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  • Torturado Por Cristo – Richard Wurmbrand

    O Pastor Richard Wurmbrand foi o pastor evangélico que passou quatorze anos como prisioneiro dos comunistas, torturado em sua própria terra natal, a Romênia.

    1937-1938

    Em uma das muitas aldeias montanhosas da Roménia vive um carpinteiro idoso e religioso chamado Christian Wolfkes, o qual tem um amor fervoroso pelos judeus. Ele deseja ganhar um judeu para Cristo, mas não há nenhum na sua aldeia e ele está demasiado doente para viajar à procura de um, com quem possa compartilhar o Evangelho. Um jovem judeu e a sua esposa chegam à aldeia de Christian Wolfkes. Durante horas, o velho carpinteiro ora por esses estrangeiros judeus e procura, de todas as maneiras possíveis, levá-los ao Salvador. O maduro carpinteiro dá-lhes um Novo Testamento. Os estrangeiros judeus, Richard e Sabina Wurmbrand, finalmente dedicam as suas vidas a Jesus Cristo.

    1941
    A Roménia apoia a Alemanha na guerra contra a União Soviética e integra as forças alemãs. Richard Wurmbrand, agora Pastor, vê uma nova oportunidade entre os soldados e inicia atividades evangelísticas. Durante o terror do Nazismo, Richard e Sabina são repetidamente espancados e presos. A família da senhora Wurmbrand perece na exterminação em massa, nos campos de concentração de judeus.

    1944
    Os comunistas obtêm o poder na Roménia e um milhão de tropas russas são convidadas a invadir todo o país. O Pastor Wurmbrand inicia um duplo ministério: com os seus compatriotas oprimidos e com os russos. Ele aborda comboios e usa as longas viagens para pregar o Evangelho; disfarçado, entra nos campos do exército russo e expõe a Palavra de Deus.

    1945
    Richard e Sabina Wurmbrand assistem ao “Congresso dos Cultos” promovido pelo governo comunista romeno. Como vários líderes religiosos juram lealdade ao novo regime, Sabina diz ao seu marido para “limpar a vergonha da face de Jesus”. Richard, sabendo do resultado de tal ato, foi à frente. Os delegados acreditam que ele irá louvar a nova liderança, mas, para sua surpresa, Richard diz aos 4.000 delegados que o seu dever como cristão é apenas glorificar a Deus e a Cristo.

    1947

    Richard organiza grupos de cristãos para contrabandear Evangelhos russos para a Rússia. Em 30 de Dezembro, a República da Roménia é proclamada.

    1948
    Num Domingo de manhã, a 29 de Fevereiro, o Pastor Wurmbrand sai da Igreja. Um pequeno grupo da polícia secreta raptam Richard e fecham-no numa cela solitária, nomeando-o “Prisioneiro número Um”.

    1950
    Sabendo do trabalho de Sabina na Igreja secreta, os comunistas prendem-na e colocam-na em trabalhos forçados no Canal do Danúbio. O seu filho de 9 anos, Mihai, é deixado abandonado nas ruas.

    1953
    Sabina Wurmbrand é libertada e continua o seu trabalho na Igreja secreta. Contam-lhe que o marido tinha morrido na prisão. Recusando-se a acreditar no relatório, Sabina mantém a sua esperança de um dia ver Richard novamente.

    1956

    Richard Wurmbrand é libertado após servir 8 anos e meio na prisão. Ele sofreu torturas horríveis e foi avisado para nunca voltar a pregar. Apesar do tratamento dos seus raptores, Richard trata-os apenas com amabilidade. Depois da sua libertação, Richard recomeça o seu trabalho na Igreja secreta.

    1959
    Richard volta a prisão através de um dos seus próprios associados da Igreja secreta. É novamente preso e condenado a 25 anos.

    1964
    O Pastor Wurmbrand é libertado da prisão e recomeça o seu trabalho. Chegam a Bucareste os Reverendos W. Stuart Harris e John Moseley, da Missão para os Milhões da Europa. Dirigem-se cuidadosamente ao sótão onde moram os Wurmbrands, onde o Pastor conta novamente algumas das suas experiências na prisão. No dia seguinte, encontram-se num parque em Bucareste e têm a sua conversa final. Trata-se do primeiro contacto dos Wurmbrands com missionários de fora desde as suas prisões.

    1965

    A familia Wurmbrand é resgatada da Roménia por $10.000 e Richard é novamente avisado pela polícia secreta para manter silêncio. Os Wurmbrands viajam para a Escandinávia e Inglaterra antes de chegarem aos Estados Unidos. Em Maio, o Pastor testemunha em Washington D.C., antes do Sub-comité de Segurança Interna do Senado, desnudar a sua cintura e revelar dezoito feridas profundas no seu corpo. Esta história espalha-se rapidamente pelo país e pelo mundo, e centenas de convites para testemunhar chegam a sua casa.

    1966
    Richard e Sabina iniciam a sua viagem de pregação internacional, revelando as atrocidades cometidas contra os seus irmãos e irmãs nos países comunistas. O Pastor Wurmbrand sabe que a polícia secreta romena está a planejar a sua morte. Todavia, o pastor não podia ser silenciado. Ele continua a sua viagem de pregação e começa a ser conhecido como “a Voz da Igreja Secreta”
    1967
    Com o desejo de servir a sua Família perseguida de uma forma melhor, os Wurmbrands iniciam oficialmente um ministério de compromisso com esse serviço. Em Abril, é formada a “Jesus para o Mundo Comunista”, mais tarde chamada por “A Voz dos Mártires”. O livro “Torturado para Cristo”, que conta a experiência do Pastor Wurmbrand na prisão, é lançado. Em Outubro, é lançado o primeiro número do jornal mensal de “A Voz dos Mártires”.

    Anos 70 até meio dos anos 80

    Apesar da Guerra Fria dos anos 80, A Voz dos Mártires permanece verdadeira ao seu chamado para servir a Igreja perseguida. O trabalho desenvolve-se com cinco objectivos principais e liga mais de 80 nações.

    1989
    Uma falha da democracia mostra a brutalidade dos comunistas chineses quando massacram aproximadamente mil protestantes em Tianamen Square, Beijing. Iniciam-se manifestações na Europa de Leste e em 9 de Novembro cai o Muro de Berlim. Um Pastor romeno prega em Timisoara. Logo depois, milhares de romenos começam a protestar contra o regime opressivo de Elena e Nicolae Ceausescu. Muitos soldados, convencidos pelas pessoas, tornaram-se polícia secreta. Em 25 de Dezembro, dia de Natal, a paz vem para a nação oprimida da Roménia.

    1990
    Em apenas alguns dias na nova Roménia de fronteiras abertas, colaboradores da Voz dos Mártires trazem camilhões com auxílio à Roménia e a outros países libertados. Richard e Sabina voltam à Roménia, depois de 25 anos de exílio. Richard é bem recebido por muitas Igrejas e até prega na televisão pública. Ele lamenta a execução dos tiranos romenos e prega uma mensagem de amor e perdão. Uma gráfica cristã e uma livraria são abertas em Bucareste. O governo local oferece um armazém para os livros cristãos, precisamente no mesmo local onde Richard foi preso em prisão solitária. Uma segunda gr

  • Abraão, o amigo de Deus

    Abraão é um dos principais personagens do Antigo Testamento. Ainda hoje, as três principais religiões monoteístas (judaísmo, cristianismo e islamismo) consideram-se, natural ou espiritualmente, descendentes do patriarca. Não obstante às suas fraquezas, Abraão foi chamado de “O Amigo de Deus”. O versículo-chave da biografia desse personagem é: “E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus” (Tg 2.23; Gn 15.6).

    Deus chamou Abraão de Ur dos Caldeus para usá-lo num elevadíssimo projeto: ser o pai de uma grande nação. Não sabemos qual critério o Eterno utilizou para esse chamamento. Poderia ter escolhido Enoque, o que fora transladado; ou Noé, o justo (Gn 7.1). Todavia, preferiu Abraão. Resgatou-o de uma cultura idólatra, perversa e imoral a fim de que lhe servisse por toda a vida.

    I. ABRAÃO ANTES DO SEU CHAMADO

    1. Ur dos Caldeus. Fundada cerca de 2.800 a.C, foi o centro de uma grande cultura pagã. Era avançada nas ciências e proporcionava aos seus habitantes, excelente estabilidade sócio-econômica. Além disso, Ur exerceu forte influência religiosa, social e comercial em toda a região mesopotâmica e fora dela.

    2. Harã e Siquém (Gn 12.4-8). A despeito de acumular muitas riquezas em Harã, o coração do patriarca não estava ali. Ele sabia que a vontade de Deus deveria ser cumprida, por isso decidiu partir de Harã para Canaã, passando por Siquém. Além disso, seu pai já estava morto, não havia nada que pudesse detê-lo. Sua obediência e firme confiança em Deus fê-lo perseverar na jornada.
    Em Siquém, o Senhor aparecera a seu servo, reafirmou-lhe as promessas, mostrando toda a terra de Canaã.

    3. Disposição para mudar. Abraão teve de ter fé e muita disposição para sair de uma cidade tão rica e desenvolvida, e peregrinar numa terra totalmente ignorada. O cristão que deseja fazer a vontade de Deus deve estar preparado para mudanças profundas em todas as áreas da sua vida. Isso aconteceu com Jonas, o profeta; com o apóstolo Paulo, Pedro e com muitos outros ao longo da história. Você tem se colocado à disposição de Deus?

    O patriarca Abraão habitava na cosmopolita Ur dos Caldeus. Quando Deus o chamou, deixou todas as vantagens da metrópole a fim de cumprir a vontade do Senhor.

    II. CONSEQÜÊNCIAS DA PARCIALIDADE

    Deus ordenou a Abraão que se separasse de seus parentes. Exceto Sara, sua esposa, nenhum outro membro da família deveria acompanhá-lo. Todavia, o patriarca, certamente constrangido pela idade avançada de seu pai, e a presença de seu sobrinho Ló, decidiu levá-los.

    1. Desgaste espiritual. Abraão, na verdade, confrontou a ordem divina (Gn 12.1,5; 13.1b). Ele devia ter evitado que os laços familiares atrapalhassem o caminho que o Senhor lhe havia preparado. Escrevendo aos Romanos no capítulo 12, versículos 1 e 2, o apóstolo Paulo nos apresenta um princípio infalível de bem-estar espiritual para todo o crente: descobrir a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Este princípio, quando posto em prática, garante permanente comunhão com o Altíssimo.

    2. Desgaste afetivo (Gn 13.1-18). Abraão teve de apaziguar uma desavença entre seus pastores e os de Ló. Em razão de haver rebanho demais para pouca terra, eles constantemente disputavam os pastos para seus bois e ovelhas. A situação ficou tão insuportável que o patriarca precisou, inclusive, separar-se de seu sobrinho.

    3. Desgaste econômico. Sendo inevitável a separação, Abraão deu a Ló o privilégio de escolher seu território. Ló não teve dúvida, escolheu aparentemente a melhor parte: uma campina fértil à beira do rio Jordão (Gn 13.10,11). Este episódio nos mostra que o homem em desobediência a Deus pode sofrer conseqüências desastrosas em qualquer área de sua vida.
    A parcialidade na vida de Abraão resultou em desgaste espiritual, econômico e afetivo.

    III. A CHEGADA EM CANAÃ

    1. Ratificando as promessas. Assim que Abraão chegou a Canaã, Deus lhe apareceu mais uma vez a fim de ratificar a promessa feita em Harã: “à tua semente darei esta terra” (Gn 12.7a). Era tudo que precisava para saber que estava no centro da vontade de Deus, uma vez que há tantos anos o Senhor não lhe aparecia.
    Esse episódio nos faz concluir que o silêncio de Deus não tira o crente do rumo certo. Compete a este permanecer firme nas promessas imutáveis do Senhor.

    2. O testemunho público. A entrada de Abraão em Canaã foi marcada por um culto de adoração e ações de graças a Deus. O patriarca mostrou aos cananeus que ali estava um homem comprometido com a adoração de um único e verdadeiro Deus. Todos ficaram cientes de que Abraão era um homem de fé logo no primeiro momento de sua chegada. Esta deve ser a conduta do crente: demonstrar que serve a Deus em todo lugar e em qualquer circunstância (Mt 10.32; Lc 12.8).
    Quando Abraão chegou em Canaã edificou um altar ao Senhor. Ali Deus ratificou a promessa a seus descendentes.

    IV. ASPECTOS POSITIVOS DO CARÁTER DE ABRAÃO

    1. Generosidade. Abraão demonstrou nobreza ao resgatar seu sobrinho. Ló fora capturado e preso com o seu povo. Assim que Abraão soube do fato, imediatamente saiu em perseguição dos invasores até Dã, ao norte do território israelita. Aliado com seus três vizinhos, Aner, Escol e Manre (Gn 14.24), o patriarca lutou bravamente e venceu a peleja. Esta atitude mostra o aspecto nobre do caráter de Abraão.
    O que mais chama a atenção não é a derrota dos inimigos, mas sim a generosidade do patriarca para com seu sobrinho. Ele não demonstrou nenhum indício de ressentimento ou animosidade contra aquele que um dia lhe prejudicara.
    O “amigo de Deus” deixou-nos uma grande lição sobre como devemos proceder com aqueles que direta ou indiretamente nos causam danos. Ponhamos em prática os ensinos de Jesus (Lc 6.27b,28b).

    2. Firmeza. Abraão revelara este aspecto de seu caráter quando aguardava o cumprimento da Palavra do Senhor. A despeito de viver em Canaã, a promessa que Deus lhe fizera não havia se cumprido integralmente. Faltava-lhe um legítimo herdeiro. Contudo, Abraão permaneceu fiel, aguardando a concretização dos planos divinos em sua vida (At 7.2; Gn 12.1,2).

    3. Fidelidade. A fidelidade de Abraão é demonstrada no momento em que se encontrou com Melquisedeque (Gn 14.18,19), rei e sacerdote do Deus Altíssimo. O fiel servo do Senhor entregou-lho o dízimo de todos os seus bens.

    4. Integridade. Ao regressar da batalha dos quatro reis contra cinco, Abraão recebeu uma tentadora proposta do líder de Sodoma. O patriarca ficaria com todos os despojos da peleja, enquanto ele (o rei de Sodoma) teria direito sobre os prisioneiros de guerra. É claro que o servo do Senhor não aceitou esse acordo (Gn 14.22,23). Ele não queria riquezas que o prendesse a Sodoma. E, além disso, aqueles bens tinham procedência mundana e profana. O cristão deve ser vigilante quanto à origem do que vem às suas mãos para que sua adoração não seja rejeitada (Sl 24.1-5).

    5. Submissão. Abraão foi duramente provado quando Deus lhe pediu Isaque em holocausto (Gn 22.3). Certo de que o Senhor poderia ressuscitá-lo, não titubeou: partiu para o lugar do sacrifício, levando consigo seu único filho e dois criados (Gn 22.1-3; Hb 11.17,18). O caráter submisso de Abraão é uma referência para todos que desejam viver em santa obediência ao Senhor. Submissão e fé são imprescindíveis à vida cristã (Rm 1.5; At 5.32). Urge vivermos em constante oração para que a vontade de Deus esteja sempre diante de nossos olhos (Rm 12.1,2). Os que confiam no Senhor recebem dele o necessário provimento, a exemplo de Abraão, que encontrou um cordeiro para o holocausto (Gn 22.13).
    Os aspectos positivos do caráter de Abraão são: a generosidade, a firmeza, a fidelidade, a integridade e a submissão.

    V. ASPECTOS NEGATIVOS DO CARÁTER DE ABRAÃO

    1. Medo. Nenhum homem de Deus está livre de sentir-se inseguro em determinadas situações. Isso aconteceu com Abraão após o resgate de Ló. Deus, porém, lhe apareceu em uma visão, à noite, dizendo: “Não temas, eu sou o teu escudo” (Gn 15.1). O mesmo ocorreu com Gideão (Jz 7.10), com os discípulos (Mc 6.49,50) e ainda hoje com diversos servos de Deus. Em todos os casos, o Senhor se faz presente.

    2. Fingimento. Abraão propôs a Sara que fingisse ser sua irmã. Por ser muito formosa, o patriarca pensou que se ela se passasse por sua irmã, os egípcios não o matariam (Gn 12.11-13). Abraão omitiu a verdade absoluta, usando de subterfúgios. A palavra do crente deve ser sim, sim e não, não (Mt 5.37). O fingimento é uma forma de mentira, e a Bíblia o condena taxativamente (1 Pe 2.1; Pv 25.23).

    Os aspectos negativos do caráter de Abraão são: o medo e o fingimento.

    CONCLUSÃO

    Por seu íntimo relacionamento com o Senhor, Abraão recebeu o título de “amigo de Deus” (2 Cr 20.7; Is 41.8; Tg 2.23). Foi o único a conquistar tamanho privilégio. Tendo saído de uma terra carregada de idolatria, Deus o honrou sobremaneira. Sua submissão ao Senhor foi o ponto forte de toda sua vida, como lemos no texto áureo desta lição.
    Não obstante todas as falhas humanas, Abraão tornou-se o maior modelo de fé e obediência a Deus. Sigamos, pois, o seu exemplo.

    Subsidio Teológico

    “História de Abraão

    Abraão iniciou sua vida em Ur dos Caldeus, na Mesopotâmia. Dali, Terá, seu pai, mudou-se com a família para Harã. Tanto Ur como Harã eram centros de adoração da lua. O nome de seu pai, Terá, provavelmente significasse ‘Ter é (o divino) irmão’. Acredita-se que ‘Ter’ seja uma variação dialética para o deus lua e era especialmente popular no distrito de Harã como foi confirmado pelos registros assírios. Mas Abraão foi convocado pela voz de Deus a deixar o seu cenário pagão, para ir a uma terra divinamente prometida à sua semente.
    Após sua chegada à Palestina, Abraão passou muitos dias principalmente nas proximidades de três centros no sul, Betel, Hebrom (Manre) e Berseba. Entretanto, nas proximidades de Betel, Abraão construiu o seu segundo altar (Gn 12.8; 13.3) e invocou o nome do Senhor Jeová […]”.
    (PFEIFFER, C. F. Dicionário bíblico Wycliffe. RJ: CPAD, 2006, p.11.)

    APLICAÇÃO PESSOAL

    Abraão peregrinou por terras longínquas e inóspitas. Enfrentou todas as dificuldades comuns aos viajantes nômades. Para as caravanas que cruzavam a estrada, lá estava mais um pastor nômade vagando pelo ermo. Porém, Abraão via o invisível e conhecia o incognoscível! Ele caminhava em direção à Terra Prometida – ao seu lar de inefável alegria! O ardor do estio que crestava-lhe a tez, não era mais forte do que a fé rubra que incendiava-lhe a alma! Assim também peregrinamos pelos vales desse mundo. Os que atravessam o caminho não vêem o que vemos; não discernem o que conhecemos!

    Estamos caminhando em direção ao nosso lar celeste. As chamas das vicissitudes não são maiores do que a nossa esperança no Sol da Justiça. Permaneça firme até o encontro celestial.

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  • Abraão era judeu?

    Pergunta: “Recentemente alguém me disse que Abraão não era judeu, mas caldeu. Também Isaque e Jacó não teriam sido judeus. Somente depois do filho de Jacó, Judá, eles teriam se tornado judeus (tribo de Judá). Tenho outra opinião, porque em Gênesis 11.10ss são mencionadas as gerações de Sem, onde aparece também Abraão. Pois os judeus vêm da descendência de Sem (semitas). E Abraão, em geral, é tido como patriarca dos judeus. Minha opinião está correta ou estou enganado?”

    Resposta: Na verdade Abraão ou Abrão, como ele se chamava inicialmente, não era judeu de berço. Gênesis 11.26-28 diz em relação à sua origem: “Viveu Tera setenta anos e gerou a Abrão, a Naor e a Harã. São estas as gerações de Tera. Tera gerou a Abrão, a Naor e a Harã; e Harã gerou a Ló. Morreu Harã, na terra de seu nascimento, em Ur dos caldeus, estando Tera, seu pai, ainda vivo.” Sobre Ur lemos num dicionário bíblico: “Cidade muito antiga no sul da Babilônia, que se indentifica como Tell el-Muqayyar; ela estava situada na margem direita do rio Eufrates, a meio caminho entre Bagdá e o Golfo Pérsico. Tera e seus filhos – entre eles Abrão – nasceram em Ur e de lá se mudaram para Harã”. Portanto, a pátria de Abraão ficava na Babilônia. Josué também salienta isso no seu “discurso à nação”: “…Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Antigamente, vossos pais, Tera, pai de Abraão e de Naor, habitaram dalém do Eufrates e serviram a outros deuses” (Js 24.2). Abraão de fato descendia de Sem, portanto era um semita, mas ele servia a quaisquer outros deuses babilônicos. Ter origem semítica ainda não significava ser o patriarca de Israel, mas simplesmente que Canaã lhe seria submisso, seria seu servo (Gn 9.26).

    A mudança só ocorreu em Gênesis 12. Ali houve um acontecimento que não apenas desestruturou o pequeno mundo de Abraão, mas que teve conseqüências que vão perdurar até o fim dos tempos. O Deus Soberano, o Criador dos céus e da terra, chamou um único homem, ordenou-lhe que deixasse sua terra e partisse para uma terra distante que Ele lhe mostraria. O Senhor não lhe disse o nome dessa terra. Por isso, Abraão não sabia em que se envolveria, mas creu na promessa que lhe foi dada a seguir: “de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção!” (Gn 12.2). Embora somente seu neto Jacó tenha recebido o nome de Israel (Gn 32.28), isto não muda o fato de Abraão ser o patriarca do povo de Israel. Pois Abraão, Isaque e Jacó sempre são mencionados em conjunto, por exemplo, em Gênesis 50.24; Êxodo 33.1; Levítico 26.42; Números 32.11; Deuteronômio 1.8; Mateus 1.2; Lucas 13.28; Hebreus 11.8-9 e assim por diante. A base para isso é e continuará sendo a aliança de Deus com Abraão.

    O nome “judeus” muitas vezes é usado como sinônimo de Israel, mas deveríamos lembrar que isso não é historicamente exato, pois o reino de Davi se dividiu depois da morte de Salomão (930 a.C.). Formou-se, por um lado, o Reino do Norte (as dez tribos de Israel) e, por outro lado, o Reino do Sul (as duas tribos de Judá, os descendentes de Judá e Benjamim – veja 1 Reis 12). Depois do cativeiro babilônico, o nome “judeus” é usado de modo geral para os habitantes da Judéia. É interessante que no Novo Testamento Jesus é chamado de “Rei dos judeus” pelos estrangeiros (Mt 2.2; Mt 27.11, etc.), enquanto os próprios judeus o chamaram de “rei de Israel” (Mt 27.42). Atualmente não importa mais se um judeu ou uma judia descende de Judá, de Benjamim ou de qualquer uma das outras dez tribos. Usa-se a designação “judeus” genericamente para uma comunidade étnica que sobreviveu apesar de séculos de perseguição, porque Deus confirmou Sua aliança com Israel através de um juramento e conduzirá Seu povo para o alvo! (Elsbeth Vetsch)

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  • Alerta Apostaia

    Atualmente, existem espíritos no mundo físico agindo, diligentemente, em todas as facetas do que é chamado “Cristianismo”. O espírito do Anticristo é o principal agente nesse contexto, conforme profetizado para a igreja dos últimos dias, cujo destino final é se tornar um sistema religioso mundial, sob o controle do Diabo encarnado. [N.T. – Cristo se fez homem para salvar os pecadores. Satanás vai se encarnar, com o objetivo de destruí-la].

    Nossa frustração, a do remanescente fiel ao Senhor Jesus Cristo, é saber que não podemos deter um movimento, cujo tempo é chegado. Foi o próprio Deus quem colocou a cegueira naqueles que O adoram somente com os lábios, mas o seu coração está longe dEle. O máximo que podemos fazer é “batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos”, tentando “arrebatar alguns do fogo” (Judas 3,23).
    A maneira de localizar onde o Diabo está agindo é no seu ataque à Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada. Isso está acontecendo em todas as direções – tanto no lado conservador como no lado liberal da igreja visível. “Nada há de novo debaixo do sol” (Eclesiastes 1:9). Satanás sempre tem lançado dúvidas sobre a Palavra de Deus, esforçando-se para enganar o Seu povo, como, por exemplo, em Gênesis 3:1: “É assim que Deus disse?”   

    PARÁFRASES MODERNAS
    – A criação das falsas traduções da Bíblia é a maneira mais óbvia pela qual a Palavra de Deus tem estado, ultimamente, sob ataque. A Bíblia “The Message” (A Mensagem) é vendida como uma tradução, sendo uma paráfrase com a pretensão de ser lida amistosamente. Contudo, ela  distorce a significação da Escritura. Um ministro assim observou as deficiências na Bíblia “The Message”, a qual ele nomeia como “uma mentira parafraseada”.

    O Anticristo é simplesmente um anarquista. Palavras como “apostasia”, o “que resiste”; e outras estão em falta; o julgamento do Anticristo é uma “piada”; não há referência alguma sobre a volta de Cristo; os maus são banidos, em vez de condenados. Além disso, em vez de denunciar o autor, nesse assalto à Bíblia, muitos líderes da igreja atual emprestam os seus nomes como um endosso a este livro: “Amy Grant, Benny Hinn, Bill Hybels, Bill and Gloria Gaither, Billy Graham, Chuck Swindoll, Cynthia Heald, Gary Smalley, Gordon MacDonald, J.I. Packer, Jack Hayford, Jerry Jenkins, Jerry Savelle, Jimmy and Rosalyn Carter, John Maxwell, Joni Eareckson Tada, Joyce Meyer, Keith Miller, Kenneth Copeland, Madeleine L’Engle, Max Lucado, Michael Card, Michael W. Smith, Newsboys, Rebecca St. James, Richard Foster, Rick Warren, Rod Parsley, Stuart and Jill Briscoe, Tony Campolo, Vernon Grounds, Walter Kaiser Jr., Warren Wiersbe.

    EVANGÉLICOS – Um correto barômetro da igreja evangélica, para os dias de hoje, são as populares revistas “Christianity Today” e “Charisma”. Para ver como o Evangelicalismo tem se distanciado da verdade bíblica, basta que se pesquisem as páginas da última edição destas duas publicações, a fim de verificar quais os ministérios que estão sendo promovidos e quais as conferências que estão sendo anunciadas. [N.T. – Há alguns anos, a edição da C.T. aqui no Brasil, pediu-me para escrever um artigo sobre a Igreja Emergente. Como escrevi um texto denunciando-a, claro que a revista não o publicou).

    Por exemplo, a C.T. publicou um artigo sobre o controverso autor católico – Brennan Manning – cujos artigos mostram uma mentalidade novaerense e ecumênica. Embora muitos ministérios  apologéticos tenham denunciado este fato, a C.T. o ignorou e numa entrevista de 06/10/2005,  ela se referiu ao livro de Manning, “The Ragamuffin Gospel” como sendo um clássico espiritual, mesmo estando este livro repleto de perigosos ensinos espirituais. “A Coward Who Stayed to Help”  é a estória [furada] em que Manning contou a sua ajuda às vitimas do furacão Katrina. Numa inversão dos eventos, a C.T. precisou editar uma correção da tal estória, uns cinco dias após sua publicação. Acontece que Manning havia exagerado em tudo e por isso os editores da C.T. colocaram um adendo à estória, conforme abaixo:

    “Dos editores – “Lamentamos informar nossos leitores que, após nossa conversa gravada, Brennan Manning telefonou ao nosso escritório, a fim de se desculpar. Ele reiterou que ficara ‘desorientado, confuso e deprimido’; ele disse, em seguida, que certos detalhes que e havia entregue não eram verídicos. Ele não conseguiu identificar a criança do seu prédio de apartamentos, nem ajudou uma senhora idosa a se livrar da tragédia. Conquanto ele tenha sido o último a sair do prédio, ‘a verdade é que não havia pessoa alguma, ali,  que eu pudesse ajudar’”. Ele concluiu, numa mensagem verbal à C.T.: ‘A pura verdade é que eu menti’”.

    Apesar de tantas mentiras, a C.T. arquivou a entrevista sem editar e anexou a  antiga estória de Manning, à edição de junho 2004, a qual mostrava todos os líderes evangélicos que abraçaram esse ex-padre franciscano.  A lista dos seus admiradores consta de “Quem é Quem” dos líderes evangélicos, como Eugene Peterson, autor da Bíblia parafraseada – “The Message” – e do popular consultor, Larry Crab. Manning também é endossado por muitos músicos populares, tais como o falecido Rich Mullins, Michael Card, Michael W. Smith e os membros da U2.  Tais endossos têm permitido a este herege a entrada nos círculos e revistas evangélicos.

    Brennan Manning tem popularizado a ideia de que a Bíblia não deve ser aceita literalmente e qualquer pessoa que enaltece os seus valores não passa de um fariseu e hipócrita. Ela precisa ser separada da Palavra de Deus, como sendo um livro contendo palavras de homens misturadas às palavras de Deus, a fim de que a verdade ecumênica possa ser alcançada pelos católicos & protestantes. Tanto a C.T.  como a Charisma aprovam esta agenda.

    DENOMINAÇÕES TRADICIONAIS – Os cristãos crentes na Bíblia há muito têm ficado chocados e horrorizados com a retórica antibíblica expressada pelos movimentos e organizações protestantes, que antes acreditavam na verdade da Escritura. “Teólogos” do Seminário de Jesus, como o bispo episcopal John Spung, têm sido aceitos pelo mundo secular como sendo porta-vozes do Cristianismo. O último livro de Spung é intitulado “The Sins of Scripture: Exposing the Bible Texts of Hate to Reveal The God’s Love”. Nele, Spung afirma que “a Bíblia está repleta de conceitos tribais e de amantes do sexo, do tempo antigo”. Mesmo assim, ele apanha as coisas de que gosta na Escritura, descartando o resto – ou seja,  a maior parte da Bíblia.

    Quando ele denuncia a  Bíblia desta maneira, poder-se-ia imaginar que a Igreja Episcopal iria renegá-lo, mas, em vez disso, ela o apoia, permitindo que o seu veneno se espalhe através de uma denominação já morta.

    O mesmo acontece na Igreja Metodista, a qual também apoia os que odeiam a Bíblia. Uma dessas pessoas é Susan Cady, co-autora da obra “Sophia, The Future of Feminine Spirituality”, a qual pastoreia uma das mais antigas igrejas metodistas na Filadélfia. Ela é quase uma bruxa, denunciando a Bíblia, pelo que ela chama desvio patriarcal. Pois, em vez de ser disciplinada pelos males que tem espalhado contra o Cristianismo e a Palavra de Deus, [essa bruxa] é enaltecida a uma posição de destaque. O que John Wesley iria pensar disso?

    Contudo, são os denunciadores da Bíblia, na Cristandade,  que têm predominado na imprensa. Eles são os mais apresentados nos documentários da TV secular, tais como na série “Os Mistérios da Bíblia”. Quem melhor do que um erudito de seminário (como os do Seminário de Jesus, os quais negam a divindade de Cristo), ou algum ministro ordenado por uma denominação tradicional, para ser citado como afirmando que a separação do Mar Vermelho, de fato,  jamais aconteceu? Esses homens e mulheres eclesiásticos são uma verdadeira desgraça para o Cristianismo Bíblico, fornecendo munição aos que odeiam a Bíblia, substituindo-a pela cultura popular. [N.T. Eles ignoram completamente o que Paulo ensina na 1 Coríntios 1:18-20: “Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus. Porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, e aniquilarei a inteligência dos inteligentes. Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o inquiridor deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo?”]

    Muitas denominações tradicionais abandonaram a Bíblia, substituindo-a pela cultura popular. Homossexuais ativos são bem-vindos a essas denominações e os que se opõem são marginalizados. Igrejas como a UCC (United Church of  Christ), a Igreja Luterana, a Igreja Metodista Unida, a Igreja Discípulos de Cristo e a Sociedade dos Amigos (quakers)  não mais acatam os ensinos dos seus fundadores. A batalha pela Bíblia já foi perdida nas denominações principais.

    TELEEVANGELISMO PENTECOSTAL/CARISMÁTICO – A maior rede de TV “cristã” do mundo – TBN (Trinity Broadcasting Network) costuma enaltecer frequentemente o seu chamado “profeta” Kim Clement. Este, e outro visionário de uma igreja nova, Tommy Tenney, foram entrevistados  pelos anfitriões – Matthew e Laurie Crouch – no programa “Praise The Lord”, há uns cinco anos. Clement compartilhou um vídeo clip de uma de suas reuniões, na qual ele entrou num frenesi profético, tendo “profetizado” um lampejo de como a igreja gostaria de parecer no futuro.       “Vai acontecer um mover mundial de Deus”, Clement bradou, dirigindo-se a um batedor de rock de sua banda, na retaguarda. “Vai acontecer um mover do meu espírito [N.T. – O visionário escreve tudo em minúsculo mesmo] no mundo inteiro e o espírito do Senhor diz: ‘Eles vão preparar o maior reino que já existiu, o reino do meu filho. Mudarei as leis deste país. Colocarei favor, favor, favor na igreja do Deus vivo. E durante sete anos, vocês entrarão na maior prosperidade com que já sonharam. Ela é de vocês… de vocês. Diz o Senhor. Vejam bem”. Enquanto isso, a multidão grita e extravasa a sua agitação) [N.T. – Francamente, o Inglês desse visionário é pior do que o meu, uma cearense do Crato. Foi difícil traduzir o seu péssimo Inglês, repleto de gíria pentecostal. Ach Du, Mein Gott].

    De volta ao estúdio, o anfitrião Matt Crouch comentou: “Esta é a igreja como deveria ser!” Com o que Laurie concordou: “Toda agitada!”  Matt completou: “Absolutamente caótica nas mãos de Kim Clement.  Foi um culto assombroso, o último do Ano 2000… E ele esteve  profetizando para a América. É assim que as coisas devem ser. Vocês sabem quando estamos falando de uma igreja pobre, a qual não depende do dinheiro (Matt fala zombeteiramente). Ali se podem ver pessoas rindo, absolutamente histéricas, e dançando na presença do Senhor. Essas pessoas estão famintas e apaixonadas pelo louvor e adoração em suas reuniões”.

    Tommy Tenney fungou: “Acho que ele vai receber uma unção para matar os espíritos religiosos. Eles já estão mortos, há, há, há”. Com isso Matt concordou.

    Num programa anterior, com os mesmo anfitriões e convidados, Clement criticou acerbamente a liderança da igreja, conforme a percebia: “Podemos ser jovens, podemos ter ótima aparência, podemos ser prósperos e ricos; estamos apenas provocando-os. E não vamos precisar de 20 anos para conseguir a mudança de todas as coisas. Aparentemente, isso não difere muito em cada geração”. Em seguida, ele voltou ao seu ataque contra a Bíblia: “Saibam que eu não estou pensando agora a respeito da Tribulação de sete anos, nem em pré, mid ou pós, nesse tipo de coisa. Não nos preocupamos com isso. Só queremos ver os reinos deste mundo se tornarem reinos de Deus. Não perdemos tempo com isso…. Estamos vivendo o melhor tempo da igreja que já existiu. Já estamos dentro dele, agora mesmo. Só que uma porção de gente não quer ver, preferindo ir para casa, a fim de estar com o Senhor. Não queremos isso!”

    O ódio à igreja demonstra uma visão do que acontece com a Bíblia. Clement não carrega uma Bíblia, preferindo apresentar suas próprias ideias e espantosas “profecias”, como sendo a Palavra de Deus para hoje. Seu amigo Tommy Tenney, que escreveu o livro “The God Chassers”, concorda e revela ainda mais a atitude da TBN em relação à Palavra de Deus.
    “Um caçador de Deus  poderia ficar excitado sobre alguma verdade empoeirada”, Tommy escreveu, “uma coisa que aconteceu no passado e há quanto tempo. Este é o problema. Há quanto tempo ela existiu? Um verdadeiro caçador de Deus não se sente feliz apenas estudando páginas mostrando o que Deus fez; ele quer ver o que Deus está fazendo. Existe uma vasta diferença entre a verdade atual e a verdade do passado. Temo que a maior parte do que a igreja tem estudado seja do passado e muito pouco do que sabemos se relacione com a verdade atual”.
    Exemplos de recentes ataques à Palavra de Deus no campo da TBN são numerosos demais para serem registrados. A TBN prossegue em sua tendência de enaltecer o ecumenismo, rebaixando a Bíblia e enaltecendo os mestres com escândalos associados aos seus ministérios. Sua rede virtual pode ser vista em qualquer parte do planeta, dando fôlego à Mãe das Prostituições.

    IGREJA CATÓLICA ROMANA
    – Um serviço de notícias on-line registrou, recentemente: “A hierarquia da Igreja Católica Romana, que escreveu um documento dizendo que algumas partes da Bíblia não são verdadeiras, infelizmente são mal direcionadas’. Assim diz o bestselling Ray Comfort… Os bispos católicos da Inglaterra, Gales e Escócia, admoestaram na semana passada, seus milhões de adoradores, bem como outros que se entregaram ao estudo da Escritura, que eles não deveriam esperar uma ‘exatidão total’ da Bíblia”.
    Ora, isso não é novidade na ICAR. Roma jamais teve a Escritura em alta estima, como sendo a Palavra de Deus. A Tradição da ICAR, através dos escritos dos “pais da igreja”, sempre tem seguido nesta mesma direção.

    UNIDADE ECUMÊNICA NA DIVERSIDADE – Os que acreditam nos ensinos da Bíblia  e defendem a fé que uma vez foi dada à igreja, há 2.000 anos, têm sido marginalizados. Eles recebem rótulos, dependendo do seu grupo: caçadores de heresias, fariseus, legalistas, etc.  Isto mantém a maioria dos cristãos em silêncio, temendo ser desgostados.

    A convocação atual nos ramos da Cristandade é no sentido de permitir que a cultura popular dite como devemos interpretar o viver conforme a Escritura, com os que se autodenominam cristãos. Estes afirmam que precisamos mudar, a fim de nos tornarmos importantes, e denunciam, como dogmáticos e retrógrados, os que permitem que a Bíblia dite sua crença e comportamento. A teologia pós-moderna não tem absolutos e seus inimigos são os que aceitam a Bíblia, literalmente.

    Tais ideias jamais conseguiriam invadir uma igreja cristã bíblica com um ataque frontal. Não, elas entram pelos fundos e vão, aos poucos, introduzindo-se [N. T. – Ela começa com a igreja aceitando a música cristã contemporânea]. A Bíblia adverte sobre essa tática, em Judas 4: “Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo”.

    A pergunta que não pode calar é a seguinte: Para onde isso vai nos conduzir? A resposta pode ser a seguinte:

    • A uma volta aos ídolos.
    • A uma celebração dos ritos pagãos cristianizados.
    • A uma mistura de ideais sagradas e profanas.
    • A uma renúncia à autoridade da Bíblia por algo como a tolerância.
    • A cambiar as histórias antigas (da Bíblia)  pelas novas lorotas sobre o que Deus está fazendo agora, em todas as denominações religiosas.
    • Ao Espiritualismo – Toda e qualquer expressão espiritual é aceitável, se parecer positiva.
    • Ao Panenteísmo – a crença de que tudo na criação faz parte da essência divina.
    • A nenhuma doutrina sobre o pecado, a queda, a redenção, o inferno, adotando o universalismo – ou seja – que todos os homens são filhos de Deus.
    • A uma aceitação do estilo de vida homossexual, como igualzinho ao heterossexual.
    • Ao pensamento de que tudo se torna um e ao de transformar o planeta num lugar pacífico, onde todas as religiões têm a verdade, podendo celebrar juntas.

    CONCLUSÃO – Este ecumênico ataque à Palavra de Deus está resultando em prejuízo ao corpo de Cristo, num tempo de tremenda pandemia de mornidão espiritual. Ele se deve, em parte, a uma apatia pós “riso santo”, nas igrejas, quando ela esteve buscando emocionantes experiências espirituais, tendo ficado insatisfeita, quando estas não a conduziram ao ápice.  Toda a conversa a respeito dos maiores reavivamentos espirituais dos tempos finais não aconteceu; portanto, os crentes que buscaram esses “moveres de Deus” ficaram decepcionados. Agora, Eles estão preparados para algo novo. Gostam de escutar que “Deus está fazendo coisas novas”. O que Ele fez nos tempos do Velho e do Novo Testamento não é importante para as pessoas de hoje. Agora, elas querem algo que possam escutar, provar, cheirar e tocar. Elas querem novidades. [N. T. – A Igreja Emergente deveria se chamar Igreja de S. Tomé]. Paulo falou sobre isso, em Atos 17:16-21: “E, enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se comovia em si mesmo, vendo a cidade tão entregue à idolatria. -De sorte que disputava na sinagoga com os judeus e religiosos, e todos os dias na praça com os que se apresentavam. E alguns dos filósofos epicureus e estóicos contendiam com ele; e uns diziam: Que quer dizer este paroleiro? E outros: Parece que é pregador de deuses estranhos; porque lhes anunciava a Jesus e a ressurreição. E tomando-o, o levaram ao Areópago, dizendo: Poderemos nós saber que nova doutrina é essa de que falas? Pois coisas estranhas nos trazes aos ouvidos; queremos, pois, saber o que vem a ser isto. (Pois todos os atenienses e estrangeiros residentes, de nenhuma outra coisa se ocupavam, senão de dizer e ouvir alguma novidade)”.

    Contudo, “nada existe de novo sob o sol”. Esses desejos carnais têm conduzido o povo de Deus à urgência, como os israelitas, de fabricar um bezerro de ouro. As exigências carnais levaram os judeus, no tempo de Jesus, a buscar um sinal, ao que Jesus respondeu: “Uma geração maligna e perversa busca um sinal” (Mateus 12:49. Ele os mandou de volta aos escritos dos profetas e  ao sinal de Jonas. [N.T. – Este é o conselho que os pastores modernos, infelizmente, esquecem de dar aos crentes]. Os cristão salvos do Novo  Testamento devem andar por fé (Habacuque 2:20; Romanos 1:17). Enquanto isso, o homem carnal só adora o que ele pode ver.

    O que está emergindo é um lodaçal maligno, nestes tempos finais, o qual não se pode deter. Deus cegou as mentes dos que não amam a Palavra da Verdade. O máximo que se pode fazer é resgatar alguns dos que tropeçam acidentalmente, apontando-lhes o caminho verdadeiro, antes que sejam tragados pela Mãe das Prostituições. Ela está se formando, exatamente diante dos nossos olhos, para que vejamos que a nossa redenção está próxima.

    Jackie Alnor (jalnor@yahoo.com) – “Apostasy Alert”
    http://www.apostasyalert.org/bible_under_attack.htm
    Tradução e adaptação de Mary Schultze, em 20/01/2012. www.maryschultze.com

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  • S.O.P.A. PERIGO

    Nossas liberdades estão sendo sistematicamente destruídas e tudo em nome da segurança e conveniência.

    Veja a nova cartada do governo americano.

    Os projetos de lei antipirataria norte-americanos Stop Online Piracy Act (Sopa) e  Protect IP Act (Pipa) do Senado, causaram uma onda de protestos de vários sites e empresas de internet dos Estados Unidos. Cerca de sete mil sites acessaram seus serviços na quarta-feira (18/01) (como foi o caso da versão inglesa do Wikipedia) ou alteraram seu design para demonstrar sua oposição (como fizeram o Google e o Mozilla).

    Parece que o movimento surtiu efeito e agora os projetos perdem força entre os políticos. Mesmo assim, com a oposição tomando forma, vamos ver como se encontram os projetos de lei:

    1. Sopa ainda vive: estariam agora a Sopa e a Pipa parados? Na verdade, o principal relator do Sopa, Deputado Lamar Smith (Texas), disse na terça-feira (17/01) que esperava levar o projeto de lei para uma audição na House Judiciary Committee (Comitê Judiciário da Câmara) em fevereiro. Nessas audiências, os legisladores podem debater os projetos de lei e propor alterações, bem como votar se o projeto deve ou não ser passado para o plenário da Câmara. “Para aprovar uma legislação que protege os consumidores, empresas e empregos de estrangeiros que roubam propriedade intelectual dos Estados Unidos, vamos continuar a reunir representantes da indústria para encontrar formas de combater a pirataria online”, afirmou Smith na terça-feira (17/01) por meio de um comunicado.
    2. Cooperação do provedor de pagamento é exigida: a SOPA encorajará – não exigirá – que provedores de pagamento como o Visa e PayPal não facilitem as transações comerciais com qualquer site que o governo tenha considerado como tendo conteúdo de pirataria.  Segundo Smith, “o projeto de lei mantém provisões que ‘seguem o dinheiro’ e cortam as fontes principais de receitas para sites estrangeiros ilegais. E isso fornece meios de fazer reclamações contra esses portais que roubam e vendem a sua tecnologia, produtos e propriedade intelectual”.
    3. SOPA perde ordens judiciais: um ponto de discórdia para a SOPA foi que os provedores de serviço deveriam cumprir uma ordem judicial, obtida pelo governo, obrigando-os a bloquear o acesso a sites estrangeiros desonestos e que indenizariam suas ações. Mas em resposta às criticas do fornecimento, Smith recentemente removeu a ordem judicial. Como resultado, não está claro como as ordens de bloqueio aos sites podem ser obtidas ou policiadas.
    4. Os projetos de lei continuam em desenvolvimento: tanto a SOPA quanto a PIPA continuam em desenvolvimento. Notavelmente, o autor da PIPA, senador Patrick Leahy, admitiu que os provedores de serviço não apoiarão qualquer projeto de lei que filtre domain-name servers (DNS) para propósitos antipirataria. Da mesma forma, para ajudar a prevenir abusos, os autores do projeto de lei adicionaram itens à legislação que impõem danos – incluindo custos e honorário advocatícios – em qualquer um que faz uma alegação falsa.
    5. Mexer com DNS não é popular: como técnica antipirataria, o filtro de domínio está se provando impopular. De fato, o Google – que ganha receita com publicidade por meio de impressões de páginas – afirmou que resistirá a essas medidas. Da mesma forma, tanto a SOPA quanto a PIPA são ridicularizadas pelos provedores de serviços, por especialistas em tecnologia e pela Business Software Alliance por sua abordagem muito ampla.
    6. A reclamação dos críticos à censura: os críticos dos projetos afirmam que a legislação poderia servir como uma arma de censura de direitos autorais, já que afirmam que qualquer site que o governo dos Estados Unidos entenda como distribuidor de conteúdo pirata pode ser bloqueado.
    7. A indústria de filmes ainda gosta do projeto de lei: se as empresas de tecnologia estão contra a SOPA, o mesmo não acontece com os produtores de música e com a indústria de filmes, que continuam a buscar sanções legais para aumentar sua receita e reduzir a pirataria.
    8. A Casa Branca criticou os projetos de leis: durante o fim de semana, três especialistas em tecnologia da administração Obama divulgaram um comunicado em que reconhecem a necessidade de controlar a pirataria online, mas criticam a SOPA e a PIPA por serem muito amplas.
    9. Marketing Legislativo versus realidade: o projeto de lei é uma tentativa dos legisladores de dizerem: “Olhem, eu propus um projeto de lei para acabar com a pirataria online”. Mas sua abordagem realmente acaba com o problema? O bloqueio a sites é deselegante do ponto de vista da tecnologia e complicado do ponto de vista da liberdade de expressão.
    10. Ainda é difícil barrar sites: além do filtro DNS, as autoridades federais usam ordens judiciais para para rastrear centenas de sites que distribuem conteúdo pirata. Mas não há muito a fazer para evitar que os operadores desses sites transfiram suas operações para um novo domínio ou – em alguns casos – processem o governo por acusar injustamente seu portal.

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  • Deputada que obrigar TV Brasil a transmitir proselitismo religioso

    A deputada Liliam Sá (foto), do PSD-RJ, apresentou um PDL (Projeto de Decreto Legislativo) que, se aprovado, acaba com a autonomia da TV Brasil, obrigando-a transmitir programas de proselitismo religioso.

    O PDL 406/11 é uma retaliação à decisão dos conselheiros da EBC (Empresa Brasileira de Comunicação), a responsável pela  da TV estatal, de acabar com dois programas, um católico e outro batista, para substituí-los por apresentações sobre os aspectos históricos e culturais de todas as crenças praticadas no Brasil.

    Os programas ainda continuam no ar por força de uma liminar (decisão judicial provisória) obtida pela Arquidiocese do Rio de Janeiro.

    Liliam apresentou o projeto com o argumento de que os programas se justificam porque a maioria da população brasileira é cristã.

    O Conselho Curador da EBC está tentando acabar com os programas religiosos para cumprir a determinação constitucional de que o Estado brasileiro é laico, não podendo, portanto, ter qualquer envolvimento com as religiões, mesmo em relação à hegemônica.

    O Conselho vem sofrendo fortes pressões de parlamentares, como o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), ligado à Igreja Universal, para não só manter a programação como também para franqueá-la a outras denominações religiosas.

    O PDL, para ser votado no plenário, terá de ser aprovado pelas comissões da Câmara.

     

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  • Pastor Joel Osteen afirma que gays serão aceitos no céu mas precisam se arrepender

    Em uma entrevista ao programa televisivo de Oprah Winfrey, o pastor Joel Osteen respondeu a perguntas sobre homossexualidade e prosperidade. Osteen é líder da mega igreja de Lakewood, que possui centenas de templos espalhados pelos Estados Unidos.

    A apresentadora questionou Osteen sobre sua opinião acerca dos homossexuais. Oprah perguntou se ele acreditava que os homossexuais poderiam ir para o céu e ganhar a salvação. “Acredito que uma pessoa gay será aceita no céu” disse o pastor que afirmou também que Deus acolhe a todos que se arrependem de seus pecados.

    “A acredito que você tem que ter o perdão pelos seus pecados, mas às vezes nós [cristãos] olhamos o homossexualismo como sendo um pecado maior do que o dos orgulhosos ou dos que não dizem a verdade”, disse o pastor, ressaltando que Deus não classifica níveis de pecado.

    Osteen disse também que a Bíblia mostra claramente a homossexualidade como sendo pecado, mas que ninguém teria uma chance no céu se não pudesse ser perdoado.

    Questionado sobre a crítica recorrente de que suas mensagens falam muito em prosperidade e pouco a respeito de Cristo, o pastor respondeu que qualquer fortuna que possa possuir é uma bênção de Deus, que o capacita a ser uma bênção para os outros. Segundo o The Christian Post ele afirmou também que sua renda é derivada principalmente dos livros que escreve e não de dinheiro proveniente da congregação.

    Ainda falando sobre prosperidade o líder religioso disse discordar da ideia de que alguns seriam menos afortunados por não orarem o suficiente. Segundo ele “Deus tem um plano para vida de todo mundo e todos são capazes de alcançar grandes coisas. Há algumas pessoas que simplesmente não romperam as barreiras”. O pastor completou dizendo que o sentido bíblico para prosperidade não seria uma referência apenas para bens materiais, mas também para a paz para a mente e o corpo.

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  • Lição 2 – Jacó compra a primogenitura de Esaú

    A Primogenitura

    Primogenitura é a tradição comum de herança de toda a riqueza, estado ou função dos pais pelo primeiro filho; ou, na falta de uma criança, por parentes próximos, de forma a manter o status da linhagem familiar.

    Segundo a Bíblia, tanto a primeira cria de um animal, como os primeiros frutos das árvores deviam ser oferecidos ao Senhor no santuário, em agradecimento pelo dom da vida. A mesma lei se aplicava ao primeiro filho do casal: ele era considerado propriedade do Senhor (Ex 13,2; 22,29). Mas como sacrifícios humanos eram severamente proibidos, os pais, depois de oferecer o menino no templo, o resgatavam mediante uma oferta material. Esse costume devia lembrar aos israelitas a noite do êxodo, quando Deus fez morrer os primogênitos dos egípcios, ao passo que preservou os filhos dos israelitas (Ex 12,29). Também Jesus, ao completar os oito dias para ser circuncidado , foi levado ao templo por seus pais, oferecido ao Senhor e em seguida resgatado (Lc 2,28s; cf. Ex 13,12s e nota).

    Ao filho primogênito cabiam os direitos de primogenitura, como dupla herança (Dt 21,17), supremacia entre os irmãos e chefia da família (Gn 27,29.40; 49,8). Mas às vezes, como no caso de Jacó e de Judá (27,30-37; 49,4-8), este direito não foi respeitado.

    Jesus é chamado “primogênito de toda criatura” (Cl 1,15; Hb 1,6) em razão da supremacia que o Pai lhe concedeu entre os homens (Rm 8,29).

    Esaú e Jacó

    Não havia harmonia entre os gêmeos de Rebeca. Mesmo antes de nascerem, eles já estavam lutando entre si. Sua mãe, perplexa, indagou do SENHOR a razão e Ele esclareceu que os dois seriam os progenitores de dois povos distintos, que um seria mais forte que o outro, e que o mais velho serviria o mais novo. Esaú e Jacó uma analogia entre o bem e o mal Esaú era o primogênito. Na cultura hebraica esta posição garantia o direito à maior parte da herança (Deut. 21:17), à esperança messiânica e ao sacerdócio da família. (I Cron. 5:1-2). Em termos de hoje, a primogenitura correspondia à posição do crente em Cristo, incluindo: a salvação, a santificação, o serviço e o galardão. Algo, portanto, para ninguém jogar fora.

    Os gêmeos diferentes

    Certamente que a inveja tem sua origem no pecado, mas indiretamente o meio em que vivemos também é propicio a isto, digo não apenas ao fato de sermos atraídos pela propaganda do mundo em oferecer bens de consumo, mas uma educação espiritual de pouca qualidade também pode fazer com haja este sentimento pecaminoso.

    Aqui fica claro que Deus quando determina que alguém seja abençoado; a sua palavra se cumpre no seu devido tempo. Embora o direito de primogenitura fosse algo destinado ao mais velho, vemos que o Senhor alterou o curso das coisas, isto por seu propósito.

    Logo os filhos de Isaque foram crescendo se distinguiram um do outro, em muitos aspectos conforme descrito no comentário da revista, mas no campo espiritual ambos eram “desviados” afirmo porque eles nasceram em um “berço evangélico” mas não andavam conforme a vontade de Deus, ao lermos a historia completa vemos claramente isto, ainda mais quando seus pais não procediam corretamente, pois Isaque dava preferência a um filho e Rebeca a outro filho

    É uma figura da luta constante entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas, entre o Espírito e a carne. Como o SENHOR revelou ao profeta Malaquias, Ele amou a Jacó e aborreceu a Esaú (Malaquias 1:2-3), pois Esaú era de caráter profano (Hebreus 12:16).

    Ao que parece, Isaque era um homem piedoso, caseiro, de vida relativamente tranqüila, que não passou por muitas aventuras e provações. Ele é mencionado como parte do relato sobre a vida de seu pai Abraão, e no relato sobre seus filhos.

    Herdeiro da promessa de Deus a Abraão, Isaque não se apressou em casar: casou aos quarenta anos, após as providências tomadas por seu pai. Ele depois verificou que Rebeca era estéril e após muitos anos ele orou ao SENHOR sobre isso, e suas orações foram respondidas: ela concebeu um par de gêmeos, que nasceram vinte anos depois de seu casamento.

    Mas, não havia harmonia entre eles. Mesmo antes de nascerem, eles já estavam lutando entre si. Sua mãe, perplexa, indagou do SENHOR a razão e Ele esclareceu que os dois seriam os progenitores de dois povos distintos, que um seria mais forte que o outro, e que o mais velho serviria o mais novo.

    É uma figura da luta constante entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas, entre o Espírito e a carne. Como o SENHOR revelou ao profeta Malaquias, Ele amou a Jacó e aborreceu a Esaú (Malaquias 1:2-3), pois Esaú era de caráter profano (Hebreus 12:16). O SENHOR, onisciente, sabia o que haveria de suceder mais tarde.

    Esaú nasceu primeiro, e era ruivo, por isso o chamaram de Esaú, que significa cabeludo, mais tarde recebendo o apelido de Edom, vermelhocor-da-terra (o mesmo que Adão). O segundo estava segurando-o pela perna, levando então o nome de Jacó (traduzido Tiago no Novo Testamento) que significa o suplantadoro que segue imediatamente após o outro. Abraão ainda estava vivo, com cento e sessenta anos.

    Os dois gêmeos eram não só fisicamente diferentes, mas também em seu caráter:

    • Esaú cresceu para se tornar um perito caçador (como Ninrode – capítulo 10:9), enquanto Jacó era pacato (amistoso, piedoso, refinado), habitando em tendas.
    • Esaú vivia para os prazeres materiais, Jacó ambicionava as bênçãos do SENHOR.
    • Esaú gozava da preferência de seu pai, por causa de sua caça. Jacó era o preferido da sua mãe, por ser manso e caseiro.

    Sua natureza foi provada no incidente aqui relatado: Jacó, bom cozinheiro, havia preparado um ensopado grosso de lentilhas. Esaú acabara de voltar do campo, e estava cansado e com fome: o ensopado, de cor avermelhada, estava pronto para ser comido. Esaú então pediu para Jacó lhe dar um pouco desse vermelho (conforme o original).

    Jacó, vendo uma oportunidade para fazer um bom negócio, propôs que Esaú lhe vendesse primeiro seu direito à primogenitura; aqui vemos que Jacó ressentia o fato que Esaú nascera primeiro, e ambicionava as vantagens que isso lhe dava: ser o principal da família, depois do pai, e o principal herdeiro.

    Notemos que Jacó não estava propondo a troca por um prato do ensopado, mas a venda: Jacó dava muito valor ao direito de primogenitura e decerto pagaria bastante por ele, se fosse necessário.

    Mas, sem dúvida para sua surpresa, Esaú declarou que estava a ponto de morrer (um grande exagero, pois nenhum filho do abastado Isaque iria morrer de fome), e que de nada le  valia o direito à primogenitura, ou seja, considerava-o sem valor algum.

    Sem perda de tempo, Jacó o fez jurar que abdicava desse direito, em favor dele. Feito isso, Jacó, feliz, deu-lhe pão e o cozinhado de lentilhas.

    Jacó

    Jacó está entre as pessoas mais importantes do Antigo Testamento, apesar do seu nome significar “enganador”, esse fato não implica no relacionamento de Deus. Sua mãe Rebeca o primeiro caso de gêmeos da bíblia, nasce Esaú e Jacó. Gn 25.25 “Esaú saiu primeiro, ruivo e todo como uma veste cabeluda, por isso, chamaram o seu nome Esaú” em Gn 25.26 “…saiu o seu irmão, agarrada sua mão ao calcanhar de Esaú, por isso chamou o seu nome Jacó.

    Quem tinha direito a primogenitura era o primeiro filho, nesse caso Esaú um desinteressado, porém Jacó esperto, compra a primogenitura do seu irmão, depois desse acontecido Jacó engana seu pai Isaque, com apoio de sua mãe, Esaú percebe que foi enganado procura mata  Jacó, mas tarde de mais seu percebe a fúria de seu filho Esaú e orienta Jacó à fugir da presença dele e manda para Padã-Arã onde morava Labão seu tio.

    Uma proposta

    Moises no livro de Deuteronômio ratifica que o direito de primogenitura seria do filhos mais velho, a primogenitura se consistia no fato de que o filho primogênito possuía o direito de receber uma porção dobrada no caso de herança. Este direito portanto pertencia a Esaú, visto que ele foi o primogênito. Mas ele perdeu porque não dava importância a isso, o livro de gênesis afirma que ele desprezou a primogenitura.

     

    E disse Esaú: Eis que estou a ponto de morrer, e para que me servirá logo a primogenitura? E Jacó deu pão a Esaú e o guisado das lentilhas; e ele comeu, e bebeu, e levantou se, e foi se. Assim, desprezou Esaú a sua primogenitura. (Gn 25.32,34)

     

    Isto se deu também porque Jacó induzido por sua mãe enganaram a Isaque em um momento de fragilidade, este episodio também nos deixa um exemplo.

     

    Jacó certamente possuía um desejo pela primogenitura, mas isto não poderia ter sido alcançado por meio do engano. Quando o Senhor afirmou que o maior serviria o menor, certamente que por meios justos isto se cumpriria.

    A forma usada foi uma troca, Jacó aproveitou a ocasião em que Esaú retornará de uma caça com muita fome, Jacó aproveita a situação e propõe uma troca. Jacó lhe daria comida pelo direito de primogenitura, o que Esaú logo aceitou.

     

    Conseqüência da má escolha

     

    E ninguém seja fornicador ou profano, como Esaú, que, por um manjar, vendeu o seu direito de primogenitura.Porque bem sabeis que, querendo ele ainda depois herdar a bênção, foi rejeitado, porque não achou lugar de arrependimento, ainda que, com lágrimas, o buscou. (Hb 12.16,17)

     

    Assim definiu a Bíblia a situação final de Esaú, ele perdeu o direito a benção proveniente da sua primogenitura. Isaque seu pai antes de morrer pretende abençoar o filho primogênito, tendo o chamado Isaque lhe pede que saia a busca de uma caça afim de preparar um guisado saboroso, mas Jacó instruído pela mãe usa de astúcia e prepara um guisado e instrui Jacó a se passar por seu irmão Esaú.

     

    Como Isaque era avançado em idade não possui ema visão perfeita, não notou a diferença. Ao retornar da caça, Esaú descobre que foi enganando por Jacó, ali se iniciou uma grande rixa entre os irmãos. Para aplacar sua ira Esaú máquina acabar com a vida de seu irmão logo Isaque falecesse.

     

    Este sentimento vingativo de Esaú nos faz lembrar de Caim e Abel, sendo que neste caso a tragédia aconteceu, pois movido de inveja Caim matou seu irmão, Ele sentiu inveja porque Deus atentou mais para oferta de Abel. Estas duas historias bíblicas são exemplos de como a inveja é prejudicial, pois além de promover um desajuste de moral de conduta, pode levar a algo mais grave, como nestes casos. O homicídio e o desprezo.

     

    As conseqüências dos pecados de Jacó: ÓDIO, BRIGAS NA FAMÍLIA, SEPARAÇÃO, TRISTEZA E MORTE.

     

    Gn 27.41 “E Esaú odiou a Jacó por causa daquela bênção, com que seu pai o tinha abençoado; e Esaú disse no seu coração: Chegar-se-ão os dias de luto de meu pai; e matarei a Jacó meu irmão.”

    O pecado sempre traz conseqüências, ainda que não sejam imediatas.

     

    MORTE (Três tipos) – Gn 2.17“…porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás”

    ·         Morte Moral – I Tm 5.6 “Mas o que vive em deleites, vivendo está morta” Aparentemente a pessoa está viva, mas moralmente ela está morta, Adão e Eva quando pecaram moralmente eles estavam destruídos, bem vimos que eles fugiram da presença do Senhor, Jacó também estava destruído e fugiu da presença de seu irmão, viver no deleites que é os prazeres desse mundo levou à morte moral, no caso da mulher adultera moralmente ela estava morta, não tinha moral pra nada. Jacó também não tinha moral nenhuma, mas o Senhor o ressuscita no caso da mulher adultera ele disse eu te perdôo, vai-te e não peques mais. Rm 8.1 “Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus…”. No caso de Jacó, Deus mudou seu nome de enganador para Israel que significa “ele luta por Deus”

    ·         Morte Espiritual – Ef 2.1 “E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados” Essa morte é a separação do homem com Deus, Adão não só morreu moralmente mas também espiritualmente, aquela comunhão que era constante dia a dia não existia mais o pecado fez essa divisão, a morte espiritual também pode acontecer na Ceia do Senhor por não saber discernir o corpo de Cristo e por isso há muitos que dormem. Outra passagem se encontra em Ez 18.4 “Eis que todas as almas são minhas; como o é a alma do pai, assim também a alma do filho é minha: a alma que pecar, essa morrerá” aqui se trata da morte no sentido espiritual, pois há possibilidade da

    própria pessoa reverter o quadro. Ez 18.21 “ Mas se o ímpio se converter de todos os pecados que cometeu e guardar todos os meus estatutos, e proceder com retidão e justiça, certamente viverá e não morrerá

    ·         Morte Física – Hb 9.27 “… aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo.” Essa morte é o grande enigma para todos, mas não gostamos de falar sobre a morte física, ela é real. Logo após a queda do homem, ao pecar, Deus disse: Gn 3.19 “ No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás”. Porém a morte eterna é a expansão e continuação da morte espiritual, a morte física fundida à morte espiritual resulta na morte eterna é compreendida como a eterna separação de Deus. Isso se dará após o juízo final, que é o julgamento dos mortos sem Cristo. João declara isso com a “Segunda Morte” Ap 20.6 “ Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tempoder a segunda morte, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele mil anos”.

     

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  • CARACTERÍSTICAS DE UM BOM PROFESSOR

    por Cristina Mellin

    As características do professor estão muito ligadas à sua personalidade e ao seu caráter.
    Estas características são também individuais e dependem da situação e da matéria.
    Sugerimos que você faça uma lista que contenha 5 (cinco) características de um bom e experiente professor.

    Geralmente os educadores estão de acordo com respeito às qualidades necessárias.
    Como resultado de um seminário, professores elaboram uma lista que contém as características (importantes) de um bom professor, a saber:

    1. Conhece profundamente a matéria a ser ensinada.
    2. Prepara cada aula de forma específica, identificando claramente o objetivo de cada lição e aula.
    3. Explica aos alunos o objetivo da lição.
    4. Explica o motivo da tarefa a ser realizada.
    5. Cria um ambiente agradável para o aprendizado.
    6. Gosta de trabalhar com os alunos.
    7. Dá instruções claras e é bem organizado.
    8. Apresenta o conteúdo da matéria com modelos ou exemplos.
    9. Mantém-se dentro dos limites do objetivo.
    10. Exige muito dos alunos, treina-os para que sejam responsáveis quanto ao estudo.
    11. Atua de maneira constante.
    12. É dedicado e responsável, exige muito de si mesmo.
    13. É criativo, versátil na maneira de ensinar, possui novas idéias e novos materiais.
    14. É entusiasta e enérgico, porém aceita idéias dos alunos.
    15. Notifica o aluno quanto ao seu aproveitamento.
    16. É flexível, está sempre disposto a dar e receber (aconselhar e escutar).
    17. Provê oportunidades de aprendizagem para os alunos atrasados ou avançados sem causar embaraços, isto é, adapta o ensino segundo as necessidades individuais dos alunos.
    18. Estimula a sala de aula para que haja respeito mútuo e cooperação (lições e pesquisas em grupo).
    19. Trata os alunos como indivíduos.
    20. Respeita as opiniões dos alunos, reagindo sempre de maneira construtiva.
    21. Encoraja os alunos a melhorar e ter um bom conceito de si mesmos.
    22. Tem senso de humor, expressa seus sentimentos e atitudes.
    23. Tem um relacionamento amigável com os alunos, mantendo a disciplina.
    24. Coopera com os outros professores.
    25. Veste-se de forma adequada.
    26. Usa métodos de ensino comprovados.
    27. Continua seu desenvolvimento profissional.
    28. Conhece a vida pessoal dos alunos.
    29. Importa-se em conhecer a comunidade e os recursos locais.

    Várias pesquisas indicam cinco pontos essenciais que descrevem um bom professor. São eles:

    1) Conhecer bem a matéria.
    2) Tratar os alunos como indivíduos e ser amigável.
    3) Ser criativo, entusiasta e inovador no preparo das aulas.
    4) Ser exigente e manter a disciplina.
    5) Manter-se dentro dos limites do objetivo.

    CARACTERÍSTICAS DOS ALUNOS DESSES PROFESSORES

    1. Demonstram conhecimento da aula.
    2. Têm uma atitude amigável uns para com os outros e para com o professor.
    3. São responsáveis quanto ao aprendizado.
    4. Respeitam o currículo e a escola.
    5. Aprendem conceitos, habilidades e atitudes conforme o currículo, segundo os resultados dos testes correspondentes.
    6. Demonstram um comportamento que indica uma atitude positiva para com os outros alunos e para consigo mesmos.
    7. Geralmente não existe nenhum problema de comportamento em sala de aula.
    8. Aprendem muito mais e melhor.

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