Categoria: Destaque

  • A PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO CRISTÃ

    As características físicas, mentais, sociais, emocionais e espirituais dos alunos; o que ensinar e como ensiná-los


    Minha professora de psicologia da educação da faculdade de filosofia costumava dizer que “de médico, louco e psicólogo todo mundo tem um pouco”. Menciono esse fato somente para salientar que a psicologia apresentada neste artigo (uma adaptação nossa do livreto O Bom Professor Conhece Os Seus Alunos) não é a psicologia no sentido técnico do termo (apesar de reconhecermos a importância da ciência psicológica). Trata-se apenas da psicologia da sala de aula. Daquela aprendida, principalmente, na convivência com os alunos.
    Neste artigo tentaremos ajudar você a conhecer melhor os alunos de sua classe de escola dominical. Possuir um conhecimento profundo das características e necessidades de seus alunos é imprescindível para um ensino eficaz e bem sucedido.

    AS CARACTERÍSTICAS DAS CRIANÇAS DE 1 A 3 ANOS

    A construção começa pelo alicerce. Como nosso alvo é construir Cristo na vida das pessoas, começamos pelo alicerce, que são as crianças de 1 a 3 anos. Neste artigo, gostaríamos de ver suas características, e as maneiras como conseguiremos alcançá-las, usando a Palavra de Deus.
    Isto talvez soa estranho aos ouvidos de alguns, porém a verdade é que a criança nesta idade pode captar muitas verdades acerca de Deus, por causa do instinto de busca de Deus que existe em todo ser humano. Damos muita importância a esta idade porque dela Deus pode receber muito louvor.

    Fisicamente
    Estão crescendo rapidamente. Seus músculos exigem ação, por isso são turbulentas. Elas se cansam com facilidade e necessitam de longos períodos de descanso.

    1 a 2 anos: a criança age impulsionada pelos músculos maiores mas cai quando tenta andar rapidamente. Quebra tudo que tenta alcançar porque os músculos menores não se desenvolveram e não há uma perfeita coordenação motora. Por isso, todos os brinquedos devem ser fortes, grandes e leves.
    Aos dois anos gosta de enfileirar objetos: cadeiras, brinquedos, etc. É hora de ensiná-la a usar o vasinho para suas necessidades físicas. Paciência e calma são essenciais nessa fase.

    3 anos: os músculos menores estão mais desenvolvidos. Tem uma coordenação motora mais equilibrada. Consegue equilibrar-se e controlar o próprio corpo. Por isso, com freqüência, ela pula de um lugar mais alto; pendura-se na mesa, na maçaneta e até no seu braço. Não fique bravo por isso. Sob sua supervisão, deixe-a dependurar-se e balançar-se, pois isto faz parte de seu crescimento normal. Não seja um empecilho para o seu crescimento.
    Gosta de brincar com argolas de plástico, latinhas, etc., mas além de enfileirar já consegue também empilhar os brinquedos.
    As crianças de um a três anos adoecem com facilidade – o ambiente da sala deve ser o mais sadio possível para evitar contágios.

    Mentalmente
    São curiosas e investigadoras, por estarem começando a conhecer as maravilhas que Deus criou.

    1 a 2 anos: sua atenção é limitada – um minuto a dois, no máximo; a mente cansa-se logo; fala pouco, mas entende quase tudo. Não tem a habilidade de fazer perguntas, nem observações engenhosas. Devemos nos lembrar de variar as atividades, contar histórias ou falar rapidamente sem entrar em detalhes, e não esperar que ela participe ativamente da aula, respondendo a todas as perguntas e nem perguntando. Ela entende mais do que fala.

    3 anos: “O que é isso?”. É a pergunta mais comum entre elas. Não tem noção dos dias da semana; gosta de repetições; falam mais palavras. Gosta de explorar o desconhecido – quebra a asa do avião para ver o que tem dentro. Arranca a perninha dos bichinhos para ver de que é feita. Para aproveitar essa curiosidade aguçada, prepare uma mesa com as coisas que Deus fez e vá sempre acrescentando mais objetos. Deixe a mesa sempre coberta com plástico para evitar estragos.
    A criança fala através de frases, mas sua mente está, geralmente, adiante do que diz. Não a ajude nem a apresse para encontrar palavras. Ouça pacientemente, custe o que custar. Por causa da infiltração da TV e sua maneira marcante de comunicar, as crianças dessa idade, hoje, falam muito mais que no passado. MESMO ASSIM NUNCA SE ESQUEÇA DE QUE ELA TEM APENAS TRÊS ANOS E É UMA CRIANÇA.

    Social e emocionalmente
    São sensíveis. Gostam de falar, de agradar e de serem agradadas. Precisam da atenção de todo mundo. Chamam a atenção de todos, sendo ou muito boas ou rebeldes de mais: gritam, choram, são egoístas ao extremo, etc. Conseguem perceber o humor do professor pelo timbre de voz, sorriso e contato corporal.

    1 a 2 anos: certos incidentes ficam gravados na memória da criança para sempre. Ela pode não querer ir à escola dominical porque um coleguinha bateu nela na saída, ou porque teve uma impressão má da professora. Todas às vezes que sabe que terá de ir à igreja começa a chorar. Demora muito para se ambientar em uma nova situação. Ela se retrai e torna-se agressiva. Ex.: quando se separa da mãe, pela primeira vez, para ir à sua classe, chora porque pensa que vai perdê-la ou que ela vai embora. Leve-a até à classe da mãe e mostre-lhe que ela ainda está lá. Após várias tentativas, se não se acostumar com a idéia de separar-se da mãe, traga um guarda-chuva ou capa ou bolsa da mãe e deixe-a na sua classe. Assim a criança vai sentir que ela não foi embora. Nunca diga: “Você é um menino grande e ainda está chorando? Veja todas as crianças ao seu redor olhando. Você não tem vergonha?”. Antes, abrace a criança que tem o nariz escorrendo e os olhos cheios de lágrimas, limpe-os com um lenço, mostre a ela um brinquedo, figura ou livro. Ela precisa de segurança. Ela se sente mais segura e ajustada na escola dominical quando é saudada todos os domingos pela mesma ou mesmas professoras.
    Não consegue ainda brincar com o grupo. Ela brinca sozinha no meio do grupo. Nunca espere que todos brinquem com ela. Ela não sabe brincar em conjunto.

    3 anos: gosta de estar entre outras pessoas. Não tem muito problema para ficar longe da mãe, se conseguir se ajustar ao meio ambiente. Também gosta de brincar sozinha no meio de todos, mas já consegue brincar com os outros. É egoísta – pode derrubar os blocos empilhados por outro menino, para aumentar sua própria construção. Pode pegar as bolachas e colocar a maioria na boca, só para não dar para os outros. Por outro lado, gosta de ajudar os outros e sente alegria em fazê-lo. Ex.: dá sua boneca para a menina que está chorando e diz palavras de consolo.
    Não gosta de ser mandada, mas fará muitas coisa se você as sugerir de maneira clara e diretiva. Ex.: “Olhem o relógio; está na hora de guardar as
    bonecas na cama, os blocos dentro das caixas. Tique-taque, tique-taque, vamos todos trabalhar. Tique-taque, tique-taque, um pouco mais, um pouco mais e descansar. Tique-taque, tique-taque, um pouco ali, um pouco aqui, e terminar. Obrigada, obrigada, e até outro dia começar”.
    Espiritualmente
    Por causa do instinto de busca que existe no ser humano ela deseja e tem sede de conhecer o Deus vivo e atuante. Ela aprende a conhecer a Deus através das palavras e ações das pessoas que a cercam.

    1 a 2 anos: tem capacidade para entender e experimentar o amor de Deus. A criança aprende essa verdade ouvindo, vendo e experimentando. Leva tempo para ela ganhar noção de uma verdade, mas um pouco aqui, um pouco ali, e ela consegue aprender. (Is 28.10,13). Aos dois anos de idade gosta de orar e dizer palavras simples para Deus; aprende a agradecer a Deus quando as pessoas ao seu redor assim o fazem, dando graças a Deus por todas as coisas. (Ef 5.20). Ex.: “Vamos agradecer a Deus porque João está só resfriado e não precisou ir para o hospital, e porque no próximo ele já estará aqui para aprender das coisas de Deus”. A prova de que ela aprende é que, durante a semana, ela tenta cantarolar os cânticos aprendidos. Desafina e inventa palavras, mas canta com alegria.

    3 anos: seu interesse por Deus continua crescendo. Gosta de ouvir contar que Deus criou tudo: flores, frutos, sol, chuva, noite e dia, e os animais. Nessa época, comece a ensinar que Deus criou o corpo. Ex.: “Deus não foi bom de nos dar mãos fortes para podermos colocar os blocos dentro da caixa? Deus nos deu ouvidos e por isso podemos ouvir esta bonita música que fala de Jesus, não é?”. Mesmo olhar pela janela num domingo chuvoso pode dar ocasião para uma conversa: “Deus é bom de dar esta chuva tão boa que ajuda as plantas a crescerem. Vamos agradecer a Deus por esta chuva”.

    O QUE E COMO ENSINAR AS CRIANÇAS DE 1 A 3 ANOS
    1 a 2 anos: a melhor maneira de ensinar uma criança nesta idade é usar a conversação dirigida, isto é, conduzir cuidadosamente a conversa e o pensamento da criança na direção de uma verdade bíblica ou do objetivo da lição. Ex.: quando ela conseguir virar a página de um livro, diga que Deus fez suas mãos e é por isso que ela consegue mexer naquele livro. Quando uma criança aparecer com uma blusa bonita diga: “Como Deus é bom de ter feito um pano tão macio e quentinho. Vamos agradecer a Deus por esta blusa”. Se ela desejar tirar a blusa porque ficou com calor, aproveite para dizer: “Você já imaginou se Deus não tivesse feito o sol? Morreríamos de frio”.
    A Bíblia se tornará um livro especial para ela se a professora e os pais assim lhe ensinarem, falando-lhe sobre a Bíblia ou deixando que ela a carregue com cuidado e respeito. Ex.: diga: “Eu vou segurar seu dedinho e colocá-lo sobre a Bíblia no lugar que diz: ‘Deus me fez’. – Jó 33.4”. Assim ela vai aprendendo as coisas de Deus.

    3 anos: use cânticos com gestos que ela possa participar livremente. Ex.: história da criação: Deus fez a lua – as crianças fazem um círculo com as mãos. Deus fez as estrelas – mexer com os dedinhos. Deus fez tudo isso e colocou no céu – apontar o dedinho indicador para o céu. Deus fez o sol – fazer o círculo com as mãos; as árvores – erguer as duas mãos para cima; as flores – abaixar até o chão. Os passarinhos voam no céu que Deus fez – usando as mãos, fazer de conta que estão voando.

    AS CARACTERÍSTICAS DAS CRIANÇAS DE 4 A 6 ANOS
    É nessa fase, entre 4 e 6 anos, que as impressões mais profundas, provindas do ambiente em que a criança vive, estão se interiorizando nela, para depois serem externadas através de ações e reações, inclusive na fase adulta. É uma idade propícia para se entender a realidade de Cristo e Sua atuação na vida diária. A criança poderá entender, sentir e viver Cristo se isso lhe for ensinado através de palavras e atitude. Procuremos então conhecê-la para ajudá-la a se encontrar com Cristo e ter uma vida que agrade a Deus.

    Fisicamente
    Crescimento muito rápido. Os músculos estão se desenvolvendo, dando-lhe assim um melhor controle motor. Consiga equipamentos adequados como, por exemplo: cadeiras baixas, para que os pezinhos não fiquem balançando, mesas de altura apropriada para que a criança não tenha que ficar pendurada ou de pé para escrever, desenhar ou brincar. Materiais como figuras ilustrativas e objetos de borracha devem ser grandes. As tesouras pequenas e sem ponta são mais aconselháveis.
    É ativa e, como conseqüência disso, cansa-se facilmente. Seus olhos ficam ardendo e os ouvidos cansados quando ouve ou vê algo por muito tempo. Apesar de ser tão ativa e aparentar saúde inabalável, é sensível e sujeita a doenças. Deve-se providenciar atividades variadas e incluir um período de descanso ou de atividades que exijam menos esforço. Mantenha a sala sempre bem iluminada, fale pouco e de maneira clara; modifique o tom e a entonação da voz, dependendo dos personagens e circunstâncias. Para evitar que a criança transmita ou contraia alguma doença, esteja sempre alerta e verifique se algum aluno está com alguma doença contagiosa como catapora, sarampo, rubéola ou com qualquer outro sintoma que revele possível doença.

    Mentalmente
    Responda a todas as perguntas de maneira simples e verdadeira pois a criança dessa idade é indagadora, curiosa e está pronta a aprender.
    Como sua atenção é limitada, variando de 5 a 10 minutos, diversifique as atividades: jogos, descanso, cânticos, lanche, limpeza da sala, guardar os brinquedos na caixa, etc.
    Tem boa memória mas não tem noção exata de tempo nem de distância. Sua mente é ativa e quer expressar o que pensa, mas não sabe como.

    Socialmente
    Gosta de estar com os outros e é capaz de brincar em conjunto. Promova então atividades nas quais todos brinquem juntos. Não utilize atividades de grupo, em que seja preciso construir algo definido. Raramente dará resultado pois ela não consegue continuar o que o outro já começou. A tendência é de destruir.
    Nesta idade muitos já estão demonstrando qualidades de liderança, enquanto outros só agem baseados em sugestões. Encoraje os líderes a tomarem a liderança, mas não egoisticamente, e proporcione oportunidades para que outros liderem também.
    É egoísta e pensa que tudo lhe pertence. Procure ensinar-lhe a importância de ser cordial e amável com os outros, e também os princípios bíblicos de posse. Deixe claro que Deus se agrada quando dividimos nossas coisas com os outros. (Exemplo do menino que deu os pães e peixes a Jesus). Proporcione oportunidades de dar e receber.
    Deseja a aprovação do grupo e dos adultos. Elogie-a sinceramente quando fizer coisas certas. Se fizer algo errado ou mal feito, em vez de dizer: “Eu s

    abia que você iria fazer isso…”, diga: “Não está tão bom como os que você costuma fazer, mas sei que consegue fazer melhor. Gostei muito do verde da grama”, ou “Gostei de ver como você caprichou no telhado”.
    Gosta de palavras e piadas tolas. Ria se forem inocentes ou sem afetação pessoal. Discipline, se não forem, mas sem alterar a voz nem o gesto. Se acontecer de se divertirem às custas de defeitos físicos de outras pessoas, ou da dificuldade de alguém aprender a língua do país, chame-as, uma a uma, à parte e explique-lhes, com amor, sem tom de recriminação que aquilo fere a outra pessoa. Pode dar uma explicação, dependendo do caso, de como aquele menino ficou daquele jeito. Converse com uma criança de cada vez. Em casos de disciplina, isso dá mais resultado do que falar ao grupo.

    Emocionalmente
    Proporcione um ambiente calmo. Não grite, nem crie uma atmosfera carregada, com imposições e antagonismo (resultado de uma disciplina muito rígida), pois a criança é sensível e suas emoções são intensas.
    É capaz de controlar o choro. Encoraje-a, quando esfolar o joelho em conseqüência de uma queda, simplesmente colocando a mão na cabeça dela e dizendo: “Puxa! Como você cresceu!”.
    Muitas de suas ações são permeadas de uma atitude egoísta, invejosa e ciumenta. Evite mostrar favoritismo, elogiando sempre o trabalho de uma criança só, ou dando oportunidades apenas para algumas fazerem determinadas coisas.
    É explosiva. Nunca lhe peça algo que esteja além de sua capacidade, pois quando não consegue realizar a tarefa, ou chora ou fica desanimada, e fica com um gostinho amargo de derrota.
    É bondosa. Gosta de ajudar os outros, desde que isto não traga ameaça para si. Ensine-a a repartir as coisas e a mostrar amor e simpatia pelos outros, orando, dando ou fazendo algo.
    É teimosa, e bate o pé quando as coisas não saem como ela quer, ou quando é obrigada a fazer algo que não quer fazer. Aprenda a boa arte de sugerir as coisas firmemente, mas sem rispidez. Ex.: Em vez de dizer: “Guarde os brinquedos, porque já vamos ouvir a história”, diga: “Chegou a hora de ouvirmos mais uma parte da história de Jesus. Quem gosta de ouvir a história de Jesus? Então vamos todos guardar os brinquedos na caixa, antes de ouvir a história”.
    É medrosa demais. Evite dizer: “Se você não ficar quieto, vou falar com sua mãe”. Evite histórias que causem medo: “… então veio um homem baixinho, de bigode, com um chapéu preto na cabeça. Ele veio devagarzinho… e zup! Agarrou o missionário, e ele gritou: “Ahhh!”. Além de ficar com medo, ela vai pensar que todo homem baixinho é um bandido que agarra as pessoas.

    Espiritualmente
    Pensa em Deus de um modo pessoal e consegue dar-Lhe verdadeiro louvor. Leve-a a ter um contato pessoal com o Senhor através da oração de agradecimento, de petição, e pelas histórias da Bíblia. Diga-lhe repetidas vezes que Deus odeia seus pecados mas a ama muito.
    Ela pergunta com freqüência sobre a morte, porque tem dúvidas. Responda com simplicidade, sem mostrar mistério ou cinismo.
    Acredita nos adultos e está pronta a ouvir de Cristo. Seja verdadeiro e fale de Cristo de maneira bem simples. Faça um apelo após contar a história, ou em qualquer ocasião propícia. Depois que ela tomar a decisão, verifique se entendeu e fale sobre a certeza da salvação, caso tenha mesmo se decidido.
    O QUE E COMO ENSINAR AS CRIANÇAS DE 4 A 6 ANOS
    Use recursos visuais simples mas significativos para ela. Faça-a participar da aula, dramatizando, recortando a história, respondendo perguntas, ou fazendo algum trabalho manual. Não use comparações nem palavras figuradas na história. Esta deve ter seqüência lógica e ser curta. Fale pouco e de maneira clara. Modifique o tom e a entonação da voz, dependendo dos personagens e circunstâncias. Toda palavra nova deve ser explicada para evitar que a criança memorize coisas sem sentido. Cada verdade básica deve ser repetida muitas vezes, de várias maneiras. Evite dar duas explicações a uma mesma lição, pois pode causar confusão. Faça perguntas que a ajude a expressar suas idéias naturalmente, sem forçá-la, também sem depreciá-la quando não conseguir explicar aquilo que quer falar.

    Planos de salvação
    1. Eu pequei – Rm 3.23 – Sabe que você é pecador? Você diz mentiras, tem raiva do irmãozinho e desobedece? Isto tudo é pecado. O pecado separa você de Deus.
    2. Deus me ama – Jo 3.16 – Deus odeia o pecado que você comete, mas Ele o ama tanto que fez uma coisa para você não ficar longe dEle: deu Jesus.
    3. Cristo morreu por mim – Rm 5.8 – Cristo morreu em seu lugar para que você não fique mais separado de Deus.
    4. Eu O aceito – Jo 1.12 – Se você receber Cristo em seu coração, você se torna filho de Deus, e seus pecados são perdoados. Quer orar a Jesus e pedir-Lhe para vir morar com você para sempre e limpar seu coração?
    5. Estou salvo – Jo 1.12 ou Jo 5.24 – O que você fez? Isto: abriu o coração para Jesus entrar. Onde Ele mora agora? A Bíblia diz que Jesus nunca mais vai abandoná-lo. Você está seguro nas mãos de Deus.

    AS CARACTERÍSTICAS DAS CRIANÇAS DE 7 A 9 ANOS
    Na idade de 7 a 9 anos a criança tem uma personalidade vibrante e curiosa, mas que também oferece momentos de frustração para o professor. Cada uma dessas idades – 7, 8 e 9 – tem suas características, necessidades e habilidades próprias. Não há dois alunos iguais; no entanto, há traços comuns a todos eles. Um bom conhecimento desses pontos análogos dará ao professor mais base para enfrentar e solucionar os problemas e necessidades de cada um.
    Nessa idade, as crianças descobriram um mundo novo e estão vivendo intensamente dentro dele: é a escola secular – aulas, horários, responsabilidades, concorrência em notas, brigas durante o recreio, disciplina, hostilidade sem a proteção dos pais, coleguismo, realizações, recompensa, etc. Gostam da escola, da professora, dos seus cadernos de tarefa, enfim, do seu novo mundo. Sabem fazer comparações e descobrir se uma coisa é boa ou não, organizada ou não. E a escola dominical pode ficar em segundo plano se você, professor(a) dessa faixa etária, não levar a sério o trabalho de ensino.
    As crianças nessa idade são parecidas entre si, porém, se formos analisar com cuidado cada idade, perceberemos que há diferenças bem visíveis na maneira de agir, de pensar e de aprender de cada idade, como iremos ver agora:

    Características mentais
    Estão aprendendo a raciocinar. Não lhes dê tudo mastigado. Não solucione os problemas deles, mas ajude-os a achar as soluções por si mesmos.
    O período de atenção é mais prolongado do que o dos alunos de 4 a 6 anos; varia mais ou menos de 10 a 15 minutos.
    Sete anos: estão aprendendo a ler e escrever, pois entraram para o primeiro ano.
    Gostam de fatos reais mas também de fantasias, e já conseguem distingui

    r um do outro. Use ambos, mas com mais freqüência os fatos reais, para evitar o pensamento de que o cristianismo é algo imaginado.
    Sua capacidade de expressão é limitada, mas têm boa memória. Ajude-os a se expressar em grupo, mas nunca force ninguém a participar contra a vontade. Se prometer algo, cumpra, pois eles se lembram sempre e vão deduzir que você é mentiroso, se não cumprir.
    Oito anos: gostam de ler, de aprender e de responder e de responder rapidamente. Leve-os a participar o máximo da aula.
    Gostam de pesquisar, de perguntar sobre o passado e o futuro, sobre outros povos, etc.
    Nove anos: gostam de expor suas idéias, de discutir, de perguntar, de ouvir histórias e de dizer coisas engraçadas. Saiba ouvi-los e dê respostas simples e claras. Saiba aceitar certas brincadeiras inofensivas.
    Gostam de ser desafiados. Desafie-os a trabalhar para Cristo. Evite pensar que são muito pequenos e não entendem nada sobre consagração.
    São pensadores, críticos e têm boa memória. Não se espante com certas perguntas profundas que venham a fazer. Ajude-os a ver a parte boa das coisas e das pessoas. Dê-lhes oportunidade para memorizar versículos da Bíblia e princípios gerais.

    Características físicas
    Os músculos menores estão se desenvolvendo vagarosamente, e eles se cansam muito quando têm que realizar algo com muitos detalhes; portanto, não exija deles perfeição.
    Sete anos: estão aprendendo a escrever. Colabore em seu desenvolvimento físico dando-lhes oportunidade de escrever versículos fáceis, palavras importantes, pintar figuras, etc.
    Oito anos: gostam de se mostrar, fazendo coisas perigosas, como: sentar apoiando a cadeira num pé só, andar sobre um muro coberto de cacos de vidro; pegar bichinhos venenosos com garrafas ou brincar com bombinhas ou espingardas. Não mostre aprovação, nem grite para que parem, e nem mostre cuidado excessivo: porém, seja enérgico e faça-os parar quando estiverem fazendo algo muito perigoso. Chegue mais cedo para que a classe não vire uma confusão.
    Nove anos: sua coordenação motora já está quase perfeita, mas não é perfeita. Gostam muito de projetos de mesa: construir, armar, recompor uma cena, etc.

    Características sociais
    Necessitam de companhia; são comunicativos e gostam de ser considerados alguém. Respeitam autoridade e são cooperadores.
    Sete anos: gostam de agradar a professora dando-lhe presentes, e com conversas ou piadas. Mostre que você realmente se agrada dos presentes, porém deixe claro que isso não vai lhes trazer benefícios especiais nem vantagem sobre os outros.
    Não gostam do sexo oposto; são antagônicos. Evite colocar meninos e meninas juntos em qualquer atividade de grupo.
    Ficam acanhados em ambientes novos. Crie na classe um ambiente familiar e afetuoso.
    Oito anos: são egoístas e egocêntricos. Incentive-os a ajudar outras pessoas.
    Nove anos: desejam amizades sólidas. Apresente-lhes Cristo como Aquele que nunca muda. Gostam de atividades competitivas ou cooperativas. Proporcione-lhes ambos os tipos de atividades.

    Características emocionais
    Imaturos. São imprevisíveis e se desanimam com a mesma facilidade com que se animam a fazer alguma coisa: fogo de palha.
    Não se impressione com suas reações. Não espere demais deles só por já estarem mais desenvolvidos. Incentive-os a continuar o que começaram. Instrua-os dentro de sua própria capacidade de ação.
    Rebelam-se contra exigências pessoais, quando se sentem magoados. Ensine a obediência através de sugestões e com amor, e nunca dando ordens. O ambiente os influencia muito e podem estourar com facilidade. Aja com calma, sorria sempre, mas nunca ria deles.
    Sete anos: dependem muito do ambiente. O ambiente é que vai determinar o aprendizado. Proporcione um ambiente bem sugestivo que contribua para o aprendizado.
    Oito anos: criam seu próprio ambiente e fazem com que outros dependam dele. Cuidado com as panelinhas, pois podem destruir a classe. Seja um guia bem sensível às reações dos alunos e procure perceber se certo grupo está reagindo contra você, contra a classe ou contra o ambiente. Quando descobrir a causa, faça tudo para solucionar o problema.
    Nove anos: são capazes de cooperar para manter um ambiente muito agradável. Incentive-os a cooperarem para o bom funcionamento da classe. Vibram quando a classe toda se envolve num projeto ou quando há competição entre sua classe e outra. Tome cuidado para que a competição em si não seja mais importante do que o propósito dela. Ficam arrasados quando o seu grupo perde uma competição.

    Características espirituais
    Sete anos: são impacientes e querem saber tudo agora.
    Gostam da escola dominical e têm fé em Deus. Nessa idade já podem entender que Cristo os comprou com o Seu sangue, e que já não pertencem a si mesmos, mas a Ele.
    Oito anos: gostam de um cristianismo exclusivo. Ajude-os a conhecer a Cristo, e a andar com Ele em sua vida diária. Procure entender bem suas reações e mostre-se compreensivo.
    Nove anos: estão saindo do seu exclusivismo e o mundo à sua volta os preocupa; querem trabalhar para Cristo.

    O QUE E COMO ENSINAR AS CRIANÇAS DE 7 A 9 ANOS
    Sete anos: Estimule-os a ler o livro do aluno e versículos simples, na própria Bíblia ou escritos no quadro-negro. Dê a eles versículos para copiarem na classe e em casa, como tarefa. Faça-os participar bastante da classe deixando que segurem cartazes com cânticos, recontem histórias, armem quebra-cabeças de versículos, etc. Evite contar histórias em capítulo por muito tempo, pois podem ficar desinteressados. Ensine-lhes a pedir a Deus a solução de qualquer problema.
    Oito anos: Conte-lhes histórias interessantes, use ilustrações atuais, faça-os pesquisar sobre costumes e histórias dos tempos antigos. Dê a eles tarefas difíceis e desafie-os a realizá-las. Ensine-os a pensar nos outros, que Jesus é o melhor amigo que existe e está pronto a ajudá-los em qualquer situação.
    Nove anos: Conte histórias bíblicas de uma forma atual, interessante, prática, relacionando as lições bíblicas com os fatos atuais. Como nesta idade eles desejam amizades sólidas, apresente Cristo como Aquele que nunca muda. Dê-lhes bastante trabalho prático: dobrar e distribuir folhetos, fazer evangelismo individual, dar o testemunho pessoal, participar de um conjunto musical, etc.

    AS CARACTERÍSTICAS DOS PRÉ-ADOLESCENTES
    O pré-adolescente não é mais uma criança, mas também não preenche plenamente as qualificações de um adolescente. Age como criança muitas vezes, porém fica zangado quando o consideram como tal. Ele vive as mais fantásticas aventuras e expe

    riências, e sente necessidade de ser liderado por uma pessoa que o compreenda e o ajude a se conhecer a si mesmo. Por causa da atitude crítica, insinuosa e até marginalizadora, própria dos pré-adolescentes, muitos são chamados por alguns adultos de “moleques”, “pestinhas” e “endiabrados”. Contudo, vale a pena conhecê-los e ajudá-los nessa fase tão difícil e tão decisiva da vida.

    Fisicamente
    Estão ganhando força, apesar de haver um estacionamento no desenvolvimento físico. Gostam de lutar e de fazer bagunça. Chegue à classe antes dos alunos e distribua algo atrativo e útil para fazerem até o início da lição.
    Há uma diferença muito grande entre o desenvolvimento físico das meninas e o dos meninos. Muitas garotas estão um ano na frente dos garotos. Algumas já entraram na fase menstrual e sentem que não são mais crianças, ao passo que os garotos agem e pensam como crianças. Enquanto os meninos se divertem com atividades brutas, as meninas são mais reservadas e preferem atividades mais calmas. Você deve levar em conta estas grandes diferenças, ao fazer o planejamento de quaisquer atividades.

    Mentalmente
    São vivos e gostam de fazer perguntas. Têm boa memória, porém não pensam em profundidade. Têm consciência de tempo e distância. Gostam de colecionar “coisas”. Lêem muito. Têm grande interesse em conhecer pessoalmente ou ler e ouvir a respeito de heróis.

    Socialmente
    Sentem uma necessidade grande de pertencer a um grupo que lhes dê segurança. Preferem o seu grupo mais que a família. Lutam pelos direitos do grupo. Gostam de organizar grupos do mesmo sexo. As meninas pensam mais em namoro que os meninos. Ocasião propícia para aconselhamento; evite classes mistas. Adoram heróis e são perfeccionistas. Odeiam fraquezas pessoais. Gostam de ter responsabilidades. Rebelam-se contra a autoridade. Seja um guia, um líder e não um ditador. Sempre peça sugestão à classe, mas não de maneira que demonstre insegurança. Crie um ambiente de liberdade, mas controlado por você.

    Emocionalmente
    São instáveis emocionalmente. O desequilíbrio é demonstrado em todas as ocasiões: são alegres ou fechados demais; mostram amizade em excesso e, de repente, voltam-se contra o melhor amigo. Ora estão calmos; ora preocupados, e assim por diante. Seja amigo constante, sincero e que inspire confiança e segurança. Não gostam de manifestações de afeto. Evite abraçar ou colocar a mão nos seus ombros. Ame-os não com palavras e gestos, mas de verdade. São dados a valentias, pois gostam de participar de coisas empolgantes. Mostre que muitas vezes é melhor fugir de um perigo inútil do que enfrentá-lo e sofrer conseqüências graves. São sensíveis ao desprezo, à falta de amor e à hipocrisia. Fale de Cristo e leve-os a viver Cristo.

    Espiritualmente
    Eles possuem padrões elevados para si mesmos. Reconhecem o pecado como algo que desagrada a Deus e a si mesmos. Têm fome de Deus. Sua fé é simples e sua cabeça está cheia de dúvidas sobre a Bíblia. Gostam de encontrar resposta por si mesmos na Bíblia. Estão começando a compreender melhor os simbolismos. Querem a Cristo como Salvador e Senhor.

    O QUE E COMO ENSINAR AOS PRÉ-ADOLESCENTES
    Tenha um programa ativo, envolvendo-os ao máximo em alguma atividade onde possam usar as suas forças. Dê-lhes oportunidade de pensarem, perguntarem e se expressarem. Encoraje e motive a memorização de versículos, hinos e fatos bíblicos. Ensine-lhes cronologia e geografia bíblica. Use mapas e gráficos em seu ensino. Encoraje-os a ter passatempos úteis. Ensine-os a escolher boa literatura; ajude-os na formação de bons hábitos de leitura; apresente a Bíblia como sendo o melhor livro que existe. Apresente histórias de heróis bíblicos e também de outros como: Carey, Simonton, José Manoel da Conceição, Robert e Sarah Kalley, etc. Será bom, algumas vezes, levar à classe missionários que estão na obra e cujas experiências sirvam para despertá-los para o serviço do Senhor.
    Promova reuniões sociais e passeios para a classe, com o intuito de preencher as necessidades sociais deles, dentro de um ambiente cristão. Aproveite para motivar a classe a estudar a lição da escola dominical, através de uma competição não individual, mas entre grupos. Deve tomar muito cuidado para que o espírito de “só os do meu grupo” não leve à marginalização de outros de fora do grupo. Ensine-lhes padrões bíblicos através de princípios bíblicos. Dê-lhes oportunidades de acordo com as suas capacidades e gostos. E como gostam de humorismo, ensine-os a cultivar o humorismo são e evitar o mal.
    Explique-lhes o valor do sangue de Cristo (1 Jo 1.9). Proporcione oportunidades de conhecerem melhor a Deus. Desafie-os a orar, fazendo pedidos específicos e, pela resposta de Deus, vão saber da realidade de Deus e Sua atuação hoje na vida diária. Envolva-os em diversos ministérios e responda a todas as perguntas de maneira simples e objetiva. Ofereça-lhes as ferramentas próprias para descobrir soluções para seus problemas; por exemplo, um método de estudo bíblico. Use simbolismo, mas certifique-se de que estão entendendo. Leve-os aos pés do Salvador e ajude-os a entender a importância de colocar a Cristo como líder de suas vidas. Nessa fase o professor deve nutri-los, mais do que lançar desafio após desafio, pois, como disse alguém, “O que o indivíduo aprende na idade de 10 a 12 anos leva consigo até o túmulo”.

    AS CARACTERÍSTICAS DOS ADOLESCENTES

    Queremos apresentar-lhe uns indivíduos suspeitos, desajeitados, problemáticos, rebeldes e inconstantes, que freqüentam a nossa escola dominical: são os adolescentes.
    Creio que ninguém apresentaria uma pessoa dessa maneira, mas quantos já pensaram nestes termos, ao depararem com os alunos na faixa de idade entre 13 e 16 anos, que mal respondem ao seu tão cordial “bom dia”?
    Por que agem dessa maneira? A causa é terem descoberto a existência de dois mundos: um, que é o seu, interior, e outro, exterior, o mundo dos adultos. Sentem o peso e a pressão vindos tanto de dentro de si quanto do mundo exterior. Na tentativa de se adaptarem a esses dois mundos tão conflitantes entre si é que surge a rebelião, que pode ser expressa de várias maneiras. Você terá mais condições de ajudá-los, conhecendo-os melhor.

    Fisicamente
    Estão se desenvolvendo rapidamente e tanto podem estar muito bem dispostos quanto não querendo fazer absolutamente nada. O adolescente é desajeitado por causa da súbita transformação física. Seja paciente e procure compreender seus atos abrutalhados. Sua voz está mudando. Principalmente a do rapaz. Não o embarace pedindo que declame ou cante diante da igreja, pois sua voz pode mudar de tom várias vezes e ele teme o vexame.
    Freqüentemente, a razão pela qual um adolescente não
    quer ir à escola dominical são as espinhas que, para seu tormento, começam a surgir e enfear seu rosto.
    Peça a Deus discernimento para descobrir as causas dos problemas do adolescente, pois estes algumas vezes parecem tolos aos olhos dos adultos, mas são terríveis para ele.

    Mentalmente
    Sua capacidade de raciocínio está se desenvolvendo e ele está em busca de novidades. Sua imaginação adquiriu mais vida e recebe sugestões até demais! Quer saber para que serve o que está fazendo. Por exemplo, a memorização de versículos.

    Socialmente
    Quer ser adulto e independente e pertencer a uma comunidade. Gosta de grupos fechados. Mostre-lhe a alegria que temos em poder pertencer a Cristo, pois Ele nos possibilita uma comunhão genuína com outros cristãos. Faça-o sentir que é querido pela sua classe, que você o considera importante e que sua ausência é sentida por todos. Pouco vai adiantar convencê-lo de que os crentes são melhores do que os seus amigos do mundo, ou explicar-lhe as vantagens de freqüentar a escola dominical. O que realmente o prenderá ao meio evangélico será a certeza de que é realmente querido e que a sua opinião é ouvida e valorizada.
    Fica encabulado com facilidade e tem consciência de seus problemas. Mostre-lhe que outras pessoas têm os mesmos problemas, mas que a vitória é pessoal. Incentive-o a ter Cristo como o seu melhor amigo. Ele cultua heróis mais sofisticados. Às vezes sonha que é campeão de Fórmula 1 correndo nas pistas internacionais; em outras fala, anda e age como o galã que viu “naquele filme”. Quando se sente frustrado por não poder comprar “aquela mota” ou qualquer outra coisa, tem desejo de ser rico, rico… riquíssimo. É profundamente leal ao seu grupo. Incentive-o a ser leal também à sua escola, igreja, grupo de amigos evangélicos, família, etc. Tem interesse pelo sexo oposto. Providencie reuniões sociais mistas. É sempre bom ter comes e bebes nessas reuniões, pois nessa fase de crescimento o adolescente sente muita necessidade de comer.

    Emocionalmente
    Seus sentimentos são inconstantes e suas emoções são intensas.

    Espiritualmente
    Está pronto para a salvação. Quer uma fé que seja prática. Está cheio de dúvidas sobre o cristianismo. Quer fazer algo e está procurando um ideal. Aproveite suas aptidões, após um bom treinamento.

    O QUE E COMO ENSINAR AOS ADOLESCENTES

    Varie os métodos de instrução para manter o nível de interesse. Faça com que participem ativamente da aula. Ajude seu aluno adolescente a descobrir verdades bíblicas por si próprio, deixando-o procurá-las na classe e em casa. Aproveite a imaginação deles para dar colorido aos textos bíblicos. Estimule-os a contribuir com idéias e sugestões. Recomende-lhes bons livros evangélicos e traga preletores cristãos para falar sobre sexo e drogas, pois a curiosidade é tamanha nessas áreas que muitos vão querer conhecer mais sobre o assunto através de livros ou colegas, caso a igreja não a satisfaça. Quando responder perguntas, explicar ou aconselhar sobre sexo, dê respostas corretas e sinceras, sem dar a impressão de que o sexo é algo sujo ou proibido. Esteja atento para descobrir por que seu aluno está fazendo aquela pergunta. Tenha sempre ilustrações práticas, claras e reais em mente, para que ele não venha a pensar que é a primeira pessoa a lhe fazer pergunta sobre o assunto e que você está embaraçado…
    Nunca o mande fazer algo sem explicar-lhe o seu objetivo; inculca em sua mente o poder da Palavra de Deus na vida prática. Cristo venceu a tentação usando versos bíblicos. O Salmo 119.9 seria um bom versículo para memorizarem. Tenha o cuidado de não dar aulas em um nível inferior àquele em que o adolescente se encontra. Delegue responsabilidades, ensine-o a respeitar os pais e outros adultos em geral. Não indague insistentemente quando lhe delegar responsabilidades. Saiba perguntar sobre o andamento do projeto e, se for preciso, dê sugestões práticas, sem contudo fazer imposições. Ele detesta ser mandado por adultos.
    Procure conduzir seus pensamentos em direção a Cristo. Tenha o cuidado para não dar a idéia de que o apóstolo Paulo foi melhor do que Cristo ou que Paulo era tão perfeito quanto Cristo. Apresente o evangelho de maneira positiva. Seja um professor equilibrado. Tenha calma quando for aconselhá-lo. Dirija seus pensamentos para Cristo. Explique-lhe a importância de se ter autocontrole.
    Leve-o a Cristo. Caso seja crente, ajude-o no seu crescimento, ensinando-lhe as coisas básicas da vida cristã: oração, hora devocional, estudos bíblicos… Aplique as verdades bíblicas à vida de cada aluno. Faça sempre uma aplicação geral e outra específica, usando perguntas: como você pode aplicar isto à sua vida diária? Por que isto é importante? Esta verdade vai fazer alguma diferença em sua vida? Dê-lhes oportunidades de fazerem perguntas. Responda sempre apontando os princípios bíblicos. É importante que o adolescente saiba, com suas próprias palavras, dar a razão de sua fé em Cristo.

    AS CARACTERÍSTICAS DOS JOVENS
    Apesar de alguns adultos se preocuparem com a insensibilidade dos jovens para com as coisas espirituais, existem muitos deles que estão ansiosos por conhecer a verdade. Não se pode mais ignorar o fato de que os jovens se despertaram para Jesus. Mais do que nunca, eles estão interessados não só em ouvir o que Deus tem a lhes dizer em Sua Palavra, como também em praticar o que ouvem. Será que a escola dominical os está ajudando positivamente? Está encorajando e sustentando esta onda de avivamento? Será que sua vida, professor, poderá motivar seus alunos a crescer? Certamente poderá, se você, em vez de levantar barreiras de preconceitos, incompreensão e indiferença, construir pontes de comunicação, compreensão e respeito. E o primeiro passo para isso é conhecer bem quem está do outro lado da ponte.

    Fisicamente
    Muitos jovens têm problemas sérios na questão da auto-aceitação. Cada um gostaria de mudar alguma coisa no modo como Deus o criou. Como líder, você deve enfatizar o fato de que a verdadeira beleza é a interior, que surge quando aprendemos a agradecer a Deus pela maneira como Ele nos fez. Deve também mostrar a diferença entre o julgamento de Deus e o dos homens (1 Sm 16.7).
    Boa parte deles já são donos de sua vida, e por isso tem a tendência de se descuidar da saúde. Você deve alertá-los para o fato de que o corpo necessita de repouso, higiene e alimentação adequada.

    Mentalmente
    Sua capacidade de raciocínio já está bem desenvolvida. Querem ter liberdade para discutir assuntos que provoquem polêmica, e os mais preferidos são os de ordem mundial, filosófica e ideológica. Gostam também de conversar sobre pessoas do sexo oposto. Sentem ne

    cessidade de conversar sobre assuntos práticos que estejam relacionados com a sua vida e carreira. Pensam muito e fazem perguntas desejando obter respostas bem pensadas. Não aceitam nada sem explicação ou motivo justo ou lógico.

    Socialmente
    Sentem muita necessidade de ter comunhão fraternal com os irmãos em Cristo. Gostam de ter contato com o sexo oposto. Há perigo de o jovem ser descuidado e precipitado na escolha do cônjuge. A solidão e a necessidade de ser amado muitas vezes levam o jovem a tomar decisões que trazem conseqüências trágicas: casamento misto, gravidez prematura, amor livre, etc. Os jovens devem aprender a esperar em Deus, para experimentar a vontade de Deus em cada área da sua vida, vontade que é boa, agradável e perfeita. Devem se conscientizar do fato de que, se estiverem dentro do plano de Deus, nada sairá errado.

    Emocionalmente
    Geralmente são controlados emocionalmente. Já aprenderam a substituir as explosões de temperamento por demonstrações de cinismo e chacota. Muitos, porém, têm dificuldade em controlar as emoções.

    Espiritualmente

    Eles gostariam que a igreja, ao invés de ser uma organização com regrinhas para serem cumpridas, funcionasse como um organismo vivo e atendesse mais diretamente às suas necessidades pessoais. Almejam ver funcionando na prática muitos dos princípios bíblicos pregados do púlpito, tais como: amor, compreensão, respeito, etc. Estão interessados em dar uma resposta mais adequada e menos mística, quando questionados a respeito de sua fé.

    O QUE E COMO ENSINAR AOS JOVENS

    Geralmente os jovens têm problemas com a mente. O professor poderá ajudá-los nesta área recomendando a memorização de versículos (como por exemplo o Salmo 119.11) e a meditação neles durante o dia, a fim de se apropriarem do ensinamento aprendido. Em oração particular devem colocar diante do Senhor suas dificuldades nesta área e o desejo sincero de uma renovação mental (Rm 12.1,2).
    Os jovens têm muitas dúvidas quanto à sua vocação, a escolha da cara metade e a vontade de Deus. O professor deve procurar relacionar Cristo aos problemas da vida usando tópicos como: “O que é serviço cristão?”, “O que é consagração verdadeira?”, “O casamento do ponto-de-vista de Deus”, “Como Deus revela sua vontade”, etc. Uma experiência pessoal do professor, contada com sinceridade e amor, vale muito mais do que muitos princípios de teoria.
    O professor deve ensiná-los o que é verdadeiro e bíblico, para evitar a formação de conceitos falsos acerca do caráter cristão. É necessário gastar bastante tempo com eles estudando sobre o Corpo de Cristo e seus aspectos práticos: unidade da Igreja, diversidade dos membros através dos dons e a interdependência dos membros. O ideal seria que cada jovem pudesse descobrir seu dom específico, o seu ministério e como atuar nele. Assim evitaria gastar o resto da vida em atividades e lugar não determinados pelo Senhor.

    A CLASSE DE ADULTOS

    Os adultos também têm necessidades mentais, sociais, emocionais e espirituais. A Igreja, como Corpo de Cristo, tem a tarefa de suprir essas necessidades. A escola dominical, como agência da igreja local, pode e deve colaborar muito nesse sentido. Uma das maneiras é:
    Estudo bíblico dinâmico

    1. Desperte o interesse
    Sem o interesse da pessoa não se conseguirá muita coisa. Como despertar o interesse? Apresente um desafio à pessoa, pois os adultos aceitam desafios e querem ser desafiados com coisas que realmente sejam importantes. A maneira mais prática é dar uma tarefa que eles tenham condições de executar.

    2. Interaja
    Na escola dominical deve-se dar aos alunos a chance de escolher alguns temas de maior necessidade pessoal. Exemplos: lar cristão, finanças, segunda vinda de Cristo, como estudar a Bíblia (métodos de estudo bíblico), etc.

    Estudo bíblico prático
    Uma característica marcante dos adultos: sabem mais do que fazem. São inimigos do trivial. Têm as preocupações do dia-a-dia, como, por exemplo, finanças e família. Desejam servir e ser úteis ao Senhor e desejam desenvolver uma filosofia cristã prática, para a vida. Falando em estudo bíblico, é bom ressaltar que o professor deve ensinar com seriedade, dando alimento espiritual sólido, pois os adultos não gostam de coisas superficiais.
    Dê oportunidades para as pessoas contarem suas vitórias e derrotas
    Entre outras coisas, isso ajuda a satisfazer certas necessidades sociais do adulto: o desejo de companheirismo, desejo de aprovação do grupo e o senso de valor pessoal. Muitos enfrentam problemas quanto às relações humanas e alguns experimentam solidão. Temos necessidade de falar e de ouvir.
    Não adianta querer ministrar à pessoa, com matérias, se ela não externar aquelas coisas que estão lhe causando problemas. Mas cuidado para a aula não virar um bate-papo sem finalidade. O uso de certas perguntas ajuda a dirigir a conversa para um fim proveitoso. Por exemplo: “O que Deus fez por você nesta semana? Como Deus o usou para ajudar outras pessoas? Como você colocou em prática os princípios da Palavra de Deus, estudados na semana passada?”.
    Leve os participantes a se interessarem uns pelos outros

    1. Oração mútua
    Incentive cada aluno (ou participante) a orar diariamente pelos outros componentes do grupo, de maneira pessoal, citando seus nomes. Nunca devem se esquecer de orar pela obra missionária em geral e pelos missionários em particular.

    2. Prestação de serviço e hospitalidade
    O professor deve mostrar com exemplos bíblicos que quando alguém precisa de ajuda, o grupo todo tem a responsabilidade de se interessar e fazer alguma coisa por ele.
    Estabeleça alvos em conjunto e desafie o grupo a alcançá-los
    Quantas novas pessoas vão ser alcançadas nos próximos 6 meses? E no próximo ano? Quantas vão passar adiante o que estão recebendo? Para que os alunos possam edificar outros, eles precisam de uma edificação sólida. E se você é professor, então esta é sua tarefa.
    (Uma adaptação de “O Bom Professor Conhece Os Seus Alunos” por Josivaldo de França Pereira)

    Pr. Josivaldo de França Pereira é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil em Santo André-SP. Bacharel em Teologia pelo Seminário Presbiteriano Rev. José Manoel da Conceição-SP. Licenciado em Filosofia pela Faculdade Associada do Ipiranga-SP. Mestre em Missiologia pela Faculdade Teológica Sul Americana de Londrina-PR. rev.p@ig.com.br

    (mais…)

  • A ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

    BÊNÇÃO DE DEUS, RESPONSABILIDADE NOSSA
    Rev. Josivaldo de França Pereira

    O objetivo deste artigo é chamar a atenção para o valor e importância que devemos dar à escola dominical.

    Fundada na Inglaterra pelo jornalista evangélico Robert Raikes, em 1780, a escola dominical foi uma criação que deu certo. Tão certo que os primeiros missionários que aqui chegaram procuraram organizá-la imediatamente. O casal Robert e Sarah P. Kalley fundou a primeira escola dominical no Brasil em 19 de agosto de 1855. E a escola dominical existe até hoje!

    Não é por acaso que a escola dominical existe até hoje. Ela é parte integrante da Igreja do Senhor Jesus Cristo, de quem temos a promessa de que “as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18). A escola dominical é uma bênção de Deus com características próprias, isto é, por mais que uma pessoa participe dos cultos e das atividades da semana de sua igreja, tem coisa que só será aprendida na escola dominical.

    Infelizmente não são poucas as pessoas que fazem opções em detrimento da escola dominical. Será que essas pessoas sabem o quanto estão perdendo? Pense bem: Ausentando-se da escola dominical quem perde as bênçãos de Deus é você.

    A ESCOLA DOMINICAL
    E A RESPONSABILIDADE DO ALUNO


    O segredo de uma escola dominical dinâmica e eficaz depende, e muito, do aluno. E como deve ser o aluno da escola dominical? Qual o perfil do aluno ideal? Antes de respondermos essas perguntas, é importante dizer que por aluno ideal não nos referimos, propriamente, a um ser extraordinário: brilhante, gênio, super intelectual. Não, o aluno ideal é antes de tudo uma pessoa bem intencionada. Como assim? Ele é dedicado: Assíduo, pontual, responsável. Vai à escola dominical com prazer e não para dizer simplesmente “estou aqui”, “cheguei” ou “agora o superintendente não vai pegar no meu pé”. O verdadeiro aluno da escola dominical não pensa assim. Ele faz a lição de casa. Lê a Bíblia e sua revista; anota suas dúvidas e vem disposto a colaborar seriamente na sala de aula.

    É lamentável quando o aluno vai à escola dominical sem ter estudado durante a semana; sem sua Bíblia e/ou sem revista. E olha que eu não estou falando dos pequeninos, e sim, de gente grande mesmo! Pode parecer grosseiro de minha parte, mas muitas vezes eu me ponho a pensar: “O que alguém que não leva Bíblia, revista (ou algo semelhante), e que não estuda em casa vai fazer na escola dominical?”. Aprender? Duvido! Não se pode aprender quando o básico é menosprezado.

    De uma coisa precisamos estar cientes: 50% ou mais do bom desempenho do professor numa sala de aula depende de seus alunos. É o que eu costumo dizer aos meus alunos, sem querer jogar sobre eles a responsabilidade que cabe a mim.

    Quando o aluno não se prepara em casa, conforme já mencionamos acima, ele perde a oportunidade de contribuir com algo mais. Contribuindo ganha a classe e o professor também. Muitos dos alunos que ficam calados durante a exposição do professor cometem o erro (para não dizer “pecado”) da negligência semanal. É preciso que você aluno reverta esse quadro se porventura está sendo negligente; pois quantas vezes a culpa de uma aula má dada recai sobre o professor quando na realidade o culpado é outro. É claro que o professor tem suas responsabilidades, como veremos adiante, mas nenhum professor, a menos que esteja doido, teria coragem de se colocar diante de uma classe sem que estivesse adequadamente preparado.

    Seja professor, ou seja aluno, ambos devem fazer tudo para a glória de Deus.

    A ESCOLA DOMINICAL
    E A RESPONSABILIDADE DO PROFESSOR


    O bom professor é aquele que almeja a excelência do ensino e se empenha em alcançá-la. Tem que ser como o apóstolo Paulo exortou: “…o que ensina, esmere-se no fazê-lo” (Rm 12.7). Paulo recomenda àquele que ensina a dedicação total desse ministério. Dedicação que resultará num progresso constante do professor, quer seja em relação à habilidade no ensino e crescimento espiritual de seus alunos; quer seja em relação a sua própria vida cristã.

    O professor da escola dominical deve ser o primeiro a viver o que ensina. A classe nunca deve ser subestimada (muito menos a dos pequeninos). Ela saberá se o professor está sendo sincero no que diz. Como também saberá se o professor se preparou adequadamente para a aula. Fazer pesquisas de última hora e preparar a aula às pressas nunca dá certo. Quando o professor não se esforça para fazer o melhor, ele não apenas desrespeita seus alunos como peca contra Deus.

    Além de viver o que ensina, o bom professor conhece seus alunos. Ele nunca deve acreditar que basta, por exemplo, pegar a revista e ensinar o que está ali, por melhor que seja o seu trabalho de pesquisa. O professor da escola dominical deve conhecer a sua classe, cada um de seus alunos. É importante que o professor conheça seus alunos, até mesmo para uma transmissão mais natural e eficaz de sua aula.

    Quanto ao preparo e a exposição da aula propriamente dito, os editores dos Estudos Bíblicos Didaquê apresentam sugestões preciosas que ajudarão em muito os professores da escola dominical. Com ligeiras adaptações passo a transcrevê-las:

    • Utilizar sempre a Bíblia como referencial absoluto.
    • Elaborar pesquisas e anotações, buscando noutras fontes subsídios para a complementação das lições.
    • Planejar a ministração das aulas, relacionando-as entre si para que haja coerência e se evite a antecipação da matéria.
    • Evitar o distanciamento do assunto proposto na lição.
    • Dinamizar a aula sem monopolizar a palavra oferecendo respostas prontas.
    • Relacionar as mensagens ao cotidiano dos alunos, desafiando-os a praticar as verdades aprendidas.
    • No final da aula, despertar os alunos quanto ao próximo assunto a ser estudado, mostrando-lhes a possibilidade de aprenderem coisas novas e incentivando-os a estudar durante a semana.
    • Depender sempre da iluminação do Espírito Santo, orando, estudando e colocando-se diante de Deus como instrumento para a instrução de outros.
    • Verificar a transformação na vida dos alunos, a fim de avaliar o êxito de seu trabalho.

    Duas coisas, pelo menos, têm levado muita gente a perder o interesse pela escola dominical hoje em dia, ou seja, a falta de criatividade do professor e dinâmica das aulas. Professor: Faça de sua aula algo interessante; seja criativo, gaste tempo nisso. Criatividade e dinamismo são, em boa parte, o segredo do sucesso do professor eficaz.

    É necessário que o professor da escola dominical veja seu trabalho como o ministério que Deus lhe deu e que, por isso mesmo, precisa ser realizado da melhor maneira possível. “… o que ensina, esmere-se no fazê-lo” (Rm 12.7).

    A ESCOLA DOMINICAL
    E A RESPONSABILIDADE DOS PAIS


    A responsabilidade dos pais crentes com a escola dominical é dupla. Em primeiro lugar, os pais precisam ser assíduos e freqüentes na escola dominical. Os pais que vão somente ao culto vespertino, achando que faltar na escola dominical não tem tanto problema, certamente deixarão de progredir como deveriam na vida cristã. A presença dos pais na escola dominical é imprescindível, pois, afinal de contas, nós pais somos (bem ou mal) modelos para os nossos filhos.

    Em segundo lugar, os pais precisam levar seus filhos à escola dominical. Gostaria de dar a esse segundo ponto uma atenção especial, visto que está diretamente relacionado ao anterior. Portanto, vamos entender a coisa da seguinte maneira: por que os pais precisam estar na escola dominical? De um lado, porque todos precisam aprender mais e mais das verdades do Senhor; por outro lado, por causa dos filhos. Perdoe-me a batida na mesma tecla mas isso é importante. Os filhos desejam e precisam ver nos pais a seriedade no trato com a escola dominical. E isso, por si só, deve ser motivo de reflexão para os pais , pois os pais precisam, pela vida e pela palavra, mostrar aos filhos que a escola dominical é um importante veículo de crescimento espiritual.

    Geralmente as crianças não apreciam levantar cedo para ir à escola dominical. Boa parte delas já faz isso durante a semana. Porém, os pais devem passar para os filhos que a escola de domingo também é especial por uma série de razões. Erra o pai ou a mãe que acha que não deve levar sua criança à escola dominical, apenas porque ela está cansada por estudar durante a semana, ou porque brincou demais no sábado ou foi dormir tarde por causa daquela festa na igreja. Esse é um tipo de compaixão que não procede. É nessa hora que os pais, amigavelmente, devem mostrar aos filhos que a escola dominical é especial para toda a família.

    Lembro-me de um fato ocorrido em uma igreja da qual fui pastor. Quando perguntei a uma irmã porque não trouxe o filho, que na época devia ter cinco anos de idade, ela me respondeu: “Ele não quis vir”. Eu não sei como está ou por onde anda aquele que agora é um rapaz. Receio que ele tenha seguido o caminho de seus irmãos mais velhos que abandonaram a igreja porque a mãe comodamente aceitava o fato de que eles não quiseram vir.

    Papai e mamãe, levem seus filhos à escola dominical, tenham eles vontade ou não. Cumpram as suas responsabilidades como um dia prometeram a Deus quando levaram seus filhos para serem batizados ou apresentados. Pois, como no caso daquela mãe, amanhã poderá ser tarde de mais para chorar o que podia ser evitado ontem.

    A ESCOLA DOMINICAL
    E A RESPONSABILIDADE DO SUPERINTENDENTE


    O superintendente da escola bíblica dominical é muito mais que uma simples pessoa que faz a abertura e encerramento da escola dominical e promove a comemoração de algumas datas importantes e eventos especiais. O superintendente ou diretor(a) da EBD é o irmão ou irmã em Cristo designado(a) pela igreja para administrar a escola dominical com competência e seriedade, visando a edificação e a maturidade do corpo de Cristo.

    Antes de tudo, o superintendente deve ser alguém verdadeiramente compromissado com Deus e a igreja. Deve ser exemplo dos fiéis, não neófito, mas pessoa qualificada para comandar o corpo de Cristo. Deve ser assíduo e pontual no cumprimento de seus deveres, irrepreensível na moral, são na fé, prudente no agir, discreto no falar e exemplo de santidade de vida. Qualidades que devem acompanhar, no mínimo, todo crente, e principalmente aquele que recebeu a graça da liderança; a saber: pastor, presbítero, diácono, professor, etc.

    Além disso, o superintendente deve ser uma pessoa preparada academicamente. Destaco a palavra “academicamente” de propósito. O que isso quer dizer? Quer dizer que o superintendente não precisa necessariamente ser um expert em educação cristã, mas precisa ter noção do que ela significa e representa. Afinal de contas, é com professores que o superintendente está lidando e é a qualidade do bom ensino que ele estará supervisionando. Pensando nisso, um experiente diretor de escola dominical escreveu aos superintendentes: “Os seus professores ensinam com qualidade? Ou estão se repetindo diante da classe? Preparam devidamente a lição, ou já se acostumaram aos improvisos?”. E continua: “Que os seu professores não se contentem com o preparo já conseguido. Incentive-os a ler, a estudar, a pesquisar, a descobrir novas metodologias, a se tornarem especialistas não apenas no currículo e na aula a ser ministrada, como também na pedagogia e na didática”.

    Como eu disse, o superintendente não precisa ser um especialista, mas é necessário que tenha algum conhecimento pedagógico. Se tiver experiência como professor, melhor ainda.

    Some-se a isto a visão do superintendente. Se o superintendente pensar administrativa e pedagogicamente, o que é ideal, ele não apenas saberá conduzir a igreja bem, no sentido de unidade de propósitos, mas também zelará pelo aperfeiçoamento de seus professores. Promoverá encontros, congressos e uma série de eventos que ajudarão na formação e reciclagem dos professores.

    O superintendente é o carro-chefe da escola dominical que, em comum acordo com o pastor, melhorará toda a escola dominical quando melhorar seus professores. Quando se investe na liderança da escola dominical todo mundo sai ganhando.

    Finalmente, mas não menos importante, o superintendente precisa ser dinâmico a fim de dinamizar sua escola dominical. Para isso precisa se atualizar e se inteirar do trabalho de outros superintendentes. Deve ser uma pessoa inovadora, com idéias saudáveis que revigoram a escola dominical. Eu acredito na escola dominical porque, como dissemos no início deste artigo, é uma bênção de Deus e por isso deu certo. Entretanto, a escola dominical precisa passar por um processo constante de revitalização. Meu irmão superintendente: torne a sua escola dominical dinâmica, criativa, bíblica e funcional. Algo que dá gosto de se vê e participar. Promova, juntamente com seu pastor e professores, o vigor e a saúde da escola dominical através da motivação de seus alunos. Evite a rotina, a monotonia e aquela mesmice insuportável. As aulas da escola dominical devem ser prazerosas. Da criança ao adulto que levantam cedo para ir à igreja, a escola dominical deve ser algo que valha a pena por causa do conteúdo e didática do ensino e (por que não?) por causa do agradável local de estudo. Olhe com carinho para tudo isso e Deus, com certeza, o recompensará.

    A ESCOLA DOMINICAL
    E A RESPONSABILIDADE DO PASTOR

    Como ministro do evangelho, sei que não são poucas e nem pequenas as responsabilidades do pastor. Comecemos com algumas de suas atribuições. Compete ao pastor: orar com o rebanho e por este; apascentá-lo na doutrina cristã; exercer as suas funções com zelo; orientar e superintender as atividades da igreja, a fim de tornar eficiente a vida espiritual do povo de Deus; prestar assistência pastoral; instruir os neófitos, dedicar atenção à infância e à mocidade, bem como aos necessitados, aflitos, enfermos e desviados; governar.

    Escrevendo aos efésios, diz o grande pastor e apóstolo Paulo: “E ele mesmo (Jesus) concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro, e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro” (Ef 4.11-15).

    Pelo que podemos perceber das atribuições e vocação do pastor, o ensino (no mais amplo sentido do termo) é a característica prioritária do ministério pastoral. O zelo e a responsabilidade doutrinária do pastor o tornam necessariamente ligado à escola dominical. Ele é o superintendente ex-officio da escola dominical. Por isso mesmo, ao pastor nunca jamais deve faltar a informação necessária acerca do que está sendo ensinado na escola dominical. Para isso, o superintendente deve ser seu maior aliado. Um verdadeiro braço direito na condução da igreja. O superintendente que não estiver disposto a andar com o seu pastor não conseguirá promover a paz e a unidade no corpo de Cristo. Enfim, o pastor precisa saber o que os professores ensinam ao seu rebanho, quem ensina e como se ensina. Esta informação ele adquirirá primeiramente com o superintendente e através das constantes reuniões com o conselho de ensino.

    O pastor deve ser um verdadeiro conselheiro no meio de seus auxiliadores. Diálogo é fundamental. É imprescindível que o pastor e a liderança da escola dominical falem uma só língua e se ajudem mutuamente, conforme recomenda Paulo em 1 Coríntios 1.10: “Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma cousa, e que não haja entre vós divisões; antes sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no parecer”. A escola dominical agradece!

    Ademais, pela experiência e formação pastoral que tem, o pastor precisa estar atento às carências de seus professores e superintendente. Ele deve zelar pelo aprimoramento de sua escola dominical investindo pesado em sua liderança. Precisa indicar e sugerir bons livros, mostrando a importância e valor da leitura. Também, é necessário que o pastor incentive a sua liderança a participar de e a promover eventos educacionais. Acredite: O pastor é a chave que abre a porta do sucesso da escola dominical. Se você, pastor, tiver visão pedagógica, além de administrativa é claro, ninguém segurará sua escola dominical. O Espírito Santo gosta de pessoas assim e quer usar pessoas assim.

    Além disso, é necessário que o pastor tenha propósitos permanentes e bem definidos para a escola dominical. Quais devem ser os objetivos do pastor para a escola bíblica dominical? São basicamente estes: 1) promover a edificação da igreja na Palavra para o serviço, 2) ganhar vidas para Cristo e discipulá-las e 3) formar líderes capacitadores.

    Pr. Rev. Josivaldo de França Pereira – Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil (I.P.B.) em Santo André – SP. Bacharel em teologia pelo Seminário Presbiteriano Rev. José Manoel da Conceição (J.M.C. – SP), Licenciado em filosofia pela F.A.I. (Faculdades Associadas Ipiranga – SP) e mestrando em missiologia pelo Seminário Teológico Sul Americano (S.T.S.A.) em Londrina – PR.
    E-Mail: rev.p@ig.com.br

    Fonte: bibliaworld

    (mais…)

  • Abel – O homem cuja oferta agradou a Deus

    Texto Bíblico – Genesis 4 1-4 8-10

    Texto Áureo – E a Jesus, o Mediador de uma nova aliança, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que Abel. (Hb 12:24)

    Hoje estaremos dando inicio a nosso primeiro trimestre de 2012, onde estudaremos os heróis do Antigo Testamento, e vamos iniciar a nossa jornada por Abel.

    Após a promessa de redenção da raça humana, em Genesis 3:15 – E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar. Criou se uma grande expectativa a espera do messias, com o nascimento de Caim Adão e Eva acharam que ele seria a semente prometida. Tanto que quando Abel nasce Eva acha que já foi agraciada de mais e põe o nome Abel que um dos seus significados é vaidade.

    Nascimento e Significado do nome Abel

    Abel foi o segundo filho de Adão e Eva em hebraico Hebel, sopro. Conforme alguns, o nome estaria relacionado à efemeridade de sua existência; outros dissem  ser uma variante do Jabal, yabhal, “pastor”, ainda pode significar vaidade.

    Pastor

    A biblia o apresenta como um pastor de ovelhas “Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra”, representando assim as duas atividades fundamentais da vida civilizada, as duas primeiras subdivisões da raça humana. Na tradição hebraica da superioridade da pastoral sobre a vida agrícola e da cidade.

    Adorador

    “No processo de tempo”, os dois irmãos trouxeram de uma forma solene um sacrifício a Deus, a fim de expressar a sua gratidão . Não é dito que a oferta de holocausto estivesse baseada numa instituição divina. É provável que tenha sido uma ação espontânea de gratidão e reconhecimento a Deus. Porque Deus aceitou a oferta de um e rejeitou a do outro, não nos é revelado.  Se era devido à diferença no material do sacrifício ou em sua forma de oferta foi, provavelmente, a crença entre os primeiros israelitas, que considerava as oferendas de animais como superior a oferta de cereais. Ambos os tipos, no entanto, foram totalmente de acordo com a lei e o costume hebraico. Tem sido sugerido que Caim faz uma ofensa ritual portanto a sua oferta não foi feita “corretamente”  ou não foi bem manejada, e, portanto, rejeitado como irregular.

    Um homem justo

    A verdadeira razão para a preferência divina é sem dúvida a ser encontrada na esposição dos irmãos . Fazer o bem não consistia na oferta externa, mas no estado de espírito e sentimentos corretos. A aceitabilidade depende da motivação interna e carater  moral dos ofertantes. “Pela fé Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício (abundante) do que Caim” (Hb 11:4). O “sacrifício mais abundante”, segudo Westcott, “ele sugere a mais profunda gratidão de Abel, e mostra um sentido mais completo das reivindicações de Deus” para o melhor. Caim “obras (a expressão coletiva de sua vida interior) eram más, e de seu irmão justas” (1 João 3:12). “Seria um ultraje se os deuses olharam para dons e sacrifícios, e não para a alma” (Alcebíades II.149E.150A). Coração de Caim não era puro, tinha uma propensão criminal, que brota da inveja e ciúme, o que tornou ambos oferecendo a sua pessoa e inaceitável. Suas obras mal e o ódio de seu irmão culminou com o ato de assassinato, especificamente evocada pelo caráter oposto das obras de Abel e a aceitação de sua oferta. O homem mal não pode suportar a visão do bem em outro.

    O Mártir

    Abel classifica-se como o primeiro mártir (Mt 23:35), cujo sangue clamou por vingança (Gn 4:10; compare Ap 6:09; Ap 6:10) e trouxe desespero (Ge 4:13), enquanto que o de Jesus apela a Deus por perdão e fala de paz (Hb 12:24) .

    Um Tipo

    Os dois primeiros irmãos da história são  os tipos de representantes das duas principais divisões da humanidade, e testemunham a antítese absoluta e inimizade eterna entre o bem e o mal.

    (mais…)

  • Evangélicos Propõem Mudanças em Campanha Sobre Camisinha no Carnaval

    Parlamentares evangélicos e católicos, propõem modificações no teor das mensagens das campanhas de prevenção às doenças sexualmente transmissíveis (DST) do Ministério da Saúde. Eles reivindicam que as campanhas promovam a abstinência e a importância da procriação para a formação familiar.

    “Neste Carnaval, não transe. Se preserve para o casamento, porque família é bom” foi um dos slogans sugeridos pelos evangélicos ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em reunião da Frente Parlamentar da Família, na noite desta quarta-feira.

    Os religiosos estavam descontentes que os lemas das campanhas que pregavam no carnaval as relações sexuais seguras com o uso da camisinha, como forma de prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST).

    As duas mensagens do ministério para o Carnaval, – “Sem camisinha, não dá” e “Seja qual for a fantasia, use sempre a camisinha” – desagradaram aos religiosos.

    O ministro já admitiu que pode fazer uma campanha direcionada para os religiosos, porém, não falou em mudar o tom das atuais campanhas de carnaval, de acordo com O Globo.

    Uma reunião entre parlamentares evangélicos e o ministro Alexandre Padilha foi organizada pelo senador evangélico Magno Malta.

    “Segundo Malta, o ministro foi extremamente receptivo e nos prometeu elaborar uma cartilha com as nossas mensagens. E não aquelas do Temporão (ministro da Saúde no governo Lula), que estimulavam relação homossexual e até distribuíam cachimbo para viciados”, disse.

    No encontro, o ministro citou a Bíblia e falou da relação entre religião, família e vida saudável. “Somos todos irmãos. O governo tem que ouvir todos os setores organizados da sociedade em busca de bem-estar para a população. Aids, drogas e alcoolismo são exemplos de doenças que precisamos combater com a ajuda da família”, disse Padilha no encontro.

    A deputada evangélica Benedita da Silva (PT-RJ) participou do encontro e afirmou que outros assuntos foram tratados, como combate à dengue e gravidez precoce.

    Uma outra reivindicação encaminhada ao ministro foi a criação da Secretaria da Família, para, entre outras atribuições, lidar com jovens viciados em drogas.

     

    Fonte: christianpost

    (mais…)

  • Lição 10 – A palavra do Evangelho entre os gentios

    O evangelho

    Os Evangelhos são um gênero de literatura do cristianismo que contam a vida de Jesus, a fim de preservar Seus ensinamentos ou revelar aspectos da natureza de Deus. O desenvolvimento do Canôn do Novo Testamento deixou quatro evangelhos canônicos, que são aceitos como os únicos evangelhos autênticos para a maioria dos cristãos.

    O sentido da palavra “evangelho” significa boas notícias ou boas novas. Convém saber porque ele é as boas novas para a raça humana. Podemos aprender o porquê pelos diversos títulos do evangelho.

    Ou seja a propagação do evangelho seria, a filosofia de cristo ou os preceitos de Deus entre as nações.

    O que é gentio??

    Gentio – A palavra gentio designa um não-israelita e deriva do termo Latim “gens” (significando “clã” ou um “grupo de famílias”) e é muitas vezes usada no plural. Os tradutores cristãos da Bíblia usaram esta palavra para designar colecticamente os povos e nações distintos do povo Israelita.

    A palavra é especialmente importante em relatos sobre a História do Cristianismo, para designar os povos Europeus que gradualmente se converteram à nova religião, sob a influência do apóstolo Paulo de Tarso (São Paulo) e outros. O próprio São Paulo nascera na actual Turquia mas tinha sido educado no Judaísmo.

    A partir do século XVII o termo é mais normalmente usado para referir não-judeus. Com o mesmo sentido de gentio existe o termo goy. Em tempos recentes, ambos os termos deixaram de ser bem vistos, preferindo-se muitas vezes usar a expressão “não-Judeu” como substituto.

    Outras acepções: 1 – Quem segue o paganismo; 2 – Quê ou o que não é civilizado; 3- S. m. Pop. Grande porção de gente; (Dicionário Completo da Língua Portuguesa Folha da Tarde)

    No Antigo Testamento o termo “gentio” origina-se do hebraico goyim, que significa “nações” ou “estrangeiros”. Encontramos esse termo em passagens como: Gn 10:5; Jz 4:3; Is 11:10; Jr 4:7; Lm 2:9; Ez 4:13; Os 8:8, etc.

    No Novo Testamento, os substantivos gregos ethnos e hellen são traduzidos por “gentios”:

    ethnos: esse termo transmite a ideia de “multidão de pessoas da mesma natureza ou gênero; nação, povo”. Conforme Vine (2003, p. 673), é utilizado no singular, acerca dos judeus, quando então é traduzido por “nação” (Lc 7:5; 23:2; Jo 11:48, 50-52); no plural, acerca de nações não judaicas (Mt 4:15; Rm 3:29; 11:11; 15:10; Gl 2:8); circunstanciamente, é empregado também para ser referir aos convertidos gentios em distinção dos judeus (Rm 11:13; 16:4; Gl 2:12, 14; Ef 3:1);

    – hellen: originalmente foi utilizado acerca dos primeiros descendentes da Heliéia Tessália; mais tarde passou a indicar os gregos em oposição aos bárbaros (Rm 1:14). É usado também em relação aos gentios que falavam o idioma grego (Gl 2:3; 3:28).

    Dicionário

    Gentio: O que não é israelita (Is 42.1,6).

    Prosélito: Gentio que segue a religião judaica (Mt 23.15; At 13.43).

    Samaritano: Pessoa nascida em SAMARIA (Região central da Terra Santa, abrangendo as tribos de Efraim e Manassés do Oeste. Ao norte ficava a Galiléia; a leste, o Jordão; ao sul, a Judéia; e, a oeste, o Mediterrâneo – 2 Rs 17.24-26; At 1.8). Israelitas e samaritanos não se davam por causa de diferenças de raça, religião e costumes (2 Rs 17.29; Jo 4.9).

    Conexão: Ligação; relação; peça ou dispositivo que liga dois condutos, ou que serve como passagem ou comunicação.

    Origem dos Samaritanos.

    Quando Salmaneser, imperador da Assíria, sitiou Samaria, a capital do Israel, em 722 a.C, levou cativas as dez tribos do Norte. 2 Rs 17.3. Os filhos de Israel, que ficaram na terra se misturaram com esses estrangeiros, de modo que seus filhos se tornaram mestiços (mistu¬ra de israelita e gentio). Eram os sa¬maritanos. Essa mistura era também religiosa, pois rejeitaram as Escritu¬ras Sagradas, aceitando apenas o Pentateuco.

    Destacamos os Samaritanos, que teologicamente eram gentios, mas assim não se consideravam, pois viviam nos termos de Israel e haviam adotado o judaísmo, ainda que com valores diferenciados – local de adoração, por exemplo – como religião, mas era na realidade uma mistura.

    O AMOR DE DEUS

    Deus não faz acepção de pessoas; Ele ama todo o ser humano, sem se importar com a sua procedência racial: amarela, branca ou escura. O importante é que cada um reconheça a sua condição de pecador, aceite a Jesus como Salvador e reserve, por este intermédio, a sua salvação eterna.

    ALGUNS DETALHES BÍBLICOS SOBRE OS GENTIOS E OS JUDEUS:

    • GENTIO – Nome dado pelos hebreus a todos os povos fora do grêmio de Israel. Assim, esta palavra é empregada para significar aqueles povos que não eram da família hebraica (Lv 25:44; l Cr 16:24 cf Is 49:6; Rm 2:14; 3:29).

    • (A) – Compreendem todas as nações, exceto os judeus – Rm 2:9; 3:9; 9:24

    • (B) – A conversão dos gentios foi predita – Gn 22:18; Sl 22:27; 86:9; Is 2:2; 9:2; 11:10; 42:1; 49:6; 55:5; 60:3; Dn 7:14

    • (C) – Exemplos de conversões de gentios – At 10:45; 11:1; 13:48; 15:7; 18:6; 28:28; Rm 9:24; 15:9; Gl 3:14

    II.1 – ERAM CHAMADOS DE:

    • (1) – Gentios – Sl 2:1; Is 9:1; Gl 3:8;

    • (2) – Nações – Sl 9:20, 22-28

    • (3) – Incircuncisos – I Sm 14:6; Is 52:1

    • (4) – Incircuncisão – Rm 2:26

    • (5) – Gregos – Rm 1:16; 10:12

    • (6) – Estrangeiros – Is 14:1; 60:10

    • JUDEUS – Eram o povo escolhido por Deus; tinham uma religião sublime, cuja verdade contrastava com as falsidades das religiões dos gentios; possuíam leis sábias que impediam a corrupção dos costumes e a alteração das práticas religiosas, em contato com o paganismo. Tudo isso levou o povo judeu a desprezar injustamente os gentios. A sua escolha tinha um fim, que era servir de luz para os gentios (Is 49:1-6).

    • O que o povo hebreu devia reconhecer era que os gentios também estavam incluídos na promessa – Is 2:2-4; Am 9:12; Zc 9:7.

    ERAM CHAMADOS DE:

    • (1) – Hebreus (Gn 14:13; 40:15; II Cor 11:22)

    • (2) – Israelitas (Ex 9:7; Js 3:17)

    • (3) – Semente de Abraão (Sl 105:6; Is 41:8)

    • (4) – Filhos de Israel (Gn 50:25; Is 27:12)

    • (5) – Semente de Jacó (I Cr 16:13)

    • (6) – Jesurum (Dt 32:15)

    O RELACIONAMENTO ENTRE OS JUDEUS E OS GENTIOS:

    • Não deviam seguir seus caminhos (Lv 18:3; Jr 10:2)

    • Não deviam casar-se com os mesmos (Dt 7:3)

    • Podiam ter gentios como escravos (Lv 25:44)

    • Desprezavam-nos como se fossem cães (Mt 15:26)

    • Nunca se associavam a eles (At 10:28; 11:2-3)

    • Eram frequentemente corrompidos por eles (II Rs 17:7-8)

    • Foram dispersos entre eles (Jo 7:35)

    • Excluídos dos privilégios de israel (Ef 2:11-12)

    • Não podiam entrar no templo (At 21:28-29)

    • O átrio exterior do templo se destinava a eles (Ef 2:14; Apc 11:2)

    • Dados a Cristo como herança (Sl 2:8)

    • Cristo foi dado como luz aos gentios (Is 42:6; Lc 2:32)

    • Gentios e judeus unidos contra Cristo (At 4:27)

    ATOS 10 – OS GENTIOS SÃO ADMITIDOS NOS PRIVILÉGIOS DO EVANGELHO

    CORNÉLIO E PEDRO

    O caso de Cornélio como representante de dos gentios, assinalou a dispensação do Espírito Santo aos gentios. Cornélio embora devoto e pied

    oso, não desfrutava da salvação comum iniciada em Pentecostes (At. 11.14) A visão transformadora de Pedro 9 -16, revelou a verdade de que os gentios – impuros e durante tanto tempo excluídos da religião como “cachorrinhos” (Mt 15.24-27) fato simbolizado pelos vários animais ritualmente impuros – receberiam o mesmo dom que Deus dera aos judeus no Pentecostes (At 11.17).

    Grande passo avante precisava ainda ser dado, e foi em Jope que Pedro aprendeu a lição de que não se deve chamar comum ou imundo aquilo que Deus limpou. Teria sido à luz desta lição que ele acrescentou, ao ensino de nosso Senhor sobre comidas, o comentário, “E assim considerou ele puros todos os alimentos”, como se vê em #Mc 7.19? Seja como for, havendo aprendido esta lição, teve imediatamente de pô-la em prática ao ser convidado para visitar Cornélio, centurião romano, em Cesaréia, e fazê-lo conhecer, com a família, as boas novas. Este é outro episódio a que Lucas obviamente dá muita importância, porque, depois de narrá-lo no cap. 10, volta a referi-lo no cap. 11, onde Pedro mesmo conta a história, e torna a mencioná-lo no cap. 15, outra vez por intermédio de Pedro.

    Cornélio, como Pedro, fora preparado por Deus para a nova situação. Membro da classe de pessoas que Lucas denomina “tementes a Deus”, adeptas do culto judaico, espiritual e monoteístico, celebrado nas sinagogas, sem que fossem de todo prosélitos e membros da comunidade de Israel, foi instruído, por uma visão, a mandar chamar a Pedro. Quando este entrou na casa e começou a anunciar a ação divina na cruz e na ressurreição de Cristo, mais uma prova da direção de Deus lhe foi dada com o ato repentino do Espírito Santo apossando-se daquela família gentia, o que foi manifesto pelos mesmos sinais externos do dia de Pentecostes. Houve uma diferença: no Pentecostes os que foram batizados receberam o Espírito; Cornélio e seus familiares se batizaram porque antes receberam o Espírito. Sem este sinal evidente do favor divino, Pedro podia hesitar em batizá-los.

    Centurião da coorte, chamada a italiana (1). Os centuriões tinham a posição de oficiais não comissionados, cabendo-lhes a responsabilidade de capitães. Eram a espinha dorsal do exército romano, é impressionante como de todos os centuriões mencionados no Novo Testamento sempre se diz alguma coisa que os recomenda. A coorte italiana pode ser idêntica à “segunda coorte italiana de cidadãos romanos”, de que há inscrições comprobatórias na Síria, do ano 69 A. D. Temente a Deus (2), pertencente à classe de gentios que aderiam de modo geral à fé, ao culto e às práticas judaicas, sem se submeterem à circuncisão e sem se tornarem prosélitos de todo. Subiram para memória (4). O verbo “subir” pode sugerir as ofertas queimadas (heb. ´olah, lot. “subindo”). O vocábulo grego mnemosynon, traduzido “memória”, usa-se em #Lv 2.2 e segs. nos LXX, com relação à parte da oferta de manjar que se apresentava a Deus. Quanto à eficácia sacrifical dessa conduta de Cornélio, cfr. #Sl 141.2; #Fp 4.18; #Hb 13.15-16.

    At-10.9

    Por volta da hora sexta (9); isto é, meio-dia. Êxtase (10), estado em que a pessoa, por assim dizer, “fica fora” de si. Um certo vaso (11); lit. “um objeto”; a palavra grega (skeuos) é indefinida. Um grande lençol (11); sugerido ao subconsciente de Pedro possivelmente pela tolda aberta no eirado, ou a vela de um barco no horizonte, do lado ocidental. Quatro pontas (11). O vocábulo grego arche, aqui traduzido “ponta” (lit. “começo”) usava-se na linguagem médica por extremidade de atadura, e entre os marinheiros no sentido de “corda”. Toda sorte de quadrúpedes (12). Os melhores textos omitem feras aqui e transpõem da terra para depois de répteis (veja-se a ARA). Daí resulta a divisão tríplice do mundo animal, cfr. #Gn 6.20. (O Texto Recebido é aqui influenciado por #At 11.6). De modo nenhum, Senhor (14); cfr. o protesto de Ezequiel (#Ez 4.14). As leis dietéticas judaicas baseavam-se em #Lv 11. Tais leis, em seu aspecto cerimonial, eram agora abrogadas explicitamente, como o haviam sido implicitamente no ensino de Jesus, #Mc 7.14 e segs.

    At-10.19

    Disse-lhe o Espírito (19). O Espírito de íntima admonição profética. Eu os enviei (20). Isto levanta a questão sobre a relação entre o Espírito, falando agora no íntimo de Pedro, e a manifestação aparentemente externa do anjo a Cornélio. Que lhe foram enviados por Cornélio (21). Os melhores textos omitem estas palavras (ver a ARA). Foi instruído por Deus (22); lit. “recebeu uma comunicação oracular” (gr. chrematizo). Alguns irmãos de Jope (23). Foram em número de seis (#At 11.12). Indo Pedro a entrar… (25). O texto “ocidental” amplia este verso assim: “E aproximando-se Pedro de Cesaréia, um dos servos correu na frente a anunciar que ele chegara. Então lhe saiu Cornélio ao encontro…”. Adorou-o (25), ou “prestou-lhe homenagem” (gr. proskyneo). Não implica necessariamente honras divinas. Faz hoje quatro dias (30). No primeiro dia Cornélio teve a visão; no segundo, Pedro teve a sua e os mensageiros de Cornélio saíram a buscá-lo; no terceiro, Pedro e os outros deixaram Jope; no quarto, chegaram a Cesaréia. Fizeste bem em vir (33), expressão de agradecimento, isto é “Obrigado por teres vindo”.

    At-10.34

    Deus não faz acepção de pessoas (34). Cfr. #Dt 10.17; #Rm 2.11; #Ef 6.9; #Cl 3.25. O sentido é: “Deus não tem favoritos”. A eleição divina não implica parcialidade; a graça de Deus alcança livremente tanto a gentios como a judeus. Para nós hoje, isto é um lugar-comum, mas para Pedro era uma idéia revolucionária. A palavra que Deus enviou aos filhos de Israel… (36). Daqui até ao fim do vers. 43 temos o sumário completo da mensagem apostólica em Atos. Abrange o período que vai do ministério de João Batista à ressurreição, e tem em perspectiva o juízo futuro. O presente sumário traz as marcas de uma tradução bem literal do aramaico. Por toda a Judéia (37); aqui no sentido mais lato de Palestina (cfr. #Lc 4.44). Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo (38). “Ungiu” traz a idéia mais formal de “fê-lO Messias”; a ocasião que ele tem em mente é o batismo de nosso Senhor, Cfr. #Is 61.1, citado em #Lc 4.18. Na terra dos judeus (39); isto é, toda a Palestina, como Judéia no vers. 37. Nós que comemos e bebemos com ele (41). Isto dá ênfase à realidade de Sua ressurreição corporal. Cfr. #Lc 24.41-43 (e em #At 1.4, “ajuntando-os” talvez deva traduzir-se “comendo com eles”, ver a ARA; gr. synalizomenos). Foi constituído por Deus Juiz de vivos e de mortos (42). Isto lembra a visão do “Filho do homem” em #Dn 7.9 e segs. Remissão de pecados (43). A principal profecia do Velho Testamento que promete a remissão de pecados mediante Cristo é #Is 53.

    Notas Adicionais

    10:1 / Um homem por nome Cornélio: Este é o nome de uma importante família romana a que pertenceram Cipião e Sula, embora este centurião talvez tivesse origem mais humilde. Sula havia libertado dez mil escravos em 82 a.C, e todos poderiam ter recebido o nome de Cornélio. Por esta altura seria um nome muito comum. Qualquer cidadão romano teria normalmente três nomes, o segundo dos quais poderia ser Cornélio (veja a nota sobre 13:9). A forma abreviada de dar-se nome a um romano, sem o sobrenome, constituía prática antiga, que não se usava fora do exército, por volta da metade do primeiro século d.C. É certo que não se trata de coincidência o fato de as duas únicas pessoas que têm esse nome em Atos serem soldados (cp. 27:1), exatamente no período em que somente os soldados o teriam (veja Sherwin-White, p. 161). Pergunta Hamon: “Seria esse o tipo de pormenor que alguém teria inventado, imaginado ou adivinhado, ao escrever no segundo século d.C, ou no fim do primeiro, quando tal costume já teria cessado havia algum tempo? ” (p.
    11).

    Notas Adicionais

    10:25-27 / Entrando Pedro… entrou: O texto ocidental elimina essa estranheza, a repetição do verbo entrar, fazendo que a primeira menção diga respeito a Pedro “entrando” na cidade e a segunda, na casa de Cornélio: “Quando Pedro se aproximava de Cesaréia, um dos escravos correu à frente e anunciou sua chegada. Cornélio, então, levantou-se de imediato para ir a seu encontro…” É evidente que este texto representa uma glosa, baseada no costume de enviar-se um escravo a encontrar-se com uma pessoa de notoriedade.

    10:28 / Não é lícito a um judeu ajuntar-se, ou achegar-se a estrangeiros: A palavra traduzida por estrangeiro não é a comumente empregada para “gentio”. Lucas usou aqui allophylos, que significa “alguém de raça diferente”, que só se encontra aqui em todo o Novo Testamento. Para um judeu, significaria um modo bem mais delicado de referir-se a um gentio. É evidente que essa palavra é de Lucas, mas este poderia ter querido demonstrar com que gentileza Pedro tratou dessa situação. Em 11:3 não existe tal delicadeza. Na maior parte dos casos, a atitude dos judeus dos tempos pós-bíblicos era extremamente rude para com os não-judeus. Para os judeus, os gentios não tinham Deus, eram rejeitados pelo Senhor e entregues a toda forma de imundícia. Relacionar-se com eles significava contrair a imundícia deles (veja, p.e., Midrash Rabbah sobre Levítico 20; também Juvenal, Satires 14.103; Tácito, História 5.5). Alguns judeus admitiam que os gentios tivessem alguma participação limitada no reino de Deus, mas a maioria os considerava destituídos de toda esperança e destinados ao inferno. Vemos, então, como o ensino de Jesus deve ter-lhes parecido surpreendente nesse contexto cultural; o Senhor destruiu a expectativa popular ao incluir os gentios no reino, e ao excluir os judeus (descrentes) segundo Mateus 8: lis.; Lucas 13:29. Como aconteceu à maior parte dos ensinos de Jesus, seus discípulos tiveram dificuldade em aceitar este fato.

    *Dc. Nelilson Borba
    http://escoladominicalbetel.blogspot.com/

    Bibliografia

    Wikipédia – http://pt.wikipedia.org/

    Unger, Merrill Frederick, Manual Bíblico Unger, São Paulo: Vida Nova 2006

    Dockey, David S., Manual Bíblico vida Nova, São Paulo: Vida Nova 2001

    Williams, David J. , Novo Comentário Bíblico Contemporâneo ATOS, Ed. Vida 1996

    Davidson, F., O novo comentário da Bíblia, Ed. Vida Nova 1997

    (mais…)

  • A UNIDADE DO POVO DE DEUS DIANTE DA ADVERCIDADE

    TEXTO BIBLICO 2 Crônicas 20.1-4,13-15

    E sucedeu que, depois disto, os filhos de Moabe, e os filhos de Amom, e com eles outros dos amonitas, vieram à peleja contra Jeosafá. Então vieram alguns que avisaram a Jeosafá, dizendo: Vem contra ti uma grande multidão dalém do mar e da Síria; e eis que já estão em Hazazom-Tamar, que é En-Gedi. Então Jeosafá temeu, e pôs-se a buscar o SENHOR, e apregoou jejum em todo o Judá. E Judá se ajuntou, para pedir socorro ao SENHOR; também de todas as cidades de Judá vieram para buscar ao SENHOR. 2 Crônicas 20:1-4

    E todo o Judá estava em pé perante o SENHOR, como também as suas crianças, as suas mulheres, e os seus filhos. Então veio o Espírito do SENHOR, no meio da congregação, sobre Jaaziel, filho de Zacarias, filho de Benaia, filho de Jeiel, filho de Matanias, levita, dos filhos de Asafe, E disse: Dai ouvidos todo o Judá, e vós, moradores de Jerusalém, e tu, ó rei Jeosafá; assim o SENHOR vos diz: Não temais, nem vos assusteis por causa desta grande multidão; pois a peleja não é vossa, mas de Deus. 2 Crônicas 20:13-15

    Texto Áureo

    Antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer.
    1 Coríntios 1:10b

    A lição de hoje nos ensinará uma verdade, que hoje os nossos inimigos insistem para que não a conheçamos pois ela é de grande valia para a igreja nos dias de hoje.

    Na igreja evangélica brasileira, existem  diversos tipos de características:


    (mais…)

  • Justiça condena pastor por falsificar documetos

    A Justiça Eleitoral condenou por calúnia o pastor Caio Fábio D’Araújo Filho (foto), 56,  a quatro anos de prisão por ter se envolvido na elaboração e distribuição de documentos falsos para incriminar a cúpula do PSDB na campanha eleitoral de 1998.

    O pastor vai recorrer em liberdade da condenação. Ele nega que tenha sido um dos responsáveis pelo “dossiê Cayman”, como o caso ficou conhecido na imprensa. “Não estou nem um pouco preocupado com isso [a condenação]”, disse. “Tenho a consciência absolutamente tranquila.”

    (mais…)

  • BRASIL – DITADURA COMUNISTA CONTRA CRISTÃOS

    Em retaliação porque a rede católica Canção Nova, tirou do ar programas com Edinho Silva (PT), Gabriel Chalita (PMDB) e outros políticos.

    Cancelamento

    De acordo com a Canção Nova, o cancelamento dos programas foi a pedido do bispo de Lorena, D. Benedito Beni (que subscreveu um documento contra Dilma em 2010). Outro fator foi a pressão econômica. A Canção Nova depende basicamente das doações de aproximadamente 600 mil fiéis que colaboram mensalmente. A campanha contra Edinho sugeria o fim das doações.

    Além disso, houve pressão indireta do Vaticano, que questionou a direção da emissora sobre a presença do petista na grade de programação.


    (mais…)

  • Vídeo “180” alcança mais de 1 milhões de visitas e provoca “milhares” de conversões à causa pró-vida

    Kathleen Gilbert 2 de novembro de 2011 (Notícias Pró-Família) — O criador do filme pró-vida “180”, que se tornou um fenômeno na internet, diz que está recebendo “milhares” de testemunhos descrevendo como a lembrança inesquecível do Holocausto no filme e os argumentos sobre o aborto convenceram os que escreveram as cartas a se opor ao aborto legalizado.

    O vídeo se tornou um grande fenômeno no YouTube depois de seu lançamento em setembro, alcançando a segunda colocação entre os vídeos mais debatidos e assistidos e a terceira colocação entre os filmes favoritos do mês passado, de acordo com dados postados na página de Facebook de Pro-Life Rocks. Mais de 1 milhão de pessoas já o assistiram. Para assistir ao filme: http://www.youtube.com/watch?v=7cBA9Be9fDs

    O documentário pró-vida de 33 minutos tem uma abertura com cenas perturbantes de vários jovens que não conseguem reconhecer Adolf Hitler, uma ignorância que o autor e entrevistador Ray Comfort liga à aceitação generalizada do moderno Holocausto: o aborto legalizado. Enquanto jovens adultos que são entrevistados no filme são forçados a conectar a matança legalizada de judeus com o fato de que a sociedade está aceitando a matança de bebês em gestação, eles são vistos mudando de opinião, passando a se opor ao aborto.

    (mais…)

  • Subsidio Lição de nº 9 – Unidade na Família – Editora Central Gospel

    Texto bíblico Efésios 5.22,23,25,28,31,33 e 6.1

    Texto áureo

    Porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR. Josué 24:15b

    Introdução

    Todos nos temos diferentes experiências familiares, que aprendemos com nossos pais, e quando uma família se inicia a partir de duas pessoas na verdade são duas famílias totalmente diferentes que se unem para formar uma, e bacana pois apreendemos com  as nossas famílias o que queremos e o que não queremos para a nossa nova família, e Deus leva muito a serio a unidade da família estaremos discorrendo sobre recomendações bíblicas para se ter uma família abençoada e saudável na presença de Deus.

     

    (mais…)