos, assim como ocorreu no ano passado em relação ao kit anti-homofobia.

    Comentário: Mais uma vez tentaram fazer propaganda de que a união gay, e algo normal, uma vez que não é seguro a prática de sexo anal sem preservativo, pois não é algo natural se fosse saudável e natural não precisaria de preservativo.

    Engraçado que até dos argumentos mais batidos contra os gays de que eles possuem uma alta taxa de aidéticos, o que eles querem mesmo é aparecer colocar o beijo gay em rede nacional e incutir na mente da população que o relacionamento homossexual é normal basta usar camisinha.



     

     


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  • Lição 7 – Central Gospel – José – O Triunfo da Santidade

    Por: Ricardo Silva

    1.    Biografia de José

    1.1- O nome José vem do hebraico e significa “Quem Deus Acrescente”. A aplicação deste nome era dupla, pois o desejo de sua mãe Raquel por mais filhos (Gn 30:22-24 E lembrou-se Deus de Raquel; e Deus a ouviu, e abriu a sua madre.  E ela concebeu, e deu à luz um filho, e disse: Tirou-me Deus a minha vergonha. E chamou-lhe José, dizendo: O SENHOR me acrescente outro filho.), e apontava para o futuro populacional da nação de Israel (Ex 1.7,9,12  E os filhos de Israel frutificaram, aumentaram muito, e multiplicaram-se, e foram fortalecidos grandemente; de maneira que a terra se encheu deles.;  O qual disse ao seu povo: Eis que o povo dos filhos de Israel [é] muito, e mais poderoso do que nós. Mas quanto mais os afligiam, tanto mais se multiplicavam, e tanto mais cresciam; de maneira que se enfadavam por causa dos filhos de Israel). O Faraó mudou o seu nome para Zafenate-Panéia  que vem do egípcio “TSOPHNATH PA’NEACH’’ que significa “Tesouro do lugar ou Deus que vive e fala” (Gn 41.45 E Faraó chamou a José de Zafenate-Panéia, e deu-lhe por mulher a Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Om; e saiu José por [toda] a terra do Egito).

    1.2    Nasceu em Harã, local em que seu pai trabalhava. – Gn 30.

    1.3    Foi filho de Raquel e Jacó – Gn 30 22-25.

    1.4    Possuía onze irmãos e uma irmã- Gn 35.23-27.

    1.5    Foi o filho predileto de Jacó – Gn 37. 3,4

    1.6    Foi vendido para os midianitas por seus irmãos. (por 20 moedas de prata o preço de um escravo aleijado) – Gn 37.27,28. Foi vendido para os midianitas ou ismaelitas (caravana de ismaelitas (v.25) ou midianitas.  Ismaelitas e midianitas eram descendentes de Abraão. Talvez o grupo fosse composto de ambos). por seus irmãos – Gn 37.27,28.

    1.7    Foi vendido para potifar pelos midianitas (Potifar era o chefe dos executadores. A palavra provavelmente referia-se à tarefa de matar animais para a cozinha real ou talvez animais usados para o sacrifício.) – Gn 39.1

    1.8    Foi preso na prisão real – Gn 39.20

    1.9    – Casou-se com Ascenate – Gn 41.45

    1.10    – Foi pai de Manassés e Efrain – Gn 41. 50-52

    1.11    – Trouxe sua família para o Egito – Gn 46,47

    1.12    – Falece com 110 anos de idade no Egito – Gn 50.22-26

     

    2.    Suas Principais Qualidades

     

    2.1   Servo – Gn 39.4 ( Serviu a seu pai, Potifar, Carcereiro, Copeiro, Padeiro, Faraó e a todos os habitantes do mundo conhecido na época. Aplicação se algum dia você quiser liderar terá que primeiro aprender a servir, porque o verdadeiro líder ele serve, exemplo JO 13: 1-17 – Jesus lava os pés dos discípulos).

    2.2   Homem de Cofiança – Gn 39 4,6,8. ( Tinha a confiança de seu pai pois era supervisor de seus irmãos, Potifar deu tudo na sua mão, Carcereiro deu as chaves da prisão, Faraó entregou toda a responsabilidade a José).

    2.3   Líder – Gn 39.22 (foi líder no cárcere na casa de Potifar e primeiro ministro do Egito)

    2.4   Responsável – Gn 41.41

    2.5   Homem de ação – Gn 41.45 (não parava e não ficava no seu gabinete ou mesa só dado ordens ele supervisionava todo o trabalho)

    2.6  Estrategista – Gn 41 33-36 (agia com sabedoria e inteligência observemos: Ele primeiro se arruma para encontrar o rei, revela o sonho, vende o seu peixe, mostrou ter noções administrativas e organizacional. Dá para tirar uma boa pregação para jovens para com se comportar numa entrevista de emprego).

    2.7   Trabalhador – Gn 41. 48,49

    2.8   Fiel – Gn 47. 14-20

    2.9   Produtivo – Gn 47. 15,20,23.

    2.10  Sábio – Gn 41.39; 47.21,22.

    2.11  Respeitador – Gn 39. 9-10 ( Exemplo o rolo com a mulher de Potifar)

    2.12  Homem de fé – Hb 11.22 (Pela fé José, próximo da morte, fez menção da saída dos filhos de Israel, e deu ordem acerca de seus ossos.)

    2.13  Profeta – Gn 50. 24,25

    2.14  Perdoador – Gn 45. 3-8

    2.15  Humilde – Gn 50. 18-20

    2.16  Pacificador – Gn 45. 2-5

    2.17  Testemunho de vida – Gn 39.3,4 22; 41.38 (1ª referência de uma pessoa cheia do Espírito Santo)

    3.  A Família de José


    3.1 Família em Crise


    3.1.1 – Falta de amor ao casal – Gn 29. 30,31 ( O primeiro casamento de Jacó tem como base o engano e defraudação começou errado se Jesus não entrar na história vai acabar mau).

    3.1.2 – Guerra entre as mulheres de Jacó – Gn 30. 1-6 ( exemplo o nome que eram dados a seus filhos).

    3.1.3 – Jacó tinha preferências por esposa e filhos ( Jacó teve José já na velhice e de sua amada,  esse fato o encheu de gás, então ele toma a atitude de sair debaixo do jugo de Labão; Nos povos árabes o homem que tivesse várias esposas ele tem que prove-las em todas as áreas, Jacó provia a Lia até sexualmente, mais não a amava com sua alma).

    3.1.4 – Jacó um pai omisso – Gn 37. 2,12-14 (sabia dos problemas de sua família mais não tomava atitudes, mandou José ver onde estavam e o que faziam seus filhos, caso do estupro de  Diná não fez nada, quando seus filhos mataram os homens de Siquém também não fez nada e mais uma vez foi omisso quando Rúben deitou com Bila )

    3.1.5 – Mau exemplo na família – Gn 37.2

    3.1.6 – Ódio crescente – Gn 37.4,5,8.

    3.1.7 – Inveja – Gn 37.11.

    3.1.8 – Falta de orientação paterna – Gn 37 4-11

    3.1.9 – Conspiração maligna – Gn 37.18

    3.1.10 – Escárnio – Gn 37.19

    3.1.11 – Crueldade com irmão e o pai – Gn 37.23-25; 32-34

    3.1.12 – Desprezo – Gn 37.19,32

    3.1.13 – Mentiras – Gn 37.33

    3.1.14 – Falsidade – Gn 37.35

    3.1.15 – Angústia – Gn 42.21

    3.1.16 – Pecado – Gn 42.22

     

    3.2 – A restauração dos laços de família

     

    3.2.1 – Reconhecimento do erro – Gn 42.21,22

    3.2.2 – Confessar – Gn 42.15-38

    3.2.3 – Perdão – Gn 45.4,5,15,16

    3.2.4 – Mudança de atitude – Gn 44 10-34

    3.2.5 – A ação Divina – Gn 41.51

     

    4 – José uma vida de santidade

     

    4.1 – Quem é alvo da tentação?

    4.1.1 – Um homem próspero – Gn 39.5,6

    4.1.2 – Um homem belo – Gn 39.6

    4.1.3 – Um homem de caráter – Gn 39.8

    4.1.4- Um homem de Deus – Gn 39. 2-5

    4.2 A tentação

    4.2.1 – Começa com o olhar – Gn 39.7, Gn 3.6 (Eva), Js 7.21 (Acã), Jz 14.1 (Sansão) , IISm 11.2 (Davi), Mt. 5.28 (só olhar), I Jo 2.16 (concupiscência dos olhos).

    4.2.2 – Progride para uma convite – Gn 39.7, Pv 7 6-27

    4.2.3 – É insistente – Gn 39.10

    4.2.4 – É repetitiva – Gn 39.10

    4.2.5 – Procura ou prepara o clima – Gn 39.11 (armação, laço)

    4.2.6 – É uma paixão louca que não mede conseqüências – Gn 39.12 (impulso carnal com intuito de satisfazer o eu e sem medir as conseqüências).

    4.3 – Perigos da Tentação

    4.3.1 – Quando desprezada desperta sentimentos malignos – Gn 39 14-19 (a pessoa enlouquece e se revolta )

    4.3.2- Quando consumada trás náuseas. (II Sm 13.14-17) (Amnom e Tamar).


    4.4 – Vencendo a Tentação

     

    4.4.1 – A recusa pelo convite – Gn 39.8, Mt 6.13, Tg 1 14-16.

    4.4.2 – Seja sincero – Gn 39.9.

    4.4.3 – Quando compreendemos que é um mal contra o próximo – Gn 39.9 (o pecado afeta não só o próximo  mais, para família , para você, para a sociedade )

    4.4.4 – Quando compreendemos que é pecado e deve ser dominado pelo temor do Senhor. (Gn 39.9)

    4.4.5 – Quando procuramos estar distante da sua atração – Gn 39.10, Mt 4.3, Tg 1.13 ( temos que ficar longe das coisas que nos tentam se não seremos atraídos para o pecado como um imã).

    4.4.6 – Quando não brincamos com a tentação – Gn 39.10; Jz 16.4-17 ( é um jogo de sedução de gato e rato não joque, veja o que aconteceu com Sanção).

    4.4.7 – Quando procuramos estar ocupados – Gn 39.11 (Ocupar a mente conforme Fp 4.8)

    4.4.8 – Quando apreendemos a arte da fuga – Gn 39.12, ICo 6.18, IITm 2.22, Sl 91.1

    4.5 – Bênçãos após a tentação

    4.5.1 – Pode aparentar que perdemos tudo – Gn 39 20-22. ( pensamento maligno; podia, não fiz me arrependo de não ter feito).

    4.5.2 – A gloriosa presença do Senhor em nossas vidas – Gn 39 21,23

    4.5.3 – Somos exaltados – Gn 41 39-44

    4.5.4 – Casamento – Gn 41.45

    4.5.5 – Uma Família – Gn 41.50-52

    4.5.6 – Entender com clareza o plano de Deus – Gn 45. 5-8

    4.6 – Alguns testes da tentação

    4.6.1 – O teste da fidelidade – Gn 39 8,9

    4.6.2 – O teste do Caráter – Gn 37,2; 39 8,9


    5 – O tríplice teste do caráter

    5.1 – O teste do poder

    José passou por este teste recebeu autoridade da parte de Faraó se tornando o segundo homem mais poderoso do Egito, mas não procurou se vingar de Potifar que não acreditou na sua inocência no caso de sua esposa (Gn 39.19,20). Não procurou dificultar a vida do copeiro que o esqueceu por dois anos após revelar seu sonho (Gn 40 23,41.1) e não perseguiu os seus irmãos que o perseguiram (Gn 50 15-21).

    5.2 – O teste sexual

    A mulher viu um jovem belo, inteligente, de caráter e bem sucedido e procurou usá-lo para o seu prazer pessoal, mas José não permitiu se tornar um brinquedo sexual dela (Gn 39.7-13).

    5.3 – O teste da riqueza

    José trabalhou e venceu na vida sem precisar prejudicar nenhum dos seus patrões Potifar (Gn 39.6) e Faraó (Gn 47.14-20). Sustentou Faraó, os egípcios, sua família e outras pessoas que vinham ao Egito com integridade de caráter usando da riqueza para promover o bem social para todos.

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  • Livro explica aspectos jurídicos de acordo entre Brasil e Santa Sé

    O jurista Ives Gandra Filho, que é lobista da Igreja Católica, e o bispo Lorenzo Baldisseri usaram o salão nobre do Senado para lançar na quinta-feira (9) o livro “Acordo Brasil-Santa Sé Comentado”, organizado pelos dois.

    Trata-se do acordo assinado em 2008 no Brasil pelo papa Bento 16 e o então presidente Luís Inácio Lula da Silva que, na avaliação do MPF (Ministério Público Federal), é inconstitucional porque oficializa a hegemonia do catolicismo no ensino religioso nas escolas públicas.

    Em agosto de 2010, o MPF enviou ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) em contestação ao acordo bilateral. Não há previsão sobre a data de julgamento do mérito dessa Adin.

    José Sarney, o presidente do Senado, disse que era uma “honra” para aquela casa participar do lançamento do livro. Para ele, o acordo evidencia um “laicismo positivo”.

    Além de Sarney, estiveram presidente na cerimônia o ministro Gilmar Mendes (do STF), o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) e dom José Freire Falcão, arcebispo-emérito de Brasília.

    Dom Baldisseri disse que o livro se destina a advogados, estudantes e profissionais da área das relações internacionais.

    Na avaliação de Debora Diniz, professora da Universidade de Brasília e pesquisadora do Instituto de Biotécnica, Direitos Humanos e Gênero, o acordo tem de ser cancelado porque mira não só o ensino religioso, o que já seria demais,  mas também “a formação básica comum da sociedade brasileira”.

    O acordo

    O texto do acordo, aprovado pelo Senado no final de 2009, reafirma a personalidade jurídica da Igreja Católica e de suas instituições, como a conferência episcopal, as dioceses, as paróquias e os institutos religiosos. Sob a forma do Projeto de Decreto Legislativo (PDS) 716/2009, o acordo também reconhece às instituições assistenciais religiosas igual tratamento tributário e previdenciário assegurado a entidades civis congêneres e estabelece a colaboração da igreja com o Estado na tutela do patrimônio cultural do país. Além disso, reafirma o compromisso da igreja com a assistência religiosa a pessoas que a requeiram, no âmbito familiar, em hospitais ou presídios.

    O ensino religioso católico em instituições públicas de ensino fundamental também é tema do acordo, que assegura ainda o ensino de outras confissões religiosas nesses estabelecimentos. O acordo ainda confirma a atribuição de efeitos civis ao casamento religioso e estabelece o princípio do respeito ao espaço religioso nos instrumentos de planejamento urbano.

     

     


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  • Lição 6 – Central Gospel – Jacó – Um homem transformado por Deus

    Texto bíblico – Genesis  28.10-15

    1- A FAMÍLIA DE JACÓ

    Jacó era filho de Isaque e neto de Abraão.

    Observações importantes acerca do nascimento de Esaú e Jacó.

    •Rebeca era estéril. Imagine o grande conflito que foi vivido por Isaque e Rebeca. Ambos sabiam da promessa de Deus que havia sido feita a Abraão; contudo, eles estavam diante deum grande obstáculo: Rebeca era estéril. A Bíblia nos mostra que Isaque orou ao Senhor pela esposa e Deus ouviu a sua oração. Vemos de forma maravilhosa mais uma vez o Senhor manifestando a sua glória e fazendo cumprir seu maravilhoso plano.

    •Duas nações no ventre de Rebeca.A Palavra de Deus nos mostra a realidade de gêmeos que lutavam no ventre da mãe. Vemos de forma maravilhosa o Senhor de forma soberana, declarando a Rebeca mais uma vez os seus intentos: “Duas nações há no teu ventre, dois povos,nascidos de ti, se dividirão: um povo será mais forte que o outro, e o mais velho servirá ao mais moço”.

    •O suplantador O nome Jacó significa: “suplantador ou enganador”. A palavra no sentido literal quer dizer: “aquele que segura o calcanhar”. O nome foi dado ao filho em razão da forma do parto. Os filhos lutavam no ventre e ao nascer Esaú saiu primeiro tendo agarrado ao seu calcanhar o irmão.

    Família tem problemas, e estes problemas estão dentro de cada um de nós. Quando um homem e uma mulher resolvem constituir uma família, estão juntando dois estilos diferentes de vida, de opinião, cultura, projetos, idéias e situações. No contexto da família, a crise é iminente, mais dia, menos dias, a crise bate a porta. Na vida do casal Isaque e Rebeca, infelizmente, não foi diferente, mas Deus quer nos ensinar através deste exemplo. Vamos compreender o que falhou nesta família:

    1.       Quatro fatores de crise

    a.       Pecado, representado pelo orgulho, inveja, insegurança e falta de lealdade,  
    b.      Os pais ao escolherem um filho preferido
    c.       A natureza competitiva dos filhos
    d.      Influências externas

    2.       A Crise aconteceu

    a.       Esaú deu valor ao que é passageiro, ao invés daquilo que é eterno
    b.      Jacó se aproveitou de uma fraqueza do seu irmão para alcançar a bênção
    c.       Rebeca foi ardilosa ao tramar a forma de tomar a bênção, enganando seu filho e seu esposo;
    d.      Jacó foi frio e calculista e sem qualquer peso moral ao tomar a bênção – ele tinha medo de ser descoberto, mão não teve vergonha de pecar contra Deus e seu pai.
    e.      Isaque  é um homem totalmente dominado pela sua esposa rebeca;
    f.        Isaque se mostra um homem precipitado, achou que ia morrer, quando Deus ainda lhe deu mais 37 anos de vida – não foi prudente no relacionamento com seus filhos;

    3. As consequencias destes desastre

    a.        ódio, brigas na família, separação, tristeza – Gn 27.41-45.
    b.      O pecado sempre traz conseqüências, ainda que não sejam imediatas.
    c.       Rebeca terminou aflita por seus filhos (27.45).
    d.      Esaú se torna um homem amargurado e rebelde;
    e.      Jacó e Esau passaram longos 20 anos afastados.
    f.        Jacó nunca mais viu a sua mãe

    4.       Mas Deus estava trabalhando para resolver o problema

    a.       Deus nunca faz de conta que os nossos erros são simples – somos responsáveis quanto tomamos atitudes erradas no passado na nossa família;

    2- A PRIMOGENITURA


    No contexto cultural da época, o valor dado ao primogênito era muito grande. O sistema era patriarcal. Naturalmente em razão da morte do pai, o filho primogênito assumia todas as responsabilidades em lugar do pai. Além do direito de  primogenitura o filho mais velho recebia também a bênção do pai antes de sua morte. Nos dias de hoje serviria como um testamento e documentação passando os direitos para o herdeiro principal.
    •Escolhas diferentes.“Esaú saiu perito caçador, homem do campo; Jacó, porém, homem pacato,habitava em tendas.” (Cap. 25.27)

    •Isaque amava mais a Esaú e Rebeca amava mais  a Jacó. (Cap. 25.28)Vemos de forma clara um conflito familiar instaurado. Isaque tinha a autoridade de patriarca para abençoar a Esaú. Ele amava o filho. Contudo, diante de talrealidade vemos Deus agindo de forma soberana fazendo cumprir os seus planospara que a promessa feita a Abraão fosse cumprida.

    •Esaú vende o seu direito de primogenitura por um prato de guisado. (Cap.25.29-34)- Esaú um homem impulsivo. (v.30)No texto em hebraico a indicação é de um pedido apressado e impulsivo.Um pedido de alguém vive para o momento. A realidade da impulsividade de Esaú é também revelada no versículo 32. Com toda a certeza, o viver de Esaú não indicava a realidade de alguém que estivesse preocupado com as coisas do Senhor. Jacó aproveita o momento de fraqueza do irmão para propor a compra do direito de primogenitura e consegue comprá-lo (v. 31-34)

    Muito se tem questionado acerca das atitudes de Jacó e a relação delas com os  valores de Deus. O que vemos era que Esaú era um homem profano, um impulsivo homem do campo que com visão curta, preferiu optar por satisfazer seu apetite a primar pela herança futura da família. Jacó mesmo sendo desonesto tinha uma visão ampla do valor da herança. Deus em sua onisciência já sabia que Jacó estaria sendo moldado e trabalhado por sua vontade. Ele o Senhor soberano sabia que Jacó um dia se transformaria em Israel.

    3- Presença de Deus

    Jacó agora é um fugitivo e tem que enfrentar aquilo que semeou. Parte para uma terra distante, Padã-Arã, onde viviam seus parentes.

    Jacó morava (Canaã, atual Palestina) e para onde fugiu de Esaú (Padã-Arã na região de Harã, atual sul da Turquia(na Siria))

    Comentarios da Biblia Diario Vivir (ESP)
    Gn 28.10-15

    A Jacó também foi oferecida a promessa do pacto de Deus com o Abraão e Isaque.
    Mas não bastava ser o neto de Abraão. Jacó teve que estabelecer uma relação pessoal com Deus. Deus não tem netos: todos temos que estabelecer uma relação pessoal com Senhor. Não basta escutar histórias maravilhosas a respeito dos cristãos de nossa família. Cada qual tem que chegar a ser parte da história (veja-se Gal 3:6-7).

    Albert Barnes –Notas Bíblicas
    Gen_28 :10-22

    O Sonho de Jacó e seu  voto.

    O relato se dá  quando ele foi a caminho de Harã, e já era  noite, então ele resolve dormir no campo. Ou ele estava longe de qualquer habitação, ou ele não queria entrar na casa de um estranho.
    Ele sonha. E vê uma escada  que vai da terra ao céu, pela qual os anjos sobem e descem. Este é um meio de comunicação entre o céu e a terra, pela qual os mensageiros passar para lá e para cá em missões de misericórdia. O céu e a terra foram separados pelo pecado. Mas essa escada restabeleceu o contato. É, portanto, um sinal bonito do que intermedia e concilia João 1: 51.

    Isso serviu  para que Jacó passasse a ter contato com Deus, e  ensina-lhe a lição enfático ao dizer que ele é alcançado através de um mediador. “O Senhor estava em cima dela”, e Jacó, o objeto de sua misericórdia, por baixo.

    Primeiro. Ele se revela para o dorminhoco como “o Senhor” Gen_2: “. O Deus de Abraão, teu pai, e de Isaac” 4, é notável que Abraão é denominado de seu pai, isto é, seu avô real, e o pai de aliança.

    Segundo. Ele renova a promessa da terra, da semente e da bênção em que a semente de toda a raça do homem. Oeste, leste, norte e sul são para eles  irromper. Isso aponta para a universalidade de expressão mundial do reino da descendência de Abraão, quando ela se tornará a quinta monarquia, que deve dominar tudo o que foi antes, e durará para sempre. Isso transcende o destino da semente natural de Abraão.

    Terceiro. Ele então promete a Jacó pessoalmente que estará  com ele e vai , protegê-lo, e trazê-lo de volta em segurança. Este é o terceiro anúncio da semente que abençoa para o terceiro na linha de descendência Gen_12 :2-3; Gen_22: 18; Gen_26: 4.

    Matthew Henry Commentary
    Gn 28:10-15

    Temos aqui Jacó em sua jornada rumo à Síria, em uma condição muito desolada, como aquele que foi enviado para tentar a sorte, mas nós achamos que, se ele estava sozinho, mas ele não estava sozinho, pois o Pai estava com ele, João 16:32 .


    Se o que está aqui registrada aconteceu a primeira noite, ele tinha feito uma viagem longa de dia de Berseba a Betel, aproximadamente mais de de quarenta quilômetros. Providêncialmete ele foi  para um lugar conveniente, provavelmente sombreadas com árvores, para descansar mesmo naquela noite, e lá teve,


    I. Um aposento rústico (Gen_28: 11), as pedras de seu travesseiro, e os céus para seu teto e cortinas.  Talvez isso não era tão ruim quanto parece como nós, mas nós devemos pensar,

    1. Ele estava com muito frio, o chão frio de sua cama, e, o que seria de supor  faz a situação piorar, uma pedra fria para o seu travesseiro, e no ar frio.

    2. Muito desconfortável. Se seus ossos doíam com a jornada do dia, sua noite de descanso iria, fazer sofrer mais.

    3. Muito exposto. Ele esqueceu que ele estava fugindo de sua vida, porque podia o seu irmão, em sua fúria, perseguido-o, ou enviado um assassino depois dele, aqui ele estava pronto para ser sacrificado, ele estava com falta de abrigo e de defesa. Não podemos pensar que era por causa de sua pobreza que ele estava tão mal acomodados, mas,

    (1). Foi devido à clareza e simplicidade humana  daqueles tempos,

    (. 2) Jaco tinha sido particularmente exprimentado nas dificuldades, como um homem simples morava em tendas, e, planejando  agora  ir para o serviço, ele era o mais disposto a acostumado  a eles e, como ficou provado, ele estava bem, Gen 31: 40.

    (. 3) Seu conforto na bênção divina, e sua confiança na proteção divina, tornou  fácil, mesmo quando ele se deitou, assim, expostos; a certeza de que seu Deus fez habitar em segurança, ele poderia deitar e dormir em cima de um pedra.

    II. Em seu dificil alojamento  ele teve um sonho agradável.

    Qualquer verdadeiro israelita estaria disposto a durmir com travesseiro de Jacó, desde que ele pudesse, ter  o sonho de Jacó.

    Então, e lá, ele ouviu as palavras de Deus, e viu as visões do Todo-Poderoso. Foi a melhor noite de sono, que ele já teve em sua vida. Note, o tempo de Deus para visitar o seu povo com seus confortos é quando eles estão mais necessitados de  confortos e  consoladores; quando as aflições são de  forma direta (como eram) abundantes, então, consolações tanto mais abundam. Agora observe aqui,

    1. O incentivo visão Jacó viu, Gen 28: 12. Ele viu uma escada que chegou da terra ao céu, os anjos subindo e descendo sobre ele, e Deus mesmo no topo  dela. Agora, isto representa as duas coisas que são muito confortáveis para as pessoas fieis em todos os momentos e em todas as condições:

    – (1). A providência de Deus, por que há uma comunicação constante  que é mantida entre o céu e a terra. Os conselhos do céu são executados na terra, e as ações e os assuntos da terra são todos conhecidos no céu são executados na terra, e as ações e os assuntos da terra são todos conhecidos no céu e julgados lá. A providência faz o seu trabalho de forma gradual e por etapas.
    Anjos são empregados como espíritos ministradores, para servir todos os propósitos e desígnios da Providência, e sabedoria de Deus está na extremidade superior da escada, dirigindo todos os movimentos de causas secundárias para a glória da primeira causa.

    Os anjos são espíritos ativos, continuamente ascendentes e descendentes, não descansam, de dia nem de noite, de serviço, de acordo com as mensagens a eles atribuídos. Eles sobem, para dar conta de que eles têm feito, e de receber ordens, e depois descer, para executar as ordens que receberam. Assim, devemos sermos sempre abundantes na obra do Senhor, para que possamos fazê-lo como os anjos fazêm, sal 103:20, sal 103:21.

    Essa visão deu um conforto muito oportuno para Jacó, revelando que ele tinha tanto um bom guia bom como um bom guarda, em seu sair e entrar,  que, embora ele havia saido da casa de seu pai, mas mesmo assim ainda era o cuidado de uma Providência do tipo, acargo dos santos anjos.

    Este é um conforto suficiente, no entanto, não devemos admitir a noção de que alguns têm, que os anjos tutelar de Canaã subiam, depois de ter guardado Jacó  fora da sua terra, e os anjos da Síria descendo para levá-lo em sua custódia. Jacob era agora o tipo e representante de toda a Igreja, com a tutela de que os anjos são confiadas.

    (2). A mediação de Cristo. Ele é a escada, o pé na terra em sua natureza humana, o topo do céu em sua natureza divina: ou o primeiro em sua humilhação, este último na sua exaltação. Todas as relações entre o céu e a terra, desde a queda, é por esta escada. Cristo é o caminho, tudo que Deus nos favorece vem até nós, e todos os nossos serviços vão para ele, por Cristo. Se Deus habita conosco, e nós com ele, é por Cristo. Nós não temos nenhuma maneira de chegar ao céu, mas por esta escada, se subir de outra maneira  são ladrões e salteadores. Para esta visão alude ao nosso Salvador, quando ele fala dos anjos de Deus subindo e descendo sobre o filho do homem (João 1: 51); para os mais diversos serviços, tipos os anjos fazem a nós, e os benefícios que recebem por seu ministério, são devido à Cristo, que nos reconciliou as coisas na terra e as coisas no céu (Col 1: 20), e fez com que todos se reúnem em si mesmo, Efesios 1: 10.

    4- VOTOS COM DEUS

    Eu sou o Senhor (13). A promessa da aliança, que tinha sido feita a Abraão e a Isaque, agora era transmitida ao próprio Jacó. Aquela deve ter sido uma experiência de incalculável valor para Jacó naquela ocasião. Sem dúvida ele já sabia a respeito da revelação feita sobre sua pessoa por ocasião de seu nascimento. Foi esse motivo religioso que o impeliu a fazer sua ação menos religiosa enganando seu pai. Por muitas vezes, entretanto, Jacó deve ter desejado ansiosamente possuir a certeza que lhe seria transmitida diretamente da parte de Jeová, conforme ele sabia ter sido o caso com seu pai e seu avô. O doce prêmio da bênção da primogenitura talvez já estivesse amargando em sua boca, em vista das memórias que o perseguiam sobre a maneira como ele forçara a bênção ser-lhe concedida. Mas agora, a despeito de todo seu próprio pecado e indignidade, Jacó ouviu a graciosa voz de Jeová transmitindo-lhe a promessa da aliança, até seu próprio coração.

    5- UMA NOITE DE MUDANÇAS

    A CONSAGRAÇÃO DE BETEL (Gn 28.16-22). Quão terrível (17). Um lugar de profunda reverência inspirada pelo senso da presença de Deus. E a pôs por coluna, e derramou azeite em cima dela (18). A “coluna” tinha o propósito de servir de memorial ao fato que Jeová se manifestara naquele local. A ação de Jacó esteve em harmonia com um antigo costume semítico quanto a esse respeito, ainda que sem os motivos animistas que algumas vezes sublinham tal costume. “Colunas” dessa espécie foram subsequentemente proibidas, porque se prestavam facilmente a serem usadas nos aviltantes ritos dos santuários cananeus. Ver Lv 26.1; Dt 16.22. – Betel (19). Betel era o lugar onde ocorreu o sonho, e Luz era o nome da cidade próxima. O nome Betel mais tarde foi transferido para a cidade (Jz 1.23).

    6- EXPERIÊNCIAS QUE AMADURECERAM JACÓ

    Jaco e os anjos . Vemos que jacó , apesar de ser , pelo visto, um homem de pouca espiritualidade, nunca foi abandonado por Deus, mas várias vezes na sua história acidentada teve experiências da intervenção divina.
    Em 31.3, ao fim dos vinte anos de desterro ,Deus tornou a falar com ele, eo manda voltar à terra de seus pais.
    No primeiro versículo do cap.32,”encontram-no os anjos de Deus” e no fim do capítulo, um anjo luta com ele.

    Jacó chamou aquele lugar de “Manaim” : “dois bandos” , a saber, a comitiva da sua companhia , e a comitiva celestial: os anjos de Deus.
    Neste misterioso conflito notemos o seguinte:

    1) Jacó encontra-se a sós com Deus.
    2)Jacó sentiu-se em conflito com Deus , e por isso devia conpreender que com ele havia coisas que Deus não aprovava.
    3)Jacó quis conhecer mais perto esse que lutava com ele , e perguntou-lhe pelo nome.
    4)jacó sentiu a urgente necessidade da bênçao divina.
    5)jacó prevaleceu quando mais do que nunca sentiu a própria fraqueza.

    O bispo Boyd Carpenter escreveu o seguinte sobre as duas experiências que jacó teve, uma visão em betel e a luta com o anjo :

    “Em que posição achamos o estado espiritual de jacó na ocasião deste segundo incidente sobrenatural da sua vida?  Durante o primeiro período ele era um simplesmente um homem do mundo . Depois da visão em betel, era um homem religioso : via-se na sua vida uma influência  religiosa.

    Depois do conflito no val de jaboque chegou a ser um homem espiritual. Estava voltando para sua terra , sentindo na alma o peso do seu pecado sem perdão, sem purificação.

    Betel era a casa de Deus , onde aprendeu que nao podia pisar um pedaço qualquer da terra sem descobrir que o governador do mundo estava ali .
    Em betel jacó disse : ‘ se Deus for comigo e me guardar’. Em jaboque seu primeiro pensamento era : ‘ Dá-me , peço-te,a saber o teu nome ! Ele desejava conhecer mais de Deus , e não receber mais de Deus .

    Após o o ultimo encontro de jacó dom o senhor ele saiu com duas mudanças imediatas.

    1) com um novo nome
    2) com uma marca na coxa.

    Apartir daquele dia as pessoas veriam ele diferente , pois com um nove nome quem é que não vai comentar, e prinçipalmente manco.
    Imagino as pessoas dizendo a ele esta velho , esta manco , mas imagino ele dizendo estou marcado mas estou com um novo nome , estou manco , mas estou com Deus.

     

    CURIOSIDADES

    Mandrágoras

    Mandrágoras : Segundo crenças antigas, estas frutas faziam férteis às mulheres.

    H1736 (Strong Português)
    H01736 ???? duwday ou (plural) ?????
    procedente de 1731; DITAT – 410d; n m
    1) mandrágora, fruta do amor
    1a) como excitante do desejo sexual, e favorecendo a procriação

    Raquel tentou usar mandrágoras (dudei’im) para induzir a fertilidade. Essas mandrágoras eram popularmente chamadas de “maçãs do amor”.(segundo a Septuagina) Ryle diz: “A mandrágora é uma planta tuberosa, como fruto amarelo semelhante à ameixa. Supunha-se que agia como um talismã do amor. Amadurece em maio, o que está de acordo com a menção (v. 14) dos dias da ceifa do trigo” (Cambridge Bible, in loco). Raquel continuou estéril apesar do supersticioso talismã . A situação estava nas mãos do Senhor e Ele não permitiria que tentativas humanas a mudassem.

    Rachel estava tão desejosa dessas “mandrágoras”, que parecem ter o seu nome “dudaim” do amor: a palavra é apenas usado aqui e em Cantares 7: 13; onde são elogiados por seu cheiro bom;

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