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  • Subsídio – Lição 1 – Central Gospel – 4º Trimestre 2013

    Subsídio – Lição 1 – Central Gospel – 4º Trimestre 2013

    são-joao-batista

    João Batista, o precursor do Nazareno

    Esboço

    1. Caracterização Geral
    2. Família e Começo de Vida
    3. Fontes Informativas
    4. Ministério e Mensagem de João Batista
    5. Elias Redivivo
    6. João Batista e Jesus
    7. Seguidores de João Batista
    8. Morte de João Batista

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  • Lição 7 – A intituição do discípulado

    Lição 7 – A intituição do discípulado

    DISCIPULADO

    INTRODUÇÃO

    A “missão educadora” da Igreja, o discipulado, é, ao lado da evangelização, um dos dois pilares fundamentais da Igreja. São duas tarefas indissociáveis, impostas por ordem de nosso Senhor Jesus e que está exarado na passagem de Mateus 28:19,20. O Senhor Jesus disse aos seus discípulos que eles deveriam ir e “ensinar todas as nações”, expressão esta que, em algumas versões, é traduzida por “fazei discípulos”.

    A Igreja deve pregar o Evangelho, mas é preciso, também, que ela “ensine às nações”, “faça discípulos”, cuidado este que era patente nos tempos apostólicos, a ponto de os apóstolos terem chamado para si esta tarefa, considerando, inclusive, não ser razoável deixar de se dedicar à oração e ao ensino da Palavra (At.6:2,4), sem falar no zelo de Barnabé com relação à primeira igreja gentílica, a de Antioquia (At.11:25,26) e dos conselhos que Paulo dá a Timóteo no sentido de jamais se descuidar com o ensino junto aos crentes (I Tm.4:12-16).

    Quando alguém se converte a Cristo e nasce de novo, é um recém-nascido, é uma pessoa que não tem conhecimento algum a respeito das coisas de Deus, a respeito da vida com o Senhor Jesus. Embora tenha recebido uma nova natureza, embora seu espírito tenha se ligado novamente a Deus, ante a remoção dos pecados, é um ser humano e, como tal, precisa ser ensinado a respeito do Senhor, ensino este que deve ser proporcionado pela Igreja, que é a quem o Senhor cometeu esta tarefa sobre a face da Terra. Jesus é quem salva, mas é a Igreja quem deve “fazer discípulos”, quem deve “ensinar”.

    I. A TAREFA DA IGREJA NO DISCIPULADO

    1. A visão da igreja quanto ao discipulado. Criada para ser a agência do reino de Deus aqui na Terra, a Igreja, ao mesmo tempo em que, para os que se encontram fora do reino de Deus, precisa ser a anunciadora da salvação, pregando o Evangelho, deve, para os que já viram e entraram no reino de Deus (Jo.3:3,5), ser a instruidora, aquela que ensina a Palavra de Deus aos que se converteram, a fim de que possam eles crescer espiritualmente e alcançar a unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo (Ef.4:13).

    A evangelização (o ato de semear o evangelho) e o discipulado (integração do novo crente) requerem tempo, pelo fato de que ambas as atividades envolvem um processo contínuo e, não apenas, um ato isolado. Além disso, demandam muita oração, esforço, paciência, fé e perseverança para alcançar os resultados desejados.

    A maturidade espiritual do cristão não ocorre de modo rápido e instantâneo, mas progressivamente em Cristo (Cl 1.28, 29). Para que conservemos em nossas igrejas os novos convertidos em Cristo, precisamos trabalhar com amor, dedicação e objetividade. Muito da imaturidade espiritual dos membros da igreja local é resultado da ignorância destes em relação às doutrinas básicas da Bíblia. É o que se denota nos destinatários da carta aos Hebreus -“Porque, devendo já ser mestres em razão do tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar os princípios elementares dos oráculos de Deus, e vos haveis feito tais que precisais de leite, e não de alimento sólido. Ora, qualquer que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, pois é criança; mas o alimento sólido é para os adultos, os quais têm, pela prática, as faculdades exercitadas para discernir tanto o bem como o mal”(Hb 5.12-14).

    2. O quadriforme método de Jesus.  Mateus 28:19,20 – “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”. Observe que neste texto é apresentado o método quadriforme, ordenado por Jesus: indo, fazendo discípulo, batizando e ensinando.  O texto sagrado destaca os verbos em sua forma imperativa. Nota-se que não é uma recomendação ou um conselho, mas uma ordem do nosso Senhor. Assim se destaca o método quadriforme imperativo:

    a) Ide. No sentido de mover-se ao encontro das pessoas, a fim de comunicar a mensagem salvífica do evangelho. Esta determinação verbal está combinada com a do texto de Marcos 16:15: “…Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura”.

    A ordem do Senhor é que devemos ir por todo o mundo. Ir ao encontro do mundo, ir ao encontro dos pecadores, levar-lhes a mensagem da salvação em Cristo Jesus. O homem não tem condições de salvar-se a si próprio e, mais, o deus deste século lhe cegou o entendimento para que não tenha condições de ver a luz do evangelho da glória de Cristo(II Co.4:4). Portanto, é tarefa da Igreja ir ao encontro de judeus e de gentios para lhes anunciar as boas-novas da salvação.

    A ordem do Senhor é para que se pregue a toda criatura, mesmo aquela que, pela sua conduta, pela sua forma de proceder, é alvo de todo ódio, de toda repugnância, de todo o desprezo da sociedade e do mundo. Deve-se pregar a toda a criatura, mesmo que seja a pior pessoa que exista sobre a face da Terra. Não cabe à Igreja julgar os homens e dizer a quem deve, ou não, ser pregada a Palavra. O Senhor foi enfático em dizer que toda criatura deve ouvir a mensagem do Evangelho, seja esta pessoa quem for. É interessante observarmos que, nos dias do profeta Jonas, o Senhor mandou que fosse feita a pregação a todos os ninivitas, sem exceção alguma, ainda que eles fossem os homens mais cruéis que existiam no mundo naquele tempo. Jonas teve de pregar para todos, sem exceção, ainda que muitos, pela sua extrema crueldade e maldade, fossem, na verdade, verdadeiras “bestas-feras”, verdadeiros “animais” (Jn.3:8), que, mesmo sendo o que eram, foram alcançados pela misericórdia divina. Observe o exemplo de Jesus – Ele ia ao encontro dos publicanos e das meretrizes, considerados a escória da sociedade de seu tempo, e nós, o que estamos a fazer?

    b) Fazer discípulos. Este imperativo tem o sentido de “estar com” as pessoas e torná-las seguidoras de Cristo; a tarefa exige que o discipulador acompanhe e conviva com o aprendiz.

    c) Batizar. É o ato físico que confirma o novo discípulo pela sua confissão pública de que Jesus Cristo é o seu Salvador e Senhor.

    O batismo nas águas é uma ordem a ser cumprida por quem se arrependeu dos seus pecados – “Pedro então lhes respondeu: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo”(At.2:38. Deste modo, não podem ser batizadas crianças recém-nascidas, vez que não têm o discernimento do que é, ou não, pecado e, portanto, não podem se arrepender dos seus pecados, como também não podem ser batizadas pessoas que não tenham demonstrado que, efetivamente, creram no Evangelho e nasceram de novo. Só é lícito o batismo daquele que realmente creu de todo o seu coração – “E indo eles caminhando, chegaram a um lugar onde havia água, e disse o eunuco:Eis aqui água; que impede que eu seja batizado?; E disse Felipe: é lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus”. (At.8:36,37).

    d) Ensinar as doutrinas da Bíblia. Este imperativo denota o objetivo de aperfeiçoar e preparar o discípulo para a sua jornada na vida cristã. Ensinar aos homens e ensinar-lhes a Palavra de Deus foi o que o Senhor Jesus ordenou aos seus discípulos, quando lhes disse: “… ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado..”(Mt 28:20).

    O pastor Oséas Macedo, na obra Manual de Missões (CPAD, 1997:13), afirma que a tarefa de salvar o mundo não pode ser desassociada do enviar crentes para alcançá-lo. O processo de salvar o mundo começa com enviar. Enviar pessoas capacitadas por Deus para pregar, a fim de que todos possam ouvir, crer e invocar o nome de Jesus para serem salvos. No entanto, a tarefa da igreja não estará completa enquanto o novo crente não for integrado à vida da igreja e tornar-se capaz de ganhar outros para Cristo.

     

    II. DISCIPULADO E DISCÍPULO

    1. Que é discipulado? – O discipulado nada mais é que ensinar a Palavra de Deus aos novos convertidos, àqueles que aceitaram a Cristo como seu único e suficiente Senhor e Salvador de suas vidas e fazer com que eles, que foram escolhidos por Deus, possam viver de tal maneira que dêem o fruto do Espírito, ou seja, tenham um novo caráter, uma nova maneira de viver que leve as pessoas a glorificar ao nosso Pai que está nos céus, ou seja, vivam de tal maneira que suas ações os transformem em testemunhas de Jesus, em prova de que Jesus salva e, por isso, outras pessoas reconheçam o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, ou seja, o Evangelho (Rm.1:16).

    Quando uma pessoa nasce de novo, encontra-se na mesma posição de Lázaro ressuscitado. Jesus, depois de quatro dias, quando o corpo de Lázaro já estava em decomposição, mostrou o seu poder sobre a morte, fazendo-o ressurgir dos mortos. Milagrosamente, Lázaro saiu da sepultura com vida. Entretanto, é interessante notar que Lázaro foi para fora da sepultura, mas se encontrava ainda todo enfaixado, conforme os costumes judaicos de preparação do cadáver. Jesus não determinou que Lázaro fosse daquele jeito para casa nem tampouco se incumbiu de desligar o ex-defunto. Mandou que aquelas pessoas que estavam ali vendo o milagre tratassem de tirar as faixas de Lázaro, de modo que ele próprio (Lázaro) fosse para a sua casa (Jo.11:44). Assim ocorre com o novo convertido: só Jesus poderia trazê-lo à vida, ou seja, salvá-lo; mas cabe a nós que estamos com Jesus neste mundo tomar as providências necessárias para que o novo crente se desligue de tudo aquilo que estava relacionado com a vida sem Cristo, ou seja, com a morte espiritual, para que ele, individualmente, siga em direção à sua casa, onde já o aguarda o Salvador.

    Foi exatamente isto que Barnabé e Paulo fizeram na igreja de Antioquia, a primeira igreja formada por gentios na história da Cristandade. Barnabé, ao verificar que havia conversão autêntica, tratou de buscar a Paulo e, durante todo um ano, houve o discipulado, ou seja, o ensino da Palavra àqueles novos crentes. O resultado daquele ano de ensino não poderia ser melhor: os novos convertidos passaram a ter uma vida muito semelhante à de Jesus, passaram a ser diferentes dos demais moradores de Antioquia, passaram a ser provas vivas da transformação que o Evangelho produz nas pessoas. Após terem sido ensinados na Palavra e terem mudado de vida, os moradores de Antioquia passaram a notar a diferença e, cumprindo o que disse Jesus a respeito do efeito das boas obras dos seus discípulos, passaram a chamar os discípulos de “cristãos”, isto é, “parecidos com Cristo”, “semelhantes a Cristo”(At.11:26). Eram os homens glorificando ao Pai que está nos céus (Mt.5:16). Era o resultado do ensino da Palavra.

    O “discipulado” não é uma tarefa somente dos novos convertidos, não. Embora muitos considerem que o “discipulado” seja uma tarefa destinada somente aos novos convertidos, ou seja, um período de ensino da Palavra de Deus até o batismo nas águas, temos que a realidade bíblica é bem diferente. Não resta dúvida de que é necessário um discipulado específico para o novo convertido, como, aliás, vimos no episódio da igreja em Antioquia. Entretanto, o discipulado não se encerra com o batismo nas águas do novo convertido que, tendo dado frutos dignos de arrependimento, desce às águas e é inserido na igreja local. O discipulado tem como finalidade o de nos fazer cada vez mais parecidos com o Senhor Jesus; é uma tarefa incessante, que não tem fim.

    Discipular é ensinar a Palavra, é aperfeiçoar os santos, é disciplinar em um caminho. É colocar o Caráter de Cristo em outra pessoa, através do ensino e do exemplo. Assim, somente pode ser considerada encerrada quando alguém tiver atingido a perfeição, pois só alguém perfeito não necessita ser aperfeiçoado. Tanto assim é que o apóstolo Paulo afirma que os dons ministeriais devem ser exercidos até que cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo (Ef.4:13). Quem, porventura, chegou a este estágio durante os quase dois mil anos de Igreja? Alguém já chegou à estatura completa de Cristo? Alguém já atingiu a perfeição? Evidentemente que não! Se formos para a história dos grandes homens de Deus, sem dúvida que diríamos que, nos tempos apostólicos, o apóstolo Paulo se encontrava entre aqueles que poderiam ter chegado a este nível. No entanto, o próprio Paulo afirmou que não havia chegado a tal condição (Fp.3:12). Se Paulo que foi mero imitador de Cristo(1 Co 11:1), com recomendação para imitá-lo(Fp 3:17), que  teve uma revelação especial de Jesus, não chegou a esta estatura, quem somos nós para dizer que o fizemos? Por isso, indubitavelmente, o discipulado é uma tarefa que nunca há de terminar na Igreja, visto que seu alvo é inatingível. Podemos, mesmo, afirmar que, ao dizer que o objetivo do discipulado é nos levar à estatura completa de Cristo, estamos aqui diante de uma expressão bíblica cujo significado é um só: “devemos aprender sempre”.

    2. Que significa ser discípulo?  – “Discípulo” significa “aluno”, “aquele que aprende”. A palavra “discípulo”, do grego mathetés, é usada 269 vezes nos Evangelhos e em Atos.  Jesus, a exemplo dos mestres judeus do seu tempo (os chamados “rabis”, hoje denominados de “rabinos”), era seguido pelos seus “alunos”, ou seja, por aqueles que queriam aprender as lições do mestre, por aqueles que esperavam aprender do mestre o conteúdo das Escrituras. João tinha os seus discípulos (Mt.9:14), assim como Jesus. Estes “discípulos” eram pessoas que, fundamentalmente, queria aprender com Jesus, tinham interesse em tomar conhecimento daquilo que Jesus lhes queria transmitir e, por causa deste interesse, recebiam a revelação daquilo que estava oculto às demais pessoas (Mt.13:10,11).

    Ser “discípulo” de Jesus é querer aprender de Jesus e o próprio Jesus enfatizou que é necessário que aprendamos dEle se quisermos encontrar descanso para as nossas almas (Mt.11:29). Somente sendo “discípulo”, ou seja, querendo aprender a respeito de Jesus, que nada mais é que aprender a respeito das Escrituras (Mt.22:29; Jo.5:39), é que teremos acesso à verdade e, por isso, seremos santificados (Jo.17:17), daremos fruto a ponto de sermos reconhecidos como filhos de Deus (At.11:26) e, por causa disto, desfrutaremos da vida eterna com o Senhor(Mt.13:23,43).

    “O discípulo não é mero aprendiz, mas alguém que segue as pisadas de seu Mestre e possui íntimo relacionamento com Ele”.

    Nos Evangelhos, Jesus define a palavra discípulo de cinco maneiras:

    1) Discípulo é um crente que está envolvido com a Palavra de Deus de maneira contínua – “Dizia, pois, Jesus aos judeus que nele creram: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sois meus discípulos” (Jo 8.31).

    2) Discípulo é aquele que ama sacrificialmente, sem medir esforços – “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13.35); “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e nós devemos dar a vida pelos irmãos”(1 Jo 3.16).

    3) Discípulo é alguém que permanece diariamente em união frutífera com Cristo – “Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos” (Jo 15.8).

    4) Discípulo é aquele que assume a sua cruz e segue a Cristo –“ Quem não leva a sua cruz e não me segue, não pode ser meu discípulo” (Lc 14.27).

    5) Discípulo é aquele que renuncia tudo que tem – “Assim, pois, todo aquele dentre vós que não renuncia a tudo quanto possui, não pode ser meu discípulo” (Lc 14.33).

    III. A IGREJA REALIZANDO O DISCIPULADO

    O discipulado, ou seja, o ensino da Palavra de Deus, é uma tarefa fundamental e ininterrupta da Igreja. Observe que “fazer discípulos”, “ensinar as nações” é uma ordem de Jesus, exarada no mesmo texto que diz respeito ao batismo nas águas (que estudamos na lição anterior).

    O ensino da Palavra de Deus, portanto, é uma necessidade, necessidade esta de que deve a igreja local estar sempre consciente, assim  como a de evangelizar. Entretanto, é com tristeza que vemos que, assim como a Igreja está dispersa com respeito à evangelização, como vimos na lição 02, também o está, e até com maior intensidade ainda, com respeito ao ensino da Palavra de Deus.

    1. A Igreja deve selecionar pessoas para o discipulado. Para cumprir a tarefa do ensino da Palavra, é preciso, em primeiro lugar, que a Igreja se veja dotada de homens e mulheres preparados para ensinar. Na igreja de Antioquia, Barnabé ao notar a salvação daqueles crentes, imediatamente viajou para Tarso, para trazer a Paulo, pessoa que ele sabia ser preparada e capaz de ensinar aqueles novos convertidos(At 11:25,26).

    Um dos grandes problemas que temos visto nas igrejas locais da atualidade é o despreparo das pessoas para ensinarem a Palavra de Deus. Quando falamos em preparo, não estamos nos referindo a escolaridade ou a conhecimento secular de alguém, mas, sobretudo, a seu conhecimento bíblico, a sua capacidade de manejar bem a Palavra da Verdade (I Tm.2:15).

    Infelizmente, as atividades de ensino são, quase sempre, as mais desprezadas nas igrejas locais na atualidade. O termômetro desta situação é a Escola Bíblica Dominical, que, segundo pesquisa, apenas 10% dos membros da igreja tem interesse em aprender a Palavra de Deus. Isto é lamentável! Esta situação leva-nos a inferir que é uma das principais razões da frieza espiritual, da influencia mundana e da total desinformação que tem tomado conta do nosso povo nos últimos anos, sem falar nas milhares de vidas que se encontram completamente aprisionados por heresias e falsos ensinos, que têm tomado conta dos nossos púlpitos.

    O descaso com a Escola Bíblica Dominical por parte de muitos pastores e dirigentes de igrejas locais, eles próprios eternos ausentes destas reuniões, leva, muitas vezes, à entrega das classes a pessoas despreparadas, que mal sabem para si, que dirá para os outros. Estamos muito longe do modelo bíblico, em que os apóstolos, apesar de serem os principais nomes da igreja, tomavam para si a responsabilidade do ensino da Palavra, ensino este que era prioritário, tanto que a primeira coisa que Lucas faz notar na igreja primitiva é de que eles “perseveravam na doutrina dos apóstolos” (At.2:42).

    O ensino da Palavra deve ser a atividade interna prioritária, primordial na igreja local. Depois da evangelização, que é voltada para ganhar almas para o Senhor, que é voltada para os que estão fora da igreja local, para a comunidade, a igreja local deve se preocupar é com o aprendizado de seus membros, com o ensino da Palavra. Assim, as reuniões voltadas para os salvos devem ser, prioritariamente, de ensino da Palavra, de ensino doutrinário. Entretanto, o que se tem visto é uma simples leitura da Palavra de Deus em algumas reuniões, quando o é, sem qualquer exposição ou ensino a respeito dela. Não são poucos, aliás, os crentes que nem mesmo levam suas Bíblias para tais reuniões, pois sabem que nem sequer tais Bíblias serão lidas ou abertas. Estamos, lamentavelmente, a viver os tempos tristes anunciados pelo profeta Amós, tempos de fome e de sede da Palavra de Deus (Am.8:11).

    2. A igreja deve concentrar sua atenção sobre os discipuladores. Na força do Senhor, a igreja precisa investir o máximo na preparação de discipuladores, a fim de fazer mais discípulos, e o pastor da igreja é o ponto de partida para a dinâmica do ministério do discipulado.

    O progresso do trabalho do discipulador depende muito da visão do pastor da igreja local. Deve partir dele a tarefa do discipulado; ele deve ser o primeiro a ter prazer em ensinar e a se esmerar no ensino da Palavra. Deve ser alguém sempre pronto a elucidar dúvidas doutrinárias dos irmãos, um assíduo freqüentador da Escola Bíblica Dominical, alguém que demonstra esforço e profundidade doutrinária nos cultos de ensino, como também na pregação da Palavra nas reuniões públicas. Não precisa ser um “doutor em Divindade”, um “erudito”, mas precisa, isto sim, demonstrar conhecimento bíblico, intimidade com as Escrituras, precisa ser um obreiro aprovado, que maneja bem a palavra da verdade, e deve exigir de seus auxiliares este mesmo perfil.

    O dirigente deve incentivar os seus auxiliares no estudo da Bíblia, inclusive, se necessário, fazendo reuniões de estudos bíblicos com eles, a fim de estimulá-los a manejar bem a palavra da verdade. Deve dar atenção especial ao superintendente da Escola Bíblica Dominical e aos professores da EBD, participando das reuniões preparatórias deles sempre que possível, além de assistir às aulas da EBD, verificando, assim, como está sendo ensinada a Palavra na igreja local.

    Com relação aos novos convertidos, é preciso haver um segmento especial da igreja local para deles cuidar. Eles devem ser acompanhados de perto pelos evangelistas da igreja local, que deverão lhes tirar todas as dúvidas que tenham e dar prioridade a que eles aprendam os fundamentos doutrinários, as bases da doutrina cristã. Tais bases estão elencadas pelo escritor aos Hebreus, a saber: arrependimento de obras mortas, fé em Deus, doutrina dos batismos, da imposição das mãos, da ressurreição dos mortos e do juízo eterno (Hb.6:1,2). Tais ensinamentos devem ser dados, de forma sistemática, preferencialmente na Escola Bíblica Dominical, em classe específica para os novos convertidos, a fim de que eles possam, a um só tempo, ter conhecimento das verdades bíblicas essenciais, como também se acostumar a freqüentar a EBD.

    3. A igreja deve treinar os seus membros para a tarefa do discipulado. A igreja precisa, no discipulado cristão, de uma visão celestial multiplicadora, selecionando e treinando homens e mulheres para que, por suas vidas santas e ungidas e, pelo ensino das verdades cristãs, possam educar os novos discípulos e torná-los aptos para fazer outros. Mas, para se fazer o discipulado, é indispensável que demos o devido valor à Palavra de Deus, Palavra que o próprio Deus engrandeceu a tal ponto de a pôr acima de Si mesmo (Sl.138:2). Sem esta atitude, de nada adiantará desenvolver “cursos teológicos”, “cursos bíblicos”, “cursos de preparação de obreiros” e tantas outras coisas que têm sido inventadas e postas em prática na atualidade. Se as pessoas não se conscientizarem de que nem só de pão viverá o homem, mas de toda a Palavra que procede da boca de Deus (Mt.4:4), um discipulado não terá êxito em qualquer igreja local. Foi isto que os apóstolos sempre fizeram, a ponto de terem arrogado para si esta tarefa e tê-la posto como prioridade absoluta em seus ministérios.

    O ministério de Jesus é o exemplo para a Igreja, que é o seu corpo: Ele pregou o evangelho às ovelhas perdidas da casa de Israel (Mt.10:6;15:24), como também preparou homens e mulheres que pudessem prosseguir a sua obra (Mt.11:1). Se seu ministério se resumisse tão somente na pregação, ante a rejeição de Israel (Jo.1:11), teria havido um fracasso. Entretanto, o Senhor formou um grupo de discípulos que, revestidos de poder, seriam suas testemunhas até os confins da terra (At.1:8).

    CONCLUSÃO

    A Igreja que não ensinar a Palavra de Deus aos seus integrantes, a começar dos novos convertidos, não estará cumprindo a sua tarefa sobre a face da Terra. Não basta pregar o Evangelho, também é necessário que os novos convertidos a Cristo sejam  devidamente instruídas na Palavra do Senhor, tenham conhecimento das Escrituras, sem o que não se tornarão discípulos de Jesus e quem não for discípulo de Jesus não entrará no céu, pois só aqueles que assim se comportarem poderão dar fruto e, portanto, ser considerados como justos e resplandecerem no reino do Senhor, como o Senhor deixou claro na interpretação que deu da parábola do joio e do trigo.

    “Centenas de pecadores convertem-se anualmente, experimentam o novo nascimento, mas não chegam à maturidade espiritual, pois lhes faltam pais espirituais. Muitos daqueles que permanecem se desenvolvem com anomalias e atrofias éticas e doutrinárias.  Onde estão os discipuladores? Você está disposto a “fazer discípulos”?

    Assim como o recém-nascido necessita de cuidados para desenvolver-se de modo saudável, o novo convertido precisa de cuidados espirituais para chegar à maturidade na fé. Isso só é possível se cada crente assumir o inalienável compromisso de ser um discipulador cristão.

    Alguém em certo lugar afirmou que a igreja é um hospital. Mas perguntamos: “Será que é uma geriatria?” — uma vez que não há renovação de seus membros. “Será que é uma ortopedia?” — uma vez que o corpo está atrofiado. “Será que é uma pediatria?” — pois todos os que nascem recebem os cuidados espirituais necessários. Façamos de nossas igrejas um hospital geral, que trate do ser humano em todas as suas necessidades espirituais”

     

     

  • Lição 6 – O exercício do dom de profecia na igreja atual

    Lição 6 – O exercício do dom de profecia na igreja atual

    profeta

    O que é Dom?

    Para iniciar é  importante estudar a distinção entre Dom de Profecia e Ministério de Profeta, precisamos conceituar biblicamente o termo Dom. A palavra, de acordo com a raiz hebraica nathan e a grega dosis (derivado do verbo didomi), estabelece um significado de dar (ou dotes) no contexto veterotestamentário; e um sentido ativo de “dar” ou um sentido passivo de “dádiva” num contexto neotestamentário; respectivamente (2 Cr 9.15; Jo 3.16)   .
    Particularizando a análise do termo “Dom” na categoria dos “Dons Espirituais”, é factível que três palavras gregas apareçam em 1 Co 12 – 14: “ta pneumatika” (12.1); “ta pneumata” (14.12); “ta charismata” (12.4,9,28,30,31). Esses termos significam, respectivamente, “dons, poderes e manifestações espirituais”; “manifestações do Espírito”; “dons da graça ou dons carismáticos (carismas)”  .

    Dom de Profecia

    O Dom de Profecia, analisado a partir das conceituações citadas acima e de acordo com 1 Co 12.4-27, é um dom ou manifestação espiritual (carismática) que dá a capacidade transcedental ao crente para desempenhar uma função útil no “Corpo de Cristo”. Esse dom não pode ser confundido com os dons ministeriais (conforme os de Efésios 4.11) e, muito menos, com as posições espirituais da igreja primitiva (como Presbíteros [ou Bispos, Pastores] e Diáconos), porém, ambos [os dons] servem para edificar a Igreja e denotar o seu caráter de Unidade, diversidade, distribuitivo, ordeiro, motivador, permanente e valoroso no exercício do uso adequado dos Dons.

    Profecia

    A profecia é uma manifestação do Espírito de Deus e não da mente do homem, e é concedida a cada um, visando a um fim proveitoso: 1 Co 12.7.

    Embora o dom da profecia nada tenha a ver com os poderes normais do raciocínio humano, pois é algo muito superior, isso não impede que qualquer crente possa exercitá-la: “Porque todos podereis profetizar, um após outro, para todos aprenderem e serem consolados”, 1 Co 14.31.

    Ainda que nalguns casos o dom da profecia possa ser exercido simultaneamente com a pregação da Palavra, é evidente que esse dom é dotado de um elemento sobrenatural, não devendo, portanto, ser confundido com a simples habilidade de pregar o Evangelho.

    Dada a importância desse dom em face dos demais dons espirituais, e dentro do contexto da doutrina pentecostal, necessário se faz uma análise cuidadosa, no sentido de conceituá-lo no seio da Igreja hoje.

    O apóstolo Paulo adverte os crentes a procurar “com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar” (1 Co 14.1); isto por razões que ele mesmo enumera:

    a. Porque “o que profetiza fala aos homens para edificação, exortação e consolação… O que profetiza edifica a igreja”, 1 Co 14.3,4.

    “Edificação”, “exortação” e “consolação” são os três elementos básicos da profecia, são a razão de ser e de existir desse dom. É evidente que isto contraria a crença tão popular entre nós, de que o principal elemento da profecia é o preditivo (predição do futuro). Certamente, que tanto o Antigo quanto o  Novo Testamento contêm numerosas profecias preditivas, muitas das quais já se cumpriram, e outras estão se cumprindo, e outras ainda se hão de cumprir, No entanto, no conteúdo geral das Escrituras, o elemento preditivo da profecia é relativamente o menor.

    b. Porque ‘‘se todos profetizarem, e algum in-douto ou infiel entrar, de todos é convencido, de todos é julgado. Os segredos do seu coração ficarão manifestos, e assim, lançando-se sobre o seu rosto, adorará a Deus, publicando que Deus está verdadeiramente entre vós”, l Co 14.24,25.

    Há algo mais que precisamos ter em mente quanto ao dom de profecia e o seu uso na Igreja hodiemamente:

    a) O dom de profecia nunca deve exercer propósitos diretivos ou de governo sobre a Igreja. No Antigo Testamento, Israel era governado por reis e o culto era dirigido pelos sacerdotes, mas nunca por alguém que se tivesse distinguido por um ministério cem por cento profético. Os profetas eram apenas colaboradores na condução do povo. O mesmo aconteceu corn a Igreja dc Novo Testamento: o seu governo sempre esteve sob a responsabilidade dos presbíteros ou bispos, ou pastores, mas nunca sob a responsabilidade de profetas.

    Escreveu o missionário Eurico Bergstén, que “quando alguém, por meio de profecia, penetra na direção da igreja, mostra que é dominado por influências estranhas. Abre-se, então, uma porta para a perturbação… Quando alguém se faz ‘oráculo de profeta’, para responder a perguntas e orientar os crentes, está usando indevidamente o dom de profecia… O dom de profecia não atinge, nesta dispensação, a faixa de consulta, pois tem uma outra finalidade: a edificação da Igreja”.

    b) Devido a possíveis abusos quanto ao uso do dom da profecia, este dom está sujeito a análise e a conseqüente julgamento. Recomenda o apóstolo Paulo: “…falem dois ou três profetas, e os outros julguem”, 1 Co 14.29.

    Paulo arremata suas advertências quanto ao dom de profecia, dizendo: “Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor”, 1 Co 14.37.

    O dom de profecia não deve ser desprezado (1 Tm 4.14), mas despertado (2 Tm 2.16), a fim de que a Igreja seja enriquecida: 1 Co 1.57.

    Algumas perguntas sobre a questão:

    Onde vemos no Antigo testamento a promessa do dom de profecia e quando foi iniciado no Novo testamento?

    O Senhor DEUS, através do profeta Joel, prometeu derramar abundantemente do seu ESPÍRITO sobre os seus servos (Jl 2.28-32).

    Tal promessa, que iniciou o seu cumprimento a partir do Dia de Pentecostes e inclui especificamente o dom de profecia (Jl 2.28-32; At 2.16-21).

    Quem pode ter o Dom de Profecia, na Igreja?

    Qualquer crente salvo pode ter o dom de profecia na nova dispensação (1 Co 14.24).

    Independe de idade, sexo, status social e posição na igreja (At 2.17,18), tal como vemos nas quatro filhas de Filipe “que profetizavam” (At 21.9).

    Definição de Dom de Profecia:

    O dom de profecia, aqui abordado, é uma manifestação momentânea e sobrenatural do ESPÍRITO SANTO, como um dos dons espirituais prometidos, e não um ministério.

    O maior valor da profecia é que ela, sendo de DEUS, ao contrário das línguas estranhas (quando não têem a interpretação), uma vez proferida, exorta, edifica e consola a coletividade e não unicamente o que profetiza (1 Co 14.3-5).

    Características do Dom de Profecia:

    A Bíblia ensina que a profecia deve ser julgada na igreja e que o profeta deve obedecer ao ensino bíblico (1 Co 14.29-33).

    Não podemos esquecer que a profecia, nesse contexto, não se reveste da mesma autoridade da dos profetas e apóstolos das Sagradas Escrituras.

    O dom de profecia, na presente era, não é infalível e, portanto, é passível de correção.

    Pode acontecer de o profeta receber a revelação do ESPÍRITO SANTO e, por fraqueza, imaturidade e falta de temor de DEUS, falar além do que devia.

    Quem profetiza, portanto, deve ter o cuidado de falar apenas o que o ESPÍRITO SANTO mandar, não alegando estar “fora de si” ou “descontrolado”, pois “os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas” (1 Co 14.32).

    O nosso DEUS nunca deixou de se comunicar com o seu povo. Ele continua a falar conosco, inclusive por meio do dom de profecia. O Senhor sempre cuida do progresso e edificação de sua Igreja. Por essa razão, JESUS deu à sua Noiva, apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e doutores.

    A profecia, como dom, pode vir de 3 fontes: De DEUS, do homem e de satanás.

    Devem ser julgadas (1 Ts 5:21,22) e controladas para haver ordem no culto; um depois do outro e no máximo três em cada reunião (1 Co 14.31).

    Não devem ser desprezadas(1 Ts 5:20).

    Vêm para edificação, exortação e consolação(1 Co 14:3).

    Línguas + Interpretação = Profecia (1 Co 14:27,13).

    Diferente de profeta, todo profeta profetiza, nem todo que profetiza é profeta (1Co 14:31) e (Ef 4:11)

    Profeta é ministério dado por CRISTO, profecia é manifestação do ESPÍRITO SANTO.

    Profeta prediz alguma coisa que ainda vai acontecer, profecia não prediz nada.

    Todos podem profetizar (1 Co 14.31), mas poucos são chamados para serem profetas. 

    Exemplos de profecias:

    JESUS: “Assim também vós agora, na verdade, tendes tristeza; mas eu vos tornarei a ver, e alegrar-se-á o vosso coração, e a vossa alegria ninguém vo-la tirará.”(Jo 16:22).

    Paulo: “disse Paulo ao centurião e aos soldados: Se estes não ficarem no navio, não podereis salvar-vos. Então os soldados cortaram os cabos do batel e o deixaram cair. Enquanto amanhecia, Paulo rogava a todos que comessem alguma coisa, dizendo: É já hoje o décimo quarto dia que esperais e permaneceis em jejum, não havendo provado coisa alguma. Rogo-vos, portanto, que comais alguma coisa, porque disso depende a vossa segurança; porque nem um cabelo cairá da cabeça de qualquer de vós.”(At 27:31-34).

     

     

     

     

  • Lição 2 – Autoridade Soberana de Deus

    Lição 2 – Autoridade Soberana de Deus

    Deus

    INTRODUÇÃO

    Em parte alguma as Escrituras tratam de provar a existência de Deus mediante provas formais.

    Hebreus   1 1:6   “…   é   necessário   que aquele   que   se   aproxima   de   Deus  creia   que   ele   existe  e   que   se   torna   galardoador   dos   que   o buscam”

    O que se chega a Deus, creia que há Deus”, é o ponto inicial na relação entre o homem e Deus.

    Resposta ao Ateismo – “Eu quero crer em Deus; mostra-me que seja razoável crer nele.”

    1) O universo deve ter uma Primeira Causa ou um Criador. (Argumento cosmológico, da palavra grega “cosmos”, que significa “mundo”.)

    2) O desígnio evidente no universo aponta para uma Mente Suprema. (Argumento teleológico, de “Teleos”, que significa “desígnio ou propósito”.)

    3) A natureza do homem, com seus impulsos e aspirações, assinala a existência de um Governador pessoal. (Argumento antropológico, da palavra grega “anthropos”, que significa “homem”.)

    4) A história humana dá evidências duma providência que governa sobre tudo. (Argumento histórico.)

    5) A crença é universal. (Argumento do consenso comum.)

    1. AUTORIDADE REVELADA NOS SEUS NOMES

    Quem é, e que é Deus? A melhor definição é a que se encontra no Catecismo de Westminster:

    “Deus é Espírito, infinito, eterno e imutável em seu ser, sabedoria, poder, santidade, justiça, bondade e verdade.” A definição bíblica pode formular-se pelo estudo dos nomes de Deus. O “nome” de Deus, nas Escrituras, significa mais do que uma combinação de sons; representa seu caráter revelado. Deus revela-se a si mesmo fazendo-se conhecer ou proclamando o seu nome. (Êxo. 6:3; 33:19; 34:5, 6.) Adorar a Deus é invocar seu nome (Gên. 12:8); temê-lo (Deut. 28:58); louvá-lo (2 Sam. 22:50); glorificá-lo (Sal. 86:9); é sacrilégio tomar seu nome em vão. (Êxo. 20:7), ou profaná-lo ou blasfemá-lo (Lev. 18:21; 24:16). Reverenciar a Deus é santificar ou bendizer seu nome (Mat. 6:9). O nome do Senhor defende o seu povo (Sal. 20:1), e por amor do seu nome não os abandonará (1 Sam. 12:22).

    Os seguintes nomes de Deus são os mais comuns que encontramos nas Escrituras:

    Y AHWEH   e   Y AHWEH   TSEBHAOTH.   É   especialmente   no   nome  Yahweh,  que gradativamente  superou  os  nomes  anteriores,  que  Deus  se   revela   o  Deus  da  graça.   Sempre  foi tido   como   o  mais  sagrado  e  o  mais  distintivo  nome  de  Deus,  o   nome   incomunicável.   Os  judeus temiam supersticiosamente usá-lo, visto que liam Lv 24.16 como segue: “Aquele que mencionar o nome   de  Yahweh  será   morto”.   Daí,   ao   lerem   as   Escrituras,   substituíram-no   por  ‘Adonai  ou   por ‘Elohim;

    Elohim (traduzido “Deus”.) Esta palavra emprega-se sempre que sejam descritos ou implícitos o poder criativo e a onipotência de Deus. Elohim é o Deus-Criador. A forma plural significa a plenitude de poder e representa a trindade.

    Jeová (traduzido “Senhor” na versão de Almeida.) Elohim, o Deus-Criador, não permanece alheio às suas criaturas. Observando Deus a necessidade entre os homens, desceu para ajudá-los e salvá-los; ao assumir esta relação, ele revela-se a si mesmo como Jeová , o Deus da Aliança. O nome JEOVÁ tem sua origem no verbo SER e inclui os três tempos desse verbo — passado, presente e futuro. O nome, portanto significa: Ele que era, que é e que há de ser; em outras palavras, o Eterno. Visto que Jeová é o Deus que se revela a si mesmo ao homem, o nome significa: Eu me manifestei, me manifesto, e ainda me manifestarei.

    O que Deus opera a favor de seu povo acha expressão nos seus nomes, e ao experimentar o povo a sua graça, desse povo então pode dizer-se: “conhecem o seu nome.” A relação entre Jeová e Israel resume-se no uso dos nomes encontrados nos concertos entre Jeová e seu povo. Aos que jazem em leitos de doença manifesta-se-lhes como JEOVÁ-RAFA, “o Senhor que cura” (Êxo. 15:26). Os oprimidos pelo inimigo invocam a JEOVÁ-NISSI, “o Senhor nossa bandeira” Êxo. 17:8-15). Os carregados de cuidados aprendem que ele é JEOVÁ-SHALOM, “o Senhor nossa paz” (Jui. 6:24). Os peregrinos na terra sentem a necessidade de JEOVÁ-RA’AH, “o Senhor meu pastor” (Sal. 23:1). Aqueles que se sentem sob condenação e necessitados da justificação, esperançosamente invocam a JEOVÁ-TSIDKENU, “o Senhor nossa justiça” (Jer. 23:6). Aqueles que se sentem desamparados aprendem que ele é JEOVÁ-JIREH, “o Senhor que provê” (Gên. 22:14). E quando o reino de Deus se houver concretizado na terra, será ele conhecido como JEOVÁ-SHAMMAH, “o Senhor está ali” (Ezeq. 48:35).

    El (Deus) é usado em certas combinações: EL-ELYON (Gên. 14:18-20), o “Deus altíssimo”, o Deus que é exaltado sobre tudo o que se chama deus ou deuses. EL-SHADDAI, “o Deus que é suficiente para as necessidades do seu povo” (Êxo. 6:3). EL-OLAM, “o eterno Deus” (Gên. 21:33).

    Adonai significa literalmente “Senhor” ou “Mestre” e dá a idéia de governo e domínio. (Êxo. 23:17; Isa. 10:16, 33.) Por causa do que Deus é e do que tem feito, ele exige o serviço e a lealdade do seu povo.Este nome no Novo Testamento aplica-se ao Cristo glorificado.

    Pai, emprega-se tanto no Antigo como no Novo Testamento. Em significado mais amplo o nome descreve a Deus como sendo a Fonte de todas as coisas e Criador do homem; de maneira que, no sentido criativo, todos podem considerar-se geração de Deus. (Atos 17:28.) Todavia, esta relação não garante a salvação. Somente aqueles que foram vivificados e receberam nova vida pelo seu Espírito são seus filhos no sentido intimo da salvação. (João 1:12, 13.).

    1. A AUTORIDADE REVELADA EM SEUS ATRIBUTOS

    Sendo Deus um ser infinito, é impossível que qualquer criatura o conheça exatamente como ele é. No entanto, ele bondosamente revelou-se mediante linguagem compreensível a nós. São as Escrituras essa revelação. Por exemplo, Deus diz acerca de si mesmo: “Eu sou Santo”; portanto, podemos afirmar: Deus é Santo. A santidade, então, é um atributo de Deus, porque a santidade é uma qualidade que podemos atribuir ou aplicar a ele. Dessa forma, com a ajuda da revelação que Deus deu de si mesmo, podemos regular os nossos pensamentos acerca de Deus. Qual a diferença entre os nomes de Deus e os seus atributos? Os nomes de Deus expressam as qualidades do seu ser inteiro, enquanto os seus atributos indicam vários aspectos do seu caráter. Muito se pode dizer de um ser tão grande como Deus, mas facilitaremos a nossa tarefa se classificar os seus atributos.

    Compreender a Deus em sua plenitude seria tão difícil como encerrar o Oceano Atlântico numa xícara; mas ele se tem revelado a si mesmo o suficiente para esgotar a nossa capacidade. A classificação seguinte talvez nos facilite a compreensão: 1. Atributos sem relação entre si, ou seja, o que Deus é em si próprio, à parte da criação. Estes respondem à pergunta: quais são as qualidades que caracterizavam a Deus antes que alguma coisa existisse? 2. Atributos ativos, ou seja, o que Deus é em relação ao universo. 3. Atributos morais, ou seja, o que Deus é em relação aos seres morais por ele criados.

    1. Atributos não relacionados (a natureza íntima de Deus).

    Espiritualidade. Deus é Espírito. (João 4:24). Deus é Espírito com personalidade; ele pensa, sente e fala; portanto, pode ter comunhão direta com suas criaturas feitas à sua imagem.

    Sendo Espírito, Deus não está sujeito as limitações às quais estão sujeitos os seres humanos dotados de corpo físico. Ele não possui partes corporais nem está sujeito às paixões; sua pessoa não se compõe de nenhum elemento material, e não está sujeito às condições de existência natural. Portanto, não pode ser visto com os olhos naturais nem apreendido pelos sentidos naturais. Isto não implica que Deus leve uma existência sombria e irreal, pois Jesus se referiu à “forma” de Deus. (João 5:37; vide Fil. 2:6.) Deus é uma Pessoa real, mas de natureza tão infinita que não se pode apreendê-lo plenamente pelo conhecimento humano, nem tampouco satisfatoriamente descrevê-lo em linguagem humana. “Ninguém jamais viu a Deus”, declara o apóstolo João (João 1:18; vide Êxo. 33:20); no entanto, em Êxo. 24:9,10 lemos que Moisés, e certos anciãos, “viram a Deus”. Nisto não há contradição; João quer dizer que nenhum homem jamais viu a Deus como ele é. Mas sabemos que o Espírito pode manifestar-se em forma corpórea (Mat. 3:16); portanto, Deus pode manifestar-se duma maneira perceptível ao homem. Deus também descreve a sua personalidade infinita em linguagem compreensível às mentes finitas; portanto, a Bíblia fala de Deus como ser que tem mãos, braços, olhos e ouvidos, e descreve-o como vendo, sentindo, ouvindo, arrependendo-se, etc. Mas Deus também é insondável e inescrutável. “Porventura… chegarás à perfeição do Todo-poderoso?” (Jo 11:7) — e nossa resposta só pode ser: “não temos com que tirar, e o poço é fundo” (João 4:11), usando a expressão da mulher samaritana.

    Infinitude. Deus é Infinito, isto é, não está sujeito às limitações naturais e humanas. A sua infinitude é vista de duas maneiras: (1) em relação ao espaço. Deus caracteriza-se pela imensidade (1 Reis 8:27); isto é, a natureza da Divindade está presente de modo igual em todo o espaço infinito e em todas as suas partes. Nenhuma parte existente está separada da sua presença ou de sua energia, e nenhum ponto do espaço escapa à sua influência. “Seu centro está em toda parte e sua circunferência em parte nenhuma.” Mas, ao mesmo tempo, não devemos esquecer que existe um lugar especial onde sua presença e glória são reveladas duma maneira extraordinária; esse lugar é o céu. (2) Em relação ao tempo, Deus é eterno. (Êxo. 15:18; Deut. 33:27; Nee. 5:5; Sal. 90:2; Jer. 10:10; Apoc. 4:8-10.) Ele existe desde a eternidade e existirá por toda a eternidade. O passado, o presente e o futuro são todos como o presente à sua compreensão. Sendo eterno, ele é imutável — “o mesmo ontem, hoje, e eternamente”. Esta é para o crente uma verdade confortadora, podendo assim descansar na confiança de que “O Deus da antiguidade é uma morada, e por baixo estão os braços eternos” (Deut. 33:27).

    Unidade. Deus é o único Deus. (Êxo. 20:3; Deut. 4:35,39; 6:4; 1 Sam. 2:2; 2 Sam. 7:22; 1 Reis 8:60; 2 Reis 19:15; Nee. 9:6; Isa. 44:6-8; 1 Tim. 1:17.) “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor.” Era esse um dos fundamentos da religião do Antigo Testamento, sendo também essa a mensagem especial a um mundo que adorava a muitos deuses falsos. Haverá contradição entre este ensino da unidade de Deus e o ensino da Trindade do Novo Testamento? É necessário distinguir entre duas qualidades de unidade — unidade absoluta e unidade composta. A expressão “um homem” traz a idéia de unidade absoluta, porque se refere a uma só pessoa. Mas quando lemos que homem e mulher serão “uma só carne” (Gên. 2:24), essa é uma unidade composta, visto que se refere à união de duas pessoas. Vide também Esd. 3:1; Ezeq. 37:17; estas referências bíblicas empregam a mesma palavra para significar “um só” (“echad” na língua hebraica) como se usa em Deut. 6:4. Existe outra palavra (“yachidh” no hebraico) que se usa para exprimir a idéia de unidade absoluta. (Gên. 22:2, 12; Amós 8:10; Jer. 6:26; Zac. 12:10; Prov. 4:3; Jui. 11:34.) A qual classe de unidade se refere Deut. 6:4? Pelo fato de a palavra “nosso Deus” estar no plural (ELOHIM no hebraico), concluímos que se refere à unidade composta. A doutrina da Trindade ensina a unidade de Deus como unidade composta, inclusive de três Pessoas Divinas unidas na essencial unidade eterna.

    2. Atributos ativos (Deus e o universo).

    Onipotência. Deus é onipotente. (Gên. 1:1; 17:1; 18:14; Êxo. 15:7; Deut. 3:24; 32:39; 1 Crôn. 16:25; Jo 40:2; Isa. 40:12-15; Jer. 32:17; Ezeq. 10:5; Dan. 3:17;4:35; Amós 4:13; 5:8; Zac. 12:1; Mat. 19:26; Apoc. 15:3; 19:6.) A onipotência de Deus significa duas coisas:

    1) Sua liberdade e poder para fazer tudo que esteja em harmonia com a sua natureza. “Pois para Deus nada será impossível.” Isto naturalmente não significa que ele possa ou queira fazer alguma coisa contrária à sua própria natureza — por exemplo, mentir ou roubar; ou que faria alguma coisa absurda ou contraditória em si mesma, tal como fazer um circulo triangular, ou fazer água seca.

    2) Seu controle e sabedoria sobre tudo que existe ou que pode existir. Mas sendo assim, por que se pratica o mal neste mundo? É porque Deus dotou o homem de livre arbítrio, cujo arbítrio Deus não violará; portanto, ele permite os atos maus, mas com um sábio propósito de, finalmente, dominar todo o mal. Somente Deus é Todo-poderoso e até mesmo Satanás nada pode fazer sem a sua permissão. (Vide Jó caps. 1 e 2.) Toda a vida é sustentada por Deus. (Heb. 1:3; Atos 17:25, 28; Dan. 5:23.) A existência do homem é qual som de nota de harmônio que soa enquanto os dedos comprimem as teclas. Assim, sempre que a pessoa peca, está usando o poder do próprio Criador para ultrajá-lo. Todo pecado é um insulto contra Deus.

    Onipresença. Deus é onipresente, isto é, o espaço material não o limita em ponto algum. (Gên. 28:15, 16; Deut. 4:39; Jos. 2:11; Sal. 139:7-10; Prov. 15:3,11; Isa. 66:1; Jer. 23:23,24; Amós 9:2-4,6; Atos 7:48,49; Efés. 1:23.)

    Qual a diferença entre imensidade e onipresença? Imensidade é a presença de Deus em relação ao espaço, enquanto onipresença é sua presença considerada em relação às criaturas. Para suas criaturas ele está presente nas seguintes maneiras:

    1) Em glória, para as hostes adoradoras do céu. (Isa. 6:1-3.)

    2) Eficazmente, na ordem natural. (Naúm 1:3.)

    3) Providencialmente, nos assuntos relacionados com os homens. (Sal. 68:7, 8.)

    4) Atentamente, àqueles que o buscam. (Mat. 18:19, 20; Atos 17:27.)

    5) Judicialmente, às consciências dos ímpios. ( Gên. 3:8; Sal. 68:1, 2.) O homem não deve iludir-se com o pensamento de que existe um cantinho no universo onde possa escapar à lei do seu Criador. “Se o seu Deus está em toda parte, então deve estar também no inferno”, disse um chinês a um cristão na China. “Sua ira sim está no inferno”, foi a pronta resposta.

    6) Corporalmente em seu Filho. “Deus conosco” (Col. 2:9).

    7) Misticamente na igreja. (Efés. 2:12-22.)

    8) Oficialmente, com seus obreiros. (Mat. 28:19, 20.) Embora Deus esteja em todo lugar, ele não habita em todo lugar. Somente ao entrar em relação pessoal com um grupo ou com um indivíduo se diz que ele habita com eles.

    Onisciência. Deus é onisciente, porque conhece todas as coisas. (Gên. 18:18,19; 2 Reis 8:10,13; 1 Crôn. 28:9; Sal. 94:9; 139:1-16; 147:4-5; Prov. 15:3; Isa. 29:15,16; 40:28; Jer. 1:4-5; Ezeq. 11:5; Dan.2:22,28; Amós 4:13; Luc. 16:15; Atos 15:8, 18; Rom. 8:27, 29; 1 Cor. 3:20; 2 Tim. 2:19; Heb. 4:13; 1 Ped. 1:2; 1 João 3:20.) O conhecimento de Deus é perfeito, ele não precisa arrazoar, ou pesquisar as coisas, nem aprender gradualmente — seu conhecimento do passado, do presente e do futuro é instantâneo.

    Há grande conforto na consideração deste atributo. Em todas as provas da vida o crente tem a certeza de que “vosso Pai celestial sabe” (Mat. 6:8). A seguinte dificuldade se apresenta a alguns: sendo Deus conhecedor de todas as coisas, ele sabe quem se perderá; portanto, como pode essa pessoa evitar o perder-se? Mas a presciência de Deus sobre o uso que a pessoa fará do livre arbítrio não obriga a escolher este ou aquele destino. Deus prevê sem intervir.

    Sabedoria. Deus é sábio. (Sal. 104:24; Prov. 3:19; Jer. 10:12; Dan. 2:20,21; Rom. 11:33; 1 Cor. 1:24, 25, 30; 2:6, 7; Efés. 3:10; Col. 2:2, 3.) A sabedoria de Deus reúne a sua onisciência e sua onipotência. Ele tem poder para levar a efeito seu conhecimento de tal maneira que se realizem os melhores propósitos possíveis pelos melhores meios possíveis. Deus sempre faz o bem de maneira certa e no tempo certo. “Ele fez tudo bem.” Esta ação da parte de Deus, de organizar todas as coisas e executar a sua vontade no curso dos eventos com a finalidade de realizar o seu bom propósito, chama-se Providência. A divina providência geral relaciona-se com o universo como um todo; sua providência particular relaciona-se com os detalhes da vida do homem.

    Soberania. Deus é soberano, isto é, ele tem o direito absoluto de governar suas criaturas e delas dispor como lhe apraz. (Dan. 4:35; Mat. 20:15; Rom. 9:21.) Ele possui esse direito em virtude de sua infinita superioridade, de sua posse absoluta de todas as coisas, e da absoluta dependência delas perante ele para que continuem a existir. Desta maneira, tanto é insensatez, como transgressão, censurar os seus caminhos. Observa D. S. Clarke: A doutrina da soberania de Deus é uma doutrina muito útil e animadora. Se fosse para escolher, qual seria preferível — ser governado pelo fatalismo cego, pela sorte caprichosa, pela lei natural irrevogável, pelo “eu” pervertido e de curta visão, ou ser governado por um Deus sábio, santo, amoroso e poderoso? Quem rejeita a soberania de Deus, pode escolher ser governado dentre o que sobra.

    3. Atributos morais (Deus e as criaturas morais).

    Passando em revista o registro das obras de Deus para com os homens, aprendemos que:

    Santidade. Deus é santo. (Êxo. 15:11; Lev. 11:44, 45; 20:26; Jos. 24:19; l Sam. 2:2; Sal. 5:4; 111:9; 145:17; Isa. 6:3; 43:14,15; Jer. 23:9; Luc. 1:49; Tia. 1:13; 1 Ped. 1:15, 16; Apoc. 4:8; 15:3, 4.) A santidade de Deus significa a sua absoluta pureza moral; ele não pode pecar nem tolerar o pecado. O sentido original da palavra “santo” é “separado”. Em que sentido está Deus separado? Ele está separado do homem no espaço — ele está no céu, o homem na terra. Ele está separado do homem quanto à natureza e caráter — ele é perfeito, o homem é imperfeito; ele é divino, o homem é humano; ele é moralmente perfeito, o homem é pecaminoso. Vemos, então, que a santidade é o atributo que mantém a distinção entre Deus e a criatura. não denota apenas um atributo de Deus, mas a própria natureza divina. Portanto, quando Deus se revela a si mesmo de modo a impressionar o homem com a sua Divindade, diz-se que ele se santificou (Ezeq. 36:23; 38:23), isto é, “revela-se a si mesmo como o Santo”. Quando os serafins descrevem o resplendor divino que emana daquele que está sentado sobre o trono, exclamam: “Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos” (Isa. 6:3). Diz-se que os homens santificam a Deus quando o honram e o reverenciam como Divino. (Num. 20:12; Lev. 10:3; Isa. 8:13.) Quando o desonram, pela violação de seus mandamentos, se diz que “profanam” seu nome — que é o contrário de santificar seu nome. (Mat. 6:9.) Somente Deus é santo em si mesmo. Descrevem-se desta maneira o povo, os edifícios, e objetos santos porque Deus os fez santos e os tem santificado. A palavra “santo”, quando se aplica a pessoas ou a objetos, é termo que expressa relação com Jeová — pelo fato de estar separado para o seu serviço. Sendo separados, os objetos precisam estar limpos; e as pessoas devem consagrar-se e viver de acordo com a lei da santidade. Esses fatos constituem a base da doutrina da santificação.

    Justiça. Deus é justo. Qual a diferença entre a santidade e a justiça? “A justiça é santidade em ação”, esta é uma das respostas. A justiça é a santidade de Deus manifesta no tratar retamente com suas criaturas. “não fará justiça o Juiz de toda a terra?” (Gên. 18:25). A justiça é obediência a uma norma reta; é conduta reta em relação a outrem. Quando é que Deus manifesta este atributo?

    1) Quando livra o inocente, condena o ímpio e exige que se faça justiça. Deus julga, não como o fazem os juízes modernos, que baseiam seu julgamento sobre a evidência apresentada perante eles por outrem. Deus mesmo descobre a evidência. Desta maneira o Messias, cheio do Espírito Divino, não julgará “segundo a vista dos seus olhos, nem reprovar segundo o ouvir dos seus ouvidos”, mas julgará com justiça. (Isa. 11:3.)

    2) Quando perdoa o penitente. (Sal. 51:14; 1 João 1:9; Heb. 6:10.)

    3) Quando castiga e julga seu povo. (Isa. 8:17; Amós 3:2.)

    4) Quando salva seu povo. A interposição de Deus a favor do seu povo se chama sua justiça. (Isa. 46:13; 45:24,25.) A salvação é o lado negativo, a justiça é o positivo. Ele livra seu povo dos seus pecados e de seus inimigos, e o resultado é a retidão de coração. (Isa. 51:6; 54:13; 60:21; 61:10.)

    5) Quando dá vitória à causa de seus servos fiéis. (Isa. 50:4-9.) Depois de Deus haver libertado seu povo e julgado os ímpios então teremos “novos céus e uma nova terra, em que habita a justiça” (2 Pedro 3:13). Deus não somente trata justamente como também requer justiça. Mas que sucederá no caso de o homem haver pecado? Então ele graciosamente justifica o penitente. (Rom. 4:5.) Esta é a base da doutrina da justificação.Notar-se-á que a natureza divina é a base das relações de Deus para com os homens. Como ele é, assim ele opera. O Santo santifica, o Justo justifica.

    Fidelidade. Deus é fiel. Ele é absolutamente digno de confiança; as suas palavras não falharão. Portanto, seu povo pode descansar em suas promessas. (Êxo. 34:6; Num. 23:19; Deut. 4:31; Jos. 21:43-45; 23:14; 1 Sam. 15:29; Jer. 4:28; Isa. 25:1; Ezeq. 12:25; Dan. 9:4; Miq. 7:20; Luc. 18:7,8; Rom. 3:4; 15:8; 1 Cor. 1:9; 10:13; 2 Cor. 1:20; 1Tess. 5:24; 2 Tess. 3:3; 2 Tim. 2:13; Heb. 6:18; 10:23; 1 Ped. 4:19; Apoc. 15:3.)

    Misericórdia. Deus é misericordioso. “A misericórdia de Deus é a divina bondade em ação com respeito às misérias de suas criaturas, bondade que se comove a favor deles, provendo o seu alivio, e, no caso de pecadores impenitentes, demonstrando paciência longânima” (Hodges). (Tito 3:5; Lam. 3:22; Dan. 9:9; Jer. 3:12; Sal. 32:5; Isa. 49:13; 54:7.) Uma das mais belas descrições da misericórdia de Deus encontra-se no Salmo 103:8-18. O conhecimento de sua misericórdia toma-se a base da esperança (Sal. 130:7) como também da confiança (Sal. 52:8). A misericórdia de Deus manifestou-se de maneira eloqüente ao enviar Cristo ao mundo. (Luc. 1:78.)

    Amor. Deus é amor. O amor é o atributo de Deus em razão do qual ele deseja relação pessoal com aqueles que possuem a sua imagem e, mui especialmente, com aqueles que foram santificados em caráter, feitos semelhantes a ele. Notamos a descrição do amor de Deus (Deut. 7:8; Efés. 2:4; Sof. 3:17; Isa. 49:15, 16; Rom. 8:39; Osé. 11:4; Jer. 31:3); notamos a quem é manifestado (João 3:16; 16:27; 17:23; Deut. 10:18); notamos como foi demonstrado (João 3:16; 1 João 3:1; 4:9, 10; Rom. 9:11-13; Isa. 38:17; 43:3, 4; 63:9; Tito 3:4-7; Efés. 2:4, 5; Osé. 11:4; Deut. 7:13; Rom. 5:5).

    Bondade. Deus é bom. A bondade de Deus é o atributo em razão do qual ele concede vida e outras bênçãos às suas criaturas. (Sal. 25:8; Naúm 1:7; Sal. 145:9;Rom. 2:4; Mat. 5:45; Sal. 31:19; Atos 14:17; Sal. 68:10; 85:5.)

  • Lição 7 – Apreendendo a Suportar uns aos Outros

    Lição 7 – Apreendendo a Suportar uns aos Outros

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    Texto bíblico Básico:

    Mateus  5. 38-48

    38 Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente.

    O propósito de Deus ao dar esta Lei era oferecer misericórdia. E diziam os juízes: “que o castigo seja de acordo com o delito”. Não era uma regra para a vingança pessoal (Ex 21:23-25; Lv 24:19-20; Dt 19:21).

    Seu propósito era limitar a vingança e ajudar ao juiz a aplicar castigos que não fossem nem pesados nem leves. Algumas pessoas, entretanto, estavam usando esta frase para justificar a vingança. As pessoas se desculpavam de seus atos de vingança dizendo: “Estou cobrando o que ele me fez”.

    39 Eu, porém, vos digo que não resistais ao homem mau; mas a qualquer que te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;

    Bater a face direita –  Todo judeu no tempo de Jesus sabia o que significava bater na face direita de alguém, a saber, era o injurioso golpe com o lado exterior da mão, desferido com a mão direita contra a face direita do outro. De acordo com o código civil judaico, punia-se a pessoa que feria desse modo a honra de outra, com 400 sus (cerca de 160 dólares).

    Ora, segundo a lei rabínica, bater com o dorso da mão era duplamente insultante que fazê-lo com a palma. Há certa arrogância insultante que se soma ao fato de dar um reverso ou golpe com o dorso da mão.

    Assim, pois, o que Jesus diz é o seguinte: “Mesmo que alguém lhes dirija o insulto mais calculado e traidor, não devem responder com outro insulto do mesmo tipo, nem devem sentir-se ofendidos por sua ação.”

    Não nos ocorrerá com muita frequência encontrar-nos com alguém que nos dê bofetadas, mas uma e outra vez no curso de nossa vida receberemos insultos de maior ou menor proporção; Jesus nos está dizendo aqui que o cristão precisa ter aprendido a não experimentar ressentimento, seja qual for o insulto que receber, e a não procurar vingar-se de maneira alguma.

    De acordo com os psicólogos, a violência nasce da fraqueza, não da força. O homem forte é capaz de amar e de sofrer, enquanto o fraco pensa apenas em si mesmo e fere os outros para se defender. Depois, foge para se proteger.

    Não resistais (opor-se, colocar contra) ao homem mal, isso significa: que somos orientados a não revidar ao homem mal, Ao mal devemos responder com o bem. Quando somos ofendidos, com frequência nossa primeira reação é procurar desforra. Jesus nos diz que devêssemos fazer o bem aos que nos causam dano. Não devemos guardar ressentimentos, a não ser amar e perdoar. Isto não é natural: é sobrenatural, e só Deus pode nos dar a força para amar. Em lugar de procurar vingança, ore pelos que o ferem.

    É importante frisar que Jesus não está discutindo a obrigação do governo de manter ordem

    40 e ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa;

    Jesus segue dizendo que se alguém tenta nos tirar a túnica em um litígio ante os tribunais, não somente devemos deixar que se leve o que quer, mas também lhe oferecer a capa. Novamente, há aqui muito mais do que pode perceber-se superficialmente. A túnica, chiton, era uma espécie de camisa que se usava debaixo da roupa, e em geral era feita de algodão ou linho.

    Até o homem mais pobre possuía habitualmente mais de uma muda deste objeto. A capa era a vestimenta exterior, de forma retangular e de consideráveis dimensões, que se usava como toga durante o dia e como telha durante a noite. Os judeus em geral tinham somente uma capa ou manta deste tipo.

    A lei judia estabelecia que a túnica de um devedor era confiscável, mas não a capa. “Se do teu próximo tomares em penhor a sua veste, lha restituirás antes do pôr-do-sol; porque é com ela que se cobre, é a veste do seu corpo; em que se deitaria?” (Êxodo 22:26-27).

    41 e, se qualquer te obrigar a caminhar mil passos, vai com ele dois mil.

    Te obrigar. Uma palavra de origem persa, descrevendo o costume dos correios e soldados  romanos que tinham autoridade de obrigar pessoas a prestarem serviços sempre quando fosse necessário (confira o caso de Simão Cireneu, Mt. 27:32).  Os soldados romanos que ocupavam o país podiam obrigar a qualquer transeunte a lhes levar sua carga até por uma milha (como 1.5 km).

     42 Dá a quem te pedir, e não voltes as costas ao que quiser que lhe emprestes.

    Ver Lucas 6:30 sejam judeus ou gentios; amigo ou inimigo; crente ou descrente, um bom ou um homem mau; digno ou indigno, merecendo ou não, que pede ajuda, seja comida ou dinheiro, dá-lo livremente, prontamente, alegremente, de acordo com suas habilidades, e como a necessidade dom momento, devem ser consideradas, e uma atenção especial  para com os da família da fé.

    43 Ouvistes que foi dito: Amarás ao teu próximo, e odiarás ao teu inimigo.44 Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem;45 para que vos torneis filhos do vosso Pai que está nos céus; porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e faz chover sobre justos e injustos. 

    Amarás o teu próximo (Lv. 19:18, 34) resume toda a segunda tábua da Lei (confira com Mt. 22:39).

    Odiarás o teu inimigo. Esta adição que não é das Escrituras desvia-se da lei do amor; mas deveria ser uma interpretação popular. O Manual de Disciplina de Qumran contém a seguinte regra: “. . . amar todos os que Ele escolheu e odiar a todos os que Ele rejeitou” (1 QS 1.4).

    Amai a vossos inimigos. O amor (agapao) prescrito é o amor inteligente que compreende a dificuldade e esforça-se em libertar o inimigo do seu ódio. Tal amor é parente da atitude amorosa de Deus para com os homens rebeldes (Jo. 3:16) e portanto é uma prova de que aqueles que agem assim são verdadeiros filhos do seu Pai

    46 Pois, se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? não fazem os publicanos também o mesmo?  47 E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis demais? não fazem os gentios também o mesmo?

    Publicanos. Os coletores judeus dos impostos romanos, odiados por seus patrícios por causa de suas flagrantes extorsões e sua associação com os conquistadores desprezados.

    48 Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai celestial.

    Como podemos ser perfeitos?

    (1) Em caráter. Nesta vida não podemos ser impecáveis, mas podemos aspirar a ser mais semelhantes a Cristo.

    (2) Em santidade. Como os fariseus, devemos nos separar dos valores pecaminosos do mundo.

    (3) Em maturidade. Não podemos conseguir ter o caráter de Cristo e viver em santidade de repente , mas podemos lutar pela perfeição. Assim como esperamos uma conduta diferente de um bebê, de um menino, de um adolescente e de um adulto, Deus espera atitudes diferentes de nós, segundo nosso nível de desenvolvimento espiritual.

    (4) Em amor. Podemos procurar amar a outros como Deus nos ama. A gente é se sua conduta é apropriada para seu nível de maturidade: perfeitos, mas ainda com muito espaço para crescer. Nossa tendência a pecar nunca deve nos deter no empenho de ser cada vez mais semelhantes a Cristo. O chama a todos seus discípulos à excelência, a superar o nível de mediocridade e a maturar em tudo, até chegar a ser como O é. Os que se esforçam por chegar à perfeição um dia conseguirão ser perfeitos como O é perfeito (1Jo 3:2).

     

     

     

     

     

     

     

  • Lição 06 – Aprendendo a resistir às tentações com Jesus

    Lição 06 – Aprendendo a resistir às tentações com Jesus

    tentaçãoTENTAÇÃO

    Esboço:

    I. Definição

    lI. O Dilema Humano

    Ill, Deus é Fiel

    IV. A Vitória é Possivel

    V. Por que é Importante Resistir à Tentação?

    VI. Meios para Escapar

    1 Cor. 10: 13: Não vos sobreveio nenhuma tentação, senão humana; mas fiel é Deus, o qual não deixará que sejais tentados acima do que podeis resistir, antes com a tentação dará também o meio de saída, para que a possais suportar.

    I. Definição

    Há uma palavra hebraica e duas palavras gregas, envolvidas neste verbete, a saber:

    1. Massah, “teste”. “provação”. Palavra hebraica usada por cinco vezes. Deu. 4:34; 7:19; 29:3;, SaL 95:8; Jó 9:23.

    2.    Peirasmôs, “teste”, “prova”. Palavra grega usada por vinte vezes: Mal. 6:13; 26:41; Mar. 14:38; Luc. 4:13; 8:13; 11:4; 22:28,40,46; Atos 20:19; 1 Cor. 10:13; Gál. 4:14; 1, Tim. 6:9; Heb. 18; Tiago.1:2,12; 1 Ped. 1:6; 11 Ped. 2:9 e Apo.3:10.

    3. Peirázo, ”testar”, “submeter à prova”. Vocábulo grego que ocorre por trinta e seis vezes: Mal. 4:1,3; 16:1; 19:3; 22:18,35; Mar. 1:13; 8:11; 10:2; 12:15; Luc. 4:2; 11:16; João 6:6; 8:6; Atos 5:9; 9:26; 15:10; 16:7; 24:6; 1 Cor. 7:5; 10:9,13; 11 Cor. 115; GáI. 6:1; 1 Tes. 3:5; Heb. 2:18; 3:9

    (citando Sal. 95:9); 4:15; 11:17,37; Tia. 1:13,14; Apo.12,10; 3:10.

    4.    No original grego, tentação é “peirasmos”, que significa “teste”, “provação”, “tentação para a prática do mal”. Esse vocabulário pode incluir ou não a idéia de alguma questão moral envolvida. Pode simplesmente indicar um teste difícil, uma prova, e não alguma tentação tendente à prática

    do mal, uma incitação ao pecado. Por outro lado, essa palavra pode envolver a idéia de incitação ao pecado. Essa foi exatamente a palavra utilizada pelo Senhor Jesus, em sua oração, no trecho de Mat. 6:13, onde ele diz: ” … e não nos deixeis cair em tentação…”. É também o mesmo termo usado para indicar as tentações que Satanás lançou contra o Senhor Jesus, no deserto (ver Luc. 4: 13). Na passagem de Tiago. 1:12 essa mesma palavra é empregada para indicar, bem definidamente, a tentação à prática do mal.

    É lógico acreditarmos, por conseguinte, que a tentação referida neste versículo tem por intuito incluir questões tanto “morais” como “amorais”, isto é, tentações para a prática do pecado (o que é evidente no próprio contexto), mas igualmente, certos períodos de dificuldades, o que também se evidencia quando consideramos, no contexto, o que Paulo mesmo esperava para o fim desta era, refletindo uma doutrina judaica comum, de que haveria um período geral de tribulações, em todos os sentidos, quando se aproximasse o fim da presente dispensação (ver 1 Ped. 4: 12 e Apo. 3: 10 quanto a essa mesma idéia, nas páginas do N.T.).

    Deus não tenta a homem algum para a prática do mal (ver Tiago. 1:12), embora ele permita que as tribulações nos sobrevenham (ver Mal. 6: 13), e destas últimas o Senhor Jesus orou pedindo livramento. Satanás foi capaz de tentar ao Senhor Jesus com o mal; nada disso o diabo jamais teria podido  fazer, sem a permissão divina.

    11.O Dilema Humano

    Condição humana. As tentações (induções) à prática do mal ou “tribulações” são “humanas”. Isso significa apenas que pertencem aos homens, comuns a seu nível, comuns à sua experiência terrena, pelo que também não podem ser algo extraordinário e avassalador para nós. Desde o princípio da história humana, os homens têm sofrido das mesmas formas de testes; não existem tribulações novas,

    que nos surpreendam devido à sua novidade. Os homens da antiguidade foram atingidos por toda a sorte de desastres. Outro tanto sucede conosco. Os homens antigos foram vitimados por todas essas calamidades; e outro tanto pode suceder conosco. As tentações vitimaram os homens antigos; e podem vitimar-nos se não exercermos a autodisciplina. Contudo, as tentações que nos assediam são

    adaptadas para as forças humanas, para as condições humanas. Temos sido armados com os meios que nos capacitem a derrotar tais tentações; e assim poderemos fazê-lo, se nos valermos dos meios postos à nossa disposição. Podemos ser vitoriosos ou totalmente derrotados elas tentações; podemos ser até mesmo destruídos, espiritualmente falando, ou podemos usá-las como degraus que nos elevam a um desenvolvimento espiritual mais elevado. Podemos encontrar homens pertencentes a ambas as categorias, na Igreja cristã. Não parece que Paulo estivesse contrastando duas formas de tentação, a humana e a demoníaca, porquanto até mesmo as tentações demoníacas assaltam os crentes, conforme aprendemos em Efé, 6:12 e ss.

    Não obstante, sem importar a fonte de onde elas provêm, continuam sendo humanas, no sentido que são comuns à experiência humana, não transcendendo ao poder da vontade humana, contanto que o homem seja ajudado pelo Espirito Santo.

    O apóstolo dos gentios, portanto, dizia que podemos triunfar; mas que esse triunfo não é necessariamente

    inevitável ou fácil. A experiência humana mostra-nos que tal vitória não é fácil.

    111. Deus é Fiel

    Ele é fiel pelas razões expostas; em seguida Ele exerce controle sobre todas as tentações que sobrevêm ao crente em sua vida, Ele permite somente aquelas tentações que podem ser toleradas, sem importar se essas assumem a forma de testes, de sofrimentos, de perseguições ou de incitações para a prática do mal. Além disso, Deus provê sempre um meio de escape, quando somos assediados pelas tentações, desviando aquelas outras que, de modo algum, poderíamos suportar. Sim, Deus é fiel no sentido de “digno de confiança”, como alguém em quem se pode confiar, no que diz respeito a essa questão das tentações.

    IV. A Vitória é Possível

    Não sejais tentados além das vossas forças. Um crente conta com reservas de forças até mesmo para enfrentar os poderes espirituais malignos. Não obstante, compete-lhe utilizar-se de certos meios para desenvolver esses recursos, a fim de que possa usá-los prontamente quando isso se tomar necessário.

    Precisa ter certo nível de espiritualidade, desenvolvido mediante a oração, a meditação, a comunhão com o Espírito Santo, a transformação segundo a imagem moral de Cristo. O próprio Cristo é o exemplo supremo das reservas de forças espirituais que resguardam o homem de Deus contra qualquer modalidade de tentação. As passagens de Heb. 2: 18 e 4: 15 mostram-nos que Jesus foi tentado em todos os pontos em que também o somos, embora jamais tivesse cedido ao pecado. Cristo Jesus não pecou, não porque não pudesse fazê-lo; pois, nesse caso, não serviria de exemplo e de consolo para nós. Mas não pecou porque o seu desenvolvimento espiritual, através da presença do Espírito Santo, era tão grande que foi capaz de resistir às formas mais variegadas e difíceis de tentação, incluindo a “incitação ao pecado”, as tribulações”, as “perseguições”, e os “momentos difíceis”.

    V. Por que é Importante Resistir à Tentação

    1. A tentação, se não for dominada, destrói a fibra moral. Mas, uma vez que lhe oferecemos resistência, isso melhora a qualidade moral do nosso ser. Aquele hino que diz: “Cada vitória te ajudará a outra vitória conquistar”, encerra grande verdade.

    2. Há uma bem-aventurança especial pronunciada em prol daqueles que resistirem às tentações, a saber, a “coroa da vida”, e isso por promessa de Deus (ver Tia. 1: 12).

    3. Isso significa que a santificação conduz à glória, o que é um tema ensinado em vários lugares do N.T. (Ver Mal. 5:48 eliTes. 2:13). Por conseguinte, a transformação moral é que nos leva à transformação metafisica, dentro da qual chegamos a compartilhar da própria natureza do Filho (ver li Cor. 3:18).

    4. Os testes, por si mesmos, podem ser forças que nos ajudam em nosso desenvolvimento espiritual, Tiago expressou essa mesma idéia de maneira um tanto mais poética, ao dizer: Bem-aventurado o homem que suporta com perseverança a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu aos que o amam (Tia. I: 12). Sim, a verdadeira bem-aventurança espiritual é conferida ao homem digno de receber a coroa da vida, isto é, o dom da vida eterna, com a consequente participação em tudo quanto Cristo é e tem, a glorificação em Cristo. A resistência às tentações, em suas variegadas formas, aumenta o poder do crente. Mas ceder ante as mesmas destrói as defesas espirituais dos remidos.

    VI. Meios para Escapar

    No original grego temos “o livramento”, com o artigo definido, o que certamente indica o meio de escape. Mui provavelmente isso quer dizer que no caso de cada tentação, manifestar-se-á alguma maneira pela qual podemos escapar ao mal, algum meio que nos capacite a suportar a dor e a tristeza. O “meio de escape” é sempre adaptado a cada circunstância. O pecado se faz presente e é poderoso; nenhum indivíduo escapa à tentação à prática do mal. Mas esse não é o “escape” prometido. Testes de ordem física e espiritual, grandes tragédias, são acontecimentos poderosos, debilitadores, desencorajadores, algumas vezes avassaladores; mas Deus sempre se mantém próximo do crente. Paulo promete aqui alguma ajuda divina em cada caso, embora não especifique exatamente o que devemos esperar. E essa ajuda será tão variegada como as tribulações.

    “Ele (Deus) conhece os poderes que nos conferiu, bem como quanta pressão somos capazes de resistir”. Deus ordena as provações de tal modo que ‘sejamos capazes de suportá-las’. O ‘poder’ é conferido paralelamente com a tentação, embora a resistência não nos seja proporcionada; essa resistência depende de nós mesmos”, (Robertson e Plummer,).

    A parte seguinte do presente versículo deixa entendido que o ‘escape’ só aparece através da ‘resistência’ e da persistência do crente.

    ” … de sorte que a possais suportar….”. Notemos que não nos é dado o “escape” por meio da ausência de toda a tentação; nem nos é outorgado o “escape” porque estamos livres da tribulação. Antes, esse “escape” nos é proporcionado ‘porque’ temos podido resistir e chegar ao triunfo. Somente essa forma de escape e de disciplina é que pode produzir qualquer crescimento cristão substancial.

    “Com freqüência, o único ‘escape’ se verifica através da ‘resistência’. Ver Tia. I: 12”. (Vincent, in loc.).

    Fechem-se em um ‘cul de sac’ os desesperos de um homem; mas que ele veja uma porta aberta para sua saída; e ele continuará lutando, levando a sua carga.

    A palavra grega ekbasis (escape) significa saída, escape para longe da luta. Logo em seguida aparece upengkein (sustentar debaixo de algo), em que esta última ação é possibilitada pela esperança relativa àquela primeira.

    Fonte: Norman Champlin

     

     

     

  • Lição 5 – Aprendendo a resistir às tentações com Jesus

    Lição 5 – Aprendendo a resistir às tentações com Jesus

    Texto Bíblico

    Lucas 4 1-12

    E Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto;

    Nós nos enganamos quase sempre achando que o Espírito Santo, sempre nos guiará para junto de águas e nos dará repouso, conforme  o salmo 23.2: Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranquilas. Mas como podemos observar neste versículo quem levou Jesus ao deserto foi o Espirito Santo.

    Por desertos todos nós passamos mais o importante e como e o que te levou ao deserto.

    E quarenta dias  foi tentado pelo diabo, e naqueles dias não comeu coisa alguma; e, terminados eles, teve fome.

    A bíblia relata que Jesus foi tentado no deserto por quarenta dias, e os evangelhos só narram o final destes, sabemos pelas escrituras que Jesus foi tentado em tudo, apesar de não há relatos específicos de todas as tentações que o Mestre passou o autor aos Hebreus nos afirma: Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer- se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Hb 4.15 .

    E disse-lhe o diabo: Se tu és o Filho de Deus, dize a esta pedra que se transforme em pão.

    O Diabo agiu onde Jesus tinha necessidade, veja no final do versículo anterior diz claramente que Jesus teve fome. Nos momentos de dificuldades e necessidades e o momento propício para o inimigo atacar.

     Outra estratégia do inimigo e usar a dúvida quanto a Deus e ao nosso posicionamento em Cristo. Repetindo a primeira tentação, feita  no paraíso (Gn 3.1) Ele questiona: ‘Se tu és”.

    E Jesus lhe respondeu, dizendo: Está escrito que nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra de Deus.

    Aqui Jesus usa Dt. 8:3, E nos ensina que homem precisa de alimento, mas o alimento não serve para todas as necessidades. A gratificação material dos apetites não pode nunca satisfazer os mais profundos anseios do espírito humano.  

    A expressão o homem nos lábios de Jesus lembra Satanás de que Jesus, embora seja o Filho de Deus, está decidido a cumprir integralmente as condições da existência humana. Como todos os seres humanos, ele deseja rogar diariamente ao Pai pelo pão, esperando-o da mão Dele.

    Conhecer e obedecer a Palavra de Deus é arma eficaz contra a tentação, a única ofensiva provida na “armadura” de Deus (Ef 6:17)

    E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo. E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória; porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero. Portanto, se tu me adorares, tudo será teu

    O tentador afirma que toda a esfera de poder e glória terrestre lhe foram entregue. Por isso também poderia passá-la adiante segundo seu bel-prazer. O diabo exige de Jesus que o adore e em troca oferece esta glória. Aqui vemos novamente ele usar uma meia verdade como lá no princípio ele também usou, e continua a usar através das seitas e heresias que são camufladas de meias verdades. De fato o Diabo, naquele momento tinha o domínio do mundo, pois havia tomado do homem este domínio, quando o homem se sujeitou a sua vontade em rebelião a Deus. Mas está era a missão de Cristo resgatar o mundo para Deus, então aqui o tentador mostra um atalho, sem passar pela cruz, para Cristo resgatasse o mundo. E quantos hoje também não abandonam a cruz em busca de um Evangelho de facilidades?

    E Jesus, respondendo, disse-lhe: Vai-te para trás de mim, Satanás; porque está escrito: Adorará ao SENHOR teu Deus e só a ele servirá.

    Jesus aqui não chamou o Diabo de mentiroso, e deixa explicitamente o propósito de seu ministério que é o de glorificar o Pai e fazer toda a vontade do Pai, custe o que custar, citando Dt. 6:13.

    Levou-o também a Jerusalém, e pô-lo sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo; Porque está escrito: Mandará aos seus anjos, acerca de ti, que te guardem, E que te sustenham nas mãos, Para que nunca tropeces com o teu pé em alguma pedra. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Dito está: Não tentarás ao Senhor teu Deus.

    Aqui Satanás utiliza as Escrituras no  Salmo 91 preferidos por muitos cristãos  que mostrar o cuidado de Deus para com o seu povo, e então usa o para  incitá-lo a usar o poder de Deus em demonstrações sensacionalista, pois se Jesus pulasse, e descesse flutuando no meio do povo ele seria aclamando, o Messias segundo os parâmetros judaicos, que esperavam o Messias em grande glória.

    Mas Jesus o repreende  e chama a intenção do diabo de tentar a Deus. Aqui o idioma grego apresenta um termo mais intenso do que simplesmente peirázein = tentar (como no v. 2). Aqui aparece ekpeirázein. Talvez possamos reproduzir a intensificação com “desafiar insolentemente a Deus”.

     Mas o sensacionalismo nunca perdura. O duro caminho do serviço e do sofrimento leva à cruz, mas depois da cruz à coroa.

    A Tentação

    A palavra tentação segundo o dicionário Strong  πειραζω peirazo. Significa:  tentar para ver se algo pode ser feito, tentar, fazer uma experiência como teste: com o propósito de apurar sua quantidade, ou o que ele pensa, ou como ele se comportará, ou testar alguém maliciosamente; pôr à prova seus sentimentos ou julgamentos com astúcia , tentar ou testar a fé de alguém, virtude, caráter, pela incitação ao pecado e instigar ao pecado.

    A condição do homem ser tentado, não veio após a queda pois já na criação, Adão e Eva foram tentados, e foram tentados numa condição em que não hávia pecado eles eram puros, e teriam condições suficientes para rejeitar a tentação, assim como nós temos essa mesma condição de resistirmos a tentação.

    A tentação no Éden foi permitida para prover um teste pelo qual o homem pudesse, amorosa e livremente, escolher servir a Deus e dessa maneira desenvolver seu caráter. Sem vontade livre o homem teria sido meramente uma máquina.

    Portanto todos nós somos tentados e ser tentado não é pecado, pecado e gerado quando se cede a tentação, e todo ser humando tem condições de resistir as tentações, e muito mais os cristãos nascidos de novo que possuem o Espírito de Deus, habitando em seu corpo.

    Alguns principios sobre a Tentação

    1 – Deus não é o agente tentador

    Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta. Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Tg 1:13,14.

    Frequentemente as pessoas que vivem para Deus se perguntam por que ainda têm que suportar as tentações. Deus prova às pessoas mas não as prova para as conduzir ao pecado. Permite que Satanás as tente a fim de refinar sua fé e as ajudar a crescer  em sua dependência de . Podemos suportar a tentação do pecado se pedirmos a Deus fortaleça e decidimos atuar em obediência a sua Palavra.

    Tiago provavelmente tinha em mente a doutrina judia do Yetzer ha ra’, “impulso do mal”. Alguns judeus arrazoavam que tendo Deus criado tudo, devia também ter criado o impulso do mal. E considerando que é o impulso do mal que tenta o homem ao pecado, em última análise é Deus, que o criou, o responsável pelo mal. Tiago aqui refuta a idéia. Deus não pode ser tentado pelo mal, e ele mesmo a ninguém tenta.

    É muito fácil e cômodo  condenar a outros e nos desculpar pelos maus pensamentos e pela conduta equivocada. Algumas desculpa podem ser: (1) é a culpa da outra pessoa; (2) não o pude resistir; (3) todos o fazem; (4) foi sozinho um engano; (5) ninguém é perfeito; (6) o diabo me obrigou a fazê-lo; (7) fui pressionado; (8) não sabia que era mau; (9) Deus me estava tentando. Uma pessoa que apresenta desculpas procura passar sua culpa a algo ou a alguém. Um cristão, entretanto, aceita sua responsabilidade por seus enganos, confessa-os e pede o perdão de Deus.

    Em vez de acusar Deus pelo mal, o homem deve assumir a responsabilidade pessoal dos seus pecados. É a sua própria cobiça que o atrai e seduz. Estas são, no seu sentido primário, palavras usadas na caça e na pesca que foram empregadas aqui metaforicamente.

    Necessidade de vigiar e orar.

    E não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém. Mateus 6:13

    Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.  Marcos 14:38

    E quando chegou àquele lugar, disse-lhes: Orai, para que não entreis em tentação. Lucas 22:40

    Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar. 1 Coríntios 10:13

    Recompensa

    Bem-aventurado o homem que suporta a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam. Tiago 1:12

    Assim, sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos, e reservar os injustos para o dia do juízo, para serem castigados; 2 Pedro 2:9

    Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra. Apocalipse 3:10

     

    Por: Dc. Eduardo Melo

     

  • Lição 04 – Aprendendo a confiar em Jesus

    Texto Bíblico Básico

    Mateus 6.25,28-34

    Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos(ansiosos) quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo [mais] do que o vestuário?E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam;E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, não vos [vestirá] muito mais a vós, [homens] de pouca fé?  Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos?Porque todas estas coisas os gentios procuram. Decerto vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas;Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas [coisas] vos serão acrescentadas.Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a [cada] dia o seu mal.

    Analisando o Texto Bíblico Básico

    Aqueles que não possuem recursos podem acabar sendo vítimas da preocupação causada pela falta de fé então o   Senhor Jesus nos orienta a não estarmos demasiadamente preocupados (ansiosos e angustiados) com as coisas básicas para a vida. Entre elas ele destaca vestes e alimentos e afirma que Deus irá suprir estas nossas necessidades, até por que ficar preocupado com estas coisas pode  1º danificar sua saúde,  2º dar lugar para que o objeto de sua angústia consuma seus pensamentos, 3º diminuir sua produtividade, 4º afetar negativamente a forma em que você trata a outros, e 5º reduzir sua capacidade de confiar em Deus.

    E bom ressaltar que aqui também não há uma proibição de previdência ou planejamento (confira com I Tm. 5:8; Pv. 6:6-8; 30:25), mas de ansiedade sobre necessidades básicas e diárias.

    Paulo tem uma palavra tranquilizadora: “Meu Deus suprira cada uma de vossas necessidades” (Filipenses 4:19).

    O antidoto de Deus para a preocupação, ansiedade, amor as coisas materiais, e muito simples confiar num Deus fiel. Deus ainda não falhou com seus filhos. Portanto, nao se escravize aos bens materiais de tal maneira que o amor a eles produza ansiedade em sua vida. Antes, confie em que o Pai amoroso cumprira o que prometeu. “Meu Deus, segundo a sua riqueza em gloria, ha de suprir em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades” (Filipenses 4:19).

    “Procurar o reino de Deus e sua justiça” significa procurar sua ajuda em primeiro lugar, saturar nossos pensamentos com seus desejos, tomar seu caráter como modelo e lhe servir e lhe obedecer em tudo. O que é o mais importante para você? Haverá pessoas, objetos, metas e outros desejos que compitam quanto a prioridade. Qualquer destes pode tirar Deus do primeiro lugar se você não decidir enfaticamente lhe dar o primeiro lugar em todos os aspectos de sua vida.

    Texto Áureo

     

    1Pe 5:7 …lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.

    A ansiedade é considerada pelos psicólogos como um dos grandes males que assolam a nossa sociedade contemporânea. Como o maior psicólogo da história Jesus em seu sermão no monte analisa a origem, a causa e como enfrentar e vencer está inquietude da alma humana. Somos sempre convidados pela Escritura Sagrada a pensar para depois agir.

    I)COMPREENDENDO A ANSIEDADE

    A palavra Ansiosos usada por Jesus em Mt 6.25, vem do grego “ME MERIMNATE”, que significa “Estar indevidamente preocupado, ter ansiedade ou estar em ansiedade desnecessária”. Originalmente tem o sentido de “Distrair”, ficando subentendido a idéia de “Duplicidade”. A idéia básica é que a mente procura seguir em duas direções ao mesmo tempo, resultando em confusão e certa dose de sofrimento. Está palavra originalmente também foi usada quando Marta estava distraída com o seu serviço e não valorizou a presença de Jesus em sua casa (Lc 10.40). Na parábola do semeador quando a semente e abafada com os cuidados, riquezas e deleites da vida (Lc 8.14). O apóstolo Paulo finalizando a sua epistola aos cristãos em Filipos os exorta a fugir da ansiedade (Fp 4.6). No dicionário de medicina, a ansiedade é o termo usado para definir apreensão de perigo e temor, acompanhada por inquietude, tensão, taquicardia e dispnéia não ligada a um estímulo claramente identificável. No idioma inglês é “WORRY” que tem origem no anglo saxônico e significa “Estrangular ou Sufocar”. A ansiedade é a sensação desagradável e sufocante que experimentamos em momentos de medo, aborrecimentos ou problemas.

    II) ALGUNS TIPOS DE ANSIEDADES:

    2.1. ANSIEDADE AGUDA – Aparece de repente, vem com grande intensidade, mas de pequena intensidade.

    2.2. ANSIEDADE CRÔNICA – É persistente e de longa duração, mas de pequena intensidade.

    2.3. ANSIEDADE NORMAL – Manifesta-se quando existe uma ameaça real ou uma situação de perigo. Ela pode ser controlada e reduzida, quando as circunstâncias exteriores se modificam.

    2.4. ANSIEDADE NEURÓTICA – Sentimentos exagerados de desespero e medo, mesmo quando o perigo é pequeno ou inexistente.

    2.5. ANSIEDADE MODERADA – É desejável e sadia. Motiva e ajuda as pessoas a evitarem situações de perigo, levando a um aumento da eficiência.

    2.6. ANSIEDADE INTENSA – Pode diminuir o período de atenção, dificultar a concentração, afetar negativamente a memória, prejudicar a capacidade de realização, interferir na solução de problemas, bloquear a comunicação eficaz, despertar o sentimento de pânico e algumas vezes causar sintomas físicos desagradáveis, tais como paralisia ou terrível dor de cabeça.

    III) ALGUMAS CAUSAS POSSIVEIS DA ANSIEDADE:

    3.1. SOCIAIS – Cuidado excessivo com a vida, acumulo de bens, dividas, ameaças, separação, guerra e violência.

    3.2. EMOCIONAIS – Medo, insegurança, desesperança, preocupações excessivas, baixa auto-estima.

    3.3. DROGAS – Licitas ou ilícitas.

    3.4. ESPIRITUAIS – Fé vacilante.

    3.5. PROFISSIONAL – Questionamento da sua competência, desemprego, etc…

    IV) ALGUNS SINTOMAS DA ANSIEDADE:

    4.1. FISICOS – Sudorese, fadiga, cefaléia, taquicardia e nervosismo.

    4.2. EMOCIOMAIS – Medo, gagueira, tremores, tiques faciais, palpitações, confusão mental

    Dificuldade para relaxar e insônia.

    4.3. ESPIRITUAIS – Dificuldade para orar e estudar a Bíblia.

    V) TRATAMENTO PARA ANSIEDADE:

    Em alguns casos procurar um especialista, usar remédio, caminhada, leitura de bons livros.

    VI) DIAGNÓSTICO DE JESUS SOBRE A ANSIEDADE:

    6.1. AS CAUSAS DA ANSIEDADE:

    6.1.1. A ansiedade é gerada por causa da preocupação com as necessidades básicas da vidaPor isso vos digo: Não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir” (Mt 6.25). Isto é uma verdade comprovada no dia a dia da nossa sociedade as pessoas ficam densas, preocupadas e amedrontadas diante das suas necessidades. O Mestre não ensina o descuido com a vida, mas o perigo excessivo com as necessidades que rouba o prazer de desfrutar da vida. A ansiedade segundo as Escrituras Sagradas é um mal que afetaria a humanidade nos últimos dias (Lc 21.25,26; 17.26-28).

    6.1.2. A ansiedade é a preocupação com o futuro “Portanto, não andeis ansiosos pelo dia de amanhã” (Mt 6.34). Toda a ansiedade esta relacionada com o amanhã, mas é experimentada no hoje. Ficamos preocupados no hoje sobre alguma coisa que pode acontecer no futuro. Precisamos aprender a viver o hoje confiando na infinita misericórdia de Deus para com a nossa vida amanhã.

    6.1.3. A ansiedade pode estar fundamentada em uma impossibilidade “Qual de vós poderá, com as suas preocupações, acrescentar uma única hora ao curso da sua vida?” (Mt 6.27). A ansiedade nos leva ao nosso limite de acharmos que podemos alterar uma situação que se apresenta diante das nossas vidas. O evangelista Lucas acrescenta que Jesus ensinou que o homem não pode fazer nada para mudar as coisas mínimas em sua vida (Lc 12.25,26), sendo necessário procurar uma vida com Deus. A ansiedade não altera as condições da vida e nem aumenta a sua duração. O côvado era usado como medida linear, mas também como medida de tempo, nesta passagem está relacionada ao tempo.

    6.1.4. A ansiedade é uma emoção que precisamos aprender a não aceitar “Portanto, não andeis ansiosos, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: com que nos vestiremos?” (Mt 6.31). Jesus não ensina uma simples negação de palavra, mas nos inspira a atitudes que nos levarão a triunfar sobre a nossa inquietação, começando no esforço de não aceitar a ansiedade.

    6.2. COMO ENFRENTAR A ANSIEDADE:

    6.2.1. A ansiedade se vence com a fénão vestirá muito mais a vós, homens de pequena fé” (Mt 6.30). A fé triunfa sobre as preocupações que querem nos sufocar. Observe que ela pode ser pequena mais deve se desenvolver até possuirmos muita fé (Mt 8.10) e chegarmos a possuir uma grande fé (Mt 15.28).

    6.2.2. Mudando o nosso hábito (Mt 6.33,34). Nestes versículos Jesus nos ensina a mudar os nossos hábitos, o ansioso busca as suas necessidades enquanto os servos de Deus aprenderam a buscar em primeiro lugar o Reino e a sua justiça e descansar na provisão diária de Deus para a sua vida. Na verdade não seremos omissos com os nossos deveres e necessidades, mas não permitiremos que a nossa vida gire em torno das nossas necessidades, mas em Deus.

    6.2.3. Aprendendo a confiar no cuidado de Deus por nossas vidas (Mt 6.26-30). Jesus usa o método áudio visual para trazer um profundo ensino sobre o cuidado de Deus para com a sua criação. Deus cuida de todos os animais providenciando sustento (Sl 104.10-30), sustenta as estrelas com o seu poder (Is 40.26) e tudo que vive nos céus, mares e terra com vida (Ne 9.6). Assim todo o salvo pode descansar na provisão de Deus para a sua vida (Sl 37.25; Fp 4.19).

    6.2.4. Nunca esquecer que servimos a Deus que é o nosso Pai (Mt 6.30,32). A nossa preocupação nunca pode roubar a nossa convicção que não estamos sozinhos, mas que estamos protegidos pelo nosso Pai que conhece as nossas necessidades (Mt 6.8), que por estar no céu supre o nosso pão de cada dia (Mt 6.9,10) e assim é poderoso para dar o melhor para os seus filhos (Mt 7.9-11). Ainda hoje podemos ouvir a doce voz de Jesus dizendo “Não temas, ó pequeno rebanho, pois a vosso Pai agradou dar-vos o reino” (Lc 12.32).

    6.2.5. Mudança de foco na vida (Mt 6.25,31,33) – Jesus deixa evidente que o foco errado pode nos desgastar e estressar produzindo o medo em relação ao futuro. Quando aprendemos a focar naquilo que produzirá descanso então as pressões da vida serão controladas e viveremos triunfantemente.

    6.2.6. Somos igreja e não gentiosPois os gentios procuram todas estas coisas. De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas elas” (Mt 6.32). O termo gentio era usado em relação a pessoas de outras nacionalidades que não fosse à israelita. Nesta passagem corresponde a todas as pessoas que não servem a Deus, sendo comparadas por Isaias como o mar agitado que não possui paz (Is 57.20,21). Como igreja precisamos vigiar, pois estamos na última hora para o glorioso enlace matrimonial e não podemos deixar que a ansiedade venha nos controlar como o Mestre nos alertou (Lc 21.34).  Precisamos compreender que estamos debaixo do amor e provisão divina e não precisamos como os ímpios vivermos oprimidos pelas necessidades da vida.

    6.2.7. Precisamos contemplar aquilo que Deus tem feito em nosso favor (Mt6.26,28).  Jesus chama a atenção para que nunca venhamos tirar os nossos olhos das suas gloriosas provisões e assim leva os seus discípulos a visualizar com cuidado as suas provisões no dia a dia na natureza.

    3. PERIGOS DA ANSIEDADE:

    3.1. A preocupação que produz dor e sofrimento – Mt 6.34.

    3.2. Rouba e impede o desenvolvimento da nossa fé – Mt 6.30,31; Lc 8.14.

    3.3. Ficamos distraídos – Mt 6.25,28,31; Lc 10.40,41.

    3.4. Perda de tempo – Mt 6.27; Ef 5.15,16.

    3.5. Inquietação – Lc 12.29; Jó 30.27.

    3.6. Confusão diante do amanhã – Mt 6.34; Is 30.15.

    3.7. Abatimento e doenças – Mt 6.25; Pv 12.25; 17.22.

    VII) PRINCIPIOS BÍBLICOS PARA TRIUNFAR SOBRE A ANSIEDADE:

    7.1. Pratique a oração – Fp 4.6.

    7.2. Cultive a alegria – Fp 4.4; Pv 15.13,15; 17.22.

    7.3. Pratique a moderação na vida – Fp 4.5.

    7.4. Viva em paz- Fp 4.7.

    7.5. Cultive pensamentos virtuosos – Fp 4.8.

    7.6. Aprenda a viver com as situações adversas – Fp 4.11-13.

    7.7. Confie em Deus – Sl 37.3.

    7.8. Agrada-te do Senhor – Sl 37.4.

    7.9. Entregue o teu caminho ao Senhor – Sl 37.5.

    7.10. Descansa no Senhor – Sl 37.7.

    7.11. Centralizar o pensamento em Deus – Is 26.3.

    7.12. Cultive a esperança – Lm 3.19-21.

    7.13. Entregue a Deus toda a sua ansiedade – 1Pe 5.7; Sl 55.22.

    7.14. Concentre-se na solução e não no problema – Mt 14.22,23.

    7.15. Vença o medo com Deus – Is 41.10.

    7.16. Glorifique a Deus em tudo – Cl 3.17.

    7.17. Precisamos confiar os nossos projetos a Deus – Tg 4.13-17.

    7.18. Confie no sustento do Senhor – Dt 8.

    7.19. Escolha a melhor parte estar com Jesus – Lc 10.41,42; Sl 27.4.

    7.20. Uma mente abundante com a Palavra de Deus – Cl 3.16.

    CONCLUSÃO: Somos bem aventurados porque podemos pautar a nossa caminhada diária nos gloriosos ensinos de Jesus.

     

  • Lição 3 – Aprendendo a perdoar com Jesus

    1. Palavras Envolvidas

    No hebraico, temos a considerar quatro palavras, e,no grego, também quatro, a saber: ”

    1. Salach , perdoar… Verbo “hebraico usado por quarenta e seis vezes, conforme se vê, por exemplo, em Núm. 30:5,8,12; I Reis 8:30,34,35,39,50; 11 c-e. 6:21,25,27,30,39; Sal. 103:3; Jer. 31:34; 36:3; Dan.9:19; Amôs 7:2.

    2. Sallach, perdão. Substantivo hebraico usado por uma vez: Sal. 86:5.

    3. Kaphar, cobrir. Palavra hebraica usada por cerca de dez vezes com o sentido de “perdoar.., embora seja palavra traduzida, principalmente, por  expiar… Ver, por exemplo, Sal. 78:38; ler. 18:23;Deut. 21:8; II c-e. 30:18; Lev. 8:15; Eze. 45:15,17; Dan.9:24.

    4. Nasa, levantar.., perdoar. Palavra hebraica usada por cerca de treze vezes com o sentido de «perdoar..: Gên, 50:17; Êxo, 10:17; 32:32; 34:7; Núm. 14:18,19; I Sam.25:28; Sal. 25:18; 85:2; Isa. 2:9.

    5. Apbiemi, deixar ir.., «perdoar… Termo grego usado por cento e quarenta e cinco vezes no NT, desde Mat. 3:15 até Apo. 11:9.

    6. Âphesis, perdão.  Substantivo grego empregado por dezessete vezes: Mat. 26:28; Mar. 1:4; 3:29; Luc.1:77; 3:3; 4:18 (citando Isa. 61:1); 4:18 (citando Isa, 58:6); 24:7; Atos 2:38; 5:31; Efe. 1:7; Cal. 1:14; Heb.9:22; 10: 18.

    7. Charizomai, ser gracioso com.., uma palavra grega utilizada por vinte e duas vezes: Luc. 7:21,42,43; Atos 3:14; Rom, 8:32; I Cor. 2:12; 11 Cor. 2:7,10; Gál. 3:18; Efé. 4:32; Fil. 2:9; Col. 2:13; 3: 13; File. 22.

    8. Apolúo; soltar.., perdoar… Verbo grego que ocorre por apenas urna vez com o claro sentido de perdoar, em Luc. 6:37. Significa em outros lugares soltar, deixar, dívorciar-se, etc.

    2. Características Gerais

    O perdão pode ser um ato Divino, que resulta no perdão do transgressor humano. Por igual modo, um ser humano pode perdoar a outro. O perdão dos pecados é uma prerrogativa divina (Sal. 130:4). Jesus Cristo recebeu o poder de perdoar da parte do Pai (Mat. 2:5) Um perdão pleno, gratuito e eterno é oferecido a todos quantos se arrependerem e crerem no evangelho, contanto que disso resulte uma verdadeira mudança na vida e na alma, e não apenas uma profissão de fé. Ver Atos 13:38,39; I João 2:12.

    Os crentes devem perdoar àqueles que os ofendem, de modo imediato, abundante, definitivo, porque esse perdão deve imitar o ato divino (Luc. 17:3,4). Isso precisa ser feito, pois, de outra forma, não podemos esperar que o  Senhor nos perdoe (Mat. 6:12-15; 18:15-35). Alguns chamam isso de base legal; mas aquele que retém o ódio em seu coração está longe de ter endireitado os seus caminhos diante de Deus, e, assim, continua levando o seu pecado.

    Por outro lado, aquele que foi verdadeiramente regenerado possui a  atitude de perdão, como uma de suas qualidades essenciais. Se assim não for, é que aquele individuo  nunca  foi, realmente, regenerado.

    O perdão é um ato da alma mediante o qual a pessoa ofendida permite que o seu ofensor fique livre, esquecendo-se então da ofensa. Deus requer, na maioria dos casos, embora nem sempre, que o ofensor se arrependa, que haja perdão e que haja reparação pelos danos causados, sempre que isso for possível. Essa é uma condição básica; mas o puro amor de Deus cobre uma multidão de pecados quando o individuo não é capaz de corrigir o erro praticado ou de restaurar o danificado (Rom, 5:5-8).

    Mesmo quando essas condições não podem ser preenchidas, o perdão divino é dado somente se o indivíduo, em imitação ao Senhor, for gracioso, amoroso, disposto a perdoar a seus ofensores. Textos como os de Mal. 6:12; 18:23-35; Mar. 11:26 contêm esses ensinamentos, enfaticamente.

    3. A Ênfase da Fé Cristã

    A fé cristã é supremamente destacada por sua ênfase sobre o perdão, mais do que as outras grandes religiões do mundo. Assim sucede porque o grande Profeta do Cristianismo, o Cristo, em sua morte e ressurreição forneceu aos homens os próprios meios do perdão. Esse elemento faz parte do significado da missão do Filho. A fé cristã também salienta que o perdão nos é dado da parte de um Pai misericordioso, quem é a fonte de toda vida e existência. Quanto a referências bíblicas sobre esse oficio de Cristo, ver Efé. 4:32; Atos 5:31; 13:38; Mar. 2:10; I João 1:9 e, especialmente, Efé. 1: 7. Este último trecho ensina: …no qual (Amado, Cristo) temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça.

    4. Ensino Bíblico Sobre o Perdão

    A. No Antigo Testamento.

    1. O elaborado sistema de sacrifícios do Antigo Testamento estava diretamente vinculado à ideia de expiação e, consequentemente, de perdão. Apesar de certos trechos do Novo Testamento, como Rom. 3:25, darem a entender que o perdão divino, no Antigo Testamento, estava condicionado ao futuro ministério de Cristo, não há que duvidar que os israelitas, nos dias do Antigo Testamento, pensavam que seus sacrifícios eram eficientes para o perdão de seus pecados, mediante a expiação.

    2. As ofensas são vistas como perdoadas, e o perdão é encarado como um ato da graça divina, que deve ser recebido com profunda gratidão. O pecado merece ser punido, e o perdão é uma medida da graça e da misericórdia divinas. O recebimento desse beneficio deveria criar o senso de temor no coração dos homens, ver Sal. 130:4; Deu. 29:20; 11 Reis 24:4; Jer. 5:7 e Lam. 3:42, quanto às ideias aqui expressas.

    3. Somente Deus tem a prerrogativa de perdoar aos homens (Deu. 9:9). A única maneira como o homem pode perdoar é indiretamente, mediante a pregação do evangelho. Os que aceitarem a mensagem cristã serão perdoados por Deus. Ver João 20:23. Mas os apóstolos nunca perdoaram pessoalmente senão a alguma ofensa pessoal contra eles, como qualquer crente pode fazer. No caso de pecados contra o Senhor eles deixavam a questão nas mãos de Deus.

    “Arrepende-te, pois, da tua maldade, e roga ao Senhor; talvez que te seja perdoado o intento do coração” (Atos 8:22).

    4. O perdão divino está alicerçado sobre a misericórdia, a bondade e a veracidade de Deus (Êxo, 34:6). O perdão torna-se impossível se Deus não se mostrar gracioso. E essa graciosidade divina, como é óbvio, manifesta-se exclusivamente através de Cristo e sua palavra.

    5. O perdão dado por Deus é completo. Ele afasta de nós os nossos pecados tanto quanto o Oriente se distância do Ocidente (Sal. 103:12). Ele lança para trás de suas

    costas as nossas transgressões, sem mais considerá-las (Isa. 38:17). Ele apaga as transgressões dos perdoados (Isa, 43:25; Sal. 51:1,9) e nunca mais relembra os seus pecados (Miq. 7:19).

    B. No Novo Testamento

    1. O pecador é perdoado, por sua vez deve perdoar aos que o ofendem (Luc. 3:37)

    2. O perdão depende diretamente da expiação de Cristo (Efé. 1:7; Rom. 3:25; 4:25; Mat. 26:28).

    3. A validade da expiação cerimonial, no Antigo Testamento, dependia do indivíduo considerar a sua participação espiritual na futura missão e expiação de Cristo (Rom, 3:25). No Novo Testamento, os povos gentílicos também são beneficiados, mediante a fé em Cristo, e não somente o povo de Israel (Atos 17:30,31). A descida de Cristo ao hades O Ped. 3:18 – 4:6) estende o beneficio da expiação de Cristo a todos os homens, oferecendo-lhes a salvação através do evangelho, conforme I Pedro 4:6 deixa claro:

    “… pois, para este fim foi o evangelho pregado também a mortos, para que, mesmo julgados na carne segundo os homens, vivam no espírito segundo Deus”.

    4. O continuo perdão dos pecados dos crentes, também depende diretamente da obra expiatória de Cristo (I João 1:9).

    5. O perdão está diretamente vinculado ao arrependimento (Miq. 1:4; Atos 2:38; Luc, 24:47).

    6. O perdão também está ligado à fé ou à confiança em Cristo (Atos 10:43; Tia. 5:15). O arrependimento e a fé servem de meios para o perdão. O mérito nunca é humano, mas somente em Cristo. Apesar disso, sem aqueles meios (arrependimento e fé = conversão) não haverá perdão, porquanto o mérito de Cristo precisa ser apropriado pelo homem.

    7. Visto que Deus perdoa gratuita e abundantemente, outro tanto deveriam fazer os crentes, sem nunca limitarem o número de vezes em que eles perdoam a seus ofensores (Mal. 18:22). Esse ensino, naturalmente, está muito acima da capacidade da maioria das pessoas e serve como um elevado ideal.

    8. O perdão repousa sobre a completa missão de Cristo, sobre a sua morte e ressurreição (Heb. 9:26; Rom.4:25).

    5- Reflexões sobre o Perdão

    A- Perdão não é esquecimento

    Se algum dia você foi traído em um relacionamento, ou se envolveu em uma briga familiar, ou até mesmo um amigo o deixou na mão, é impossível que tais fatos marcantes estejam esquecidos na memória do leitor, não é verdade?

    – Perdoar não é como se escrever em um quadro-negro e depois passar um apagador, e logo tudo está do mesmo modo que antes;

    – ou depois de redigir um longo texto no computador, simplesmente “deletar”.

    B -Perdão não é viver com mágoas

    – Não sendo esquecimento, o perdão também não se codifica no que diz respeito a mágoas. Do mesmo modo não adianta fingir que está “tudo bem”. Você pode tentar, mas uma hora a “bomba explode”.

    – Imaginemos uma calça. Você sem querer rasga um pedacinho, então com um pedaço de pano simplesmente remenda-a. Não muito tempo depois outro rasgo; outro remendo. Irá chegar um momento que não será mais possível remendar, você “explode”e joga a calça no lixo.

    – Assim é tentar reter mágoas e fingir que está tudo bem. Somente em um Ser você poderá superar esse vil sentimento, é buscar naquELE que “perdoa-me segundo o Seu grande amor”.Ne.13:22

    ORA,O QUE É PERDÃO?

    Perdão é a capacidade de você lembrar de uma ofensa, e mesmo assim não ter afetado o seu relacionamento mútuo.
    Para que isso aconteça, você deve observar as seguintes sugestões.

    A -Nunca use do assunto passado como arma de discussão

    – Acontece isso quando você guarda uma mágoa e finge tudo bem e quando você se vê apertado e sem nenhum argumento em uma discussão, “perde a cabeça”, e usa do assunto ( que você tinha esquecido) como arma.

    – discuta somente sobre o acontecimento atual.

    – não deixe de esclarecer todos os detalhes.

    – Para controlar seus impulsos emocionais, busque sempre a comunhão no doce e santo Espírito de Deus

    B-Não desconfiar que irá acontecer novamente

    – não é fácil, mas é o ideal a buscar.

    – Depois de perdoar, você não deve ficar desconfiado que ele(a) permanecerá no erro, e a qualquer momento o fará novamente. Essa desconfiança será um obstáculo no “processo do perdão”.

    – Dê à pessoa nova chance, dê voto de confiança.

    – Jesus deu o exemplo com Pedro.

    – Ele pode te ajudar.

    C-Não esperar que tudo se resolva de uma vez

    – Perdão é um ato instantâneo e ao mesmo tempo um processo.

    – instantâneo no sentido de consideração, mas exige tempo para a restauração.

    – Entenda melhor: Um ônibus desgovernado atinge um muro de concreto. É possível levantá-lo de uma só vez? Será necessário repor tijolo, quebrar algumas pontas e pedaços que sobraram, e construir gradualmente tudo de novo. Do mesmo modo, se preciso for, teremos que quebrar “alguns pedaços” do relacionamento para reconstrui-lo novamente.

    – Deus perdoou Adão e Eva no momento, mas a culminação só se dará no juízo final. Deus teve que quebrar até uns “tijolos” (não falaria mais face a face e até os expulsou do Jardim), mas para dar o perdão final.

     

  • Lição 2 – Aprendendo a orar com Jesus

    Os discípulos viram o Senhor em oração e reconheceram que como filhos de Deus, tinham a responsabilidade de orar. Mas não sabiam como fazê-lo. Assim, podiam ter procurado aprender a orar no ambiente que os cercava. Em vez de recorrer ao Senhor corno exemplo de uma vida vivida em comunhão com Deus, podiam ter recorrido ao mundo religioso para aprenderem a orar. Podiam ter voltado sua atenção para o fariseus, que eram grandes na oração. Podiam, inclusive, ter-se voltado para os devotos dos deuses pagãos para aprenderem algo deles sobre a oração.

    Ao instruir os discípulos numa vida de piedade, o Senhor devia desviar a atenção deles dos fariseus, que fixavam padrões religiosos para os judeus; devia desviá-la dos sacerdotes pagãos que serviam de modelo para muitos, e atraí-la para ele. Os fariseus eram mestres em usar Deus.

    Haviam descoberto como usá-lo para promover-se. Os fariseus eram egoístas e deleitavam-se em atrair as atenções sobre si. Não estavam interessados em fazer caridade para atender às necessidades do homem, mas usavam tal prática como oportunidade de exibir sua própria piedade de modo que os homens os estimassem.

    Os fariseus, baseados nos conhecimentos que tinham do Antigo Testamento, reconheciam a responsabilidade de orar. Entretanto, não se davam ao trabalho de examinar as Escrituras para ver como se devia orar, e por quê. Distorceram as formas e prática da oração de sorte que orar tornou-se outro meio de promover-se diante dos homens. Por isso o Senhor disse: “E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos dos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa”(Mateus 6:5). Ao condenar as falsas práticas dos fariseus, ele os chamou de “hipócritas”.

    A palavra hipócrita, no original, relaciona-se com o teatro. Significa “falar de sob uma máscara”. Os atores usavam uma máscara para que os espectadores pudessem identificar o personagem que estava sendo representado. Um ator desempenhava diversos papéis numa peça, e se equipava com um bom número de máscaras diferentes. Quando ele representava o papel de alguém, segurava essa máscara diante do rosto; quando desempenhava outro papel, trocava de máscara. Não se podia ver a face do ator; só se via a máscara. O auditório não conhecia a pessoa; conhecia apenas o papel que ela desempenhava. Hipócritas eram, portanto, indivíduos que falavam “de sob uma máscara”.

    Os fariseus hipócritas eram corruptos, e seus corações uma fonte de perversidade; mas traziam a máscara de piedade diante do rosto para enganar os homens e fazê-los crer que eram algo que realmente não eram.

    Isto era singularmente verdadeiro quando oravam, pois não o faziam para honrar a Deus. Não oravam para humilhar-se. Oravam para crescer no favor dos homens. E não buscavam a Deus quando oravam. Para eles a oração não tinha objetivo, a não ser que houvesse uma grande audiência que eles pudessem impressionar com sua piedade, oratória e longas orações. Lá estavam eles em pé, com seus mantos esplendentes, os olhos voltados não para os céus para honrar a Deus nem para a terra, significando sua desvalia. Muitos ficavam em pé, olhando para a multidão e, obtida a aprovação desta, consideravam-se bem-sucedidos na oração.

    Aos que pudessem modelar seu relacionamento com Deus segundo a hipocrisia dos fariseus, o Senhor disse: “E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças [isto é, onde os homens se ajuntavam], para serem vistos dos homens.” Os fariseus estavam usando a religião. Estavam usando Deus para fins egoístas, de modo que pudessem crescer na estima das pessoas.

    Uma vez que este era o motivo de suas orações, tinham seu desejo satisfeito. Queriam a estima dos homens, a aprovação, o elogio da multidão e por sua oratória recebiam tudo isso. Recebiam o que buscavam, já tinham sua recompensa. Não a de Deus, porque ele não aprovava tal hipocrisia.

    Não tinham recompensa no coração ou contentamento por haverem gozado da relação com Deus. Sua única recompensa eram os parabéns ao término da oração. Quão fácil é cumprir aparentemente nossa responsabilidade para com Deus a fim de obter a aprovação dos homens, e não para modelar nossas ações segundo a Palavra e a vontade de Deus.

    Embora a fé que o homem tem em Deus se manifeste em seu relacionamento com os homens, ela é um assunto entre o homem e Deus somente. Quando alguém usa a religião para impressionar os homens, Deus repudia esse gesto como provedor de qualquer base para sua aprovação. As multidões se congregam nas igrejas, não movidas por um coração de amore devoção a Deus, nem porque reconheçam um senso de obrigação de reunir-se com o povo de Deus em torno de sua Palavra para comungar com o Pai. Reúnem-se para manter uma imagem, uma reputação perante os homens. Praticam formas vazias de adoração, destituídas de realidade. Estão ali para impressionar os homens, e o Senhor disse que conseguem o que desejam. Recebem galardão, mas não de Deus.

    Os fariseus, em geral, não tinham a mínima idéia da oração em secreto. Era-lhes totalmente estranha. Consideravam-na um desperdício de tempo porque, se entrassem num quarto, fechassem a porta e orassem, a quem impressionariam? Por isso nosso Senhor instruiu os discípulos sobre o padrão de piedade na oração. Após mencionar a oração pública dosfariseus, ele disse: “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto [teu lugar secreto], e, fechada a porta [de modo que nenhum olho veja o que tu fazes a sós com Deus], orarás a teu Pai que está em secreto; e teu Pai que vê em secreto, te recompensará” (v. 6).

    O Senhor procurou impressionar seus ouvintes com a verdade de que a oração é, em essência, uma comunicação particular entre um filho e o Pai. Duas pessoas que se amam precisam de privacidade para comunicar-se adequadamente. Em público há pouca possibilidade de verdadeira comunicação. Muita coisa se pode comunicar em momentos de intimidade. No burburinho da vida é impossível a comunicação com o Pai, a menos que haja momentos a sós com ele. Por isso o Senhor disse que se a pessoa deseja comunicar-se com o Pai é preciso entrar no quarto e fechar a porta. Um olho curioso pode estragar a comunicação. Tão logo percebamos alguém a observar-nos, lá se vai a comunicação íntima, e nos preocupamos com o observador e não com o Pai, com quem falamos. Portanto, os fariseus não podiam comunicar-se com o Pai quando reuniam um auditório para ouvi-los a orar.

    Muitos podem tornar-se em um só quando os corações se unem em sujeição a Deus e se juntam em adoração. Se, porém, alguns não se unem, então a oração está prejudicada. A razão é que se precisa dar séria atenção à oração em público para que não conversemos uns com os outros em vez de fazê-lo com Deus.

    Os homens tinham não só o padrão estabelecido pelos fariseus que acreditavam na oração em público, mas também o padrão fixado pelos devotos dos deuses pagãos; para eles, a eficácia da oração dependia da repetição. Os pagãos pensavam que seus deuses estavam banqueteando e tinham de ser induzidos a deixar a mesa do banquete; ou estavam ocupados na busca do prazer e não tinham tempo para ouvir os que oravam a eles; ou estavam dormindo e tinham de ser despertados. Pensavam, pois, que deviam repetir e repetir suas orações porque nalgum momento, quando seus deuses não estivessem comendo, bebendo, divertindo-se ou dormindo, poderiam ouvir. Os pagãos nunca sabiam quando seus deuses ouviriam os seus clamores.

    No entender de alguns, Deus estava preocupado com seus próprios problemas e não tinha tempo para seus filhos; portanto, era melhor que orassem repetitivamente, porque em algum momento inesperado, podiam atrair a atenção divina. O Senhor disse: “E, orando, não useis de vãs [vazias] repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos” (v. 7).

    A falácia do conceito gentio de Deus é tão evidente que Jesus disse: “Não vos assemelheis, pois, a eles; porque Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais” (v. 8).

    Um pai fiel pressente as necessidades dos filhos. Um pai experiente não precisa ser informado da necessidade do filho porque ele a previu. A oração não se destina a informar a Deus de nossas necessidades; como Pai fiel, ele as conhece. A oração é para dizer a Deus que nós conhecemos nossa necessidade, e que confiamos nele para a devida providência. Uma vez que Deus já conhece a necessidade de seus filhos e está disposto a supri-la, não é preciso informá-lo pela repetição interminável. A oração não precisa ser pública, porque a comunicação se faz em secreto. Não há necessidade de repetições, porque Deus já sabe.

    Então, depois que Jesus criticou as falsas práticas dos fariseus, passou (vv. 9-13) a dar-nos um modelo de oração, embora não destinada a ser repetitória.

    Nosso Senhor mostrou aos discípulos as áreas da vida que devem ser objeto de oração. As palavras de nosso Senhor definiram cinco áreas de interesse de nosso Pai, com as quais devemos ocupar-nos.

    Primeiro, o crente está interessado na pessoa de Deus. “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado [santo, honrado, respeitado] seja o teu nome” (v. 9). Deus é nosso Pai. Ele é o soberano Criador (“que estás nos céus”). Ele é exaltado sobre todas as coisas. É um Pai cujo nome está acima de tudo, e sobre todos, perante quem seus filhos se curvam em reverência, respeito, amor e confiança (“santificado seja o teu nome”). Estamos ocupados, antes de tudo, com uma Pessoa.

    Segundo, devemos estar interessados no programa de Deus. “Venha o teu reino, faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu.” No Antigo Testamento Deus havia prometido a vinda do Senhor Jesus Cristo. Como Salvador e Rei, ele estabeleceria um reino na terra sobre o qual governaria. O programa de Deus concentrava-se numa Pessoa que ele pretendia entronizar de modo que governasse como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Tal era a esperança de Israel. O filho de Deus preocupa-se não tanto com seus próprios planos e desejos quanto com o definido plano de Deus de entronizar a Jesus Cristo. Toda a história até ao fim dos tempos encaminha-se para a entronização de Jesus Cristo, que se assentará no trono de Davi. O cristão preocupa-se não com suas próprias circunstâncias e necessidades, mas com aquilo que ocupa o coração de Deus: a exaltação de seu Filho.

    Terceiro, o filho de Deus está interessado na provisão de Deus para suas necessidades. “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje.” O filho confia no Pai dia a dia. Para manter-nos confiantes, Deus não enche nossa despensa e nosso “freezer” de modo que vamos a ele uma ou duas vezes por ano para reabastecer. “Dá-nos hoje o pão para hoje.” Nossas necessidades podem variar de um dia para o outro. Podemos ter necessidades físicas, mentais, emocionais ou espirituais. A graça de Deus prove quando confiamos, mas apenas um dia por vez. Por isso, o filho de Deus, em sua comunicação com o Pai, está interessado nas necessidades do dia.

    Quarto, o filho de Deus preocupa-se com a pureza pessoal: “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores.” Uma vez que Deus proporcionou o perdão para o filho pecador, esse filho beneficia-se do perdão para os pecados diários.  Se perdoamos aos que nos ofendem, quanto mais não perdoará Deus aos filhos que buscam seu perdão? O filho de Deus está interessado na santidade pessoal.

    Quinto, o cristão está interessado na proteção de Deus. “Não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal.” Segundo promessa do Antigo Testamento, Deus ordenaria a seus anjos que nos sustentassem em suas mãos para não tropeçarmos nalguma pedra. Os olhos de Deus estão sobre nós e nos protegem enquanto andamos neste mundo e nos tornamos coerdeiros com Cristo. Confiamos em que ele nos guarde de cair em pecado quando assediados pela tentação, e que nos livre quando atacados pelo maligno.

    Essas são questões com as quais o filho de Deus deve ocupar-se. Um indivíduo em cuja vida a oração não desempenha papel importante está em desarmonia com o coração de Deus. Pois, como Pai, ele deseja o amor dos filhos; se o amor não é comunicado, o coração daquele que ama não fica satisfeito. Oração é comunicação entre o filho e o Pai concernente à pessoa de Deus, ao programa de Deus, à provisão de Deus, à proteção de Deus, e à nossa pureza. Que Deus faça de nós pessoas que aprendam a orar.