Tag: Silas Malafaia

  • Lição 5 – Aprendendo a resistir às tentações com Jesus

    Lição 5 – Aprendendo a resistir às tentações com Jesus

    Texto Bíblico

    Lucas 4 1-12

    E Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto;

    Nós nos enganamos quase sempre achando que o Espírito Santo, sempre nos guiará para junto de águas e nos dará repouso, conforme  o salmo 23.2: Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranquilas. Mas como podemos observar neste versículo quem levou Jesus ao deserto foi o Espirito Santo.

    Por desertos todos nós passamos mais o importante e como e o que te levou ao deserto.

    E quarenta dias  foi tentado pelo diabo, e naqueles dias não comeu coisa alguma; e, terminados eles, teve fome.

    A bíblia relata que Jesus foi tentado no deserto por quarenta dias, e os evangelhos só narram o final destes, sabemos pelas escrituras que Jesus foi tentado em tudo, apesar de não há relatos específicos de todas as tentações que o Mestre passou o autor aos Hebreus nos afirma: Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer- se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Hb 4.15 .

    E disse-lhe o diabo: Se tu és o Filho de Deus, dize a esta pedra que se transforme em pão.

    O Diabo agiu onde Jesus tinha necessidade, veja no final do versículo anterior diz claramente que Jesus teve fome. Nos momentos de dificuldades e necessidades e o momento propício para o inimigo atacar.

     Outra estratégia do inimigo e usar a dúvida quanto a Deus e ao nosso posicionamento em Cristo. Repetindo a primeira tentação, feita  no paraíso (Gn 3.1) Ele questiona: ‘Se tu és”.

    E Jesus lhe respondeu, dizendo: Está escrito que nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra de Deus.

    Aqui Jesus usa Dt. 8:3, E nos ensina que homem precisa de alimento, mas o alimento não serve para todas as necessidades. A gratificação material dos apetites não pode nunca satisfazer os mais profundos anseios do espírito humano.  

    A expressão o homem nos lábios de Jesus lembra Satanás de que Jesus, embora seja o Filho de Deus, está decidido a cumprir integralmente as condições da existência humana. Como todos os seres humanos, ele deseja rogar diariamente ao Pai pelo pão, esperando-o da mão Dele.

    Conhecer e obedecer a Palavra de Deus é arma eficaz contra a tentação, a única ofensiva provida na “armadura” de Deus (Ef 6:17)

    E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo. E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória; porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero. Portanto, se tu me adorares, tudo será teu

    O tentador afirma que toda a esfera de poder e glória terrestre lhe foram entregue. Por isso também poderia passá-la adiante segundo seu bel-prazer. O diabo exige de Jesus que o adore e em troca oferece esta glória. Aqui vemos novamente ele usar uma meia verdade como lá no princípio ele também usou, e continua a usar através das seitas e heresias que são camufladas de meias verdades. De fato o Diabo, naquele momento tinha o domínio do mundo, pois havia tomado do homem este domínio, quando o homem se sujeitou a sua vontade em rebelião a Deus. Mas está era a missão de Cristo resgatar o mundo para Deus, então aqui o tentador mostra um atalho, sem passar pela cruz, para Cristo resgatasse o mundo. E quantos hoje também não abandonam a cruz em busca de um Evangelho de facilidades?

    E Jesus, respondendo, disse-lhe: Vai-te para trás de mim, Satanás; porque está escrito: Adorará ao SENHOR teu Deus e só a ele servirá.

    Jesus aqui não chamou o Diabo de mentiroso, e deixa explicitamente o propósito de seu ministério que é o de glorificar o Pai e fazer toda a vontade do Pai, custe o que custar, citando Dt. 6:13.

    Levou-o também a Jerusalém, e pô-lo sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo; Porque está escrito: Mandará aos seus anjos, acerca de ti, que te guardem, E que te sustenham nas mãos, Para que nunca tropeces com o teu pé em alguma pedra. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Dito está: Não tentarás ao Senhor teu Deus.

    Aqui Satanás utiliza as Escrituras no  Salmo 91 preferidos por muitos cristãos  que mostrar o cuidado de Deus para com o seu povo, e então usa o para  incitá-lo a usar o poder de Deus em demonstrações sensacionalista, pois se Jesus pulasse, e descesse flutuando no meio do povo ele seria aclamando, o Messias segundo os parâmetros judaicos, que esperavam o Messias em grande glória.

    Mas Jesus o repreende  e chama a intenção do diabo de tentar a Deus. Aqui o idioma grego apresenta um termo mais intenso do que simplesmente peirázein = tentar (como no v. 2). Aqui aparece ekpeirázein. Talvez possamos reproduzir a intensificação com “desafiar insolentemente a Deus”.

     Mas o sensacionalismo nunca perdura. O duro caminho do serviço e do sofrimento leva à cruz, mas depois da cruz à coroa.

    A Tentação

    A palavra tentação segundo o dicionário Strong  πειραζω peirazo. Significa:  tentar para ver se algo pode ser feito, tentar, fazer uma experiência como teste: com o propósito de apurar sua quantidade, ou o que ele pensa, ou como ele se comportará, ou testar alguém maliciosamente; pôr à prova seus sentimentos ou julgamentos com astúcia , tentar ou testar a fé de alguém, virtude, caráter, pela incitação ao pecado e instigar ao pecado.

    A condição do homem ser tentado, não veio após a queda pois já na criação, Adão e Eva foram tentados, e foram tentados numa condição em que não hávia pecado eles eram puros, e teriam condições suficientes para rejeitar a tentação, assim como nós temos essa mesma condição de resistirmos a tentação.

    A tentação no Éden foi permitida para prover um teste pelo qual o homem pudesse, amorosa e livremente, escolher servir a Deus e dessa maneira desenvolver seu caráter. Sem vontade livre o homem teria sido meramente uma máquina.

    Portanto todos nós somos tentados e ser tentado não é pecado, pecado e gerado quando se cede a tentação, e todo ser humando tem condições de resistir as tentações, e muito mais os cristãos nascidos de novo que possuem o Espírito de Deus, habitando em seu corpo.

    Alguns principios sobre a Tentação

    1 – Deus não é o agente tentador

    Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta. Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Tg 1:13,14.

    Frequentemente as pessoas que vivem para Deus se perguntam por que ainda têm que suportar as tentações. Deus prova às pessoas mas não as prova para as conduzir ao pecado. Permite que Satanás as tente a fim de refinar sua fé e as ajudar a crescer  em sua dependência de . Podemos suportar a tentação do pecado se pedirmos a Deus fortaleça e decidimos atuar em obediência a sua Palavra.

    Tiago provavelmente tinha em mente a doutrina judia do Yetzer ha ra’, “impulso do mal”. Alguns judeus arrazoavam que tendo Deus criado tudo, devia também ter criado o impulso do mal. E considerando que é o impulso do mal que tenta o homem ao pecado, em última análise é Deus, que o criou, o responsável pelo mal. Tiago aqui refuta a idéia. Deus não pode ser tentado pelo mal, e ele mesmo a ninguém tenta.

    É muito fácil e cômodo  condenar a outros e nos desculpar pelos maus pensamentos e pela conduta equivocada. Algumas desculpa podem ser: (1) é a culpa da outra pessoa; (2) não o pude resistir; (3) todos o fazem; (4) foi sozinho um engano; (5) ninguém é perfeito; (6) o diabo me obrigou a fazê-lo; (7) fui pressionado; (8) não sabia que era mau; (9) Deus me estava tentando. Uma pessoa que apresenta desculpas procura passar sua culpa a algo ou a alguém. Um cristão, entretanto, aceita sua responsabilidade por seus enganos, confessa-os e pede o perdão de Deus.

    Em vez de acusar Deus pelo mal, o homem deve assumir a responsabilidade pessoal dos seus pecados. É a sua própria cobiça que o atrai e seduz. Estas são, no seu sentido primário, palavras usadas na caça e na pesca que foram empregadas aqui metaforicamente.

    Necessidade de vigiar e orar.

    E não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém. Mateus 6:13

    Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.  Marcos 14:38

    E quando chegou àquele lugar, disse-lhes: Orai, para que não entreis em tentação. Lucas 22:40

    Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar. 1 Coríntios 10:13

    Recompensa

    Bem-aventurado o homem que suporta a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam. Tiago 1:12

    Assim, sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos, e reservar os injustos para o dia do juízo, para serem castigados; 2 Pedro 2:9

    Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra. Apocalipse 3:10

     

    Por: Dc. Eduardo Melo

     

  • Lição 04 – Aprendendo a confiar em Jesus

    Texto Bíblico Básico

    Mateus 6.25,28-34

    Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos(ansiosos) quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo [mais] do que o vestuário?E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam;E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, não vos [vestirá] muito mais a vós, [homens] de pouca fé?  Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos?Porque todas estas coisas os gentios procuram. Decerto vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas;Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas [coisas] vos serão acrescentadas.Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a [cada] dia o seu mal.

    Analisando o Texto Bíblico Básico

    Aqueles que não possuem recursos podem acabar sendo vítimas da preocupação causada pela falta de fé então o   Senhor Jesus nos orienta a não estarmos demasiadamente preocupados (ansiosos e angustiados) com as coisas básicas para a vida. Entre elas ele destaca vestes e alimentos e afirma que Deus irá suprir estas nossas necessidades, até por que ficar preocupado com estas coisas pode  1º danificar sua saúde,  2º dar lugar para que o objeto de sua angústia consuma seus pensamentos, 3º diminuir sua produtividade, 4º afetar negativamente a forma em que você trata a outros, e 5º reduzir sua capacidade de confiar em Deus.

    E bom ressaltar que aqui também não há uma proibição de previdência ou planejamento (confira com I Tm. 5:8; Pv. 6:6-8; 30:25), mas de ansiedade sobre necessidades básicas e diárias.

    Paulo tem uma palavra tranquilizadora: “Meu Deus suprira cada uma de vossas necessidades” (Filipenses 4:19).

    O antidoto de Deus para a preocupação, ansiedade, amor as coisas materiais, e muito simples confiar num Deus fiel. Deus ainda não falhou com seus filhos. Portanto, nao se escravize aos bens materiais de tal maneira que o amor a eles produza ansiedade em sua vida. Antes, confie em que o Pai amoroso cumprira o que prometeu. “Meu Deus, segundo a sua riqueza em gloria, ha de suprir em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades” (Filipenses 4:19).

    “Procurar o reino de Deus e sua justiça” significa procurar sua ajuda em primeiro lugar, saturar nossos pensamentos com seus desejos, tomar seu caráter como modelo e lhe servir e lhe obedecer em tudo. O que é o mais importante para você? Haverá pessoas, objetos, metas e outros desejos que compitam quanto a prioridade. Qualquer destes pode tirar Deus do primeiro lugar se você não decidir enfaticamente lhe dar o primeiro lugar em todos os aspectos de sua vida.

    Texto Áureo

     

    1Pe 5:7 …lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.

    A ansiedade é considerada pelos psicólogos como um dos grandes males que assolam a nossa sociedade contemporânea. Como o maior psicólogo da história Jesus em seu sermão no monte analisa a origem, a causa e como enfrentar e vencer está inquietude da alma humana. Somos sempre convidados pela Escritura Sagrada a pensar para depois agir.

    I)COMPREENDENDO A ANSIEDADE

    A palavra Ansiosos usada por Jesus em Mt 6.25, vem do grego “ME MERIMNATE”, que significa “Estar indevidamente preocupado, ter ansiedade ou estar em ansiedade desnecessária”. Originalmente tem o sentido de “Distrair”, ficando subentendido a idéia de “Duplicidade”. A idéia básica é que a mente procura seguir em duas direções ao mesmo tempo, resultando em confusão e certa dose de sofrimento. Está palavra originalmente também foi usada quando Marta estava distraída com o seu serviço e não valorizou a presença de Jesus em sua casa (Lc 10.40). Na parábola do semeador quando a semente e abafada com os cuidados, riquezas e deleites da vida (Lc 8.14). O apóstolo Paulo finalizando a sua epistola aos cristãos em Filipos os exorta a fugir da ansiedade (Fp 4.6). No dicionário de medicina, a ansiedade é o termo usado para definir apreensão de perigo e temor, acompanhada por inquietude, tensão, taquicardia e dispnéia não ligada a um estímulo claramente identificável. No idioma inglês é “WORRY” que tem origem no anglo saxônico e significa “Estrangular ou Sufocar”. A ansiedade é a sensação desagradável e sufocante que experimentamos em momentos de medo, aborrecimentos ou problemas.

    II) ALGUNS TIPOS DE ANSIEDADES:

    2.1. ANSIEDADE AGUDA – Aparece de repente, vem com grande intensidade, mas de pequena intensidade.

    2.2. ANSIEDADE CRÔNICA – É persistente e de longa duração, mas de pequena intensidade.

    2.3. ANSIEDADE NORMAL – Manifesta-se quando existe uma ameaça real ou uma situação de perigo. Ela pode ser controlada e reduzida, quando as circunstâncias exteriores se modificam.

    2.4. ANSIEDADE NEURÓTICA – Sentimentos exagerados de desespero e medo, mesmo quando o perigo é pequeno ou inexistente.

    2.5. ANSIEDADE MODERADA – É desejável e sadia. Motiva e ajuda as pessoas a evitarem situações de perigo, levando a um aumento da eficiência.

    2.6. ANSIEDADE INTENSA – Pode diminuir o período de atenção, dificultar a concentração, afetar negativamente a memória, prejudicar a capacidade de realização, interferir na solução de problemas, bloquear a comunicação eficaz, despertar o sentimento de pânico e algumas vezes causar sintomas físicos desagradáveis, tais como paralisia ou terrível dor de cabeça.

    III) ALGUMAS CAUSAS POSSIVEIS DA ANSIEDADE:

    3.1. SOCIAIS – Cuidado excessivo com a vida, acumulo de bens, dividas, ameaças, separação, guerra e violência.

    3.2. EMOCIONAIS – Medo, insegurança, desesperança, preocupações excessivas, baixa auto-estima.

    3.3. DROGAS – Licitas ou ilícitas.

    3.4. ESPIRITUAIS – Fé vacilante.

    3.5. PROFISSIONAL – Questionamento da sua competência, desemprego, etc…

    IV) ALGUNS SINTOMAS DA ANSIEDADE:

    4.1. FISICOS – Sudorese, fadiga, cefaléia, taquicardia e nervosismo.

    4.2. EMOCIOMAIS – Medo, gagueira, tremores, tiques faciais, palpitações, confusão mental

    Dificuldade para relaxar e insônia.

    4.3. ESPIRITUAIS – Dificuldade para orar e estudar a Bíblia.

    V) TRATAMENTO PARA ANSIEDADE:

    Em alguns casos procurar um especialista, usar remédio, caminhada, leitura de bons livros.

    VI) DIAGNÓSTICO DE JESUS SOBRE A ANSIEDADE:

    6.1. AS CAUSAS DA ANSIEDADE:

    6.1.1. A ansiedade é gerada por causa da preocupação com as necessidades básicas da vidaPor isso vos digo: Não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir” (Mt 6.25). Isto é uma verdade comprovada no dia a dia da nossa sociedade as pessoas ficam densas, preocupadas e amedrontadas diante das suas necessidades. O Mestre não ensina o descuido com a vida, mas o perigo excessivo com as necessidades que rouba o prazer de desfrutar da vida. A ansiedade segundo as Escrituras Sagradas é um mal que afetaria a humanidade nos últimos dias (Lc 21.25,26; 17.26-28).

    6.1.2. A ansiedade é a preocupação com o futuro “Portanto, não andeis ansiosos pelo dia de amanhã” (Mt 6.34). Toda a ansiedade esta relacionada com o amanhã, mas é experimentada no hoje. Ficamos preocupados no hoje sobre alguma coisa que pode acontecer no futuro. Precisamos aprender a viver o hoje confiando na infinita misericórdia de Deus para com a nossa vida amanhã.

    6.1.3. A ansiedade pode estar fundamentada em uma impossibilidade “Qual de vós poderá, com as suas preocupações, acrescentar uma única hora ao curso da sua vida?” (Mt 6.27). A ansiedade nos leva ao nosso limite de acharmos que podemos alterar uma situação que se apresenta diante das nossas vidas. O evangelista Lucas acrescenta que Jesus ensinou que o homem não pode fazer nada para mudar as coisas mínimas em sua vida (Lc 12.25,26), sendo necessário procurar uma vida com Deus. A ansiedade não altera as condições da vida e nem aumenta a sua duração. O côvado era usado como medida linear, mas também como medida de tempo, nesta passagem está relacionada ao tempo.

    6.1.4. A ansiedade é uma emoção que precisamos aprender a não aceitar “Portanto, não andeis ansiosos, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: com que nos vestiremos?” (Mt 6.31). Jesus não ensina uma simples negação de palavra, mas nos inspira a atitudes que nos levarão a triunfar sobre a nossa inquietação, começando no esforço de não aceitar a ansiedade.

    6.2. COMO ENFRENTAR A ANSIEDADE:

    6.2.1. A ansiedade se vence com a fénão vestirá muito mais a vós, homens de pequena fé” (Mt 6.30). A fé triunfa sobre as preocupações que querem nos sufocar. Observe que ela pode ser pequena mais deve se desenvolver até possuirmos muita fé (Mt 8.10) e chegarmos a possuir uma grande fé (Mt 15.28).

    6.2.2. Mudando o nosso hábito (Mt 6.33,34). Nestes versículos Jesus nos ensina a mudar os nossos hábitos, o ansioso busca as suas necessidades enquanto os servos de Deus aprenderam a buscar em primeiro lugar o Reino e a sua justiça e descansar na provisão diária de Deus para a sua vida. Na verdade não seremos omissos com os nossos deveres e necessidades, mas não permitiremos que a nossa vida gire em torno das nossas necessidades, mas em Deus.

    6.2.3. Aprendendo a confiar no cuidado de Deus por nossas vidas (Mt 6.26-30). Jesus usa o método áudio visual para trazer um profundo ensino sobre o cuidado de Deus para com a sua criação. Deus cuida de todos os animais providenciando sustento (Sl 104.10-30), sustenta as estrelas com o seu poder (Is 40.26) e tudo que vive nos céus, mares e terra com vida (Ne 9.6). Assim todo o salvo pode descansar na provisão de Deus para a sua vida (Sl 37.25; Fp 4.19).

    6.2.4. Nunca esquecer que servimos a Deus que é o nosso Pai (Mt 6.30,32). A nossa preocupação nunca pode roubar a nossa convicção que não estamos sozinhos, mas que estamos protegidos pelo nosso Pai que conhece as nossas necessidades (Mt 6.8), que por estar no céu supre o nosso pão de cada dia (Mt 6.9,10) e assim é poderoso para dar o melhor para os seus filhos (Mt 7.9-11). Ainda hoje podemos ouvir a doce voz de Jesus dizendo “Não temas, ó pequeno rebanho, pois a vosso Pai agradou dar-vos o reino” (Lc 12.32).

    6.2.5. Mudança de foco na vida (Mt 6.25,31,33) – Jesus deixa evidente que o foco errado pode nos desgastar e estressar produzindo o medo em relação ao futuro. Quando aprendemos a focar naquilo que produzirá descanso então as pressões da vida serão controladas e viveremos triunfantemente.

    6.2.6. Somos igreja e não gentiosPois os gentios procuram todas estas coisas. De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas elas” (Mt 6.32). O termo gentio era usado em relação a pessoas de outras nacionalidades que não fosse à israelita. Nesta passagem corresponde a todas as pessoas que não servem a Deus, sendo comparadas por Isaias como o mar agitado que não possui paz (Is 57.20,21). Como igreja precisamos vigiar, pois estamos na última hora para o glorioso enlace matrimonial e não podemos deixar que a ansiedade venha nos controlar como o Mestre nos alertou (Lc 21.34).  Precisamos compreender que estamos debaixo do amor e provisão divina e não precisamos como os ímpios vivermos oprimidos pelas necessidades da vida.

    6.2.7. Precisamos contemplar aquilo que Deus tem feito em nosso favor (Mt6.26,28).  Jesus chama a atenção para que nunca venhamos tirar os nossos olhos das suas gloriosas provisões e assim leva os seus discípulos a visualizar com cuidado as suas provisões no dia a dia na natureza.

    3. PERIGOS DA ANSIEDADE:

    3.1. A preocupação que produz dor e sofrimento – Mt 6.34.

    3.2. Rouba e impede o desenvolvimento da nossa fé – Mt 6.30,31; Lc 8.14.

    3.3. Ficamos distraídos – Mt 6.25,28,31; Lc 10.40,41.

    3.4. Perda de tempo – Mt 6.27; Ef 5.15,16.

    3.5. Inquietação – Lc 12.29; Jó 30.27.

    3.6. Confusão diante do amanhã – Mt 6.34; Is 30.15.

    3.7. Abatimento e doenças – Mt 6.25; Pv 12.25; 17.22.

    VII) PRINCIPIOS BÍBLICOS PARA TRIUNFAR SOBRE A ANSIEDADE:

    7.1. Pratique a oração – Fp 4.6.

    7.2. Cultive a alegria – Fp 4.4; Pv 15.13,15; 17.22.

    7.3. Pratique a moderação na vida – Fp 4.5.

    7.4. Viva em paz- Fp 4.7.

    7.5. Cultive pensamentos virtuosos – Fp 4.8.

    7.6. Aprenda a viver com as situações adversas – Fp 4.11-13.

    7.7. Confie em Deus – Sl 37.3.

    7.8. Agrada-te do Senhor – Sl 37.4.

    7.9. Entregue o teu caminho ao Senhor – Sl 37.5.

    7.10. Descansa no Senhor – Sl 37.7.

    7.11. Centralizar o pensamento em Deus – Is 26.3.

    7.12. Cultive a esperança – Lm 3.19-21.

    7.13. Entregue a Deus toda a sua ansiedade – 1Pe 5.7; Sl 55.22.

    7.14. Concentre-se na solução e não no problema – Mt 14.22,23.

    7.15. Vença o medo com Deus – Is 41.10.

    7.16. Glorifique a Deus em tudo – Cl 3.17.

    7.17. Precisamos confiar os nossos projetos a Deus – Tg 4.13-17.

    7.18. Confie no sustento do Senhor – Dt 8.

    7.19. Escolha a melhor parte estar com Jesus – Lc 10.41,42; Sl 27.4.

    7.20. Uma mente abundante com a Palavra de Deus – Cl 3.16.

    CONCLUSÃO: Somos bem aventurados porque podemos pautar a nossa caminhada diária nos gloriosos ensinos de Jesus.

     

  • Lição 3 – Aprendendo a perdoar com Jesus

    1. Palavras Envolvidas

    No hebraico, temos a considerar quatro palavras, e,no grego, também quatro, a saber: ”

    1. Salach , perdoar… Verbo “hebraico usado por quarenta e seis vezes, conforme se vê, por exemplo, em Núm. 30:5,8,12; I Reis 8:30,34,35,39,50; 11 c-e. 6:21,25,27,30,39; Sal. 103:3; Jer. 31:34; 36:3; Dan.9:19; Amôs 7:2.

    2. Sallach, perdão. Substantivo hebraico usado por uma vez: Sal. 86:5.

    3. Kaphar, cobrir. Palavra hebraica usada por cerca de dez vezes com o sentido de “perdoar.., embora seja palavra traduzida, principalmente, por  expiar… Ver, por exemplo, Sal. 78:38; ler. 18:23;Deut. 21:8; II c-e. 30:18; Lev. 8:15; Eze. 45:15,17; Dan.9:24.

    4. Nasa, levantar.., perdoar. Palavra hebraica usada por cerca de treze vezes com o sentido de «perdoar..: Gên, 50:17; Êxo, 10:17; 32:32; 34:7; Núm. 14:18,19; I Sam.25:28; Sal. 25:18; 85:2; Isa. 2:9.

    5. Apbiemi, deixar ir.., «perdoar… Termo grego usado por cento e quarenta e cinco vezes no NT, desde Mat. 3:15 até Apo. 11:9.

    6. Âphesis, perdão.  Substantivo grego empregado por dezessete vezes: Mat. 26:28; Mar. 1:4; 3:29; Luc.1:77; 3:3; 4:18 (citando Isa. 61:1); 4:18 (citando Isa, 58:6); 24:7; Atos 2:38; 5:31; Efe. 1:7; Cal. 1:14; Heb.9:22; 10: 18.

    7. Charizomai, ser gracioso com.., uma palavra grega utilizada por vinte e duas vezes: Luc. 7:21,42,43; Atos 3:14; Rom, 8:32; I Cor. 2:12; 11 Cor. 2:7,10; Gál. 3:18; Efé. 4:32; Fil. 2:9; Col. 2:13; 3: 13; File. 22.

    8. Apolúo; soltar.., perdoar… Verbo grego que ocorre por apenas urna vez com o claro sentido de perdoar, em Luc. 6:37. Significa em outros lugares soltar, deixar, dívorciar-se, etc.

    2. Características Gerais

    O perdão pode ser um ato Divino, que resulta no perdão do transgressor humano. Por igual modo, um ser humano pode perdoar a outro. O perdão dos pecados é uma prerrogativa divina (Sal. 130:4). Jesus Cristo recebeu o poder de perdoar da parte do Pai (Mat. 2:5) Um perdão pleno, gratuito e eterno é oferecido a todos quantos se arrependerem e crerem no evangelho, contanto que disso resulte uma verdadeira mudança na vida e na alma, e não apenas uma profissão de fé. Ver Atos 13:38,39; I João 2:12.

    Os crentes devem perdoar àqueles que os ofendem, de modo imediato, abundante, definitivo, porque esse perdão deve imitar o ato divino (Luc. 17:3,4). Isso precisa ser feito, pois, de outra forma, não podemos esperar que o  Senhor nos perdoe (Mat. 6:12-15; 18:15-35). Alguns chamam isso de base legal; mas aquele que retém o ódio em seu coração está longe de ter endireitado os seus caminhos diante de Deus, e, assim, continua levando o seu pecado.

    Por outro lado, aquele que foi verdadeiramente regenerado possui a  atitude de perdão, como uma de suas qualidades essenciais. Se assim não for, é que aquele individuo  nunca  foi, realmente, regenerado.

    O perdão é um ato da alma mediante o qual a pessoa ofendida permite que o seu ofensor fique livre, esquecendo-se então da ofensa. Deus requer, na maioria dos casos, embora nem sempre, que o ofensor se arrependa, que haja perdão e que haja reparação pelos danos causados, sempre que isso for possível. Essa é uma condição básica; mas o puro amor de Deus cobre uma multidão de pecados quando o individuo não é capaz de corrigir o erro praticado ou de restaurar o danificado (Rom, 5:5-8).

    Mesmo quando essas condições não podem ser preenchidas, o perdão divino é dado somente se o indivíduo, em imitação ao Senhor, for gracioso, amoroso, disposto a perdoar a seus ofensores. Textos como os de Mal. 6:12; 18:23-35; Mar. 11:26 contêm esses ensinamentos, enfaticamente.

    3. A Ênfase da Fé Cristã

    A fé cristã é supremamente destacada por sua ênfase sobre o perdão, mais do que as outras grandes religiões do mundo. Assim sucede porque o grande Profeta do Cristianismo, o Cristo, em sua morte e ressurreição forneceu aos homens os próprios meios do perdão. Esse elemento faz parte do significado da missão do Filho. A fé cristã também salienta que o perdão nos é dado da parte de um Pai misericordioso, quem é a fonte de toda vida e existência. Quanto a referências bíblicas sobre esse oficio de Cristo, ver Efé. 4:32; Atos 5:31; 13:38; Mar. 2:10; I João 1:9 e, especialmente, Efé. 1: 7. Este último trecho ensina: …no qual (Amado, Cristo) temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça.

    4. Ensino Bíblico Sobre o Perdão

    A. No Antigo Testamento.

    1. O elaborado sistema de sacrifícios do Antigo Testamento estava diretamente vinculado à ideia de expiação e, consequentemente, de perdão. Apesar de certos trechos do Novo Testamento, como Rom. 3:25, darem a entender que o perdão divino, no Antigo Testamento, estava condicionado ao futuro ministério de Cristo, não há que duvidar que os israelitas, nos dias do Antigo Testamento, pensavam que seus sacrifícios eram eficientes para o perdão de seus pecados, mediante a expiação.

    2. As ofensas são vistas como perdoadas, e o perdão é encarado como um ato da graça divina, que deve ser recebido com profunda gratidão. O pecado merece ser punido, e o perdão é uma medida da graça e da misericórdia divinas. O recebimento desse beneficio deveria criar o senso de temor no coração dos homens, ver Sal. 130:4; Deu. 29:20; 11 Reis 24:4; Jer. 5:7 e Lam. 3:42, quanto às ideias aqui expressas.

    3. Somente Deus tem a prerrogativa de perdoar aos homens (Deu. 9:9). A única maneira como o homem pode perdoar é indiretamente, mediante a pregação do evangelho. Os que aceitarem a mensagem cristã serão perdoados por Deus. Ver João 20:23. Mas os apóstolos nunca perdoaram pessoalmente senão a alguma ofensa pessoal contra eles, como qualquer crente pode fazer. No caso de pecados contra o Senhor eles deixavam a questão nas mãos de Deus.

    “Arrepende-te, pois, da tua maldade, e roga ao Senhor; talvez que te seja perdoado o intento do coração” (Atos 8:22).

    4. O perdão divino está alicerçado sobre a misericórdia, a bondade e a veracidade de Deus (Êxo, 34:6). O perdão torna-se impossível se Deus não se mostrar gracioso. E essa graciosidade divina, como é óbvio, manifesta-se exclusivamente através de Cristo e sua palavra.

    5. O perdão dado por Deus é completo. Ele afasta de nós os nossos pecados tanto quanto o Oriente se distância do Ocidente (Sal. 103:12). Ele lança para trás de suas

    costas as nossas transgressões, sem mais considerá-las (Isa. 38:17). Ele apaga as transgressões dos perdoados (Isa, 43:25; Sal. 51:1,9) e nunca mais relembra os seus pecados (Miq. 7:19).

    B. No Novo Testamento

    1. O pecador é perdoado, por sua vez deve perdoar aos que o ofendem (Luc. 3:37)

    2. O perdão depende diretamente da expiação de Cristo (Efé. 1:7; Rom. 3:25; 4:25; Mat. 26:28).

    3. A validade da expiação cerimonial, no Antigo Testamento, dependia do indivíduo considerar a sua participação espiritual na futura missão e expiação de Cristo (Rom, 3:25). No Novo Testamento, os povos gentílicos também são beneficiados, mediante a fé em Cristo, e não somente o povo de Israel (Atos 17:30,31). A descida de Cristo ao hades O Ped. 3:18 – 4:6) estende o beneficio da expiação de Cristo a todos os homens, oferecendo-lhes a salvação através do evangelho, conforme I Pedro 4:6 deixa claro:

    “… pois, para este fim foi o evangelho pregado também a mortos, para que, mesmo julgados na carne segundo os homens, vivam no espírito segundo Deus”.

    4. O continuo perdão dos pecados dos crentes, também depende diretamente da obra expiatória de Cristo (I João 1:9).

    5. O perdão está diretamente vinculado ao arrependimento (Miq. 1:4; Atos 2:38; Luc, 24:47).

    6. O perdão também está ligado à fé ou à confiança em Cristo (Atos 10:43; Tia. 5:15). O arrependimento e a fé servem de meios para o perdão. O mérito nunca é humano, mas somente em Cristo. Apesar disso, sem aqueles meios (arrependimento e fé = conversão) não haverá perdão, porquanto o mérito de Cristo precisa ser apropriado pelo homem.

    7. Visto que Deus perdoa gratuita e abundantemente, outro tanto deveriam fazer os crentes, sem nunca limitarem o número de vezes em que eles perdoam a seus ofensores (Mal. 18:22). Esse ensino, naturalmente, está muito acima da capacidade da maioria das pessoas e serve como um elevado ideal.

    8. O perdão repousa sobre a completa missão de Cristo, sobre a sua morte e ressurreição (Heb. 9:26; Rom.4:25).

    5- Reflexões sobre o Perdão

    A- Perdão não é esquecimento

    Se algum dia você foi traído em um relacionamento, ou se envolveu em uma briga familiar, ou até mesmo um amigo o deixou na mão, é impossível que tais fatos marcantes estejam esquecidos na memória do leitor, não é verdade?

    – Perdoar não é como se escrever em um quadro-negro e depois passar um apagador, e logo tudo está do mesmo modo que antes;

    – ou depois de redigir um longo texto no computador, simplesmente “deletar”.

    B -Perdão não é viver com mágoas

    – Não sendo esquecimento, o perdão também não se codifica no que diz respeito a mágoas. Do mesmo modo não adianta fingir que está “tudo bem”. Você pode tentar, mas uma hora a “bomba explode”.

    – Imaginemos uma calça. Você sem querer rasga um pedacinho, então com um pedaço de pano simplesmente remenda-a. Não muito tempo depois outro rasgo; outro remendo. Irá chegar um momento que não será mais possível remendar, você “explode”e joga a calça no lixo.

    – Assim é tentar reter mágoas e fingir que está tudo bem. Somente em um Ser você poderá superar esse vil sentimento, é buscar naquELE que “perdoa-me segundo o Seu grande amor”.Ne.13:22

    ORA,O QUE É PERDÃO?

    Perdão é a capacidade de você lembrar de uma ofensa, e mesmo assim não ter afetado o seu relacionamento mútuo.
    Para que isso aconteça, você deve observar as seguintes sugestões.

    A -Nunca use do assunto passado como arma de discussão

    – Acontece isso quando você guarda uma mágoa e finge tudo bem e quando você se vê apertado e sem nenhum argumento em uma discussão, “perde a cabeça”, e usa do assunto ( que você tinha esquecido) como arma.

    – discuta somente sobre o acontecimento atual.

    – não deixe de esclarecer todos os detalhes.

    – Para controlar seus impulsos emocionais, busque sempre a comunhão no doce e santo Espírito de Deus

    B-Não desconfiar que irá acontecer novamente

    – não é fácil, mas é o ideal a buscar.

    – Depois de perdoar, você não deve ficar desconfiado que ele(a) permanecerá no erro, e a qualquer momento o fará novamente. Essa desconfiança será um obstáculo no “processo do perdão”.

    – Dê à pessoa nova chance, dê voto de confiança.

    – Jesus deu o exemplo com Pedro.

    – Ele pode te ajudar.

    C-Não esperar que tudo se resolva de uma vez

    – Perdão é um ato instantâneo e ao mesmo tempo um processo.

    – instantâneo no sentido de consideração, mas exige tempo para a restauração.

    – Entenda melhor: Um ônibus desgovernado atinge um muro de concreto. É possível levantá-lo de uma só vez? Será necessário repor tijolo, quebrar algumas pontas e pedaços que sobraram, e construir gradualmente tudo de novo. Do mesmo modo, se preciso for, teremos que quebrar “alguns pedaços” do relacionamento para reconstrui-lo novamente.

    – Deus perdoou Adão e Eva no momento, mas a culminação só se dará no juízo final. Deus teve que quebrar até uns “tijolos” (não falaria mais face a face e até os expulsou do Jardim), mas para dar o perdão final.

     

  • Lição 2 – Aprendendo a orar com Jesus

    Os discípulos viram o Senhor em oração e reconheceram que como filhos de Deus, tinham a responsabilidade de orar. Mas não sabiam como fazê-lo. Assim, podiam ter procurado aprender a orar no ambiente que os cercava. Em vez de recorrer ao Senhor corno exemplo de uma vida vivida em comunhão com Deus, podiam ter recorrido ao mundo religioso para aprenderem a orar. Podiam ter voltado sua atenção para o fariseus, que eram grandes na oração. Podiam, inclusive, ter-se voltado para os devotos dos deuses pagãos para aprenderem algo deles sobre a oração.

    Ao instruir os discípulos numa vida de piedade, o Senhor devia desviar a atenção deles dos fariseus, que fixavam padrões religiosos para os judeus; devia desviá-la dos sacerdotes pagãos que serviam de modelo para muitos, e atraí-la para ele. Os fariseus eram mestres em usar Deus.

    Haviam descoberto como usá-lo para promover-se. Os fariseus eram egoístas e deleitavam-se em atrair as atenções sobre si. Não estavam interessados em fazer caridade para atender às necessidades do homem, mas usavam tal prática como oportunidade de exibir sua própria piedade de modo que os homens os estimassem.

    Os fariseus, baseados nos conhecimentos que tinham do Antigo Testamento, reconheciam a responsabilidade de orar. Entretanto, não se davam ao trabalho de examinar as Escrituras para ver como se devia orar, e por quê. Distorceram as formas e prática da oração de sorte que orar tornou-se outro meio de promover-se diante dos homens. Por isso o Senhor disse: “E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos dos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa”(Mateus 6:5). Ao condenar as falsas práticas dos fariseus, ele os chamou de “hipócritas”.

    A palavra hipócrita, no original, relaciona-se com o teatro. Significa “falar de sob uma máscara”. Os atores usavam uma máscara para que os espectadores pudessem identificar o personagem que estava sendo representado. Um ator desempenhava diversos papéis numa peça, e se equipava com um bom número de máscaras diferentes. Quando ele representava o papel de alguém, segurava essa máscara diante do rosto; quando desempenhava outro papel, trocava de máscara. Não se podia ver a face do ator; só se via a máscara. O auditório não conhecia a pessoa; conhecia apenas o papel que ela desempenhava. Hipócritas eram, portanto, indivíduos que falavam “de sob uma máscara”.

    Os fariseus hipócritas eram corruptos, e seus corações uma fonte de perversidade; mas traziam a máscara de piedade diante do rosto para enganar os homens e fazê-los crer que eram algo que realmente não eram.

    Isto era singularmente verdadeiro quando oravam, pois não o faziam para honrar a Deus. Não oravam para humilhar-se. Oravam para crescer no favor dos homens. E não buscavam a Deus quando oravam. Para eles a oração não tinha objetivo, a não ser que houvesse uma grande audiência que eles pudessem impressionar com sua piedade, oratória e longas orações. Lá estavam eles em pé, com seus mantos esplendentes, os olhos voltados não para os céus para honrar a Deus nem para a terra, significando sua desvalia. Muitos ficavam em pé, olhando para a multidão e, obtida a aprovação desta, consideravam-se bem-sucedidos na oração.

    Aos que pudessem modelar seu relacionamento com Deus segundo a hipocrisia dos fariseus, o Senhor disse: “E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças [isto é, onde os homens se ajuntavam], para serem vistos dos homens.” Os fariseus estavam usando a religião. Estavam usando Deus para fins egoístas, de modo que pudessem crescer na estima das pessoas.

    Uma vez que este era o motivo de suas orações, tinham seu desejo satisfeito. Queriam a estima dos homens, a aprovação, o elogio da multidão e por sua oratória recebiam tudo isso. Recebiam o que buscavam, já tinham sua recompensa. Não a de Deus, porque ele não aprovava tal hipocrisia.

    Não tinham recompensa no coração ou contentamento por haverem gozado da relação com Deus. Sua única recompensa eram os parabéns ao término da oração. Quão fácil é cumprir aparentemente nossa responsabilidade para com Deus a fim de obter a aprovação dos homens, e não para modelar nossas ações segundo a Palavra e a vontade de Deus.

    Embora a fé que o homem tem em Deus se manifeste em seu relacionamento com os homens, ela é um assunto entre o homem e Deus somente. Quando alguém usa a religião para impressionar os homens, Deus repudia esse gesto como provedor de qualquer base para sua aprovação. As multidões se congregam nas igrejas, não movidas por um coração de amore devoção a Deus, nem porque reconheçam um senso de obrigação de reunir-se com o povo de Deus em torno de sua Palavra para comungar com o Pai. Reúnem-se para manter uma imagem, uma reputação perante os homens. Praticam formas vazias de adoração, destituídas de realidade. Estão ali para impressionar os homens, e o Senhor disse que conseguem o que desejam. Recebem galardão, mas não de Deus.

    Os fariseus, em geral, não tinham a mínima idéia da oração em secreto. Era-lhes totalmente estranha. Consideravam-na um desperdício de tempo porque, se entrassem num quarto, fechassem a porta e orassem, a quem impressionariam? Por isso nosso Senhor instruiu os discípulos sobre o padrão de piedade na oração. Após mencionar a oração pública dosfariseus, ele disse: “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto [teu lugar secreto], e, fechada a porta [de modo que nenhum olho veja o que tu fazes a sós com Deus], orarás a teu Pai que está em secreto; e teu Pai que vê em secreto, te recompensará” (v. 6).

    O Senhor procurou impressionar seus ouvintes com a verdade de que a oração é, em essência, uma comunicação particular entre um filho e o Pai. Duas pessoas que se amam precisam de privacidade para comunicar-se adequadamente. Em público há pouca possibilidade de verdadeira comunicação. Muita coisa se pode comunicar em momentos de intimidade. No burburinho da vida é impossível a comunicação com o Pai, a menos que haja momentos a sós com ele. Por isso o Senhor disse que se a pessoa deseja comunicar-se com o Pai é preciso entrar no quarto e fechar a porta. Um olho curioso pode estragar a comunicação. Tão logo percebamos alguém a observar-nos, lá se vai a comunicação íntima, e nos preocupamos com o observador e não com o Pai, com quem falamos. Portanto, os fariseus não podiam comunicar-se com o Pai quando reuniam um auditório para ouvi-los a orar.

    Muitos podem tornar-se em um só quando os corações se unem em sujeição a Deus e se juntam em adoração. Se, porém, alguns não se unem, então a oração está prejudicada. A razão é que se precisa dar séria atenção à oração em público para que não conversemos uns com os outros em vez de fazê-lo com Deus.

    Os homens tinham não só o padrão estabelecido pelos fariseus que acreditavam na oração em público, mas também o padrão fixado pelos devotos dos deuses pagãos; para eles, a eficácia da oração dependia da repetição. Os pagãos pensavam que seus deuses estavam banqueteando e tinham de ser induzidos a deixar a mesa do banquete; ou estavam ocupados na busca do prazer e não tinham tempo para ouvir os que oravam a eles; ou estavam dormindo e tinham de ser despertados. Pensavam, pois, que deviam repetir e repetir suas orações porque nalgum momento, quando seus deuses não estivessem comendo, bebendo, divertindo-se ou dormindo, poderiam ouvir. Os pagãos nunca sabiam quando seus deuses ouviriam os seus clamores.

    No entender de alguns, Deus estava preocupado com seus próprios problemas e não tinha tempo para seus filhos; portanto, era melhor que orassem repetitivamente, porque em algum momento inesperado, podiam atrair a atenção divina. O Senhor disse: “E, orando, não useis de vãs [vazias] repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos” (v. 7).

    A falácia do conceito gentio de Deus é tão evidente que Jesus disse: “Não vos assemelheis, pois, a eles; porque Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais” (v. 8).

    Um pai fiel pressente as necessidades dos filhos. Um pai experiente não precisa ser informado da necessidade do filho porque ele a previu. A oração não se destina a informar a Deus de nossas necessidades; como Pai fiel, ele as conhece. A oração é para dizer a Deus que nós conhecemos nossa necessidade, e que confiamos nele para a devida providência. Uma vez que Deus já conhece a necessidade de seus filhos e está disposto a supri-la, não é preciso informá-lo pela repetição interminável. A oração não precisa ser pública, porque a comunicação se faz em secreto. Não há necessidade de repetições, porque Deus já sabe.

    Então, depois que Jesus criticou as falsas práticas dos fariseus, passou (vv. 9-13) a dar-nos um modelo de oração, embora não destinada a ser repetitória.

    Nosso Senhor mostrou aos discípulos as áreas da vida que devem ser objeto de oração. As palavras de nosso Senhor definiram cinco áreas de interesse de nosso Pai, com as quais devemos ocupar-nos.

    Primeiro, o crente está interessado na pessoa de Deus. “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado [santo, honrado, respeitado] seja o teu nome” (v. 9). Deus é nosso Pai. Ele é o soberano Criador (“que estás nos céus”). Ele é exaltado sobre todas as coisas. É um Pai cujo nome está acima de tudo, e sobre todos, perante quem seus filhos se curvam em reverência, respeito, amor e confiança (“santificado seja o teu nome”). Estamos ocupados, antes de tudo, com uma Pessoa.

    Segundo, devemos estar interessados no programa de Deus. “Venha o teu reino, faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu.” No Antigo Testamento Deus havia prometido a vinda do Senhor Jesus Cristo. Como Salvador e Rei, ele estabeleceria um reino na terra sobre o qual governaria. O programa de Deus concentrava-se numa Pessoa que ele pretendia entronizar de modo que governasse como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Tal era a esperança de Israel. O filho de Deus preocupa-se não tanto com seus próprios planos e desejos quanto com o definido plano de Deus de entronizar a Jesus Cristo. Toda a história até ao fim dos tempos encaminha-se para a entronização de Jesus Cristo, que se assentará no trono de Davi. O cristão preocupa-se não com suas próprias circunstâncias e necessidades, mas com aquilo que ocupa o coração de Deus: a exaltação de seu Filho.

    Terceiro, o filho de Deus está interessado na provisão de Deus para suas necessidades. “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje.” O filho confia no Pai dia a dia. Para manter-nos confiantes, Deus não enche nossa despensa e nosso “freezer” de modo que vamos a ele uma ou duas vezes por ano para reabastecer. “Dá-nos hoje o pão para hoje.” Nossas necessidades podem variar de um dia para o outro. Podemos ter necessidades físicas, mentais, emocionais ou espirituais. A graça de Deus prove quando confiamos, mas apenas um dia por vez. Por isso, o filho de Deus, em sua comunicação com o Pai, está interessado nas necessidades do dia.

    Quarto, o filho de Deus preocupa-se com a pureza pessoal: “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores.” Uma vez que Deus proporcionou o perdão para o filho pecador, esse filho beneficia-se do perdão para os pecados diários.  Se perdoamos aos que nos ofendem, quanto mais não perdoará Deus aos filhos que buscam seu perdão? O filho de Deus está interessado na santidade pessoal.

    Quinto, o cristão está interessado na proteção de Deus. “Não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal.” Segundo promessa do Antigo Testamento, Deus ordenaria a seus anjos que nos sustentassem em suas mãos para não tropeçarmos nalguma pedra. Os olhos de Deus estão sobre nós e nos protegem enquanto andamos neste mundo e nos tornamos coerdeiros com Cristo. Confiamos em que ele nos guarde de cair em pecado quando assediados pela tentação, e que nos livre quando atacados pelo maligno.

    Essas são questões com as quais o filho de Deus deve ocupar-se. Um indivíduo em cuja vida a oração não desempenha papel importante está em desarmonia com o coração de Deus. Pois, como Pai, ele deseja o amor dos filhos; se o amor não é comunicado, o coração daquele que ama não fica satisfeito. Oração é comunicação entre o filho e o Pai concernente à pessoa de Deus, ao programa de Deus, à provisão de Deus, à proteção de Deus, e à nossa pureza. Que Deus faça de nós pessoas que aprendam a orar.

     

  • Lição 1 – Aprendendo os segredos da multiplicação com Jesus

    OS CINCO SEGREDOS DA MULTIPLICAÇÃO

     João 6:1-13
    1   Depois disso,  partiu Jesus para o outro lado do mar da Galiléia, que é o de Tiberíades.
    2  E  grande multidão o seguia, porque via os sinais que operava sobre os enfermos.
    1        E  Jesus subiu ao monte e assentou-se ali com os seus discípulos.
    2        E  a Páscoa, a festa dos judeus, estava próxima.
    3        Então, Jesus, levantando os olhos e vendo que uma grande multidão vinha ter com ele,  disse a Filipe:   Onde compraremos pão,  para estes comerem ?
    4        Mas dizia isso para o experimentar;  porque ele bem sabia o que havia de fazer.
    5        Filipe respondeu-lhe:   Duzentos dinheiros de pão não lhes bastarão,  para que cada um deles tome um pouco.
    6        E, um dos seus discípulos,  André, irmão de Simão Pedro,  disse-lhe:
    7        Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos,  mas que é isso para tantos?
    8        E disse Jesus:   Mandai assentar os homens.    E havia muita relva naquele lugar.   Assentaram-se, pois, os homens em número de quase cinco mil.
    9        E Jesus tomou os pães e, havendo dado graças, repartiu-os pelos discípulos,  pelos que estavam assentados;  e igualmente também os peixes;   quanto eles queriam.
    10    E,  quando estavam saciados, disse aos seus discípulos:   Recolhei os pedaços que sobejaram, para que nada se perca.
    11   Recolheram-nos, pois, e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobejaram aos que haviam comido.
    Palavra Introdutória:
    A Mensagem de hoje tem por objetivo, não apenas alimentar a nossa  fé no Senhor que supre todas as nossas necessidades, mas,  mostrar algumas verdades que Jesus nos ensina a respeito da provisão que vem dele, como prova de seu cuidado para conosco. (Sl 23:1) (1 Pe 5:7) (Hb 13:5)
    Deste portentoso milagre da multiplicação dos cinco pães e dois peixes, vamos aprender com Jesus, sobre alguns segredos da multiplicação;  que em sendo observados, trarão sobre nós, ricas bençãos sem par.
    1.     O SEGREDO DE SEMEAR EM TEMPOS DIFÍCEIS
    1.1            Uma multidão muito grande seguia Jesus;  e o texto explica o porque:  (Jo 6:2)  E grande multidão o seguia, porque via os sinais que operava sobre os enfermos.
    Eram pessoas oriundas de todas as partes de Israel.   O Evangelista Marcos, destaca que no seu ministério terreno, que de todas as partes vinham ter com Ele  (Mc 1:45).
    Bendita receita que Jesus nos ensina: Milagres e prodigios para traze-los ao Evangelho.  Busquemos de Deus seus sinais e maravilhas (Hb 2:4).   Na história da Igreja através dos tempos,  os milagres atraiam as multidões e estas eram salvas pela pregação do Evangelho, que é poder de Deus para s Salvação (Rm 1:16).
    É lamentável hoje, vermos no cenário evangélico a triste realidade, de termos uma grande multidão que enche muitos templos, que foram atraídas por mensagens pragmáticas e  pelo entretenimento, e não por sinais e maravilhas que devem seguir a Igreja (Mc 16:15-20).
    1.2             O Evangelista Mateus nos informa que o lugar era deserto e a hora avançada  (Mt 14:15)
    Aquela gente estava em um lugar sem recursos (deserto), e a escuridão da noite campeava.  Momento dificilimo para socorrer toda aquela gente cansada e faminta. Pois no deserto não existem mercados, feiras ou panifícios.
    Em meio aquela momentanea crise, alguém se apresenta para semear: Um menino com cinco pães e dois peixes (Jo 6:9)
    Semear em tempos prosperidade, quando tudo corre às mil maravilhas é fácil.   O difícil e o extraordinário, é semearmos no Reino de Deus, quando nos faltam recursos.  Quando é tempo de carestia e escassez.  Quando todas as portas se fecham.   Creio que a semeadura mais significativa para Deus é aquela nos tempos de crise (2 Co 8:1-5)
    1.3            A viúva de Sarepta  nos ensina preciosas verdades – 1 Rs 17:8-16
    Primeiro:   Por maior que seja a crise sempre temos algo a ofertar.  Aquela mulher chegou nos limites da extrema pobreza,  mas ela tinha água (1 Rs 17:10) e um pouco de farinha e azeite (1 Rs 17:11)
    Segundo:    Esta mulher foi ricamente abençoada, porque  priorizou a Deus ao obedecer a Palavra na boca do profeta Elias.  Há quem diga, que Elias tenha sido atrevido em suas palavras, ao ordenar que ela fizesse primeiro um bolo para ele. Mas, era Deus falando através dele  (1 Rs 17:11-13)  (Mt 6:33) (Cl 1:18)
    Terceiro:   Aquela viúva nos ensina que a nossa oferta pode ser de vida ou oferta de morte.   Notemos que primeiramente ela confessa ao profeta, que iria fazer aquele último bolo e esperaria a morte.     De fato, se ela tivesse retido aquela oferta, isto é comido a semente;  sem dúvida morrreria com seu filhinho (1 Rs 17:12).   Quantos crentes, que estão comendo a semente; e em decorrencia, nada teem para colher,  vindo sobre eles pobreza e morte.
    Mas, aquela viúva não reteve e não comeu a semente;  mas semeou com fé no Reino.   Sua oferta foi de vida e não de morte,  pois a partir de sua atitude de fé em Deus,  a farinha da panela não se acabou, nem o azeite da botija faltou (1 Rs 17:14-16) (Lc 6:38)
    2.     O SEGREDO DA FÉ INCONDICIONAL NO SENHOR
    2.1   Vendo a multidão faminta, o Senhor Jesus faz uma pergunta extremamente interessante a  Felipe:  “Onde compraremos pão, para estes comerem ?  (Jo 6:5)   Quando nós fazemos uma pergunta, é porque estamos querendo aprender.     Mas, com o Senhor é completamente diferente;  todas as vezes que o Senhor faz uma pergunta é para nos ensinar uma grande lição:     Quando pergunta para Adão – Onde estás ? (Gn 3:8) (Pergunta para ensinar-lhe sobre sua posição de culpabilidade e pecado que se encontrava).     Quando pergunta para Elias – Que fazes aqui Elias ? (1 Rs 19:13)(Pergunta para ensinar-lhe que fora da clausura da caverna, havia muito trabalho a fazer para Deus  1 Rs 19:13-16).
    Quando pergunta em Lucas 18:8   “Quando vier o Filho do Homem, porventura achará fé na terra ?”- Jesus ao perguntar, profetizou que os dias que antecederão sua Vinda, serão dias de uma grande crise de fé em toda Terra.
    A pergunta feita a Felipe, traz em seu bojo, um desafio ‘a fé de Felipe e dos demais discípulos.   Em outras palavras, Jesus estava confrontando a fé de Felipe, para este crer no Deus que ali estava, pronto para prover a multidão.
    Se desejamos ver em nossa vida, o milagre da provisão e da multiplicação, precisamos crer inteiramente no Senhor (Hb 11:6)
    2.2    O SEGREDO DA ENTREGA
    Primeiro:  Consideremos a entrega do que somos.   Notai que o evangelista João, ao descrever o milagre, fala primeiro que um rapaz se apresenta:  “Está aqui um rapaz”,   para depois falar do que ele tem: cinco pães de cevada e dois peixinhos.   Como o Senhor multiplicará o que temos, se não nos damos primeiramente a Ele?   Quantos oram para que suas finanças sejam ricamente abençoadas,  seu trabalho e sua empresa prosperem,  seu pão de cada dia seja multiplicado;   no entanto, nunca se entregaram de corpo e alma ao Senhor.    Lindo é o exemplo dos crentes da Macedonia descrito por Paulo:  “Também,  irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus dada ‘as igrejas da Macedonia.   Como em muita prova de tribulação, houve abundancia de seu gozo,  e como a sua profunda pobreza, abundou em riquezas da sua generosidade.     Porque, segundo o seu poder  (o que eu mesmo testifico),  e ainda acima do seu poder,  deram voluntariamente.
    Pedindo-nos com muitos rogos a graça e a comunicação deste serviço,  que se fazia para com os santos.
    E não somente isto fizeram como nós esperávamos,  mas a si mesmos se deram primeiramente ao Senhor,  e depois a nós, pela Vontade de Deus.  (2 Co 8:1-5)
    Segundo:  Consideremos a entrega do que temos
    Depois de nos entregarmos ao Senhor,  poderemos sem sombra de dúvida,  ver  a multiplicação do que temos.
    Qual a oferta que Deus recebe, senão, aquela oferta que traduz a entrega primeira de todo ser a Deus.    Como Abel e sua oferta .   O ofertante se fundiu ‘a sua oferta,   seu coração, sua vida e sua adoração ali estavam na oferta. Para este tipo de oferta, Deus sempre atentará.    “E Abel também trouxe dos primogenitos das suas ovelhas, e da sua gordura.   E atentou o Senhor para Abel e sua oferta.” (Gn 4:4)
    3.     O SEGREDO DA LIBERALIDADE
    3.1  Vemos naquele rapazinho, a vitória da generosidade sobre a avareza.
    Queridos irmãos,  diante da multidão faminta, aquele jovem que trazia o seu pequeno lanche;   poderia ter-se omitido, poderia ter ocultado sua provisão, poderia ter se retirado sutilmente a um lugar ‘a parte, e sem ninguém notar para comer  sua saborosa merenda.    No entanto, ele assim não procede;  pois não era avarento, nem tinha um coração egoísta.   Aquele jovem, diante do quadro de profunda necessidade, se apresenta com o que tem. Que lindo!  Ele deve ter pensado: “Como posso eu comer, se esta gente está com fome?    Vou entregar ao Senhor o que tenho…
    3.2    Algumas Bençãos preciosas da Liberalidade:
    a)    Vida abençoada – Sl 112:1-9
    b)    Provisão abundante – Pv 3:9-10
    c)     Janelas dos Céus abertas – Ml 3:10
    d)   Multiplicação do que temos – 1 Rs 17:8-16
    4.     O SEGREDO DA GRATIDÃO
    4.1   É digno de nota, que o milagre da multiplicação é precedido por  uma atitude de gratidão.   “E Jesus tomou os pães e,  havendo dado graças…”  (Jo 6:11).
    Crentes ingratos passam pela vida, sem verem o poder multiplicador da benção de Deus.   Mas, o agradecido, vivencia a cada partir do pão, o milagre da multiplicação. (1 Ts 5:18)(Cl 3:17)
    4.2    É interessante como Deus trabalha na vida de quem é a Ele agradecido.   Quando agradecemos as bençãos recebidas (Sl 103:1,2), estamos preparando o caminho para mais bençãos.                      Deus ve o coração agradecido, como o solo mais fértil para seus gloriosos investimentos.
    Deus trabalha assim:   A gente agradece e recebe.  Recebe e agradece;  e porque agradece, continua recebendo.  Bendito ciclo.     Queridos irmãos, não interrompamos este divino processo em nossas vidas,  mas sejamos a Ele agradecidos sempre.
    No milagre que Jesus operou purificando dez leprosos de uma só vez.  Jesus não desejava apenas curá-los fisicamente, mas também salvar suas preciosas almas.   Nove receberam apenas a cura para seus corpos; mas, um que tinha o coração cheio de gratidão, voltou para render-lhe graças.  Este foi duplamente abençoado:  Foi curado da lepra completamente e foi salvo pelo poder de Deus (Lc 17:11-19).   Voltemos sempre ao Senhor para agradecer-lhe.   Não tenha dúvidas, que ao voltarmos a Ele, mais bençãos receberemos.
    5.     O SEGREDO DA PARTILHA
    5.1   “E Jesus tomou os pães e, havendo dado graças, repartiu pelos discípulos,  e os discípulos pelos que estavam assentados;   e igualmente também os peixes,  quanto eles queriam.”(Jo 6:11)
    O Milagre da  multiplicação não se deu em um só nomento em que Jesus partiu os pães e os peixes.  Porque se assim fosse;  imediatamente se teria uma verdadeira montanha de pães e peixes multiplicados.   Mas,  o milagre da multiplicação se deu cada vez que ocorria a partilha.
    Primeiro:    Multiplicou na mão de Jesus ao repartir e dar aos discípulos.
    Segundo:   Multiplicou na mão dos discípulos ao repartirem com os chefes de cada família.
    Terceiro:  O milagre da multiplicação não parava, enquanto iam repartindo:  De pai para mãe,  de mãe para filhos,  de irmão para irmão,  de vizinho para vizinho, de amigo para amigo.
    5.2    Não existirá o milagre da multiplicação em nossas finanças, em nosso pão, em nossa casa,  até que sejamos liberais no repartir o que temos.   Neste glorioso milagre, Jesus está nos alertando, que se não houver partilha,  jamais haverá multiplicação.
    Ec  11:1,2     “Lança o teu pão sobre as águas,  porque depois de muitos dias o acharás.     Reparte com sete, e ainda até com oito,   porque não sabes que mal haverá sobre a terra.”
    Lc  6:38      “Dai, e ser-vos-á dado;  boa medida,  recalcada,  sacudida e transbordando vos deitarão no vosso regaço; porque com a medida com que medirdes também vos medirão de novo.”
    2 Co 9:6-10     “E digo isto:  Que o que semeia pouco,  pouco também ceifará,   e o que semeia em abundancia,  em abundancia também ceifará.    Cada um contribua segundo propos no seu coração;  não com tristeza,  ou por necessidade;  porque Deus ama ao que dá com alegria.     E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, afim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiencia, abundeis em toda a boa obra.   Conforme está escrito:   Espalhou ,  deu aos pobres;   a sua justiça permanece para sempre.      Ora,  Aquele que dá semente ao que semeia, e pão para comer,  também multiplicará a vossa sementeira, e aumentará os frutos da vossa justiça.”
    Pastor Marcos Antonio
  • GENIZAH CHAMA IGREJA ASSEMBLEIA DE DEUS DE SINAGOGA DE SATANAS

    Segundo post do Genizah postado por Danilo Silvestre Fernandes no ultimo dia 09 de julho de 2011.

    Ele fez um infeliz comentário, que mostra totalmente a sua falta de ética e mostra um total desconhecimento dos fatos relacionados ao Pastor Silas Malafaia (Pastor com P maiúsculo um dos poucos no Brasil), a igreja Assembléia de Deus Vitória em Cristo e ao legado deixado pelo Pastor José Santos

    O  Comentário:

    Se tem um registro que o Malafaia merecia ter cassado é o de pastor, visto que prega a mentira da teologia da prosperidade e explora a fé alheia. Entretanto, mesmo isto é uma quimera visto que Silas Malafaia deixou uma denominação respeitável e fundou a sua própria sinagoga de satanás…

    Refutando:

    Se tem um registro que o Malafaia merecia ter cassado é o de pastor.

    Não existe registro para Pastor, Pastor é ministério, quem chama para o ministério de Pastor e Deus, a igreja por sua vez reconhece o ministério.

    E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, Efésios 4:11
    E no caso do Pastor Silas, ele não vez nenhum cursinho desses que existem por ai na internet para se conseguir credencial de Pastor, nem tão pouco foi levantado por que era filho de Pastor ou puxou o saco de pastor.

    O seu ministério é reconhecido e confirmado dentro de todas as denominações ou vertentes da Assembléia de Deus é com muito louvor diante de Deus e dos homens. Os frutos do seu minsitério falam por si.

    Mais um fato pode se ver no discurso do Pastor Silas Malafaia, no Centenário da Assembleia de Deus onde ele faz uma grande reflexão sobre a trajetória das Assembleias de Deus no Brasil, acesse e confira e aprenda:

     

    (mais…)