Subsidio lição 6 EBD Editora Central Gospel – IGREJA Membros em um só corpo

Texto Bíblico – Efésios 4:4-13

Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação;Um só Senhor, uma só fé, um só batismo;Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós.Mas a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo. Por isso diz: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, E deu dons aos homens.Ora, isto-ele subiu-que é, senão que também antes tinha descido às partes mais baixas da terra? Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para cumprir todas as coisas.E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores,.Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo,

Texto Áureo

Procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. Efésios 4.3

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Subsidio EBD Lição 5 – Entraves à Unidades – Revista Central Gospel

Texto Bíblico Básico – Neemias 4:1-8

E sucedeu que, ouvindo Sambalate que edificávamos o muro, ardeu em ira, e se indignou muito; e escarneceu dos judeus. E falou na presença de seus irmãos, e do exército de Samaria, e disse: Que fazem estes fracos judeus? Permitir-se-lhes-á isto? Sacrificarão? Acabá-lo-ão num só dia? Vivificarão dos montões do pó as pedras que foram queimadas? E estava com ele Tobias, o amonita, e disse: Ainda que edifiquem, contudo, vindo uma raposa, derrubará facilmente o seu muro de pedra. Ouve, ó nosso Deus, que somos tão desprezados, e torna o seu opróbrio sobre a sua cabeça, e dá-los por presa, na terra do cativeiro. E não cubras a sua iniqüidade, e não se risque de diante de ti o seu pecado, pois que te irritaram na presença dos edificadores. Porém edificamos o muro, e todo o muro se fechou até sua metade; porque o coração do povo se inclinava a trabalhar. E sucedeu que, ouvindo Sambalate e Tobias, e os árabes, os amonitas, e os asdoditas, que tanto ia crescendo a reparação dos muros de Jerusalém, que já as roturas se começavam a tapar, iraram-se sobremodo, E ligaram-se entre si todos, para virem guerrear contra Jerusalém, e para os desviarem do seu intento.

Texto Áureo

Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo,
Filipenses 3:18

Introdução

Desde que a humanidade existe, sempre houve aqueles que querem fazer objeção a obra  o relato de quando Neemias estava reedificando os muros, Sambalate (ou Sambalá) heronita que era governador de Samaria ardeu em ira e se indigna e juntou com Tobias que era um ex-escravo que se tornou governador de Amonn.

Sambalate era governador de Samaria por isso pretendia governar a Judéia também, mas a vinda de Neemias teria prejudicado seus planos. Ele põe em dúvida a autoridade de Neemias. E Tobias e os demais tinham interesses políticos e econômicos para que Jerusalém não fosse reerguida.

Que fazem estes fracos judeus? Permitir-se-lhes-á isso? Sacrificarão? Darão cabo da obra num só dia? Renascerão, acaso, dos montões de pó as pedras que foram queimadas?Estava com ele Tobias, o amonita, e disse: Ainda que edifiquem, vindo uma raposa, derribará o seu muro de pedra”. (Ne. 4.1-3).

E sempre assim se você se levantar para fazer a obra do Senhor, se prepare para a oposição, nem Jesus escapou deste tipo de oposição, os reis, governantes, os religiosos judaicos da época, Pedro certa vez declarou algo que era contra os propósitos de Deus e Jesus o repreendeu e um dos seus próprios discípulos e não era um qualquer era um discípulo de confiança tanto que cuidava do dinheiro, então hoje em dia não podemos nos enganar achando que fazendo algo para Deus vai dar tudo certo, tudo vai correr as mil maravilhas.

No texto áureo lemos a lamentação de Paulo, falando dos inimigos da cruz de Cristo, que eram Judeus, que não aceitavam a vergonha da cruz, e pregavam um sistema judaizante, fazendo prosélitos e desfiando o povo do caminho reto do Senhor.

Engraçado que hoje em dia esse povo ainda está por ai são alguns não generalizando, Judeus Messiânicos, que querem a todo custo evangelizar e levar prosélitos os cristão no mundo todo a abrasarem todo ritual judaico, a internet está cheia deles, pregam a circuncisão, a observância da lei e outras coisitas mais.

Como já dizia Salomão não há nada novo debaixo do Sol, o que já foi agora é de novo parafraseando.

Mais vamos analisar alguns entraves quanto a nossa relação com Deus, Jesus, família e igreja.

1- O Primeiro grande inimigo e o Pecado

O pecado do homem vem sempre como grande vilão da vida cristão, porque o pecado nos separa de Deus.
Quando o primeiro casal pecou, foi expulso do jardim, onde Deus andava (Gênesis 3:23; 2:17; 3:8). Isaías viu este problema em relação ao povo de Israel:
“Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir. Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça” (Isaías 59:1-2).

1.1 A falta de Submissão

Submissão não é mera obediência externa, nem tão pouco quando controlado. Submissão é prestar obediência inteligente a uma autoridade delegada. É exteriorizar um espírito submisso, mesmo quando ninguém está por perto. É renunciar à opinião própria quando se opõe à orientação daqueles que exercem autoridade sobre nós.

Quando é que aprendemos o que é a submissão? Quando é que nos convertemos? Quando aceitamos o senhorio de Cristo sobre nossas vidas. Quando verdadeiramente renuncio a tudo o que tenho, nego a mim mesmo , tomo a cruz e sigo ao Senhor. Sigo submisso às direções e orientações que recebo das autoridades delegadas. “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus”, “antes a si mesmo se esvaziou”… “a si mesmo se humilhou”, “tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz” (Fp 2 5-8). Só existe um caminho para a submissão, andar como Cristo andou (1Jo 2.6). Ele é o nosso modelo. E, “embora sendo Filho (Jesus homem), aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu” (Hb 5.8).

Sem submissão jamais chegaremos ao alvo. Nem estaremos sendo cooperadores do Senhor. Se alguém é independente, rebelde, não é membro do corpo, pois sendo membro será sempre dependente, submisso. Como pode um membro subsistir no corpo se não se submeter às ordens da cabeça? Assim também nós não podemos subsistir no corpo de Cristo se não formos sujeitos as autoridades delegadas. Quando uma mulher não se submete ao seu marido, ou quando um filho não obedece ao seu pai, ou quando o empregado não acata a ordem de seu chefe, ou quando o discípulo não se submete as autoridades, é porque estão cheios de si mesmos. Quem está cheio de Cristo está cheio de obediência. O evangelho do reino aniquila com a independência do homem, bem como com a rebeldia: faz do homem um Ser submisso.
Quando o homem vive no princípio de submissão às autoridades delegadas por Deus, ele desfruta de benefícios desejados por todos os homens, a saber:

  1. Paz, ordem e harmonia no corpo de Cristo;
  2. Edificação e formação de vidas;
  3. Unidade e saúde na igreja;
  4. Cobertura e proteção espiritual.

1.1.1 – O Pecado na família

Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia. (Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?); 1 Timóteo 3:4-5

Na qualificação bíblica para pessoa ser ordenada, na obra de Deus, tem o requesito basico que é de que o candidato tenha sua casa toda em ordem, Não há provavelmente uma área tão importante na nossa vida e na vida da igreja cristã quanto à família. Cremos que não há muita dúvida a respeito desta afirmação. Todos nós concordamos que famílias sadias e equilibradas formam o esteio de igrejas e sociedades equilibradas.

Agora afirmar hoje que a família é a base e a célula mater da sociedade, me parece afirmar mais uma verdade do que uma realidade vivida e aceita.

O que quero dizer é que como verdade absoluta essa afirmação é imutável e que como realidade ela já não está tão arraigada nos conceitos e convicções de nossa sociedade, visto a própria situação de sociedade em que vivemos. Ao menos, de maneira implícita essa verdade hoje não é aceita, já que, em seu conceito básico a família é uma instituição Divina, e Deus hoje parece estar entre parênteses para a maioria das pessoas e famílias e à margem da educação familiar.

A unidade da família é importante para a pessoa e para a sociedade, é no âmbito da família que o homem recebe as primeiras noções do bem e da verdade, aprende a amar e ser amado e o significado de ser pessoa, tanto que a bíblia aponta como a terceira prioridade a Família, logo após Deus e o Conjugue e antes do trabalho e igreja.

1.1.2 – O Pecado Social

Naqueles dias não havia rei em Israel; cada um fazia o que parecia bem aos seus olhos. Juízes 17:6

Naqueles dias não havia rei em Israel; porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos. Juízes 21:25

Nos estamos em nossos tempos a pos-modernidade, onde artistas, pensadores e historiadores (chamados formadores de opinião), defendem que a ascensão do ceticismo e do relativismo na nossa forma de pensar.

Ceticismo – Afirma que não se pode obter nenhuma certeza absoluta a respeito da verdade. Os seus adeptos questionam, Por que há tanto sofrimento no mundo? Como pode um Deus amoroso deixar seus filhos irem para o inferno? Um Deus cristão não deveria ser um Deus de amor? São algumas resposta que a igreja e os cristãos tem que dar aos céticos de plantão.

Relativismo – É a teoria filosófica que se baseia na relatividade do conhecimento e repudia qualquer verdade ou valor absoluto. Ela parte do pressuposto de que todo ponto de vista é válido.

Essa filosofia afirma ainda que todas as posições morais, todos sistemas religiosos, todos movimentos políticos, etc., são verdades que são relativas ao indivíduo.

Infelizmente, a filosofia do relativismo é penetrante em nossa cultura hodierna. Com a rejeição de Deus, e do Cristianismo, a verdade absoluta particular está sendo praticamente abandonada. Nossa sociedade pluralista deseja evitar a idéia que há realmente o certo e o errado. Isto é demonstrável através de nosso ambiente social: do sistema judicial deteriorado que possui cada vez mais dificuldades em punir os criminosos, da mídia que continua a nos empurrar o seu pacote particular do que seja moralidade e decência, de nossas escolas que ensinam a evolução e a “tolerância social”, etc. Como conseqüência, o relativismo moral está cada vez mais ganhando espaço no sentido de encorajar a todos em aceitar o homossexualismo, a pornografia na TV, a fornicação, e uma avalanche de outros pecados que outrora foram considerados errados e perniciosos, mas que agora estão sendo aceitos e até mesmo encorajados em nossa sociedade. Isto se infiltrou tanto em nossa moderna maneira de pensar que se você falar algo contra o relativismo e sua vã filosofia, então prontamente te rotulam como fanático intolerante.

“Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por Mim” (João 14:6).

Para serem salvas, as pessoas se esforçam, procuram ser pessoas boas, honestas, íntegras mas … nada disso poderá levá-las para o céu, pois a Palavra de Deus nos diz claramente que somente JESUS é … O ÚNICO CAMINHO, A ÚNICA PORTA e o ÚNICO MEIO de nos dar a vida eterna.

1.1.3 – O Pecado da falta de zelo para casa do Senhor

Este profeta tem uma palavra muito forte ao afirmar em seu livro que a pobreza e as más colheitas são uma censura à letargia espiritual dos repatriados do exílio da Babilônia e o desleixo com as coisas de Deus. Por isso, Ageu clama ao povo que renove sua fé no Senhor e construa uma casa digna dEle, da Sua grandeza, e, as bênçãos sobre o povo se multiplicarão. E realmente isso acontece! O final do livro de Ageu – poderíamos dizer assim: O final desta história – termina com a benção do Senhor para aqueles que obedecem à sua voz:“Estai bem atentos, a partir de hoje e no futuro… desde o dia que foi fundado o Templo do Senhor, estai atentos… A partir de hoje, eu vou abençoar”. (2: 18-19).

Fico pensando: temos tanto prazer e orgulho em receber visitas em nossas casas. Deixamos tudo arrumadinho, cortinas novas, iluminação boa, sofás confortáveis. Nos incomoda a parede suja ou a pintura antiga e desbotada. Queremos um bom microsystem para ouvir nossas músicas “com qualidade digital”. Servimos o cafezinho às nossas visitas nas melhores louças que possuímos. Tudo para nosso conforto, e, bem-estar dos nossos convidados. Investimos na nossa habitação. E isso é muito bom! É ordem, é zelo! Mas, e quanto a Casa do Senhor?

1.2 – O pecado da auto-suficiência humana.

O exemplo mais claro é a vida de Moises, ele viveu no palácio como príncipe real durante seus primeiros 40 anos (At 7.23). Os próximos 40 anos ele viveu no deserto, não muito longe do Sinai, por onde mais tarde conduziria o povo de Deus (At 7.29,30). Seus últimos 40 anos foram dedicados a liderança do povo de Deus, tirando-os da servidão do Egito e conduzindo-os a entrada de Canaã (Nm 14.33). Ele viveu 120 anos (Dt 34.7), divididos em três períodos de 40 anos cada.

No palácio de Faraó, ele viveu cercado de luxo e se preparou sob a direção dos melhores professores e líderes da época, na corte mais adiantada do mundo de então. Humanamente ele estava preparado, mas espiritualmente ele aprendeu as primeiras lições com Deus, na solidão do deserto. Era Deus guiando os seus passos e preparando na sua escola da experiência para a grande obra que ele deveria executar.
Isso ocorreu para que Moisés depois não se orgulhasse, mas desse toda glória a Deus. Foi no deserto que Moisés libertou-se de sua auto-suficiência que tanto complicou a sua vida quando ele prematuramente agiu na sua força no sentido de querer libertar o seu povo, pensando que tinha capacidade para isso, Ex 2.11-15.

40 anos ele levou para aprender toda ciência humana e mais 40 para descobri que não sabia de nada. E nós por mais que saibamos nunca chegaremos a plenitude do saber esta pertence a Deus.

Moises e a rocha

Então disse o SENHOR a Moisés: Passa diante do povo, e toma contigo alguns dos anciãos de Israel; e toma na tua mão a tua vara, com que feriste o rio, e vai. Eis que eu estarei ali diante de ti sobre a rocha, em Horebe, e tu ferirás a rocha, e dela sairão águas e o povo beberá. E Moisés assim o fez, diante dos olhos dos anciãos de Israel. Êxodo 17.5,6

E o SENHOR falou a Moisés dizendo: Toma a vara, e ajunta a congregação, tu e Arão, teu irmão, e falai à rocha, perante os seus olhos, e dará a sua água; assim lhes tirarás água da rocha, e darás a beber à congregação e aos seus animais. Então Moisés tomou a vara de diante do SENHOR, como lhe tinha ordenado. E Moisés e Arão reuniram a congregação diante da rocha, e Moisés disse-lhes: Ouvi agora, rebeldes, porventura tiraremos água desta rocha para vós? Então Moisés levantou a sua mão, e feriu a rocha duas vezes com a sua vara, e saiu muita água; e bebeu a congregação e os seus animais. E o SENHOR disse a Moisés e a Arão: Porquanto não crestes em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel, por isso não introduzireis esta congregação na terra que lhes tenho dado. Números 207-12

Por causa da falta de água, o povo contendeu contra Moisés – foi sua sétima murmuração contra este servo de Deus, novamente em Cades. A terra de Canaã, com fartura de tudo, estava próxima, mas eles ainda não haviam chegado. É bom nos lembrarmos que não estamos aqui permanentemente: somos peregrinos neste mundo e um dia vamos sair daqui. Portanto não percamos o nosso tempo em lamentações sobre as condições do meio em que vivemos.

Novamente, como acontecia sempre que o povo contendia com Moisés, a glória do SENHOR apareceu, para resolver a situação. Ele mandou que Moisés tomasse a vara (de Arão), ajuntasse o povo e, com Arão, falasse à rocha para dela obter água.

Agora sabemos que a rocha era uma figura de Cristo (1 Coríntios 10:4). Muitos anos antes a rocha havia sido ferida por Moisés para obter água (Êxodo 17:5,6); para se manter o simbolismo, a rocha não deveria ser ferida novamente, pois Cristo iria ser ferido, ou crucificado, uma única vez pelos nossos pecados (Hebreus 10:12). A água abundante simboliza o derramamento do Espírito Santo, que satisfaz a sede espiritual e fortalece com Seu poder.

A ação de Moisés, declarando “porventura faremos sair água desta rocha”, e ferindo a rocha duas vezes com a vara resultou de:

Incredulidade: Da outra vez obteve água ao bater na rocha; ele não cria que apenas falar à rocha daria resultado, e a sua incredulidade aparecia na palavra porventura.

Petulância: Não santificou (obedeceu) o SENHOR diante dos filhos de Israel, mas, dizendo faremos ele se arrogou autoridade que pertencia somente ao SENHOR, e feriu a rocha.

Exaltação: Moisés não somente prejudicou o simbolismo da rocha com a sua desobediência, mas exaltou-se a si próprio.

Assim mesmo, o SENHOR fez o milagre, e saíram muitas águas (fontes) da rocha. Mas Moisés foi castigado por sua incredulidade (o mesmo pecado que o povo havia cometido 37 anos antes) com a proibição de entrar na terra prometida (o mesmo castigo que o povo sofreu).

2- As Divisões Internas

Os inimigos de Deus não dão trégua, além de perseguir a igreja externamente, também ataca a unidade da igreja internamente. Temos os falsos mestres e falsos pastores e falsos irmãos que a bíblia apresenta com joio, e não adianta você se revoltar e sair e tentar procurar outra igreja, porque não existe igreja perfeita e a partir do momento que você chegar lá já estragou tudo. Costumo disser que a igreja está cheia de doentes e problemáticos que estão sobre cuidado do bom pastor.
Vejamos alguns casos que causam divisão na igreja, ou em qualquer instituição.

2.1 – O entrave da preferência

Apesar de ser uma igreja que se via como espiritual (1 Coríntios 3.1) e de ser voltada para a busca de dons  (1 Coríntios 12.31; 14.1; 14.12), a igreja de Corinto estava na iminência de dividir-se em pelo menos quatro pedaços. Paulo, ao escrever-lhes, menciona que tem conhecimento de quatro grupos dentro da comunidade que ameaçavam a sua unidade: os de Paulo, os de Pedro, os de Apolo e os de Cristo (1 Coríntios 1.11-12). A igreja de Corinto, com seu espírito faccioso e divisionista, a despeito de sua pretensa espiritualidade, ficou na história como um alerta às igrejas cristãs de todo o mundo, registrado na carta que Paulo lhes escreveu para aprendermos a lição.

O problema tinha a ver com a tendência comum de alguns crentes de venerar líderes cristãos reconhecidos. Com exceção de Cristo, os nomes escolhidos pelos coríntios são de um apóstolo (Pedro e Paulo) ou de alguém associado com eles (Apolo): Paulo era o fundador apostólico da igreja (4.15); Apolo, por sua vez, embora não considerado no Novo Testamento como um apóstolo, era um pregador eloqüente e tinha desenvolvido um ministério frutífero entre os coríntios, depois da partida de Paulo (3.6, cf. At 18.24-28, 19.1); E Pedro era o conhecido líder dos apóstolos, e muitos possivelmente teriam sido atraídos a ele, embora não seja certo que alguma vez ele haja visitado a igreja de Corinto.

Embora haja momentos em que uma divisão seja necessária (quando, por exemplo, uma denominação abandona as Escrituras como regra de fé e prática), no entanto percebemos que as causas do intenso divisionismo evangélico no Brasil são intrinsecamente corintianas.

Os “de Cristo” eram os mesmos “espirituais”, um grupo na igreja que se considerava “espiritual” (cf. 3.1; 12.1; 14.37). Para eles, o conceito de ser “espiritual” estava relacionado com o uso dos dons espirituais, principalmente de línguas e de profecia. Este grupo, por causa do acesso direto que julgava ter a Deus, através dos dons, teria considerado desnecessário o ministério de Paulo, tinham-no em pouca conta, e mesmo queriam julgar a sua mensagem (1 Coríntios 4.3; 4.18-21; 8.1-2; 9.3). Esse seria o grupo “de Cristo,” cujos membros (em sua própria avaliação) não dependiam de homem algum, mas somente e diretamente do Senhor, através dos dons. Paulo faz pouco caso das suas reivindicações, e considera a igreja toda como sendo “de Cristo” (cf. 3.23; 2 Coríntios 10.7).

2.2 – O entrave do monopólio da verdade

Durante a Idade Média, e até início do século XVI, milhares de pessoas morreram porque uma igreja tinha o poder absoluto, alegando ter autoridade dada por Deus. E em nome de Deus, crendo serem seus representantes, os dirigentes, chefes dessa igreja monopolizavam a verdade, impondo aos seus membros, (ou não membros) sob pena de tortura, excumunhão e morte, aquilo que eles determinavam como a única verdade.

Com as igrejas reformadas não foi muito diferente. Alguma coisa mudou, havia que mudar, ou não surgiriam novas organizações com novos dirigentes; mas o princípio era o mesmo: monopólio da verdade, hierarquia, imposição de doutrinas, e o exercício do poder abusivo. Algumas lições do Evangelho são seguidas apenas para satisfazer seus próprios interesses. Os interesses dos guias, dos chefes, chamados de pastores, reverendos, ministros, que atuam como donos da igreja, donos da verdade. E também, como a igreja-mãe, julgam, condenam, castigam, aqueles que da membresia, discordam de alguma forma de doutrina ou dogma.
Portanto Jesus na sua infinita sabedoria não deu o monopólio a ninguém e o apostolo Paulo, nos chama a atenção para a multiforme graça de Deus, que pode ser comparado a uma colcha de retalho que possuem vários retalhos diferentes uns dos outros são as diversas igrejas cristãs que contribuem para o reio de Deus e para proclamação do evangelho de Cristo entre os homens.

2.3 – O entrave da palavra

A falta de ensinamento bíblico correto tem gerado vários entraves  a unidade do corpo de cristo por desconhecimento pregam um evangelho superficial, um evangelho sem a cruz, um evangelho legalista, onde o homem aparece como o grande astro e Deus um mero figurante ou marca para ser usada.
O ensino da palavra e a pregação principalmente em nossos dias em que há carência da palavra verdadeira têm que ter como base os seguintes requisitos:

  1. Bíblica (Respeitando a hermenêutica a própria bíblia se explica )
  2. Cristocêntrica .(“A natureza nos forma, a ciência nos informa , mas, somente a Bíblia através de Cristo nos transforma”).
  3. Dependente do Espírito .( Tanto no preparo como na apresentação).
  4. Isenta do Eu. ( A habilidade impressiona, mas, não transforma).
  5. Fervorosa e Entusiasta. (Deus dentro convicção). O entusiasmo faz a mentira parecer verdade e a falta dele faz a verdade parecer mentira.
  6. Clara e Precisa. (Muitos pregam sermões que poderiam ser intitulados: “um dia compreenderás”).
  7. Que revele o Amor de Deus. (Nenhum sermão deve ser apresentado sem ter esta  ênfase).

3- Antídotos contra os entraves

Os antídotos e soluções eficientes são os recursos que são providenciados por nosso Deus.

3.1- Um único Deus o verdadeiro

Nada pode ocupar o lugar de Deus em seu coração todo seu corpo, alma e mente tem que estar voltada para o único e verdadeiro Deus.

3.2- Um único Senhor: Jesus

Olhemos, seguimos somente a Cristo, o autor e consumador da nossa fé, andando em fé a exemplo de Pedro que andou sobre o mar representando todas as nossas tribulações na vida e lutas para preservar a unidade enquanto ele olhava para Cristo estava andando por fé sobre as águas e quando ele tirou os olhos de Jesus, ele naufragou e teve que ser socorrido por Jesus.

3.3- Um único Espírito: O do Senhor

A unidade da Igreja como obra do Espírito Santo, e não de uma autoridade exterior.  Porque o Espírito Santo ele  “desce sobre todos os que ouvem a Palavra” (At 10,44), mas também testifica: “O que nasceu do Espírito é espírito” (Jo 3,6). 5 O Espírito Santo vivifica, portanto, e faz verdadeiramente com que os membros vivam. Mas o Espírito vivifica unicamente os membros que se encontram no corpo que ele vivifica.

1- No pensamento – Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. Filipenses 4:8. A igreja precisa entender que quando há unidade de pensamentos o caminhar fica mais tranqüilo e abençoado. A igreja que tem unidade de pensamentos avança na mesma direção e amplia seus espaços.

2- Nas atitudes – E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. Atos 4:33
A forma como agimos provoca uma reação coletiva que traz um nível de transformação tremendo para a igreja. As pessoas precisam ver em nós as mesmas atitudes.

3- Na concordância – Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer. 1 Coríntios 1:10 Quando dois de nós concordamos acerca de alguma coisa na terra Deus terá prazer em nos abençoar e fazer com que a prosperidade nos alcance.

4- Na divisão de tarefas – Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano.E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas.Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio.Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra.E este parecer contentou a toda a multidão, e elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, e Filipe, e Prócoro, e Nicanor, e Timão, e Parmenas e Nicolau, prosélito de Antioquia; At. 6:1-6 A seara realmente é grande e os trabalhadores são poucos, mas para isso é preciso que tenhamos sensibilidade na divisão de tarefas, não querer abraçar todas as atividades sozinho. A divisão de tarefas é uma mostra de que estamos em unidade e não centralizando tudo numa só pessoa.

5- Nas conquistas – E a multidão dos que criam no Senhor, tanto homens como mulheres, crescia cada vez mais. Atos 5:14. Toda conquista só se consolida se tivermos unidade dada pelo Espírito Santo. Devemos querer conquistar pela unidade e não na individualidade.

3.4 – Uma só palavra: a que dá vida

A bíblia e a nossa única fonte de vida espiritual, são muitos os ensinos errados que circulam por ai mais devemos sempre ficar com que a bíblia diz não importa a experiência pessoal ou revelação, até se uma anjo descer do céu, não acredite, e ela diz que nos últimos dias apareceram homens fazendo sinas e prodígios de mentira e enganarão a muitos.

Conclusão

A solução para todos os problemas da humanidade, só econtram soluções em Deus.

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A Unidade Observada na Bíblia – Lição 4

 

Texto Áureo:  Sm 119.18 – Abre tu os meus olhos, para que veja as maravilhas da tua lei.

A paz do Senhor amado(a), está aqui uma sugestão para você ministrar sua aula ou aprender mais:

Palavra introdutória

Algumas dicas inicias:

Querido(a) professor(a), antes de começar se lembre de coisas importantes:

Busque a participação de todos, com perguntas e debates;

Torne a aula interessante, com ilustrações e exemplos;

Torne a aula prática, mostrando aos alunos como eles poderão aplicar em
suas vidas o que aprenderam;

Professor(a) após a leitura desse início, comente explique que a Palavra escrita é o conteúdo bíblico e a Palavra viva é a revelaçãode Jesus.

Recomendo que você pergunte: O que é a unidade da Bíblia?

Peça para cada um responder com suas palavras.

R: É característica que a Bíblia tem de ser única, centrada em torno de um tema, coesa, em acordo consigo mesma e sem contradições.

I. NECESSIDADES DE SE ESTUDAR A BÍBLIA

Diga aos alunos que o povo de Deus só passou a cumprir efetivamente esse mandamento após o cativeiro, quando foi instituída as sinagogas.

1.1 Por que devemos estudar a Bíblia.

Professor(a) o fariseu tinha um conhecimento amplo da Palavra, mas não era profundo na revelação da vinda de Cristo, por arrogância eles não Creram em Jesus como o Cristo, porque só se preocupavam com a lei, e por inveja o entregaram para ser morto.

1.1.1 A Bíblia é o único manual para o cristão.

Grande parte dos crentes preferem servir a Deus com o conhecimento superficial de sua divindade, mas Deus quer se revelar muito mais ao homem e essa revelação está expressa na sua Palavra.

1.1.2 A Palavra alimenta nossa alma.

Leia e explique se for o caso, se puder apresente algo a mais sobre  essa analogia da Palavra como alimento.

1.1.3. A Bíblia é o instrumento usado pelo Espírito.

Comente que é preciso ler a Bíblia diariamente.

Não deixe de ler essa referência de João 14.26 e diga que o  Espírito Santo só nos faz lembrar daquilo que estudamos.

1.1.4. A Palavra enriquece a vida do Cristão.

É interessante perguntar, se a Bíblia fala sobre tudo?

Ouça as respostas dos alunos, depois digo a resposta certa.

R: Obviamente não! Ex: A Bíblia não fala sobre pirataria, nem eutanásia, nem redes sociais, e diversos outros problemas.

O motivo é o seguinte: O tema central da Bíblia é Cristo e a obra de salvação da humanidade, por isso ela não se ocupa de muitos temas  que não interferem nisso.

1.2. Considerações úteis sobre a leitura da Bíblia.

Recomende cada uma dessas orientações, são excelentes.

fazendo apontamentos: significa fazer pequenas anotações nas margens ou em folha separada, para estudo posterior ou ajudar a memória.

II. A BÍBLIA COMO LIVRO

2.1 Formato original da Bíblia.

Essa parte está muito simples de se explicar.

prelo de tipos móveis – aparelho inventado no século XV para a impressão  de tipos (letras) no papel. (fig.1).

 

Prelo de tipos ( máquina em exposição no museu da Bíblia - Barueri,SP)

Explique o que era o papiro (fig 2) e o pergaminho (fig 4), com o texto da revista do professor.

 

Folha de papiro fabricado da planta chamada papiro originária do Nilo.

 

Comente que o pergaminho tem esse nome por ser originário da cidade  de Pérgamo.

Planta chamada papiro, originária das margens do rio Nilo no Egito.

Rolo feito com folhas de pergaminho, a partir do couro de animais.

2.2 A estrutura da Bíblia.

Apresente essa característica fundamental da Bíblia, ela mostra a unidade da Palavra de Deus.

Foi o Espírito Santo que inspirou os homens de Deus a escreverem sua santa Palavra.

2.3 Nomes mais comuns dados a Bíblia.

III. A BÍBLIA COMO PALAVRA DE DEUS

3.1 A própria Bíblia reivindica inspiração.

Vimos aqui que muitas partes são registradas as próprias palavras  da boca de Deus, como os Dez Mandamentos.

3.1.1 A Bíblia é a Palavra de Deus.

Deus não ditou no ouvido de cada escritor o que deveria escrever, mas  inspirou suas mentes a registrar o que era importante, tanto que cada  usou seu estilo próprio e linguajar da sua época.

3.2. Diferença entre revelação e inspiração.

Deus  deixa tanta revelação na Palavra e a maior de todas as revelações, Jesus o Filho de Deus.

É estranho que as pessoas procurem revelações fora da Palavra de Deus.

3.2.1 Alguns exemplos de revelação da Bíblia.

Interessantes esses exemplos de revelação dentro da Palavra  de Deus.

3.3 Aprovação da Bíblia.

Cite esses exemplos de Cristo.

Lembre-se de controlar o tempo da aula, não precisa ler todas  as referências.

IV. A PERFEITA UNIDADE E HARMONIA DA BÍBLIA

4.1. Os escritores.

Lembre que esses homens escreveram cada com seu estilo próprio, os 66 livros da Bíblia e todos trataram do mesmo assunto  sem entrar em contradição um com o outro.

4.2. Diferentes condições.

Sem acréscimo.

4.3. A Razão da humanidade.

Sem acréscimo.

4.4. O tema central da Bíblia.

Interessante esse tópico, se houver tempo aborde a revelação  de Cristo em cada livro.

CONCLUSÃO

Amado(a) professor(a) após ler essa conclusão relembre alguns   pontos estudados, pelo menos os mais importantes.

Tenha uma boa aula!

Graça e Paz.

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Lição 4 – Barnabé e a liderança sinérgica

 

Sinergia

Sinergia ou sinergismo deriva do grego synergía, cooperação sýn, juntamente com érgon, trabalho. É definida como o efeito ativo e retroativo do trabalho ou esforço coordenado de vários subsistemas na realização de uma tarefa complexa ou função.

Quando se tem a associação concomitante de vários dispositivos executores de determinadas funções que contribuem para uma ação coordenada, ou seja o somatório de esforços em prol do mesmo fim, tem-se sinergia. O efeito resultante da ação de vários agentes que atuam de forma coordenada para um objetivo comum pode ter um valor superior ao valor do conjunto desses agentes, se atuassem individualmente sem esse objetivo comum previamente estabelecido. O mesmo que dizer que “o todo supera a soma das partes”.

É a ação combinada de dois ou mais medicamentos que produzem um efeito biológico, cujo resultado pode ser simplesmente a soma dos efeitos de cada composto ou um efeito total superior a essa soma.

Sinergia, de forma geral, pode ser definida como uma combinação de dois elementos de forma que o resultado dessa combinação seja maior do que a soma dos resultados que esses elementos teriam separadamente.

Eclesiastes 4:9-12
Interlúdio: Algumas reflexões, máximas e verdades

Companheirismo

4: 9  Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho.

10  Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante.

11  Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará?

12  Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade.

Tendo examinado a pobreza do “solitário”, por maior que seja o seu sucesso exterior, agora vamos refletir sobre algo melhor; e melhor aqui será uma palavra-chave (4:9,13; 5:1,5), o que acontece com muita freqüência na avaliação de valores pelos escritores da Sabedoria.

As idéias são simples e diretas; aplicam-se a muitas formas de companheirismo, inclusive (embora não explicitamente) ao casamento. Com uma brevidade graciosa elas descrevem o proveito, a elasticidade, o conforto[1] e a força que existem em uma verdadeira aliança; e por isso vale a pena aceitar suas exigências. Embora tais exigências não estejam explícitas aqui, dificilmente teríamos de expor os benefícios do companheirismo se este não envolvesse algum custo. Um preço óbvio é a independência da pessoa: uma vez comprometida, ela tem de consultar os interesses e a conveniência da outra, ouvir-lhe as idéias, ajustar-se ao seu modo de andar e estilo de vida, e cumprir com as promessas. Quanto às recompensas, são todas benefícios conjuntos: um parceiro nunca haverá de explorar o outro.

O cordão de três dobras talvez seja um lembrete de que o verdadeiro companheirismo tem mais de uma forma. Embora os números, quando erradamente entendidos, possam ser divisivos e desastrosos (veja o versículo 11), na sua forma certa, além de acrescentarem algo aos benefícios da união, também se multiplicam. Um exemplo óbvio deste enriquecimento, e o predileto dos pregadores, é a força de um casamento, ou de qualquer aliança humana, quando Deus é o fio mestre que faz com eles o cordão triplo. Mas talvez o escritor estivesse pensando mais nesta metáfora em termos puramente humanos, de modo que, se aplicada ao casamento, o terceiro fio seria mais apropriadamente os filhos, com tudo o que eles acrescentam á qualidade e à força do laço original. Mesmo assim provavelmente estejamos sendo mais específicos do que ele pretendia que fôssemos.

Barnabé, Um homem que formou sucessores e não seguidores

Para que todos sejam um, como tu, ó Tai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 1721)

Ao orar ao Pai pela unidade, Jesus fala de algo muito maior do que reuniões, conferências, congressos até mesmo cultos de adoração. Em primeiro lugar, Jesus não está orando pela unidade entre denominações, porque estas ainda não existiam em Sua época. Seu alvo é a igreja como um todo. Ele não fala de uma união artificial, mas espiritual, que vem do coração. Algo que somente o Espírito Santo pode realizar porque vem direto do coração de Deus.

A Bíblia de estudos Pentecostal faz o seguinte comentário sobre a unidade pela qual Jesus orou: Diz que Ele não ora para que todos tornem “um” mas para que todos sejam “um“. Trata-se do subjuntivo presente e significa “continuamente ser um”. Essa união está baseada no relacionamento que todos eles têm com o Pai e o Filho, e na mesma atitude basilar que para com o mundo, a Palavra e a necessidade de alcançar os perdidos.

Em segundo lugar precisamos observar por em Jesus está orando. Ele ora “por aqueles que pela Sua Palavra hão de crer“, o que inclui cada um de nós. A divisão traz contendas e desgraças, mas a unidade traz progresso. O reinado de Salomão é um grande exemplo para cada um de nós. En­quanto era o “Reino Unido” havia paz, prosperi­dade e progresso. Mas, com o pecado, o reino tornou-se “dividido” e logo em seguida: “reino dis­perso“.

Em terceiro lugar, Jesus orou para que todos fossem perfeitos em unidade e que essa unida­de por si só, sem qualquer meio artificial, produ­zisse fé salvífica e desejo ardente naqueles que a observassem. “Para que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17.21). No bom sentido da palavra, o evangelho deveria ser como uma virose que se propaga pelo simples contato com as pessoas.

Não podemos esquecer que o grande suces­so da Igreja Apostólica nasceu após a descida do Espírito Santo e não existe outro meio de haver unidade se Ele não for o Senhor da igreja e o Se­nhor na igreja. Ele é a fonte geradora que nos ins­pira, nos movimenta e nos capacita a desenvolver os propósitos eternos de Deus. É digno de nota observar que os discípulos só passaram a cumprir a Grande Comissão quando foram revestidos de poder no dia de pentecostes (Lc 24.49; At 1.8; 2. 1-35).

Após a inauguração da igreja no dia pentecostes, cada discípulo de Jesus e cada membro que estava agregado, conhecia muito bem qual era a sua responsabilidade. Infelizmente, muitos célebres personagens de nossa época têm arreba­nhado um povo para si mesmo. Eles até os cha­mam de “meu público“. Alguns tornaram-se ver­dadeiros artistas de palco, esqueceram, ou talvez nunca realmente conheceram, o porquê de terem sido escolhidos por Deus.

Quando Jesus estava sendo julgado por Pôncio Pilatos fez a seguinte afirmação: “Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo” (Jo 18.37). Ele co­nhecia o propósito de ter vindo ao mundo. Sabia muito bem qual era a sua missão. Não brincava de cristianismo, não usava seu poder para ficar famoso, não estava preocupado com o reconheci­mento humano, não buscava seus interesses, mas priorizava, mesmo com sofrimento, a vontade daquele que o enviou (Lc 22.42; Jo 4.34). Seria maravilhoso, se encarássemos a vida como Jesus o fez. Conheceríamos nossa missão, compreen­deríamos nossas limitações e trabalharíamos em conjunto como Ele trabalhou.

Um engenheiro desenha um projeto, mas precisa de um mestre de obras para executá-lo. O mestre de obras vê o projeto, mas precisa contratar funcionários para que esse projeto se torne realidade. Ninguém constrói sozinho. Todos pre­cisam de alguém. Ninguém é extremamente bom em tudo. Todos precisam uns dos outros e cada um tem uma participação. Isso se chama unida­de. Embora todos sejam diferentes e trabalhem em diferentes funções, todos trabalham para um só propósito. Foi exatamente por isso que Jesus orou em João 17.

VENCENDO O INDIVIDUALISMO

Você sabe o que é Durepox? Parece até que estou fazendo comercial de algum produto, mas não é esta a minha intenção. Essa massa chamada Durepox é usada para unir partes de utensílios que estão quebrados e alguns até usam esse pro­duto para fazer emendas em tubulações de água. Durepox vem em uma caixa com dois pedaços de massa que ligados entre si tornam-se rígidos e capazes de unir peças quebradas.

Uma parte é cinza e a outra é branca, que se­paradas nada representam. Mas juntas se tornam eficazes no que foram constituídas para fazer. O interessante é que, ao serem misturadas, as duas partes, se tornam de uma mesma cor e não se consegue mais separá-las. Esse é o grande misté­rio da unidade, juntar peças diferentes e torná-las poderosas para que possam consertar o que Satanás quebrou no universo.

O individualismo faz com que tudo seja pas­sageiro. Ele causa no ser humano aquela sensação de superioridade, de sentir-se uma personalidade isolada e pensar que “sem ele nada se pode fazer“. Pessoas tomadas por esse sentimento logo des­cobrem dois grandes companheiros: “o fracasso e a solidão”. Elas não conseguem dividir o brilho, sentem-se ameaçadas quando estão ao lado de pessoas do mesmo potencial. Não compreendem que em grupo tudo fica mais fácil e o poder de produção é maior, e mais eficaz. Não conseguem entender que, em grupo, podem aprender e durar mais.

Por que você acha que Pelé fez mil gols? Você acha que ele criou todas as jogadas sozi­nho? Você não é daqueles que esquecem que com ele estavam outros atletas extraordinários, não é? Você já pensou na hipótese de que se os outros jogadores não funcionassem, ele se tornaria tão inócuo quanto eles? Muito bem. Agora você sabe que ele tem muitos méritos, mas não todos os méritos. Sabe também que se os outros não de­sempenhassem bem as suas funções ele jamais seria o artilheiro que o mundo conhece. A isto chamamos conjunto, unidade.

Pergunte aos grandes empresários de suces­so qual é a característica mais desejável em car­gos de liderança, e eles certamente afirmarão que é a capacidade de trabalhar com outras pessoas. Eles dirão que o que separa o sucesso do fracasso é a habilidade nos relacionamentos. Eles sabem que se uma pessoa não é capaz de alcançar su­cesso junto com outras, então nunca o alcançará. Quando Jesus falou de unidade, falou em relacio­namento, em convivência.

É incrível como vemos pessoas que não se suportam, mas que pertencem a um mesmo mi­nistério, um mesmo coral, um mesmo departa­mento… Você já se imaginou chegando à eterni­dade e, ao cruzar o portão de entrada, ter que cumprimentar as pessoas que você menos supor­ta? Ainda bem que isso não acontecerá. Porque se aqui não existe convivência, Deus poupará algu­mas pessoas de tal constrangimento deixando-as por aqui mesmo. “Segui a paz com todos, e a santificação sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14).

PREPARANDO CAMINHOS

Roberto Goizueta, era presidente e princi­pal executivo da Coca-Cola Company. A missão desse homem era fazer da Coca-Cola a melhor empresa do mundo, missão que ele buscava cum­prir com diligência quando morreu de forma re­pentina e inesperada em 1997. A respeito de sua morte, observou o presidente Jimmy Carter:

Talvez nenhum outro líder empresarial dos tempos modernos tenha exemplificado tão belamente o sonho ame­ricano. Ele acreditava que, nos Estados Unidos, todas as coisas são possíveis. Ele viveu esse sonho. E em virtude de sua extraordinária capacidade de liderança, ajudou milha­res de outras pessoas a realizar também os seus sonhos“.

Quando Goizueta assumiu a Coca-Cola em 1981, a empresa valia quatro bilhões de dólares. Sob sua liderança, esse valor subiu para 150 bi­lhões. Houve um impressionante e assustador aumento de 3.500% durante sua gestão e a Coca-Cola transformou-se na segunda empresa mais valiosa dos Estados Unidos, à frente de monta­doras de automóveis, de companhias petrolíferas, da Microsoft, do Wal-mart e de todas as outras.

A única companhia que a superava era a General Eletric. A gestão de Goizueta fez com que muitos acionistas da Coca-Cola se tornassem milionários. A Universidade Emory, em Atlanta, cuja carteira de investimentos compreende grande quantidade de ações da Coca-Cola, hoje tem renda comparável à de Harvard. A virtude de Goizueta foi além do alto valor das ações da Coca-Cola. Ele era um homem de visão e sempre pensou no futuro da companhia.

É comum algumas empresas enfrentarem o caos quando perdem seus presidentes, ainda mais quando eles morrem de forma repentina como Goizueta. Todavia, quando foi anunciada sua morte, não houve pânico entre os acionistas, pois Goizueta já havia passado seu legado para um homem que, durante sua gestão, havia se pre­parado para esse momento. Goizueta fortaleceu ao máximo possível a empresa. Logo em seguida preparou um sucessor para a presidência, um ho­mem chamado Douglas Invester.

Goizueta vinha lapidando Invester para seguir as suas pegadas desde a indicação desse executivo da Geórgia, em 1994, para o segundo posto da empresa.Invester era um contador, um homem muito prático que iniciou sua careira na Coca-Cola em 1979, como auxiliar de contador. Quatro anos mais tarde, assumiu o cargo de dire­tor financeiro. Ficou famoso pela sua excepcional criatividade financeira, e foi um importante arrimo da capacidade de Goizueta, de revolucionar o estilo de investimento e de administração de dívi­das da empresa.

Vendo que Invester possuía um potencial ainda não explorado, Goizueta o tirou de sua fun­ção e o enviou à Europa para que adquirisse experiência internacional e em operações. Um ano mais tarde, Goizueta o trouxe de volta e o fez presidente da Coca-Cola dos EUA, cargo em que supervisionava os gastos e o marketing da empre­sa. Goizueta continuou a lapidar Invester, e em 1994 já não havia dúvidas de que ele seria seu sucessor no cargo mais alto da Coca-Cola. Ele o fez presidente e diretor de operações da empresa.

O que Roberto Goizueta fez foi bastante incomum. Poucos executivos de empresas hoje desenvolvem líderes fortes e os preparam para assumir as organizações. John S. Wood, consultor da Egon Zehnder Inc., observou que “as empre­sas não têm investido muito pesadamente nos últimos anos em aperfeiçoar as pessoas. Mas quem não consegue aperfeiçoar o seu pessoal tem de procurar bons profis­sionais no mercado”. Então por que Roberto Goi­zuetaera diferente? Ele foi treinado por alguém e passou adiante a mesma coisa que aprendeu.

Ele nasceu em Cuba e estudou em Yale, onde se formou em engenharia química. Quando voltou para Havana em 1954, candidatou-se a um emprego, anunciado em jornal, de químico bilíngue. A empresa contratante era a Coca-Cola. Em 1966, ele já era vice-presidente de pesquisa téc­nica e desenvolvimento na sede da empresa em Atlanta. Foi o homem mais jovem a assumir esse cargo na empresa.

Mas, no início dos anos 70, algo ainda mais importante aconteceu. Robert W Woodruff, o patriarca da Coca-Cola, apadrinhou Goizueta e começou a treiná-lo. Em 1975, ele se tornou vi­ce-presidente executivo da divisão técnica da em­presa e assumiu outras responsabilidades, como a supervisão das questões legais. E em 1980, com as bênçãos de Woodruff, tornou-se presidente e diretor de operações.

Um ano mais tarde já era presidente e prin­cipal executivo. E por que Goizueta foi seleciona­do, moldado e lapidado com tanta confiança para ser o homem forte na Coca-Cola nos anos 90? Porque ele se aperfeiçoou com base no legado que recebeu nos anos 70. Assim como no esporte o técnico precisa de uma equipe de bons jogado­res para vencer, as organizações precisam de uma equipe de bons líderes para alcançar sucesso.

Goizueta disse certa vez: “Liderança é uma das coisas que você não pode delegar. Ou você a exerce, ou abdica dela”. Penso que há uma terceira opção: você pode passá-la ao sucessor. Mas, por que estamos falando de Roberto Goizueta? É simples. Esse homem fez em uma empresa o que nós fomos chamados para fazer no Reino de Deus e não fazemos.

Você se lembra qual foi o estilo de liderança de Jesus? Lembra quais foram suas últimas ins­truções na Grande Comissão? Jesus hoje não está presente em corpo físico, não está assentado em um trono aqui na terra, mas seu legado continua. Antes de subir aos céus, Ele formou onze ho­mens capazes de dar continuidade a tudo o que fazia nesta Terra.

Ao escolher o décimo segundo apóstolo, este não fez outra coisa a não ser humanizá-lo. Ele mesmo disse: “sede meus imitadores, como também eu, de Cristo” (1 Co 11.1). Jesus se foi, mas todos aqueles que ensinou conheciam per­feitamente suas responsabilidades. Isto era auto­mático em suas vidas. Você já se perguntou onde estão os sucessores dos grandes pastores e prega­dores de nossa geração?

Já imaginou que se por um momento eles se forem deste mundo não deixarão nada para sua posteridade a não ser uma pilha de DVDs de congressos, livros escritos e talvez um saldo na conta bancária? Seria esse o ensino de Jesus sobre como fazer discípulos? (Mt 28.18-20). Goizueta tinha visão porque a recebera de alguém. Ele foi observado por alguém que investiu em seu talen­to e esse alguém pensou no bem estar da empre­sa. Você não acha que deveríamos fazer o mesmo já que pensamos no bem estar e no crescimento da igreja?

Procure ler um pouco a respeito da His­tória das Assembleias de Deus no Brasil e você verá que Daniel Berg e seu companheiro Gunnar Vingrer possuíam uma indescritível unidade. En­quanto um trabalhava, o outro estudava. O que trabalhava pagava os estudos do outro. Quando o que trabalhava chegava emcasa seu companhei­ro lhe ensinava tudo o que aprendera na escola. São histórias como estas que nos fazem ficar im­pressionados, tornam-se sensíveis à voz de Deus e nos fazem meditar em que tipo de vida ou quali­dade de evangelho estamos disseminando por aí.

O PODER DA SINERGIA

E partiu Barnabé para Tarso à procura de Saulo; Tendo-o encontrado, levou-o para Antioquia” (At 11.25).

Sinergia é o efeito resultante da ação de vá­rios agentes que atuam da mesma forma, cujo va­lor é superior ao valor do conjunto desses agentes se atuasse individualmente. Uma ilustração famo­sa acerca da sinergia foi feita com dois cavalos. O primeiro conseguia puxar quatro mil e quinhen­tos quilos em um trenó. O segundo conseguia puxar seis mil e trezentos quilos.

O que você acha que os dois conseguiriam puxar arreados juntos e puxando na mesma dire­ção? A maioria das pessoas talvez estimasse cerca de dez mil e oitocentos quilos, mas a resposta é vinte mil duzentos e cinquenta quilos! Assim, ob­servamos que o princípio ensinado por Moisés em Deuteronômio Dt 32.30 não é mirabolante, mas real. “Como poderia um só perseguir mil, e dois fazerem fugir dez mil, se a sua Rocha lhos não vendera, e o Senhor lhos não entregara?”.

Não encontramos explicitamente o peso sentido por Barnabé em Antioquia. Mas, o fato de ele ter ido pessoalmente buscar a Saulo nos faz presumir que ele reconheceu o peso de uma grande responsabilidade. Está claro que Barnabé foi em busca de Saulo porque desejava unir forças para que o Reino de Deus pudesse avançar, e, de fato, havia muitas vantagens na associação entre ambos. Embora Barnabé reunisse qualidades im­pressionantes, tinha plena certeza de que sozinho não conseguiria alcançar tanto sucesso.

A grandeza do trabalho e as nossas limi­tações pessoais devem nos conduzir a uma condição de humildade. Ninguém é completo sozinho, menos ainda quando se trata de lide­rança. Somos cheios de limitações pessoais e nem sempre nos damos conta disso. Felizes são aqueles que podem conhecer seus próprios li­mites e são capazes de abrir o espaço para que alguém mais capacitado faça aquilo que não so­mos capazes de fazer sozinhos. Visto que nin­guém é completo, devemos assumir a realidade de que precisamos uns dos outros.

Por isso, devemos ser cooperativos se qui­sermos ter a cooperação dos outros na conquista dos objetivos comuns. Isso se chama sinergia. Por exemplo, Barnabé era um homem espontâneo e cooperador dos apóstolos tendo ampla entrada e saída entre eles. Agora era a sua vez de liderar e supervisionar a comunidade cristã de Antioquia. Para isso, ele precisaria de um ou mais elementos capazes, que o ajudassem nesse mister (At 11.25).

Barnabé e Saulo tinham uma perfeita har­monia. Poderíamos até nos perguntar se a ami­zade entre Barnabé e Saulo foi o fator preponde­rante na escolha de Barnabé. Na verdade não foi. Mas, a aliança que formaram em prol da obra e as qualidades que uniram, tornaram Saulo um asso­ciado importante o suficiente para agregar valor ao trabalho de Barnabé, à liderança eclesiástica e à própria igreja em Antioquia.

Quando Barnabé e Saulo retornaram juntos e se puseram a trabalhar, houve uma conciliação perfeita, tanto de afinidade quanto de qualificação e resultados. Barnabé era o líder geral citado em primeiro lugar na listagem de profetas e doutores de Atos 13.1 Paulo aparece como o último da lista. Esse é outro requisito que jamais deve ser despre­zado. Ao fazermos a obra do Senhor ou outra ati­vidade de liderança, precisamos de afinidade com os que trabalham conosco, para que somemos es­forços que produzam resultados concretos, não importando quem seja o primeiro ou o último no sistema hierárquico de nossas organizações.

Mesmo com todo o fogo que havia em An­tioquia, Barnabé visualizava algo mais sólido para a vida dos crentes de lá. Saulo certamente se tornou conhecedor dos fatos e uniu forças com Bar­nabé, para juntos proporcionarem àquela igreja o alicerce necessário para um crescimento maduro e frutífero.

Essa liderança associada deu tão certo, que mesmo havendo outros doutores, o trabalho con­tinuou tomando vulto naquela grande metrópole a ponto de, pela primeira vez, os discípulos serem chamados de cristãos. Note a importância do en­sino, e a sua prática em qualquer tempo pela igre­ja. Eles não se autodenominaram cristãos, mas assim foram chamados pelos de fora da igreja.

Gosto muito da passagem de 2 Reis 4.9 quando a mulher de Suném fala com seu mari­do a respeito de Eliseu. Ela diz: “tenho observado, que este homem que passa sempre por nós é um santo homem de Deus“. Entenda! Ninguém testemunhou a respeito de Eliseu para ela, ele tampouco lhe disse algo. Observe que Eliseu é reconhecido por ela sob dois aspectos diferentes. Primeiro, ela vê que Eliseu é um homem de Deus. Ela conseguiu perceber nele a presença de Deus enquanto ele passava; segundo, ela reconheceu sua qualidade espiritual: “santo“.

Amados, muitas vezes pensamos que ser lí­der ou pastor de uma igreja é juntar muitas pes­soas dentro de quatro paredes, e a isso chamamos de sucesso ministerial. Mas, a grande pergunta que gostaria de fazer é: “quando essas pessoas estão fora das quatro paredes o que representam para a so­ciedade? Que impacto elas produzem fora do aprisco?”. Sabe, dentro da igreja todos são leões, mas fora dela as coisas estão de mal a pior, não somente no Brasil, mas em muitas nações por onde tenho passado.

As vezes observo pessoas trabalhando, es­forçando-se muito nas igrejas, como se fosse um mero ritual de vida, no qual acabam se desgas­tando, se cansando, e vivendo sem alegria. Seria isso o cristianismo? Será que, como líderes, não estamos tolhendo pessoas melhores que nós na missão de fazer a igreja avançar? Será que não precisamos de novas ideias, de mais ajuda, de ca­beças pensantes? Muitas vezes, para afirmar que somos crentes temos que fazer camisetas com dizeres, logomarcas de igrejas, nomes de grupos, uniformes para corais. Tudo isso é valido, mas ser reconhecidos como cristãos sem a necessidade de palavras, rótulos ou camisetas, sem que nada se fale sobre religião, é saber demostrar o quanto há de Cristo em nós.

Você acha que os crentes de Antioquia pos­suíam alguma camiseta com o slogan da igre­ja? Não. Mas como foram identificados? Como cristãos. A palavra significa: “pequenos Cristos ou semelhantes a Cristo”. Desculpe a colocação que vou fazer agora, mas ser semelhante a Cris­to é o estágio final do trabalhar de Deus em nós ao longo de toda uma vida. Mas, de forma sur­preendente, os crentes de Antioquia foram vis­tos como semelhantes a Cristo em apenas dois anos de vida e ensino cristão.

Como será que estão nos vendo quando pas­samos? Será que as pessoas identificam a nossa qualidade espiritual como a mulher de Suném? Amados, não há outra explicação para o que aconteceu em Antioquia senão a qualidade dos líderes que lá haviam. Eles impregnaram aquele povo, não com religiosidade, ou com “não use isso”, “não toque naquilo”, “não faça isso”, “não entre ali”. Eles apresentaram Jesus Cristo, eles fizeram o povo se unir a Ele, eles passaram a visão.

A SINERGIA MULTIPLICA AS VANTAGENS

O esforço associado de duas pessoas sempre gera uma maior produção. Pensamos em termos de soma, mas o que acontece é uma multiplica­ção de forças. Isso parece fantasia, entretanto, é realidade ensinada não só em Eclesiastes, mas em vários outros pontos das Escrituras (Lv 26.8; Dt 32.30; Js 23.10). Quando Barnabé assumiu a su­pervisão da igreja em Antioquia ela cresceu. Mas a unidade de forças entre Saulo e ele produziu tanta qualidade, que ela cresceu ainda mais e se popularizou a ponto dos crentes receberem o tí­tulo de “semelhantes a Cristo”.

A figura de Barnabé não saiu por acaso da pena do sábio escritor Lucas. Ele foi notável ao buscar fazer as coisas para Deus com um cora­ção inteiro e agregar junto a si pessoas capazes de trabalhar por um mesmo propósito. Barnabé não somente levou Antioquia a um padrão elevado ao lado de Saulo. Ele foi também o principal degrau da vida deste grande apóstolo do Senhor. Afinal, quem seria Saulo sem o amigo Barnabé?

Barnabé cooperou sobremodo na formação de Saulo e na liderança local de Antioquia. Quando ambos precisaram deixar Antioquia, segundo a or­dem do Espírito Santo, para outro campo de ação missionária, eles não deixaram apenas saudades, mas uma igreja que pôde continuar crescendo sem a presença deles, e ficou servindo-lhes de ponto de partida e base posterior.

Por que isso aconteceu? Porque eles não fi­caram apenas criando programações com nomes pomposos como nós fazemos, não ficaram enxertando os cultos com campanhas sem funda­mento, eles instruíram o povo, formaram líderes, fortaleceram ministérios, deram oportunidades às pessoas. É um caos quando um líder deixa a sua igreja, equipe ou departamento estes sofrem queda ou deixam de existir, por não terem um sucessor.

Paulo e Barnabé eram dois homens comple­tamente diferentes que se uniram em um mesmo propósito. É engano nosso acreditar que as pessoas que trabalham ao nosso lado devem pensar como pensamos. Paulo era extremamente zeloso, Barnabé totalmente flexível; Paulo era inteligente, sábio eficaz, Barnabé era gracioso, compassivo e acima de tudo possuía uma visão futurista.

Existe uma diferença entre lealdade e fideli­dade. A lealdade é horizontal (lado a lado) e, mes­mo não concordando com alguns princípios, não significa que não possamos andar juntos e traba­lhar por um mesmo fim. Já a fidelidade é vertical (de cima para baixo), ela é prestada a alguém que está acima de nós. Assim, por serem fiéis ao mes­mo Deus, eles conviveram em lealdade mesmo sendo diferentes. Disse o rabino Harold Kushner: “O propósito da vida não é ganhar. O propósito da vida é compartilhar“.

UM GRANDE LÍDER SEMPRE ESTÁ DISPOSTO A ARRISCAR-SE

As vezes, ajudar uma pessoa pode ser um negócio arriscado, porém, isso não deve nos im­pedir de estender a mão a alguém. Ao contar uma história passada nos jogos olímpicos de 1936, em Berlim, Ken Sutterfield ilustra o impacto que se pode causar ao correr esse tipo de risco. Antes das olimpíadas, o corredor americano Jesse Owens estabeleceu três recordes mundiais em um dia, incluindo um salto de 8,13 metros na prova de salto a distância, recorde que não seria quebrado por 25 anos.

Porém, Owens sofreu uma grande pressão durante os jogos. Hitler e seus camaradas nazis­tas queriam usar a competição para consagrar a superioridade ariana, e Owens, negro, podia sen­tir a hostilidade que o cercava. Durante os saltos classificatórios para as finais, ele ficou inquieto ao ver um alemão alto, louro e de olhos azuis dando saltos de reconhecimento na casa dos 7,9 metros.

Em sua primeira tentativa, Owens passou vá­rios centímetros da tábua de salto. Também quei­mou na segunda vez. Tinha mais uma chance. Se falhasse, seria eliminado. O alemão alto se apro­ximou de Owens. Seu nome era Luz Long. Sob os olhos dos nazistas, Long incentivou Owens e lhe deu um conselho: como a distância classificatória era de apenas 7,15 metros, ele sugeriu que o concorrente pulasse vários centímetros antes da tábua para não queimar o salto.

Owens se classificou no terceiro salto. Nas finais, ele estabeleceu um recorde olímpico e ga­nhou quatro medalhas de ouro. E quem foi o primeiro a lhe dar os parabéns? Luz Long! Owens nunca se esqueceu da ajuda de Long, embora ja­mais o tenha encontrado novamente. “Poderia derreter todas as medalhas e taças que ganhei’ ele escreveu, “mas elas não bastariam para revestir a amizade de 24 quilates que sinto por Luz Long”.

Sempre que olharmos para trás, para tudo o que realizamos na vida, encontraremos mais sa­tisfação nas alegrias que trouxemos à vida de outras pessoas do que nas ocasiões em que às supe­ramos. As pessoas sempre irão apreciar e admirar alguém que é capaz de ajudá-las a alcançar outro nível, alguém que se lhes faça sentirem importan­tes e capacite-lhes para alcançar êxito. O rendi­mento das pessoas é o reflexo das expectativas daqueles a quem respeitam.

Precisamos aprender uma coisa. Crer no ser humano como uma criatura tratável, capaz de mudar e responder positivamente ao bom senso, ainda que nem sempre, é assumir grandes riscos. Investir de diferentes maneiras sob o risco de sofrer decepções, é algo que só será tentado por alguém capaz de pensar grande e que não tem medo de perder.

Barnabé pensava grande. Pelos olhos da fé assumiu grandes riscos, assim como o seu Mestre de Nazaré também o fez. Somente alguém com a visão do Reino, e não de si mesmo, poderia ir a Tarso para unir-se com alguém muito superior como Saulo, pô-lo a seu lado e ajudá-lo a cres­cer (At 11.25). Barnabé se tornou um homem inesquecível porque fez o que Deus mandou, do modo que precisava ser feito. Todavia, com uma abrangência de alcance universal. Isso só foi pos­sível porque procurou fazer tudo com excelência para Deus e não para si próprio.

 

Bibliografia

Wikipédia

A Mensagem de Eclesiastes – Derek Kidner

Barnabé , O filho da Consolação – Pr Abner Ferreira

 

 

Ler mais

Lição 3 – Barnabé, um líder no campo missionário

A CIDADE DE ANTIOQUIA

A cidade de Antioquia da Síria foi fundada por volta de 300 a.C. Tornou-se um rico centro comercial e cultural, pois nela a influência grega estava presente. A população era composta por sírios, gregos e judeus. Os judeus exerciam uma boa influência na cidade, propagando a fé judaica e fazendo prosélitos para a religião judaica. Nesta cidade foi fundada uma igreja cristã composta por judeus e gentios, que veio a ser o ponto de partida para a expansão missionária no império romano. Antioquia foi considerada a 3ª metrópole do império romano, vindo depois de

Roma (Itália) e Alexandria (Egito). A Igreja em Antioquia demonstrou uma sensibilidade para com a missão da Igreja. Enviou auxílio para Jerusalém quando a fome assolou esta cidade – Atos 11.27-30 e enviou seus principais obreiros para o trabalho missionário – Atos 13.1.

A FUNDAÇÃO DA IGREJA EM ANTIOQUIA

A Fundação da igreja deu-se através dos dispersos por causa da perseguição e morte de Estevão em Jerusalém (Atos 7.54 a 8.2). Eles foram até a Fenícia, Ilha de Chipre e Antioquia, evangelizando especialmente os judeus.

Alguns convertidos em Fenícia e Chipre se dirigiram para Antioquia e lá anunciaram o evangelho em grego. Estes missionários gregos de Chipre e Fenícia eram comerciantes e artesãos que viajavam muito pelo mundo da época. Nesta ocasião foram até Antioquia, que era um importante centro comercial, para vender

seus produtos e, enquanto faziam isto, anunciavam as maravilhas que haviam presenciado em Jerusalém. A mão do Senhor era com eles (Atos 11.21) de tal maneira que muitos se converteram ao Senhor.

Vamos dividir o texto da seguinte forma:

1. Evangelismo e Proclamação – 11.19-24

2. Edificação através do Ensino – 11.25-26

3. Serviço e Solidariedade – 11.27-30

4. Envio Missionário – 13.1-3

CARACTERÍSTICAS DESTA IGREJA MISSIONÁRIA

1. Evangelismo e Proclamação – Os versículos 19 a 24 contam sobre o crescimento que a Igreja experimentou numa grande metrópole da época. Agora já não eram os missionários vindos de fora, mas a igreja já possuía esta

característica de evangelização. O crescimento, especialmente entre os gregos, foi tal que os apóstolos em Jerusalém enviaram um emissário para ver o que estava acontecendo em Antioquia e assim criar um vínculo com a igreja de Jerusalém. Barnabé, enviado pelos apóstolos, ficou entusiasmado pela maneira

como os cristãos viviam naquela cidade e reconheceu que era obra da Graça e do Amor de Deus. O impacto que causavam era tão grande que os discípulos passaram a ser chamados de “cristãos”. A Igreja de Antioquia tinha esta marca distinta de uma Igreja Missionária que é a PROCLAMAÇÃO. Proclamavam as Boas Novas de Jesus Cristo. Os comerciantes que foram a Antioquia, saídos da Fenícia e Chipre, nos fazem perceber que a rota a ser usada posteriormente pela Igreja de Antioquia para a evangelização em outros lugares, era a rota comercial e militar, o que facilitava o tráfego de pessoas e mercadorias. Esta rota comercial fazia ligação com as principais cidades da Ásia Menor, entre elas Éfeso; cidades da Macedônia, tais como Filipos, Tessalônica; além de outros grandes centros como Corinto,Roma, etc.

2. Edificação através do Ensino – Na segunda parte (11.25-26)

percebemos que Barnabé decidiu permanecer em Antioquia e ajudar na consolidação e organização daquela comunidade cristã. A Proclamação em Antioquia atraiu Barnabé e ele desejou permanecer na cidade. Para realizar seu intento de pastorear aquele rebanho, foi procurar aquele que anos antes havia apresentado aos apóstolos: o perseguidor convertido, Paulo. Paulo era um homem de uma boa formação e teria condições de ensinar aos judeus e aos gregos convertidos. O v. 26 afirma que Paulo e Barnabé dedicaram muito tempo a instruir a igreja. Depois de um ano o trabalho estava consolidado e, pelo que parece, havia respeito na convivência entre judeus e não-judeus. Esta marca também caracterizava a Igreja de Antioquia como uma Igreja Missionária, ou seja, o ENSINO, a instrução, o doutrinamento, tão necessário para a Edificação da Comunidade Cristã.

A palavra mestre ou ensino vem de um termo grego que quer dizer “professor”, “mestre” ou “aquele/a que transmite um conhecimento”. Em I Coríntios 12:28, mestre aparece como o terceiro dom espiritual de um grupo de três. Era o ofício na Igreja Primitiva de explicar aos outros a fé cristã e providenciar uma exposição clara e compreensível do Antigo Testamento.

3. Serviço e Solidariedade – A terceira parte (11.27-30) mostra a sensibilidade da Igreja para com os problemas dos cristãos de outros lugares. Sabendo que a Judéia passava por um período de fome, decidiram enviar donativos para os irmãos de Jerusalém. Estes donativos não eram esmolas, e sim sinal de solidariedade e serviço entre os irmãos. Provavelmente o exemplo de solidariedade e liberalidade no contribuir foi dada por Barnabé. Ele já havia feito isto quando estava em Jerusalém (Atos 4.36), quando o mundo da época enfrentava um período de fome, sobretudo a cidade de Jerusalém sofria muito. Havia falta de emprego e carência de muitos alimentos. Todos sofreram, inclusive os cristãos de Jerusalém. Neste ambiente surgiu Barnabé, que vendeu uma propriedade e colocou aos pés dos apóstolos para aliviar a dor dos mais necessitados. Este seu exemplo influenciou a Igreja de Antioquia, que já era sensível às necessidades do povo.

4. Envio Missionário – A grande ênfase da Igreja de Antioquia era sua preocupação com a evangelização. Desde o início esta característica está de forma clara na vida dos cristãos daquela cidade. O apelo missionário falava mais alto, a ponto de abrirem mão daqueles que por 1 ano ensinaram uma multidão: Paulo e Barnabé. O capítulo 13 de Atos conta esta história. O Texto de Atos 13.1-3 conta que a Igreja de Antioquia era presidida por profetas e doutores: os profetas tinham a função de exortar e fortalecer os membros da igreja e os doutores tinham a responsabilidade de ensinar. Tudo indica que os cinco líderes da Igreja fossem pessoas cultas e bem formadas e que colocaram a disposição de Deus seus dons e talentos. Dois destes líderes serão enviados em missão, prioritariamente para evangelizar judeus dispersos por várias cidades. Após o Concílio de Jerusalém (cap. 15), os grupos de missionários enviados pela Igreja de Antioquia vão também em busca dos gentios.

Como vimos anteriormente, a rota usada por Paulo e seus companheiros são as rotas comerciais e militares, bem como os navios que carregavam mercadorias e passageiros de um porto ao outro. Nestas viagens entrava-se em contato com muita gente: entre elas podemos mencionar as seguintes: funcionários do governo romano, comerciantes e artesãos, peregrinos, turistas, carteiros, prisioneiros de guerras, escravos fugitivos, atletas, mestres, estudantes, filósofos, etc. Esta gente toda ia para os grandes centros, muitos levando a mensagem que ouviram de

Paulo e seus companheiros durante as viagens. Como as rotas comerciais passavam, obrigatoriamente, pelos grandes centros e cidades portuárias, para estas Paulo se dirigiu, evangelizando e estabelecendo comunidades. Um

estudioso do Novo Testamento calculou a distância que era possível de ser percorrida por dia e chegou aos seguintes números: Um navio antigo comum podia fazer 160 km por dia; a cavalo percorria-se cerca de 35 a 40 km por dia e a pé de 25 a 30 km. Provavelmente Antioquia tenha sido o berço do Evangelho de Mateus, segundo alguns especialistas. O Evangelho de Mateus pode ser considerado um manual de missões, especialmente o capítulo 10, intitulado “sermão missionário”. O Evangelho de Mateus é escrito num período de ruptura dentro da sinagoga judaica, o que provocou a saída dos judeus cristãos das sinagogas. A tendência inicial da Igreja de Mateus (Antioquia?) foi a de fechar-se, como uma sinagoga, mas logo o apelo missionário fez com que esta Igreja abrisse suas portas para a saída de missionários e a recepção de novos membros. Podemos concluir dizendo que o projeto da igreja cristã de Antioquia estava relacionado com a sua experiência, ou seja, uma comunidade aberta para receberos novos convertidos, seja qual for a nacionalidade; aberta também para enviarseus líderes em busca de outros povos, gente que precisava conhecer as BoasNovas.

NOSSA IGREJA HOJE

O estudo da Igreja de Antioquia nos apresenta alguns aspectos da Missão da Igreja que são fundamentais para os dias que estamos vivendo. Estamos sob o impacto do final do século e início de um novo milênio. Muitas coisas estão acontecendo e numa velocidade impressionante. Isto cria um desequilíbrio e ansiedade na sociedade. Neste contexto a Igreja é chamada a ser missionária.

• Dentre estes aspectos há que se destacar o ENSINO. O movimento neoliberal da sociedade tem influenciado as Igrejas, que acabam assimilando o sistema de massificação. Com sistema de massificação queremos dizer que não há preocupação com a pessoa, com sua identidade, sua família, sua história e seus sonhos. Mas enfatizando o ensino e o discipulado, a Igreja tende a desenvolver um relacionamento mais “humano” e afetivo entre seus membros.

• Há que se valorizar nos dias de hoje a PREGAÇÃO. Tanto pastores e pastoras, como os membros da Igreja, precisam priorizar os “púlpitos”. Queremos dizer com isto, que o ponto central do culto é a pregação e não os cânticos, os testemunhos ou outros elementos da liturgia. A pregação é a parte principal porque nela anuncia-se a Palavra de Deus. Os pastores e as pastoras devem ter zelo pela pregação e dedicar o tempo necessário para preparar o seu sermão. Osmembros da Igreja devem dar a atenção devida e ouvir a “voz de Deus”.

• Somos desafiados a agir solidariamente para com as pessoas que sofrem. As pessoas estão machucadas e cansadas, pois os problemas que afligem a sociedade brasileira são muitos. No ato de pastorear, os cristãos oferecem consolo, orientação, calor humano e cuidado pastoral.

• Finalmente, as igrejas locais são chamadas para sair de dentro das quatro paredes e cumprir com sua vocação missionária. Muitos lares podem abrir se para receber outras famílias para o evangelismo, ensino e pastoreio. Muitos bairros podem ser contemplados no programa de visitação e evangelismo da Igreja.

Mais ajudas em:

http://www.ebdareiabranca.com/2011/4trimestre/licao03.htm

http://portadesiao.blogspot.com/

 

 

 

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Lição 2 – Barnabé apresenta Saulo aos apóstolos

Barnabé um líder conciliador

“E, quando Saulo chegou a Jerusalém, procurava ajuntar-se aos discípulos, mas todos o temiam, não crendo que fosse discípulo. Então Barnabé. tomando-o consigo, o trouxe aos apóstolos, e lhes contou como no caminho ele vira ao Senhor e lhe falara, e como em Damasco falara ousadamente no nome de Jesus” (At 9.26,27)

“Daqui a cinco anos você estará bem próximo de ser a mesma pessoa que é hoje, exceto por duas coisas; os livros que ler e as pessoas de quem se aproximar” – Charles Jones.

A vida é realmente cheia de surpresas, e o mais interessante é que nela não existem garantias absolutas. Não há planos à prova de fracassos, nem projeto que mereça perfeita confiança. Não se consegue estabelecer as coisas de modo a eliminar todos os riscos. O viver e o arriscar são inseparáveis, eles caminham sempre de mão dadas. Todos os que voam arriscam-se a quedas. Os que dirigem carros arriscam-se a colisões. Os que correm, ar­riscam-se a cair. Os que caminham, arriscam-se a tropeçar. Todos quantos vivem arriscam alguma coisa.

Felizmente, nem todos optam pela seguran­ça, nem todos aceitam respeitar o medo. Algumas pessoas venceram, a despeito dos riscos. Alguns atingiram a grandeza, a despeito da adversidade. Recusaram-se a dar ouvidos aos seus temores, porque nada do que alguém disse ou fez conseguiu frustrá-los. É exatamente nesse contexto que podemos incluir Barnabé e seu espírito con­ciliador.

Na época de Barnabé a palavra de um ho­mem valia mais que qualquer documento em nos­sos dias. A reputação e o caráter eram coisas mui­to sólidas. Ao apresentar Saulo e integrá-lo entre os apóstolos, Barnabé estava colocando em jogo sua própria dignidade, ele se tornara o salvo con­duto, o fiador de Saulo, a base da credibilidade daquele novo homem.

Quando uma empresa conceituada almeja contratar um candidato, é comum submetê-lo a exames admissionais de acordo com os padrões internos da empresa. O candidato deverá prestar exames de saúde, passar por uma pesquisa de an­tecedentes criminais, SPC, SERASA, e qualquer outra coisa que possa comprometer sua idoneida­de. Se nada constar contra ele, o candidato ocu­pará a vaga que a empresa oferece.

No ministério, os critérios não são muito di­ferentes, podem ser até mais rígidos em relação a novos obreiros, devido à oscilação e testemunho dos mais antigos. Sabemos que um ministério não se constrói do dia para a noite, e que um líder res­ponsável não apresenta candidatos baseando-se apenas numa amizade, e sim na vida prática que eles apresentam. Um grande líder também não descarta um candidato com base em uma vida pregressa. Ele ouve seu testemunho, o avalia e, se for o caso, integra-lhe ao ministério. Foi desse modo que Barnabé agiu.

A ação de Barnabé, hoje, indica que sua vi­são e sua sensibilidade eram bem apuradas. Mas, comparando-nos a ele, todos nós corremos ris­cos ao indicarmos alguém. Porque o presente, nós podemos analisar, mas em se tratando de futuro, isto está além de nossa visão. Quem pode nos garantir que dará certo? Isto fica a critério de Deus e da responsabilidade de cada um. Porém, isto não nos isenta de correr o risco de acreditar e apostar na vida de pessoas. Barnabé fez isso, e hoje sabemos que ele não falhou.

SAULO, O PERSEGUIDOR

Você deve ter prestado atenção a essas pa­lavras: “Andei a caça dos cristãos, perseguindo-os até a morte… Eu costumava pensar que deveria fazer muitas coisas terríveis contra os seguidores de Jesus; aprisionei muitos dos cristãos… E quando eram condenados à morte, dava o meu voto contra eles… Eu utilizava tortura para tentar fazer os cristãos por toda parte amaldiçoarem Cris­to. Era contra eles com tal violência que persegui todos até em cidades distantes, em terras estrangeiras”. Já imagi­nou o que Saulo representava para a comunidade apostólica? Já imaginou onde Barnabé estava co­locando sua reputação? Será que faríamos o mes­mo hoje?

Saulo era um homem zeloso que fazia tudo em nome da religião. Ele pensava estar fazendo um bem para a humanidade ao exterminar, sem dó, os seguidores de Jesus. O capítulo nove de Atos dos apóstolos apresenta Saulo sob um perfil arrasador.

Ele estava a ponto de perder o controle, sua raiva se intensificava cada vez mais, estava com­pletamente cego em seu intento. Ele nutria em seu coração um ódio tão grande que nem mesmo a distância o impedia. Ele estava disposto a ir a terras distantes para capturá-los. Nenhum cristão daquele tempo ficaria tranquilo ao encontrar-se face a face com Saulo.

Segundo o historiador Flávio Josefo, quando Saulo pediu cartas para ir a Damasco, uma úni­ca razão havia em seu coração, seu esforço seria compensado pelo número de mortes que reali­zaria por lá. Damasco distava 160 quilômetros de Jerusalém, e Saulo tinha acesso aos dados do censo, sabia que grande número de judeus rene­gados haviam buscado refúgio em Damasco. Sua estratégia era atacar em massa, capturá-los e levá-los ao tribunal. Mas, felizmente, Jesus interveio na história e frustrou a Saulo.

Fico pensando, se, porventura, Barnabé não tivesse entrado no caminho de Saulo, e se Barnabé fosse um desses crentes religiosos demais. Talvez ele voltasse a ser o que era, ou jamais teria sido o que foi. É interessante notar como as pessoas agem com surpresa e ceticismo quando pessoas de renome se convertem a Cristo. O nos­so problema é que confundimos conversão com maturidade. John Wesley disse: “um crente se faz em um minuto, um santo é trabalho para anos”.

Na verdade, gostaríamos que esses novos convertidos já estivessem transformados, antes mesmo de lhes dar nosso aval de cristão experientes. Infelizmente, é nessa hora que esquece­mos alguns detalhes de nosso miserável passado e do modo como a mesma graça operou a nosso favor. Não existe pessoa que, por mais sincero, brilhante, ou submisso, se torne instantaneamen­te maduro. Este é um processo que dura uma vida inteira.

O episódio da salvação é apenas a porta de entrada. O caminho da santidade é descoberto à medida que caminhamos, o que pode nos levar a ser mais ou menos santos, o que dependerá muito daquilo de que nos abstemos para melhor ser­vir. Ninguém serve a Jesus Cristo sem que nada perca, todos devem perder alguma coisa. Afinal, quem não renuncia jamais se tornará um discípu­lo (Lc 14.25-27).

Muitas pessoas nasceram em berço evangé­lico, não sabem, por exemplo, o que é tirar a vida de alguém, e até se qualificam como modelo em sua vizinhança. Não são vulgares, não sonegam impostos, não magoam a quem amam, nem saem por aí escandalizando os outros. Todavia, estão muito longe de se encontrarem justos diante de Deus, e até que tenham entregado suas vidas a Jesus Cristo, ainda estão perdidos como Saulo na estrada de Damasco.

Seria importante lembrarmos que a mesma graça que salva alguém tremendamente limpo, também salva alguém tremendamente sujo, e que o     sangue de Jesus é capaz de purificar até mesmo aquilo que jamais pensamos ser limpo. Barnabé tinha isso em mente quando resolveu ajudar a Saulo. Ele sabia que era fruto da misericórdia e graça divinas, era um homem de bem, totalmente oposto ao testemunho de Saulo, mas era acima de tudo cheio do Espírito Santo, virtude que o capacitava a identificar a obra que Jesus já havia começado.

Deus tem propósitos que dificilmente com­preenderemos com olhares naturais. E isto não é coisa nova para nós. Seus propósitos divinos revelam-se muitas vezes por meio de conexões estabelecidas em nossas amizades, colegas de tra­balho e parentes. Podendo nos tornar em grandes fontes de bênçãos e crescimento para eles, e eles para nós. Deus sempre moverá as peças de en­caixe que a nós se unirão para que seu projeto se concretize.

Deus tinha Israel, mas precisava de Moisés para conduzi-los; Deus tinha Elias, mas precisava de Eliseu para derrotar Jezabel; Deus deu sonhos a José, mas fez faraó sonhar para que José os rea­lizasse. Deus se apresenta para Saulo, mas Barnabé aparece para que ele se transforme em Paulo. Deus trabalha com pessoas e conta com elas.

Já tentou imaginar quantas pessoas trabalha­ram em sua vida para você se tornar o que é hoje? Quantas pessoas importantes trabalham nosso caráter ao longo da vida, não é? Saiba que para cada Saulo que existir, Deus terá um Barnabé com quem contar. Isto não é maravilhoso?

BARNABÉ, O CONCILIADOR

“O evangelho precisa de pontes de ligação que pro­movam e não de muros de separação que impeçam”.

Diante de Barnabé encontrava-se uma joia muito preciosa que precisava ser polida para que seu valor sobressaísse entre as demais. Aquilatar o valor da joia cabia somente a Barnabé e a mais ninguém naquele momento. Ele deveria tomar uma grande decisão em sua vida. Gosto muito da expressão usada por Lucas em Atos 9.27 que diz: “tomando-o consigo”. Esse termo no grego é “epilambanomai” e significa: “tomar posse de, apoderar-se de algo com as mãos”. De forma metafórica significa: “livrar, socorrer alguém do perigo”.

Saulo, na verdade, não corria perigo, con­tudo, não possuía ainda credibilidade entre os apóstolos do Senhor. Todavia, se naquele precio­so momento, não fosse reconhecido como um cristão converso, poderia representar uma grave perda para o cristianismo. Lucas nos apresenta a visão que os discípulos tinham a seu respeito: “E, quando Saulo chegou a Jerusalém, procurava ajuntar-se aos discípulos, mas todos o temiam, não crendo que fosse discípulo” (At 9.26).

Naqueles dias, trabalhar com o reconheci­mento da liderança apostólica era estar apto para anunciar o evangelho. De certo, as notícias a respeito de Saulo já deveriam correr entre os discí­pulos. De como testemunhava e como foi salvo num cesto pelos crentes de Damasco, local onde encontrou o Senhor e foi visitado pelo intrépido Ananias (At 9. 10-16). Assim, Barnabé tomou-o pela mão e levou-o aos apóstolos, ele identifi­cou o valor daquele diamante bruto e o integrou. Aquele ato tornou possível o crescimento, a vida e a longevidade de um ministério que principiava. Precisamos de pontes assim em nossos dias.

A vida é um verdadeiro campo de batalhas. Nem sempre se ganha, nem sempre se perde, mas é preciso arriscar, é preciso tomar decisões. A função do medo é roubar nossa coragem, é nos deixar trêmulos e tímidos. O medo deseja nos manipular com o misterioso, nos insultar com o desconhecido. Devemos temer a morte, o fracas­so, o amanhã é até o próprio Deus. O repertório do medo é muito vasto, seu objetivo é criar almas covardes e sem alegria.

O medo não deseja que alcancemos a mon­tanha, ele acredita que enquanto nos sacudir bas­tante tiraremos os olhos das alturas, partindo para uma vida monótona e vazia. Você conhe­ce algum medroso que se tornou herói? Todos nós temos que estar dispostos a assumir riscos. Porém, os riscos não são bem vindos a pessoas extremamente racionais, que vivem com seus pés fincados no chão. O que diferencia um herói de um covarde é somente a ação. Um age e outro não. Essa é a diferença.

Você acha que Barnabé não foi questionado em seu tempo? Claro que sim. Mas ele teve co­ragem, deu a face para bater, acreditou que aquilo que fazia era o certo. Quando Saulo foi a Jeru­salém, os irmãos agiram com desconfiança, pois acreditavam ser Saulo um espião da fé cristã. As­sim, por medo, se afastavam dele. Mas Barnabé sabia que ele precisava de uma oportunidade, que agora era um novo homem, capaz de arriscar sua vida em prol do evangelho.

Barnabé era um homem de elevada estatu­ra espiritual e de poderosa influência entre os apóstolos do Senhor. Ele gozava de toda a consideração e respeito deles por causa da sua sin­ceridade, generosidade e espontaneidade. Bar­nabé, porém, possuía algo que todo líder deve ter: “poder de decisão”. Líderes que não decidem servem para que? Se tudo se devem perguntar, a quem lideram afinal?

Como é triste quando em nossos gabinetes perdemos horas com líderes que em tudo depen­dem de orientação. Barnabé sabia o que devia fa­zer na hora que devia fazer. Há coisas sobre as quais nem precisamos consultar a Deus, elas já estão claras, é só agir. Já se perguntou quando foi que Deus mandou Davi enfrentar Golias? Não há nada escrito, nenhuma ordem, Davi decidiu, foi lá e o derrubou. Este tipo de atitude é que falta em muitos líderes hoje.

Bem antes de apresentar Saulo e introduzi-lo na comunidade apostólica, Barnabé ouviu seu testemunho acerca de como o Senhor lhe havia aparecido. Ele não abusou de ser tão espiritual ao ponto de apenas crer sem investigar (At 17.11). Barnabé também fez um relato, testemunhando de como em Damasco Saulo discursava ousada­mente em nome de Jesus. “Então Barnabé, toman­do-o consigo, o trouxe aos apóstolos, e lhes contou como no caminho ele vira ao Senhor e lhe falara, e como em Da­masco falara ousadamente no nome de Jesus” (At 9.27).

Outro fato importante é que não existem registros que afirmem que Barnabé pudesse ter contato anterior ou já conhecesse Saulo. Mas é possível que já houvesse um contato prévio entre eles, pelo fato de ambos terem morado em Jeru­salém. É bem provável que os rumores acerca do novo Saulo já tivessem chegado a seu conheci­mento. Embora tenhamos tais suposições, o mais importante é saber que Deus levantou um Saulo e que o utilizaria de alguma forma, e que Barnabé era a peça chave para que o plano divino através de “Saulo”, que mais tarde seria chamado de “Pau­lo”, se cumprisse.

AIMPORTÂNCIA DE BARNABÉ NA VIDA DE SAULO

Com Barnabé aprendemos a importância de se inquirir, investigar e dar oportunidade a preciosas joias no Reino de Deus. Ele não tirou conclusões precipitadas, mas esclareceu aos de­mais amigos de ministério que Saulo agora era um deles e havia abraçado a mesma fé.

A princípio, Barnabé evitou Saulo, ele era um perseguidor, um matador por excelência. Mas agora, a história é outra. Saulo está do ou­tro lado, tornou-se amigo e quer provar seu va­lor arriscando a própria vida pela causa do evan­gelho, a ponto de fugir em um cesto pelo muro da cidade. De tudo isso Barnabé tomou conhe­cimento.

Ainda que tenha evitado Saulo por uma questão de segurança, agora não havia mais o que temer, Saulo estava testemunhando em fa­vor de Cristo, e eles se tornaram irmãos. Essa renovação pelos laços da fé fez de Barnabé uma peça chave na vida de Saulo e possibilitou a apresentação daquele que se tornaria o maior vulto do Novo Testamento, após o Senhor Jesus.

Nossa vida é marcada pelas escolhas que fazemos. É claro que nem sempre a vontade de Deus está totalmente clara, e com relação a isso podemos até nos equivocar. Mas ninguém segui­rá por muito tempo um líder temeroso e inde­ciso. A liderança de um homem é demonstrada por sua capacidade de tomar decisões, mesmo que os resultados delas não sejam aparentes. Hoje sabemos o que aquela decisão tomada por Barnabé provocou no cristianismo. Amados, até hoje Paulo tem influência na história.

Infelizmente, existe em nossos dias um comportamento destrutivo que atua tentando atrapalhar, desconstruir e eliminar toda figura que se projete no cenário evangélico, seja no cír­culo da congregação local, denominacional, ou política. Muitas vezes são até líderes que já ultrapassados e sem vigor para se renovar, não visu­alizam o reino, e sim seus próprios ministérios. Amados, os ministérios passam e o evangelho sempre avançará. E se não prepararmos o cami­nho, como serão as próximas gerações? Pode­mos ter certeza de que Barnabé sempre pensou no bem estar do reino, nunca em si mesmo.

Quando um líder possui uma elevada estatura espiritual e graça para discernir as coisas es­pirituais, entende também que cada estrela tem a sua própria dimensão e a glória que Deus depo­sitou sobre ela. Barnabé não somente facilitou o acesso de Saulo, mas eliminou os bloqueios que havia em sua vida e possibilitou o seu cres­cimento.

Bem sabemos que há pessoas com chamado de Deus, desejosas de fazer a obra, mas, como Saulo no início de sua carreira, eles estão preci­sando de alguém que lhes dê oportunidades para que mostrem o seu valor. Mais adiante veremos como Saulo se tornou Paulo, o grande apósto­lo dos gentios, que disseminou o evangelho em todas as partes do Império Romano. Tudo isso foi fruto de uma apresentação inicial, comunhão crescente de um homem que resolveu acreditar no outro. Será que já imaginamos o que seria um Saulo se não houvesse um Barnabé?

Quanto ao Novo Testamento, quase a me­tade é de autoria de Paulo, são treze cartas escri­tas por ele sob a inspiração do Espírito Santo. Essa correspondência pessoal paulina tornou-se um legado doutrinário de grandioso valor, ao lado dos outros escritos do Novo Testamento, e, que, juntos, se completam mutuamente. Com isso aprendemos que nossos movimentos no Reino de Deus, sob a direção do Espírito San­to, podem atingir pessoas e gerações que jamais imaginamos. Barnabé deixou um legado e Paulo escreveu uma história. Dá pra imaginar a impor­tância de Barnabé na história?

Tudo o que fazemos reflete nos outros. É claro que poderemos reproduzir gestos como os de Barnabé, que não tomarão jamais a mesma proporção histórica, entretanto, ele fez o que precisava ser feito, e a nós compete fazer aquilo que nos cabe fazer, na certeza que no tempo de­vido colheremos o fruto de nossas decisões para o Reino. Ainda hoje podemos construir uma história que fique na memória eterna de Deus, lançando-nos em sua vontade e sendo um arco para lançar outros que façam história também.

Todo cristão que anda por fé e todo o líder espiritual assumem riscos sob a orientação do Senhor, como fez Barnabé. Se tivermos a oportunidade de fazer o bem e de prover o cresci­mento pessoal e desenvolvimento espiritual de um irmão, façamos isso hoje. Barnabé agarrou a Saulo, que se transformou numa personalida­de tão vultuosa, que ultrapassou a ele próprio popularidade histórica. Não tenha medo de ser superado. A descoberta de Barnabé somou para o Reino, não para si.

“Um dos mais elevados deveres humanos é o dever do encorajamento… É fácil rir dos ideais dos homens; é fácil despejar água fria no seu entusiasmo; é fácil desenco­rajar os outros. O mundo está cheio de desencorajadores. Vemos o dever de encorajar-nos uns aos outros. Muitas vezes uma palavra de reconhecimento, ou de agradeci­mento, ou de apreço, ou de ânimo tem mantido um ho­mem de pé”. Willian Barclay

 

Bibliografia Pr Abner Ferreira

 

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Lição 1 – Barnabé, um líder destacado

Líder é uma pessoa ou um produto que alcançou alguma liderança numa área de atuação (por exemplo na política) ou num segmento de mercado ou segmento da sociedade.
Liderança é o processo de conduzir um grupo de pessoas, transformando-o numa equipe que gera resultados. É a habilidade de motivar e influenciar os liderados, de forma ética e positiva, para que contribuam voluntariamente e com entusiasmo para alcançarem os objetivos da equipe e da organização. Assim, o líder diferencia-se do chefe, que é aquela pessoa encarregada por uma tarefa ou atividade de uma organização e que, para tal, comanda um grupo de pessoas, tendo autoridade de mandar e exigir obediência.Para os gestores atuais, são necessárias não só as competências do chefe, mas principalmente as do líder.

Barnabé

O Senhor convoca para sua obra aqueles que não estão presos aos valores desta vida. “E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado” At. 13:2
Barnabé significa “filho da consolação”. Ele surgiu no cenário do Novo Testamento como um exemplo digno de ser seguido por todos os crentes hoje. Homem simples, desprendido, deu provas de sua conversão quando vendeu sua herança para colocá-la aos pés dos apóstolos. Mais tarde conduziu Saulo aos apóstolos e o apresentou à igreja. Natural de Chipre, Barnabé perma­neceu em Jerusalém envolvido na Obra de Deus, sendo mais tarde chamado pelo Espírito Santo para a Obra Missionária. Que o Senhor levante muitos “Barnabés” hoje, nestes dias finais da igreja na terra.
BARNABÉ, UM HOMEM DESPRENDIDO
O livro de Atos diz que no princípio da igreja não havia necessitado algum, pois os que tinham alguma coisa vendiam e depositavam a quantia aos pés dos apóstolos (At 4.34). Barnabé, como um homem convertido, não ficou de fora desta maneira de cooperar com a Obra de Deus (At 4.37). Ainda hoje Deus usa os recursos que deu ao seu povo para beneficiar sua Obra na terra.
A generosidade é uma característica que deve ser constante no crentepois ela existe em função do insondável e constante amor de Deus para conosco. O apóstolo Paulo lembra isto aos crentes de Corinto, quando lhes pede que contribuam com suas ofertas em favor dos cristãos pobres da Judéia: “Porque já sabeis a graça de nosso Senhor Jesus, que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre; para que pela sua pobreza enriquecêsseis”. Não há maior exemplo de amor do que este.

a) Barnabé, filho da consolação – Não se sabe na verdade como Barnabé chegou a Jerusalém. Entendem alguns comentaristas que ele foi para as festas judaicas, pois era levita, e por ali ficou, atraído pela Igreja de Cristo. Logo foi chamado pelos apóstolos de Barnabé (que traduzido é Filho da consolação), certamente por sua maneira sincera e desprendida para ajudar (At 4.36).
Barnabé era levita, da família sacerdotal dos judeus. Não temos pormenores acerca de sua conversão mas uma vez que ele tinha parentes em Jerusalém, pode ser que se tenha tornado cristão em uma de suas visitas. Um grande número de judeus dispersos haviam voltado a Jerusalém para comemorar a festa do Pentecostes. Talvez ele tenha ouvido falar de Cristo nesta ocasião e resolveu não voltar a Chipre.

b) Barnabé vendeu sua herdade – Segundo o dicionário, herdade significa: “uma grande propriedade rural, composta em geral de terras de semeadura e casas de habitação.” Foi algo assim que Barnabé vendeu para ajudar a Obra de Deus naqueles dias. Uma lição de desprendimento das coisas materiais. O mesmo espírito que testificou a Barnabé, falou a Paulo e ele escreveu a Timóteo dizendo: “Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele” (I Tm 6.7).

O crente que contribui com Liberdade para a obra de Deus está promovendo a glória do nome do Senhor, pois qualquer irmão que estiver passando dificuldades financeiras e for beneficiado pelas contribuições da igreja (dízimos e ofertas), certamente glorificará Deus pelo cumprimento da, sua palavra. Assim escreveu o salmista: “Aqueles que buscam o Senhor de nada têm faltae “O Senhor conhece os dias dos retos, e a sua herança permanecerá para sempre. Não serão envergonhados nos dias maus, e nos dias de fome se fartarão” (Sl 34.10; 37.18,19).

c)  Barnabé, um homem fiel – A fidelidade de Barnabé é inquestionável, pois a própria Bíblia diz: “Possuindo uma herdade, vendeu-a, e trouxe o preço, e o depositou aos pés dos apóstolos” (At 4.37). Note a expressão “trouxe o preço”, Barnabé não agiu como Ananias e Safira que trouxeram apenas “uma parte” (At 5.1,2), ele trouxe tudo. Nossa fidelidade é medida diante de Deus de acordo com a entrega que fazemos.

Barnabé compreendeu que era aflitiva a situação da igreja. Vendeu uma propriedade e entregou o dinheiro para ser usado no trabalho. Antes de converter-se, Barnabé talvez pensasse que os bens fossem realmente seus, mas agora ele via as coisas de outra maneira: Deus é o dono de tudo, e nós somos mordomos. Há muitos crentes nas igrejas que retêm e usam indevidamente aquilo que não lhes pertence. Deus exige o dízimo para o sustento do seu trabalho.

BARNABÉ, UM HOMEM AMIGO

Todos tinham prazer em estar com Barnabé e desfrutar de sua amizade. Barnabé mostrou-se amigo de Saulo e o ajudou nos primeiros passos da vida cristã. Como é bom poder ajudar um novo crente e introduzi-lo no seio da igreja, conduzindo-o aos cultos, ensinando-lhe os hinos e a Bíblia. Disto nasce uma grande amizade espiritual.

a)  O homem que ajudou Saulo – Barnabé foi o homem usado por Deus para ajudar Saulo no contato com a igreja de Jerusalém. Foi lá que Saulo passou por um teste difícil: “E, quando chegou á Jerusalém, procurava ajuntar-se aos discípulos, mas todos o temiam, não crendo que fosse discípulo” (At 9.26). Entrou em cena Barnabé, que com seu espírito sempre pronto, rompeu com as barreiras e não temendo aquele que antes era “o perseguidor” o apresentou diante de todos. Devemos agir sempre como manda a Bíblia, não fazendo acepção de pessoas, pois todos somos iguais perante Deus (At 10.34).

Três anos se passaram sem que se ouvisse a respeito de Saulo. Quando ele apareceu em Jerusalém e quis juntar-se aos crentes, a primeira recordação foi a de que ele ia de casa em casa arrastando crentes para a prisão e morte. Quando todos o consideravam inimigo, surgiu Barnabé, que creu no seu testemunho e ficou como fiador da sua palavra.b)

O homem que se uniu a Saulo – A partir do encontro com Saulo, Barnabé se uniu a ele e tornaram-se grandes amigos: “Então Barnabé tomou-o consigo… ”(At 9.27). Isto era tudo o que Saulo precisava naquele momento de sua vida espiritual. Como é confortante saber que quando chegamos na Casa de Deus somos bem recebidos, que haverá sempre alguém para nos acompanhar e nos ajudar. Barnabé influenciou a vida ministerial de Paulo através da união cristã (Sl 133).

O interesse de Barnabé voltava-se para o crescimento da obra. Sentiu que a igreja necessitava de mais obreiros. Lembrou-se de Paulo, que estava em Tarso, e foi buscá-lo. Até esse momento, aquele que seria o grande apóstolo, permanecia em obscuridade. Por ciúme ou por medo, apesar do primeiro esforço de Barnabé para integra-lo no trabalho, Paulo não tinha tido oportunidade. O Espírito Santo, que orientava a vida de Barnabé, fez que ele buscasse o homem certo para o lugar certo. Teria sido grande prejuízo para o cristianismo se Barnabé não tivesse levado Paulo para a Antioquia.

c)  O homem que testemunhou de Saulo – Diante dos apóstolos Barnabé não teve dúvidas em testemunhar de Saulo, dizendo inclusive de sua conversão no caminho de Damasco: “…e lhes contou como no caminho vira ao Senhor e lhe falara, e como em Damasco falara ousadamente no nome de Jesus” (At 9.27). O testemunho de Barnabé e a genuína conversão de Saulo trouxeram paz às igrejas (At 9.31).

O que em realidade sabemos é que Barnabé resolveu virar a chave e abrir aporta para Paulo. A História sempre tratará Paulo como um dos maiores dirigentes do Cristianismo e do mundo. Mas os que leem o livro de Atos conhecem a história que há por trás disso. Barnabé permitiu que o famoso apóstolo se apoiasse em seus ombros.

BARNABÉ E ENVIADO PELA IGREJA

A perseguição levou os discípulos a evangelizarem em áreas mais distantes: “E os que foram disper­sos pela perseguição que sucedeu por causa de Estêvão caminharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra senão somente aos judeus” (At 11.19). Diante dessa nova neces­sidade espiritual, a igreja de Jerusalém enviou Barnabé à Antioquia (At 11.22).
Não tardou que chegasse a Jerusalém a notícia do que os irmãos realizavam em Antioquia. A igreja resolveu enviar Barnabé para investigar a natureza dotrabalho, instruir e ajudar os novos convertidos. Quando ele chegou “e viu a graça de Deus, se alegrou” (At 11.23). Longe de sentir inveja por ver como Deus fazia prosperar a obra daqueles irmãos leigos, Barnabé se alegrou. Quão bom seria que sempre nos alegrássemos com as vitórias dos nossos irmãos nas lides do evangelho!

a) Barnabé diante da neces­sidade da igreja – Barnabé estava sempre disposto a cooperar com a igreja em suas necessidades evangelísticas, pois ele era também um evangelista. Ele não mediu esforços para ir à Antioquia que distava cerca de quinhentos quilômetros ao norte de Jerusalém, e que naqueles dias era uma grande e populosa cidade. Neste ambiente de fé e misticismo chegou Barnabé para fortalecer os novos convertidos e estabelecer a igreja de Cristo: “Oqual, quando chegou , e viu a graça de Deus, se alegrou…”(At 11.23).

b) Barnabé estimulou a igreja – A mensagem de Barnabé à igreja era uma mensagem de estímulo espiritual: “… exortou a todos a que permanecessem no Senhor com propósito do coração” (At 11.23). Esta deve ser a mensagem para a igreja hoje, quando muitos estão perdendo o fervor espiritual e desviando-se do verdadeiro propósito de servir a Deus.

c) Barnabé, um homem de fé – O livro de Atos diz acerca de Barnabé: “Porque era homem de bem, e cheio do Espírito Santo e de fé” (At 11.24). Para se iniciar um trabalho é necessário que haja em nós as qualidades espirituais que existiam em Barnabé. Conhecendo o testemunho de Barnabé, a igreja de Jerusalém sabia que os crentes de Antioquia estavam em boas mãos. A Bíblia diz: “E muita gente se uniu ao Senhor”(At 11.24). Este é o resultado quando dedicamos nossa vida no altar de Deus e o servimos de coração.

BARNABÉ, UM HOMEM DEDICADO

Antioquia tornou-se o centro do cristianismo gentílico e, diante disso, o Concilio de Jerusalém resolveu, com a direção do Espírito Santo, aconselhar àqueles novos crentes a continuarem a desfrutar da Graça de Deus (At 15.28). E para consolidar esta Palavra lá estava o incansável Barnabé: “E Paulo e Barnabé ficaram em Antioquia, ensinando e pregando com muitos outros, a palavra do Senhor” (At 15.35). Como é maravilhoso ter em pontos estratégicos da Obra homens de grande dedicação espiritual.

Para libertar os crentes novos das imposições cerimoniais dos judaizantes, Paulo e Barnabé tiveram de sustentar uma grande luta em Jerusalém e, depois, nocampo missionário. O evangelho estava para expandir-se para o Ocidente e em breve estaria em terras da Europa. Multidões de pagãos entrariam para a igreja cristã. Os fariseus convertidos revelaram a disposição de impor-lhes o jugo da lei, e foi de importância trans­cendental estabelecer-se a doutrina da salvação pela fé como ensino da igreja nascente. Esta decisão, iluminada, pelo Espírito Santo, impediu que a igreja cristã ficasse presa aos pórticos das sinagogas judaicas.

a) Barnabé, um homem de visitas – Barnabé, e Paulo empreenderam um trabalho de visitas ao novos crentes para consolidar a fé em Cristo Jesus: “E alguns dias depois disse Paulo a Barnabé: Tornemos a visitar nossos irmãos…” (At 15.36). É muito importante o trabalho de visitas na Obra do Senhor. Em geral a visita restaura a fé do fraco e o edifica no Reino de Deus. Oxalá o Senhor nos dê hoje muitos obreiros visitadores, a fim de que sua Casa seja edificada e fortalecida em nome de Jesus.
Em Atos 15.35 lê-se que “Paulo e Barnabé demoraram-se em Antioquia, ensinando e pregando com muitos outros a palavra do Senhor” Devidamente doutrinada, a igreja pode ouvir a entender a voz do Espírito Santo e oferecer os melhores obreiros para o trabalho missionário. E o Espírito Santo quem guia, inspira, e orienta a obra.

b) Barnabé e seu sobrinho João Marcos – Desde cedo Barnabé aprendeu que a Obra de Deus necessita de colaboradores, para isto ele deu oportunidade a seu sobrinho, João, chamado Marcos, para que pudesse acompanhá-lo em suas viagens missionárias, mas neófito, o moço não foi aprovado por Paulo, o que lhe causou a perda do companheiro (At 15.39). As vezes, na Obra de Deus, acontecem percursos na viagem, precisamos pois da sabedoria divina para nos conduzirmos com prudência (At 15.37).

Barnabé decidira levar consigo a Marcos. Paulo por sua vez rejeitou a ideia, alegando que Marcos os havia deixado em meio à viagem anterior, voltando a Jerusalém. Tal contenda causou a divisão entre ambos: Barnabé, acompanhado de Marcos, foi novamente a Chipre.

c) O novo companheiro de Barnabé – Diante da decisão de Paulo, Barnabé seguiu viagem com seu sobrinho que, mais tarde, tomou- se útil para o ministério (II Tm 4.11). Certamente o jovem discípulo Marcos muito aprendera com este exemplar homem de Deus. Ainda hoje precisa­mos conduzir os jovens obreiros com paciência para que possamos vê-los aprovados na Obra de Deus. A paciência exercitada com prudência nos traz resultados positivos.

CONCLUINDO

As qualidades de Barnabé espa­lhadas no livro de Atos são louvadas por muitos até hoje. Barnabé destacou-se essencialmente como um homem de exortação e reconciliação, qualidades que jamais podem ser desprezadas. A lição de generosidade nos deixada por ele, ainda fala aos corações duros e fechados para contribuir para a Obra de Deus. Barnabé se foi, mas deixou-nos um exemplo a ser seguido.

Bibliografia Pr. Mauricio Ferreira

Do site:
http://www.ebdareiabranca.com/2011/4trimestre/sumario.htm

mais ajudas:
http://portadesiao.blogspot.com

para ajudas sobre Ananias e safira:
http://ensinodominicalbetel.blogspot.com/2011_01_01_archive.html

 

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Criação o Propósito da Unidade – Subsidio EBD Central Gospel – Lição 3

 

Texto Áureo “No principio criou Deus os céus e a terra ”Gênesis 1.1

Introdução

O propósito da Criação Aprendemos que tudo o que Deus faz tem um propósito, nada e feito ao acaso e a criação também não é obra do acaso não foi uma grande explosão que é apresentada pela teoria do Big Bang , em que existia algumas misturas de partículas subatômicas que se moviam aproximas a velocidade  da luz e que aproximadamente, 10 ou 20 bilhões de anos atrás aconteceu e essa explosão cósmica que liberou uma grande liberação de energia, criando , espaço e tempo. Mais ninguém pode afirmar isso com certeza absoluta, somente Deus tem a resposta para a criação de tudo, para se acreditar no Big Bang o camarada tem que ter muita fé. Então nada e obra do acaso vejamos algumas referencias bíblicas.

Muitos propósitos há no coração do homem, porém o conselho do SENHOR permanecerá.
Provérbios 19:21

Que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade. Isaías 46:10 Para que agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos céus, Segundo o eterno propósito que fez em Cristo Jesus nosso Senhor. Efésios 3:10-11

Mas nos dias da voz do sétimo anjo, quando tocar a sua trombeta, se cumprirá o segredo de Deus, como anunciou aos profetas, seus servos. Ap 10: 7

O propósito e nos revelado em Ef 1 9-10 : Descobrindo-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que propusera em si mesmo, De tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra;

Deus criou tudo em unidade os seus propósitos são inseparáveis a criação, os seres humanos, somos o que somos porque Ele é. O fim principal do homem e glorificar a Deus e desfrutá-lo para sempre.

1- A Bíblia declara a Criação

Tanto no Novo quanto Velho testamento vemos a declaração de que Deus criou tudo pelo ato da sua soberana vontade, tudo foi criado por Ele e para Ele. Ne 9.6 Paulo em Atenas reforça a dependência (At 17.25b,28) Comentário – Como pode o homem insistir em viver fora da dependência de Deus, já pensaram nisso, nos dias atuais todas as pessoas buscam sua independência, seja ela financeira ou não. Esposas estão buscando sua independência em relação ao marido, filhos querem independência dos pais, e por ai segue essa busca.

Mais o homem não que a dependência de Deus, o ser – humano insiste em viver fora dos cuidados do bom e eterno Pai. Qualquer tentativa de ser independente acaba em fracasso e derrota. Jesus nos ensina através da parábola do filho pródigo que qualquer tentativa dessa perderá os amigos, passará a comer e viver com os animais (porcos)  Assim aconteceu com Nabucodonosor.

Daniel 4 29-35 Ao fim de doze meses, quando passeava no palácio real de babilônia, Falou o rei, dizendo: Não é esta a grande babilônia que eu edifiquei para a casa real, com a força do meu poder, e para glória da minha magnificência? Ainda estava a palavra na boca do rei, quando caiu uma voz do céu: A ti se diz, ó rei Nabucodonosor: Passou de ti o reino. E serás tirado dentre os homens, e a tua morada será com os animais do campo; far-te-ão comer erva como os bois, e passar-se-ão sete tempos sobre ti, até que conheças que o Altíssimo domina sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer. Na mesma hora se cumpriu a palavra sobre Nabucodonosor, e foi tirado dentre os homens, e comia erva como os bois, e o seu corpo foi molhado do orvalho do céu, até que lhe cresceu pelo, como as penas da águia, e as suas unhas como as das aves. Mas ao fim daqueles dias eu, Nabucodonosor, levantei os meus olhos ao céu, e tornou-me a vir o entendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei e glorifiquei ao que vive para sempre, cujo domínio é um domínio sempiterno, e cujo reino é de geração em geração. E todos os moradores da terra são reputados em nada, e segundo a sua vontade ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem possa estorvar a sua mão, e lhe diga: Que fazes?

A Bíblia relata também no livro de Apocalipse 3.17, assim: “Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta (e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu);

João15.5: Eu sou a videira, vós, as varas; quem está em mim, e eu nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer.

1.2 A unidade da criação na Natureza

A flora, a fauna, os ecos sistemas, as estações do ano, a água, o ar e toda a harmonia dos mecanismos que o planeta Terra possui para manter a vida são obras incomparáveis do poder criador de Deus.   A cadeia alimentar, a renovação da natureza, o crescimento de tudo seque uma harmonia e sintonia perfeita criando um ambiente perfeito para que haja vida.

Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas? Mateus 6:26

O pecado do homem quebrou a unidade e a harmonia da natureza.

Sabemos que toda a natureza criada geme até agora, como em dores de parto. Romanos 8:22

Existem os que acreditam que Deus e a natureza são a mesma coisa são chamados de panteístas. O panteísmo é uma palavra derivada do grego pan e théos, significa “tudo é Deus”. Os panteístas identificam Deus com o universo ao dizer: “Deus não é diferente ou distinto do universo. Deus é tudo quanto existe; e tudo quanto existe é Deus”.

2 – A Criação do Homem Manifesta o Propósito Divino da Unidade

Deus criou, para viver em comunhão com ele e ter vida através da providência divina, mais o homem pecou escolhendo outro caminho e perdeu essa comunhão e unidade, com Deus. A  maior conseqüência do pecado e nos afastar da presença de Deus Deus disse para Josué que não seria mais com o povo, enquanto houvesse pecado no arraial de Israel. Quando os filhos de Eli pecaram contra Deus, a arca, símbolo da presença de Deus foi roubada e a glória de Israel, a presença de Deus, se apartou do povo. No tempo de Ezequiel a glória de Deus se afastou da cidade, do templo, do monte e o povo foi levado ao cativeiro.  Não pode haver pecado em nossas almas, em nosso lar, em nossa igreja em lugar nenhum porque isso afasta a santidade de Deus, podemos disser que de certa forma afastamos as bênçãos de Deus e atraímos as maldições e o juízo de Deus sobre nossas vidas.

3- O Resgate e restauração da criação

Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos. Romanos 5:19

A obra de Cristo Jesus os mostra o quanto Deus ama e cuida de sua criação, ele envia seu filho para resgatar, e restaurar tudo de volta ao seu propósito original, de sermos uma grande família alegre e feliz em sua presença. O sangue de cristo propiciou a salvação do homem, a cura para todos ecossistemas e em breve após estarmos com Ele, Ele voltara e iniciará um tempo denominado por nós como Milênio.

A TERRA SERÁ TRANSFORMADA

O Senhor Deus consertará e restaurará esta terra, tornando-a um verdadeiro paraíso.
Vejamos então a descrição das mudanças que este globo terrestre :

“Todo vale será levantado, e será abatido todo monte e todo outeiro; e o terreno acidentado será nivelado, e o que é escabroso, aplanado” (Isaías 40:4).

A Bíblia nos ensina que no período de mil anos uma mudança profunda será feita na terra. Por exemplo, muitas montanhas e ilhas desaparecerão ou serão transladados a outros lugares:

“Porque eis que o Senhor está a sair do seu lugar, e descerá, e andará sobre as alturas da terra. Os montes debaixo dele se derreterão, e os vales se fenderão, como a cera diante do fogo, como as águas que se precipitam por um declive”(Miquéias 1:3-4).

“E o céu recolheu-se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas foram removidos dos seus lugares” (Apocalipse 6:14). “Todas as ilhas fugiram, e os montes não mais se acharam” (Apocalipse 16:20).

O monte das Oliveiras na Palestina se repartirá: “Naquele dia estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente; e o monte das Oliveiras será fendido pelo meio, do oriente para o ocidente, e haverá um vale muito grande; e metade do monte se removerá para o norte, e a outra metade dele para o sul” (Zacarias 14:4).

A terra tornará excepcionalmente fértil: “O deserto e a terra sedenta se regozijarão; o ermo exultará e florescerá; como o narciso florescerá abundantemente, e também exultará de júbilo e romperá em cânticos; dar-se-lhe-á a glória do Líbano, a excelência do Carmelo e Sarom; eles verão a glória do Senhor, a majestade do nosso Deus” (Isaías 35:1-2) “Em lugar do espinheiro crescerá a faia, e em lugar da sarça crescerá a murta; o que será para o Senhor por nome, por sinal eterno, que nunca se apagará”(Isaías 55:13). Os DESERTOS áridos e secos produzirão água em abundância: “Os animais do campo me honrarão, os chacais e os avestruzes; porque porei água no deserto, e rios no ermo, para dar a beber ao meu povo, ao meu escolhido” (Isaías 43:20).

No milênio o problema ECOLÓGICO será completamente resolvido. As ÁRVORES crescerão em grande número e não haverá derrubadas indiscriminadas como nos dias de hoje. Veja em Ezequiel 47:7. Na região da Palestina surgirá um novo rio cujas águas conterão elementos que purificará qualquer outra fonte, inclusive o Mar Morto que há milhares de anos está podre, será purificado pelas águas desse novo rio. Veja Ezequiel 47:8-10.

A NATUREZA DOS ANIMAIS SERÁ MUDADA

No milênio Jesus vai mudar radicalmente este planeta terra. No milênio haverá transformações jamais vistas na história da humanidade Os animais sofrem com os efeitos nocivos do pecado do homem, conforme já vimos em Romanos 8:19-23.

Mas Jesus vai transformar toda a criação quando estabelecer o seu reino na terra. A natureza selvagem dos animais será tirada.

“Morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará; e o bezerro, e o leão novo e o animal cevado viverão juntos; e um menino pequeno os conduzirá. A vaca e a ursa pastarão juntas, e as crias juntas se deitarão; e o leão comerá palha como o boi. A criança de peito brincará sobre a toca da áspide, e a desmamada meterá a sua mão na cova do basilisco”(Isaías 11:6-8). “O lobo e o cordeiro juntos se apascentarão, o leão comerá palha como o boi; e o pó será a comida da serpente. Não farão mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o Senhor” (Isaías 65:25). “Farei com elas (ovelhas, que sãos os convertidos) um pacto de paz; e removerei da terra os animais ruins, de sorte que elas (ovelhas) habitarão em segurança no deserto, e dormirão nos bosques” (Ezequiel 34:25). “Naquele dia farei por eles (seu povo) aliança com as feras do campo, e com as aves do céu, e com os répteis da terra; e da terra tirarei o arco, e a espada, e a guerra, e os farei deitar em segurança” ( Oséias 2:18).

3.1 – Passagem e figuras que falam da unidade

Muitas são as passagens que mostram a união em coisas criadas por Deus vejamos algumas:

3.1.1 – Em relação ao povo Judeu

Deus escolheu um povo para ser seu a partir de Abraão, mais esse povo sempre o rejeitou, e foi e está sendo corrigido por Deus, e há união de propósito de Deus para resgate desse povo em Jeremias 32.39 a uma profecia que eles andaram unidos com Deus. Restauração que será plena na segunda fase da volta de Jesus, e terá dois episódios o primeiro e que o povo habite a terra prometida e a segunda que se cumprirá a união deles com Deus com nação santa, segundo teólogos o governo do mundo terá como capital mundial Israel, onde provavelmente Davi ressurreto, será o governante.

3.1.2 – União para missão Quando a corrupção tomou conta do mundo antigo no tempo de Noé, Deus separou um grupo unido tanto de pessoas como animais para se salvarem juntos através da arca. Imaginem 145 dias Noé, família e animais, que união sobrenatural houve ali dentro. Só pelo Espírito de Santo é possível essa união a arca de Noé dos nossos dias é a igreja.

3.1.3 – União para criação de um povo Deus escolheu Abraão e mostrou o desejo de através dele criar um povo e desse povo todos teriam a oportunidade de se salvar, esse é o povo da fé, o povo que crê em Jesus Cristo como único e suficiente Salvador e com ele somos bilhões em todo mundo todos, irmãos de fé em Cristo.

3.1.4 – União para os negócios. Deus deu uma promessa a Jacó, e ele entendeu que tudo o que ele iria conquistar na vida iria depender da união dele com Deus, então ele promete dar o Dizimo de tudo, como reconhecimento das bênçãos dadas por Deus. E hoje se quisermos ter bênçãos nos negócios e em nosso trabalho temos que seguir o exemplo de Jacó e com certeza Deus será conosco.

3.1.5 – União para a evangelização e a salvação. Em João 17, temos o relato da oração sacerdotal onde Jesus expressa a vontade absoluta do Trino-Deus de que assim como Eles são Um (Echad) que a igreja seja uma (Echad) com ele com o mesmo propósito a salvação da humanidade. Sem essa união é impossível a igreja no seu inicio experimentou essa unidade vejamos:

Atos 2:42-47 – E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de necessidade. E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava, o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.

Esse é modelo ideal de igreja, todos juntos em nome de Jesus, fazendo tudo com amor e pelo poder do Espírito Santo. Hoje mais do que nunca o Diabo e os homens ingênuos tem atacado a unidade da igreja dizendo que não é necessário nos congregarmos em igrejas que o  templo somos nos individuais e não o agrupamento em coletividade, realmente o conceito templo não existe como local onde Deus habita, mais quando os santos se unem e vivem e congregam unidos ali é que o Senhor Jesus distribui dons aos membros, separa os ministérios e direciona o povo a fazer a obra que Jesus nos comissionou, não há vida fora do corpo (Igreja), há bênçãos especificas de Deus que você só receberá na Igreja. Vejamos alguns versículos;

Mateus 16:18b – edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela; (vitoria sobre o mal)

I Timoteo 3.15 – Mas, se tardar, para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade.(Selo com proceder)

Atos 12:5 – Pedro, pois, era guardado na prisão; mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus.  (poder da oração, quando a igreja ora)


Tiago 5.14 – Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor; (Há cura para o corpo)

Hebreus 10.25 – Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia. (apostasia profetizada).

Não existe a possibilidade de um cristianismo solitário. Jesus em momento algum disse que você poderia ficar APENAS no secreto do seu quarto, mas mandou que fosse como LUZ e SAL e que fossem UM. O cristianismo é sempre coletivo. Não porque Deus não seja adorado no individual e seja apenas no coletivo, mas porque o cristão nunca pensa apenas em si mesmo, mas nos outros. 
O que é ser um? É ser solitário, ou caminhar juntos com um único propósito? Como aconteceram avivamentos na história da Igreja? Como era Paulo ou Pedro? Como era a Igreja Primitiva?
Algum tempo atrás estive insatisfeito com a Instituição Religiosa,e pensei em me afastar mais o Espírito Santo me fez que existe muito mais alem da instituição religiosa e esse não deveria ser o meu foco e sim Jesus e se o meu propósito é glorificar a Deus com a minha vida de que maneira ajudaria os fracos? Os que estão chegando a igreja? E pregaria o evangelho do Reino a todos? Consolando aqueles que estão desanimados?

Longe da igreja seria impossível, o diabo tem calado muitos homens de Deus que se afastam da igreja e deixam o erro prosperar.

Tenha sempre os seus olhos em Jesus e não em homens ou instituições. E faça o seu melhor em prol do reino de Deus.

Cada um fique na vocação em que foi chamado. 1 Coríntios 7:20

 

 

 

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Maçonaria Evangélica Reunida

Pastores e Deputados Federais João Campos e Daniel Messac

A maçonaria Evangélica de Goiás (GOEG) sai das tocas do enigmatismo para disputar o ranking da sinceridade. Mais de 60 maçons evangélicos foram iniciados no dia 03 de agosto, Hotel Guanabara, Rio de Janeiro, com direito à cerimônialidades no “Rito Escocês”, sigla referencial(Movimento de Integração dos Evangélicos Maçons) e a entoação de um hino de demonstração sobre a Ordem, intitulado “Somos Um Pelos Laços do Amor”. Quanto amor.

 

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