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50 tons de pornografia
A pornografia tem sido tradicionalmente uma indústria que atende quase inteiramente aos homens. Sempre houve exceções, é claro, mas predominantemente eram homens que compravam revistas e vídeos numa era pré-digital e têm sido os homens que tornaram a pornografia uma indústria multibilionária na era da Internet. Se a indústria faz seu próprio caminho, está prestes a mudar.Nós tendemos a crer que homens são especialmente inclinados à sedução da pornografia. Homens tendem a ser estimulados visualmente, homens tendem a se masturbar mais na adolescência — nós ouvimos as razões. Mas considere isto: E se a relação entre os homens e a pornografia está relacionada a um tipo muito específico de pornografia? E se as mulheres não foram atraídas para a pornografia, pelo menos em parte, porque a indústria simplesmente não tentou criar e comercializar pornografia que apela primariamente a elas? E se isso está prestes a mudar?Mulheres, vocês precisam estar conscientes, pois os pornógrafos estão vindo atrás de vocês. Sim, vocês.Há muito que pode ser dito a respeito da série de livros 50 Tons de Cinza; o que está além de contestação é que os livros — que estão atualmente em 65 milhões de cópias — chocaram o mundo da publicação revelando a existência de um mercado antes inexplorado. O segredo está revelado: Há milhões de mulheres que lerão pornografia mesmo se elas tiverem pouco interesse em assistir pornografia. Editores, tanto comuns quanto pornográficos, estão anotando. Estão estudando o fenômeno 50 tons para ver como eles podem duplicá-lo, ou pelo menos aproveitar-se de seu sucesso. Como qualquer indústria, eles têm pesquisas e grupos de concentração e estatísticas, e infinitas quantidades de dados que primeiro medem, e depois transformam o comportamento.Um recente artigo na CNBC explica que a pornografia tradicional foi criada por homens, para homens. Esta pornografia tende a afastar qualquer coisa além do mais rudimentar enredo em favor da mais barulhenta exibição de fantasias extremas. É pura carnalidade e as mulheres tendem a não achar isso especialmente sedutor. De fato, muitas acham francamente repulsivo, especialmente elas acham que seus maridos querem que elas reproduzam algumas daquelas coisas. Mas 50 tons e outros produtos recentes estão provando, para a surpresa de muitos, que as mulheres são, também, sexuais. Onde os pornógrafos pensavam que as mulheres simplesmente não estavam interessadas, agora veem que elas podem estar muito interessadas, mas isso exigirá um tipo diferente de produto. A indústria está se ramificando numa tentativa de tirar vantagem. Estão agora trabalhando duro para criar pornografia para mulheres.Em contraste com a pornografia tão predominante hoje, essa nova pornografia tem uma estória, um enredo. O fundador e presidente de uma empresa diz: “Não vamos filmar posições hardcore ou os mais extremos elementos de filmes adultos. Isso é mais fazer amor do que [termo vulgar].” Ela se concentra em questões que possam repercutir entre as mulheres: apaixonar-se pela primeira vez, ou a fuga de um casamento que perdera seu brilho. É essencialmente comédia romântica, uma leve novela romântica, mas com o conteúdo sexual aumentado tanto em tempo quanto na explicitude. Afinal, o que é Cinquenta Tons de Cinza senão um romance com 60 ou 70 páginas de sexo gráfico e excêntrico? Uma roteirista e diretora desse tipo de filme foi citada na revista Slate dizendo: “Nós fizemos pesquisas demográficas suficientes para saber que uma grande porcentagem de mulheres que assistem nossos filmes não querem ver [atos sexuais vulgares e gráficos]. … Elas querem sexo conectado e muitas preliminares. Achamos que casais mais velhos gostam de assistir isso porque são da era antes da internet, e o que estamos oferecendo é muito mais manso e construído no momento ao invés de estar lá na sua cara.”Os pornógrafos estão até criando mais filmes para casais. Isso é pornografia que pode unir as distâncias; um pouco manso demais para homens, e um pouco vigoroso demais para mulheres, mas é feito para ser experimentado juntos. É um meio de convidar os outros ao quarto do casal, mesmo que apenas virtualmente. Pode até mesmo servir como um portal, um meio de um homem apresentar a pornografia à sua esposa.Em qualquer caso, quer a pornografia seja para homens, mulheres ou casais, o coração dela é o mesmo. Tudo se trata de fantasia, de imaginar-se em um contexto diferente com uma pessoa diferente fazendo coisas diferentes. É um homem imaginando uma mulher que se comporta como um homem, ou uma mulher imaginando um homem que se comporta como uma mulher.Essa pornografia para mulheres já está disponível, e mais vem por aí. Muito mais. Essa indústria sabe o que atrai os homens e sabem exatamente como comercializar, exatamente onde colocar para fazê-los comprar. E agora estão vindo atrás das mulheres. Estão estudando as mulheres e aprendendo exatamente como comercializar e exatamente onde colocar para fazer com que você também compre. Se foram tão bem sucedidos com homens, deveríamos zombar e imaginar que eles não poderiam jamais ser bem sucedidos da mesma maneira com mulheres?As mulheres podem imaginar-se olhando para esse tipo de pornografia entediadas, pensando que serão imunes a ela. Mas lembre-se, há muitos produtos que você usa hoje, muitos produtos que você não pude imaginar sua vida sem eles, que teriam gerado a mesma reação. Se dez anos atrás alguém tivesse descrito o Facebook para você, você teria rido alto. Muitas pessoas riram do iPhone e do automóvel também. Nós frequentemente não sabemos o que queremos ou precisamos até que essas mesmas coisas sejam comercializadas para nós. Elas são comercializadas habilidosamente e sutilmente em medida crescente.Espero que a indústria seja menos bem sucedida em criar pornografia que atraia tão bem as mulheres e esteja tão facilmente disponível para elas. Espero que as mulheres sejam mais perspicazes que os homens quando se trata da sedução da pornografia e que elas estejam equipadas para resistir a ela com sucesso. Mas com toda a devastação que a pornografia trouxe aos homens, suas famílias, suas igrejas, por que Satanás não tentaria repetir seu golpe de mestre? Até agora, a sedução da pornografia tem sido primariamente sentida por homens mesmo enquanto muito da dor que ela causa tem sido descarregada sobre suas esposas. Amanhã podemos ter também muitos homens feridos, chorando pelo que eles descobriram e nunca teriam suspeitado a respeito das mulheres que amam.Não há razão para temer, mas há toda razão para ficar atento. Há toda razão para ser humilde e duvidar de si mesmo. “Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia” (1 Coríntios 10:12). Temos toda a razão para tornar isso um motivo de oração.Por Tim ChalliesTim Challies, 2002-2013. Todos os direitos reservados. Original: 50 Shades of Porn, -

Novo comercial da Nike é Ateu ?
O mais novo comercial da Nike está sendo exaltado pelos “Neo-ateus”, como um comercial que fala de modo negativo e simplesmente conclui que é um comercial Ateu.
Veja o que é citado num comentário:
O anúncio de 1 minuto usa o vocabulário religioso “escolhido” [por Deus] duas vezes com conotação negativa. “Pensar que grandeza é só para os escolhidos é o que te paralisa”, diz uma delas. É um anúncio “ateu”.
Tamanha ignorância e desconhecimento da fé cristã, as maiorias dos cristãos creem no “Livre-arbítrio” onde o homem é livre para fazer o que quiser da sua vida. Deus não obriga ninguém a nada ! Ele nos da opção de escolha, o comercial está certo quando diz que nada cai do céu, tudo é conquistado com esforço e muito trabalho.
Como costuma dizer o Pastor Silas Malafaia: “Deus não move uma palha no que o homem pode fazer, mas move céus e terra naquilo que o homem não pode fazer”.
Belíssimo comercial motivacional, que exorta algumas desculpas que usamos para não conquistar as coisa e vivermos acomodados.
O preguiçoso deseja, e coisa nenhuma alcança; mas o desejo do diligente será satisfeito. Provérbios 13:4
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O que há por trás da "Agenda de Direitos Sexuais da ONU"
Imperialismo cultural: a agenda de direitos sexuais” é um documentário muito forte que desmascara como as nações ocidentais que fazem doações estão agora usando sua assistência financeira como arma para forçar nações menores a sujeitar-se à radical agenda de direitos sexuais.
Visando a desconstrução da família e ampliação das doenças sexualmente transmissiveis, causando morte de milhões de pessoas no mundo.
Assista o vídeo:
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Elias e Eliseu : Um Ministério de Poder para Toda a Igreja (TEMA 1º TRIMESTRE/2013 EBD)

Revista EBD 1º Trimestre de 2013 Já foi divulgado as Lições Bíblicas da CPAD para o 1º Trimestre/2013 que terá como tema “Elias e Eliseu: Um Ministério de Poder para toda a Igreja”, e terá como comentarista o pastor José Gonçalves.As lições serão:
Lição 1- A Apostasia no Reino de Israel
Lição 2- Elias, o Tisbita
Lição 3- A Longa Seca Sobre Israel
Lição 4- Elias e os Profetas de Baal
Lição 5- Um Homem de Deus em Depressão
Lição 6- A Viúva de Sarepta
Lição 7- A Vinha de Nabote
Lição 8- O Legado de Elias
Lição 9- Elias no Monte da Transfiguração
Lição 10- Há Um Milagre em Sua Casa
Lição 11- Os Milagres de Eliseu
Lição 12- Eliseu e a Escola de Profetas
Lição 13- A Morte de Eliseu -
Tragédias, mais uma vez: Deus e Sandy
Por Augustus Nicodemus Lopes
Toda vez que uma catástrofe ou tragédia de grande proporção atinge o mundo retorna à blogosfera a questão do mal e do sofrimento dos inocentes em um mundo governado por um Deus bom e Todo-Poderoso. É o caso do furacão Sandy, que nestes dias tem causado uma enorme destruição e a morte de dezenas de pessoas nos Estados Unidos e outros países.De longa data o mal que existe no mundo vem sendo usado como uma tentativa de se provar de que Deus não existe, ou se existe, não é bom. E se for bom, não é todo-poderoso – esta última hipótese defendida pelo teísmo aberto.“Onde estava Deus quando estas tragédias aconteceram?” é a pergunta de pessoas revoltadas com o fato de que centenas de pessoas boas, desprevenidas, cidadãos de bem, foram apanhados numa tragédia e morreram de forma terrível, deixando para trás famílias, filhos, entes queridos.Eu entendo a preocupação com o dilema moral que tragédias representam quando vistas a partir do conceito cristão histórico e tradicional de Deus. Se Deus é pessoal, soberano, todo-poderoso, onisciente, amoroso e bom, como então podemos explicar a ocorrência das tragédias, calamidades, doenças, sofrimentos, que atingem bons e maus ao mesmo tempo?Creio que qualquer tentativa que um cristão que crê que a Bíblia é a Palavra de Deus faça para entender as tragédias, desastres, catástrofes e outros males que sobrevêm à humanidade, não pode deixar de levar em consideração dois componentes da revelação bíblica, que são:
.- A realidade da queda moral e espiritual do homem.
. - O caráter santo e justo de Deus.
Lemos em Gênesis 1—3 que Deus criou o homem, macho e fêmea, à sua imagem e semelhança, e que os colocou no jardim do Éden, com o mandamento para que não comessem do fruto proibido. O texto relata como eles desobedeceram a Deus, seduzidos pela astúcia e tentação de Satanás, e decaíram assim do estado de inocência, retidão e pureza em que haviam sido criados. As conseqüências, além da queda daquela retidão com que haviam sido criados, foram a separação de Deus, a perda da comunhão com ele, e a corrupção por inteiro de suas faculdades, como vontade, entendimento, emoções, consciência, arbítrio. Pior de tudo, ficaram sujeitos à morte, tanto espiritual, que consiste na separação de Deus, como a física e a eterna, esta última sendo a separação de Deus por toda a eternidade.Este fato, que chamamos de “queda,” afetou não somente a Adão e Eva, mas trouxe estas conseqüências terríveis a toda a sua descendência, isto é, à humanidade que deles procede, pois eles eram o tronco e a cabeça da raça humana. Em outras palavras, a culpa deles foi imputada por Deus aos seus filhos, e a corrupção de sua natureza foi transmitida por geração ordinária a todos os seus descendentes.Desde cedo na história da Igreja cristã esta doutrina, que tem sido chamada de “pecado original”, foi questionada por gente como Pelágio, que afirmava que o pecado de Adão e Eva afetou somente a eles mesmos, e que seus filhos nasciam isentos, neutros, sem pecado, e sem culpa e sem corrupção inata. Tal ideia foi habilmente rechaçada por homens como Agostinho, Lutero, Calvino e muitos outros, que demonstraram claramente que o ensino bíblico é o que chamamos de depravação total e transmitida, culpa imputada e corrupção herdada. As conseqüências práticas para nós hoje são terríveis. Por causa desta corrupção inata, com a qual já nascemos, somos totalmente indispostos para com as coisas de Deus; somos, por natureza, inimigos de Deus e, portanto, filhos da ira. É desta natureza corrompida que procedem os nossos pecados, as nossas transgressões, as desobediências, as revoltas contra Deus e sua Palavra.Agora chegamos no ponto crucial e mais relevante para nosso assunto. Entendo que a Bíblia deixa claro que os nossos pecados, tanto o original quanto os pecados atuais que cometemos, por serem transgressões da lei de Deus, nos tornam culpados e portanto sujeitos à ira justa de Deus, à sua justiça retributiva, pela qual ele trata o pecador de acordo com o que ele merece. Ou seja, a humanidade inteira, sem exceção – visto que não há um único justo, um único que seja inocente e sem pecado – está sujeita ao justo castigo de Deus, o que inclui – atenção! – a morte, as misérias espirituais, temporais (onde se enquadram as tragédias, as calamidades, os desastres, as doenças, o sofrimento) e as misérias espirituais (que a Bíblia chama de morte eterna, inferno, lago de fogo, etc.).A Bíblia revela com muita clareza, e sem a menor preocupação de deixar Deus sujeito à crítica de ser cruel, déspota e injusto, que ele mesmo é quem determinou tragédias e calamidades sobre a raça humana, como parte das misérias temporais causadas pelo pecado original e as transgressões atuais. Isto, é claro, se você acredita realmente que a Bíblia é a Palavra de Deus, e não uma coleção de idéias, lendas, sagas, mitos e estórias politicamente motivadas e destinadas a justificar seus autores.De acordo com a Bíblia:-
Foi Deus quem condenou a raça humana à morte no jardim (Gn 2.17; 3.19; Hb 9.27)..
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Foi ele quem determinou a catástrofe do dilúvio, que aniquilou a raça humana com exceção da família de Noé (Gn 6.17; Mt 24.39; 2Pe 2.5)..
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Foi ele quem destruiu Sodoma, Gomorra e mais várias cidades da região, com fogo caído do céu (Gn 19.24-25)..
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Foi ele quem levantou e enviou os caldeus contra a nação de Israel e demais nações ao redor do Mediterrâneo, os quais mataram mulheres, velhos, crianças e fizeram prisioneiros de guerra (Dt 28.49-52; Hab 1.6-11)..
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Foi ele quem levantou e enviou contra Israel povos vizinhos para saquear, matar e fazer prisioneiros (2Re 24.2; 2Cr 36.17; Jr 1.15-16)..
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Foi ele quem ameaçou Israel com doenças, pestes, fomes, carestia, seca, pragas caso se desviassem dos seus caminhos (Dt 28)..
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Foi ele quem enviou as dez pragas contra o Egito, ferindo, matando e trazendo sofrimento a milhares de egípcios, inclusive matando os seus primogênitos (Ex 9.13-14)..
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Foi o próprio Jesus quem revelou a João o envio de catástrofes futuras sobre a raça humana, como castigos de Deus, próximo da vinda do Senhor, conforme o livro de Apocalipse, tais como guerras, fomes, pestes, pragas, doenças (Apocalipse 6—9), entre outros..
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Foi o próprio Jesus quem profetizou a chegada de guerras, fomes, terremotos, epidemias (Lc 21.9-11) e a destruição de Jerusalém, que ele chamou de “dias de vingança” de Deus contra o povo que matou o seu Filho, nos quais até mesmo as grávidas haveriam de sofrer (Lc 21.20-26)..
- E por fim, Deus já decretou a catástrofe final, a destruição do mundo presente por meio do fogo, no dia do juízo final (2Pe 3.7; 10-12).
Isto não significa, na Bíblia, que o sofrimento das pessoas é sempre causado por uma culpa individual e específica. Há casos, sim, em que as pessoas foram castigadas com sofrimentos temporais em virtude de pecados específicos que cometeram, como por exemplo o rei Uzias que foi ferido de lepra por causa de seu pecado (2Cr 26.19; cf. também o caso de Miriã, Nm 12.10). O rei Davi perdeu um filho por causa de seu adultério (2Sm 12.14). Mas, em muitos outros casos, as tragédias, catástrofes, doenças e sofrimentos não se devem a um pecado específico, mas fazem parte das misérias temporais que sobrevêm à toda a raça humana por conta do estado de pecado e culpa em geral em que todos nós nos encontramos. Deus traz estas misérias e castigos para despertar a raça humana, para provocar o arrependimento, para refrear o pecado do homem, para incutir-lhe temor de Deus, para desapegar o homem das coisas desta vida e levá-lo a refletir sobre as coisas vindouras. Veja, por exemplo, a reflexão atribuída a Moisés no Salmo 90, provavelmente escrito durante os 40 anos de peregrinação no deserto. Veja frases como estas:Tu reduzes o homem ao pó e dizes: Tornai, filhos dos homens… Tu os arrastas na torrente, são como um sono, como a relva que floresce de madrugada; de madrugada, viceja e floresce; à tarde, murcha e seca. Pois somos consumidos pela tua ira e pelo teu furor, conturbados. Diante de ti puseste as nossas iniquidades e, sob a luz do teu rosto, os nossos pecados ocultos. Pois todos os nossos dias se passam na tua ira; acabam-se os nossos anos como um breve pensamento…Não devemos pensar que aquelas pessoas que ficam doentes, passam por tragédias, morrem em catástrofes eram mais pecadoras do que as demais ou que cometeram determinados pecados que lhes acarretou tal castigo. Foi o próprio Jesus quem ensinou isto quando lhe falaram do massacre dos galileus cometido por Pilatos e a tragédia da queda da torre de Siloé que matou dezoito (Lc 13.1-5). Ele ensinou a mesma coisa no caso do cego relatado em João 9.3-4. Os seus discípulos levantaram o problema do sofrimento do cego a partir de um conceito individualista de culpa, ponto que foi rejeitado por Jesus. A cegueira dele não se deveu a um pecado específico, quer dele, quer de seus pais. As pessoas nascem cegas, deformadas, morrem em tragédias e acidentes, perdem tudo que têm em catástrofes, não necessariamente porque são mais pecadoras do que as demais, mas porque somos todos pecadores, culpados, e sujeitos às misérias, castigos e males aqui neste mundo.No caso do cego, Jesus disse que ele nascera assim “para que se manifestem nele as obras de Deus” (Jo 9.3). Sofrimento, calamidades, etc., não são somente um prelúdio do julgamento eterno de Deus; há também um tipo de sofrimento no qual Deus é glorificado por meio de Cristo em sua graça, e assim se torna, portanto, um exemplo e um prelúdio da salvação eterna. As tragédias servem para levar as pessoas a refletir sobre a temporalidade e fragilidade da vida, e para levá-las a refletir nas coisas espirituais e eternas. Muitos têm encontrado a Deus no caminho do sofrimento.O que eu quero dizer é que, diante das tragédias e acidentes devemos nos lembrar que eles ocorrem como parte das misérias e castigos temporais resultantes das nossas culpas, de nossos pecados, como raça pecadora que somos. Poderia ser eu que estava entre as vítimas do furacão Sandy. Ou, alguém muito melhor e mais reto diante de Deus. Ainda assim, Deus não teria cometido qualquer injustiça, ainda que todas as vítimas fossem os melhores homens e mulheres que já pisaram a face da terra. Pois mesmo estes são pecadores. Não existem inocentes diante de Deus. Pensemos nisto, antes de ficarmos indignados contra Deus diante do sofrimento humano.Por último, preciso deixar claro duas coisas.Primeira, que nada do que eu disse acima me impede de chorar com os que choram, e sofrer com os que sofrem. Somos membros da mesma raça, e quando um sofre, sofremos com ele.Segunda, é preciso reconhecer que a revelação bíblica é suficiente, mas não exaustiva. Não temos todas as respostas para todas as perguntas que se levantam quando uma tragédia acontece. Não conhecemos a vida das vítimas e nem os propósitos maiores e finais de Deus com aquela tragédia. Só a eternidade o revelará. Temos que conviver com a falta destas respostas neste lado da eternidade.Mas, é preferível isto a aceitar respostas que venham a negar o ensino claro da Bíblia sobre Deus, como por exemplo, especular que ele não é soberano e nem onisciente e onipotente. Posso não saber os motivos específicos, mas consola-me saber que Deus é justo, bom e verdadeiro, e que todas as suas obras são perfeitas e retas, e que nele não há engano. - A realidade da queda moral e espiritual do homem.
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Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes

Stephen Covey baseou seus fundamentos para o sucesso na Ética do Caráter – atributos como integridade, humildade, fidelidade, temperança, coragem, justiça, paciência, diligência, simplicidade, modéstia e na Regra de Ouro: fazer aos outros o que desejamos que nos façam.
A Ética da Personalidade – crescimento da personalidade, treinamento em práticas de comunicação e educação na área de influências estratégicas e pensamento positivo – é secundário para a Ética do Caráter.
O que somos transmite muito mais eloqüentemente do que o que dizemos ou fazemos.
Um paradigma é a maneira como percebemos, compreendemos e interpretamos o mundo à nossa volta. É uma maneira diferente de olhar as pessoas e as coisas.
Para sermos eficazes necessitamos fazer uma mudança de paradigmas.
A maioria das descobertas científicas é resultado de quebras de paradigmas, tais como quando Copérnico considerou o Sol como o centro do universo e não a Terra.
Quebras de paradigmas são mudanças quantificáveis, mesmo que lentas e deliberadas ou instantâneas.
Um hábito é a interseção entre o conhecimento, a habilidade e o desejo. O conhecimento é o que fazer e porque fazer, a habilidade é o como fazer ; e o desejo é a motivação, o querer fazer.
Para tornar algo um hábito em nossas vidas precisamos reunir estes três elementos.
Os sete hábitos são uma abordagem altamente integrada que passa da dependência (você cuida de mim) para a independência (eu cuido de mim mesmo) e para a interdependência (podemos fazer algo melhor juntos).
Os três primeiros hábitos tratam da independência – a essência do crescimento docaráter. Os hábitos 4, 5 e 6 tratam da interdependência – trabalho em equipe, cooperação e comunicação. O hábito 7 é o hábito da renovação.
Os sete hábitos estão em harmonia com a lei natural que Covey chama de “Equilíbrio P/CP”, onde o P representa a produção dos resultados desejados e CP indica a capacidade de produção, os bens ou os meios. Por exemplo, se você falha na manutenção de um cortador de grama (CP) ele se desgastará e não será capaz de aparar a grama (P). Você necessita equilíbrio entre o tempo gasto aparando a grama (resultado desejado) e a manutenção do cortador de grama (bens).
Os bens podem ser físicos, como o exemplo do cortador de grama; financeiros, tais como o equilíbrio entre o capital (CP) e o interesse (P); humanos, tais como o equilíbrio entre o treinamento (CP) e o horário das reuniões (P). Você necessita de equilíbrio para ser eficaz; de outra forma você não terá o cortador de grama e nem a grama aparada.
Hábito 1: Seja Pró-ativo
Ser pró-ativo implica ser responsável por sua vida – a capacidade de escolher uma resposta à determinada situação. O comportamento pró-ativo é um produto de sua escolha consciente baseada em valores e não resultado de um comportamento reativo, baseado em sentimentos.
As pessoas reativas deixam circunstâncias, condições, ou o ambiente mostrarem a ela como responder. Pessoas pró-ativas deixam seus valores selecionados, internalizados e cuidadosamente pensados dizer como responder.
Não é o que nos acontece, mas a nossa resposta, que diferencia estes dois comportamentos. Ninguém pode torná-lo miserável a menos que você consinta.

A linguagem que utilizamos é um indicador real de nosso comportamento. As comparações estão na tabela acima.
Hábito 2: Comece com o Objetivo em Mente
A aplicação fundamental deste hábito é iniciar cada dia com uma imagem ou paradigma do final da sua vida como um quadro de referência. Cada parte de sua vida pode ser analisada em termos daquilo que realmente é mais importante para você – a visão de sua vida como um todo.
Todas as coisas são criadas duas vezes – há uma criação mental ou inicial, e uma criação física, ou segunda criação. Para construir uma casa, primeiro você faz uma planta e depois constrói a casa real. Você cria um discurso no papel antes de pronunciá-lo.
Se você quer ter uma empresa bem-sucedida inicie com um planejamento que irá produzir um determinado objetivo; assim, a liderança é a primeira criação e o gerenciamento é a segunda.
Liderar é fazer as coisas certas e gerenciar é fazer as coisas do jeito certo.
Para começar com um objetivo em mente, desenvolva uma filosofia pessoal ou credo.
Comece considerando os exemplos abaixo:
- Jamais comprometa sua honestidade.
- Lembre-se das pessoas envolvidas.
- Mantenha uma atitude positiva.
- Exercite seus valores diariamente.
- Mantenha o senso de humor.
- Não tenha medo dos erros.
- Facilite o sucesso dos subordinados.
- Leia um livro sobre liderança por mês.
Ao centrarmos nossa vida em princípios corretos, criamos uma base sólida para o desenvolvimento dos quatro fatores que sustentam a vida: segurança, orientação, sabedoria e poder. Princípios são verdades fundamentais.
Eles são linhas estreitamente interligadas, tecendo a vida com exatidão, consistência, beleza e força.
Hábito 3: Primeiro o mais Importante
O Hábito 1 diz: “Você é o criador. Você está no comando”. O Hábito 2 consiste na primeira criação e está baseado na imaginação – liderança baseada em princípios.
O Hábito 3 é a prática do gerenciamento pessoal e requer como pré-requisitos os Hábitos 1 e 2. É o gerenciamento do nosso tempo no dia-a-dia, a cada momento.
Uma sugestão de matriz do gerenciamento do tempo está diagramada abaixo:

Urgente significa que requer nossa atenção imediata, e Importante tem a ver com resultados que contribuem para nossa missão, nossos objetivos e valores. Pessoas eficazes, pró-ativas, gastam a maior parte do seu tempo no Quadrante II,desse modo, reduzindo o tempo gasto no Quadrante I. Quatro atividades são necessárias para ser eficaz.
Primeira atividade: anotar os papéis principais (tais como Gerente de Vendas, Diretor e pai) que desempenha durante a semana;
Segunda atividade: listar suas metas para cada papel utilizando as atividades do Quadrante II. Estas metas devem estar vinculadas às suas metas pessoais ou filosofia desenvolvida no Hábito 2;
Terceira atividade: planejar o seu tempo para atingir as metas; quarta atividade: adaptar a agenda semanal às suas atividades diárias.
Hábito 4: Pense em Ganha/Ganha
Ganha-Ganha é um estado de espírito que busca constantemente o benefício mútuo em todas as interações humanas.
Todas as partes se sentem bem com a decisão; de fato, o objetivo final é, em geral, a melhor maneira. Se o Ganha/Ganha não é possível, então a alternativa é Nada Feito.
Para criar estes benefícios mútuos, exige-se muita coragem e consideração, especialmente se a outra parte está pensando Ganha/Perde.
O princípio Ganha/Ganha abrange cinco dimensões interdependentes da vida: caráter, relacionamentos, acordos, sistemas e processos. O caráter envolve características de integridade; maturidade, que é o equilíbrio entre a coragem de expressar seus sentimentos e a consideração pelos outros; e mentalidade de abundância que diz haver o bastante para todos.
Nos relacionamentos ambos os lados acreditam um no outro e estão profundamente comprometidos com o Ganha/Ganha.
Os acordos requerem os cinco elementos: resultados desejados, orientação, recursos, administração e conseqüências. Acordos Ganha/Ganha somente sobrevivem em um sistema que sustentem estes cinco elementos. Você não pode falar em Ganha/Ganha e recompensar com Ganha/Perde.
Para se obter soluções Ganha/Ganha é necessário um processo de quatro fases:
(1) ver o problema do ponto de vista do outro,
(2)identificar as questões-chave e as preocupações envolvidas,
(3) determinar os resultados aceitáveis,
(4) identificar as novas opções possíveis para atingir esses resultados.
Hábito 5: Procure Primeiro Compreender, Depois ser Compreendido
Procurar primeiro compreender implica uma mudança no paradigma, visto que geralmente procuramos que primeiro nos compreendam.
Escuta empática é a chave para uma efetiva comunicação. É o foco na aprendizagem de como a outra pessoa vê o mundo, como ela o sente.
A essência da escuta empática não está em concordar com alguém; mas sim compreender aquela pessoa profundamente, tanto no plano emocional quanto no intelectual.
Depois da sobrevivência física, a maior necessidade humana é a sobrevivência psicológica – ser compreendido, se afirmar, receber incentivo, ser amado.
A segunda parte do hábito está em ser compreendido. Covey utiliza-se de três palavras gregas na seguinte seqüência: ethos, pathos, logos. Ethos é a sua credibilidade emocional ou caráter; pathos é a empatia que você tem comunicando-se com outra pessoa; e logos é a lógica ou a parte pensada da comunicação.
Hábito 6: Sinergia
Sinergia significa que o todo é maior do que as partes. Os primeiros cinco hábitos preparam para o Hábito 6.
Ele foca o conceito de Ganha/Ganha e as habilidades de comunicação empática para enfrentar os desafios e trazer novas opções que não existiam antes. A sinergia ocorre quando as pessoas abandonam suas comunicações monótonas e a mentalidade Ganha/Perde e se abrem para uma cooperação criativa.
Quando há uma compreensão genuína, as pessoas encontram soluções que são melhores do que encontrariam agindo individualmente.
Hábito 7: Afine o Instrumento (Renovação)
O Hábito 7 significa parar para afiar a serra que assim ela cortará mais rápido.
O Hábito 7 é o seu CP pessoal – preserva e melhora seu bem mais precioso, que é você.
Renova as quatro dimensões de sua natureza – física, espiritual, intelectual emocional. As quatro dimensões de sua natureza devem ser exercidas com regularidade, de forma equilibrada e sensata.
Renovar a dimensão física significa comer os alimentos adequados, descansar e relaxar e praticar exercícios regularmente.
A dimensão espiritual é o seu comprometimento com o sistema de valores.
A renovação vem da oração, meditação e leituras espirituais. A dimensão mental é o desenvolvimento permanente do intelecto através da leitura, seminários e da escrita.
Estas três dimensões pertencem ao Quadrante II e não podemos recusar o tempo necessário a elas. A dimensão emocional de nossas vidas está vinculada aos relacionamentos com os outros, e através deles se manifesta.
Esta atividade não exige tempo, mas requer treinamento.
Sobre:STEPHEN R. COVEY é uma autoridade em liderança, especialista em família, professor, autor e consultor organizacional respeitado internacionalmente. É também co-fundador e vice-presidente da FranklinCovey Co. Ele, sua esposa e sua família moram nas Montanhas Rochosas de Utah.
Para mais informações, visite www.stephencovey.com
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Somos programados para acreditar em Deus?

Algumas habilidades humanas, tais como a música, são tratadas como dons: alguns parecem “ter nascido para a música”. No entanto, tarefas como andar e falar são comuns a todas as pessoas saudáveis, todos fomos “nascidos para andar” ou para falar. Será que é possível incluir a tendência de crer em Deus em um destes dois grupos? Acreditar em uma divindade é algo que vem naturalmente com o ser humano ou não?
Um autor norte-americano, Justin Barrett, acredita que sim. Ao analisar pesquisas antropológicas de várias universidades americanas, ele defende que quase todos nós nascemos naturalmente “crentes em Deus”.
Isso significa que, usando a lógica do andar ou falar, estamos naturalizados com a religião e a crença tão logo ela nos é apresentada, ainda na primeira infância. Seria uma tendência incluída na mente desde o nascimento.
Um estudo psicológico com bebês de 9 meses de idade, conduzido pela Universidade Emory (Atlanta, EUA), fez experimentos cognitivos. Os pesquisadores observaram que o cérebro das crianças, para entender o mundo, faz associações a partir de “agentes” (qualquer fator de ação ao seu redor, não necessariamente uma pessoa), e de como podem interagir com eles.
Naturalmente, os bebês sabem que tais agentes têm uma finalidade, ainda que seja desconhecida, e que os agentes podem existir mesmo que não possam ser vistos (é por isso, por exemplo, que filhotes de animais buscam se proteger de predadores mesmo que não os tenham visto).
Essa tendência, segundo o autor, facilita que se acredite em Deus. Não nos causa estranheza atribuir determinados fenômenos a um ente desconhecido: nosso cérebro pode lidar com isso sem problemas.
Outra pesquisa, da Universidade Calvin, em Grand Rapids (Michigan, EUA) vai ainda além: não apenas temos naturalidade com a ideia de um agente invisível, como somos diretamente propensos a este pensamento. Além disso, tais tendências não desaparecem na infância, se prolongando pela vida adulta na maioria dos casos.
Desde a infância, somos condicionados a acreditar que todas as coisas têm um propósito fixo. Uma terceira faculdade americana, Universidade de Boston (Massachussets, EUA), estudou crianças de 5 anos que visitavam um zoológico e olhavam para a jaula dos tigres.
Os pesquisadores descobriram que as crianças são mais propensas a acreditar que “os tigres foram feitos para andar, comer e serem vistos no zoológico”, do que “ainda que possam comer, andar e serem vistos, não é para isso que foram feitos”.
Temos dificuldade em não saber a razão da existência de algo, por isso recorremos a divindades. Este ente superior, por deter uma resposta que o ser humano não pode descobrir, recebe naturalmente atribuições de onisciência, onipresença e imortalidade, pois nosso cérebro tende a depositar todo o universo desconhecido em tal entidade.
O autor ainda lança uma pergunta: se Deus é aceito pelas crianças em um mecanismo de atribuição do desconhecido, semelhante ao Papai Noel ou a Fada do Dente, porque as crenças nestes últimos morrem com a infância e a ideia de Deus tende a permanecer na vida adulta?
Isso se explica, segundo ele, porque a imagem de Deus é mais poderosa. Papai Noel sabe apenas que deve te entregar um presente no dia 25 se você se comportou, e a Fada verifica apenas se você escondeu o dente debaixo do travesseiro.
Deus, ao contrário – e desde sempre somos levados a acreditar nisso -, sabe não apenas tudo o que você faz, mas também todos os outros seres do mundo e do universo. É por isso que algumas pessoas só passam a crer em Deus depois de mais velhas, mas ninguém retoma na vida adulta uma crença no Papai Noel: isso é algo restrito ao imaginário infantil. [New Scientist]
Fonte: http://hypescience.com/somos-programados-para-acreditar-em-deus/
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PREGAÇÃO – E PREGADORES – EM CRISE!

Preludiarei esta disciplina de introdução àHomilética compartilhando algumas histórias interessantes (e talvez cômicas) a respeito de pregadores e suas pregações. Poderia evidentemente empregar outro estilo de abordagem prefaciai. Acredito, todavia, que esta também será indispensável.
Uma vez um clérigo anglicano preguiçoso. Há muito abandonara o trabalho de preparar seus sermões. Bastante inteligente e excelente orador por natureza, sua congregação consistia em pessoas simples. Assim, seus sermões despreparados eram razoavelmente bem aceitos. No entanto, para poder conviver com a própria consciência, fez um voto: sempre pregaria extemporaneamente e confiaria no Espírito Santo. Tudo corria bem até que, certo dia, poucos minutos antes de começar o culto matinal, quem entrou na igreja e sentou em um dos bancos? O bispo! Estava desfrutando de um domingo de folga. O pastor ficou constrangido. Durante anos, conseguiu blefar sua congregação inculta, mas estava bem menos seguro quanto à capacidade de ludibriar o bispo. Foi, então, dar boas vindas ao visitante inesperado e, num esforço para diminuir as possíveis críticas da parte deste, contou-lhes sobre o voto solene que fizera no sentido de sempre pregar sermões extemporâneos. O bispo parecia compreender, e o culto começou. No meio do sermão, entretanto, o bispo se levantou e saiu, deixando o pregador muito consternado. E depois do culto, achou na mesa da sala pastoral um recado que o bispo rabiscara rapidamente:
“Absolvo você do seu voto!”
Havia, ainda, um jovem pastor presbiteriano americano, cujo pecado dominante não era a preguiça, mas a presunção. Frequentemente, jactava-se em público que o único tempo que precisava para preparar seu sermão de domingo eram os poucos momentos necessários para andar até à igreja, a casa vizinha. Talvez você possa imaginar o que os presbíteros fizeram: compraram para a igreja uma casa pastoral a oito quilômetros de distância!1
Pregação – e Pregadores – em Crise!
As referidas históricas, compartilhadas pelo egrégio John Stott, um gigante do púlpito dessas últimas décadas, reiteram duas grandes verdades nesta era pós-moderna:
- A pregação evangélicas está em crise em muitas igrejas. E quais são os principais culpados? Deus? Jesus Cristo? O Espírito Santo? Ou seria Satanás? Os demônios, talvez? A igreja? Ou os grandes culpados são, na verdade, os próprios pregadores? E será que é possível, além de identificar os culpados, encontrar a saída para esta terrível tragédia que invade as comunidades de fé?
- Os pregadores evangélicos, pelo menos muitos deles, também vivem uma fase crítica. A crise na pregação, na verdade, deve-se irrefutavelmente a crise que atingiu os próprios expoentes da Palavra de Deus; uma coisa leva a outra, principalmente nesse caso, haja vista que pregador e pregação devem estar sempre coesos, em compasso, em perfeita harmonia.
As ilustrações supracitadas, embora cômicas, são terrivelmente trágicas. Elas refletem a indesejável e preocupante realidade de vários segmentos evangélicos atuais. A pregação também está em crise em outras ramificações denominacionais. Conquanto Stott tenha citado a título de exemplo pregadores de igrejas históricas, a situação é similar no Pentecostalismo e, pior ainda, no Neopentecostalismo brasileiro. Há, inclusive, quem vaticina o fim da pregação; dizem, alguns, que a prédica cristã não terá vida por muito tempo. E esperar pra ver. Ressalto, porém, que o fracasso atual da pregação não está acontecendo por acaso. Vários fatores estão comprometendo sua eficiência e eficácia.
Por que a Pregação Está em Crise? Quais São os Principais Responsáveis?
A crise da pregação não ficou circunscrita às denominações tradicionalmente históricas. Atingiu em cheio também as comunidades de confissão pentecostal, especialmente aquelas de segunda geração. Presumo, porém, que a situação é mais grave nas igrejas neopentecostais; basta observar o conteúdo de tais mensagens para entender minha pressuposição.
Enquanto alguns pregadores de igrejas históricas engessaram suas mensagens porque não querem atualizar seus métodos discursivos, alguns oradores pentecostais destacam-se exatamente porque são expertsem inovação discursiva. Um problema grave, nesse caso, é falta de conteúdo bíblico e teológico; quanto a vários pregadores da ala neopentecostal (que segundo as últimas estatísticas é o que mais cresce no Brasil), a deficiência crucial também está no conteúdo da mensagem: suas “prédicas”, se é que posso assim classificá-las, são meras citações de textos fora do contexto que prometem ao povo sucesso financeiro, saúde, felicidade plena, etc.
Não é sem razão que boa parte dos sermões pregados atualmente não ajuda a igreja a adorar a Deus (na vida e no culto!), não favorece a evangelização, não edifica os santos nem incentiva à ação social (aréa esta imprescindível num país com tamanhas desigualdades sociais, como o Brasil). E qual é a utilidade de um sermão que não traz à memória da Igreja suas funções cruciais nem a capacita a realizá-las, conforme os propósitos de Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador?
Após pesquisar algumas obras de especialistas neste assunto cheguei a algumas conclusões. As mesmas, conquanto tenha o respaldo de outros pesquisadores, podem ser percebidas por qualquer pessoa atenta. A seguir ressaltarei sucintamente quatro fatores que estão comprometendo a pregação cristã. Confira-os:
- Falta de conversão genuína dos próprios pregadores.
- Excesso de “espiritualidade” (e falta de preparo).
- Desprezo à capacitação bíblica e teológica.
- Pluralismo e pragmatismo religioso: diluir a Palavra de Deus para não perder fiéis.
1. Falta de Conversão Genuína dos Próprios Pregadores
O descompasso entre a prédica e a vida do pregador é um dos principais responsáveis pelo fracasso da pregação evangélica em nossos dias. A sociedade está saturada de gente que prega, mas não vive, fala, mas não faz. E tolice pensar que todos aqueles que pregam a Palavra do Eterno também praticam-na. Grassa nas igrejas evangélicas os oradores profissionais, animadores de auditórios, pregando sermões com as piores motivações possíveis: ganância, inveja, sede de poder, busca de popularidade, etc. E, uma motivação pecaminosa seguida de um comportamento similar, só poderia ser trágico.
Al Martin alertou que todos os fracassos na pregação de nossos dias envolvem, basicamente, as falhas do homem que prega e da mensagem que ele anuncia. E a menos que queiramos degradar a pregação ao nível de mera arte da elocução, nunca podemos olvidar-nos de que o solo onde medra a pregação poderosa é a própria vida do pregador. Essa é a grande questão que faz a arte da pregação ser diferente de todas as demais artes de comunicação. 2
César Cézar reitera que não existe nada que pregue mais alto do que uma vida vivida segundo a vontade do Senhor, cheia de testemunho, repleta de experiências que enriqueçam até o mais indouto ouvinte.3
Hans Ulrich Reifler, autoridade neste tema, arremata: O pior que pode acontecer ao pregador do evangelho é proclamar as verdades libertadoras de Cristo e, ao mesmo tempo, levar uma vida arraigada no pecado e em total desobediência aos princípios da Palavra de Deus. Por isso, Paulo escreveu: “(…) esmurro o meu corpo, e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado” (1 Co 9.27).4
O Dr. Russel Shedd, pregador raro, ao destacar a autoridade da Palavra, diz: “Mostre-me um crente que vive santa e piedosamente e eu lhe mostrarei uma pessoa que leva a Bíblia a sério. Karl Rahner disse que os cristãos são a razão de existirem ateus no mundo. “Aqueles que proclamam Deus com a boca e o negam com o estilo de vida é o que mundo incrédulo, acha incrível”.5
2. Excesso de “Espiritualidade” – Desculpa Para Não Estudar a Palavra de Deus com Zelo e Constância!
Este fator é oposto ao anterior. Se há, de um lado, pregador das Boas Novas fracassando na exposição da mensagem por falta de genuína conversão de vida, também há, de outro, um grupo igualmente significativo tornando-a infrutífera por se achar “espiritual”, “santo”, “puro” demais a ponto de não precisar estudar a própria Bíblia.
Há, sim, curiosa e lamentavelmente, “pregador” que presume erroneamente que sua “santidade” basta para transformá-lo num “gigante do púlpito”. Imagina que quando tiver a oportunidade de pregar uma mensagem precisa somente abrir a boca e as palavras divinas, inspiradas pelo Espírito Santo, sairão naturalmente. Pensa que, mesmo jamais fazendo sua parte, o Espírito Santo lhe dará uma unção especial e o sermão será um sucesso retumbante. Ledo engano! Esta mentalidade displicente precisa ser corrigida urgentemente!
Não há dúvida de que a “santidade” é uma exigência de Jesus Cristo a qualquer pessoa que, tocada pelo Espírito Santo, confessa-o como Senhor e Salvador e decide servi-lo. Em Lucas 14.25-33 há algumas condições imprescindíveis para o discipulado:
- Um amor sem rival (afeições do coração).
- Levar a cruz (a conduta no viver).
- Uma entrega sem reservas (bens pessoais).6
Novidade de vida é, sobretudo, característica de quem de fato renasceu. O êxito na prédica bíblica, no entanto, depende também de outros fatores: um deles é o estudo minucioso das Escrituras.
John Calvino, o egrégio reformador, declarou com veemência: “Ninguém chegará a ser bom ministro da Palavra de Deus a não ser que seja, em primeiro lugar, um estudioso da mesma”. Charles H. Spurgeon, um dos maiores pregadores de todas as épocas, acrescentou: “Aquele que cessou de aprender cessou de ensinar. Aquele que já não semeia na sala de estudos, não mais semeará no púlpito”.7
Pregador algum terá a aprovação de Deus se não for santo; e, pregador algum, terá a legitimação do público se preparar! Junte, então, as duas coisas! Faça, pregador, uma junção de zelo e inteligência, santidade e capacidade, poder e saber, pregação e prática…
3. Falta de Capacitação Bíblica e Teológica
Durante muitas décadas parte considerável das igrejas evangélicas brasileiras desprezou a capacitação bíblica e teológica. Julgava tais práticas irrelevantes e, em alguns casos, perniciosas à manifestação do Espírito Santo.
Presumindo que a “letra” poderia sufocar a espiritualidade do rebanho (e por ainda não ter conseguido se libertar de algumas ideias oriundas do catolicismo romano, principalmente aquela que alegava ser exclusividade da liderança religiosa a capacidade de estudar, assimilar e ensinar a Palavra de Deus), repudiou-se categoricamente o estudo bíblico e teológico e disciplinas afins.
Tal postura não atenuou a expansão quantitativa da Igreja no Brasil; revelou, no entanto, sua profunda deficiência bíblica, teológica e prática. A Bíblia, conforme foi dito na disciplina de Hermenêutica, ainda é um livro desconhecido para muitos evangélicos. Falta leitura sistemática, interpretação correta e prática condizente. O numericismo, em suma, não favoreceu o conhecimento bíblico-teológico.
Pastores, teólogos, sociólogos, entre outros, concordam que o vertiginoso crescimento numérico da Igreja Evangélica Brasileira revelou sua capacidade de arregimentar novos súditos, bem como sua visível fragilidade bíblica, teológica, doutrinária e prática. 8
O Dr. Wander de Lara Proença, pesquisador deste tema, cita alguns dos principais fatores que ocasionam tal situação:
- Facilidade para se exercer o pastorado no Brasil (pessoas ainda neófitas ou sem o mínimo de preparo bíblico e teológico auto intitulam-se pastores/as, alugam um salão e logo passam a ter um grupo de seguidores).
- Interesse em fazer a igreja crescer a qualquer preço (líderes, seduzidos pela tentação dos números, tornam superficial o ensino da Palavra).9
Imagina, então, o que acontece quando há facilidade para se exercer o pastorado (além de fácil acesso, é promitente), o clima é marcado pela competição e a concorrência, os pressupostos capitalistas (números são indicadores de sucesso) moldam a visão e ação dos pregadores? O resultado está diante dos olhos de quem quer ver.
4. Pluralismo e Pragmatismo Religioso: Diluir a Mensagem de Deus Para Não Perder Fiéis!
Outro problema gravíssimo que a pregação autêntica da Palavra de Deus enfrenta em nossos dias é movimento filosófico-teológico; mencionarei, apesar da existência de outros, o pluralismo. Seus pressupostos adentraram sorrateiramente os portais cristãos e, alteraram, inclusive, o conteúdo da prédica. A mensagem, que deveria preservar os ensinos de Jesus e dos apóstolos, não passa de um discurso que apenas promete sucesso econômico, saúde física e bem-estar à pessoa que assume o papel de herdeira de Deus. Este é um dos fatores que estão no subsolo da conversão em massa nas igrejas evangélicas brasileiras atualmente.
Para piorar a situação parte da liderança cristã, que infelizmente já ingressou no ministério tendo uma motivação pecaminosa (ganhar dinheiro, ter visibilidade, projeção social, etc), vendo que o homem pós-moderno tem a disposição várias opções e pode fazer suas escolhas preferenciais, entrou pra valer na competição. Não aceita perder fiéis para os seus concorrentes seja ele tradicional, pentecostal ou neopentecostal. Parece que vale tudo: desconstruir a imagem do concorrente através de programas radiofônicos e televisivos, jornais, revistas, livros… e, simultaneamente, usar os recursos midiáticos, para exaltar a eficiência e eficácia da sua própria marca no afã de manter os seus, atrair novos, e arrancar alguns adeptos que estão vinculados à concorrência. Ademais, como diz Rubem Amorese, perder é um péssimo negócio, afinal o desligamento de uma pessoa da igreja traz vários prejuízos: perde-se em animação e movimento; perde-se prestígio diante de outros ministros da cidade; perde-se sua capacidade de influir na política local; perde-se, na geração de receita.
As principais minudências do pluralismo, mesmo o religioso, são as vastas alternativas oferecidas ao homem. O problema é quando o pregador dilui a mensagem de Deus para “fidelizar” a clientela. Logo igreja vira empresa, púlpito vira balcão, crente vira cliente, sacerdócio vira negócio, vocação vira profissão, pastor vira mero gestor… A busca por números a qualquer preço tem levado à ruína milhares de oradores. E não é somente no Brasil.
Warren W. Wiersbe exortou que são numerosos os erros cometidos quando o objetivo do líder é apenas “conseguir resultados”.
Em primeiro lugar, a pessoa preocupa-se com números. Depois começa a substituir a realidade espiritual por estatísticas, o que é semelhante a alguém ler a receita em vez de alimentar-se. Quantas pessoas estiveram presentes? Quantas se decidiram? Quantas se tornaram membros? De quanto foi a oferta? Todas essas coisas eram mais importantes do que se estávamos ou não glorificando a Deus durante a reunião. Não demorou muito para que a igreja deixasse de ser considerada pessoas em assembleia; tornou-se nomes e números num arquivo e, mais tarde, num computador. As pessoas já não eram uma finalidade em si mesmas; tornaram-se meios para um fim – conseguir multidões maiores e mais resultados”.
Howard Crosby, chanceler da Universidade da Cidade de Nova Iork, há décadas já havia denunciado que as as igrejas estavam cheias de apelo aos desejos carnais e aos paladares estéticos; oratória brilhante, música científica, tópicos sensacionais e bancos de igrejas modernos são iscas para atrair as pessoas; e, pior, uma igreja é chamada próspera quando esses dispositivos miseráveis fazem sucesso.
“(…) Expedientes humanos são muito ilusórios e atrativos, mas, infelizmente, muitos pregadores os empregam. Eles pensam que atrairão multidões e encherão os bancos da igreja; e, na verdade, isso até pode acontecer, mas estes não são os objetivos para os quais o Senhor enviou seus arautos. O sucesso não deve ser calculado por meio de casas cheias e aplauso popular, mas por meio de corações convictos e convertidos, assim como pelo fortalecimento da fé e da piedade do povo de Deus”.
Esses são, em suma, alguns fatores responsáveis pela crise.
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Biblioteca israelense disponibiliza documentos teológicos de Newton
Aron Heller
JERUSALÉM, Israel (Associated Press) — Ele é considerado um dos maiores cientistas de todos os tempos. Mas Sir Isaac Newton também foi um influente teólogo, que aplicou a abordagem científica ao estudo das Escrituras e do misticismo hebreu e judeu.
Foto – Gravura de Isaac Newton baseada em um quadro de 1726 pintado por John Vanderbank, parte da capa de uma edição de 1726 do Philosophiæ Naturalis Principia Mathematica, exposta em 8 de outubro de 2004 na Biblioteca de Ciências Humanas e Sociais da Biblioteca Pública de Nova Iorque. A biblioteca nacional de Israel, uma improvável detentora de uma vasta coleção de escritos de Newton, digitalizou a sua coleção teológica e a disponibilizou online. O curador da coleção de Ciências Humanas da biblioteca disse em 15 de fevereiro de 2012 que Newton era um cristãos devoto que abordou muito mais a Teologia do que a Física, e que acreditava que as escrituras forneciam um “código” para o mundo natural. (Foto AP: arquivo da Biblioteca Pública de Nova Iorque)
Agora a Biblioteca Nacional de Israel, dona de uma enorme coleção de escritos de Newton, digitalizou sua coleção teológica (cerca de 7.500 páginas escritas a mão) e as disponibilizou online. Entre os textos amarelados está a famosa previsão de Newton do apocalipse em 2060.
Newton revolucionou a Física, a Matemática e a Astronomia nos séculos XVII e XVIII, lançando as bases de grande parte da mecânica clássica, como o princípio da gravitação universal e as três leis do movimento que levam seu nome.
No entanto, o curador da coleção de Ciências Humanas da Biblioteca Nacional de Israel afirma que Newton era um cristão devoto, que abordou muito mais a Teologia do que a Física, e acreditava que a Bíblia fornecia um “código” para o mundo natural.
“Hoje em dia, tendemos a fazer uma distinção entre ciência e fé, mas para Newton era tudo parte de um mesmo mundo”, afirma Milka Levy-Rubin. “Ele acreditava que o estudo cuidadoso dos textos sagrados era um tipo de ciência, que se analisado corretamente poderia prever o que estava por vir”.
Dessa forma, ele aprendeu a ler em hebraico, percorreu a Bíblia e se aprofundou no estudo da Filosofia Judaica e do misticismo da Cabala e do Talmude (um compêndio da lei oral judaica e histórias de cerca de 1500 anos).
Por exemplo, Newton baseou seu cálculo do fim dos dias na informação coletada no Livro de Daniel, que projetou o apocalipse para 1260 depois. Newton calculou que sua contagem começou com a coroação de Carlos Magno como imperador romano no ano 800.
Os textos abordam assuntos como interpretações da Bíblia, Teologia, a história de culturas antigas, o tabernáculo e o templo judeu.
A coleção também contém mapas esboçados por Newton para ajudá-lo nos seus cálculos e tentativas de revelar a sabedoria secreta que ele acreditava estarem codificada neles.
Ele tentou prever como seria o fim dos dias, e o papel que os judeus desempenhariam quando ele chegasse. A curiosidade objetiva de Newton com o judaísmo e a Terra Santa contrastou com o sentimento antissemita expressado por muitos expoentes acadêmicos do cristianismo da época, afirma Levy-Rubin.
“Ele tinha grande interesse pelos judeus, e não encontramos expressões negativas para com os judeus nos seus escritos”, afirma Levy-Rubin. “Ele declarou que os judeus mais cedo ou mais tarde iriam retornar à sua terra”.
Como essa enorme coleção de trabalhos foi parar nas mãos do estado judaico parece místico por si só.
Anos após a morte de Newton em 1727, seus descendentes deram seus manuscritos científicos à sua alma mater, a Universidade de Cambridge.
Mas a universidade rejeitou os seus manuscritos não científicos, então a família os leiloou na casa de leilões Sotheby’s em Londres em 1936. Por acaso, outra casa de leilões famosa de Londres, a Christie’s, estava oferecendo uma coleção de arte impressionista que chamou muito mais atenção.
Apenas dois lançadores sérios se interessaram pela coleção de Newton naquele dia. O primeiro foi o renomado economista britânico John Maynard Keynes, que comprou os manuscritos de alquimia de Newton. O segundo foi Abraham Shalom Yahuda, um pesquisador de estudos orientais judaicos, que levaram os escritos teológicos de Newton.
A coleção de Yahuda foi legada à Biblioteca Nacional de Israel em 1969, anos após sua morte. Em 2007, a biblioteca exibiu os papeis pela primeira vez, e agora elas estão disponíveis para todos online.
A coleção contem páginas e mais páginas da letra cursiva de Newton em pergaminhos desbotados em inglês do século 18, com palavras como “similitude”, “prophetique” e “Whence” (“donde”).
Duas versões impressas em letras de forma modernas também estão disponíveis para mais fácil leitura: Uma “diplomática”, que inclui mudanças e correções feitas por Newton ao manuscrito original, e uma versão “limpa”, que incorpora as correções.
Todos os textos estão ligados ao Projeto Newton, organizado pela Universidade de Sussex, na Inglaterra, e inclui outras coleções dos escritos de Newton.
A biblioteca israelense diz que os manuscritos ajudam a esclarecer a ciência de Newton, assim como sua pessoa.
“No que diz respeito a Newton, sua abordagem da História era tão ciência quanto à da Física. Sua visão de mundo era que o seu ‘laboratório’ para entender a história era a Bíblia”, afirma Levy-Rubin. “Sua fé não era menos importante para ele do que sua ciência”.
Traduzido por Luis Gustavo Gentil do artigo da Associated Press: Israeli library uploads Newton’s theological texts
Para acessar os documentos em inglês de Isaac Newton, clique aqui.
Fonte: www.juliosevero.com




