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  • Dois tipos de Bíblia

    Dois tipos de Bíblia

    O mercado de Bíblias se encontra aquecido temos hoje, Bíblias para todos os gostos, em inglês já chegaram ao ponto de ter Bíblias condensadas (o volume de palavras é 1/4 das tradicionais), Bíblias com textos unissex, Bíblias rimadas, Bíblia rap, Bíblias funk, Bíblias para gays, Bíblias com novas epístolas (como uma de Martin Luther King), Bíblias para todos os gostos! Esgotados os nomes “atualizada, moderna, para hoje, nova”, etc..

    Mas você já se pegou perguntando por que tanto tipo de Bíblias?

    O que geralmente as pessoas não sabem é que existem apenas duas fontes para as traduções das Bíblias que temos hoje ao nosso alcance.

    O primeiro grupo o grupo das BÍBLIAS DA REFORMA elas foram traduzidas o mais fiel  e literal  formalmente possível, e isto a partir do texto básico encontrado em cerca de 95% dos milhares de manuscritos nas línguas originais (que sobreviveram ao tempo e chegaram até o advento da Imprensa e da Reforma, e a nós); manuscritos que basicamente concordam maravilhosamente entre si.

    Foi esta a tradução utilizada por Deus, para trazer a Reforma (séculos XVI e XVII) e trazer as grandes expansões, purificação e reavivamento do verdadeiro evangelho (séculos XVIII e XIX).

    As Bíblias da Reforma são:

    • Tyndale 1526
    • Genebra 1588);
    • King James Bible (Authorized Version) de 1611;
    • Valera 1569, 1602 TR, 1999;
    • Lutero 1545 (o irmão Waldemar Janzen consultou por nós a edição 1912, revisada em 1998, na Suíça, pela TBS – Trinitarian Bible Society);
    • Almeida 1681/1753:

    Almeida Revista e Reformada” (1847);

    Almeida Revista e Correcta” (1875);

    Almeida Revista e Corrigida“. A edição 1894 (para Portugal) foi 100% TR, mas as revisões de 1898 (para o Brasil), 1948, 1956, 1995 talvez já introduziram 0.1%, 1.5%, 1.8% e 2% do TC, respectivamente.

    • ACF – Almeida Corrigida e revisada, Fiel ao texto original” (1995). Entre as Bíblias atualmente sendo impressas, a ACF é a única 100% legítima herdeira da Almeida original, pois se baseia nos mesmos textos em hebraico e  grego, e usa o mesmo fiel método de tradução formal – literal.

     

    No segundo grupo temos as BÍBLIAS ALEXANDRINAS,  cuja tradução tem por base dois dos pouquíssimos manuscritos alexandrinos (estes dois manuscritos, Aleph (Sinaiticus) e B (Vaticanus), são os mais corrompidos de todos os milhares de manuscritos da Bíblia nas línguas originais; todos os manuscritos alexandrinos diferem bastante entre si .

    E importante observar que, em todo o mundo, até 1881 (e, no Brasil, até 1956), não havia, sequer uma Bíblia impressa que fosse  diferente e concorrente das Bíblias da Reforma, e que fosse usada por  igrejas “protestantes” . Só a partir destas datas é que Bíblias alexandrinas sorrateiramente realmente começaram a se infiltrar nas igrejas “protestantes”.

    As Bíblias Alexandria:

    • ARA – Almeida Revista e Atualizada – 1976;
    • AR – Almeida Revisada … Melhores Textos – 1995;
    • NIV – New International Version – 1986;
    • NVI – Nova Versão Internacional – 1994, 2001;
    • BLH – Bíblia na Linguagem de Hoje – 1988;
    • BBN – Bíblia Boa Nova – 1993
    • BV – Bíblia Viva – 1993 ;
    • Bíblia Alfalit – 1996;
    • CEV = Contemporary English Version;
    • NASB – New American Standard Bible – 1977;
    • TNM – Tradução Novo Mundo – 1967 [dos Testemunhas de Jeová];
    • E todas as Bíblias Católicas-Ecumênicas: Bíblia de Jerusalém-1992; Vulgata de Jerônimo, traduções do Padre Antônio Pereira de Figueiredo, Padre Matos Soares, Padre Humberto Rhoden, Padres Capuchinhos, Monges Beneditinos, Vozes, Pastoral, TEB – Tradução Ecumênica da Bíblia, TOB – Traduction Oecuménique de la Bible, etc.

     

    Atenção algumas Bíblias usam o nome Almeida enganosamente (como golpe de marketing?…): “Almeida Revisada de acordo com os Melhores textos” (1967, sempre baseada em texto e método de tradução diferentes daqueles de Almeida), “Almeida Revista e Atualizada” (1956, idem) e “Almeida Edição Contemporânea” (1992, que algumas vezes usa texto nas línguas originais diferente daquele de Almeida ).

    Outro ponto a observar é que as BÍBLIAS ALEXANDRIAS, não devem ser tomadas como traduções fiéis pelo simples fato de estarem baseadas no TEXTO CRÍTICO.

    O TEXTO CRÍTICO

    Durante os séculos XIX e XX, entretanto, uma outra forma do Novo Testamento grego surgiu e foi usada pelas traduções mais modernas do Novo Testamento. Esse Texto Crítico, como é chamado, difere largamente do texto tradicional, pois omite muitas palavras, versículos e passagens que são encontrados no Texto Recebido e nas tradições que se baseiam nele.

    As versões modernas baseiam-se, principalmente, sobre um Novo Testamento grego que é derivado de um pequeno punhado de manuscritos gregos do quarto século em diante. Dois desses manuscritos, que muitos dos eruditos modernos dizem ser superiores ao bizantino, são o manuscrito do Sinai e o manuscrito do Vaticano (c. século IV).

    Estes, por sua vez, originam-se de um tipo de texto conhecido como texto alexandrino (por causa de sua origem egípcia), referido pelos críticos textuais Westcott e Hort como “texto neutro”. Esses dois manuscritos formam a base do Novo Testamento grego, conhecido como Texto Crítico, cujo uso tem sido muito difundido desde o final do século XIX.

    Nos últimos anos tem havido uma tentativa de se aperfeiçoar esse texto, chamando-o de texto “eclético” (querendo dizer que muitos outros manuscritos foram consultados em suas edições e evolução), mas ainda é o texto que tem sua base central naqueles dois manuscritos.

    Há muitos problemas de omissão que caracterizam esse Novo Testamento grego. Versículos e passagens, que são encontrado nos escritos dos Pais da Igreja dos anos 200 e 300 a.D., estão faltando nos manuscritos do texto alexandrino (que data de cerca de 300 a 400 a.D.). Além disso, essas traduções antigas são encontradas em manuscritos que datam de 500 a.D. em diante. Um exemplo disso é Marcos 16.9-20: essa passagem é encontrada nos escritos de Irineu e de Hipólito, no segundo século, e em quase todos os manuscritos do Evangelho de Marcos de 500 a.D. em diante. Essa passagem está omitida nos manuscritos alexandrinos, o do Sinai e o do Vaticano.

    Este é somente um dos muitos exemplos desse problema. Há muitas palavras, muitos versículos e muitas passagens omitidos nas versões modernas que são encontrados no texto tradicional ou bizantino do Novo Testamento e, portanto, no Textus Receptus. O Texto Crítico diverge do Textus Receptus 5.337 vezes, de acordo com alguns cálculos. O manuscrito do Vaticano omite 2.877 palavras nos Evangelhos; o manuscrito do Sinai, 3.455 palavras nesses mesmos livros. Esses problemas entre o Textus Receptus e o Texto Crítico são muito importantes para as corretas tradução e interpretação do Novo Testamento. Contrariamente à argumentação dos que apoiam o Texto Crítico, essas omissões afetam a vida cristã quanto à doutrina e à fé.

    Seguem-se muitos exemplos de problemas doutrinários causados pelas omissões do Texto Crítico. Esta não é, de modo algum, uma lista exaustiva. O moderno Texto Crítico reconstruído:

    • Omite referência ao nascimento virginal, em Lucas 2.33;
    • Omite referência à deidade de Cristo, em 1 Timóteo 3.16;
    • Omite referência à deidade de Cristo, em Romanos 14.10 e 12;
    • Omite referência ao sangue de Cristo, em Colossenses 1.14

    Adicionalmente, cria-se um erro bíblico em Marcos 1.2: nesta passagem, no Texto Crítico, Isaías torna-se autor do livro de Malaquias. Em numerosas referências no Novo Testamento o nome de Jesus é omitido, no Texto Crítico: “Jesus” é omitido setenta vezes e “Cristo”, vinte e nove vezes.

    O que fazer então diante dessas informações:

    Use todos os textos possíveis para estudo, mais lembre-se de não confiar no texto crítico, pois é um texto ecuménico e que serve de base para seitas. E aconselho utilizar um bom dicionário indico o Strong.

     

    Bibliografia:

    http://www.solascriptura-tt.org/Bibliologia-Traducoes/Ha2TiposBibGravDiferenc.htm

    http://www.biblias.com.br/devemsaber.asp

  • Onde estão os finados

    Por: Augustus Nicodemus Lopes
    Eu sei que a resposta óbvia é “enterrados no cemitério”, mas eu me refiro à alma dos finados. A resposta bíblica pode ser resumida em alguns pontos, que não pretendem ser exaustivos, mas que representam o pensamento evangélico histórico e reformado sobre o que acontece após a morte.
    • Imediatamente após a morte, as almas dos homens voltam a Deus. Seus corpos permanecem na terra, onde são destruídos.
    • As almas dos finados não caem em um estado de sono ou de inconsciência após a morte.
    • As almas dos salvos em Cristo Jesus entram em um estado de perfeita santidade e alegria, na presença de Deus, e reinam com Cristo, enquanto aguardam a ressurreição de seus corpos.
    • Esta felicidade não é impedida pela memória de suas vidas na terra, uma vez que agora eles consideram tudo à luz de perfeita vontade de Deus e do Seu plano perfeito.
    • Sua felicidade e salvação é somente pela graça de Deus.
    • Eles não têm poder de interceder pelos vivos ou tornar-se mediadores entre eles e Deus.
    • As almas dos perdidos não são destruídas após a morte, mas entram em um estado de sofrimento consciente e de escuridão, tirados da presença de Deus, enquanto esperam o dia do julgamento.
    • Não há outros estados além destes dois após a morte. Não há qualquer base bíblica para a doutrina do purgatório e nem da reencarnação.
    • Nem as almas dos salvos nem as dos perdidos podem voltar para a terra dos vivos após a morte. Todas os fenômenos considerados como a ação de almas desencarnadas deve ser atribuída à imaginação humana ou à ação de demônios.

    A realidade da morte e da sobrevivência da alma deveria nos lembrar sempre das palavras de Jesus: “De que adiante ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”

  • R.N.Champlin – O Místico intérprete "Versículo por versículo" da Blíblia.

    2Co 11:3 Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo.

    Fiquei impressionado com a quantidade de Teólogos, Professores e estudantes das escrituras que adotam R.N. Champlin como base para seus estudos, o que poucos sabem (ou fazem de conta que não sabem) é que este mesmo autor é esotérico, seus escritos estão cheios de conceitos espíritas e misturas ocultistas, diante deste fato e dos que apresentarei logo mais abaixo, pergunto;

    Como se pode admitir que se divulgue esse tipo de afirmação não-bíblica em uma obra que pretende interpretar a Bíblia?

    Quem estaria por trás dessa obra que tanto cativa Cristãos em todo o Brasil?

    Por que a Editora Hagnos não responde as correspondências que questionam os ensinos contidos em tal Obra?

    (mais…)