Categoria: Apologética

  • Os Dinossauros na Bíblia?

    Os Dinossauros na Bíblia?

    Créditos: opesquisadorcristao.com.br

    Alguém me disse uma vez que a ciência é superior a tudo. Que tudo pode ser explicado por ela, e que ela deveria ser colocada no lugar de Deus e todos os homens deveriam se curvar perante a ciência.

    Este mesmo alguém mencionou varias supostas provas sobre a superioridade da ciência sobre a Bíblia Sagrada e uma destas supostas provas seria os enormes fosseis de Dinossauros e animais pré-históricos que remontam uma historia para o nosso planeta cuja Bíblia não menciona ou apoia.

    Nosso objetivo conforme mencionamos em algumas outras matérias é defender nossa fé. Mostrar que a Palavra de Deus é o único alicerce confiável, o único porto realmente seguro para firmarmos nosso coração e mente.

    Não desmerecendo é claro a ciência, pois até ela, queira o homem ou não, foi invenção de Deus.

    O fato de hoje estarmos encontrando fosseis de dinossauros e animais pré-históricos, que não são (segundo alguns acreditam) mencionados na Bíblia, não quer dizer que haja algum erro na palavra de Deus, mas sim que há uma necessidade de entendermos como é isso e o porquê disso.

    Um ateu ou critico da Bíblia logo elucidaria o caso sem mesmo procurar explicações para ele.

    É incrível como homens se esforçam tanto para provarem teorias até mesmo ridículas, mas quando se trata de entender a Palavra de Deus e coisas referentes a Ele preferem ficar ignorantes e não fazer nenhum esforço para encontrar a verdade.

    Para chegarmos a algumas conclusões sobre a existência de dinossauros e entendermos as evidencias encontradas no registro fóssil vamos primeiramente trabalhar com algumas hipóteses e questões que precisam ser avaliadas com cuidado.

    1º Se existiu um mundo pré-histórico a milhões de anos, então a Bíblia estaria mentindo quando afirma que a Terra teria apenas alguns milhares de anos?

    2º Se os dinossauros realmente existiram, por que a Bíblia não os menciona?

    3º Se dinossauros existiram então os relatos bíblicos sobre a criação dos animais e dos seres humanos, não passam de uma mentira?

    Como podemos ver, apenas nestes três pontos não há como consolidar as descobertas da existência de dinossauros com as narrativas bíblicas.

    Se aceitarmos a ideia de um mundo pré-histórico com criaturas gigantescas e um planeta totalmente jurássico como é comum vermos nas produções cinematográficas, então teremos que acreditar que a Bíblia não foi honesta conosco e que não passa de uma fabula, ou uma meia verdade. Teremos que abrir espaço para muitas outras teorias científicas propostas pelo homem. Fazendo isso, acabaremos por abandonar totalmente o conceito de que a Bíblia é a palavra de um Deus criador, que arquitetou e criou todo o universo e a vida como nos é exposta nas Escrituras.

    Mas, e se encontrássemos provas de que os dinossauros realmente existiram e que se encaixam perfeitamente com a visão bíblia e que não há nada na existência destas criaturas que venha a desmentir a Palavra de Deus?

    Para que isso aconteça teremos que trazer os dinossauros para tempos mais atuais da historia humana. Teremos que coloca-los vivos na época de Adão e Eva, nos tempos de Noé, Moisés, Davi e até quem sabe, em nossos dias.

    Mas seria isto é possível?

    É exatamente isto que este artigo espera provar. Que este grande enigma referente a historia dos dinossauros e a narrativa bíblica, na verdade não é tão grande assim.

    Os Dinossauros dentro da Bíblia.

    Por que a Bíblia não menciona a existência de Dinossauros?Dinossauros na biblia2

    E quem disse que a Bíblia não nos fala de Dinossauros? Em verdade existem varias referencias na Palavra de Deus que nos mostram a figura destes enormes e terríveis monstros.

    Devo porem lembrar que se alguém espera encontrar o termo “Dinossauros” na Bíblia, lamento dizer não ser isso possível, já que somente em 1841, Richard Owen utilizou a palavra dinossauro referida a um réptil gigante.

    A Bíblia não poderia mencionar em suas páginas uma palavra que seria inventada centenas de anos após sua formação final. Ou pelo menos neste caso não menciona esta palavra.

    Na Bíblia sagrada existem algumas palavras e referencias usadas para nos descreverem os Dinossauros. São elas:

    A primeira referência a estes seres é Gên. 1:21 “Deus criou as grandes baleias”. A palavra hebraica para baleias é TANNIYM, que significa «monstro». Esta palavra surge mais de 20 vezes em toda a Bíblia.

    Outra passagem relativa a dinossauros é Isaías 27:1. Fala de um tipo de dragão marinho denominado de Leviatã (veja Salmo 74:14; 104:26), e está descrito pelo próprio Deus em Jo 41:1-34.

    “Naquele dia o Senhor castigará com a sua dura espada, grande e forte, o Leviatã, a serpente veloz, e o Leviatã, a serpente tortuosa, e matará o dragão que está no mar” (Isaías 27:1)

    “Fizeste em pedaços as cabeças do leviatã, e o deste por mantimento aos habitantes do deserto” (Salmo 74:14)

    “Tal é este vasto e espaçoso mar onde se movem seres inumeráveis, animais pequenos e grandes. Ali passam os navios; e o leviatã para nele folgar” (Salmo 104:25,26)

    A grande serpente chamada pela Bíblia de LEVIATÃ é apresentada como um animal de grande porte chegando a ser comparado com um navio.

    Em algumas versões das Escrituras traduzidas para nossa língua o Leviatã aparece com o nome de crocodilo. Alguns se valem desta errônea tradução para afirmar que ele não é uma criatura monstruosa e semelhante a um dragão.

    Porem vamos analisar alguns dos versículos que nos falam deste animal e vejamos se é possível compara-lo com um simples crocodilo:

    Põe a tua mão sobre ele, lembra-te da peleja, e nunca mais tal intentarás.

    Quem descobriria a superfície do seu vestido? Quem entrará entre as suas queixadas dobradas?

    Quem abriria as portas do seu rosto? Pois em roda dos seus dentes está o terror.

    As suas fortes escamas são excelentíssimas, cada uma fechada como com selo apertado.

    Uma à outra se chega tão perto, que nem um assopro passa por entre elas.

    Umas às outras se ligam; tanto aderem entre si, que não se podem separar,

    Cada um dos seus espirros faz resplandecer a luz, e os seus olhos são como as pestanas da alva.

    Pelo que vemos apenas neste trecho era um animal grande e temido, possuía um corpo coberto de escamas e seus espirros produziam um grande estrondo ou até fogo.

    Da sua boca saem tochas; faíscas de fogo saltam dela.

    Do seu nariz procede fumo, como duma panela fervente, ou duma grande caldeira.

    O seu hálito faria acender os carvões; e da sua boca sai chama.

    Vemos evidentemente ser um animal que soltava fogo pela boca, ou na mais longínqua das interpretações estariam a expressar a ferocidade deste animal. Porém a interpretação literal é mais aproximada do sentido que o autor parece querer dar ao texto, devido à ênfase ao fato do animal soltar fogo.

    No seu pescoço pousa a força; perante ele até a tristeza salta de prazer.

    Os músculos da sua carne estão pegados entre si; cada um está firme nele, e nenhum se move.

    O seu coração é firme como uma pedra e firme como a mó de baixo.

    Levantando-se ele, tremem os valentes; em razão dos seus abalos se purificam.

    Se alguém lhe tocar com a espada, essa não poderá penetrar, nem lança dardo ou flecha.

    Ele reputa o ferro palha, e o cobre pau podre.

    A seta o não fará fugir; as pedras das fundas se lhe tornam em restolho.

    As pedras atiradas são para ele como arestas, ri-se do brandir da lança.

    Debaixo de si tem conchas pontiagudas; estende-se sobre cousas pontiagudas como na lama.

    Era um animal imune a armas por causa da dureza de seu corpo ou couraça. Dando a entender também ser grande e forte. Os textos afirmam que para ele o ferro era semelhante a palha e o cobre semelhante a pau podre, podia também se lançar contra coisas pontiagudas e mal nenhum lhe faria.

    As profundezas faz ferver, como uma panela; torna o mar como quando os unguentos fervem.

    Após ele alumia o caminho; parece o abismo tornado em brancura de cãs.

    Na terra não há cousa que se lhe possa comparar, pois foi feito para estar sem pavor.

    Mais uma vez o texto relaciona este animal a fogo ou calor intenso e o distingue de qualquer outro animal existente na Terra.

    Todo o alto vê; é rei sobre todos os filhos de animais altivos.

    Por fim o texto bíblico nos mostra o animal como um gigante que podia ver tudo do alto e ser maior que qualquer outro animal gigante.

    (Jó 41:8 ao 34)

    Mediante a estas informações poderíamos concluir que este animal é um crocodilo? Obviamente que não! As características dadas na Bíblia sobre esta fera não se encaixam com a figura de um crocodilo e sim com um dragão ou possivelmente um Dinossauro.

    Alguns reconhecem as narrativas bíblicas sobre o Leviatã apenas como uma lenda, afirmando que o Livro de Jó era uma ficção, já que este livro nos transmite a imagem deste animal que se parece muito com as narrativas mitológicas sobre dragões e animais semelhantes, pois Jó afirma que o Leviatã cuspia fogo.

    Seria possível então este animal ter existido? Ou melhor, seria possível ter havido um animal que cuspia fogo? Independente de os escritos de Jô falarem literalmente ou simbolicamente sobre este assunto, a possibilidade de ter existido algum animal que cuspia fogo, não é muito absurda.

    besouro bombardeiroEis a prova: Deus preservou até aos dias de hoje alguns pequenos seres, chamados besouros bombardeiros, com pouco mais de 1 cm, que nos mostram como era possível lançar “fogo”.

    Estes besouros têm um pequeno canhão nas suas caudas, cada qual com um gás venenoso. Quando sentem perigo misturam estes dois gases, formando uma bola de gás quente e nocivo que ataca os seus inimigos.

    Existem bolsas que armazenam substâncias inflamáveis como a hidroquinona e peróxido de hidrogênio que ao entrar em contato com o ambiente inflama.

    Esse besouro utiliza esse recurso para defesa e ao observarmos temos a impressão que o animal está expelindo fogo de seu corpo. O produto inflamável está a uma temperatura de 212°F (100°C) e é protegido pelo uso de um inibidor natural, não prejudicando o seu portador

    Kronossauro fossilDentre as descobertas que temos hoje, alguns dinossauros parecem se assemelhar com o besouro bombardeiro. O Kronossauro e o Hadrossauro e o Plesiossauro possuíam uma estrutura craniana com órgãos em forma de bexigas e câmaras provavelmente usadas para armazenar produtos químicos e também lançar estes produtos inflamáveis para proteger-se, ou atacar, sem queimar-se ou machucar-se. Em fósseis destes animais foram encontradas em seu crânio quantidades de magnésio metálico, uma substancia inflamável e que se torna ainda mais volátil em contato com a água. Isto explicaria muito bem as passagens bíblicas já mencionadas anteriormente.

    Existe uma grande possibilidade que um destes dinossauros sejam a espécie que Bíblia chama de LEVIATÃ ou mesmo DRAGÃO.

    Kronossauro dinossauro biblico

    Outro termo usado para definir a figura de um Dinossauro na Bíblia Sagrada é BEHEMOTH no original Hebraico. Algumas versões da Bíblia traduziram este nome como hipopótamo ou elefante. Porem é pouco provável que esta seja a tradução correta para a palavra, pois as características aplicadas ao animal são totalmente diferentes das do hipopótamo e do elefante. Além disso, não são encontrados hipopótamos e elefantes nas regiões geográficas a que o texto faz referencia. É possível que a palavra Behemoth tenha sido assim traduzida por falta de referencias históricas sobre animais semelhantes a estes.

    A palavra BEHEMOTH ou Be-hay-mohth, se fosse traduzida ao pé da letra teria um significado mais aproximado a “raposa marinha” ou quadrúpede de grande porte ou mesmo uma besta.

    Muitos estudiosos acreditam que o texto na realidade está se referindo a um dinossauro, o Braquiossauro, que se encaixaria melhor no que se refere a este estranho animal mencionado nas sagradas escrituras.

    No livro de Jó um dos livros mais antigos da Bíblia, temos a seguinte descrição deste animal:

    “Contemplas agora o beemote, que eu fiz contigo, que come a erva como o boi.Eis que a sua força está nos seus lombos, e o seu poder nos músculos do seu ventre.Quando quer, move a sua cauda como cedro; os nervos das suas coxas estão entretecidos.Os seus ossos são como tubos de bronze; a sua ossada é como barras de ferro.Ele é obra-prima dos caminhos de Deus; o que o fez o proveu da sua espada.Em verdade os montes lhe produzem pastos, onde todos os animais do campo folgam.Deita-se debaixo das árvores sombrias, no esconderijo das canas e da lama. As árvores sombrias o cobrem, com sua sombra; os salgueiros do ribeiro o cercam.Eis que um rio transborda, e ele não se apressa, confiando ainda que o Jordão se levante até à sua boca; Podê-lo-iam porventura caçar à vista de seus olhos, ou com laços lhe furar o nariz?”

    ( Jó 40:15-24:)

    BEHEMOTHO livro de Jó afirma que o animal move a cauda como o cedro. Isso nos dá a entender que havia certo poder na cauda do animal mencionado, pois a sua cauda é comparada ao cedro que é uma arvore grande e forte. Não seria possível que este trecho estivesse se referindo ao elefante ou hipopótamo, pois suas caudas são insignificantes.

    Também existe a afirmação de que este animal habitava nos montes e que eles lhes eram pastos, diferente de hipopótamos e elefantes.

    As narrativas de Jó descrevem, ou dão a entender que o animal era bastante grande, pois nem mesmo com o transbordar ou enchente de um rio como o Jordão “até sua boca” este animal não teria temores, o que poderia significar que era bastante pesado.

    Na biologia os dinossauros são classificados como répteis, sendo assim Gn 1: 24 – 25 declaram: “Disse também Deus: Produza a terra seres viventes, conforme a sua espécie: animais domésticos, répteis e animais selváticos, segundo a sua espécie. E assim se fez”.

    Logo se a Bíblia afirma que os répteis foram criados juntamente com os outros animais, resta agora o fator fé. Ou seja. Cabe ao homem crer na Bíblia ou não.

  • O diabo também prega

    O diabo também prega

    Vincent Cheung
    “E aconteceu que, indo nós para o lugar de oração, nos saiu ao encontro uma jovem escrava que estava tomada por um espírito que a usava para prognosticar eventos futuros. Dessa forma, ela arrecadava muito dinheiro para seus senhores, por meio de advinhações. Seguindo a Paulo e a nós, vinha essa moça gritando diante de todos: ‘Estes homens são servos do Deus Altíssimo e vos anunciam o caminho da salvação!’ E ela insistiu em agir assim por vários dias. Finalmente, Paulo irritou-se com aquela atitude e dirigindo-se ao espírito o repreendeu, exclamando: ‘Ordeno a ti em Nome de Jesus Cristo, retira-te dela!’ E ele, naquele mesmo instante, saiu.” (Atos 16:16-18 KJA)
    A jovem fala por um espírito maligno, mas suas palavras estão de acordo com a fé cristã: “Estes homens são servos do Deus Altíssimo e vos anunciam o caminho da salvação!” Alguns cristãos têm prazer em nos fazer recordar que Satanás também realiza milagres para distrair e enganar as pessoas, afastando-as da verdade de Jesus Cristo. Essa é uma questão legítima quando é discutida entre cristãos que continuam a crer e agir no poder de Deus, e essa questão já foi resolvida. Contudo, os que têm muito entusiasmo de fazer declarações sobre a capacidade de Satanás muitas vezes mencionam isso para desvalorizar ou minar as manifestações do Espírito Santo que continuam, ou até mesmo como uma objeção a essas manifestações. Quando o assunto é iniciado a partir dessa perspectiva, parece muito absurdo, e leva-nos a suspeitar da motivação e inteligência dos que fazem tais objeções.
    Não se pode usar a ideia de que Satanás pode realizar alguns milagres para promover o cessacionismo ou desvalorizar ou minar um ministério cristão de milagres de forma alguma. O próprio Jesus era atacado a partir desse ponto de vista. Os inimigos dele diziam que ele estava possesso de demônios, e que ele expulsava demônios pelo príncipe dos demônios. Há alguns hoje que em vez de admitirem que o cessacionismo é uma doutrina falsa, preferem insistir, com prazer e sem demora alguma, que um milagre de cura foi realizado por Satanás. Jesus respondeu que Satanás não expulsa Satanás, e os avisou com relação à blasfêmia contra o Espírito Santo. Em outra parte, muitas pessoas disseram de Jesus: “Ele tem um demônio e enlouqueceu. Por que vós o escutais?” (João 10:19-20 KJA), mas outros tinham conhecimento muito melhor e responderam: “Essas palavras não são de alguém que tem um demônio. Pode, porventura, um demônio abrir os olhos dos cegos?” (v. 21).
    A ideia de que Satanás pode realizar milagres não tem nenhuma relevância para a questão de se os dons miraculosos do Espírito continuam ou não hoje, mas é uma questão a ser discutida depois que essa outra questão tiver sido presumida ou resolvida. Se presumem que não existe mais um ministério de milagres, isso significa que todos os milagres modernos realizados por meio de homens são de Satanás, que não existe nenhuma defesa miraculosa contra esses milagres, e que nossa principal resposta é condenar verbalmente e, onde for apropriado, aplicar disciplina eclesiástica. Mas se presumem que existe ainda um ministério de milagres hoje, então o fato de que Satanás pode realizar alguns milagres, mesmo por meio de homens, é uma questão a ser tratada sob a concepção de que o Espírito Santo continua a realizar milagres por meio dos discípulos de Jesus Cristo.
    Por isso, nossa resposta deve incluir ensinos sólidos sobre o assunto de dons espirituais, normas sobre o uso desses dons e testes nas manifestações espirituais, e também a possibilidade de defesas miraculosas contra poderes demoníacos. A resposta ao poder sobrenatural demoníaco é maior poder sobrenatural divino. A Bíblia descreve muitos encontros de poder, onde o poder miraculoso de Deus esmagou o poder de Satanás. Considere o confronto entre Moisés e os mágicos, entre Elias e os falsos profetas, entre Jesus e os possessos de demônios, entre Felipe e Simão, entre Paulo e Elimas, e entre Paulo e essa jovem com o espírito maligno no texto que estamos lendo. Paulo expulsou o espírito de adivinhação, e a moça perdeu sua capacidade. Essa é a resposta bíblica aos milagres de Satanás. A solução não é negação, mas discernimento e controle.

    Quando mencionamos o ministério da pregação, essas mesmas pessoas não apelam para o ceticismo e avisam: “Você sabia que Satanás também prega?” Sim, ele realmente prega, e no texto que estamos vendo, as palavras dele estão em total concordância com a fé cristã. Que tal agora? O ministério da pregação é muito mais normal e comum do que o ministério de milagres. Por isso, como é que essa gente não levanta o assunto de pregação demoníaca, fazendo de um jeito que desvalorize e mine o ministério da pregação? Como é que eles não fazem objeções às pregações? Não basta testar o conteúdo para ver se há doutrina falsa, pois o que a jovem vidente disse estava em total acordo com os apóstolos. Então por que é que essa gente não rejeita as pregações, nem fica paranoica sobre como testar as pregações, inclusive sobre pregações que estejam em total acordo com a fé cristã? É porque eles têm suas próprias agendas pessoais e teológicas. Eles não estão interessados em preservar a integridade de um ministério de milagres, mas em minar todos os milagres porque eles mesmos não têm o poder para ter e viver tal ministério. Eles são uma raça de hipócritas sem fé.

    Se a ideia de que Satanás pode realizar milagres for de alguma maneira levantada contra o próprio ministério cristão de milagres, então a ideia de que Satanás pode pregar deve do mesmo jeito ser levantada contra o ministério cristão da pregação. Isto é, se disserem “Satanás também realiza milagres” de um jeito que desvaloriza ou mina o ministério cristão de milagres, então eles têm também a obrigação de dizer “Satanás também prega” de um jeito que desvalorize ou mine o ministério da pregação. Se não dá para de alguma forma contestar o ministério da pregação, então não dá também para de alguma forma contestar o ministério de milagres. E se confessarem que a intenção não é minar a pregação, mas apenas tratar da necessidade de discernimento, então o mesmo princípio tem de se aplicar ao ministério de milagres.
    A Bíblia é completa, suficiente e definitiva, e declara que há uma manifestação do Espírito Santo que capacita o cristão a discernir ou distinguir entre espíritos. Portanto, em face das pregações e milagres demoníacos, a resposta completa, suficiente e definitiva é que há um dom sobrenatural de Deus que capacita o cristão a perceber a verdade, a expor o falso, e expulsar os poderes malignos. O cessacionismo é uma ameaça muito maior do que o demônio que possuiu e falou por meio da jovem que fazia adivinhação, pois o cessacionismo rejeita a resposta completa, suficiente e definitiva de Deus sobre o assunto. Pelo Espírito Santo, temos o poder de lidar com os demônios, mas o cessacionismo tenta neutralizar a solução de Deus.
    A moça que fazia adivinhações falava palavras que estavam de acordo com a fé cristã, mas ela falava por um espírito demoníaco; da mesma forma, os cessacionistas afirmam que defendem a sã doutrina, mas falam por um espírito de incredulidade e tradição, e muitas vezes um espírito de ódio e assassinato. Eles afirmam que a Bíblia é completa, suficiente e definitiva, mas quando afirmam que o ministério de milagres cessou, eles introduzem uma nova doutrina, pois a Bíblia não ensina o cessacionismo. Aliás, os cessacionistas afirmam que têm uma nova revelação que revoga a revelação que já existe.
    Quando Paulo escreve que “o próprio Satanás se disfarça de anjo de luz” (2 Coríntios 11:14, KJA), ele está alertando seus leitores acerca de falsos apóstolos. Entretanto, com sua declaração ele não está minando os ministérios dos apóstolos ou as manifestações de anjos. Pelo contrário, pelo fato de que Satanás assim se disfarça, precisamos exercer o discernimento quando nos encontrarmos com aqueles que afirmam ser apóstolos ou quando experimentarmos visões de anjos.
    Mas preste atenção! Ele escreve que os agentes de Satanás também se disfarçam de servos de justiça (v. 15). Cristãos, tomem cuidado, pois aí vem Satanás como teólogo cessacionista!
    Traduzido do inglês por Julio Severo do capítulo 7 do livro “Sermonettes” (volume 7), de Vincent Cheung.
  • Os Dons cessaram, veja a incoerência dos cessacionistas

    Os Dons cessaram, veja a incoerência dos cessacionistas

    cessacionistas
    Você crê que os dons espirituais ainda existem na Igreja? Saiba, porém, que há Teólogos que não acreditam assim. O que eles entendem é que, principalmente, os dons sobrenaturais não são mais distribuídos, pelo Espírito Santo, aos crentes. Por isso, esses teólogos são chamados de cessacionistas e a teologia que eles defendem é conhecida por cessacionismo.
    Boa parte desses cessacionistas são calvinistas, que são os teólogos pertencentes à Igreja Presbiteriana. Os calvinistas são conhecidos por defenderem o princípio da Sola Scriptura, que é aquela doutrina que ensina que as verdades referentes ao cristianismo apenas podem ser extraídas da Bíblia. Por isso a expressão, que significa “apenas as Escrituras”.
    Ora, de teólogos que defendem que a Bíblia é a única fonte confiável para conhecermos as verdades da fé, o mínimo que se espera é que seus ensinamentos sejam baseados única e exclusivamente na Palavra de Deus.
    Porém, o que vamos observar é que no caso de decidir se os dons sobrenaturais ainda existem na Igreja, esses teólogos se baseiam muito mais em suas próprias formas de ver as coisas do que no que está escrito na Palavra de Deus.
    Dito de uma maneira bem simples, podemos afirmar que os cessacionistas ensinam que aqueles dons sobrenaturais listados pelos apóstolo Paulo em I Coríntios 12 não são mais distribuídos, pelo Espírito Santo, aos crentes, porque esses dons eram apenas importantes para aquele momento histórico, não mais para hoje. Isso porque, segundo esses teólogos, os dons sobrenaturais tinham a função de autenticar a mensagem do Novo Testamento, mostrando para as pessoas o poder de Deus por meio deles. O que esses doutrinadores querem dizer é que os dons sobrenaturais serviam como uma forma de Deus provar que a palavra que estava sendo pregada pelos apóstolos era verdadeira.
    A conclusão óbvia desse raciocínio é que se os dons sobrenaturais serviam apenas para autenticar a mensagem do Novo Testamento, e se este já está fechado em seu cânone, então aqueles dons não são mais necessários para a Igreja.
    O problema desse raciocínio é que não há, em toda a Bíblia, qualquer passagem que afirme que os dons serviam para autenticar a mensagem pregada pelos apóstolos. De forma bem diferente, em I Coríntios 14.12 está escrito que, em relação aos dons, os crentes devem “abundar neles, para edificação da igreja”.
    É importante observar que, nessa passagem, Paulo está pregando para uma igreja gentia, localizada fora do ambiente judaico e distante dos apóstolos. Por isso, quando ele fala dos dons, é óbvio que não pode estar se referindo a algo ligado à pregação apostólica, mas a algo ligado ao dia-a-dia da própria Igreja. O texto de Coríntios não faz relação alguma entre os dons e a mensagem apostólica, nem deixa sequer subentendido que eles existem para autenticar a pregação da revelação do Novo Testamento.
    Então, como os cessacionistas chegam à conclusão de que os dons sobrenaturais não são para a Igreja de hoje?
    É nesse ponto que enxergo a incoerência deles, pois, ao mesmo tempo que, sendo calvinistas, eles têm como uma de suas maiores bandeiras a exclusividade da Bíblia como fonte de doutrina, nesse caso específico do cessacionismo, a principal razão para eles não crerem que os dons espirituais ainda existem na Igreja não são as Escrituras, mas algo muito mais subjetivo: a própria experiência deles.
    O pastor presbiteriano Misael Nascimento, por exemplo, em seu artigo Porque sou cessacionista, já, logo de início, confessa que seu texto não é resultado “de cogitações teóricas de gabinete, mas de prática pastoral”. Isso quer dizer que sua negação à atualidade da existência dos dons sobrenaturais está baseada mais em sua própria experiência do que em um raciocínio fundamentado nas Escrituras.
    O problema é que se for para seguir esse método escolhido por ele, o que impediria qualquer pessoa de, também com base em sua própria experiência, chegar à conclusão do contrário, ou seja, de que os dons permanecem, sim, no meio da Igreja? Se alguém pode se filiar à convicção do pastor Misael, que é cessacionista, baseando-se tão somente em sua experiência pastoral, da mesma maneira pode aceitar a conviccão do pastor Jack Deere, autor do livro “Surpreendido pela voz de Deus”, que crê, também sustentado por sua experiência pastoral, que os dons permenecem, sim, sendo distribuídos aos crentes, no cotidiano da Igreja.
    O que eu quero dizer é que, com base nas experiências pessoais, é possível chegar a todo tipo de conclusão. Só que isso torna a doutrina cristã muito incerta. Se cada pessoa criar doutrinas baseadas em suas próprias experiências, imagine quantas teologias existirão por aí!
    O mais irônico disso tudo é que são eles, os calvinistas cessacionistas, os que mais defendem uma teologia rígida, fundamentada em uma interpretação restrita da Bíblia. Esses mesmos, que no caso dos dons sobrenaturais, concluem pela sua não existência na igreja de hoje, alicerçados não na Palavra, mas naquilo que eles próprios dizem observar.
    O próprio pastor Misael, para justificar a doutrina que defende, faz uso de tudo: de documentos presbiterianos, como a Confissão de Westminster e decisões conciliares e até da experiência prática de outros ministros de sua denominação. Na verdade, do que ele menos faz uso, neste caso, é da Bíblia, o que não combina muito com a tradição calvinista.
    Essa postura que observei no pastor Misael poderia ser apenas uma exceção se eu também não a tivesse observado em outro grande nome da Igreja Presbiteriana brasileira, que é o pastor Augustus Nicodemus. Este, através de uma entrevista fictícia sobre o tema do cessacionismo, justifica sua convicção de que os dons sobrenaturais não são para a Igreja da atualidade com base muito mais em suas interpretações teológicas livres, do que naquilo que está escrito na Palavra de Deus.
    Em síntese, o pastor afirma que alguns dons espirituais cessaram de ser distribuídos, pelo Espírito Santo, porque eles serviram para atender aos própositos de Deus somente para aquela época da pregação dos apóstolos. Para justificar essa ideia, afirma que Deus age de maneiras diferentes em tempos diferentes.
    Para falar a verdade, é surpeendente tal afirmação do pastor presbiteriano. Os calvinistas são conhecidos por defenderem que toda doutrina deve ser extraída da Bíblia, por meio de uma interpretação objetiva e literal de seus textos. Porém, o que faz o reverendo nesse caso? Defende uma doutrina fundamentada em uma interpretação meramente especulativa.
    A Bíblia não afirma, em nenhum lugar, que os dons sobrenaturais ficaram restritos ao período apostólico. Quando o pastor Augustus diz que aqueles dons não são para hoje, não é de algum texto específico que ele tira essa conclusão, mas de um processo lógico, que parte de uma premissa bem duvidosa: a de que os dons existiam meramente para autenticar a mensagem dos apóstolos.
    De uma falsa premissa se extrai, obviamente, uma falsa conclusão. E a premissa que sustenta a tese do pastor Augustus se não é falsa à primeira vista, no mínimo não possui nenhuma base bíblica.
    O reverendo calvinista, sem meias palavras, afirma que os dons de cura, de milagres, de profecia e até de línguas estão relacionados somente com aquele período. Mas seu argumento não se baseia em algum texto específico, e sim no fato de não haver nenhum trecho do Novo Testamento que narre o uso de algum desses dons por alguém que não fosse apóstolo.
    Portanto, entre a lista, clara e objetiva, de dons apresentada por Paulo, dirigida à igreja de Corinto, e o fato irrelevante de que a Bíblia não narra o uso de nenhum desses dons por alguém que não era apóstolo, o pastor Augustus abre mão da certeza da primeira para se abraçar à fragilidade da segunda.
    A pergunta que deveria ser feita tanto ao pastor Augustus, como ao pastor Misael, é: mas o que fazemos com o texto de I Coríntios 12 sobre os dons? Ali Paulo faz uma lista deles sem qualquer ressalva. Pelo contrário, o apóstolo se dirige à igreja de Corinto, formada por cidadãos gentios, que nada tinham a ver com os apóstolos. O pior é que era uma igreja problemática, que se confundia no uso desses dons. Como defender, então, que esses dons serviam para a autenticação da pregação apostólica se, além de não serem manifestados diretamente na vida dos apóstolos, ainda causavam, algumas vezes, confusão no seio da comunidade?
    Considerando que muitos presbiterianos não aceitam a continuidade dos dons baseados tão somente em suas experiências pessoais, se Paulo fosse um calvinista, a solução que talvez ele desse para esse problema da igreja de Corinto fosse a ordem para pararem de usar esses dons; como, porém, obviamente, ele não era, mesmo com as dificuldades enfrentadas pela Igreja, seu conselho foi: “procurai com zelo os melhores dons…”
    Há outros pontos que eu poderia levantar aqui em oposição à ideia cessacionista, como, por exemplo, a mudança do significado dos termos relativos aos dons para que eles possam ser aceitos ainda hoje na igreja tradicional ou ainda a confusão que muitos deles fazem entre o que é a revelação bíblica e o que é revelação de fatos específicos. Porém, deixo estes pontos para serem desenvolvidos em outros artigos.
    Por ora, me parece evidente que, seja pelas conclusões extraídas de meras experiências pessoais, como as do pastor Misael, seja pela preferência por uma doutrina baseada em hipóteses, em detrimento do texto puro e simples da Palavra de Deus, como faz o pastor Augustus, ambos, sendo presbiterianos, neste caso não honram o melhor da tradição calvinista, que é a de colocar as Escrituras acima de tudo.
  • TEÍSMO ABERTO E KENOSIS: OS CONFLITOS DE UMA HERESIA

    TEÍSMO ABERTO E KENOSIS: OS CONFLITOS DE UMA HERESIA

    Kenosis

    Por: Geremias do Couto

    Como se não bastasse a tentativa de usar os princípios do arminianismo como cortina de fumaça para dar ares de legitimidade às teses do Teísmo Aberto, procurando até ensejar um conflito entre os adeptos daquela corrente e os calvinistas, os defensores do TI trazem agora para a cena do debate a tese da kenosis para com ela defender a idéia de que as intervenções de Deus na história se dão mediante o próprio esvaziamento.

    O artifício segue a mesma linha de tentar colocar uma corrente contra a outra, já que em relação à kenosis, no meio evangélico, ocorre a mesma dicotomia que põe arminianistas e calvinistas em lados diferentes quanto à “mecânica” da salvação. Há também, no caso da kenosis, duas correntes distintas que se respeitam e em nada degradam as chamadas doutrinas cardeais da Bíblia Sagrada.

    Essas correntes não diminuem a pessoa de Deus e tratam o Cristo humanizado sob duas perspectivas que não lhe subtraem a divindade e ambas convergem num ponto: o Senhor ressurreto e ascendido aos céus possui em si mesmo todos os atributos exclusivos de Deus, quais sejam: onipotência, onipresença, onisciência, transcendentalidade, eternidade, imutabilidade e perfeição. A divergência aparece quando se discute a sua humanidade.

    Uma corrente afirma que a kenosis, ou seja, o esvaziamento de Cristo como descrito em Filipenses 2.5-11, implica afirmar que o Senhor, enquanto homem, embora tenha mantido a natureza divina, esvaziou-se de todos os seus atributos. Ele os teria posto de lado para viver nos estritos limites de sua humanidade apenas sob o poder do Espírito Santo. Assim, enquanto esteve na terra, não os teria usado em nenhuma circunstância, embora os tivesse sempre à mão.

    A outra corrente, como bem defendeu Silas Daniel em seu blog, pressupõe que “Filipenses 2.7 não está dizendo que Jesus esvaziou-se de seus poderes divinos (ou em relação a eles), mas sim da sua glória, isto é, da sua ‘dignidade divina’; nesse sentido, Jesus ‘tornou-se a si mesmo insignificante’(aqui estou usando duas expressões emprestadas dos teólogos James Packer e Bruce Milne). Jesus se esvaziou de sua glória celeste, não de seus atributos. Os atributos de Jesus continuavam com Ele e em plena atividade. Há muitas passagens nos Evangelhos que provam que seus atributos estavam em plena atividade”.

    O que fizeram então os que se alinham ao Teísmo Aberto? Como é constrangedora a pressuposição de que Deus não conhece o futuro e depende da autonomia do homem para construí-lo, negando-lhe com essa afirmação o atributo exclusivo da onisciência, lançaram mão da primeira interpretação da kenosis para afirmar que as intervenções de Deus no Antigo Testamento seguiram os mesmos critérios do esvaziamento de Cristo em sua humanização. Deus “esvaziou-se” de seus atributos, isto é, colocou-os de lado, sem fazer uso deles, em todos os seus atos históricos, nos quais sempre agiu em cooperação com o homem. Assim se explicam as chamadas teofanias no Antigo Testamento. Mas os defensores do TI foram além: ainda hoje Deus age da mesma forma através de Jesus. Veja o que diz Ed René Kivitz em seu blog:

    “Creio que Deus conduz a história independentemente de sua kenosis, mas entra na história sempre esvaziado, através de Jesus. Apenas para diferenciar os critérios de relacionamento de Deus com sua criação e suas criaturas, falemos de Deus exaltado (sem kenosis) e do Deus esvaziado, em Jesus (com kenosis). Deus conduz a história desde seu alto e sublime trono, Deus exaltado, mas participa da história em Jesus, o Deus esvaziado. Estes são os sentidos das teofanias: a presença de Deus, em Jesus, no Velho Testamento, antes da encarnação”.¹ Confuso, não? É um Deus ora exaltado, ora esvaziado, que vive numa zona cinzenta, onde parece não saber bem o que quer. Ed René Kivitz conclui então o seu pensamento:

    “Quanto tempo será necessário para que os cristãos assumam que o Deus exaltado continua a agir na história como Deus esvaziado? Este é o tempo da afirmação da terceira kenosis: o esvaziamento de Deus para habitar sua igreja”.². Como se vê, inventaram uma primeira kenosis, o Deus esvaziado do Antigo Testamento, e também uma terceira: o Deus esvaziado da presente era do Reino, limitado em sua ação e sempre dependente do homem para construir o futuro.

    No entanto, ainda que pudesse ser considerada válida a corrente que defende a kenosis como a descrição de Cristo, enquanto homem, esvaziado de seus atributos, seria ela uma premissa legítima para fundamentar o argumento em defesa da tese do esvaziamento de Deus? Daria ela respaldo a afirmação de que Deus em suas intervenções históricas teria posto de lado os seus atributos, tanto no Antigo Testamento quanto na presente era?

    Aos fatos:

    1. Quando Cristo se encontrava na cruz, às portas da morte, e exclamou: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mateus 27.46), a quem se dirigia: ao Deus exaltado ou ao Deus esvaziado? Se ele se referisse à última hipótese, não faria sentido tal exclamação!

    2. Quando o Senhor, após a ressurreição, declarou aos discípulos: “É-me dado todo o poder no céu e na terra” (Mateus 28.18), que “todo poder” era esse? Pertencia ao Deus exaltado ou ao Deus esvaziado? Se estivesse se reportando ao último, seria uma declaração ambígua e sem sentido. Afinal, receber “todo o poder” de outrem – o próprio Deus – significa que este não está “esvaziado” e implica ser investido de todos os atributos próprios do poder concedente.

    3. Quando a própria passagem de Filipenses 2.7-11 diz que Deus exaltou a Jesus soberanamente, e lhe deu um nome sobre todos os nomes, que Deus era esse: o Deus exaltado ou o Deus esvaziado? Se fosse o Deus esvaziado, que poder teria ele de exaltar outra pessoa de maneira soberana? Tal afirmação soaria ridícula!

    4. Ainda sobre a passagem de Filipenses 2.7-11, se Deus exaltou a Jesus soberanamente, estaria ele agora, no trono de sua glória, exaltado ou esvaziado? Se estiver esvaziado, a declaração apostólica de Paulo é então uma farsa e cabe concordar com os teístas abertos, quando afirmam que os autores bíblicos se contradizem. No entanto, essa passagem é coerente com toda a Bíblia que afirma a soberania de Deus e a exaltação de Cristo.

    5. Quando o apóstolo João vê o grande trono branco (Apocalipse 20.11), e o Senhor soberano assentado sobre ele, ao final da história, portanto num tempo ainda futuro, trata-se do Deus exaltado ou do Deus esvaziado? Se fosse esse o caso, que autoridade teria ele de julgar os vivos e os mortos de todas as eras? É óbvio que o apóstolo referia-se ao Deus Onipotente, como cantado no “Aleluia de Haendel”, que tem em suas mãos o domínio da história e que, soberanamente, em tempos imemoriais (Apocalipse 13.11), decidiu enviar Jesus ao mundo para prover a redenção dos nossos pecados.

    Poderia usar, aqui, outras passagens bíblicas para desconstruir essa falácia, mas essas por enquanto bastam. O fato é que, mesmo considerando válida a primeira interpretação da kenosis, do esvaziamento de Cristo, ela é, ainda assim, uma premissa falsa para fundamentar a tese do esvaziamento de Deus em suas intervenções históricas.

    E quando a premissa é falsa, o que se constrói sobre ela também é falso.

    ¹ www.outraespiritualidade.blogspot.com/2007/06/kenosis.html

  • Pobrezinho nasceu em Belém ! Fail !

    Pobrezinho nasceu em Belém ! Fail !

    Catherine Hardwicke, Keisha Castle-Hughes, Oscar Isaac

    Por Anderson Manilha

    Fomos ensinados a ser pobres porque, dizem, “Jesus era pobre”.

    Essa é uma idéia que ultrapassa muitas gerações e tem a sua razão de ser. Esse conceito está arraigado em nossa mente tanto em função de toda uma perspectiva de dominação social da igreja cristã ao longo dos séculos, como também advinda de interpretações erradas que em geral não foram suficientemente questionadas.No natal, quando cantamos “Noite Feliz”, dizemos: “Pobrezinho, nascido em Belém”, em relação a Jesus, e isto nos basta. Em função disso, quantos de nós fomos ensinados que Jesus era pobre e vivia de favores? Como todos nós ouvimos e aprendemos desde criança que Jesus era pobre em função disso desenvolvemos a idéia de que Ele era realmente pobre.A nossa imagem interior de Jesus é, portanto, a de um homem sem dinheiro, sem casa e que achava errado ter posses ou dinheiro. A própria arte retrata um Jesus pálido, com uma tristeza profunda no rosto, um corpo esquálido e fraco. Parece mesmo um “pobrezinho” a inspirar cuidados.

    Mas esse Jesus está longe do que é mostrado nos evangelhos. – um homem vigoroso que fazia longas caminhadas, subia montanhas para orar, que enfrentava de chicote em punho os vendilhões no templo, e ainda jejuou quarenta dias num deserto.Não obstante toda essa clareza bíblica, na maioria das vezes o que prevalece é essa imagem deturpada, gerando de certa forma deformidades de comportamento naqueles que tentam imitá-lo.

    É assim também com a situação financeira de Jesus. Uma vez que entendemos que Jesus viveu em enorme pobreza, isso tem reflexos de algum modo na nossa vida pessoal e na vida da igreja. Se temos posses ou dinheiro, desenvolvemos um relativo complexo de culpa por possuirmos bens. Se não temos nada ou temos de modo insuficiente, conformamo-nos porque, se admitimos que Jesus que éra Jesus não teve nada, então nós não temos o direito de ter coisa alguma. Por conta disso, anuviamos nossas culpas com cânticos que expressam o nosso conformismo em não ter, achando talvez que não ter é a melhor opção para quem quer ser. Não ter se torna combustível psicológico alternativo para aqueles que desejam ser humildes, fiés e tementes a Deus.

    Jesus não éra um pobretão e tampouco vivia de favores, como históricamente tem pregado a tradição católico-cristã. Ele também não éra rico e tampouco tinha uma vida de ostentação, como querem fazer parecer alguns mestres da teologia da prosperidade e do movimento da fé. Sua vida financeira era equilibrada e Ele tinha uma vida próspera. Jesus, como nenhum outro, ensinou como lidar com o dinheiro, e cerca de dois terços de seus ensinos sobre a nossa interação social versaram sobre finanças. Se alguém afirmar que “Jesus não era pobre”, possivelmente isso resultará em imediata oposição ou simplesmente em rotulação de que tal pessoa é um apologista da teologia da prosperidade. Gostaria que vocês evitassem por um momento qualquer posição extremada, para que possamos debater juntos, passagens da historicidade de Jesus quanto ao aspécto financeiro.

    O nascimento e os reis Magos. Que Jesus nasceu numa estrebaria, é inegável. Mas isso aconteceu tão-somente porque em Belém não havia lugar para José e Maria se hospedarem. Foi uma circunstância temporária que ficou fora do controle de José. A verdade é que a cidade estava cheia. os hotéis e pousadas (que provavelmente não eram muitos) estavam todos ocupados – as pessoas, como você sabe, em decorrência de um decreto do Império Romano, foram obrigadas a irem à sua cidade de origem para se alistar.

    A história toda desse episódio está descrita no Evangelho de Lucas (2.1-7). Nada é dito ali a respeito de José não ter dinheiro para pagar a hospedagem da própria família. O que o texto diz é: “… não havia lugar para eles na estalagem” (v.7). O episódio sugere que ele tanto tinha com que pagar que, inclusive, procurou alugar um quarto, mas não tinha nenhum local disponível, porque todos estavam alugados. A situação, porém, não continuou dessa mesma forma. Mateus sugere que, assim que puderam, eles se mudaram para uma casa, porque foi este o lugar onde os magos do Oriente chegaram para visitar Jesus. Como está escrito: “E, entrando na casa, [os magos] acharam o menino com Maria, sua mãe, e prostrando-se, o adoraram…

    ” O texto diz que eles entraram na casa e não no estábulo. A tradição natalina cristã comete uma série de equivocos em não saber diferençar a visita dos magos da dos pastores. Nos presépios normalmente os magos oferecem seus presentes enquanto o mesmo Jesus ainda se encontra na estrebaria, mas essa versão não é a correta. Na verdade, quando os pastores visitaram Jesus, eles o fizeram provavelmente no mesmo dia do nascimento, na estrebaria.

    O anjo do Senhor disse aos pastores: “… na cidade de Davi vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor”. Eles então resolveram ir até Belém. O texto diz: ” E foram apressadamente e acharam Maria, e José, e o menino deitado na manjedoura A visita dos magos, porém, deu-se longo tempo após esse primeiro evento. Se nos basearmos pela ordem dada por Herodes – Mandar matar todos os meninos de dois anos para baixo – veremos que Jesus deveria estar nessa mesma faixa de idade. Quando os magos chegaram na casa, o mesmo texto nos indica o que eles fizeram em seguida: “…prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, lhe ofertaram dádivas: ouro, incenso e mirra”. Aqueles homens eram magos e trouxeram presentes caros que só eram dados para um rei.

    Em termos modernos, eles eram conselheiros de cortes reais; eram parte da elite de sua época e portanto, ricos e influentes. O que você pensa pode ser o presente de homens ricos e poderosos que sabem estar adorando ao Rei dos reis? Não há nenhuma indicação ao certo de quantos magos eram. Russel Champlim. autor de O Novo Testamento versículo por versículo, expõe o seguinte: ” O registro da Bíblia não diz quantos magos vieram ver o bebê em Belém. As igrejas primitivas argumentavam sobre esse ponto. Os cristãos orientais têm uma tradição de dose sábios, cada um dos quais representando uma das doze tribos. Alguns antigos mosaicos mostram apenas doi magos, ao passo que outros exibem sete ou mesmo onze.” Por serem três tipos de presentes muitos crêem se tratar de três magos. Quanto ao presente, eles ofereceram “ouro, incenso e mirra”. Quando um rei nascia, o costume no Oriente era oferecer “presente de rei”. O presente fala de quem o dá e de quem o recebe. De um lado, isso refletia o que o presenteados pensava do rei presenteado; do outro, indicava o que pensva o rei que recebia o presente acerca do rei que o ofertou. O presente estabelecia a qualidade do reinado e também o seu domínio, de modo que não poderia ser um presentinho qualquer, uma vez que aqueles magos estavam adorando ao Rei.

    Há alguns exemplos bíblicos de “presente de rei”. O presente de Hirão a Salomão: “Hirão, rei de Tiro, trouxera a Salomão madeira de cedro e de faia e ouro… E enviara Hirão ao rei cento e vinte talentos de ouro”. O presente da rainha de Sabá a Salomão: ” E ouvindo a rainha de Sabá a fama de Salomão… veio a Jerusalém com um mui grande exército, com camelos carregados de especiarias, e muitíssimo ouro, e pedras preciosas”.

    O presente mostra a admiração que um rei tem pelo outro rei. Os exemplos acima, conquanto não valham como referências diretas que determinem o que Jesus recebeu como presente, servem para identificar o elemento motivador de um presente de rei. Os presentes que Jesus recebeu eram, provavelmente, substanciais e valiosos. Assim, se você acha que Jesus era pobre, financeiramente falando, então considere se essa é uma maneira de um “menino pobre” começar a vida. Qual de nós começou a vida com ouro, incenso e mirra? Afinal: você começou a vida dessa forma, com uma poupança em ouro, incenso e mirra? Note que não estou afirmando que Jesus era rico e vivia uma vida de ostentação.

    O que estou dizendo é que Ele não era pobre em termos financeiros, como tem sido argumentado historicamente. O que quero mostrar em seguida é que Jesus não tinha um ministério desprovido de recursos financeiros, mas que Ele vivia na plenitude da bênção de Deus, ( você sabe o que é isso!) inclusive nesta área. Ele tinha um estilo de vida simples, mas não pobre. Jesus era, para todos os efeitos, era um homem próspero! Eu gostaria de antecipar a definição de prosperidade da seguinte forma: ” Prosperidade é ter mais do que suficiente para suprir suas próprias necessidades, e ainda ter sobras para investir no reino de Deus e ajudar aos pobres” É neste contexto que procuro demonstrar a prosperidade na vida de Jesus.

    Com pensamentos baseados em uma lavagem cerebral religiosa, tirada sabe-se lá de onde, pessoas e igrejas usam como base principal para a pobreza de Jesus o Fato dele ter vindo de Nazaré. Independente de qualquer conceito absurdo que você tenha, devemos nos lembrar que isso foi para que se cumprisse uma profecia.

    Quanto ele ser carpinteiro, Mateus registra que Jesus era filho de carpinteiro: “Não é este o filho do carpinteiro?” Marcos acrescenta que Jesus mesmo exercia a profissão de carpinteiro: ” Não é este o carpinteiro…?” Mas o que quer dizer isso? Seria, porventura, uma prova irrefutável de que Jesus era pobre? O fato de que Jesus era um carpinteiro serve perfeitamente para provar que Ele não era rico, mas jamais poderá alicerçar o argumento de que, em função disso, era pobre. Naquele tempo se contavam nos dedos das duas mãos o número de profissões. Hoje já passa de três centenas o número de profissões registradas. Quem tinha uma profissão e, como Jesus, exercia a carpintaria, era o que se poderia chamar, guardadas as devidas proporções, de um profissional liberal. Era um componente da “classe média” trabalhadora da época. Não poderia de maneira alguma ser contado na categoria de pobre. Essas perguntas que identificam Jesus como carpinteiro, surgiram no contexto da perplexidade popular diante da autoridade de Jesus ao ensinar na sinagoga, e pelos milagres poderosos que efetuava rotineiramente. Mas de maneira nenhuma refere-se a um julgamento de posição social ou da capacidade econômica de Jesus. Com isso concorda Russel Champlim quando diz; O uso do termo “carpinteiro” aplicado a Jesus não significa que Ele fosse inferior a seus críticos, e sim, que dificilmente esperariam que tal homem fosse grande autoridade religiosa e operador de milagres, e, menos ainda, o próprio Messias.

    Ao referir-se a Jesus como “carpinteiro”, o povo não pretendia dizer que Jesus lhes fosse inferior. Dizem alguns comentaristas que a palavra grega que foi traduzida como carpinteiro – tektõn – é a mesma utilizada para construtor, indicando que a profissão correspondia a algo mais do que um mero artesão da madeira. O doutor F. Davidson, editor de O novo comentário da Bíblia, diz o seguinte a respeito dessa questão: José é chamado de carpinteiro, traduzido do gr. tektõn, que significa tanto “pedreiro” como “carpinteiro”. Pesquisas recentes revelam que Belém era o centro dum grêmio de pedreiros que praticavam sua profissão em todo o país. Esse fato pode explicar a conexão que José tinha com Belém… Russel Champlim, de forma análoga, afirma o seguinte: No grego, a palavra traduzida como carpinteiro é um vocábulo antigo, que pode significar uma pessoa que trabalha com madeira, metal ou pedras. Veja que é surpreendente o fato de que Jesus cita em suas parábolas vários exemplos a respeito de construção e nenhum sobre carpintaria. De qualquer maneira, era mais provável que a sua profissão abrangesse as duas atividades. Hoje talvez até fosse possível identificar um carpinteiro ou construtor como alguém pobre, mas não naquele tempo. Jesus certamente não era rico, mas a sua profissão o colocava na situação de poder viver uma vida economicamente estável. Outro ponto muito usado para dar base a suposta pobresa de Jesus é a oferta de Maria. A lei cerimonial dada por Moisés deixava bem claro que tipo de sacrifícios deveriam ser feitos e que procedimentos em cada situação. No caso específico da purificação da mulher após o parto, que acontecia no quadragésimo dia após o nascimento da criança, havia dois tipos de oferta possíveis para o sacrifício. Veja o que dizia a lei: “E quando forem cumpridos os dias da sua purificação por filho ou por filha, trará um cordeiro de um ano por holocausto e um pombinho ou uma rola para expiação do pecado… Mas, se a sua mão não alcançar assaz para um cordeiro, então, tomará duas rolas ou dois pombinhos…”. Maria foi protagonista dessa última oferta. Em razão disso, a maioria das pessoas utiliza este fato para provar que Jesus era pobre e viveu toda sua vida em extrema pobreza e dependência dos outros. Mas uma vez é bom lembrar que este fato serve perfeitamente para lembrar que Jesus não era rico. No entanto, utiliza-lo para provar que Jesus permaneceu a vida toda pobre, é no mínimo, ferir as principais regras de hermenêutica. Vejamos alguns aspectos que devem ser considerados.Primeiro o nascimento de uma criança, envolve sempre gastos adicionais, e com Jesus não seria diferente. Além do mais, José e Maria fizeram uma longa viajem em decorrência do decreto de recenseamento de César Augusto, imperador de Roma. Eles saíram da Galiléia para a Judéia, de Nazaré para Belém, o que significa viajar praticamente metade de todo o território de Israel naquela época. As despesas não devem ter sido pequenas para esse empreendimento.Em Belém, após o nascimento de Jesus, eles provavelmente tiveram que reorganizar suas vidas, semelhantemente ao que acontece numa mudança, com todas as suas implicações, e tiveram de encontrar casa para morar, cuidar do bebê ,etc. O evangelista Mateus indica que eles estavam morando numa casa,o que significa que haviam deixado a estrebaria. O texto não acrescenta nada mais quanto a isso, mas podemos presumir que tiveram algumas despesas com essa mudança. Segundo:há contundentes evidências de que a situação da família de Jesus não continuou a mesma. Depois da visita dos magos, o mesmo texto indica que eles possuíam “ouro, incenso e mirra” , o que com certeza ajudou a garantir o seu sustento, inclusive durante o exílio no Egito. Mas lembre-se que até a purificação, provavelmente os magos ainda não haviam chegado. Em suma, o que facultou a oferta de Maria ser a mesma dos despossuídos foi uma situação meramente circunstancial e temporária. Ou ela podia dar um cordeiro ou não podia, mas a oferta tinha de ser oferecida no quadragésimo dia. Essa era a lei. Como ela não dispunha de um cordeiro de um ano, ofereceu apenas o que podia, dois pombinhos ou duas rolinhas. isso, no entanto, não prova que Jesus era pobre, financeiramente falando, ou que tenha vivido a vida toda em pobreza. Prova, sim, que a família passou par certas dificuldades como qualquer outra família na face da terra que tenha enfrentado as mesmas circunstâncias.

    Além disso, há todo um mistério por traz desta oferta que não vou comentar agora pois daria um livro, e não temos espaço pra isso. Não estou dizendo que Jesus era rico, estou dizendo que não era o pobre que nos mostraram. Quanto a ser esta mais uma tentativa da teologia da prosperidade em alicerçar suas doutrinas nada Bíblicas,quero dizer que não prego a prosperidade, prego o abandono da miséria,eu seria do diabo se concordasse com ela que é fruto do maligno.

    Muitas pessoas estão passando por situações difíceis, por falta de discernimento bíblico não basta estudar a bíblia, lembre-se que em parte sabemos e em parte profetizamos,é preciso que o esclarecimento venha de Deus, e é isso que tenho buscado, não com base em doutrinas de homens, mas na palavra de Deus.

    Não seja do tipo que vive uma vida miserável, toda enrolada, e tenta se convencer que tudo isso é plano de Deus, pra esconder sua própria incompetência. Sei que este conceito precisa ser mudado, é preciso crer num Deus que ama, não num Deus que leva o filho, que quebra a perna e mata os pais, Deus é amor, e Jesus seu filho é manso e humilde de coração.

    Muitos crêem num Deus que faz negociatas cósmicas com Satanás, a respeito de nossas vidas pra provar que somos fiéis, e também que Ele dá, depois toma, pra em seguida dar em dobro.  Apresentam isso como parte do jogo da fé, uma espécie de seleção natural da nossa espiritualidade, na qual somente os mais fortes sobrevivem. Temos portanto, que provar para Deus que somos aptos e merecedores de andar com Ele. Mas tudo isso à custa de muito sofrimento e privações.

    Qual é sua idéia sobre Deus? Creia num Deus que sara que cura e que é Galardoador dos que o buscam, pois isso é necessário para que se receba a Vitória, e não sou eu quem disse isso, foi a bíblia, ou seja Deus. Um amigo de Teologia do orkut, me enviou uma mensagem dizendo que ao estudar a bíblia viu uma passagem onde Jesus diz que não tinha onde reclinar a cabeça, por conta disso, parei tudo e resolvi responder essa questão. Em função desta passagem bíblica, muitos achan que Jesus tinha muito mal suas sandálias, e nenhuma outra posse. Não pensam que ele tinha inclusive uma casa pra viver. Para provarem isso, citam fora de seu contexto a passagem na qual Jesus diz: “As raposas têm covis, e as aves do céu, ninhos, mas o filho do homem não tem onde reclinar a cabeça”. Não compreendem , assim, a situação que Jesus enfrentou e que o motivou a dizer isso. Veja o que diz o texto introdutório de todo o contexto desta história. “E aconteceu que completando-se os dias para a sua assunção, manifestou o firme propósito de ir a Jerusalém. E mandou mensageiros diante da sua face, e, indo eles, entraram numa aldeia de samaritanos para lhe prepararem pousada. Mas não o receberam, porque o seu aspécto éra como de quem ia para Jerusalém. Vejamos então o que ocorreu: Jesus tinha programado ir para Jerusalém, incluindo uma parada estratégica para descanso numa aldeia samaritana. Por isso enviara uma equipe à frente para preparar tudo, como seria razoavel e normal fazer. Quando ele chegou a cidade, descobriu que aqueles samaritanos não iriam recebe-lo porque viram que Jesus estava se dirigindo para Jerusalém, e os samaritanos não se davam com os Judeus. Por causa deste preconceito, eles não o receberam. Vamos continuar a história: ” Indo eles pelo caminho, lhe disse um: Senhor, seguir-te-ei para onde quer que fores. e disse-lhe Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu, ninhos, mas o filho do homem não tem onde reclinar a cabeça”. Qualquer pessoa de bom senso pode verificar que, em decorrência de não ter podido ficar na cidade, Jesus e os discípulos, rejeitados que foram, estavam se encaminhando para um outro lugar. No caminho um homem lhe diz que queria segui-lo para onde Jesus fosse. Como era pequena aquela aldeia, certamente não havia pousada em cada quarteirão para a sua equipe. Diante da possibilidade de passar toda aquela jornada pelos muitos quilômetros na terra dos samaritanos até chegar a Jerusalém, sem um lugar para poder dormir a noite, Jesus não tinha obviamente “onde reclinar a cabeça”. Jesus estava falando de uma situação temporária de um homem que fora rejeitado com sua equipe. Ele estava falando de não ter sido aceito naquela cidade e provavelmente ser regeitado durante toda a viajem em cidades samaritanas. Uma regra aurea de interpretação das escrituras, é comparar o que está escrito, com o que também está escrito. Dessa leitura superficial do que está escrito, que Jesus não tinha onde reclinar a cabeça, surjem interpretações de que Jesus não tinha sequer uma casa para morar, que morava na casa de Pedro. Essas anotações podem ser vistas em notas de rodapé de principais bíblias de estudo. Gostaria de falar sobre isso , mas isso é uma outra história…

    Fique com Deus, e não se guie pelo que os homens e as biblias de estudo ensinam, peça discernimento a Deus. “Lembre-se que em parte sabemos e em parte profetizamos”.

     

  • Dois tipos de Bíblia

    Dois tipos de Bíblia

    O mercado de Bíblias se encontra aquecido temos hoje, Bíblias para todos os gostos, em inglês já chegaram ao ponto de ter Bíblias condensadas (o volume de palavras é 1/4 das tradicionais), Bíblias com textos unissex, Bíblias rimadas, Bíblia rap, Bíblias funk, Bíblias para gays, Bíblias com novas epístolas (como uma de Martin Luther King), Bíblias para todos os gostos! Esgotados os nomes “atualizada, moderna, para hoje, nova”, etc..

    Mas você já se pegou perguntando por que tanto tipo de Bíblias?

    O que geralmente as pessoas não sabem é que existem apenas duas fontes para as traduções das Bíblias que temos hoje ao nosso alcance.

    O primeiro grupo o grupo das BÍBLIAS DA REFORMA elas foram traduzidas o mais fiel  e literal  formalmente possível, e isto a partir do texto básico encontrado em cerca de 95% dos milhares de manuscritos nas línguas originais (que sobreviveram ao tempo e chegaram até o advento da Imprensa e da Reforma, e a nós); manuscritos que basicamente concordam maravilhosamente entre si.

    Foi esta a tradução utilizada por Deus, para trazer a Reforma (séculos XVI e XVII) e trazer as grandes expansões, purificação e reavivamento do verdadeiro evangelho (séculos XVIII e XIX).

    As Bíblias da Reforma são:

    • Tyndale 1526
    • Genebra 1588);
    • King James Bible (Authorized Version) de 1611;
    • Valera 1569, 1602 TR, 1999;
    • Lutero 1545 (o irmão Waldemar Janzen consultou por nós a edição 1912, revisada em 1998, na Suíça, pela TBS – Trinitarian Bible Society);
    • Almeida 1681/1753:

    Almeida Revista e Reformada” (1847);

    Almeida Revista e Correcta” (1875);

    Almeida Revista e Corrigida“. A edição 1894 (para Portugal) foi 100% TR, mas as revisões de 1898 (para o Brasil), 1948, 1956, 1995 talvez já introduziram 0.1%, 1.5%, 1.8% e 2% do TC, respectivamente.

    • ACF – Almeida Corrigida e revisada, Fiel ao texto original” (1995). Entre as Bíblias atualmente sendo impressas, a ACF é a única 100% legítima herdeira da Almeida original, pois se baseia nos mesmos textos em hebraico e  grego, e usa o mesmo fiel método de tradução formal – literal.

     

    No segundo grupo temos as BÍBLIAS ALEXANDRINAS,  cuja tradução tem por base dois dos pouquíssimos manuscritos alexandrinos (estes dois manuscritos, Aleph (Sinaiticus) e B (Vaticanus), são os mais corrompidos de todos os milhares de manuscritos da Bíblia nas línguas originais; todos os manuscritos alexandrinos diferem bastante entre si .

    E importante observar que, em todo o mundo, até 1881 (e, no Brasil, até 1956), não havia, sequer uma Bíblia impressa que fosse  diferente e concorrente das Bíblias da Reforma, e que fosse usada por  igrejas “protestantes” . Só a partir destas datas é que Bíblias alexandrinas sorrateiramente realmente começaram a se infiltrar nas igrejas “protestantes”.

    As Bíblias Alexandria:

    • ARA – Almeida Revista e Atualizada – 1976;
    • AR – Almeida Revisada … Melhores Textos – 1995;
    • NIV – New International Version – 1986;
    • NVI – Nova Versão Internacional – 1994, 2001;
    • BLH – Bíblia na Linguagem de Hoje – 1988;
    • BBN – Bíblia Boa Nova – 1993
    • BV – Bíblia Viva – 1993 ;
    • Bíblia Alfalit – 1996;
    • CEV = Contemporary English Version;
    • NASB – New American Standard Bible – 1977;
    • TNM – Tradução Novo Mundo – 1967 [dos Testemunhas de Jeová];
    • E todas as Bíblias Católicas-Ecumênicas: Bíblia de Jerusalém-1992; Vulgata de Jerônimo, traduções do Padre Antônio Pereira de Figueiredo, Padre Matos Soares, Padre Humberto Rhoden, Padres Capuchinhos, Monges Beneditinos, Vozes, Pastoral, TEB – Tradução Ecumênica da Bíblia, TOB – Traduction Oecuménique de la Bible, etc.

     

    Atenção algumas Bíblias usam o nome Almeida enganosamente (como golpe de marketing?…): “Almeida Revisada de acordo com os Melhores textos” (1967, sempre baseada em texto e método de tradução diferentes daqueles de Almeida), “Almeida Revista e Atualizada” (1956, idem) e “Almeida Edição Contemporânea” (1992, que algumas vezes usa texto nas línguas originais diferente daquele de Almeida ).

    Outro ponto a observar é que as BÍBLIAS ALEXANDRIAS, não devem ser tomadas como traduções fiéis pelo simples fato de estarem baseadas no TEXTO CRÍTICO.

    O TEXTO CRÍTICO

    Durante os séculos XIX e XX, entretanto, uma outra forma do Novo Testamento grego surgiu e foi usada pelas traduções mais modernas do Novo Testamento. Esse Texto Crítico, como é chamado, difere largamente do texto tradicional, pois omite muitas palavras, versículos e passagens que são encontrados no Texto Recebido e nas tradições que se baseiam nele.

    As versões modernas baseiam-se, principalmente, sobre um Novo Testamento grego que é derivado de um pequeno punhado de manuscritos gregos do quarto século em diante. Dois desses manuscritos, que muitos dos eruditos modernos dizem ser superiores ao bizantino, são o manuscrito do Sinai e o manuscrito do Vaticano (c. século IV).

    Estes, por sua vez, originam-se de um tipo de texto conhecido como texto alexandrino (por causa de sua origem egípcia), referido pelos críticos textuais Westcott e Hort como “texto neutro”. Esses dois manuscritos formam a base do Novo Testamento grego, conhecido como Texto Crítico, cujo uso tem sido muito difundido desde o final do século XIX.

    Nos últimos anos tem havido uma tentativa de se aperfeiçoar esse texto, chamando-o de texto “eclético” (querendo dizer que muitos outros manuscritos foram consultados em suas edições e evolução), mas ainda é o texto que tem sua base central naqueles dois manuscritos.

    Há muitos problemas de omissão que caracterizam esse Novo Testamento grego. Versículos e passagens, que são encontrado nos escritos dos Pais da Igreja dos anos 200 e 300 a.D., estão faltando nos manuscritos do texto alexandrino (que data de cerca de 300 a 400 a.D.). Além disso, essas traduções antigas são encontradas em manuscritos que datam de 500 a.D. em diante. Um exemplo disso é Marcos 16.9-20: essa passagem é encontrada nos escritos de Irineu e de Hipólito, no segundo século, e em quase todos os manuscritos do Evangelho de Marcos de 500 a.D. em diante. Essa passagem está omitida nos manuscritos alexandrinos, o do Sinai e o do Vaticano.

    Este é somente um dos muitos exemplos desse problema. Há muitas palavras, muitos versículos e muitas passagens omitidos nas versões modernas que são encontrados no texto tradicional ou bizantino do Novo Testamento e, portanto, no Textus Receptus. O Texto Crítico diverge do Textus Receptus 5.337 vezes, de acordo com alguns cálculos. O manuscrito do Vaticano omite 2.877 palavras nos Evangelhos; o manuscrito do Sinai, 3.455 palavras nesses mesmos livros. Esses problemas entre o Textus Receptus e o Texto Crítico são muito importantes para as corretas tradução e interpretação do Novo Testamento. Contrariamente à argumentação dos que apoiam o Texto Crítico, essas omissões afetam a vida cristã quanto à doutrina e à fé.

    Seguem-se muitos exemplos de problemas doutrinários causados pelas omissões do Texto Crítico. Esta não é, de modo algum, uma lista exaustiva. O moderno Texto Crítico reconstruído:

    • Omite referência ao nascimento virginal, em Lucas 2.33;
    • Omite referência à deidade de Cristo, em 1 Timóteo 3.16;
    • Omite referência à deidade de Cristo, em Romanos 14.10 e 12;
    • Omite referência ao sangue de Cristo, em Colossenses 1.14

    Adicionalmente, cria-se um erro bíblico em Marcos 1.2: nesta passagem, no Texto Crítico, Isaías torna-se autor do livro de Malaquias. Em numerosas referências no Novo Testamento o nome de Jesus é omitido, no Texto Crítico: “Jesus” é omitido setenta vezes e “Cristo”, vinte e nove vezes.

    O que fazer então diante dessas informações:

    Use todos os textos possíveis para estudo, mais lembre-se de não confiar no texto crítico, pois é um texto ecuménico e que serve de base para seitas. E aconselho utilizar um bom dicionário indico o Strong.

     

    Bibliografia:

    http://www.solascriptura-tt.org/Bibliologia-Traducoes/Ha2TiposBibGravDiferenc.htm

    http://www.biblias.com.br/devemsaber.asp

  • 21 de dezembro de 2012 ?

    21 de dezembro de 2012 ?

    21 de dezembro de 2012 se aproxima e aumenta a preocupação dos ignorantes. Não me compreenda mal quando uso a palavra “ignorante”. Na linguagem popular (especialmente aqui no Nordeste), ignorante é uma pessoa bruta e mal-educada. Mas, na verdade, literalmente essa palavra simplesmente significa que alguém ignora algo, que alguém não possui certo conhecimento, que alguém desconhece alguma coisa.

    Por exemplo, certamente eu sou um grande ignorante em muitas coisas (sou ignorante no idioma chinês, sou ignorante sobre Física Quântica, etc.). Então, voltemos ao nosso tema. Quem ignora a verdade sobre o fim do mundo tem razão em estar preocupado com a “profecia maia” sobre o apocalipse em 2012.
    Neste artigo não vou explicar o que tem levado muito a esperarem o fim para o dia 21 deste mês, nem vou falar sobre o calendário maia. Já existem sites e informações demais na internet sobre isso. As informações que desejo repassar, infelizmente não são muito conhecidas.
    De maneira geral, podemos dividir as fontes sobre o fim do mundo em duas: a Bíblia e as outras fontes (Nostradamus, calendário maia, etc.).
    A Bíblia é o livro mais conhecido e estudado do mundo. Suas histórias têm sido confirmadas pela Arqueologia, História, Geografia e outras ciências. Mas o preconceito contra ela é muito grande. As pessoas querem acreditar em qualquer coisa (esoterismo, astrologia, numerologia ocultista, etc.), mas quando alguém cita algo da Bíblia é visto com desconfiança. Alguns exemplos:
    Quando alguém, na televisão, cita qualquer pensamento retirado de uma cultura antiga ou da cabeça de um filósofo, por mais maluco que seja, é aplaudido. Mas se citar algum versículo bíblico é visto com “olhares atravessados”. Por quê?
    As pessoas adoram comentar as profecias maias, de Nostradamus e de outros videntes, mas evitam citar a Bíblia. Por quê?
    Uma das respostas é que a Bíblia, ao contrário das outras fontes, não se preocupa simplesmente em predizer o futuro, mas em advertir aos homens para que se arrependam dos seus pecados e se voltem para Deus – e isso a Humanidade não quer fazer de jeito nenhum.
    Saber que o mundo vai acabar, que todo mundo vai morrer e que não existirá mais nada, não motiva ninguém a desejar ser mais santo, pensar mais no próximo, querer ser uma pessoa de bem, etc. Pelo contrário, quando perguntados sobre o que fariam se soubessem que o mundo iria acabar amanhã, muitos entrevistados dizem que vão aproveitar a vida, curtir a vida adoidado, beber até cair, etc.
    Raramente alguém diz que vai procurar ser uma pessoa melhor, valorizar mais a família e amar ao próximo. Essa é a diferença de pensamento quando alguém acredita na Bíblia e quando acredita em lendas esotéricas e outras fantasias religiosas.
    Qualquer informação que contrarie a Bíblia é rapidamente aceita sem questionamento, pois muitas pessoas gostariam muito que as Escrituras judaico-cristãs fossem uma grande farsa. Por que? Simples: se a Bíblia for uma farsa, Deus não existe e, portanto, não preciso me preocupar em ser uma pessoa decente, pois ninguém vai me julgar quando eu morrer.
    Um exemplo: Os quatro evangelistas (Mateus, Marcos, Lucas e João) têm sido testados por arqueólogos, historiadores e lingüistas, e têm sido aprovados como escritores íntegros e verdadeiros. O livro de Lucas, por exemplo, contém mais evidência de autenticidade histórica do que a maioria dos historiadores da antiguidade. Esses quatro homens contaram a história de Jesus e deixaram claro que Jesus viveu na terra de Israel, morreu crucificado entre 30 e 40 anos, ressuscitou e voltou para o Céu, vivo.
    Acontece que, recentemente, alguém encontrou um fragmento de um suposto evangelho escrito por Judas Iscariotes. Um material cheio de erros e que contraria claramente a história contada pelos quatro evangelistas da Bíblia. Agora adivinhe só. A aceitação desse “novo evangelho” foi muito grande, especialmente entre as pessoas que rejeitam os evangelhos tradicionais. Já está bem claro a razão disso, não está?
    Mas, afinal, quando o mundo irá acabar? A Bíblia diz alguma coisa a respeito? Será mesmo daqui a menos de duas semanas?
    Pra inicio de conversa, essa expressão “fim do mundo” nem existe na Bíblia. Você pode dizer: Espera aí! Eu já li em algum lugar da Bíblia as palavras “fim do mundo”. É mesmo? Sim, eu também já li, mas permitam-me explicar.
    Um dos lugares mais conhecidos da Bíblia onde aparecem tal expressão (em algumas traduções na língua portuguesa), é Mateus 24.3: “E estando ele sentado no Monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos em particular, dizendo: Declara-nos quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo.” Ênfase minha.
    Na verdade, a palavra grega usada nos textos originais para “mundo” aqui em Mateus significa ERA ou ÉPOCA e não MUNDO. A Bíblia mostra a Humanidade atravessando várias eras, até a chegada do Rei Messias. As profecias bíblicas falam do fim dos tempos (isto é, de épocas determinadas por Deus) e não em fim do mundo.
    Sim, e os textos bíblicos que falam da destruição da terra? Na verdade, as profecias bíblicas mostram a terra sendo renovada, redimida pelo fogo e não destruída. O propósito de Deus é restaurar a terra, não destruí-la. É claro que ela passará por alguns apertos, purificações (os 7 selos, as 7 trombetas e as 7 taças do livro de Apocalipse, por exemplo), mas nunca deixará de existir. Caso você conheça algum texto bíblico que parece contrariar o que estou dizendo aqui, por favor me escreva.
    Quando, afinal, o mundo vai acabar?
    Biblicamente, o mundo atual, ou seja, o sistema atual (político e religioso) irá acabar, deixar de existir e Deus substituirá por um sistema novo e perfeito, o Reino de Cristo. Esse tipo de mundo é que irá acabar e não o planeta. Portanto, de certa forma faz sentido se falar de fim do mundo. O que precisamos deixar bem claro é que o “mundo” que terá fim não é o planeta terra, mas o mundo pecaminoso, o mundo sem Deus, o mundo que está dominado pelo pecado, pela maldade, pela corrupção.
    Podemos dizer que o mundo acabou na época de Noé, mas a terra não. Deus renovou a terra por meio das águas do Dilúvio e o mundo corrompido da época foi totalmente destruído. A mesma coisa acontecerá novamente, só que agora a purificação do planeta será por meio do fogo e não da água. Observe que eu disse “purificação” e não “destruição”.
    Então, será que essa TRANSFORMAÇÃO que o mundo terá que passar antes que Cristo volte poderá acontecer em 21 de dezembro de 2012? Pessoalmente, acredito que NÃO! Por quê? Porque a Bíblia deixa bem claro (e nem preciso citar versículos para provar isso) que certas datas do futuro pertencem somente a Deus (quando falo DEUS refiro-me Às Três Pessoas da Divina Trindade, uma das doutrinas centrais do Cristianismo).

    Se a data exata de certos eventos pertencem somente a Deus e Ele se revela na Bíblia, não faz sentido os povos maias conhecerem os segredos dessas datas, pois ao que se sabe, essa civilização não era nem um pouco cristã.

    “Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo.”
    (Daniel 9.24)
    Moacir R. S. Junior – Igarapé Grande – MA
    morganne777@hotmail.com 
    Fonte: http://misterio777.blogspot.com.br/2012/12/quando-o-mundo-ira-acabar.html
  • A Profecia Maia

    A Profecia Maia

    “Se o que o profeta proclamar em nome do Senhor não acontecer nem se cumprir, essa mensagem não vem do Senhor. Aquele profeta falou com presunção. Não tenham medo dele” (Deuteronômio 18:22 – NVI)

    Já sabíamos! Vários filmes, como: O Planeta dos Macacos (1968), O Dia depois de Amanhã (2004), Eu Sou a Lenda (2007), 10.000 a.C. (2008), Presságio (2009), 2012: Fim dos Dias (2008), 2012 (2009), entre outros, trataram desse tema: uma raça superior sobreviverá a uma grande catástrofe.

    Com a famosa “profecia maia” às portas, alguns profetas esotéricos estão insistindo nessa mesma tecla. Deixe-me explicar melhor.

    Da Atlântida passando pelos egípcios e maias

    A lendária ilha de Atlântida, primeiramente descrita pelo filósofo Platão, nunca existiu. No entanto, foi na modernidade que alguns começaram a levar a sério a falácia de Atlântida. Na Antiguidade ninguém considerava tal possibilidade. Para os historiadores renomados, Atlântida continua sendo uma ilusão e anedota.

    Porém, de acordo com o esotérico Patrick Geryl, em 21 de fevereiro de 21312 a.C, Atlântida foi destruída parcialmente, e totalmente destruída em 27 de julho de 9792 a.C., quando desapareceu sob as águas.(1)

    Ainda segundo Geryl, milhares de pessoas sobreviveram ao cataclismo de Atlântida e estas deram origem à civilização egípcia e, provavelmente, também aos maias. Concluindo, para Geryl os egípcios seriam, com certeza, descendentes da Atlântida e os maias teriam forte possibilidades de sê-lo (2)

    Mais: baseados em suas escrituras e códigos secretos, tanto para os maias, quanto para os egípcios, a data do fim desta era, como a conhecemos hoje, será em 21-22 de dezembro de 2012.

    O que estaria previsto para acontecer em dezembro de 2012 seria algo semelhante ao que ocorreu com Atlântida. Permita-me continuar citando Patrick Geryl, no seu livro O Código de Órion:

    “Segundo os maias, haverá uma mudança nos pólos magnéticos no Sol no ano 2012. Então, do interior do Sol, serão liberadas enormes forças eletromagnéticas com poder desconhecido. Labaredas gigantes enviarão uma descomunal onda de partículas à Terra. […]

    As partículas eletromagnéticas do Sol penetrarão em todos os pontos da Terra, gerando uma intensa radiação, tanto em luminosidade quanto em radioatividade. […]

    Segundo Geryl, milhares de pessoas sobreviveram ao cataclismo de Atlântida e estas deram origem à civilização egípcia e, provavelmente, também aos maias.

    O núcleo de ferro da Terra é magnético e, devido ao deslocamento desse núcleo, a Terra começará a se mover para o outro lado.”(3) […]

    “A Terra começará a girar em sentido contrário e os pólos se inverterão!”(4) […]

    “Em conseqüência, a crosta terrestre exterior se soltará, ou seja, ficará ‘flutuando’, sem estar mais presa a seu ‘padrão’. O planeta se inclinará milhares de quilômetros em poucas horas. […]

    Em resumo, o mais horrível dos pesadelos não se igualará a essa destruição.”(5) […]

    “Quando, depois de horas e horas, a onda carregada de partículas declina, o magnetismo do interior da Terra pode se restabelecer. Contudo, os pólos se moverão também porque o que se encontra mais perto do Sol terá sofrido todo o impacto. A crosta terrestre deixará de flutuar, acompanhada novamente de terremotos apocalípticos, com porções de terra desmoronando, uma atividade tectônica desconhecida e vulcões em erupção. Mas então, como se isso não bastasse, virá uma catástrofe ainda maior: com a inércia, o movimento dos oceanos não se deterá e uma onda gigantesca cobrirá a terra. Segundo a antiga tradição, essa onda chegará a ter um quilômetro e meio de altura”.(6)

    Claro, como ocorreu com a suposta Atlântida, uma raça de terráqueos sobreviverá e re-inventará uma nova civilização.

    A violenta espiritualidade maia

    Bem, os maias, apesar de registrarem no seu calendário de “Conta Longa” o dia 22 de dezembro de 2012 como sua última data, nunca falaram em fim do mundo. Entretanto, podemos inferir que este dia, para eles, poderia ser o final de uma era e o início de outra. O fato é que em matéria de espiritualidade os maias não são exemplos para nós.

    a) O panteão dos maias:

    Nicholas Saunders é pesquisador sobre as civilizações pré-colombianas e escreveu no seu livro Américas Antigas,:

    “O mais importante deus masculino era Itzamná (Casa do Lagarto), representado na arte como um homem velho e descrito como a divindade da escrita e do aprendizado.”(7) […]

    Era um deus de múltiplas formas. “Em seu papel de criador do mundo, Itzamná era chamado de Hunab Ku. […] Itzamná parece ter sido o deus da realeza maia, especialmente em outra de suas formas, o Kinich Ahau, ou Deus Sol.”(8) […]

    “O consorte de Itzamná era Ix Chel (‘Senhor do Arco-Íris’). Durante o período maia clássico, ela estava associada com a Lua. […] Nessa época, era representada como uma mulher velha tendo cobras no lugar de cabelos e adepta da feitiçaria.(9) […]

    Desenho de um Jaguar pronto para saborear um coração que acabou de ser arrancado de um tórax humano — em Chichén Itzá, México.

    Kinich Ahau, o deus Sol, era ou uma divindade própria ou uma das formas de Itzamná. […] A paixão maia (e ameríndia) pela transformação é revelada pela mudança de forma de Kinich Ahau em Deus Jaguar.(10) […]

    O importante deus da chuva era conhecido como Chac, e também deve ter sido uma divindade singular ou talvez uma manifestação de Itzamná.”(11) No famoso Cenote Sagrado, um poço natural localizado em Chichen-Itzá, México, foram encontrados inúmeros esqueletos de homens, mulheres e crianças vítimas de sacrifício ao deus da chuva.

    Muitas outras divindades fazem parte deste panteão.

    b) Inimigos eram sacrificados e o sangue entregue aos deuses:

    Até a primeira metade do século XX, acreditava-se que os maias fossem um povo pacífico e não violento com os seus conquistados. Porém, com a revelação de um conjunto de murais coloridos nas ruínas da cidade de Bonampak, no México, este conceito mudou totalmente. Hoje, sabemos que a civilização maia tinha como sua forte identidade e legitimidade o derramamento de sangue, a fúria, a selvageria e um implacável requinte de torturas.

    Ainda segundo Saunders:

    “Para os maias clássicos, nada era tão poderoso como o sangue humano para unir os humanos ao reino sobrenatural.”(12)

    As milícias maias foram ensinadas a capturar guerreiros inimigos da linhagem real. Elas tentavam não matar os capturados para que fossem trazidos presos e sacrificados aos deuses.(13)

    “Uma interpretação desse tipo de milícia é que, para os maias, o sangue era a liga que unia o Universo, evitando que suas inúmeras partes caíssem em um caos cósmico político e social. Os deuses desejavam sangue e era dever das dinastias maias fornecê-lo em um grande número de rituais. Mais do que tudo, talvez o poder simbólico do sangue santificasse e legitimasse as complexidades do poder político da civilização maia clássica. Como um líquido sagrado, o sangue de indivíduos de alta classe era derramado em ocasiões especiais – para dedicar um novo templo piramidal, para designar um novo herdeiro e para coroar um novo rei. A imaginação dos maias não conhecia limites quando se tratava de inventar maneiras de humilhar, torturar e finalmente sacrificar as suas vítimas.”(14)

    c) Os reis eram sumos sacerdotes e divinos:

    O historiador e geógrafo americano, Jared Diamond, relatou no seu livro Colapso:

    “Na sociedade maia, o rei também funcionava como sumo sacerdote, com a responsabilidade de ministrar rituais astronômicos e de calendário, e assim trazer chuva e prosperidade. O rei alegava ter o poder sobrenatural de trazer chuva e prosperidade por causa de sua confirmada relação familiar com os deuses. Ou seja, havia um acordo tácito quid pro quo: os camponeses sustentavam o estilo de vida luxuoso do rei e de sua corte, alimentavam-nos com milho e carne de veado e construíam os seus palácios porque o rei lhes havia feito grandes promessas. […] os reis sempre entravam em conflito com seus camponeses no caso de seca, porque isso era equivalente à quebra de uma promessa real.”(15)

    Uma boa justificativa para os que não forem arrebatados

    Em que a civilização maia, aterrorizada por demônios, era mais espiritualmente evoluída do que a nossa?

    Fico a pensar, em que a civilização maia, aterrorizada por demônios, era mais espiritualmente evoluída do que a nossa? Povo pagão, ensopado no caldeirão das trevas, sem qualquer chance de ser liberto pelo sangue redentor de Jesus Cristo.

    Segundo alguns filmes, geralmente após grandes cataclismos, uma nobre geração de pessoas espiritualmente mais evoluídas consegue escapar da hecatombe e reiniciar uma nova civilização. Seria supostamente o surgimento de uma raça elitizada e mais desenvolvida.

    Por que esta idéia é tão explorada nos filmes? Pasmem! Os ufólogos da Nova Era pregam que após uma grande catástrofe que sobrevirá à Terra, um povo menos evoluído será abduzido por discos voadores para ser reciclado em outro planeta (provavelmente estão se referindo ao Arrebatamento da Igreja de Cristo), enquanto os que ficarem na terrinha gozarão de uma nova ordem mundial. Sensacional justificativa satânica para o Arrebatamento da Igreja e a Tribulação que se seguirá. Sobre este assunto, confira nosso livro A Agenda Secreta .

    Quanto a essa história do calendário maia prever o fim do mundo para dezembro de 2012, não se desesperem, pois vem aí o calendário asteca. De acordo com os cálculos astecas (civilização mesoamericana que surgiu mais de um século após os maias), o mundo terminará em 2027. Acredito que antes de chegarmos nesta última data, assistiremos a mais um filme hollywoodiano, desta vez intitulado “2027” com uma iluminada raça ressurgindo dos escombros.

    Estamos de fato nos acostumando com essa idéia de falsas datas para “fins do mundo”. No entanto, não devemos perder de vista aquele momento grandioso do único final (e recomeço) do mundo: “Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do Homem” (Mateus 24:27). Maranata!

     

    Fonte : Dr. Samuel Fernandes Magalhães Costa – http://www.chamada.com.br

    Bibliografia

    1. Geryl, Patrick, O Código de Órion: O fim do mundo será mesmo em 2012? Editora Pensamento-Cutrix Ltda, São Paulo, SP, 2006, páginas 37-38.
    2. Id, páginas 146-147.
    3. Ibid, página 29.
    4. Ibid, página 33.
    5. Ibid, páginas 33-34.
    6. Ibid, página 31.
    7. Saunders, Nicholas J., Américas Antigas: As Grandes Civilizações. Madras Editora Ltda. São Paulo, SP, 2005, páginas 75-76.
    8. Id, páginas 76-77.
    9. Ibid, página 77.
    10. Ibid, página 77.
    11. Ibid, página 77.
    12. Ibid, página 75.
    13. Ibid, página 81.
    14. Ibid, página 81.
    15. Diamond, Jared, Colapso: Como as sociedades escolhem o fracasso ou o sucesso. Editora Record, Rio de Janeiro, RJ, 2009, sexta edição, página 207.

     

     

  • Onde estão os finados

    Por: Augustus Nicodemus Lopes
    Eu sei que a resposta óbvia é “enterrados no cemitério”, mas eu me refiro à alma dos finados. A resposta bíblica pode ser resumida em alguns pontos, que não pretendem ser exaustivos, mas que representam o pensamento evangélico histórico e reformado sobre o que acontece após a morte.
    • Imediatamente após a morte, as almas dos homens voltam a Deus. Seus corpos permanecem na terra, onde são destruídos.
    • As almas dos finados não caem em um estado de sono ou de inconsciência após a morte.
    • As almas dos salvos em Cristo Jesus entram em um estado de perfeita santidade e alegria, na presença de Deus, e reinam com Cristo, enquanto aguardam a ressurreição de seus corpos.
    • Esta felicidade não é impedida pela memória de suas vidas na terra, uma vez que agora eles consideram tudo à luz de perfeita vontade de Deus e do Seu plano perfeito.
    • Sua felicidade e salvação é somente pela graça de Deus.
    • Eles não têm poder de interceder pelos vivos ou tornar-se mediadores entre eles e Deus.
    • As almas dos perdidos não são destruídas após a morte, mas entram em um estado de sofrimento consciente e de escuridão, tirados da presença de Deus, enquanto esperam o dia do julgamento.
    • Não há outros estados além destes dois após a morte. Não há qualquer base bíblica para a doutrina do purgatório e nem da reencarnação.
    • Nem as almas dos salvos nem as dos perdidos podem voltar para a terra dos vivos após a morte. Todas os fenômenos considerados como a ação de almas desencarnadas deve ser atribuída à imaginação humana ou à ação de demônios.

    A realidade da morte e da sobrevivência da alma deveria nos lembrar sempre das palavras de Jesus: “De que adiante ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”

  • Os Fatos Sobre a Vida Após a Morte

    A Visão Bíblica da Morte: Céu ou Inferno Eternos

    A morte em si é uma condição de separação. De acordo com a Bíblia, há somente dois tipos de morte. Primeiro, existe a morte física, que envolve a separação temporária do espírito em relação ao corpo. Mais tarde, na ressurreição, o corpo será reajuntado ao espírito humano. Segundo, existe a morte espiritual ou a separação do corpo e espírito humanos em relação a Deus. Essa condição é irremediável.

    A morte não é boa – ela jamais foi boa. A morte física – separação em relação ao corpo – não é boa, uma vez que o homem fica “despido” (2 Coríntios 5.4; Filipenses 3.21; 1 Coríntios 15), num estado fora do natural. A morte espiritual – separação de Deus – obviamente também não é boa, já que é eterna.

    A “morte” e a “vida” são irreconciliáveis e condições opostas de existência, tanto nesta vida como na próxima. Sem Cristo, a morte conduz somente a uma coisa – julgamento eterno: “E assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez e, depois disto, o juízo” (Hebreus 9.27). Mas com Cristo, a morte conduz à vida: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim, não morrerá, eternamente” (João 11.25-26). E: “Em verdade, em verdade vos digo: Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida” (João 5.24).

    A Bíblia ensina que antes da salvação, mesmo estando vivos, todos os homens e mulheres existem num estado de morte espiritual ou separação de Deus. Seus espíritos humanos estão mortos para as coisas em que Deus está realmente interessado (veja Lucas 15.24-32; Efésios 2.1; 1 Timóteo 5.6; Apocalipse 3.1). Muito embora estando vivos fisicamente, eles não consideram o único Deus verdadeiro, nem Lhe agradecem, nem se importam com Seus interesses. Qualquer que seja o conceito de Deus que tenham, eles não aceitam o único Deus verdadeiro. Daí porque o próprio Jesus disse: “Deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos”, ensinando explicitamente que os seres humanos vivos ao redor dele estavam, no que dizia respeito a Deus, espiritualmente mortos (Lucas 9.60; Romanos 3.10-18).

    A Bíblia nos ensina que a morte física e espiritual existe por uma razão – o pecado. Deus avisou Adão e Eva que se eles Lhe desobedecessem, morreriam naquele dia (Gênesis 2.17). Daí porque a Bíblia ensina que “o salário do pecado é a morte” (Romanos 6.23).

    Como o pecado causa a morte, o problema do pecado deve ser resolvido antes que a morte possa ser erradicada. Essa é a razão do ensino cristão da Expiação – que Cristo morreu pelos pecados do mundo. Como Jesus ensinou: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16). Qualquer um que recebe a Cristo como seu Salvador pessoal é “nascido de novo” ou vivificado espiritualmente. Essa pessoa recebe a verdadeira vida após a morte, ou, em termos bíblicos, a vida eterna (João 6.47). Mas o que realmente acontece, sem dúvida, é que o estado de morte espiritual do crente é cancelado no momento em que ele recebe a Cristo. Não mais haverá a possibilidade dele sofrer o julgamento de Deus por causa dos seus pecados, que é a segunda morte. Em vez disso, na hora da morte física, ele se juntará a Deus para sempre. Essa é a essência do termo “salvo”. Mas deve-se frisar que o sistema é condicional. Os homens devem crer na morte expiatória de Jesus Cristo, ou não poderão ser salvos. Esta é a condição: que aceitem o que Deus fez através da Pessoa de Cristo.

    A esperança cristã, portanto, está na ressurreição física e na imortalidade eterna baseadas na ressurreição e vida de Cristo, não em uma visão mediúnica de uma gradual auto-progressão espiritual depois da morte (Romanos 4.25; 1 Coríntios 6.14; 2 Coríntios 4.14; 5.1; Efésios 1.15-21; 2.4-10; Filipenses 1.21, 3.21; Colossenses 3.4, etc.). Os que aceitam a Cristo herdam o céu para sempre, enquanto os que rejeitam a misericórdia de Deus herdam o inferno para sempre.

    Assim, a visão bíblica é que os salvos estão com Deus – eles estarão com Ele no momento da morte (Lucas 23.43; João 12.26; Atos 7.59; 2 Coríntios 5.8; Filipenses 1.23), enquanto os mortos não salvos estão confinados e sob castigo. Além do mais, não existe possibilidade de alterar a condição de alguém após a morte. A morte, portanto, não é extinção, como muitas seitas ensinam. Ela não envolve uma condição de reencarnação, onde a alma experimenta muitas vidas, como crê o ocultismo. Ela não envolve uma condição de união ou absorção final por alguma essência impessoal, divina, conforme muitas religiões orientais ensinam (Eclesiastes 12.5; Lucas 12.46-47; 16.19-31; Atos 1.25; Hebreus 9.27, 10.31, 12.27-29; Salmos 78.39; 2 Coríntios 5.11; 2 Pedro 2.4,9; Apocalipse 20.10,15).

    Sem dúvida, se os salvos estão com Cristo e os não salvos confinados e sob julgamento, então os mortos não estão livres para perambular e, portanto, os supostos mortos das EQMs (Experiências de Quase-Morte) não são o que afirmam ser. […]

    Conclusão

    Se cada um de nós vai morrer um dia, então o mais importante é ter a segurança de entrar a salvo na morte. Se temos ou não temos medo de morrer, não precisamos temer a morte se nossos pecados estão perdoados através da fé em Jesus Cristo.