Categoria: Editora Central Gospel

  • Lição 4 – Autoridade do Espirito Santo

    Lição 4 – Autoridade do Espirito Santo

    Adoração

    Introdução

    E importante antes de entrarmos na lição com relação a autoridade do Espirito Santo, para sabermos corretamente quem é o Espírito Santo.

    Em primeiro lugar o Espirito Santo é Deus, assim como o Pai e assim como Jesus, ambos possuem os mesmos atributos divinos, e como os demais ele é uma pessoa, e também é fonte de toda autoridade que existe.

    Ele não é simplesmente uma força, podemos dizer que o Espirito Santo, é o executivo da Divindade, operando tanto na esfera física como na moral. Por intermédio do Espírito, Deus criou e preserva o universo. Por meio do Espírito — “o dedo de Deus” (Luc. 11:20) — Deus opera na esfera espiritual, convertendo os pecadores, santificando e sustentando os crentes.

    A obra do Espirito Santo nos dias atuais vai muito além de batizar as pessoas no ou com Espírito Santo, e de a pessoa como evidência do batismo falar linguas estranhas.

    O Espirito Santo hoje é o que dá vida a igreja, e ele que salva, santifica, renova, revela, ajudanos a orar, reveste os crentes de poder e dirige a igreja.

    Jesus antes de subir aos céus prometeu enviar o Consolador o Espirito da Verdade, e ele iria ficar conosco no lugar de Jesus até a consumação dos séculos.

    1.       Autoridade para vivificar

    O Espírito Santo é o que dá a vida, só ele pode vivificar o que está morto, seja dar vida espiritual ao homem para que este tenha relacionamento com Deus.

    E a partir do momento que o homem decide entregar sua vida a Cristo, o Espirito Santo passa a viver dentro dele, e quando a pessoa começa a desenvolver e a crescer neste relacionamento, ela recebe o revestimento de poder, ou o transbordar do Espirito Santo, ou plenitude do Espirito Santo, onde a evidencia física é o magnificar e adorar a Deus em línguas estranhas. Estranha para os homens, mais totalmente entendida por Deus.

    1.1.  Vida física

    Além de atuar no espirito do homem no seu interior o Espirito Santo, também atua no exterior, no corpo pois o corpo é o templo do Espirito Santo.

    É ele que cura as enfermidades, que agirá na ressureição dos mortos e que pelo seu poder seremos arrebatados e teremos nossos corpo serão transformados.

    1.2.  Vida eterna

    O Espirito Santo tem uma atuação, eterna e não temporal ou passageira como alguns querem acreditar, mais ele sempre esteve, está e estará atuando plenamente e eternamente em nossas vidas.

    2.       Autoridade para convencer

    “Todavia, digo-vos a verdade: que vos convém que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, se eu for, enviarei e, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo.” (João 16:7-8).

    2.1. Autoridade pela pregação

    Quando pregamos o Evangelho, nós não podemos convencer e muito menos converter ninguém quem age é o Espirito Santo.

    Não por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos.(Zacarias 4:6).

    A obra do Espírito Santo em nossa vida:

    Ele convence do pecado. Ele revela a natureza do pecado e seu castigo, e leva o homem a reconhecer que é culpado diante de Deus. Guia o pecador a ter fé em Jesus, como Salvador.

    O Espírito Santo veio ao mundo para convencer do pecado (João 16:9).3.2) O Espírito Santo convence o mundo da justiça (João 16:10). O Espírito Santo convence o mundo do juízo vindouro de Deus (João 16:11).

    E em Gálatas 5:22, 23, o apóstolo Paulo dá-nos uma lista de características que nos permitem identificar a presença do Espírito Santo na vida do indivíduo a passagem que geralmente denominamos O FRUTO DO ESPÍRITO.

    2.2. Conhecimento tríplice

    Em João 16.7-11 Jesus descreve a obra do Consolador em relação ao mundo.

    Leiamos: “Todavia, digo-vos a verdade: que vos convém que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, se eu for, enviarei. E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça, e do juízo: do pecado, porque não creem em mim; da justiça, porque vou para o meu Pai, e não me vereis mais; e do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado”.

    São três convencimentos que o Espirito Santo trás ao ser humano vejamos cada um individualmente.

    2.2.1.        Consciência do pecador

    “Do pecado, porque não creem em mim”. O homem tem rejeitado a Jesus. O mundo perverte a Palavra de Deus imputando a Jesus como apenas um profeta, ou como um espírito superior, ou como um filósofo que fala de amor, somente pura Heresia.

    O principal pecado que o ser humano pode, cometer é o de não crer em Jesus, porque para todos os outros pecados a perdão disponível, mais como é o sangue de Jesus é o preço a ser pago, só através dele e que temos a vida eterna.

    Mesmo se fosse possível um ser humano, viver em estado de perfeição e nunca pecar, mais não crer em Jesus, ele seria condenado por ter rejeitado a Cristo. E este é o maior dos pecados.

    E o Espirito Santo é que mostra sempre que há algo de errado em nós é que temos que acertar nossas contas com Deus.

    2.2.2.        Padrão da Justiça de Deus

    “Da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais”.

    O Espírito Santo também nos convence da justiça de Deus. Deus é amor, conforme I João 4 : 8 “Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor”, mas, Deus é justiça Gálatas 6-7  “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará”.

    O amor de Deus não anula a sua Justiça, fiquemos tranquilos ninguém vai ser condenado ao inferno sem merecer e ninguém ira para o céu sem merecer a justiça de Deus e perfeita, muito diferente da justiça dos homens.

    2.2.3.        Juízo Vindouro

    “E do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado”. Satanás é o príncipe deste mundo e já está julgado. E com ele a todos que não creem na Palavra de Deus.

    Como se convencerão as pessoas na autoridade de que o crime será castigado? Pela descoberta do crime e subsequente castigo; em outras palavras, pela demonstração da justiça.

    A cruz foi uma demonstração da verdade de que o poder de Satanás sobre as vidas dos homens foi destruído, e que sua completa ruína foi decretada. Satanás tem sido julgado no sentido que perdeu a grande causa, de modo que já não tem mais direito de reter como escravos, os homens seus súditos. Pela Sua morte Cristo resgatou todos os homens do domínio de Satanás, devendo asses aceitarem sua libertação. Os homens são convencidos pelo Espírito Santo de que na verdade são livres (João 8.36). Já não súditos do tentador; já não são mais obrigados a obedecê-lo, mas, agora, são súditos leais de Cristo, servindo-O voluntariamente no dia do seu poder. Salmo 110.3

    Satanás alegou que lhe cabia o direito de possuir os homens que pecaram, e que o Justo Juiz devia deixá-los sujeitos a ele. O Mediador, Jesus Cristo, por outra parte, apelou para o fato de que Ele, havia levado o castigo do homem tomando assim o seu lugar, e que, portanto, a justiça bem como a misericórdia, exigiam que o direito de conquista de Satanás fosse anulado e que o mundo fosse dado a Ele, o Cristo, que era o seu segundo Adão e Senhor de todas as coisas. O veredito final divino foi contrário ao príncipe deste mundo – e ele foi julgado. Ele já não pode “guardar os seus bens” em paz sendo que Um mais poderoso o venceu (Lc 11.21,22), despojando-o de tudo que possuía. Cl 2.15.

    3.       Submissão à autoridade do Espírito hoje.

    O Espírito Santo é uma autoridade muito íntima que exige a experiência pessoal da Salvação em Jesus Cristo para que possamos entendê-lo e obedecer à sua vontade.

    Você tem permitido que o Espírito Santo te convença ou tem se rebelado à sua voz?

    A Bíblia nos exorta a não apagar o Espírito e aplica a mesma palavra usada para não apagar a fogueira. O Espírito Santo é como um fogo que além de iluminar queima as impurezas. Não apagueis o Espírito – 1 Ts 5.19.

    O Espírito Santo deseja queimar todas as impurezas e as palhas da vida. Cabe ao crente não apagar estas chamas purificadoras: Disse João a todos: Eu, na verdade, vos batizo com água, mas vem o que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de desatar-lhe as correias das sandálias; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. A sua pá, ele a tem na mão, para limpar completamente a sua eira e recolher o trigo no seu celeiro; porém queimará a palha em fogo inextinguível – Lucas 3.16-17.

    3.1.  Transformação necessária

    “Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor” (2 Cor. 3-18).

    É impossível alguém se submeter ao Espirito Santo e não ter uma vida de mudança.

    A transformação envolve a mudança da velha vida de pecado para uma nova vida de obediência a Jesus Cristo. “Pelo que, se alguém esta em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (II Cor. 5-17);

    Aquele que realmente é transformado pelo poder do Espírito Santo esta liberto da escravidão do pecado, e passa a ter uma nova vida, desejando obedecer a Deus e seguir a direção do Espírito Santo.  Quem tem sua vida transformada pelo poder do Espírito Santo, tem também sua mente renovada pelo mesmo poder, assim não vive mais uma vida de pecado e sim uma vida de retidão na presença de Deus.

    Assim podemos dizer que a transformação realizada pelo Espírito Santo, faz nascer uma nova pessoa, não mais com seus desejos carnais, mas sim espirituais, pois é nascida de Deus.

    3.2.  Fidelidade imprescindível

    Quando Paulo relaciona as marcas da vida no Espírito, o apóstolo usa uma palavra (pistis), que significa ao mesmo tempo fé e fidelidade, o que nos aproxima da comparação entre a corrida de velocidade e a corrida de resistência. No caso específico, ele está preocupado com a vida enquanto corrida de longa distância, que também é a vida cristã.

    Aliás, é bastante interessante que toda a lista de Paulo se refere à vida prática, no campo pessoal e no campo comunitário, sem uma conotação evidentemente religiosa. São todas virtudes indispensáveis para a vida que é sempre vida socialmente. Alegria, amor, benignidade, bondade, domínio próprio, longanimidade, mansidão e paz são essencialmente virtudes bidimensionais, realizando-se entre nós e os próximos.

    Fidelidade, também, mas ela vai além, alcançando a tridimensionalidade, pois nos envolve pessoalmente e em nossos relacionamentos com o Deus que nos chama e com os próximos com quem convivemos.

    Ser fiel é ser digno de confiança; leal e firme na devoção e no compromisso; constante na crença. Fiel é quem não duvida de Deus. Fiel é quem não começa com o Espírito e segue a procissão da carne. Fiel é quem começa com Deus e continua caminhando com Ele.

    Fidelidade, portanto, é uma vida marcada por algumas qualidades, das quais quero destacar quatro: exclusividade, verdade, regularidade e persistência.

    A exclusividade é um requerimento básico de Deus no nosso relacionamento com Ele

    Josué destaca a natureza desta exclusividade (Js 24.14-15). É este o tipo de fidelidade como exclusividade que Deus espera de nós. É esta a disposição que Deus espera de nós, a de servir somente a Ele.

    É desta exigência que o marketing contemporâneo derivou uma de suas palavras mais eficientes: fidelização. As marcas esperam que lhes sejamos fiéis. Quanto mais uma marca consegue reter a nossa fidelidade, mas ela vale. É por isto que a marca é mais importante que a empresa. A marca Coca Cola, por exemplo, vale mais que o produto. O segredo da marca não é o segredo da fórmula do seu xarope, mas o sucesso em se manter como a marca mais conhecida no mundo. A marca Bradesco vale mais que todo o dinheiro depositado no banco por seus milhões de correntistas e investidores.

    Fidelizar, portanto, é um neologismo que significa manter fiel o cliente, fiel no sentido de ser o primeiro na mente do consumidor, fiel no sentido de ser considerado o único a satisfazer o desejo do consumidor. As marcas, portanto, querem que nós as sirvamos, num novo tipo de idolatria, diferente daquela que Moisés e Josué enfrentaram.

    Ser fiel, portanto, é ter, no discurso e na prática, Deus e Seu reino como nossa primeira e única escolha. Queremos realmente seguir a Ele? Qual é a nossa resposta? Elias fez a mesma pergunta direta ao povo de Israel: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; se é Baal, segui-o”. O comentário do autor bíblico é muito revelador: “O povo nada respondeu” (1Rs 18.21) ao profeta.

    Sempre tendemos a pensar que é possível fazer uma média, achando que podemos servir a Deus e a nós mesmos.

    A verdade é a outra faceta da fidelidade

    Penso que nada ilustra melhor a idéia de fidelidade enquanto verdade do que uma balança. Quando você vai à feira, por exemplo, se pergunta se um quilo pesa mesmo um quilo. Quando você vai numa farmácia conferir seu peso, também se pergunta se a balança está falando a verdade (especialmente se você não concorda com o peso indicado no visor…).

    Um dos sinônimos para verdade é transparência. Com tudo às claras, não dá para enganar. Assim, ser fiel é ser transparente.

    O cristianismo padece com a falta de transparência. Por isto, a oração que todo cristão deve fazer diariamente é a do salmista. No Salmo 26.2, a disposição é: “examina-me, Senhor, e prova-me; sonda-me o coração e os pensamentos”. No Salmo 139.23, o convite é: “Sonda-me, oh Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos”. Em outras palavras, é pedir: ilumine, Senhor, todas áreas da minha vida, para que tudo fique transparente.

    Uma terceira dimensão da fidelidade é a regularidade

    Também na vida cristã há pessoas que oscilam entre a euforia e a apatia. É impressionante vermos estas demonstrações de infidelidade na igreja. Há pessoas que parecem uns vendavais de tão animados. De repente, somem. Há alguns que começam trabalhos a que nunca dão prosseguimento.

    Fidelidade é regularidade. Não adianta ler a Bíblia toda em um mês. Isto pode ser até uma prática para um tempo de euforia, mas o crescimento virá com a leitura constante, cuidadosa, meditativa, realizada anos após anos. É um investimento para a vida toda.

    Não adianta passar dias e noites orando. Isto pode ser próprio para um momento, mas o crescimento virá com aquela oração “sem cessar” (1Ts 5.17) ao longo de toda a vida, num prosseguimento constante para o alvo da perfeição.

    Os irregulares produzem pouco. Quando produzem, destroem o que fizeram. Eles são irregulares porque são motivados por razões erradas. Talvez busquem logo o prêmio por sua fidelidade e por sua disposição.

    Os fiéis colocam-se ao dispor do Espírito Santo e fazem o que Ele orienta. Os frutos surgirão natural e constantemente. Os fiéis são persistentes, persistência que os leva até a mudarem de métodos, nunca de ideais.

    Conclusão

    Não somos capazes de ser fiéis, mas Ele nos capacita. Busquemos viver e andar no Espírito. Neste caminho, segundo a linguagem do Apocalipse, sobrevirão coisas que nos farão sofrer e que nos porão à prova. No entanto, não devemos temer (Ap 2.10).

    Se não gastarmos tempo na presença de Deus, como iremos conhecê-lo? Sua revelação não é mágica; ela se dá pela educação. Paulo foi transformado de uma vez por todas no caminho de Damasco, como cada um de nós que também já experimentou a conversão, mas o apóstolo passou 13 anos meditando e estudando antes de começar seu ministério.

    Se quisermos ser cheios dos Espirito Santo, gastemos tempo com Deus, com o próximo, conosco mesmos. Invistas nesses relacionamentos sobre orientação sempre do Espirito Santo e você terá uma vida abençoada.

  • Lição 3 – Autoridade Redentora de Cristo

    Lição 3 – Autoridade Redentora de Cristo

    cross

    Filipenses 2.5-11

    De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,

    Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus,

    Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;

    E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.

    Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome;

    Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra,

    E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.

    1 Timóteo 2.5,6

    Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.

    O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo.

    Texto Áureo

    Mateus 28.18

    E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra.

     

    A doutrina do auto-esvaziamento ou kenosis deriva do verbo ἐκένωσεν (aoristo do verbo κενóω = tornar vazio, privar de força, esvaziar, aniquilar), usado em Filipenses 2.7 pelo apóstolo Paulo para identificar a atitude de Cristo de não ter se valido da sua natureza divina, antes dela se auto-esvaziou, assumindo a forma de servo e, tornando-se semelhante aos homens, a si mesmo se humilhou, obedecendo até à morte na cruz.

    Conceituar, explicar a natureza, a extensão e as implicações do auto-esvaziamento não é tarefa fácil, especialmente por estar ligada a dois outros aspectos da Cristologia: a encarnação (o verbo que se fez carne) e a união hipostática (a dupla natureza, divina e humana). Tanto é, que os três assuntos (kenosis, encarnação e união hipostática) têm sido objeto de discussão durante toda a era cristã e, em conjunto, têm servido como base para a formulação de inúmeras teorias.

    Paulo exalta a humildade de Cristo de não ter lançado mão da sua condição de subsistência em forma de Deus, antes ter aberto mão dos direitos divinos que lhe eram implícitos. Cristo não desejou arrebatar ou apoderar-se da igualdade com Deus, mas recusou-se a auferir qualquer vantagem dela decorrente.

    Normalmente, o ser humano vive para satisfazer seus desejos, sonhos e planos e, para tanto, emprega com muito afinco e dedicação sua força, capacidade e talentos. Usar tais atributos para um propósito que exceda seu próprio interesse é muito difícil, mesmo que seja um propósito maior e mais nobre.

    Pensar a mesma coisa, ter o mesmo amor e sentir o mesmo, ser unido na alma, nada fazer por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerar o outro superior e não ter em vista o que é propriamente seu, senão também o que é do outro, tudo isto implica em renúncia, em abrir mão daquilo que muitas vezes reputamos ter de mais valor: ideologias, sentimentos, razão, status e bens.

    Olhando para o exemplo de Cristo, vemos que Ele não renunciou apenas algo que possuía. Ele não renunciou apenas seus interesses, direitos, planos, sonhos ou desejos. Ele renunciou tudo o que era. Ele renunciou seu próprio ser. Ele renunciou sua própria vida e passou a viver não mais para si mesmo, mas para os outros, que sequer mereciam isso.

    Abrir mão dos seus direitos divinos foi condição essencial para que Jesus pudesse desempenhar com sucesso sua missão na terra. Aliás, foi movido por uma astúcia impressionante que satanás tentou o Senhor a transformar pedras em pães (Mt. 4.3). Caso tivesse cedido à proposta maligna, o Senhor teria usado seu poder em benefício próprio, para atender seus interesses, comprometendo o resultado final da missão.

    Ao exortar os crentes a terem o mesmo sentimento de Cristo, Paulo quis mostrar que o cumprimento da missão de anunciar as virtudes daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (1 Pe 2.9) depende de uma vida que não objetive a satisfação dos interesses pessoais (Gl 2.20), mas os de Cristo.

    Ao esvaziar-se, Cristo assumiu a forma de homem. Ele, que antes era Deus, participante do ato da criação do homem, “rebaixou-se” para assumir a forma de homem.

    É interessante pensar que enquanto Adão, criado à imagem e semelhança de Deus, cedeu à tentação ilusória de tomar para si um direito que não lhe pertencia, que era a igualdade com Deus (Gn 3.1-5), o Deus-Filho abriu mão da sua natureza divina para tornar-se homem, se identificando com a humanidade não redimida. Enquanto Adão buscou a exaltação tentando se tornar divino, Cristo foi exaltado justamente por ter se tornado humano.

    Infelizmente, a humildade de considerar-se inferior aos demais ou de reconhecer a sua posição diante de Deus é uma virtude que tem sido desprezada em nossos dias, sendo cada vez mais rara de ser encontrada, mesmo dentro dos arraiais cristãos.

    É comum encontrarmos pessoas exigindo ou determinando a Deus a concessão de um direito que supostamente possuem. Talvez essas pessoas não tenham percebido que sua atitude pretende reduzir Deus à condição de servo, sempre pronto a atender os caprichos do seu amo.

    O fato de sermos o alvo das bênçãos celestiais conquistadas por Jesus na cruz (Ef. 1.3) não nos dá o direito de exigir algo de Deus. O fato de Deus ter nos amado sobremaneira (Jo 3.16) e seu Filho ter se tornado como um de nós não inverte a relação de senhorio, de modo que O Deus Todo-Poderoso, Criador dos céus e da terra, tenha se tornado um humilde servo da criatura!!

    Talvez muitas pessoas não tenham atentado para o fato de que sua atitude as lança exatamente no mesmo ponto em que Adão estava e que precedeu à queda, ou seja, o desejo de ser como Deus.

    Há ainda outro aspecto da humildade de Cristo e que diz respeito ao exercício de autoridade e poder, segundo o padrão deixado por Cristo. Como a carta aos Filipenses também foi dirigida aos líderes da igreja (1.1), podemos aplicar o exemplo de humildade de Jesus a todos aqueles que, de uma maneira ou de outra, exercem influência sobre a vida de outros no ambiente eclesiástico.

    Conforme registra Mateus 20.25-28, após o pedido da mãe de Tiago e João para que seus filhos se assentassem, um à direita e o outro à esquerda de Jesus em seu Reino, o Mestre ensinou que entre os seus o padrão a ser seguido é: quem quiser tornar-se grande, seja o servo dos demais; e quem quiser ser o primeiro, seja o último.

    Jesus explica que o padrão por Ele adotado em sua missão redentora: Ele veio ao mundo para servir e não para ser servido e, por isso mesmo, Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu um nome que está acima de todo o nome. Um padrão completamente oposto do que temos visto ultimamente, segundo o qual homens autodenominados líderes se valem do poder e autoridade em benefício próprio, almejando serem servidos pelos liderados, enquanto deveriam se dedicar a servi-los.

    Se o próprio Deus deixou a sua glória e se humilhou para se tornar homem, que direito tem o homem de se considerar superior aos seus semelhantes, mesmo que tenha recebido do próprio Deus uma posição proeminente de liderança e autoridade?

    No Reino, não há um homem no centro do poder, mas unicamente o Senhor Jesus, a quem todos devem desejar servir. Qualquer ação diferente é abuso de autoridade e poder e desprezo ao exemplo de humildade deixado por Cristo.

    Filipenses 2.5-11 também fala da humildade de Cristo demonstrada do ato de obedecer até à morte, e morte de cruz. Aliás, a ênfase na morte de cruz revela que ela constituiu um dos pontos mais baixos da humilhação de Jesus. Segundo os padrões da época, não havia experiência mais repugnante e degradante (Dt. 21.22-23 e Gl. 3.13).

    Aqui cabe um alerta: precisamos também compreender que a sujeição à vontade do Pai pode trazer consequências terríveis e grande sofrimento. Basta ver o exemplo de Cristo: humilhação, dor e morte. Estamos prontos a obedecer como Cristo obedeceu? Será que se Deus nos revelar que nosso futuro será de sofrimento, continuaremos dispostos a obedecê-lo? Eis a verdade, que nada tem a ver com a prosperidade e o triunfalismo que vem sendo pregados por aí.

    A vontade do Pai prevaleceu sobre a vontade do Filho (Lc 22.42). Cristo, conhecedor da vontade de Deus, mas sem imposição ou coerção, decidiu se humilhar e obedecer. Ele assim sentiu, assim decidiu e assim o fez e plenamente consciente de que ao fazê-lo, sofreria um castigo que não era seu (Is. 53.5), suportaria a totalidade da ira do Pai (Rm. 5.18) e por Ele seria abandonado (Mt 27.46).

    Com a humilhação, Jesus foi exaltado e recebeu um nome que está sobre todo o nome, diante do qual todos os seres, nos céus e na terra, se dobrarão e toda língua confessará que Ele é o Senhor.

    Interessante pensar que, apesar do texto dizer que Cristo foi sobremaneira exaltado por Deus, a sua obediência não estava condicionada à recompensa da exaltação, embora o próprio Senhor tenha afirmado que os humilhados serão um dia exaltados (Lc. 14.11). Ele simplesmente obedeceu, sem almejar recompensa alguma.

    Entretanto, até mesma a exaltação final e universal de Cristo tem um objetivo bem definido: a glória de Deus Pai (v. 11). Segundo o exemplo e ensino de Cristo, a exaltação pela humilhação é uma consequência natural, mas ela não pode servir como incentivo para a obediência. Esta, pelo contrário, deve ter sempre como objetivo final a glória de Deus.

    Aquele que obedece a Deus pensando em uma recompensa final, aquele que se humilha diante da vontade do Pai almejando ser alvo de exaltação, delas não é digno.

    Humildade que leva à renúncia e à obediência servil: eis o padrão requerido por Deus, o modelo deixado por Cristo Jesus para todos aqueles que o professam como Senhor e Salvador, em todos os lugares e em todos os tempos.

     

     

     

  • Lição 2 – Autoridade Soberana de Deus

    Lição 2 – Autoridade Soberana de Deus

    Deus

    INTRODUÇÃO

    Em parte alguma as Escrituras tratam de provar a existência de Deus mediante provas formais.

    Hebreus   1 1:6   “…   é   necessário   que aquele   que   se   aproxima   de   Deus  creia   que   ele   existe  e   que   se   torna   galardoador   dos   que   o buscam”

    O que se chega a Deus, creia que há Deus”, é o ponto inicial na relação entre o homem e Deus.

    Resposta ao Ateismo – “Eu quero crer em Deus; mostra-me que seja razoável crer nele.”

    1) O universo deve ter uma Primeira Causa ou um Criador. (Argumento cosmológico, da palavra grega “cosmos”, que significa “mundo”.)

    2) O desígnio evidente no universo aponta para uma Mente Suprema. (Argumento teleológico, de “Teleos”, que significa “desígnio ou propósito”.)

    3) A natureza do homem, com seus impulsos e aspirações, assinala a existência de um Governador pessoal. (Argumento antropológico, da palavra grega “anthropos”, que significa “homem”.)

    4) A história humana dá evidências duma providência que governa sobre tudo. (Argumento histórico.)

    5) A crença é universal. (Argumento do consenso comum.)

    1. AUTORIDADE REVELADA NOS SEUS NOMES

    Quem é, e que é Deus? A melhor definição é a que se encontra no Catecismo de Westminster:

    “Deus é Espírito, infinito, eterno e imutável em seu ser, sabedoria, poder, santidade, justiça, bondade e verdade.” A definição bíblica pode formular-se pelo estudo dos nomes de Deus. O “nome” de Deus, nas Escrituras, significa mais do que uma combinação de sons; representa seu caráter revelado. Deus revela-se a si mesmo fazendo-se conhecer ou proclamando o seu nome. (Êxo. 6:3; 33:19; 34:5, 6.) Adorar a Deus é invocar seu nome (Gên. 12:8); temê-lo (Deut. 28:58); louvá-lo (2 Sam. 22:50); glorificá-lo (Sal. 86:9); é sacrilégio tomar seu nome em vão. (Êxo. 20:7), ou profaná-lo ou blasfemá-lo (Lev. 18:21; 24:16). Reverenciar a Deus é santificar ou bendizer seu nome (Mat. 6:9). O nome do Senhor defende o seu povo (Sal. 20:1), e por amor do seu nome não os abandonará (1 Sam. 12:22).

    Os seguintes nomes de Deus são os mais comuns que encontramos nas Escrituras:

    Y AHWEH   e   Y AHWEH   TSEBHAOTH.   É   especialmente   no   nome  Yahweh,  que gradativamente  superou  os  nomes  anteriores,  que  Deus  se   revela   o  Deus  da  graça.   Sempre  foi tido   como   o  mais  sagrado  e  o  mais  distintivo  nome  de  Deus,  o   nome   incomunicável.   Os  judeus temiam supersticiosamente usá-lo, visto que liam Lv 24.16 como segue: “Aquele que mencionar o nome   de  Yahweh  será   morto”.   Daí,   ao   lerem   as   Escrituras,   substituíram-no   por  ‘Adonai  ou   por ‘Elohim;

    Elohim (traduzido “Deus”.) Esta palavra emprega-se sempre que sejam descritos ou implícitos o poder criativo e a onipotência de Deus. Elohim é o Deus-Criador. A forma plural significa a plenitude de poder e representa a trindade.

    Jeová (traduzido “Senhor” na versão de Almeida.) Elohim, o Deus-Criador, não permanece alheio às suas criaturas. Observando Deus a necessidade entre os homens, desceu para ajudá-los e salvá-los; ao assumir esta relação, ele revela-se a si mesmo como Jeová , o Deus da Aliança. O nome JEOVÁ tem sua origem no verbo SER e inclui os três tempos desse verbo — passado, presente e futuro. O nome, portanto significa: Ele que era, que é e que há de ser; em outras palavras, o Eterno. Visto que Jeová é o Deus que se revela a si mesmo ao homem, o nome significa: Eu me manifestei, me manifesto, e ainda me manifestarei.

    O que Deus opera a favor de seu povo acha expressão nos seus nomes, e ao experimentar o povo a sua graça, desse povo então pode dizer-se: “conhecem o seu nome.” A relação entre Jeová e Israel resume-se no uso dos nomes encontrados nos concertos entre Jeová e seu povo. Aos que jazem em leitos de doença manifesta-se-lhes como JEOVÁ-RAFA, “o Senhor que cura” (Êxo. 15:26). Os oprimidos pelo inimigo invocam a JEOVÁ-NISSI, “o Senhor nossa bandeira” Êxo. 17:8-15). Os carregados de cuidados aprendem que ele é JEOVÁ-SHALOM, “o Senhor nossa paz” (Jui. 6:24). Os peregrinos na terra sentem a necessidade de JEOVÁ-RA’AH, “o Senhor meu pastor” (Sal. 23:1). Aqueles que se sentem sob condenação e necessitados da justificação, esperançosamente invocam a JEOVÁ-TSIDKENU, “o Senhor nossa justiça” (Jer. 23:6). Aqueles que se sentem desamparados aprendem que ele é JEOVÁ-JIREH, “o Senhor que provê” (Gên. 22:14). E quando o reino de Deus se houver concretizado na terra, será ele conhecido como JEOVÁ-SHAMMAH, “o Senhor está ali” (Ezeq. 48:35).

    El (Deus) é usado em certas combinações: EL-ELYON (Gên. 14:18-20), o “Deus altíssimo”, o Deus que é exaltado sobre tudo o que se chama deus ou deuses. EL-SHADDAI, “o Deus que é suficiente para as necessidades do seu povo” (Êxo. 6:3). EL-OLAM, “o eterno Deus” (Gên. 21:33).

    Adonai significa literalmente “Senhor” ou “Mestre” e dá a idéia de governo e domínio. (Êxo. 23:17; Isa. 10:16, 33.) Por causa do que Deus é e do que tem feito, ele exige o serviço e a lealdade do seu povo.Este nome no Novo Testamento aplica-se ao Cristo glorificado.

    Pai, emprega-se tanto no Antigo como no Novo Testamento. Em significado mais amplo o nome descreve a Deus como sendo a Fonte de todas as coisas e Criador do homem; de maneira que, no sentido criativo, todos podem considerar-se geração de Deus. (Atos 17:28.) Todavia, esta relação não garante a salvação. Somente aqueles que foram vivificados e receberam nova vida pelo seu Espírito são seus filhos no sentido intimo da salvação. (João 1:12, 13.).

    1. A AUTORIDADE REVELADA EM SEUS ATRIBUTOS

    Sendo Deus um ser infinito, é impossível que qualquer criatura o conheça exatamente como ele é. No entanto, ele bondosamente revelou-se mediante linguagem compreensível a nós. São as Escrituras essa revelação. Por exemplo, Deus diz acerca de si mesmo: “Eu sou Santo”; portanto, podemos afirmar: Deus é Santo. A santidade, então, é um atributo de Deus, porque a santidade é uma qualidade que podemos atribuir ou aplicar a ele. Dessa forma, com a ajuda da revelação que Deus deu de si mesmo, podemos regular os nossos pensamentos acerca de Deus. Qual a diferença entre os nomes de Deus e os seus atributos? Os nomes de Deus expressam as qualidades do seu ser inteiro, enquanto os seus atributos indicam vários aspectos do seu caráter. Muito se pode dizer de um ser tão grande como Deus, mas facilitaremos a nossa tarefa se classificar os seus atributos.

    Compreender a Deus em sua plenitude seria tão difícil como encerrar o Oceano Atlântico numa xícara; mas ele se tem revelado a si mesmo o suficiente para esgotar a nossa capacidade. A classificação seguinte talvez nos facilite a compreensão: 1. Atributos sem relação entre si, ou seja, o que Deus é em si próprio, à parte da criação. Estes respondem à pergunta: quais são as qualidades que caracterizavam a Deus antes que alguma coisa existisse? 2. Atributos ativos, ou seja, o que Deus é em relação ao universo. 3. Atributos morais, ou seja, o que Deus é em relação aos seres morais por ele criados.

    1. Atributos não relacionados (a natureza íntima de Deus).

    Espiritualidade. Deus é Espírito. (João 4:24). Deus é Espírito com personalidade; ele pensa, sente e fala; portanto, pode ter comunhão direta com suas criaturas feitas à sua imagem.

    Sendo Espírito, Deus não está sujeito as limitações às quais estão sujeitos os seres humanos dotados de corpo físico. Ele não possui partes corporais nem está sujeito às paixões; sua pessoa não se compõe de nenhum elemento material, e não está sujeito às condições de existência natural. Portanto, não pode ser visto com os olhos naturais nem apreendido pelos sentidos naturais. Isto não implica que Deus leve uma existência sombria e irreal, pois Jesus se referiu à “forma” de Deus. (João 5:37; vide Fil. 2:6.) Deus é uma Pessoa real, mas de natureza tão infinita que não se pode apreendê-lo plenamente pelo conhecimento humano, nem tampouco satisfatoriamente descrevê-lo em linguagem humana. “Ninguém jamais viu a Deus”, declara o apóstolo João (João 1:18; vide Êxo. 33:20); no entanto, em Êxo. 24:9,10 lemos que Moisés, e certos anciãos, “viram a Deus”. Nisto não há contradição; João quer dizer que nenhum homem jamais viu a Deus como ele é. Mas sabemos que o Espírito pode manifestar-se em forma corpórea (Mat. 3:16); portanto, Deus pode manifestar-se duma maneira perceptível ao homem. Deus também descreve a sua personalidade infinita em linguagem compreensível às mentes finitas; portanto, a Bíblia fala de Deus como ser que tem mãos, braços, olhos e ouvidos, e descreve-o como vendo, sentindo, ouvindo, arrependendo-se, etc. Mas Deus também é insondável e inescrutável. “Porventura… chegarás à perfeição do Todo-poderoso?” (Jo 11:7) — e nossa resposta só pode ser: “não temos com que tirar, e o poço é fundo” (João 4:11), usando a expressão da mulher samaritana.

    Infinitude. Deus é Infinito, isto é, não está sujeito às limitações naturais e humanas. A sua infinitude é vista de duas maneiras: (1) em relação ao espaço. Deus caracteriza-se pela imensidade (1 Reis 8:27); isto é, a natureza da Divindade está presente de modo igual em todo o espaço infinito e em todas as suas partes. Nenhuma parte existente está separada da sua presença ou de sua energia, e nenhum ponto do espaço escapa à sua influência. “Seu centro está em toda parte e sua circunferência em parte nenhuma.” Mas, ao mesmo tempo, não devemos esquecer que existe um lugar especial onde sua presença e glória são reveladas duma maneira extraordinária; esse lugar é o céu. (2) Em relação ao tempo, Deus é eterno. (Êxo. 15:18; Deut. 33:27; Nee. 5:5; Sal. 90:2; Jer. 10:10; Apoc. 4:8-10.) Ele existe desde a eternidade e existirá por toda a eternidade. O passado, o presente e o futuro são todos como o presente à sua compreensão. Sendo eterno, ele é imutável — “o mesmo ontem, hoje, e eternamente”. Esta é para o crente uma verdade confortadora, podendo assim descansar na confiança de que “O Deus da antiguidade é uma morada, e por baixo estão os braços eternos” (Deut. 33:27).

    Unidade. Deus é o único Deus. (Êxo. 20:3; Deut. 4:35,39; 6:4; 1 Sam. 2:2; 2 Sam. 7:22; 1 Reis 8:60; 2 Reis 19:15; Nee. 9:6; Isa. 44:6-8; 1 Tim. 1:17.) “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor.” Era esse um dos fundamentos da religião do Antigo Testamento, sendo também essa a mensagem especial a um mundo que adorava a muitos deuses falsos. Haverá contradição entre este ensino da unidade de Deus e o ensino da Trindade do Novo Testamento? É necessário distinguir entre duas qualidades de unidade — unidade absoluta e unidade composta. A expressão “um homem” traz a idéia de unidade absoluta, porque se refere a uma só pessoa. Mas quando lemos que homem e mulher serão “uma só carne” (Gên. 2:24), essa é uma unidade composta, visto que se refere à união de duas pessoas. Vide também Esd. 3:1; Ezeq. 37:17; estas referências bíblicas empregam a mesma palavra para significar “um só” (“echad” na língua hebraica) como se usa em Deut. 6:4. Existe outra palavra (“yachidh” no hebraico) que se usa para exprimir a idéia de unidade absoluta. (Gên. 22:2, 12; Amós 8:10; Jer. 6:26; Zac. 12:10; Prov. 4:3; Jui. 11:34.) A qual classe de unidade se refere Deut. 6:4? Pelo fato de a palavra “nosso Deus” estar no plural (ELOHIM no hebraico), concluímos que se refere à unidade composta. A doutrina da Trindade ensina a unidade de Deus como unidade composta, inclusive de três Pessoas Divinas unidas na essencial unidade eterna.

    2. Atributos ativos (Deus e o universo).

    Onipotência. Deus é onipotente. (Gên. 1:1; 17:1; 18:14; Êxo. 15:7; Deut. 3:24; 32:39; 1 Crôn. 16:25; Jo 40:2; Isa. 40:12-15; Jer. 32:17; Ezeq. 10:5; Dan. 3:17;4:35; Amós 4:13; 5:8; Zac. 12:1; Mat. 19:26; Apoc. 15:3; 19:6.) A onipotência de Deus significa duas coisas:

    1) Sua liberdade e poder para fazer tudo que esteja em harmonia com a sua natureza. “Pois para Deus nada será impossível.” Isto naturalmente não significa que ele possa ou queira fazer alguma coisa contrária à sua própria natureza — por exemplo, mentir ou roubar; ou que faria alguma coisa absurda ou contraditória em si mesma, tal como fazer um circulo triangular, ou fazer água seca.

    2) Seu controle e sabedoria sobre tudo que existe ou que pode existir. Mas sendo assim, por que se pratica o mal neste mundo? É porque Deus dotou o homem de livre arbítrio, cujo arbítrio Deus não violará; portanto, ele permite os atos maus, mas com um sábio propósito de, finalmente, dominar todo o mal. Somente Deus é Todo-poderoso e até mesmo Satanás nada pode fazer sem a sua permissão. (Vide Jó caps. 1 e 2.) Toda a vida é sustentada por Deus. (Heb. 1:3; Atos 17:25, 28; Dan. 5:23.) A existência do homem é qual som de nota de harmônio que soa enquanto os dedos comprimem as teclas. Assim, sempre que a pessoa peca, está usando o poder do próprio Criador para ultrajá-lo. Todo pecado é um insulto contra Deus.

    Onipresença. Deus é onipresente, isto é, o espaço material não o limita em ponto algum. (Gên. 28:15, 16; Deut. 4:39; Jos. 2:11; Sal. 139:7-10; Prov. 15:3,11; Isa. 66:1; Jer. 23:23,24; Amós 9:2-4,6; Atos 7:48,49; Efés. 1:23.)

    Qual a diferença entre imensidade e onipresença? Imensidade é a presença de Deus em relação ao espaço, enquanto onipresença é sua presença considerada em relação às criaturas. Para suas criaturas ele está presente nas seguintes maneiras:

    1) Em glória, para as hostes adoradoras do céu. (Isa. 6:1-3.)

    2) Eficazmente, na ordem natural. (Naúm 1:3.)

    3) Providencialmente, nos assuntos relacionados com os homens. (Sal. 68:7, 8.)

    4) Atentamente, àqueles que o buscam. (Mat. 18:19, 20; Atos 17:27.)

    5) Judicialmente, às consciências dos ímpios. ( Gên. 3:8; Sal. 68:1, 2.) O homem não deve iludir-se com o pensamento de que existe um cantinho no universo onde possa escapar à lei do seu Criador. “Se o seu Deus está em toda parte, então deve estar também no inferno”, disse um chinês a um cristão na China. “Sua ira sim está no inferno”, foi a pronta resposta.

    6) Corporalmente em seu Filho. “Deus conosco” (Col. 2:9).

    7) Misticamente na igreja. (Efés. 2:12-22.)

    8) Oficialmente, com seus obreiros. (Mat. 28:19, 20.) Embora Deus esteja em todo lugar, ele não habita em todo lugar. Somente ao entrar em relação pessoal com um grupo ou com um indivíduo se diz que ele habita com eles.

    Onisciência. Deus é onisciente, porque conhece todas as coisas. (Gên. 18:18,19; 2 Reis 8:10,13; 1 Crôn. 28:9; Sal. 94:9; 139:1-16; 147:4-5; Prov. 15:3; Isa. 29:15,16; 40:28; Jer. 1:4-5; Ezeq. 11:5; Dan.2:22,28; Amós 4:13; Luc. 16:15; Atos 15:8, 18; Rom. 8:27, 29; 1 Cor. 3:20; 2 Tim. 2:19; Heb. 4:13; 1 Ped. 1:2; 1 João 3:20.) O conhecimento de Deus é perfeito, ele não precisa arrazoar, ou pesquisar as coisas, nem aprender gradualmente — seu conhecimento do passado, do presente e do futuro é instantâneo.

    Há grande conforto na consideração deste atributo. Em todas as provas da vida o crente tem a certeza de que “vosso Pai celestial sabe” (Mat. 6:8). A seguinte dificuldade se apresenta a alguns: sendo Deus conhecedor de todas as coisas, ele sabe quem se perderá; portanto, como pode essa pessoa evitar o perder-se? Mas a presciência de Deus sobre o uso que a pessoa fará do livre arbítrio não obriga a escolher este ou aquele destino. Deus prevê sem intervir.

    Sabedoria. Deus é sábio. (Sal. 104:24; Prov. 3:19; Jer. 10:12; Dan. 2:20,21; Rom. 11:33; 1 Cor. 1:24, 25, 30; 2:6, 7; Efés. 3:10; Col. 2:2, 3.) A sabedoria de Deus reúne a sua onisciência e sua onipotência. Ele tem poder para levar a efeito seu conhecimento de tal maneira que se realizem os melhores propósitos possíveis pelos melhores meios possíveis. Deus sempre faz o bem de maneira certa e no tempo certo. “Ele fez tudo bem.” Esta ação da parte de Deus, de organizar todas as coisas e executar a sua vontade no curso dos eventos com a finalidade de realizar o seu bom propósito, chama-se Providência. A divina providência geral relaciona-se com o universo como um todo; sua providência particular relaciona-se com os detalhes da vida do homem.

    Soberania. Deus é soberano, isto é, ele tem o direito absoluto de governar suas criaturas e delas dispor como lhe apraz. (Dan. 4:35; Mat. 20:15; Rom. 9:21.) Ele possui esse direito em virtude de sua infinita superioridade, de sua posse absoluta de todas as coisas, e da absoluta dependência delas perante ele para que continuem a existir. Desta maneira, tanto é insensatez, como transgressão, censurar os seus caminhos. Observa D. S. Clarke: A doutrina da soberania de Deus é uma doutrina muito útil e animadora. Se fosse para escolher, qual seria preferível — ser governado pelo fatalismo cego, pela sorte caprichosa, pela lei natural irrevogável, pelo “eu” pervertido e de curta visão, ou ser governado por um Deus sábio, santo, amoroso e poderoso? Quem rejeita a soberania de Deus, pode escolher ser governado dentre o que sobra.

    3. Atributos morais (Deus e as criaturas morais).

    Passando em revista o registro das obras de Deus para com os homens, aprendemos que:

    Santidade. Deus é santo. (Êxo. 15:11; Lev. 11:44, 45; 20:26; Jos. 24:19; l Sam. 2:2; Sal. 5:4; 111:9; 145:17; Isa. 6:3; 43:14,15; Jer. 23:9; Luc. 1:49; Tia. 1:13; 1 Ped. 1:15, 16; Apoc. 4:8; 15:3, 4.) A santidade de Deus significa a sua absoluta pureza moral; ele não pode pecar nem tolerar o pecado. O sentido original da palavra “santo” é “separado”. Em que sentido está Deus separado? Ele está separado do homem no espaço — ele está no céu, o homem na terra. Ele está separado do homem quanto à natureza e caráter — ele é perfeito, o homem é imperfeito; ele é divino, o homem é humano; ele é moralmente perfeito, o homem é pecaminoso. Vemos, então, que a santidade é o atributo que mantém a distinção entre Deus e a criatura. não denota apenas um atributo de Deus, mas a própria natureza divina. Portanto, quando Deus se revela a si mesmo de modo a impressionar o homem com a sua Divindade, diz-se que ele se santificou (Ezeq. 36:23; 38:23), isto é, “revela-se a si mesmo como o Santo”. Quando os serafins descrevem o resplendor divino que emana daquele que está sentado sobre o trono, exclamam: “Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos” (Isa. 6:3). Diz-se que os homens santificam a Deus quando o honram e o reverenciam como Divino. (Num. 20:12; Lev. 10:3; Isa. 8:13.) Quando o desonram, pela violação de seus mandamentos, se diz que “profanam” seu nome — que é o contrário de santificar seu nome. (Mat. 6:9.) Somente Deus é santo em si mesmo. Descrevem-se desta maneira o povo, os edifícios, e objetos santos porque Deus os fez santos e os tem santificado. A palavra “santo”, quando se aplica a pessoas ou a objetos, é termo que expressa relação com Jeová — pelo fato de estar separado para o seu serviço. Sendo separados, os objetos precisam estar limpos; e as pessoas devem consagrar-se e viver de acordo com a lei da santidade. Esses fatos constituem a base da doutrina da santificação.

    Justiça. Deus é justo. Qual a diferença entre a santidade e a justiça? “A justiça é santidade em ação”, esta é uma das respostas. A justiça é a santidade de Deus manifesta no tratar retamente com suas criaturas. “não fará justiça o Juiz de toda a terra?” (Gên. 18:25). A justiça é obediência a uma norma reta; é conduta reta em relação a outrem. Quando é que Deus manifesta este atributo?

    1) Quando livra o inocente, condena o ímpio e exige que se faça justiça. Deus julga, não como o fazem os juízes modernos, que baseiam seu julgamento sobre a evidência apresentada perante eles por outrem. Deus mesmo descobre a evidência. Desta maneira o Messias, cheio do Espírito Divino, não julgará “segundo a vista dos seus olhos, nem reprovar segundo o ouvir dos seus ouvidos”, mas julgará com justiça. (Isa. 11:3.)

    2) Quando perdoa o penitente. (Sal. 51:14; 1 João 1:9; Heb. 6:10.)

    3) Quando castiga e julga seu povo. (Isa. 8:17; Amós 3:2.)

    4) Quando salva seu povo. A interposição de Deus a favor do seu povo se chama sua justiça. (Isa. 46:13; 45:24,25.) A salvação é o lado negativo, a justiça é o positivo. Ele livra seu povo dos seus pecados e de seus inimigos, e o resultado é a retidão de coração. (Isa. 51:6; 54:13; 60:21; 61:10.)

    5) Quando dá vitória à causa de seus servos fiéis. (Isa. 50:4-9.) Depois de Deus haver libertado seu povo e julgado os ímpios então teremos “novos céus e uma nova terra, em que habita a justiça” (2 Pedro 3:13). Deus não somente trata justamente como também requer justiça. Mas que sucederá no caso de o homem haver pecado? Então ele graciosamente justifica o penitente. (Rom. 4:5.) Esta é a base da doutrina da justificação.Notar-se-á que a natureza divina é a base das relações de Deus para com os homens. Como ele é, assim ele opera. O Santo santifica, o Justo justifica.

    Fidelidade. Deus é fiel. Ele é absolutamente digno de confiança; as suas palavras não falharão. Portanto, seu povo pode descansar em suas promessas. (Êxo. 34:6; Num. 23:19; Deut. 4:31; Jos. 21:43-45; 23:14; 1 Sam. 15:29; Jer. 4:28; Isa. 25:1; Ezeq. 12:25; Dan. 9:4; Miq. 7:20; Luc. 18:7,8; Rom. 3:4; 15:8; 1 Cor. 1:9; 10:13; 2 Cor. 1:20; 1Tess. 5:24; 2 Tess. 3:3; 2 Tim. 2:13; Heb. 6:18; 10:23; 1 Ped. 4:19; Apoc. 15:3.)

    Misericórdia. Deus é misericordioso. “A misericórdia de Deus é a divina bondade em ação com respeito às misérias de suas criaturas, bondade que se comove a favor deles, provendo o seu alivio, e, no caso de pecadores impenitentes, demonstrando paciência longânima” (Hodges). (Tito 3:5; Lam. 3:22; Dan. 9:9; Jer. 3:12; Sal. 32:5; Isa. 49:13; 54:7.) Uma das mais belas descrições da misericórdia de Deus encontra-se no Salmo 103:8-18. O conhecimento de sua misericórdia toma-se a base da esperança (Sal. 130:7) como também da confiança (Sal. 52:8). A misericórdia de Deus manifestou-se de maneira eloqüente ao enviar Cristo ao mundo. (Luc. 1:78.)

    Amor. Deus é amor. O amor é o atributo de Deus em razão do qual ele deseja relação pessoal com aqueles que possuem a sua imagem e, mui especialmente, com aqueles que foram santificados em caráter, feitos semelhantes a ele. Notamos a descrição do amor de Deus (Deut. 7:8; Efés. 2:4; Sof. 3:17; Isa. 49:15, 16; Rom. 8:39; Osé. 11:4; Jer. 31:3); notamos a quem é manifestado (João 3:16; 16:27; 17:23; Deut. 10:18); notamos como foi demonstrado (João 3:16; 1 João 3:1; 4:9, 10; Rom. 9:11-13; Isa. 38:17; 43:3, 4; 63:9; Tito 3:4-7; Efés. 2:4, 5; Osé. 11:4; Deut. 7:13; Rom. 5:5).

    Bondade. Deus é bom. A bondade de Deus é o atributo em razão do qual ele concede vida e outras bênçãos às suas criaturas. (Sal. 25:8; Naúm 1:7; Sal. 145:9;Rom. 2:4; Mat. 5:45; Sal. 31:19; Atos 14:17; Sal. 68:10; 85:5.)

  • Lição 1 – Princípios de Autoridade

    Lição 1 – Princípios de Autoridade

    autoridade

    1.    O que é Autoridade :

    O termo autoridade  vem do latim, auctoritas, derivada de auctor, causa, patrocinador, promotor, ou seja aquele que promove a cooperação ou submissão do grupo em prol de um objetivo maior.

    A autoridade pode se de alguns tipos:

    A autoridade pessoal: deriva-se do reconhecimento de que alguém sabe e tem realizações em um campo especifico.

    Autoridade oficial :é aquela dada a uma pessoa em razão de uma função ou poder que lhe tenha sido conferido por outros, de acordo com a lei, com os costumes ou com outras convenções sociais.

    Autoridade de objetos (como um livro): podem tomar-se autoritários pelo consensos de muitos.

    Ou podemos usar os termos autoridade externa ou autoridade interna.

    A externa é aquela conferida a uma pessoa que se tornou oficial, nomeada por outros, como um governador.  Um policial, um professor, etc.

    A interna é aquela residente em um argumento convincente ou em um importante exemplo ou em uma experiência moral ou espiritual.

    A autoridade é o direito de influir sobre os outros a autoridade quase sempre nos é delegada.

    Exercício de poder delegado

    Toda a fonte de autoridade existente emana de Deus, portanto não há nenhuma autoridade existente, que não esteja sujeita a Deus; Deus é a fonte de toda a autoridade. Ele detém o poder supremo. Ele é Aquele que está sentado no trono do universo e é Ele quem tem completo controle sobre todas as coisas. Consequentemente, podemos deduzir que qualquer outra autoridade que exista no universo foi estabelecida por Ele ou, pelo menos, só existe com a Sua permissão.  Sem o Seu consentimento, não seria possível a  sobrevivência de  qualquer outra autoridade.  Entretanto, não importa onde encontremos autoridade neste mundo de hoje (seja ela boa ou má), sabemos que é algo  que  provém  legalmente de  Deus.  Isto é exatamente o que as Escrituras ensinam.  Governos humanos, Forças Armadas, juízes, etc., são instituições que são estabelecidas por Deus para inibir as forças do mal neste mundo (Rom 13:1-7).

    João 19 -10-11 “Você se nega a falar comigo?”, disse Pilatos. “Não sabe que eu tenho autoridade para libertá-lo e para crucificá-lo?”

    Jesus respondeu: “Não terias nenhuma autoridade sobre mim se esta não te fosse dada de cima…

    O nosso Deus reina ele destitui governantes, lideres em todos os graus e  lugares.

    Deus de Israel é ‘Senhor de toda a terra‘ (cf. Mq 4.13), que controla a história e o destino das nações (Am 9.7). De acordo com Amós 9.12, as nações ‘são chamadas’ pelo ‘nome’ do Senhor. A expressão aponta a propriedade e autoridade do Senhor sobre as nações como deixa claro o uso constante em outros textos bíblicos (cf. 2 Sm 12.28; Is 4.1).

    Quem delega da liberdade e exerce controle

    Que delega tem o controle é e importante, que seja dada liberdade de atuação para quem está revestido de autoridade, se não houver liberdade de ação o que foi revestido de autoridade se torna uma marionete.

    Exemplo: Deus que nós servimos está no controle de todas as coisas.

    A primeira, estar no controle, não significa manipular o processo 24 horas por dia, 7 dias na semana, 30 dias no mês, 365 dias no ano, e toda a vida. Estar no controle não significa manipular o processo o tempo todo.

    A segunda, completa a primeira, estar no controle é você ter o poder, e a autoridade para intervir na hora que você quer, do jeito que você quer, e como você quiser, exemplo micro para você entender o macro que eu estou falando, que é Deus.

    Um exemplo micro, por exemplo, existem várias empresas, que são empresas mundiais, que tem presidente no Brasil, na Argentina, na África do Sul, na Alemanha, na Itália, na França, ela tem uma presidência mundial, ou um conselho de administração que comanda a empresa no mundo todo, mas cada presidente da empresa no país, tem a sua autonomia, para colocar os planos da empresa, só que aqui por cima tem um presidente mundial, que pode a qualquer hora intervir, O presidente mundial está numa posição superior, e portanto ele pode a qualquer hora ele intervir em qualquer uma destas empresas, mas ele que está dirigindo aqui no Brasil, ou na Argentina ou na França, ele tem autonomia para gerenciar e gerir.

    Assim é Deus. Deus está no controle de tudo, mas ele permite o homem escrever história, ele permite você e eu fazermos escolhas e ele respeita as nossas escolhas. Ele permite você e eu tomarmos nossas decisões, mas Deus, a hora que ele quiser, do jeito que ele quiser, ele pode interferir na vida de qualquer um de nós, porque afinal de contas o Deus que nós servimos está no controle de Todas as coisas . Mensagem Pastor Silas Malafaia – Deus está no controle.

    Agora se aquele que recebeu a autoridade, pode muito bem perde-la quando, subleva a autoridade maior, ou não seque as normas e princípios daquele que o revestiu de autoridade. E passa a governar para si próprio e não em prol do bem estar da comunidade ou grupo sobre o qual se tem autoridade, e é de Deus o juízo sobre estas autoridades.

    Lembram o que Deus falou para Nabucodonosor: “Passou de ti o teu reino” (v. 31). E na mesma hora ele foi tirado dentre os homens, e foi humilhado, zombado e escarnecido por todos. Quem diria, o “grande” rei Nabucodonosor virou um bicho! É assim que Deus faz: abate os soberbos que de alguma maneira sublevam a sua autoridade.

    1.1.  Autoridade pressupõe legalidade

    Uma pessoa que tem ou esta numa posição de autoridade, há um ato legal legitimando aquela autoridade, ela recebeu legalmente este direito, e muito tristes ver alguns nos nossos dias caindo de paraquedas por ai dizendo que receberam a autoridade de Deus sem mesmo conhecer a deus, ou adquirindo autoridade “títulos, nomes e diplomas”, totalmente de modo ilegal está autoridade não é reconhecida por deus, e falsa e mentirosa e só pode ter sido aprovada no inferno.

    1.2.  Ato que implica legitimidade

    Quem exerce autoridade deve seguir as leis pré-existentes estabelecidas, seja ela humana ou bíblica, ela não pode simplesmente passar por cima dos princípios que regem a autoridade constituída. Nem entrar em choque com as demais autoridades. Já diz o ditado cada macaco no seu galho.

    Exemplo: Um policial não pode interferir na autoridade de um médico.

    2.    Exercício da Autoridade

    2.1.  Deus ordenou a existência das autoridades.

    Para o bem do convívio social Deus estabeleceu a existência de instituições e quem seria a autoridade sobre estás instituições.

    Toda instituição que tem a aprovação de Deus tem como líder o cabeça a pessoa de Jesus Cristo ele é a pedra fundamental de tudo. E quando digo tudo é tudo mesmo do planeta terra ele é o principal, por ele, para ele é que nós existimos.

    2.2.  Tipos de autoridade

    Vamos definir alguns tipos de autoridade que a bíblia nos apresenta.

    2.2.1.     Autoridade do Governo

    Os Governos e as autoridades constituídas para governo dos países, são instituídas para o bem estar da população e são agentes de Deus para garantir a ordem como vemos em Rm 13,4 e Lc 22.25.

    As escrituras nos orientam a sermos submissos às autoridades e, consequentemente, às leis de nosso país. Pagar imposto ou regularizar um imóvel na prefeitura, por exemplo, são obrigações que não ferem a Palavra de Deus. Deixar de cumprir alguma dessas obrigações é mais do que se rebelar contra o governo: é se rebelar contra Deus.

    Portanto, como cristãos, devemos dar o bom testemunho, sendo submissos à autoridade de nossa região. Devemos obedecer às leis, contanto que estas não atrapalhem nosso relacionamento com Deus. Por exemplo, se um governo decretar que é proibido ler a Bíblia, não deixe de lê-la, pois Deus deseja que façamos isto: proibir a leitura da Bíblia seria um ato que prejudicaria nosso relacionamento com Deus. Não se esqueça que é Deus quem permite uma pessoa chegar ao poder.

    Porém, não devemos obedecer cegamente a tudo o que as autoridades determinam. Em Romanos 13:3, Paulo fala que “os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal.”. Devemos sempre lembrar que Deus é a autoridade máxima. Logo, se alguma lei ou solicitação for contra o que a Bíblia diz, devemos obedecer primeiramente a Deus. Um exemplo disso está em Atos 4:18:20.

    É importante também estarmos atentos para não confundir qualquer fiscalização com perseguição. Estão perseguindo cristãos quando, por exemplo, não permitem que seja realizado algum evento somente por ser um evento cristão. Agora, se esta proibição é devida à falta de alguma documentação, a situação é bem diferente: trata-se de uma punição, e não uma perseguição. Devemos ser submissos às autoridades não apenas para evitarmos punições, mas também para mantermos nossa consciência limpa. Rm 13:5.

    Outro ponto importante a se observar é a maneira como confrontar um decreto que discorde da Bíblia. Sair promovendo “quebra-quebras” ou atitudes violentas exageradas não colaboram com nada. Não devemos retribuir o mal com o mal. Precisamos ser firmes em nosso posicionamento e, ao mesmo tempo, ser um bom testemunho. Um exemplo disto é Jesus que, por vezes, agiu de forma mais “pesada”, como no caso da expulsão dos mercadores do templo ou na repreensão aos fariseus, mas nunca exagerando na rigidez. Caso o fizesse, Ele estaria sendo um mau testemunho. Do mesmo modo, um cristão deve manter-se firme no seu posicionamento, porém, sem deixar de agir coerentemente.

    2.2.2.    Autoridade na Família

    No lar, Deus constituiu o homem autoridade sobre a esposa e os filhos.

    A palavra de Deus diz: como Cristo é a cabeça ou autoridade sobre o homem, o homem é  cabeça sobre sua esposa (1 Coríntios 11.3). A razão é o fato de o homem ter sido criado primeiro. Normalmente, nos ensina a ordem divina na criação que tudo o que vem antes se constitui autoridade (1 Coríntios 11.8-12; 1 Timóteo 2.11-15). Por isso a esposa deve se submeter ao marido. A palavra de Deus dignifica tanto o casamento, que compara o marido com Cristo e a esposa com a igreja. Assim como Cristo é o cabeça da igreja, o homem é o cabeça da sua mulher; e assim como a igreja (noiva de Cristo) é submissa a Cristo, a esposa deve ser submissa ao homem (revelado especialmente em Efésios 5.22-33). Porém, a mulher só será submissa ao seu marido se tiver revelação da autoridade de Deus em sua vida; do contrário, será muito difícil submeter-se, principalmente aos maridos de difícil convivência. Por isso a palavra diz para ela ser submissa ao seu marido “como ao Senhor” (Efésios 5.22). Isto significa que quando a mulher se submete ao seu marido, na verdade está se submetendo ao Senhor.

    A submissão da mulher não é uma questão de inferioridade, mas de uma disposição que Deus instituiu na família, o que dá à mulher:

    a) cobertura espiritual;

    b) proteção;

    c) cuidados.

    Quanto à submissão da mulher, em relação a Deus, diz a palavra: “isto é de grande valor” (1 Pedro 3.4); e em relação a ela, resulta: “espírito manso e tranqüilo”(1 Pedro3.4,6).

    As mulheres são exortadas a serem submissas aos seus maridos como Sara foi com seu esposo, Abraão (1 Pedro 3.1-6). Quem assim procede, diz Pedro, se torna filha de Sara.

    Abraão é exemplo de fé; ele é chamado de pai dos que creem. Sara é exemplo de submissão. Com isto concluímos que a fé em Cristo resgata no homem e na mulher sua submissão à autoridade direta – a Deus – e delegada – aos homens. Fé e submissão andam juntas na experiência do homem com Deus.

    A submissão torna-se mais prática quando a palavra diz do “respeito” que a mulher deve ter pelo esposo (Efésios 5.33).

    Interessante observar a atitude de Eva quando pecou contra Deus. Ao atender a sugestão do diabo ela saiu de duas coberturas: de Deus e do seu esposo, Adão. Quando ela saiu da autoridade de Deus, imediatamente saiu da autoridade do homem. Por isso a palavra de Deus nos exorta a nos colocar debaixo da autoridade do Senhor para então obedecermos a sua autoridade delegada.

    Há uma promessa às esposas que têm maridos incrédulos: “Mulheres, sede vós, igualmente, submissas a vosso próprio marido, para que, se ele ainda não obedece à palavra, seja ganho, sem palavra alguma, por meio do procedimento de sua esposa, ao observar o vosso honesto comportamento cheio de temor” (1 Pedro 3.1). Qual procedimento? Submissão ao próprio marido!

    Aos maridos a palavra de Deus responsabiliza de amar suas esposas. Chama mais o marido ao amor do que a mulher à submissão (Efésios 5.25,28,33). Não podemos esquecer que Deus, ao criar a mulher do homem, tirou-a do lado do seu coração, para ser amada e tratada com consideração (Colossenses 3.19; 1 Pedro 3.7).

    Os filhos também devem se submeter ao seu pai. Obedecer ao pai é honrá-lo (Efésios 6.2); e honrar significa reconhecer a posição de autoridade divina em que Deus o estabeleceu no lar.

    Deus quer filhos obedientes, não filhos que fazem parte de uma geração rebelde, como a caracterizada, principalmente nestes últimos dias (Romanos 1.30; 1 Timóteo 3.2).

    Se os filhos forem submissos aos pais, em relação a Deus, diz a Palavra: “assim fazê-lo é grato diante de Deus” (Colossenses 3.20); e em relação ao discípulo há duas promessas: tudo irá bem e terá longa vida (Efésios 6.2,3).

    Quanto à submissão da esposa e dos filhos ao cabeça do lar, deve ser absoluta, mas sua obediência deve ser relativa, quando vai de encontro à palavra de Deus.

    A palavra de Deus responsabiliza os pais, por um lado, de não provocar seus filhos e nem irritá-los, para que não fiquem desanimados; e por outro lado, criá-los na disciplina e na admoestação do Senhor (Efésios 6.4; Colossenses 3.21).

    Quando os membros de uma família entendem a autoridade, muitas dificuldades no lar desaparecem.

    Que nossas famílias sejam um lugar em que resplandeça a glória de Deus, através do qual os discípulos sejam edificados e os incrédulos sejam salvos.

    Que nossos lares sejam um encontro vivo e dinâmico da igreja nas casas, tal como vemos nos Atos dos Apóstolos.

    2.2.3.    Autoridade Eclesiástica

    Há, certamente, necessidade de autoridade  na   Igreja. Não há dúvida de que Deus usa os homens para  serem  ambos, líderes  e exemplos para outros e para  atraí-los para  um  relacionamento com Cristo.

    A  genuína autoridade  espiritual emana do  próprio Deus.  Aqueles que exercem tal  autoridade  são  vasos   preparados que transmitem os pensamentos e desejos de Deus para  o Seu povo.  É este tipo de autoridade que deveríamos estar  exercendo na Igreja hoje. Precisamos desesperadamente de homens que  falem  quando Deus  fala com eles, que liderem de acordo com Sua direção  e que  manifestem Suas revelações. A grande necessidade atual  não  é daqueles que  foram  treinados, eleitos  ou indicados para  posições  de  autoridade, mas  daqueles que  são  íntimos de Deus e através dos quais  Ele pode  transmitir livremente Sua vontade.

    A genuína autoridade espiritual não  vem  por  uma  indicação para uma “posição” ou “diaconato”. Embora certos  homens tenham adquirido no  Novo Testamento rótulos como  “ancião”, “diácono” ou  “apóstolo”, a autoridade deles  não  veio  por  causa  de  alguma “posição”. A verdade é exatamente  o  contrário.   Tais  designações  vieram   como   resultado  do profundo trabalho espiritual que Deus fez interiormente neles.  Elas eram uma  maneira de  descrever suas  funções  especiais  no  corpo.  Em alguma área  específica  Deus  preparou esses  homens  para serem  canais  de  Sua autoridade. Esses  nomes foram   usados para  identificar  essas  áreas   de serviço,  não para  qualificá-los para  elas.

    Sim, a Bíblia diz que os Apóstolos “ordenaram” presbíteros em cada Igreja (Atos  14:23). Mas o que  este termo  realmente significa?  W. E. Vine, em  seu  Dicionário Expositor  das  Palavras do  Novo  Testamento, diz  o seguinte:  “não  se  trata   de  uma  ordenação  eclesiástica formal,   mas   a escolha,  para  o reconhecimento das  Igrejas,  daqueles que  já tinham sido levantados e qualificados pelo  Santo  Espírito e dado evidência disso  em suas  vidas   e  em  suas  obras.” Você  vê  que  os  Apóstolos não  estavam arbitrariamente selecionando homens que preenchessem certas qualificações ou que,  talvez,  estivessem mais  desejosos de prosseguir com a programação deles  ou  que,  possivelmente, tivessem muito dinheiro ou influência   na   comunidade.  Ao  contrário,  com   olhos   espirituais,  eles estavam  indicando,  para   benefício   daqueles  que   não   podiam  ver  tão claramente, aqueles  que  Deus  havia  selecionado e preparado para  usar  como Seus vasos.

    Por  favor,  não  compreendam mal  isto:  esforços  humanos movidos pela autoridade natural podem  ser capazes de realizar  coisas  notáveis no mundo   religioso.  Campanhas de “reavivamento,” acionamento   de membros, levantamento de fundos e projetos de construção, podem todos ser  executados  por   forte   liderança  humana.   Mas, lembremo-nos  que “sucesso”  não é a medida para  nossas realizações espirituais. Não importa quão  grandiosos ou impressionantes nossos  trabalhos possam parecer, se eles   tiverem  sido   construídos  com   substâncias  erradas  –  elementos terrenos  em   vez   de  sobrenaturais  –  eles  serão   destruídos  no  dia   do julgamento.

    3 – Função da Autoridade

    “No aspecto do evangelho,  ter a “Autoridade” não significa o direito de agir como ditador, ordenar ou comandar. Pelo contrário, significa guiar, proteger, indicar o caminho, dar exemplo, dar segurança, inspirar e criar o desejo de apoiar e seguir.

     

     

     

     

  • LIÇÃO 8 – APRENDENDO A GUARDAR A PALAVRA COM JESUS

    LIÇÃO 8 – APRENDENDO A GUARDAR A PALAVRA COM JESUS

    guardar a palavra

    Texto Bíblico

    João 14.21,23,24

    21 Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, este é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele.

    23 Jesus respondeu e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada.  24 Quem não me ama não guarda as minhas palavras; ora, a palavra que ouvistes não é minha, mas do Pai que me enviou.

    Mateus 7.24-27

    24 Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha.  25 E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha.

    Introdução

    A atitude de desprezar a palavra de Deus, é a causa e sempre foi de todos os malefícios e derrotas que o ser humano sofre. Desde principio vimos Adão e Eva desprezando a Palavra de Deus, e como efeito a morte, dor, angustias tudo de mal entrou no mundo, porque eles escolheram desprezar a palavra de Deus. E você hoje que atitude você vem tendo com relação a Palavra de Deus? Tome muito cuidado e atente para não menosprezar a Palavra de Deus.

    Se você analisar a historia do povo de Deus no tempo do Êxodo, Profetas, Reis e Salmos, você observará a advertências de Deus ao homem dizendo: Se guardares a Palavra se preservares a Palavra, se reteres a palavra se atentares para a palavra e obedecerem a palavra. Então desfrutarás de bênçãos, alegrias, vitorias, prosperidade. Mas se negligenciarem, não derem valor a palavra e nem obedecê-la, Então a maldição virá sobre vós.

    Guardar a Palavra nos torna Sábios e Inteligente

    Deuteronomio 4.1-2 5-6

    1 Agora, pois, ó Israel, ouve os estatutos e os juízos que eu vos ensino, para os cumprirdes, para que vivais, e entreis, e possuais a terra que o SENHOR, Deus de vossos pais, vos dá.  2 Nada acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do SENHOR, vosso Deus, que eu vos mando.

    5Vedes aqui vos tenho ensinado estatutos e juízos, como me mandou o SENHOR, meu Deus, para que assim façais no meio da terra a qual ides a herdar.  6 Guardai-os, pois, e fazei-os, porque esta será a vossa sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos dos povos que ouvirão todos estes estatutos e dirão: Só este grande povo é gente sábia e inteligente.

    Ninguém pode dar aquilo que não tem.

    Deuteronômio 4 6-9

    6E estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração;  7 e as intimarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te.

    O apostolo Paulo já dizia: O que eu recebi primeiro do Senhor isso vos ensinei.

     8 Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por testeiras entre os teus olhos.  9 E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas.

    Na tua mão

    Mão fala de labor, ajuda, trabalho, atitude, obra edificação, todas as minhas ações obra, trabalho e atitude devem ser dirigidos pela Palavra.

    Testeira entre seus olhos

    Fala de visão, fala de direção a nossa vida deve ser regida e dirigida pelo principio da Palavra

    Umbrais de tua casa e nas tuas portas

    Minha casa deve ter a marca da Palavra, a família vai ser abençoada, os vizinhos olharam para as portas da tua casa e verão a palavra, escutaram louvores a Deus. Se não for assim é bom você rever seus conceitos com relação a Palavra de Deus dentro do seu lar.

    E em Deuteronômio 28 temos a lista das bênçãos e em seguida a lista de maldição. Mas nós que amamos a Palavra teremos a benção de Deus.

    O Segredo de Josué

    Josué o primeiro grande guerreiro e líder de Israel através de Josué eles alcançaram grandes vitórias e foram bem sucedidos. Mas qual o segredo de Josué.

    Josué 1 8-9

    8 Não se aparte da tua boca o livro desta Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque, então, farás prosperar o teu caminho e, então, prudentemente te conduzirás.

    9 Não to mandei eu? Esforça-te e tem bom ânimo; não pasmes, nem te espantes, porque o SENHOR, teu Deus, é contigo, por onde quer que andares.

    Quer ser bem sucedido e ter vitória siga o exemplo de Josué.

    O Salmo que exalta a Palavra

    Salmo 119 com 150 versos é conhecido como o salmo da Palavra e tem lições tremendas para orarmos a Deus para sermos cheios da Palavra.

    Sl 119:1 Bem-aventurados os que trilham com integridade o seu caminho, os que andam na lei do Senhor!

    Sl 119:9 Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o de acordo com a tua palavra.

    Sl 119:11 Escondi a tua palavra no meu coração, para não pecar contra ti.

    Sl 119:33 Ensina-me, ó Senhor, o caminho dos teus estatutos, e eu o guardarei até o fim.

    Sl 119:34 Dá-me entendimento, para que eu guarde a tua lei, e a observe de todo o meu coração.

    Sl 119:67 Antes de ser afligido, eu me extraviava; mas agora guardo a tua palavra.

    Sl 119:71 Foi-me bom ter sido afligido, para que aprendesse os teus estatutos.

    No Novo Testamento

    Cl 3:16 A palavra de Cristo habite em vós ricamente, em toda a sabedoria; ensinai-vos e admoestai-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, louvando a Deus com gratidão em vossos corações.

    Paulo também orienta a reter a palavra para no dia do arrebatamento estar certo diante do Senhor que andou e viveu segundo a sua palavra.

    Fp 2:16 retendo a palavra da vida; para que no dia de Cristo eu tenha motivo de gloriar-me de que não foi em vão que corri nem em vão que trabalhei.

    O Apostolo João o Apostolo do amor, chama de mentiroso, sabe aquele que anda na igreja mais….

    1 João 2 4-5

    4 Aquele que diz: Eu o conheço, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade; 5 mas qualquer que guarda a sua palavra, nele realmente se tem aperfeiçoado o amor de Deus. E nisto sabemos que estamos nele;

    Estudo completo no vídeo abaixo:

    http://youtu.be/Tr9jYH8mUK4

     

     

     

  • Lição 7 – Apreendendo a Suportar uns aos Outros

    Lição 7 – Apreendendo a Suportar uns aos Outros

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    Texto bíblico Básico:

    Mateus  5. 38-48

    38 Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente.

    O propósito de Deus ao dar esta Lei era oferecer misericórdia. E diziam os juízes: “que o castigo seja de acordo com o delito”. Não era uma regra para a vingança pessoal (Ex 21:23-25; Lv 24:19-20; Dt 19:21).

    Seu propósito era limitar a vingança e ajudar ao juiz a aplicar castigos que não fossem nem pesados nem leves. Algumas pessoas, entretanto, estavam usando esta frase para justificar a vingança. As pessoas se desculpavam de seus atos de vingança dizendo: “Estou cobrando o que ele me fez”.

    39 Eu, porém, vos digo que não resistais ao homem mau; mas a qualquer que te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;

    Bater a face direita –  Todo judeu no tempo de Jesus sabia o que significava bater na face direita de alguém, a saber, era o injurioso golpe com o lado exterior da mão, desferido com a mão direita contra a face direita do outro. De acordo com o código civil judaico, punia-se a pessoa que feria desse modo a honra de outra, com 400 sus (cerca de 160 dólares).

    Ora, segundo a lei rabínica, bater com o dorso da mão era duplamente insultante que fazê-lo com a palma. Há certa arrogância insultante que se soma ao fato de dar um reverso ou golpe com o dorso da mão.

    Assim, pois, o que Jesus diz é o seguinte: “Mesmo que alguém lhes dirija o insulto mais calculado e traidor, não devem responder com outro insulto do mesmo tipo, nem devem sentir-se ofendidos por sua ação.”

    Não nos ocorrerá com muita frequência encontrar-nos com alguém que nos dê bofetadas, mas uma e outra vez no curso de nossa vida receberemos insultos de maior ou menor proporção; Jesus nos está dizendo aqui que o cristão precisa ter aprendido a não experimentar ressentimento, seja qual for o insulto que receber, e a não procurar vingar-se de maneira alguma.

    De acordo com os psicólogos, a violência nasce da fraqueza, não da força. O homem forte é capaz de amar e de sofrer, enquanto o fraco pensa apenas em si mesmo e fere os outros para se defender. Depois, foge para se proteger.

    Não resistais (opor-se, colocar contra) ao homem mal, isso significa: que somos orientados a não revidar ao homem mal, Ao mal devemos responder com o bem. Quando somos ofendidos, com frequência nossa primeira reação é procurar desforra. Jesus nos diz que devêssemos fazer o bem aos que nos causam dano. Não devemos guardar ressentimentos, a não ser amar e perdoar. Isto não é natural: é sobrenatural, e só Deus pode nos dar a força para amar. Em lugar de procurar vingança, ore pelos que o ferem.

    É importante frisar que Jesus não está discutindo a obrigação do governo de manter ordem

    40 e ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa;

    Jesus segue dizendo que se alguém tenta nos tirar a túnica em um litígio ante os tribunais, não somente devemos deixar que se leve o que quer, mas também lhe oferecer a capa. Novamente, há aqui muito mais do que pode perceber-se superficialmente. A túnica, chiton, era uma espécie de camisa que se usava debaixo da roupa, e em geral era feita de algodão ou linho.

    Até o homem mais pobre possuía habitualmente mais de uma muda deste objeto. A capa era a vestimenta exterior, de forma retangular e de consideráveis dimensões, que se usava como toga durante o dia e como telha durante a noite. Os judeus em geral tinham somente uma capa ou manta deste tipo.

    A lei judia estabelecia que a túnica de um devedor era confiscável, mas não a capa. “Se do teu próximo tomares em penhor a sua veste, lha restituirás antes do pôr-do-sol; porque é com ela que se cobre, é a veste do seu corpo; em que se deitaria?” (Êxodo 22:26-27).

    41 e, se qualquer te obrigar a caminhar mil passos, vai com ele dois mil.

    Te obrigar. Uma palavra de origem persa, descrevendo o costume dos correios e soldados  romanos que tinham autoridade de obrigar pessoas a prestarem serviços sempre quando fosse necessário (confira o caso de Simão Cireneu, Mt. 27:32).  Os soldados romanos que ocupavam o país podiam obrigar a qualquer transeunte a lhes levar sua carga até por uma milha (como 1.5 km).

     42 Dá a quem te pedir, e não voltes as costas ao que quiser que lhe emprestes.

    Ver Lucas 6:30 sejam judeus ou gentios; amigo ou inimigo; crente ou descrente, um bom ou um homem mau; digno ou indigno, merecendo ou não, que pede ajuda, seja comida ou dinheiro, dá-lo livremente, prontamente, alegremente, de acordo com suas habilidades, e como a necessidade dom momento, devem ser consideradas, e uma atenção especial  para com os da família da fé.

    43 Ouvistes que foi dito: Amarás ao teu próximo, e odiarás ao teu inimigo.44 Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem;45 para que vos torneis filhos do vosso Pai que está nos céus; porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e faz chover sobre justos e injustos. 

    Amarás o teu próximo (Lv. 19:18, 34) resume toda a segunda tábua da Lei (confira com Mt. 22:39).

    Odiarás o teu inimigo. Esta adição que não é das Escrituras desvia-se da lei do amor; mas deveria ser uma interpretação popular. O Manual de Disciplina de Qumran contém a seguinte regra: “. . . amar todos os que Ele escolheu e odiar a todos os que Ele rejeitou” (1 QS 1.4).

    Amai a vossos inimigos. O amor (agapao) prescrito é o amor inteligente que compreende a dificuldade e esforça-se em libertar o inimigo do seu ódio. Tal amor é parente da atitude amorosa de Deus para com os homens rebeldes (Jo. 3:16) e portanto é uma prova de que aqueles que agem assim são verdadeiros filhos do seu Pai

    46 Pois, se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? não fazem os publicanos também o mesmo?  47 E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis demais? não fazem os gentios também o mesmo?

    Publicanos. Os coletores judeus dos impostos romanos, odiados por seus patrícios por causa de suas flagrantes extorsões e sua associação com os conquistadores desprezados.

    48 Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai celestial.

    Como podemos ser perfeitos?

    (1) Em caráter. Nesta vida não podemos ser impecáveis, mas podemos aspirar a ser mais semelhantes a Cristo.

    (2) Em santidade. Como os fariseus, devemos nos separar dos valores pecaminosos do mundo.

    (3) Em maturidade. Não podemos conseguir ter o caráter de Cristo e viver em santidade de repente , mas podemos lutar pela perfeição. Assim como esperamos uma conduta diferente de um bebê, de um menino, de um adolescente e de um adulto, Deus espera atitudes diferentes de nós, segundo nosso nível de desenvolvimento espiritual.

    (4) Em amor. Podemos procurar amar a outros como Deus nos ama. A gente é se sua conduta é apropriada para seu nível de maturidade: perfeitos, mas ainda com muito espaço para crescer. Nossa tendência a pecar nunca deve nos deter no empenho de ser cada vez mais semelhantes a Cristo. O chama a todos seus discípulos à excelência, a superar o nível de mediocridade e a maturar em tudo, até chegar a ser como O é. Os que se esforçam por chegar à perfeição um dia conseguirão ser perfeitos como O é perfeito (1Jo 3:2).

     

     

     

     

     

     

     

  • Lição 06 – Aprendendo a resistir às tentações com Jesus

    Lição 06 – Aprendendo a resistir às tentações com Jesus

    tentaçãoTENTAÇÃO

    Esboço:

    I. Definição

    lI. O Dilema Humano

    Ill, Deus é Fiel

    IV. A Vitória é Possivel

    V. Por que é Importante Resistir à Tentação?

    VI. Meios para Escapar

    1 Cor. 10: 13: Não vos sobreveio nenhuma tentação, senão humana; mas fiel é Deus, o qual não deixará que sejais tentados acima do que podeis resistir, antes com a tentação dará também o meio de saída, para que a possais suportar.

    I. Definição

    Há uma palavra hebraica e duas palavras gregas, envolvidas neste verbete, a saber:

    1. Massah, “teste”. “provação”. Palavra hebraica usada por cinco vezes. Deu. 4:34; 7:19; 29:3;, SaL 95:8; Jó 9:23.

    2.    Peirasmôs, “teste”, “prova”. Palavra grega usada por vinte vezes: Mal. 6:13; 26:41; Mar. 14:38; Luc. 4:13; 8:13; 11:4; 22:28,40,46; Atos 20:19; 1 Cor. 10:13; Gál. 4:14; 1, Tim. 6:9; Heb. 18; Tiago.1:2,12; 1 Ped. 1:6; 11 Ped. 2:9 e Apo.3:10.

    3. Peirázo, ”testar”, “submeter à prova”. Vocábulo grego que ocorre por trinta e seis vezes: Mal. 4:1,3; 16:1; 19:3; 22:18,35; Mar. 1:13; 8:11; 10:2; 12:15; Luc. 4:2; 11:16; João 6:6; 8:6; Atos 5:9; 9:26; 15:10; 16:7; 24:6; 1 Cor. 7:5; 10:9,13; 11 Cor. 115; GáI. 6:1; 1 Tes. 3:5; Heb. 2:18; 3:9

    (citando Sal. 95:9); 4:15; 11:17,37; Tia. 1:13,14; Apo.12,10; 3:10.

    4.    No original grego, tentação é “peirasmos”, que significa “teste”, “provação”, “tentação para a prática do mal”. Esse vocabulário pode incluir ou não a idéia de alguma questão moral envolvida. Pode simplesmente indicar um teste difícil, uma prova, e não alguma tentação tendente à prática

    do mal, uma incitação ao pecado. Por outro lado, essa palavra pode envolver a idéia de incitação ao pecado. Essa foi exatamente a palavra utilizada pelo Senhor Jesus, em sua oração, no trecho de Mat. 6:13, onde ele diz: ” … e não nos deixeis cair em tentação…”. É também o mesmo termo usado para indicar as tentações que Satanás lançou contra o Senhor Jesus, no deserto (ver Luc. 4: 13). Na passagem de Tiago. 1:12 essa mesma palavra é empregada para indicar, bem definidamente, a tentação à prática do mal.

    É lógico acreditarmos, por conseguinte, que a tentação referida neste versículo tem por intuito incluir questões tanto “morais” como “amorais”, isto é, tentações para a prática do pecado (o que é evidente no próprio contexto), mas igualmente, certos períodos de dificuldades, o que também se evidencia quando consideramos, no contexto, o que Paulo mesmo esperava para o fim desta era, refletindo uma doutrina judaica comum, de que haveria um período geral de tribulações, em todos os sentidos, quando se aproximasse o fim da presente dispensação (ver 1 Ped. 4: 12 e Apo. 3: 10 quanto a essa mesma idéia, nas páginas do N.T.).

    Deus não tenta a homem algum para a prática do mal (ver Tiago. 1:12), embora ele permita que as tribulações nos sobrevenham (ver Mal. 6: 13), e destas últimas o Senhor Jesus orou pedindo livramento. Satanás foi capaz de tentar ao Senhor Jesus com o mal; nada disso o diabo jamais teria podido  fazer, sem a permissão divina.

    11.O Dilema Humano

    Condição humana. As tentações (induções) à prática do mal ou “tribulações” são “humanas”. Isso significa apenas que pertencem aos homens, comuns a seu nível, comuns à sua experiência terrena, pelo que também não podem ser algo extraordinário e avassalador para nós. Desde o princípio da história humana, os homens têm sofrido das mesmas formas de testes; não existem tribulações novas,

    que nos surpreendam devido à sua novidade. Os homens da antiguidade foram atingidos por toda a sorte de desastres. Outro tanto sucede conosco. Os homens antigos foram vitimados por todas essas calamidades; e outro tanto pode suceder conosco. As tentações vitimaram os homens antigos; e podem vitimar-nos se não exercermos a autodisciplina. Contudo, as tentações que nos assediam são

    adaptadas para as forças humanas, para as condições humanas. Temos sido armados com os meios que nos capacitem a derrotar tais tentações; e assim poderemos fazê-lo, se nos valermos dos meios postos à nossa disposição. Podemos ser vitoriosos ou totalmente derrotados elas tentações; podemos ser até mesmo destruídos, espiritualmente falando, ou podemos usá-las como degraus que nos elevam a um desenvolvimento espiritual mais elevado. Podemos encontrar homens pertencentes a ambas as categorias, na Igreja cristã. Não parece que Paulo estivesse contrastando duas formas de tentação, a humana e a demoníaca, porquanto até mesmo as tentações demoníacas assaltam os crentes, conforme aprendemos em Efé, 6:12 e ss.

    Não obstante, sem importar a fonte de onde elas provêm, continuam sendo humanas, no sentido que são comuns à experiência humana, não transcendendo ao poder da vontade humana, contanto que o homem seja ajudado pelo Espirito Santo.

    O apóstolo dos gentios, portanto, dizia que podemos triunfar; mas que esse triunfo não é necessariamente

    inevitável ou fácil. A experiência humana mostra-nos que tal vitória não é fácil.

    111. Deus é Fiel

    Ele é fiel pelas razões expostas; em seguida Ele exerce controle sobre todas as tentações que sobrevêm ao crente em sua vida, Ele permite somente aquelas tentações que podem ser toleradas, sem importar se essas assumem a forma de testes, de sofrimentos, de perseguições ou de incitações para a prática do mal. Além disso, Deus provê sempre um meio de escape, quando somos assediados pelas tentações, desviando aquelas outras que, de modo algum, poderíamos suportar. Sim, Deus é fiel no sentido de “digno de confiança”, como alguém em quem se pode confiar, no que diz respeito a essa questão das tentações.

    IV. A Vitória é Possível

    Não sejais tentados além das vossas forças. Um crente conta com reservas de forças até mesmo para enfrentar os poderes espirituais malignos. Não obstante, compete-lhe utilizar-se de certos meios para desenvolver esses recursos, a fim de que possa usá-los prontamente quando isso se tomar necessário.

    Precisa ter certo nível de espiritualidade, desenvolvido mediante a oração, a meditação, a comunhão com o Espírito Santo, a transformação segundo a imagem moral de Cristo. O próprio Cristo é o exemplo supremo das reservas de forças espirituais que resguardam o homem de Deus contra qualquer modalidade de tentação. As passagens de Heb. 2: 18 e 4: 15 mostram-nos que Jesus foi tentado em todos os pontos em que também o somos, embora jamais tivesse cedido ao pecado. Cristo Jesus não pecou, não porque não pudesse fazê-lo; pois, nesse caso, não serviria de exemplo e de consolo para nós. Mas não pecou porque o seu desenvolvimento espiritual, através da presença do Espírito Santo, era tão grande que foi capaz de resistir às formas mais variegadas e difíceis de tentação, incluindo a “incitação ao pecado”, as tribulações”, as “perseguições”, e os “momentos difíceis”.

    V. Por que é Importante Resistir à Tentação

    1. A tentação, se não for dominada, destrói a fibra moral. Mas, uma vez que lhe oferecemos resistência, isso melhora a qualidade moral do nosso ser. Aquele hino que diz: “Cada vitória te ajudará a outra vitória conquistar”, encerra grande verdade.

    2. Há uma bem-aventurança especial pronunciada em prol daqueles que resistirem às tentações, a saber, a “coroa da vida”, e isso por promessa de Deus (ver Tia. 1: 12).

    3. Isso significa que a santificação conduz à glória, o que é um tema ensinado em vários lugares do N.T. (Ver Mal. 5:48 eliTes. 2:13). Por conseguinte, a transformação moral é que nos leva à transformação metafisica, dentro da qual chegamos a compartilhar da própria natureza do Filho (ver li Cor. 3:18).

    4. Os testes, por si mesmos, podem ser forças que nos ajudam em nosso desenvolvimento espiritual, Tiago expressou essa mesma idéia de maneira um tanto mais poética, ao dizer: Bem-aventurado o homem que suporta com perseverança a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu aos que o amam (Tia. I: 12). Sim, a verdadeira bem-aventurança espiritual é conferida ao homem digno de receber a coroa da vida, isto é, o dom da vida eterna, com a consequente participação em tudo quanto Cristo é e tem, a glorificação em Cristo. A resistência às tentações, em suas variegadas formas, aumenta o poder do crente. Mas ceder ante as mesmas destrói as defesas espirituais dos remidos.

    VI. Meios para Escapar

    No original grego temos “o livramento”, com o artigo definido, o que certamente indica o meio de escape. Mui provavelmente isso quer dizer que no caso de cada tentação, manifestar-se-á alguma maneira pela qual podemos escapar ao mal, algum meio que nos capacite a suportar a dor e a tristeza. O “meio de escape” é sempre adaptado a cada circunstância. O pecado se faz presente e é poderoso; nenhum indivíduo escapa à tentação à prática do mal. Mas esse não é o “escape” prometido. Testes de ordem física e espiritual, grandes tragédias, são acontecimentos poderosos, debilitadores, desencorajadores, algumas vezes avassaladores; mas Deus sempre se mantém próximo do crente. Paulo promete aqui alguma ajuda divina em cada caso, embora não especifique exatamente o que devemos esperar. E essa ajuda será tão variegada como as tribulações.

    “Ele (Deus) conhece os poderes que nos conferiu, bem como quanta pressão somos capazes de resistir”. Deus ordena as provações de tal modo que ‘sejamos capazes de suportá-las’. O ‘poder’ é conferido paralelamente com a tentação, embora a resistência não nos seja proporcionada; essa resistência depende de nós mesmos”, (Robertson e Plummer,).

    A parte seguinte do presente versículo deixa entendido que o ‘escape’ só aparece através da ‘resistência’ e da persistência do crente.

    ” … de sorte que a possais suportar….”. Notemos que não nos é dado o “escape” por meio da ausência de toda a tentação; nem nos é outorgado o “escape” porque estamos livres da tribulação. Antes, esse “escape” nos é proporcionado ‘porque’ temos podido resistir e chegar ao triunfo. Somente essa forma de escape e de disciplina é que pode produzir qualquer crescimento cristão substancial.

    “Com freqüência, o único ‘escape’ se verifica através da ‘resistência’. Ver Tia. I: 12”. (Vincent, in loc.).

    Fechem-se em um ‘cul de sac’ os desesperos de um homem; mas que ele veja uma porta aberta para sua saída; e ele continuará lutando, levando a sua carga.

    A palavra grega ekbasis (escape) significa saída, escape para longe da luta. Logo em seguida aparece upengkein (sustentar debaixo de algo), em que esta última ação é possibilitada pela esperança relativa àquela primeira.

    Fonte: Norman Champlin

     

     

     

  • Lição 5 – Aprendendo a resistir às tentações com Jesus

    Lição 5 – Aprendendo a resistir às tentações com Jesus

    Texto Bíblico

    Lucas 4 1-12

    E Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto;

    Nós nos enganamos quase sempre achando que o Espírito Santo, sempre nos guiará para junto de águas e nos dará repouso, conforme  o salmo 23.2: Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranquilas. Mas como podemos observar neste versículo quem levou Jesus ao deserto foi o Espirito Santo.

    Por desertos todos nós passamos mais o importante e como e o que te levou ao deserto.

    E quarenta dias  foi tentado pelo diabo, e naqueles dias não comeu coisa alguma; e, terminados eles, teve fome.

    A bíblia relata que Jesus foi tentado no deserto por quarenta dias, e os evangelhos só narram o final destes, sabemos pelas escrituras que Jesus foi tentado em tudo, apesar de não há relatos específicos de todas as tentações que o Mestre passou o autor aos Hebreus nos afirma: Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer- se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Hb 4.15 .

    E disse-lhe o diabo: Se tu és o Filho de Deus, dize a esta pedra que se transforme em pão.

    O Diabo agiu onde Jesus tinha necessidade, veja no final do versículo anterior diz claramente que Jesus teve fome. Nos momentos de dificuldades e necessidades e o momento propício para o inimigo atacar.

     Outra estratégia do inimigo e usar a dúvida quanto a Deus e ao nosso posicionamento em Cristo. Repetindo a primeira tentação, feita  no paraíso (Gn 3.1) Ele questiona: ‘Se tu és”.

    E Jesus lhe respondeu, dizendo: Está escrito que nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra de Deus.

    Aqui Jesus usa Dt. 8:3, E nos ensina que homem precisa de alimento, mas o alimento não serve para todas as necessidades. A gratificação material dos apetites não pode nunca satisfazer os mais profundos anseios do espírito humano.  

    A expressão o homem nos lábios de Jesus lembra Satanás de que Jesus, embora seja o Filho de Deus, está decidido a cumprir integralmente as condições da existência humana. Como todos os seres humanos, ele deseja rogar diariamente ao Pai pelo pão, esperando-o da mão Dele.

    Conhecer e obedecer a Palavra de Deus é arma eficaz contra a tentação, a única ofensiva provida na “armadura” de Deus (Ef 6:17)

    E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo. E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória; porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero. Portanto, se tu me adorares, tudo será teu

    O tentador afirma que toda a esfera de poder e glória terrestre lhe foram entregue. Por isso também poderia passá-la adiante segundo seu bel-prazer. O diabo exige de Jesus que o adore e em troca oferece esta glória. Aqui vemos novamente ele usar uma meia verdade como lá no princípio ele também usou, e continua a usar através das seitas e heresias que são camufladas de meias verdades. De fato o Diabo, naquele momento tinha o domínio do mundo, pois havia tomado do homem este domínio, quando o homem se sujeitou a sua vontade em rebelião a Deus. Mas está era a missão de Cristo resgatar o mundo para Deus, então aqui o tentador mostra um atalho, sem passar pela cruz, para Cristo resgatasse o mundo. E quantos hoje também não abandonam a cruz em busca de um Evangelho de facilidades?

    E Jesus, respondendo, disse-lhe: Vai-te para trás de mim, Satanás; porque está escrito: Adorará ao SENHOR teu Deus e só a ele servirá.

    Jesus aqui não chamou o Diabo de mentiroso, e deixa explicitamente o propósito de seu ministério que é o de glorificar o Pai e fazer toda a vontade do Pai, custe o que custar, citando Dt. 6:13.

    Levou-o também a Jerusalém, e pô-lo sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo; Porque está escrito: Mandará aos seus anjos, acerca de ti, que te guardem, E que te sustenham nas mãos, Para que nunca tropeces com o teu pé em alguma pedra. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Dito está: Não tentarás ao Senhor teu Deus.

    Aqui Satanás utiliza as Escrituras no  Salmo 91 preferidos por muitos cristãos  que mostrar o cuidado de Deus para com o seu povo, e então usa o para  incitá-lo a usar o poder de Deus em demonstrações sensacionalista, pois se Jesus pulasse, e descesse flutuando no meio do povo ele seria aclamando, o Messias segundo os parâmetros judaicos, que esperavam o Messias em grande glória.

    Mas Jesus o repreende  e chama a intenção do diabo de tentar a Deus. Aqui o idioma grego apresenta um termo mais intenso do que simplesmente peirázein = tentar (como no v. 2). Aqui aparece ekpeirázein. Talvez possamos reproduzir a intensificação com “desafiar insolentemente a Deus”.

     Mas o sensacionalismo nunca perdura. O duro caminho do serviço e do sofrimento leva à cruz, mas depois da cruz à coroa.

    A Tentação

    A palavra tentação segundo o dicionário Strong  πειραζω peirazo. Significa:  tentar para ver se algo pode ser feito, tentar, fazer uma experiência como teste: com o propósito de apurar sua quantidade, ou o que ele pensa, ou como ele se comportará, ou testar alguém maliciosamente; pôr à prova seus sentimentos ou julgamentos com astúcia , tentar ou testar a fé de alguém, virtude, caráter, pela incitação ao pecado e instigar ao pecado.

    A condição do homem ser tentado, não veio após a queda pois já na criação, Adão e Eva foram tentados, e foram tentados numa condição em que não hávia pecado eles eram puros, e teriam condições suficientes para rejeitar a tentação, assim como nós temos essa mesma condição de resistirmos a tentação.

    A tentação no Éden foi permitida para prover um teste pelo qual o homem pudesse, amorosa e livremente, escolher servir a Deus e dessa maneira desenvolver seu caráter. Sem vontade livre o homem teria sido meramente uma máquina.

    Portanto todos nós somos tentados e ser tentado não é pecado, pecado e gerado quando se cede a tentação, e todo ser humando tem condições de resistir as tentações, e muito mais os cristãos nascidos de novo que possuem o Espírito de Deus, habitando em seu corpo.

    Alguns principios sobre a Tentação

    1 – Deus não é o agente tentador

    Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta. Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Tg 1:13,14.

    Frequentemente as pessoas que vivem para Deus se perguntam por que ainda têm que suportar as tentações. Deus prova às pessoas mas não as prova para as conduzir ao pecado. Permite que Satanás as tente a fim de refinar sua fé e as ajudar a crescer  em sua dependência de . Podemos suportar a tentação do pecado se pedirmos a Deus fortaleça e decidimos atuar em obediência a sua Palavra.

    Tiago provavelmente tinha em mente a doutrina judia do Yetzer ha ra’, “impulso do mal”. Alguns judeus arrazoavam que tendo Deus criado tudo, devia também ter criado o impulso do mal. E considerando que é o impulso do mal que tenta o homem ao pecado, em última análise é Deus, que o criou, o responsável pelo mal. Tiago aqui refuta a idéia. Deus não pode ser tentado pelo mal, e ele mesmo a ninguém tenta.

    É muito fácil e cômodo  condenar a outros e nos desculpar pelos maus pensamentos e pela conduta equivocada. Algumas desculpa podem ser: (1) é a culpa da outra pessoa; (2) não o pude resistir; (3) todos o fazem; (4) foi sozinho um engano; (5) ninguém é perfeito; (6) o diabo me obrigou a fazê-lo; (7) fui pressionado; (8) não sabia que era mau; (9) Deus me estava tentando. Uma pessoa que apresenta desculpas procura passar sua culpa a algo ou a alguém. Um cristão, entretanto, aceita sua responsabilidade por seus enganos, confessa-os e pede o perdão de Deus.

    Em vez de acusar Deus pelo mal, o homem deve assumir a responsabilidade pessoal dos seus pecados. É a sua própria cobiça que o atrai e seduz. Estas são, no seu sentido primário, palavras usadas na caça e na pesca que foram empregadas aqui metaforicamente.

    Necessidade de vigiar e orar.

    E não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém. Mateus 6:13

    Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.  Marcos 14:38

    E quando chegou àquele lugar, disse-lhes: Orai, para que não entreis em tentação. Lucas 22:40

    Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar. 1 Coríntios 10:13

    Recompensa

    Bem-aventurado o homem que suporta a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam. Tiago 1:12

    Assim, sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos, e reservar os injustos para o dia do juízo, para serem castigados; 2 Pedro 2:9

    Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra. Apocalipse 3:10

     

    Por: Dc. Eduardo Melo

     

  • Lição 04 – Aprendendo a confiar em Jesus

    Texto Bíblico Básico

    Mateus 6.25,28-34

    Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos(ansiosos) quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo [mais] do que o vestuário?E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam;E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, não vos [vestirá] muito mais a vós, [homens] de pouca fé?  Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos?Porque todas estas coisas os gentios procuram. Decerto vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas;Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas [coisas] vos serão acrescentadas.Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a [cada] dia o seu mal.

    Analisando o Texto Bíblico Básico

    Aqueles que não possuem recursos podem acabar sendo vítimas da preocupação causada pela falta de fé então o   Senhor Jesus nos orienta a não estarmos demasiadamente preocupados (ansiosos e angustiados) com as coisas básicas para a vida. Entre elas ele destaca vestes e alimentos e afirma que Deus irá suprir estas nossas necessidades, até por que ficar preocupado com estas coisas pode  1º danificar sua saúde,  2º dar lugar para que o objeto de sua angústia consuma seus pensamentos, 3º diminuir sua produtividade, 4º afetar negativamente a forma em que você trata a outros, e 5º reduzir sua capacidade de confiar em Deus.

    E bom ressaltar que aqui também não há uma proibição de previdência ou planejamento (confira com I Tm. 5:8; Pv. 6:6-8; 30:25), mas de ansiedade sobre necessidades básicas e diárias.

    Paulo tem uma palavra tranquilizadora: “Meu Deus suprira cada uma de vossas necessidades” (Filipenses 4:19).

    O antidoto de Deus para a preocupação, ansiedade, amor as coisas materiais, e muito simples confiar num Deus fiel. Deus ainda não falhou com seus filhos. Portanto, nao se escravize aos bens materiais de tal maneira que o amor a eles produza ansiedade em sua vida. Antes, confie em que o Pai amoroso cumprira o que prometeu. “Meu Deus, segundo a sua riqueza em gloria, ha de suprir em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades” (Filipenses 4:19).

    “Procurar o reino de Deus e sua justiça” significa procurar sua ajuda em primeiro lugar, saturar nossos pensamentos com seus desejos, tomar seu caráter como modelo e lhe servir e lhe obedecer em tudo. O que é o mais importante para você? Haverá pessoas, objetos, metas e outros desejos que compitam quanto a prioridade. Qualquer destes pode tirar Deus do primeiro lugar se você não decidir enfaticamente lhe dar o primeiro lugar em todos os aspectos de sua vida.

    Texto Áureo

     

    1Pe 5:7 …lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.

    A ansiedade é considerada pelos psicólogos como um dos grandes males que assolam a nossa sociedade contemporânea. Como o maior psicólogo da história Jesus em seu sermão no monte analisa a origem, a causa e como enfrentar e vencer está inquietude da alma humana. Somos sempre convidados pela Escritura Sagrada a pensar para depois agir.

    I)COMPREENDENDO A ANSIEDADE

    A palavra Ansiosos usada por Jesus em Mt 6.25, vem do grego “ME MERIMNATE”, que significa “Estar indevidamente preocupado, ter ansiedade ou estar em ansiedade desnecessária”. Originalmente tem o sentido de “Distrair”, ficando subentendido a idéia de “Duplicidade”. A idéia básica é que a mente procura seguir em duas direções ao mesmo tempo, resultando em confusão e certa dose de sofrimento. Está palavra originalmente também foi usada quando Marta estava distraída com o seu serviço e não valorizou a presença de Jesus em sua casa (Lc 10.40). Na parábola do semeador quando a semente e abafada com os cuidados, riquezas e deleites da vida (Lc 8.14). O apóstolo Paulo finalizando a sua epistola aos cristãos em Filipos os exorta a fugir da ansiedade (Fp 4.6). No dicionário de medicina, a ansiedade é o termo usado para definir apreensão de perigo e temor, acompanhada por inquietude, tensão, taquicardia e dispnéia não ligada a um estímulo claramente identificável. No idioma inglês é “WORRY” que tem origem no anglo saxônico e significa “Estrangular ou Sufocar”. A ansiedade é a sensação desagradável e sufocante que experimentamos em momentos de medo, aborrecimentos ou problemas.

    II) ALGUNS TIPOS DE ANSIEDADES:

    2.1. ANSIEDADE AGUDA – Aparece de repente, vem com grande intensidade, mas de pequena intensidade.

    2.2. ANSIEDADE CRÔNICA – É persistente e de longa duração, mas de pequena intensidade.

    2.3. ANSIEDADE NORMAL – Manifesta-se quando existe uma ameaça real ou uma situação de perigo. Ela pode ser controlada e reduzida, quando as circunstâncias exteriores se modificam.

    2.4. ANSIEDADE NEURÓTICA – Sentimentos exagerados de desespero e medo, mesmo quando o perigo é pequeno ou inexistente.

    2.5. ANSIEDADE MODERADA – É desejável e sadia. Motiva e ajuda as pessoas a evitarem situações de perigo, levando a um aumento da eficiência.

    2.6. ANSIEDADE INTENSA – Pode diminuir o período de atenção, dificultar a concentração, afetar negativamente a memória, prejudicar a capacidade de realização, interferir na solução de problemas, bloquear a comunicação eficaz, despertar o sentimento de pânico e algumas vezes causar sintomas físicos desagradáveis, tais como paralisia ou terrível dor de cabeça.

    III) ALGUMAS CAUSAS POSSIVEIS DA ANSIEDADE:

    3.1. SOCIAIS – Cuidado excessivo com a vida, acumulo de bens, dividas, ameaças, separação, guerra e violência.

    3.2. EMOCIONAIS – Medo, insegurança, desesperança, preocupações excessivas, baixa auto-estima.

    3.3. DROGAS – Licitas ou ilícitas.

    3.4. ESPIRITUAIS – Fé vacilante.

    3.5. PROFISSIONAL – Questionamento da sua competência, desemprego, etc…

    IV) ALGUNS SINTOMAS DA ANSIEDADE:

    4.1. FISICOS – Sudorese, fadiga, cefaléia, taquicardia e nervosismo.

    4.2. EMOCIOMAIS – Medo, gagueira, tremores, tiques faciais, palpitações, confusão mental

    Dificuldade para relaxar e insônia.

    4.3. ESPIRITUAIS – Dificuldade para orar e estudar a Bíblia.

    V) TRATAMENTO PARA ANSIEDADE:

    Em alguns casos procurar um especialista, usar remédio, caminhada, leitura de bons livros.

    VI) DIAGNÓSTICO DE JESUS SOBRE A ANSIEDADE:

    6.1. AS CAUSAS DA ANSIEDADE:

    6.1.1. A ansiedade é gerada por causa da preocupação com as necessidades básicas da vidaPor isso vos digo: Não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir” (Mt 6.25). Isto é uma verdade comprovada no dia a dia da nossa sociedade as pessoas ficam densas, preocupadas e amedrontadas diante das suas necessidades. O Mestre não ensina o descuido com a vida, mas o perigo excessivo com as necessidades que rouba o prazer de desfrutar da vida. A ansiedade segundo as Escrituras Sagradas é um mal que afetaria a humanidade nos últimos dias (Lc 21.25,26; 17.26-28).

    6.1.2. A ansiedade é a preocupação com o futuro “Portanto, não andeis ansiosos pelo dia de amanhã” (Mt 6.34). Toda a ansiedade esta relacionada com o amanhã, mas é experimentada no hoje. Ficamos preocupados no hoje sobre alguma coisa que pode acontecer no futuro. Precisamos aprender a viver o hoje confiando na infinita misericórdia de Deus para com a nossa vida amanhã.

    6.1.3. A ansiedade pode estar fundamentada em uma impossibilidade “Qual de vós poderá, com as suas preocupações, acrescentar uma única hora ao curso da sua vida?” (Mt 6.27). A ansiedade nos leva ao nosso limite de acharmos que podemos alterar uma situação que se apresenta diante das nossas vidas. O evangelista Lucas acrescenta que Jesus ensinou que o homem não pode fazer nada para mudar as coisas mínimas em sua vida (Lc 12.25,26), sendo necessário procurar uma vida com Deus. A ansiedade não altera as condições da vida e nem aumenta a sua duração. O côvado era usado como medida linear, mas também como medida de tempo, nesta passagem está relacionada ao tempo.

    6.1.4. A ansiedade é uma emoção que precisamos aprender a não aceitar “Portanto, não andeis ansiosos, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: com que nos vestiremos?” (Mt 6.31). Jesus não ensina uma simples negação de palavra, mas nos inspira a atitudes que nos levarão a triunfar sobre a nossa inquietação, começando no esforço de não aceitar a ansiedade.

    6.2. COMO ENFRENTAR A ANSIEDADE:

    6.2.1. A ansiedade se vence com a fénão vestirá muito mais a vós, homens de pequena fé” (Mt 6.30). A fé triunfa sobre as preocupações que querem nos sufocar. Observe que ela pode ser pequena mais deve se desenvolver até possuirmos muita fé (Mt 8.10) e chegarmos a possuir uma grande fé (Mt 15.28).

    6.2.2. Mudando o nosso hábito (Mt 6.33,34). Nestes versículos Jesus nos ensina a mudar os nossos hábitos, o ansioso busca as suas necessidades enquanto os servos de Deus aprenderam a buscar em primeiro lugar o Reino e a sua justiça e descansar na provisão diária de Deus para a sua vida. Na verdade não seremos omissos com os nossos deveres e necessidades, mas não permitiremos que a nossa vida gire em torno das nossas necessidades, mas em Deus.

    6.2.3. Aprendendo a confiar no cuidado de Deus por nossas vidas (Mt 6.26-30). Jesus usa o método áudio visual para trazer um profundo ensino sobre o cuidado de Deus para com a sua criação. Deus cuida de todos os animais providenciando sustento (Sl 104.10-30), sustenta as estrelas com o seu poder (Is 40.26) e tudo que vive nos céus, mares e terra com vida (Ne 9.6). Assim todo o salvo pode descansar na provisão de Deus para a sua vida (Sl 37.25; Fp 4.19).

    6.2.4. Nunca esquecer que servimos a Deus que é o nosso Pai (Mt 6.30,32). A nossa preocupação nunca pode roubar a nossa convicção que não estamos sozinhos, mas que estamos protegidos pelo nosso Pai que conhece as nossas necessidades (Mt 6.8), que por estar no céu supre o nosso pão de cada dia (Mt 6.9,10) e assim é poderoso para dar o melhor para os seus filhos (Mt 7.9-11). Ainda hoje podemos ouvir a doce voz de Jesus dizendo “Não temas, ó pequeno rebanho, pois a vosso Pai agradou dar-vos o reino” (Lc 12.32).

    6.2.5. Mudança de foco na vida (Mt 6.25,31,33) – Jesus deixa evidente que o foco errado pode nos desgastar e estressar produzindo o medo em relação ao futuro. Quando aprendemos a focar naquilo que produzirá descanso então as pressões da vida serão controladas e viveremos triunfantemente.

    6.2.6. Somos igreja e não gentiosPois os gentios procuram todas estas coisas. De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas elas” (Mt 6.32). O termo gentio era usado em relação a pessoas de outras nacionalidades que não fosse à israelita. Nesta passagem corresponde a todas as pessoas que não servem a Deus, sendo comparadas por Isaias como o mar agitado que não possui paz (Is 57.20,21). Como igreja precisamos vigiar, pois estamos na última hora para o glorioso enlace matrimonial e não podemos deixar que a ansiedade venha nos controlar como o Mestre nos alertou (Lc 21.34).  Precisamos compreender que estamos debaixo do amor e provisão divina e não precisamos como os ímpios vivermos oprimidos pelas necessidades da vida.

    6.2.7. Precisamos contemplar aquilo que Deus tem feito em nosso favor (Mt6.26,28).  Jesus chama a atenção para que nunca venhamos tirar os nossos olhos das suas gloriosas provisões e assim leva os seus discípulos a visualizar com cuidado as suas provisões no dia a dia na natureza.

    3. PERIGOS DA ANSIEDADE:

    3.1. A preocupação que produz dor e sofrimento – Mt 6.34.

    3.2. Rouba e impede o desenvolvimento da nossa fé – Mt 6.30,31; Lc 8.14.

    3.3. Ficamos distraídos – Mt 6.25,28,31; Lc 10.40,41.

    3.4. Perda de tempo – Mt 6.27; Ef 5.15,16.

    3.5. Inquietação – Lc 12.29; Jó 30.27.

    3.6. Confusão diante do amanhã – Mt 6.34; Is 30.15.

    3.7. Abatimento e doenças – Mt 6.25; Pv 12.25; 17.22.

    VII) PRINCIPIOS BÍBLICOS PARA TRIUNFAR SOBRE A ANSIEDADE:

    7.1. Pratique a oração – Fp 4.6.

    7.2. Cultive a alegria – Fp 4.4; Pv 15.13,15; 17.22.

    7.3. Pratique a moderação na vida – Fp 4.5.

    7.4. Viva em paz- Fp 4.7.

    7.5. Cultive pensamentos virtuosos – Fp 4.8.

    7.6. Aprenda a viver com as situações adversas – Fp 4.11-13.

    7.7. Confie em Deus – Sl 37.3.

    7.8. Agrada-te do Senhor – Sl 37.4.

    7.9. Entregue o teu caminho ao Senhor – Sl 37.5.

    7.10. Descansa no Senhor – Sl 37.7.

    7.11. Centralizar o pensamento em Deus – Is 26.3.

    7.12. Cultive a esperança – Lm 3.19-21.

    7.13. Entregue a Deus toda a sua ansiedade – 1Pe 5.7; Sl 55.22.

    7.14. Concentre-se na solução e não no problema – Mt 14.22,23.

    7.15. Vença o medo com Deus – Is 41.10.

    7.16. Glorifique a Deus em tudo – Cl 3.17.

    7.17. Precisamos confiar os nossos projetos a Deus – Tg 4.13-17.

    7.18. Confie no sustento do Senhor – Dt 8.

    7.19. Escolha a melhor parte estar com Jesus – Lc 10.41,42; Sl 27.4.

    7.20. Uma mente abundante com a Palavra de Deus – Cl 3.16.

    CONCLUSÃO: Somos bem aventurados porque podemos pautar a nossa caminhada diária nos gloriosos ensinos de Jesus.

     

  • Lição 3 – Aprendendo a perdoar com Jesus

    1. Palavras Envolvidas

    No hebraico, temos a considerar quatro palavras, e,no grego, também quatro, a saber: ”

    1. Salach , perdoar… Verbo “hebraico usado por quarenta e seis vezes, conforme se vê, por exemplo, em Núm. 30:5,8,12; I Reis 8:30,34,35,39,50; 11 c-e. 6:21,25,27,30,39; Sal. 103:3; Jer. 31:34; 36:3; Dan.9:19; Amôs 7:2.

    2. Sallach, perdão. Substantivo hebraico usado por uma vez: Sal. 86:5.

    3. Kaphar, cobrir. Palavra hebraica usada por cerca de dez vezes com o sentido de “perdoar.., embora seja palavra traduzida, principalmente, por  expiar… Ver, por exemplo, Sal. 78:38; ler. 18:23;Deut. 21:8; II c-e. 30:18; Lev. 8:15; Eze. 45:15,17; Dan.9:24.

    4. Nasa, levantar.., perdoar. Palavra hebraica usada por cerca de treze vezes com o sentido de «perdoar..: Gên, 50:17; Êxo, 10:17; 32:32; 34:7; Núm. 14:18,19; I Sam.25:28; Sal. 25:18; 85:2; Isa. 2:9.

    5. Apbiemi, deixar ir.., «perdoar… Termo grego usado por cento e quarenta e cinco vezes no NT, desde Mat. 3:15 até Apo. 11:9.

    6. Âphesis, perdão.  Substantivo grego empregado por dezessete vezes: Mat. 26:28; Mar. 1:4; 3:29; Luc.1:77; 3:3; 4:18 (citando Isa. 61:1); 4:18 (citando Isa, 58:6); 24:7; Atos 2:38; 5:31; Efe. 1:7; Cal. 1:14; Heb.9:22; 10: 18.

    7. Charizomai, ser gracioso com.., uma palavra grega utilizada por vinte e duas vezes: Luc. 7:21,42,43; Atos 3:14; Rom, 8:32; I Cor. 2:12; 11 Cor. 2:7,10; Gál. 3:18; Efé. 4:32; Fil. 2:9; Col. 2:13; 3: 13; File. 22.

    8. Apolúo; soltar.., perdoar… Verbo grego que ocorre por apenas urna vez com o claro sentido de perdoar, em Luc. 6:37. Significa em outros lugares soltar, deixar, dívorciar-se, etc.

    2. Características Gerais

    O perdão pode ser um ato Divino, que resulta no perdão do transgressor humano. Por igual modo, um ser humano pode perdoar a outro. O perdão dos pecados é uma prerrogativa divina (Sal. 130:4). Jesus Cristo recebeu o poder de perdoar da parte do Pai (Mat. 2:5) Um perdão pleno, gratuito e eterno é oferecido a todos quantos se arrependerem e crerem no evangelho, contanto que disso resulte uma verdadeira mudança na vida e na alma, e não apenas uma profissão de fé. Ver Atos 13:38,39; I João 2:12.

    Os crentes devem perdoar àqueles que os ofendem, de modo imediato, abundante, definitivo, porque esse perdão deve imitar o ato divino (Luc. 17:3,4). Isso precisa ser feito, pois, de outra forma, não podemos esperar que o  Senhor nos perdoe (Mat. 6:12-15; 18:15-35). Alguns chamam isso de base legal; mas aquele que retém o ódio em seu coração está longe de ter endireitado os seus caminhos diante de Deus, e, assim, continua levando o seu pecado.

    Por outro lado, aquele que foi verdadeiramente regenerado possui a  atitude de perdão, como uma de suas qualidades essenciais. Se assim não for, é que aquele individuo  nunca  foi, realmente, regenerado.

    O perdão é um ato da alma mediante o qual a pessoa ofendida permite que o seu ofensor fique livre, esquecendo-se então da ofensa. Deus requer, na maioria dos casos, embora nem sempre, que o ofensor se arrependa, que haja perdão e que haja reparação pelos danos causados, sempre que isso for possível. Essa é uma condição básica; mas o puro amor de Deus cobre uma multidão de pecados quando o individuo não é capaz de corrigir o erro praticado ou de restaurar o danificado (Rom, 5:5-8).

    Mesmo quando essas condições não podem ser preenchidas, o perdão divino é dado somente se o indivíduo, em imitação ao Senhor, for gracioso, amoroso, disposto a perdoar a seus ofensores. Textos como os de Mal. 6:12; 18:23-35; Mar. 11:26 contêm esses ensinamentos, enfaticamente.

    3. A Ênfase da Fé Cristã

    A fé cristã é supremamente destacada por sua ênfase sobre o perdão, mais do que as outras grandes religiões do mundo. Assim sucede porque o grande Profeta do Cristianismo, o Cristo, em sua morte e ressurreição forneceu aos homens os próprios meios do perdão. Esse elemento faz parte do significado da missão do Filho. A fé cristã também salienta que o perdão nos é dado da parte de um Pai misericordioso, quem é a fonte de toda vida e existência. Quanto a referências bíblicas sobre esse oficio de Cristo, ver Efé. 4:32; Atos 5:31; 13:38; Mar. 2:10; I João 1:9 e, especialmente, Efé. 1: 7. Este último trecho ensina: …no qual (Amado, Cristo) temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça.

    4. Ensino Bíblico Sobre o Perdão

    A. No Antigo Testamento.

    1. O elaborado sistema de sacrifícios do Antigo Testamento estava diretamente vinculado à ideia de expiação e, consequentemente, de perdão. Apesar de certos trechos do Novo Testamento, como Rom. 3:25, darem a entender que o perdão divino, no Antigo Testamento, estava condicionado ao futuro ministério de Cristo, não há que duvidar que os israelitas, nos dias do Antigo Testamento, pensavam que seus sacrifícios eram eficientes para o perdão de seus pecados, mediante a expiação.

    2. As ofensas são vistas como perdoadas, e o perdão é encarado como um ato da graça divina, que deve ser recebido com profunda gratidão. O pecado merece ser punido, e o perdão é uma medida da graça e da misericórdia divinas. O recebimento desse beneficio deveria criar o senso de temor no coração dos homens, ver Sal. 130:4; Deu. 29:20; 11 Reis 24:4; Jer. 5:7 e Lam. 3:42, quanto às ideias aqui expressas.

    3. Somente Deus tem a prerrogativa de perdoar aos homens (Deu. 9:9). A única maneira como o homem pode perdoar é indiretamente, mediante a pregação do evangelho. Os que aceitarem a mensagem cristã serão perdoados por Deus. Ver João 20:23. Mas os apóstolos nunca perdoaram pessoalmente senão a alguma ofensa pessoal contra eles, como qualquer crente pode fazer. No caso de pecados contra o Senhor eles deixavam a questão nas mãos de Deus.

    “Arrepende-te, pois, da tua maldade, e roga ao Senhor; talvez que te seja perdoado o intento do coração” (Atos 8:22).

    4. O perdão divino está alicerçado sobre a misericórdia, a bondade e a veracidade de Deus (Êxo, 34:6). O perdão torna-se impossível se Deus não se mostrar gracioso. E essa graciosidade divina, como é óbvio, manifesta-se exclusivamente através de Cristo e sua palavra.

    5. O perdão dado por Deus é completo. Ele afasta de nós os nossos pecados tanto quanto o Oriente se distância do Ocidente (Sal. 103:12). Ele lança para trás de suas

    costas as nossas transgressões, sem mais considerá-las (Isa. 38:17). Ele apaga as transgressões dos perdoados (Isa, 43:25; Sal. 51:1,9) e nunca mais relembra os seus pecados (Miq. 7:19).

    B. No Novo Testamento

    1. O pecador é perdoado, por sua vez deve perdoar aos que o ofendem (Luc. 3:37)

    2. O perdão depende diretamente da expiação de Cristo (Efé. 1:7; Rom. 3:25; 4:25; Mat. 26:28).

    3. A validade da expiação cerimonial, no Antigo Testamento, dependia do indivíduo considerar a sua participação espiritual na futura missão e expiação de Cristo (Rom, 3:25). No Novo Testamento, os povos gentílicos também são beneficiados, mediante a fé em Cristo, e não somente o povo de Israel (Atos 17:30,31). A descida de Cristo ao hades O Ped. 3:18 – 4:6) estende o beneficio da expiação de Cristo a todos os homens, oferecendo-lhes a salvação através do evangelho, conforme I Pedro 4:6 deixa claro:

    “… pois, para este fim foi o evangelho pregado também a mortos, para que, mesmo julgados na carne segundo os homens, vivam no espírito segundo Deus”.

    4. O continuo perdão dos pecados dos crentes, também depende diretamente da obra expiatória de Cristo (I João 1:9).

    5. O perdão está diretamente vinculado ao arrependimento (Miq. 1:4; Atos 2:38; Luc, 24:47).

    6. O perdão também está ligado à fé ou à confiança em Cristo (Atos 10:43; Tia. 5:15). O arrependimento e a fé servem de meios para o perdão. O mérito nunca é humano, mas somente em Cristo. Apesar disso, sem aqueles meios (arrependimento e fé = conversão) não haverá perdão, porquanto o mérito de Cristo precisa ser apropriado pelo homem.

    7. Visto que Deus perdoa gratuita e abundantemente, outro tanto deveriam fazer os crentes, sem nunca limitarem o número de vezes em que eles perdoam a seus ofensores (Mal. 18:22). Esse ensino, naturalmente, está muito acima da capacidade da maioria das pessoas e serve como um elevado ideal.

    8. O perdão repousa sobre a completa missão de Cristo, sobre a sua morte e ressurreição (Heb. 9:26; Rom.4:25).

    5- Reflexões sobre o Perdão

    A- Perdão não é esquecimento

    Se algum dia você foi traído em um relacionamento, ou se envolveu em uma briga familiar, ou até mesmo um amigo o deixou na mão, é impossível que tais fatos marcantes estejam esquecidos na memória do leitor, não é verdade?

    – Perdoar não é como se escrever em um quadro-negro e depois passar um apagador, e logo tudo está do mesmo modo que antes;

    – ou depois de redigir um longo texto no computador, simplesmente “deletar”.

    B -Perdão não é viver com mágoas

    – Não sendo esquecimento, o perdão também não se codifica no que diz respeito a mágoas. Do mesmo modo não adianta fingir que está “tudo bem”. Você pode tentar, mas uma hora a “bomba explode”.

    – Imaginemos uma calça. Você sem querer rasga um pedacinho, então com um pedaço de pano simplesmente remenda-a. Não muito tempo depois outro rasgo; outro remendo. Irá chegar um momento que não será mais possível remendar, você “explode”e joga a calça no lixo.

    – Assim é tentar reter mágoas e fingir que está tudo bem. Somente em um Ser você poderá superar esse vil sentimento, é buscar naquELE que “perdoa-me segundo o Seu grande amor”.Ne.13:22

    ORA,O QUE É PERDÃO?

    Perdão é a capacidade de você lembrar de uma ofensa, e mesmo assim não ter afetado o seu relacionamento mútuo.
    Para que isso aconteça, você deve observar as seguintes sugestões.

    A -Nunca use do assunto passado como arma de discussão

    – Acontece isso quando você guarda uma mágoa e finge tudo bem e quando você se vê apertado e sem nenhum argumento em uma discussão, “perde a cabeça”, e usa do assunto ( que você tinha esquecido) como arma.

    – discuta somente sobre o acontecimento atual.

    – não deixe de esclarecer todos os detalhes.

    – Para controlar seus impulsos emocionais, busque sempre a comunhão no doce e santo Espírito de Deus

    B-Não desconfiar que irá acontecer novamente

    – não é fácil, mas é o ideal a buscar.

    – Depois de perdoar, você não deve ficar desconfiado que ele(a) permanecerá no erro, e a qualquer momento o fará novamente. Essa desconfiança será um obstáculo no “processo do perdão”.

    – Dê à pessoa nova chance, dê voto de confiança.

    – Jesus deu o exemplo com Pedro.

    – Ele pode te ajudar.

    C-Não esperar que tudo se resolva de uma vez

    – Perdão é um ato instantâneo e ao mesmo tempo um processo.

    – instantâneo no sentido de consideração, mas exige tempo para a restauração.

    – Entenda melhor: Um ônibus desgovernado atinge um muro de concreto. É possível levantá-lo de uma só vez? Será necessário repor tijolo, quebrar algumas pontas e pedaços que sobraram, e construir gradualmente tudo de novo. Do mesmo modo, se preciso for, teremos que quebrar “alguns pedaços” do relacionamento para reconstrui-lo novamente.

    – Deus perdoou Adão e Eva no momento, mas a culminação só se dará no juízo final. Deus teve que quebrar até uns “tijolos” (não falaria mais face a face e até os expulsou do Jardim), mas para dar o perdão final.