Categoria: Editora Central Gospel

  • Lição 2 – Aprendendo a orar com Jesus

    Os discípulos viram o Senhor em oração e reconheceram que como filhos de Deus, tinham a responsabilidade de orar. Mas não sabiam como fazê-lo. Assim, podiam ter procurado aprender a orar no ambiente que os cercava. Em vez de recorrer ao Senhor corno exemplo de uma vida vivida em comunhão com Deus, podiam ter recorrido ao mundo religioso para aprenderem a orar. Podiam ter voltado sua atenção para o fariseus, que eram grandes na oração. Podiam, inclusive, ter-se voltado para os devotos dos deuses pagãos para aprenderem algo deles sobre a oração.

    Ao instruir os discípulos numa vida de piedade, o Senhor devia desviar a atenção deles dos fariseus, que fixavam padrões religiosos para os judeus; devia desviá-la dos sacerdotes pagãos que serviam de modelo para muitos, e atraí-la para ele. Os fariseus eram mestres em usar Deus.

    Haviam descoberto como usá-lo para promover-se. Os fariseus eram egoístas e deleitavam-se em atrair as atenções sobre si. Não estavam interessados em fazer caridade para atender às necessidades do homem, mas usavam tal prática como oportunidade de exibir sua própria piedade de modo que os homens os estimassem.

    Os fariseus, baseados nos conhecimentos que tinham do Antigo Testamento, reconheciam a responsabilidade de orar. Entretanto, não se davam ao trabalho de examinar as Escrituras para ver como se devia orar, e por quê. Distorceram as formas e prática da oração de sorte que orar tornou-se outro meio de promover-se diante dos homens. Por isso o Senhor disse: “E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos dos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa”(Mateus 6:5). Ao condenar as falsas práticas dos fariseus, ele os chamou de “hipócritas”.

    A palavra hipócrita, no original, relaciona-se com o teatro. Significa “falar de sob uma máscara”. Os atores usavam uma máscara para que os espectadores pudessem identificar o personagem que estava sendo representado. Um ator desempenhava diversos papéis numa peça, e se equipava com um bom número de máscaras diferentes. Quando ele representava o papel de alguém, segurava essa máscara diante do rosto; quando desempenhava outro papel, trocava de máscara. Não se podia ver a face do ator; só se via a máscara. O auditório não conhecia a pessoa; conhecia apenas o papel que ela desempenhava. Hipócritas eram, portanto, indivíduos que falavam “de sob uma máscara”.

    Os fariseus hipócritas eram corruptos, e seus corações uma fonte de perversidade; mas traziam a máscara de piedade diante do rosto para enganar os homens e fazê-los crer que eram algo que realmente não eram.

    Isto era singularmente verdadeiro quando oravam, pois não o faziam para honrar a Deus. Não oravam para humilhar-se. Oravam para crescer no favor dos homens. E não buscavam a Deus quando oravam. Para eles a oração não tinha objetivo, a não ser que houvesse uma grande audiência que eles pudessem impressionar com sua piedade, oratória e longas orações. Lá estavam eles em pé, com seus mantos esplendentes, os olhos voltados não para os céus para honrar a Deus nem para a terra, significando sua desvalia. Muitos ficavam em pé, olhando para a multidão e, obtida a aprovação desta, consideravam-se bem-sucedidos na oração.

    Aos que pudessem modelar seu relacionamento com Deus segundo a hipocrisia dos fariseus, o Senhor disse: “E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças [isto é, onde os homens se ajuntavam], para serem vistos dos homens.” Os fariseus estavam usando a religião. Estavam usando Deus para fins egoístas, de modo que pudessem crescer na estima das pessoas.

    Uma vez que este era o motivo de suas orações, tinham seu desejo satisfeito. Queriam a estima dos homens, a aprovação, o elogio da multidão e por sua oratória recebiam tudo isso. Recebiam o que buscavam, já tinham sua recompensa. Não a de Deus, porque ele não aprovava tal hipocrisia.

    Não tinham recompensa no coração ou contentamento por haverem gozado da relação com Deus. Sua única recompensa eram os parabéns ao término da oração. Quão fácil é cumprir aparentemente nossa responsabilidade para com Deus a fim de obter a aprovação dos homens, e não para modelar nossas ações segundo a Palavra e a vontade de Deus.

    Embora a fé que o homem tem em Deus se manifeste em seu relacionamento com os homens, ela é um assunto entre o homem e Deus somente. Quando alguém usa a religião para impressionar os homens, Deus repudia esse gesto como provedor de qualquer base para sua aprovação. As multidões se congregam nas igrejas, não movidas por um coração de amore devoção a Deus, nem porque reconheçam um senso de obrigação de reunir-se com o povo de Deus em torno de sua Palavra para comungar com o Pai. Reúnem-se para manter uma imagem, uma reputação perante os homens. Praticam formas vazias de adoração, destituídas de realidade. Estão ali para impressionar os homens, e o Senhor disse que conseguem o que desejam. Recebem galardão, mas não de Deus.

    Os fariseus, em geral, não tinham a mínima idéia da oração em secreto. Era-lhes totalmente estranha. Consideravam-na um desperdício de tempo porque, se entrassem num quarto, fechassem a porta e orassem, a quem impressionariam? Por isso nosso Senhor instruiu os discípulos sobre o padrão de piedade na oração. Após mencionar a oração pública dosfariseus, ele disse: “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto [teu lugar secreto], e, fechada a porta [de modo que nenhum olho veja o que tu fazes a sós com Deus], orarás a teu Pai que está em secreto; e teu Pai que vê em secreto, te recompensará” (v. 6).

    O Senhor procurou impressionar seus ouvintes com a verdade de que a oração é, em essência, uma comunicação particular entre um filho e o Pai. Duas pessoas que se amam precisam de privacidade para comunicar-se adequadamente. Em público há pouca possibilidade de verdadeira comunicação. Muita coisa se pode comunicar em momentos de intimidade. No burburinho da vida é impossível a comunicação com o Pai, a menos que haja momentos a sós com ele. Por isso o Senhor disse que se a pessoa deseja comunicar-se com o Pai é preciso entrar no quarto e fechar a porta. Um olho curioso pode estragar a comunicação. Tão logo percebamos alguém a observar-nos, lá se vai a comunicação íntima, e nos preocupamos com o observador e não com o Pai, com quem falamos. Portanto, os fariseus não podiam comunicar-se com o Pai quando reuniam um auditório para ouvi-los a orar.

    Muitos podem tornar-se em um só quando os corações se unem em sujeição a Deus e se juntam em adoração. Se, porém, alguns não se unem, então a oração está prejudicada. A razão é que se precisa dar séria atenção à oração em público para que não conversemos uns com os outros em vez de fazê-lo com Deus.

    Os homens tinham não só o padrão estabelecido pelos fariseus que acreditavam na oração em público, mas também o padrão fixado pelos devotos dos deuses pagãos; para eles, a eficácia da oração dependia da repetição. Os pagãos pensavam que seus deuses estavam banqueteando e tinham de ser induzidos a deixar a mesa do banquete; ou estavam ocupados na busca do prazer e não tinham tempo para ouvir os que oravam a eles; ou estavam dormindo e tinham de ser despertados. Pensavam, pois, que deviam repetir e repetir suas orações porque nalgum momento, quando seus deuses não estivessem comendo, bebendo, divertindo-se ou dormindo, poderiam ouvir. Os pagãos nunca sabiam quando seus deuses ouviriam os seus clamores.

    No entender de alguns, Deus estava preocupado com seus próprios problemas e não tinha tempo para seus filhos; portanto, era melhor que orassem repetitivamente, porque em algum momento inesperado, podiam atrair a atenção divina. O Senhor disse: “E, orando, não useis de vãs [vazias] repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos” (v. 7).

    A falácia do conceito gentio de Deus é tão evidente que Jesus disse: “Não vos assemelheis, pois, a eles; porque Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais” (v. 8).

    Um pai fiel pressente as necessidades dos filhos. Um pai experiente não precisa ser informado da necessidade do filho porque ele a previu. A oração não se destina a informar a Deus de nossas necessidades; como Pai fiel, ele as conhece. A oração é para dizer a Deus que nós conhecemos nossa necessidade, e que confiamos nele para a devida providência. Uma vez que Deus já conhece a necessidade de seus filhos e está disposto a supri-la, não é preciso informá-lo pela repetição interminável. A oração não precisa ser pública, porque a comunicação se faz em secreto. Não há necessidade de repetições, porque Deus já sabe.

    Então, depois que Jesus criticou as falsas práticas dos fariseus, passou (vv. 9-13) a dar-nos um modelo de oração, embora não destinada a ser repetitória.

    Nosso Senhor mostrou aos discípulos as áreas da vida que devem ser objeto de oração. As palavras de nosso Senhor definiram cinco áreas de interesse de nosso Pai, com as quais devemos ocupar-nos.

    Primeiro, o crente está interessado na pessoa de Deus. “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado [santo, honrado, respeitado] seja o teu nome” (v. 9). Deus é nosso Pai. Ele é o soberano Criador (“que estás nos céus”). Ele é exaltado sobre todas as coisas. É um Pai cujo nome está acima de tudo, e sobre todos, perante quem seus filhos se curvam em reverência, respeito, amor e confiança (“santificado seja o teu nome”). Estamos ocupados, antes de tudo, com uma Pessoa.

    Segundo, devemos estar interessados no programa de Deus. “Venha o teu reino, faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu.” No Antigo Testamento Deus havia prometido a vinda do Senhor Jesus Cristo. Como Salvador e Rei, ele estabeleceria um reino na terra sobre o qual governaria. O programa de Deus concentrava-se numa Pessoa que ele pretendia entronizar de modo que governasse como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Tal era a esperança de Israel. O filho de Deus preocupa-se não tanto com seus próprios planos e desejos quanto com o definido plano de Deus de entronizar a Jesus Cristo. Toda a história até ao fim dos tempos encaminha-se para a entronização de Jesus Cristo, que se assentará no trono de Davi. O cristão preocupa-se não com suas próprias circunstâncias e necessidades, mas com aquilo que ocupa o coração de Deus: a exaltação de seu Filho.

    Terceiro, o filho de Deus está interessado na provisão de Deus para suas necessidades. “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje.” O filho confia no Pai dia a dia. Para manter-nos confiantes, Deus não enche nossa despensa e nosso “freezer” de modo que vamos a ele uma ou duas vezes por ano para reabastecer. “Dá-nos hoje o pão para hoje.” Nossas necessidades podem variar de um dia para o outro. Podemos ter necessidades físicas, mentais, emocionais ou espirituais. A graça de Deus prove quando confiamos, mas apenas um dia por vez. Por isso, o filho de Deus, em sua comunicação com o Pai, está interessado nas necessidades do dia.

    Quarto, o filho de Deus preocupa-se com a pureza pessoal: “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores.” Uma vez que Deus proporcionou o perdão para o filho pecador, esse filho beneficia-se do perdão para os pecados diários.  Se perdoamos aos que nos ofendem, quanto mais não perdoará Deus aos filhos que buscam seu perdão? O filho de Deus está interessado na santidade pessoal.

    Quinto, o cristão está interessado na proteção de Deus. “Não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal.” Segundo promessa do Antigo Testamento, Deus ordenaria a seus anjos que nos sustentassem em suas mãos para não tropeçarmos nalguma pedra. Os olhos de Deus estão sobre nós e nos protegem enquanto andamos neste mundo e nos tornamos coerdeiros com Cristo. Confiamos em que ele nos guarde de cair em pecado quando assediados pela tentação, e que nos livre quando atacados pelo maligno.

    Essas são questões com as quais o filho de Deus deve ocupar-se. Um indivíduo em cuja vida a oração não desempenha papel importante está em desarmonia com o coração de Deus. Pois, como Pai, ele deseja o amor dos filhos; se o amor não é comunicado, o coração daquele que ama não fica satisfeito. Oração é comunicação entre o filho e o Pai concernente à pessoa de Deus, ao programa de Deus, à provisão de Deus, à proteção de Deus, e à nossa pureza. Que Deus faça de nós pessoas que aprendam a orar.

     

  • Lição 1 – Aprendendo os segredos da multiplicação com Jesus

    OS CINCO SEGREDOS DA MULTIPLICAÇÃO

     João 6:1-13
    1   Depois disso,  partiu Jesus para o outro lado do mar da Galiléia, que é o de Tiberíades.
    2  E  grande multidão o seguia, porque via os sinais que operava sobre os enfermos.
    1        E  Jesus subiu ao monte e assentou-se ali com os seus discípulos.
    2        E  a Páscoa, a festa dos judeus, estava próxima.
    3        Então, Jesus, levantando os olhos e vendo que uma grande multidão vinha ter com ele,  disse a Filipe:   Onde compraremos pão,  para estes comerem ?
    4        Mas dizia isso para o experimentar;  porque ele bem sabia o que havia de fazer.
    5        Filipe respondeu-lhe:   Duzentos dinheiros de pão não lhes bastarão,  para que cada um deles tome um pouco.
    6        E, um dos seus discípulos,  André, irmão de Simão Pedro,  disse-lhe:
    7        Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos,  mas que é isso para tantos?
    8        E disse Jesus:   Mandai assentar os homens.    E havia muita relva naquele lugar.   Assentaram-se, pois, os homens em número de quase cinco mil.
    9        E Jesus tomou os pães e, havendo dado graças, repartiu-os pelos discípulos,  pelos que estavam assentados;  e igualmente também os peixes;   quanto eles queriam.
    10    E,  quando estavam saciados, disse aos seus discípulos:   Recolhei os pedaços que sobejaram, para que nada se perca.
    11   Recolheram-nos, pois, e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobejaram aos que haviam comido.
    Palavra Introdutória:
    A Mensagem de hoje tem por objetivo, não apenas alimentar a nossa  fé no Senhor que supre todas as nossas necessidades, mas,  mostrar algumas verdades que Jesus nos ensina a respeito da provisão que vem dele, como prova de seu cuidado para conosco. (Sl 23:1) (1 Pe 5:7) (Hb 13:5)
    Deste portentoso milagre da multiplicação dos cinco pães e dois peixes, vamos aprender com Jesus, sobre alguns segredos da multiplicação;  que em sendo observados, trarão sobre nós, ricas bençãos sem par.
    1.     O SEGREDO DE SEMEAR EM TEMPOS DIFÍCEIS
    1.1            Uma multidão muito grande seguia Jesus;  e o texto explica o porque:  (Jo 6:2)  E grande multidão o seguia, porque via os sinais que operava sobre os enfermos.
    Eram pessoas oriundas de todas as partes de Israel.   O Evangelista Marcos, destaca que no seu ministério terreno, que de todas as partes vinham ter com Ele  (Mc 1:45).
    Bendita receita que Jesus nos ensina: Milagres e prodigios para traze-los ao Evangelho.  Busquemos de Deus seus sinais e maravilhas (Hb 2:4).   Na história da Igreja através dos tempos,  os milagres atraiam as multidões e estas eram salvas pela pregação do Evangelho, que é poder de Deus para s Salvação (Rm 1:16).
    É lamentável hoje, vermos no cenário evangélico a triste realidade, de termos uma grande multidão que enche muitos templos, que foram atraídas por mensagens pragmáticas e  pelo entretenimento, e não por sinais e maravilhas que devem seguir a Igreja (Mc 16:15-20).
    1.2             O Evangelista Mateus nos informa que o lugar era deserto e a hora avançada  (Mt 14:15)
    Aquela gente estava em um lugar sem recursos (deserto), e a escuridão da noite campeava.  Momento dificilimo para socorrer toda aquela gente cansada e faminta. Pois no deserto não existem mercados, feiras ou panifícios.
    Em meio aquela momentanea crise, alguém se apresenta para semear: Um menino com cinco pães e dois peixes (Jo 6:9)
    Semear em tempos prosperidade, quando tudo corre às mil maravilhas é fácil.   O difícil e o extraordinário, é semearmos no Reino de Deus, quando nos faltam recursos.  Quando é tempo de carestia e escassez.  Quando todas as portas se fecham.   Creio que a semeadura mais significativa para Deus é aquela nos tempos de crise (2 Co 8:1-5)
    1.3            A viúva de Sarepta  nos ensina preciosas verdades – 1 Rs 17:8-16
    Primeiro:   Por maior que seja a crise sempre temos algo a ofertar.  Aquela mulher chegou nos limites da extrema pobreza,  mas ela tinha água (1 Rs 17:10) e um pouco de farinha e azeite (1 Rs 17:11)
    Segundo:    Esta mulher foi ricamente abençoada, porque  priorizou a Deus ao obedecer a Palavra na boca do profeta Elias.  Há quem diga, que Elias tenha sido atrevido em suas palavras, ao ordenar que ela fizesse primeiro um bolo para ele. Mas, era Deus falando através dele  (1 Rs 17:11-13)  (Mt 6:33) (Cl 1:18)
    Terceiro:   Aquela viúva nos ensina que a nossa oferta pode ser de vida ou oferta de morte.   Notemos que primeiramente ela confessa ao profeta, que iria fazer aquele último bolo e esperaria a morte.     De fato, se ela tivesse retido aquela oferta, isto é comido a semente;  sem dúvida morrreria com seu filhinho (1 Rs 17:12).   Quantos crentes, que estão comendo a semente; e em decorrencia, nada teem para colher,  vindo sobre eles pobreza e morte.
    Mas, aquela viúva não reteve e não comeu a semente;  mas semeou com fé no Reino.   Sua oferta foi de vida e não de morte,  pois a partir de sua atitude de fé em Deus,  a farinha da panela não se acabou, nem o azeite da botija faltou (1 Rs 17:14-16) (Lc 6:38)
    2.     O SEGREDO DA FÉ INCONDICIONAL NO SENHOR
    2.1   Vendo a multidão faminta, o Senhor Jesus faz uma pergunta extremamente interessante a  Felipe:  “Onde compraremos pão, para estes comerem ?  (Jo 6:5)   Quando nós fazemos uma pergunta, é porque estamos querendo aprender.     Mas, com o Senhor é completamente diferente;  todas as vezes que o Senhor faz uma pergunta é para nos ensinar uma grande lição:     Quando pergunta para Adão – Onde estás ? (Gn 3:8) (Pergunta para ensinar-lhe sobre sua posição de culpabilidade e pecado que se encontrava).     Quando pergunta para Elias – Que fazes aqui Elias ? (1 Rs 19:13)(Pergunta para ensinar-lhe que fora da clausura da caverna, havia muito trabalho a fazer para Deus  1 Rs 19:13-16).
    Quando pergunta em Lucas 18:8   “Quando vier o Filho do Homem, porventura achará fé na terra ?”- Jesus ao perguntar, profetizou que os dias que antecederão sua Vinda, serão dias de uma grande crise de fé em toda Terra.
    A pergunta feita a Felipe, traz em seu bojo, um desafio ‘a fé de Felipe e dos demais discípulos.   Em outras palavras, Jesus estava confrontando a fé de Felipe, para este crer no Deus que ali estava, pronto para prover a multidão.
    Se desejamos ver em nossa vida, o milagre da provisão e da multiplicação, precisamos crer inteiramente no Senhor (Hb 11:6)
    2.2    O SEGREDO DA ENTREGA
    Primeiro:  Consideremos a entrega do que somos.   Notai que o evangelista João, ao descrever o milagre, fala primeiro que um rapaz se apresenta:  “Está aqui um rapaz”,   para depois falar do que ele tem: cinco pães de cevada e dois peixinhos.   Como o Senhor multiplicará o que temos, se não nos damos primeiramente a Ele?   Quantos oram para que suas finanças sejam ricamente abençoadas,  seu trabalho e sua empresa prosperem,  seu pão de cada dia seja multiplicado;   no entanto, nunca se entregaram de corpo e alma ao Senhor.    Lindo é o exemplo dos crentes da Macedonia descrito por Paulo:  “Também,  irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus dada ‘as igrejas da Macedonia.   Como em muita prova de tribulação, houve abundancia de seu gozo,  e como a sua profunda pobreza, abundou em riquezas da sua generosidade.     Porque, segundo o seu poder  (o que eu mesmo testifico),  e ainda acima do seu poder,  deram voluntariamente.
    Pedindo-nos com muitos rogos a graça e a comunicação deste serviço,  que se fazia para com os santos.
    E não somente isto fizeram como nós esperávamos,  mas a si mesmos se deram primeiramente ao Senhor,  e depois a nós, pela Vontade de Deus.  (2 Co 8:1-5)
    Segundo:  Consideremos a entrega do que temos
    Depois de nos entregarmos ao Senhor,  poderemos sem sombra de dúvida,  ver  a multiplicação do que temos.
    Qual a oferta que Deus recebe, senão, aquela oferta que traduz a entrega primeira de todo ser a Deus.    Como Abel e sua oferta .   O ofertante se fundiu ‘a sua oferta,   seu coração, sua vida e sua adoração ali estavam na oferta. Para este tipo de oferta, Deus sempre atentará.    “E Abel também trouxe dos primogenitos das suas ovelhas, e da sua gordura.   E atentou o Senhor para Abel e sua oferta.” (Gn 4:4)
    3.     O SEGREDO DA LIBERALIDADE
    3.1  Vemos naquele rapazinho, a vitória da generosidade sobre a avareza.
    Queridos irmãos,  diante da multidão faminta, aquele jovem que trazia o seu pequeno lanche;   poderia ter-se omitido, poderia ter ocultado sua provisão, poderia ter se retirado sutilmente a um lugar ‘a parte, e sem ninguém notar para comer  sua saborosa merenda.    No entanto, ele assim não procede;  pois não era avarento, nem tinha um coração egoísta.   Aquele jovem, diante do quadro de profunda necessidade, se apresenta com o que tem. Que lindo!  Ele deve ter pensado: “Como posso eu comer, se esta gente está com fome?    Vou entregar ao Senhor o que tenho…
    3.2    Algumas Bençãos preciosas da Liberalidade:
    a)    Vida abençoada – Sl 112:1-9
    b)    Provisão abundante – Pv 3:9-10
    c)     Janelas dos Céus abertas – Ml 3:10
    d)   Multiplicação do que temos – 1 Rs 17:8-16
    4.     O SEGREDO DA GRATIDÃO
    4.1   É digno de nota, que o milagre da multiplicação é precedido por  uma atitude de gratidão.   “E Jesus tomou os pães e,  havendo dado graças…”  (Jo 6:11).
    Crentes ingratos passam pela vida, sem verem o poder multiplicador da benção de Deus.   Mas, o agradecido, vivencia a cada partir do pão, o milagre da multiplicação. (1 Ts 5:18)(Cl 3:17)
    4.2    É interessante como Deus trabalha na vida de quem é a Ele agradecido.   Quando agradecemos as bençãos recebidas (Sl 103:1,2), estamos preparando o caminho para mais bençãos.                      Deus ve o coração agradecido, como o solo mais fértil para seus gloriosos investimentos.
    Deus trabalha assim:   A gente agradece e recebe.  Recebe e agradece;  e porque agradece, continua recebendo.  Bendito ciclo.     Queridos irmãos, não interrompamos este divino processo em nossas vidas,  mas sejamos a Ele agradecidos sempre.
    No milagre que Jesus operou purificando dez leprosos de uma só vez.  Jesus não desejava apenas curá-los fisicamente, mas também salvar suas preciosas almas.   Nove receberam apenas a cura para seus corpos; mas, um que tinha o coração cheio de gratidão, voltou para render-lhe graças.  Este foi duplamente abençoado:  Foi curado da lepra completamente e foi salvo pelo poder de Deus (Lc 17:11-19).   Voltemos sempre ao Senhor para agradecer-lhe.   Não tenha dúvidas, que ao voltarmos a Ele, mais bençãos receberemos.
    5.     O SEGREDO DA PARTILHA
    5.1   “E Jesus tomou os pães e, havendo dado graças, repartiu pelos discípulos,  e os discípulos pelos que estavam assentados;   e igualmente também os peixes,  quanto eles queriam.”(Jo 6:11)
    O Milagre da  multiplicação não se deu em um só nomento em que Jesus partiu os pães e os peixes.  Porque se assim fosse;  imediatamente se teria uma verdadeira montanha de pães e peixes multiplicados.   Mas,  o milagre da multiplicação se deu cada vez que ocorria a partilha.
    Primeiro:    Multiplicou na mão de Jesus ao repartir e dar aos discípulos.
    Segundo:   Multiplicou na mão dos discípulos ao repartirem com os chefes de cada família.
    Terceiro:  O milagre da multiplicação não parava, enquanto iam repartindo:  De pai para mãe,  de mãe para filhos,  de irmão para irmão,  de vizinho para vizinho, de amigo para amigo.
    5.2    Não existirá o milagre da multiplicação em nossas finanças, em nosso pão, em nossa casa,  até que sejamos liberais no repartir o que temos.   Neste glorioso milagre, Jesus está nos alertando, que se não houver partilha,  jamais haverá multiplicação.
    Ec  11:1,2     “Lança o teu pão sobre as águas,  porque depois de muitos dias o acharás.     Reparte com sete, e ainda até com oito,   porque não sabes que mal haverá sobre a terra.”
    Lc  6:38      “Dai, e ser-vos-á dado;  boa medida,  recalcada,  sacudida e transbordando vos deitarão no vosso regaço; porque com a medida com que medirdes também vos medirão de novo.”
    2 Co 9:6-10     “E digo isto:  Que o que semeia pouco,  pouco também ceifará,   e o que semeia em abundancia,  em abundancia também ceifará.    Cada um contribua segundo propos no seu coração;  não com tristeza,  ou por necessidade;  porque Deus ama ao que dá com alegria.     E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, afim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiencia, abundeis em toda a boa obra.   Conforme está escrito:   Espalhou ,  deu aos pobres;   a sua justiça permanece para sempre.      Ora,  Aquele que dá semente ao que semeia, e pão para comer,  também multiplicará a vossa sementeira, e aumentará os frutos da vossa justiça.”
    Pastor Marcos Antonio
  • Lição 13 – Revista Central Gospel – Neemias o Restaurador

    O inverno estava chegando em 445 a.C., e Neemias estava na cidadela em Susã, a sede do governo persa. Uma geração antes, no mesmo lugar, Ester e Mordecai conseguiram salvar os judeus da matança tramada por Hamã. Neemias estava entre os judeus que ainda moravam fora do seu país, mesmo 90 anos depois da volta de Zorobabel para reconstruir o templo e povoar novamente a cidade de Jerusalém. Neemias foi copeiro do rei, uma pessoa respeitada pelo homem mais poderoso do mundo.

    Hanani fez a viagem de 1.600 quilômetros de Jerusalém a Susã para visitar seu irmão, Neemias. As notícias que ele levou entristeceram Neemias. Hanani disse que o povo de Jerusalém encontrava-se numa situação precária e insegura, sujeito às agressões dos povos que controlavam as regiões adjacentes à cidade.

    Neemias, extremamente preocupado com o bem-estar dos seus parentes e compatriotas, chorou, jejuou e orou ao Senhor. Ele baseou suas petições nas grandes promessas de Deus, certo da fidelidade de Deus em cumprir a sua palavra. Pediu que Deus estivesse com ele diante do rei da Pérsia.

    Lição: Devemos buscar a vontade de Deus e o bem de seu povo.

    Quatro meses depois, já no início da primavera, Neemias teve sua oportunidade de agir. O rei Artaxerxes percebeu a tristeza de seu copeiro, e perguntou o motivo. Neemias explicou a sua preocupação com o povo em Jerusalém. Quando o rei ofereceu ajuda, Neemias orou a Deus e fez seus pedidos ao rei: Œ Licença para ir a Jerusalém para reedificar a cidade,  Cartas para assegurar sua passagem pelas províncias no caminho, e Ž Autorização para o uso de madeiras da floresta na construção. Pela bondade de Deus, o rei deu tudo que Neemias pediu, e este partiu para Jerusalém.

    Lição: É importante orar e planejar antes de agir.

    A Vistoria da Obra (2:11-16)

    Neemias chegou em Jerusalém sem fanfarra, e esperou três dias antes de começar o seu trabalho. Ele saiu de noite, levando poucos homens, sem anunciar o seu propósito. Naquela noite, Neemias percorreu a cidade de Jerusalém, fazendo vistoria das muralhas. Antes de dar alguma orientação ao povo, ele precisava entender a situação.

    Lição: Devemos entender os problemas antes de propôr as soluções.

    O Apelo ao Povo (2:17-18)

    Depois de terminar sua vistoria, Neemias falou com o povo e fez seus apelos. Ele falou sobre Œ O problema – a miséria do povo,  A necessidade de agir para resolver o problema, e Ž A dependência em Deus para alcançar a solução.

    Lição: Para resolver qualquer problema espiritual, precisamos considerar as mesmas três coisas;

    A Resposta dos Judeus (2:18)

     

    Neemias não pretendeu fazer a obra sozinho. Precisou da cooperação do povo para edificar as muralhas. Os judeus se mostraram dispostos e começaram os seus preparativos para o trabalho de construção.

    Lição: O trabalho bem-sucedido no reino de Deus depende da nossa disposição e cooperação.

    A Oposição (2:10,19-20)

    Ao longo do relato da construção, há referências à oposição dos povos vizinhos. Eles não queriam deixar Jerusalém ficar forte e próspera, e fizeram tudo que foi possível para intimidar o povo e impedir a obra. Neemias não cedeu à pressão dos adversários. Ele confiou em Deus, e recusou dar ouvidos aos adversários. Eles até sugeriram que o trabalho fosse ilegal, procurando provocar medo de problemas com o governo, mas Neemias não cedeu. Deus estava com ele, e as ameaças dos adversários não impediriam o trabalho do Senhor (6:9). Em outras épocas da história bíblica, os servos do Senhor enfrentaram perseguições severas, até levando à morte de vários discípulos. Mas confiaram no Senhor e prosseguiam na obra, apesar das ameaças reais dos inimigos. “Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida” (Apocalipse 12:11).

    Lição: Deus é mais forte do que todos os seus adversários. Se confiarmos nele, teremos bom êxito no trabalho.

    A Cooperação Prática na Obra (3:1-32)

    O capítulo três de Neemias, na minha opinião, é o mais bonito do livro. A primeira vista, pode não perceber a beleza dele, pois contém uma lista de nomes e detalhes geográficos. Mas estes nomes e referências a lugares mostram como cada família e cada pessoa contribuíram à obra de construção. Uma família assumiu a responsabilidade de edificar um trecho do muro, enquanto outra ergueu o próximo. Do sumo sacerdote e maiorais do povo aos residentes comuns de Jerusalém e de outras cidades judaicas, o povo pôs a mão à massa e trabalhou dia e noite. Neemias comentou sobre este espírito de cooperação: “Assim, edificamos o muro… porque o povo tinha ânimo para trabalhar” (4:6). Quantas vezes falhamos em nosso trabalho diante do Senhor por motivo de desânimo? O dever precisa vencer o desânimo!

    Lição: Devemos ser servos humildes – todos nós – dispostos e ativos no trabalho de Deus.

    A Proteção Divina e a Responsabilidade Humana (4:1-23)

    Devido à disposição do povo para trabalhar, as muralhas chegaram à metade de sua altura, e começaram a fechar as brechas. Neemias ouviu que os inimigos se preparavam para atacar a cidade. A reação dele mostra uma atitude excelente de fé e responsabilidade: “Porém nós oramos ao nosso Deus e, como proteção, pusemos guarda contra eles, de dia e de noite” (4:9). Quando enfrentamos desafios na vida, não devemos ficar de braços cruzados. Devemos fazer o que podemos, dentro dos papéis definidos pelo Senhor, para resolver os problemas. Por outro lado, seria tolice achar que todas as soluções se encontram em nossas mãos. Devemos, como Neemias, orar ao Senhor e confiar nele para cuidar das coisas que são maiores do que nós.

    Lição: O servo de Deus vive pela fé e ora sem cessar, mas não foge da responsabilidade de cumprir os seus deveres.

    A Luta pela Família (4:12-14)

    Quando Neemias organizou os trabalhadores para se defenderem contra os adversários, ele chamou todos a pelejarem pelas próprias famílias (4:14). O desejo de salvar as próprias famílias motivou os judeus a trabalharem e vigiarem constantemente. Deve ter o mesmo efeito em nossas vidas. Mas as ameaças maiores hoje são os ataques espirituais que o Adversário faz constantemente, bombardeando as nossas famílias com tentações que ameaçam nos levar à perdição.

    Lição: Pelejemos pela família!

    A Obra Terminada (6:15-16)

    Depois de duas gerações de empecilhos e desculpas, Neemias e o povo se dispuseram a trabalhar e realizaram a obra em apenas 52 dias! Quantas vezes procrastinamos e imaginamos muitos motivos para não fazer o nosso dever, quando o trabalho em si poderia ser realizado em pouco tempo?

    Lição: Deixemos de lado as nossas desculpas. Mãos ao trabalho!

    Neemias e o povo de Judá aceitaram o desafio e realizaram uma obra importante na construção dos muros de Jerusalém. Aprendemos muitas lições importantes do bom exemplo deles.

     

    –por Dennis Allan

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  • Unidade – Um Projeto Divino

    Unidade um Projeto Divino

    Texto Biblico – Efésios 1. 1-8

    Texto Áureo

    “Até que todos cheguemos a unidade de fé” – Efésios 4.13ª

    Introdução

    Nesta lição de hoje estudaremos os planos de Deus para unidade que tem por finalidade; De tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra; Efésios 1:10.

    1.1 – A Unidade de Propósito

    Nenhuns dos projetos de Deus são falhos ou ineficientes, contemplamos que tudo o que Deus fez, faz e continua a fazer é perfeito e seque uma harmonia sem igual, nada fora de equilíbrio e com princípios estabelecidos pela sua própria lei.

    Basta olhar para a narração da criação em Genesis 1:31a – E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom;

    No céu há uma unidade perfeita  Pai, Filho e Espírito Santo e os santos anjos que receberam esse adjetivo após não caírem nas artimanhas de Lúcifer e permaneceram fieis a Deus.

    Na criação os três participaram em perfeita comunhão, O Pai ordenando através de Sua Palavra (Jesus) e o Espírito Santo (poder de Deus) agindo.  E os anjos como agentes divinos executando seus mandatos numa unidade perfeita.

    Um erro muito comum

    Por anos, muitos cristãos têm vivido sem conhecer qual é o propósito (objetivo) de Deus para com suas vidas. Muitos têm crido, equivocadamente, que nossa meta como cristãos é chegar aos céus. Baseiam-se para isso em textos como os de I Timóteo 2:3-4; II Pedro 3:9 e ainda João 3:16. Vendo a Bíblia com um enfoque humanista, (isto é, o homem no centro), concluem que o propósito de Deus é a salvação dos homens. Tudo gira em torno do homem e de suas necessidades.

    Tudo isso é uma grande contradição. É claro que Deus quer salvar os homens, mas isto foi necessário por causa da queda. Entretanto, necessitamos conhecer a primeira intenção de Deus, o propósito que Ele tinha em seu coração quando fez o homem, pois seu propósito é imutável. DEUS NÃO MUDOU DE PROPÓSITO POR CAUSA DA QUEDA.

    1.2 – Senhor de uma Grande Família

    Efésios 1 5-10 – Versão NVI  – Em amor nos predestinou para sermos adotados como filhos por meio de Jesus Cristo, conforme o bom propósito da sua vontade, para o louvor da sua gloriosa graça, a qual nos deu gratuitamente no Amado.
    Nele temos a redenção por meio de seu sangue, o perdão dos pecados, de acordo com as riquezas da graça de Deus, a qual ele derramou sobre nós com toda a sabedoria e entendimento. E nos revelou o mistério da sua vontade, de acordo com o seu bom propósito que ele estabeleceu em Cristo, isto é, de fazer convergir em Cristo todas as coisas, celestiais ou terrenas, na dispensação da plenitude dos tempos.

    A vontade absoluta de Deus é que toda a sua criação seja uma grande família no sentido mais amplo e pleno da palavra família.

      a) A intenção de Deus ao criar o homem era de ter uma grande família de muitos filhos à sua própria imagem, e encher a terra com uma família que expressasse a sua glória e autoridade (Gênesis 1:27-28).

    b) Como Adão tinha sido criado à imagem de Deus, e cada ser se reproduzia segundo a sua própria espécie, quando Adão e Eva se multiplicassem, reproduziriam filhos a imagem de Deus.

     

    O Pecado

    O diabo sabendo dos planos de Deus quis estragar e contrariar a vontade de Deus e fez no Éden a primeira secção espírita onde um espírito demoníaco incorporou num animal na serpente e fez o plano de Deus correr perigo. Daí toda a criação de Deus se tornou alvo do juízo de Deus. O homem foi expulso da presença de Deus e sem comunhão com Ele morte eterna.


    Redenção

    Deus não mudou nem muda a Sua vontade esta permanece para sempre, então através de cristo ele restaura e dá procedimento ao seu designo eterno, através de seu Filho Jesus Cristo de Nazaré que nos resgata da condenação e passamos a ser filhos de Deus novamente em toda plenitude  e em unidade com Deus. Obra e propósito este que será consumado quando nos encontramos com Jesus.

    Portanto eu e você podemos nos alegrar no Senhor, pois ele nos resgatou com mão forte para que fossemos todos uma grande família.

    1.3 – O Exemplo negativo de Babel

    Após a queda a ordem imperativa e absoluta de Deus foi que os homens crescessem se multiplicassem e enchessem a terra. Porem o homem pecador já demonstra querer frustrar os planos de Deus como se fosse isto possível.

    Então eles dizem um para o outro, vamos ficar aqui juntos, não vamos nos espalhar, vamos criar o nosso reino e vamos mostrar nossa grandiosidade construindo algo tão imenso que cheque até o céu.

    Arqueólogos dizem que a torre foi uma espécie de Zigurate que é  uma forma de templo, criada pelos sumérios e comum para os babilônios e assírios, pertinente à época do antigo vale da Mesopotâmia e construído na forma de pirâmides terraplanadas. O formato era o de vários andares construídos um sobre o outro, com o diferencial de cada andar possuir área menor que a plataforma inferior sobre a qual foi construído — as plataformas poderiam ser retangulares, ovais ou quadradas, e seu número variava de dois a sete.

     

    Pintura em óleo de 1563

    O centro do zigurate era feito de tijolos queimados, muito mais resistentes, enquanto o exterior da construção mostrava adornos de tijolos cozidos ao Sol, mais fáceis de serem produzidos, porém menos resistentes. Os adornos normalmente eram envidraçados em cores diferentes, possivelmente contendo significação cosmológica. O acesso ao templo, situado no topo do zigurate, se fazia por uma série de rampas construídas no flanco da construção ou por uma rampa espiralada que se estendia desde a base até o cume do edifício. Os exemplos mais antigos de zigurates datam do final do terceiro milênio a.C., enquanto os mais recentes, do século VI a.C., e alguns dos exemplos mais notáveis dessas estruturas incluem as ruínas na cidade de Ur e de Khorsabad na Mesopotâmia.

    E sempre o homem tem tentado construir a sua vida sem Deus seguindo os seus próprios caminhos e agindo sobre influencia do inimigo. Constrói grandes construções para engrandecer seu próprio eu, faz caridades para se afirmar como bom, produz varias cosmovisões, uma que eles amam é o humanismo.

    Humanismo é a filosofia moral que coloca os humanos como principais, numa escala de importância. É uma perspectiva comum a uma grande variedade de posturas éticas que atribuem a maior importância à dignidade, aspirações e capacidades humanas, particularmente a racionalidade.

    E hoje a Babel dos homens continua a ser construída e profeticamente como as profecias predizem o mundo chegara a uma unidade contra Deus através do Anti-Cristo e seus aliados, já podemos observar uma só moeda, um só banco, um só mercado, uma só língua, um só exercito e por ai vai, não há mais fronteiras entre países.

     

     

    Prédio parlamento da União Européia simples coincidência

     

     

    Interior do Parlamento

     

     

    Cartaz que diz “Europa muitas línguas uma só voz”

     

    Mais isto de nada adianta o propósito é divino e que se cumpriram em nós.

    2- A presença de Deus entre os homens

    Deus estabeleceu algumas instituições, que nos servem de modelo de unidade, que nos ensinam a viver em unidade, e é claro que nós poucas vezes atentamos para tão grande importância dessas que podemos chamar de instituições que neste presente século correm risco e perigos diariamente.

    São elas: A família, a nação de Israel e a Igreja do Nosso Senhor Jesus Cristo.

    2.1 – A harmonia da Criação

     

    2.2 A unidade da Família

    A primeira instituição criada por Deus foi a família, portanto tem uma importância muito grande, estudos e a sabedoria nos mostram que se queremos viver numa sociedade melhor, devemos ter cuidado especial pela nossa família, pois ela é que é a célula que forma a sociedade, se tivermos famílias desajustadas logo teremos células doentes que conseqüentemente teremos uma sociedade doentia.

    E esse é o propósito do mal destruir a família, atacando a constantemente devemos nos esforçar o máximo para  manter a nossa família nos moldes  bíblicos.

    Porque vocês acham que ensinam que o casamento não é mais necessário que e possível formar famílias diferentes com pessoas do mesmo sexo.

    A crise financeira força a mãe largar a criação dos filhos e entregá-los muitas das vezes a pessoas libertinas que irão influenciar de maneira negativa no caráter da criança.

    O excesso de entretenimento, nos leva a ter menos tempo para o bom diálogo no lar e a educação de nossos filhos, passamos horas no computador, assistindo TV, ou na rua, na academia, ou jogando uma bola com os amigos.

    Modelos Familiares hoje variam de nuclear a Disneylândia

    Família Nuclear –  Formada por marido, esposa e filhos padrão totalmente nos padrões bíblicos.

    Família casulo: aquela que se fecha em si mesma. Ela se basta.

    Família Disneylândia: aquela que se reúne, principalmente com o grupo familiar maior, só em situações de festas.

    Família clube: aquela que busca nas relações familiares somente um local para relaxar. Os membros dessa família não se envolvem em nada, não se preocupam, por exemplo, em pagar as contas da casa.

    Família moderna: aquela onde há cooperação entre os membros. É o modelo de família que se encontra em maior número no Brasil atual.

    Família tradição: é o modelo em que a figura do pai ainda é a mais importante. O pai manda e os filhos obedecem.

    Família monoparental: chefiada por um dos cônjuge por razão de ausência do outro.

    Família extensa: modelo em que moram todos juntos, ligados por vínculos consangüíneos

    Família reconstituída: modelo em que têm-se por base uma nova união. Exemplo: Pai separado com filho casa-se com uma mulher que também já tem um filho.

    Família aberta: são famílias abertas a qualquer tipo de relacionamento. Exemplo: Pais que aprovam que a filha more com namorado em casa. Tudo depende do tipo de relacionamento existente entre os membros.

    Família invisível: aquela que fala que é mas não é. É o modelo de família de fachada. Nesse exemplo, não há relacionamento entre eles.

    Família fragmentada: Nesse modelo, o genitor mora com avó ou avô da criança, integrando numa mesma casa três gerações.

    Família parceira: tipo de família formada por vínculos afetivos em função de um empreendimento. Nesse modelo, não há vínculo consangüíneo.

    Cuide muito bem da sua família, exemplo de Moises e Zípora: “E aconteceu no caminho, numa estalagem, que o SENHOR o encontrou, e o quis matar. Então, Zípora tomou uma pedra aguda, e circuncidou o prepúcio de seu filho, lançou-o a seus pés e disse: Certamente me és um esposo sanguinário. E desviou-se dele. Então ela disse…” (Veja Êx 4.21-26).

    Nesta passagem Moisés se absteve de exercer seu papel, o de pai, a quem cabia a circuncisão do filho. Ao não faze-lo, ele sobrecarregou a esposa, que teve que pegar uma faca e fazer a necessária cirurgia. A omissão de Moisés fez dele um sanguinário, no sentido que obrigou sua esposa a ser sanguinária (a derramar sangue, tarefa exclusivamente masculina).

    A ameaça de Deus sobre Moisés visava despertar o jovem líder para sua tarefa em casa. A vida em família não pode ficar em segundo plano, nem mesmo em nome de Deus, que não quer este tipo de sacrifício. Como o serviço (excessivo) de Moisés era para Deus, Deus então deu um ultimato, como se dissesse: eu quero obediência, não sacrifício. Moisés entendeu.

    ESCALA DE VALORES PADRAO BIBLICO

    A ordem de prioridades correta é PRIMEIRO LUGAR MEU RELACIONALMENTO PESSOAL COM DEUS,

    Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de todas as tuas forças.

    EM SEGUNDO LUGAR MINHA FAMÍLIA,

    Mas, se alguém não cuida dos seus, e especialmente dos da sua família, tem negado a fé, e é pior que um incrédulo. (1 Timóteo 5.8 )

    É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, … que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a sua própria casa, como cuidará da igreja de Deus?) (1 Timóteo 3.2,4 e 5)

    EM TERCEIRO LUGAR MEU TRABALHO

    Porque, quando ainda convosco, vos ordenamos isto: Se alguém não quer trabalhar, também não coma. Pois, de fato, estamos informados de que entre vós há pessoas que andam desordenadamente, não trabalhando; antes se intrometem na vida alheia. A elas, porém, determinamos e exortamos, no Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando tranqüilamente, comam o seu próprio pão. (2 Tessalonicenses 3.10-12)

    E POR FIM  O  TRABALHO NA OBRA DO SENHOR.

    não abandonando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia. (Hebreus 10.25).

    2.3 – Israel e a unidade

    Deus demonstra através do seu relacionamento com o povo de Israel o seu propósito de ter um povo seu onde ele reina absoluto, mais infelizmente Israel não quis e preferiu ser igual as outras nações queriam um Rei humano, então Saul foi levantado, a história registra a tragédia que foi, depois Davi , Salomão reinos não totalmente perfeitos, com a morte de Salomão os Reinos perderam a unidade e se dividiram em Reino do Norte e Reino do Sul, ambos fracassam e levam o povo de Deus ao cativeiro e em seguida sobre o domínios dos outros países e reis até que o ultimo sobre o domínio dos Romanos, que acabaram por varrer Israel do Mapa.

    Mais Deus ainda não encerrou seus propósito para com Israel e profeticamente em 1948 o estado de Israel ressurge, e até hoje eles lutam para viver do  jeito sem  Deus e sem Jesus, mais há  promessa de Deus para vida deles.

    2.4 – A Igreja é Cristã quando nela há unidade

    A igreja do Senhor Jesus não pode ser mensurada, pois são todos os salvos em Cristo Jesus em torno do planeta, esse o projeto de Deus para toda a humanidade que não falha e não falhará, e importante separar a igreja A, B ou C, se nos olharmos para qualquer uma delas veremos em sua trajetória altos e baixos muito mais baixos do que altos, mais se abrimos nossa visão veremos que ela e que preserva o mundo e é aporta de salvação para toda a humanidade.

    Agora para que ela seja reconhecida como a verdadeira igreja de Cristo comprada e lavada pelo Seu Sangue, tem que haver união fraternal entre seus membros.

    Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; Um só Senhor, uma só fé, um só batismo; Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós. Efésios 4:4-6

    Um só corpo, fala de unidade dos membros que vivem em comunidade, são diferentes membros mais todos trabalham com o mesmo propósito o bem estar de todo o corpo.

    Movido por um só Espírito, move-se e age na vontade de Deus para os seus desígnios.

    Submissa a um só Senhor que se revela através da sua Eterna Palavra.

    Uma só fé, acreditam nas mesmas coisas e buscam os mesmo objetivos que é agradar ao Senhor.

    Um só batismo,da morte para vida, batismo de arrependimento para remissão dos pecados e se tornar uma nova criatura e poder morar no céu de gloria para todo sempre.

    3. A Vitória é certa em Cristo

    Se olharmos para as instituições criadas por homens seja ela qual for, em nenhuma delas encontrará a perfeita unidade, mais se Jesus está no centro ele produz a verdadeira unidade.

    3.1 Bençãos de Cristo

    Coisas maravilhosas acontecem quando a igreja está em unidade as bênçãos de Deus fluem da igreja para o mundo, impactando a todos pelo poder do evangelho.

    Vejamos o Salmo 133

    Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união.
    É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes. Como o orvalho de Hermom, e como o que desce sobre os montes de Sião, porque ali o SENHOR ordena a bênção e a vida para sempre.

    Aqui quero destacar três coisas que acontecem exclusivamente na IGREJA, quando nos reunimos.

    Unção, Benção e Vida para Sempre.

    3.2 Unidade da Igreja por meio de Jesus Cristo

    A unidade da igreja e a reconciliação com Deus e garantida através de Jesus.

    Na cruz com os braços estendidos de um lado Deus do outro a humanidade e Ele uni novamente, e restaura todas as coisas para todo sempre. Portanto vale a pena servir a Deus em unidade, Deus não criou a Igreja atoa por nada ela tem um propósito sublime de ser Deus agindo na Terra nos dias de hoje.Essa e a vontade de Deus e de Jesus confira na Oração Sacerdotal de Jesus.

    João 17- Jesus falou assim e, levantando seus olhos ao céu, disse: Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que também o teu Filho te glorifique a ti;Assim como lhe deste poder sobre toda a carne, para que dê a vida eterna a todos quantos lhe deste.E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer. E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse. Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste; eram teus, e tu mos deste, e guardaram a tua palavra. Agora já têm conhecido que tudo quanto me deste provém de ti; Porque lhes dei as palavras que tu me deste; e eles as receberam, e têm verdadeiramente conhecido que saí de ti, e creram que me enviaste. Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. E todas as minhas coisas são tuas, e as tuas coisas são minhas; e nisso sou glorificado. E eu já não estou mais no mundo, mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós. Estando eu com eles no mundo, guardava-os em teu nome. Tenho guardado aqueles que tu me deste, e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que a Escritura se cumprisse. Mas agora vou para ti, e digo isto no mundo, para que tenham a minha alegria completa em si mesmos. Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Não são do mundo, como eu do mundo não sou. Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. E por eles me santifico a mim mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade. E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim; Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um. Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim, e que os tens amado a eles como me tens amado a mim.Pai, aqueles que me deste quero que, onde eu estiver, também eles estejam comigo, para que vejam a minha glória que me deste; porque tu me amaste antes da fundação do mundo. Pai justo, o mundo não te conheceu; mas eu te conheci, e estes conheceram que tu me enviaste a mim. E eu lhes fiz conhecer o teu nome, e lho farei conhecer mais, para que o amor com que me tens amado esteja neles, e eu neles esteja.

     

     

     

     

     

     

     


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