Quando mencionamos o ministério da pregação, essas mesmas pessoas não apelam para o ceticismo e avisam: “Você sabia que Satanás também prega?” Sim, ele realmente prega, e no texto que estamos vendo, as palavras dele estão em total concordância com a fé cristã. Que tal agora? O ministério da pregação é muito mais normal e comum do que o ministério de milagres. Por isso, como é que essa gente não levanta o assunto de pregação demoníaca, fazendo de um jeito que desvalorize e mine o ministério da pregação? Como é que eles não fazem objeções às pregações? Não basta testar o conteúdo para ver se há doutrina falsa, pois o que a jovem vidente disse estava em total acordo com os apóstolos. Então por que é que essa gente não rejeita as pregações, nem fica paranoica sobre como testar as pregações, inclusive sobre pregações que estejam em total acordo com a fé cristã? É porque eles têm suas próprias agendas pessoais e teológicas. Eles não estão interessados em preservar a integridade de um ministério de milagres, mas em minar todos os milagres porque eles mesmos não têm o poder para ter e viver tal ministério. Eles são uma raça de hipócritas sem fé.
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O diabo também prega
Vincent Cheung“E aconteceu que, indo nós para o lugar de oração, nos saiu ao encontro uma jovem escrava que estava tomada por um espírito que a usava para prognosticar eventos futuros. Dessa forma, ela arrecadava muito dinheiro para seus senhores, por meio de advinhações. Seguindo a Paulo e a nós, vinha essa moça gritando diante de todos: ‘Estes homens são servos do Deus Altíssimo e vos anunciam o caminho da salvação!’ E ela insistiu em agir assim por vários dias. Finalmente, Paulo irritou-se com aquela atitude e dirigindo-se ao espírito o repreendeu, exclamando: ‘Ordeno a ti em Nome de Jesus Cristo, retira-te dela!’ E ele, naquele mesmo instante, saiu.” (Atos 16:16-18 KJA)A jovem fala por um espírito maligno, mas suas palavras estão de acordo com a fé cristã: “Estes homens são servos do Deus Altíssimo e vos anunciam o caminho da salvação!” Alguns cristãos têm prazer em nos fazer recordar que Satanás também realiza milagres para distrair e enganar as pessoas, afastando-as da verdade de Jesus Cristo. Essa é uma questão legítima quando é discutida entre cristãos que continuam a crer e agir no poder de Deus, e essa questão já foi resolvida. Contudo, os que têm muito entusiasmo de fazer declarações sobre a capacidade de Satanás muitas vezes mencionam isso para desvalorizar ou minar as manifestações do Espírito Santo que continuam, ou até mesmo como uma objeção a essas manifestações. Quando o assunto é iniciado a partir dessa perspectiva, parece muito absurdo, e leva-nos a suspeitar da motivação e inteligência dos que fazem tais objeções.Não se pode usar a ideia de que Satanás pode realizar alguns milagres para promover o cessacionismo ou desvalorizar ou minar um ministério cristão de milagres de forma alguma. O próprio Jesus era atacado a partir desse ponto de vista. Os inimigos dele diziam que ele estava possesso de demônios, e que ele expulsava demônios pelo príncipe dos demônios. Há alguns hoje que em vez de admitirem que o cessacionismo é uma doutrina falsa, preferem insistir, com prazer e sem demora alguma, que um milagre de cura foi realizado por Satanás. Jesus respondeu que Satanás não expulsa Satanás, e os avisou com relação à blasfêmia contra o Espírito Santo. Em outra parte, muitas pessoas disseram de Jesus: “Ele tem um demônio e enlouqueceu. Por que vós o escutais?” (João 10:19-20 KJA), mas outros tinham conhecimento muito melhor e responderam: “Essas palavras não são de alguém que tem um demônio. Pode, porventura, um demônio abrir os olhos dos cegos?” (v. 21).A ideia de que Satanás pode realizar milagres não tem nenhuma relevância para a questão de se os dons miraculosos do Espírito continuam ou não hoje, mas é uma questão a ser discutida depois que essa outra questão tiver sido presumida ou resolvida. Se presumem que não existe mais um ministério de milagres, isso significa que todos os milagres modernos realizados por meio de homens são de Satanás, que não existe nenhuma defesa miraculosa contra esses milagres, e que nossa principal resposta é condenar verbalmente e, onde for apropriado, aplicar disciplina eclesiástica. Mas se presumem que existe ainda um ministério de milagres hoje, então o fato de que Satanás pode realizar alguns milagres, mesmo por meio de homens, é uma questão a ser tratada sob a concepção de que o Espírito Santo continua a realizar milagres por meio dos discípulos de Jesus Cristo.Por isso, nossa resposta deve incluir ensinos sólidos sobre o assunto de dons espirituais, normas sobre o uso desses dons e testes nas manifestações espirituais, e também a possibilidade de defesas miraculosas contra poderes demoníacos. A resposta ao poder sobrenatural demoníaco é maior poder sobrenatural divino. A Bíblia descreve muitos encontros de poder, onde o poder miraculoso de Deus esmagou o poder de Satanás. Considere o confronto entre Moisés e os mágicos, entre Elias e os falsos profetas, entre Jesus e os possessos de demônios, entre Felipe e Simão, entre Paulo e Elimas, e entre Paulo e essa jovem com o espírito maligno no texto que estamos lendo. Paulo expulsou o espírito de adivinhação, e a moça perdeu sua capacidade. Essa é a resposta bíblica aos milagres de Satanás. A solução não é negação, mas discernimento e controle.Se a ideia de que Satanás pode realizar milagres for de alguma maneira levantada contra o próprio ministério cristão de milagres, então a ideia de que Satanás pode pregar deve do mesmo jeito ser levantada contra o ministério cristão da pregação. Isto é, se disserem “Satanás também realiza milagres” de um jeito que desvaloriza ou mina o ministério cristão de milagres, então eles têm também a obrigação de dizer “Satanás também prega” de um jeito que desvalorize ou mine o ministério da pregação. Se não dá para de alguma forma contestar o ministério da pregação, então não dá também para de alguma forma contestar o ministério de milagres. E se confessarem que a intenção não é minar a pregação, mas apenas tratar da necessidade de discernimento, então o mesmo princípio tem de se aplicar ao ministério de milagres.A Bíblia é completa, suficiente e definitiva, e declara que há uma manifestação do Espírito Santo que capacita o cristão a discernir ou distinguir entre espíritos. Portanto, em face das pregações e milagres demoníacos, a resposta completa, suficiente e definitiva é que há um dom sobrenatural de Deus que capacita o cristão a perceber a verdade, a expor o falso, e expulsar os poderes malignos. O cessacionismo é uma ameaça muito maior do que o demônio que possuiu e falou por meio da jovem que fazia adivinhação, pois o cessacionismo rejeita a resposta completa, suficiente e definitiva de Deus sobre o assunto. Pelo Espírito Santo, temos o poder de lidar com os demônios, mas o cessacionismo tenta neutralizar a solução de Deus.A moça que fazia adivinhações falava palavras que estavam de acordo com a fé cristã, mas ela falava por um espírito demoníaco; da mesma forma, os cessacionistas afirmam que defendem a sã doutrina, mas falam por um espírito de incredulidade e tradição, e muitas vezes um espírito de ódio e assassinato. Eles afirmam que a Bíblia é completa, suficiente e definitiva, mas quando afirmam que o ministério de milagres cessou, eles introduzem uma nova doutrina, pois a Bíblia não ensina o cessacionismo. Aliás, os cessacionistas afirmam que têm uma nova revelação que revoga a revelação que já existe.Quando Paulo escreve que “o próprio Satanás se disfarça de anjo de luz” (2 Coríntios 11:14, KJA), ele está alertando seus leitores acerca de falsos apóstolos. Entretanto, com sua declaração ele não está minando os ministérios dos apóstolos ou as manifestações de anjos. Pelo contrário, pelo fato de que Satanás assim se disfarça, precisamos exercer o discernimento quando nos encontrarmos com aqueles que afirmam ser apóstolos ou quando experimentarmos visões de anjos.Mas preste atenção! Ele escreve que os agentes de Satanás também se disfarçam de servos de justiça (v. 15). Cristãos, tomem cuidado, pois aí vem Satanás como teólogo cessacionista!Traduzido do inglês por Julio Severo do capítulo 7 do livro “Sermonettes” (volume 7), de Vincent Cheung.Fonte: www.juliosevero.com -

Os Dons cessaram, veja a incoerência dos cessacionistas
Você crê que os dons espirituais ainda existem na Igreja? Saiba, porém, que há Teólogos que não acreditam assim. O que eles entendem é que, principalmente, os dons sobrenaturais não são mais distribuídos, pelo Espírito Santo, aos crentes. Por isso, esses teólogos são chamados de cessacionistas e a teologia que eles defendem é conhecida por cessacionismo.Boa parte desses cessacionistas são calvinistas, que são os teólogos pertencentes à Igreja Presbiteriana. Os calvinistas são conhecidos por defenderem o princípio da Sola Scriptura, que é aquela doutrina que ensina que as verdades referentes ao cristianismo apenas podem ser extraídas da Bíblia. Por isso a expressão, que significa “apenas as Escrituras”.Ora, de teólogos que defendem que a Bíblia é a única fonte confiável para conhecermos as verdades da fé, o mínimo que se espera é que seus ensinamentos sejam baseados única e exclusivamente na Palavra de Deus.Porém, o que vamos observar é que no caso de decidir se os dons sobrenaturais ainda existem na Igreja, esses teólogos se baseiam muito mais em suas próprias formas de ver as coisas do que no que está escrito na Palavra de Deus.Dito de uma maneira bem simples, podemos afirmar que os cessacionistas ensinam que aqueles dons sobrenaturais listados pelos apóstolo Paulo em I Coríntios 12 não são mais distribuídos, pelo Espírito Santo, aos crentes, porque esses dons eram apenas importantes para aquele momento histórico, não mais para hoje. Isso porque, segundo esses teólogos, os dons sobrenaturais tinham a função de autenticar a mensagem do Novo Testamento, mostrando para as pessoas o poder de Deus por meio deles. O que esses doutrinadores querem dizer é que os dons sobrenaturais serviam como uma forma de Deus provar que a palavra que estava sendo pregada pelos apóstolos era verdadeira.A conclusão óbvia desse raciocínio é que se os dons sobrenaturais serviam apenas para autenticar a mensagem do Novo Testamento, e se este já está fechado em seu cânone, então aqueles dons não são mais necessários para a Igreja.O problema desse raciocínio é que não há, em toda a Bíblia, qualquer passagem que afirme que os dons serviam para autenticar a mensagem pregada pelos apóstolos. De forma bem diferente, em I Coríntios 14.12 está escrito que, em relação aos dons, os crentes devem “abundar neles, para edificação da igreja”.É importante observar que, nessa passagem, Paulo está pregando para uma igreja gentia, localizada fora do ambiente judaico e distante dos apóstolos. Por isso, quando ele fala dos dons, é óbvio que não pode estar se referindo a algo ligado à pregação apostólica, mas a algo ligado ao dia-a-dia da própria Igreja. O texto de Coríntios não faz relação alguma entre os dons e a mensagem apostólica, nem deixa sequer subentendido que eles existem para autenticar a pregação da revelação do Novo Testamento.Então, como os cessacionistas chegam à conclusão de que os dons sobrenaturais não são para a Igreja de hoje?É nesse ponto que enxergo a incoerência deles, pois, ao mesmo tempo que, sendo calvinistas, eles têm como uma de suas maiores bandeiras a exclusividade da Bíblia como fonte de doutrina, nesse caso específico do cessacionismo, a principal razão para eles não crerem que os dons espirituais ainda existem na Igreja não são as Escrituras, mas algo muito mais subjetivo: a própria experiência deles.O pastor presbiteriano Misael Nascimento, por exemplo, em seu artigo Porque sou cessacionista, já, logo de início, confessa que seu texto não é resultado “de cogitações teóricas de gabinete, mas de prática pastoral”. Isso quer dizer que sua negação à atualidade da existência dos dons sobrenaturais está baseada mais em sua própria experiência do que em um raciocínio fundamentado nas Escrituras.O problema é que se for para seguir esse método escolhido por ele, o que impediria qualquer pessoa de, também com base em sua própria experiência, chegar à conclusão do contrário, ou seja, de que os dons permanecem, sim, no meio da Igreja? Se alguém pode se filiar à convicção do pastor Misael, que é cessacionista, baseando-se tão somente em sua experiência pastoral, da mesma maneira pode aceitar a conviccão do pastor Jack Deere, autor do livro “Surpreendido pela voz de Deus”, que crê, também sustentado por sua experiência pastoral, que os dons permenecem, sim, sendo distribuídos aos crentes, no cotidiano da Igreja.O que eu quero dizer é que, com base nas experiências pessoais, é possível chegar a todo tipo de conclusão. Só que isso torna a doutrina cristã muito incerta. Se cada pessoa criar doutrinas baseadas em suas próprias experiências, imagine quantas teologias existirão por aí!O mais irônico disso tudo é que são eles, os calvinistas cessacionistas, os que mais defendem uma teologia rígida, fundamentada em uma interpretação restrita da Bíblia. Esses mesmos, que no caso dos dons sobrenaturais, concluem pela sua não existência na igreja de hoje, alicerçados não na Palavra, mas naquilo que eles próprios dizem observar.O próprio pastor Misael, para justificar a doutrina que defende, faz uso de tudo: de documentos presbiterianos, como a Confissão de Westminster e decisões conciliares e até da experiência prática de outros ministros de sua denominação. Na verdade, do que ele menos faz uso, neste caso, é da Bíblia, o que não combina muito com a tradição calvinista.Essa postura que observei no pastor Misael poderia ser apenas uma exceção se eu também não a tivesse observado em outro grande nome da Igreja Presbiteriana brasileira, que é o pastor Augustus Nicodemus. Este, através de uma entrevista fictícia sobre o tema do cessacionismo, justifica sua convicção de que os dons sobrenaturais não são para a Igreja da atualidade com base muito mais em suas interpretações teológicas livres, do que naquilo que está escrito na Palavra de Deus.Em síntese, o pastor afirma que alguns dons espirituais cessaram de ser distribuídos, pelo Espírito Santo, porque eles serviram para atender aos própositos de Deus somente para aquela época da pregação dos apóstolos. Para justificar essa ideia, afirma que Deus age de maneiras diferentes em tempos diferentes.Para falar a verdade, é surpeendente tal afirmação do pastor presbiteriano. Os calvinistas são conhecidos por defenderem que toda doutrina deve ser extraída da Bíblia, por meio de uma interpretação objetiva e literal de seus textos. Porém, o que faz o reverendo nesse caso? Defende uma doutrina fundamentada em uma interpretação meramente especulativa.A Bíblia não afirma, em nenhum lugar, que os dons sobrenaturais ficaram restritos ao período apostólico. Quando o pastor Augustus diz que aqueles dons não são para hoje, não é de algum texto específico que ele tira essa conclusão, mas de um processo lógico, que parte de uma premissa bem duvidosa: a de que os dons existiam meramente para autenticar a mensagem dos apóstolos.De uma falsa premissa se extrai, obviamente, uma falsa conclusão. E a premissa que sustenta a tese do pastor Augustus se não é falsa à primeira vista, no mínimo não possui nenhuma base bíblica.O reverendo calvinista, sem meias palavras, afirma que os dons de cura, de milagres, de profecia e até de línguas estão relacionados somente com aquele período. Mas seu argumento não se baseia em algum texto específico, e sim no fato de não haver nenhum trecho do Novo Testamento que narre o uso de algum desses dons por alguém que não fosse apóstolo.Portanto, entre a lista, clara e objetiva, de dons apresentada por Paulo, dirigida à igreja de Corinto, e o fato irrelevante de que a Bíblia não narra o uso de nenhum desses dons por alguém que não era apóstolo, o pastor Augustus abre mão da certeza da primeira para se abraçar à fragilidade da segunda.A pergunta que deveria ser feita tanto ao pastor Augustus, como ao pastor Misael, é: mas o que fazemos com o texto de I Coríntios 12 sobre os dons? Ali Paulo faz uma lista deles sem qualquer ressalva. Pelo contrário, o apóstolo se dirige à igreja de Corinto, formada por cidadãos gentios, que nada tinham a ver com os apóstolos. O pior é que era uma igreja problemática, que se confundia no uso desses dons. Como defender, então, que esses dons serviam para a autenticação da pregação apostólica se, além de não serem manifestados diretamente na vida dos apóstolos, ainda causavam, algumas vezes, confusão no seio da comunidade?Considerando que muitos presbiterianos não aceitam a continuidade dos dons baseados tão somente em suas experiências pessoais, se Paulo fosse um calvinista, a solução que talvez ele desse para esse problema da igreja de Corinto fosse a ordem para pararem de usar esses dons; como, porém, obviamente, ele não era, mesmo com as dificuldades enfrentadas pela Igreja, seu conselho foi: “procurai com zelo os melhores dons…”Há outros pontos que eu poderia levantar aqui em oposição à ideia cessacionista, como, por exemplo, a mudança do significado dos termos relativos aos dons para que eles possam ser aceitos ainda hoje na igreja tradicional ou ainda a confusão que muitos deles fazem entre o que é a revelação bíblica e o que é revelação de fatos específicos. Porém, deixo estes pontos para serem desenvolvidos em outros artigos.Por ora, me parece evidente que, seja pelas conclusões extraídas de meras experiências pessoais, como as do pastor Misael, seja pela preferência por uma doutrina baseada em hipóteses, em detrimento do texto puro e simples da Palavra de Deus, como faz o pastor Augustus, ambos, sendo presbiterianos, neste caso não honram o melhor da tradição calvinista, que é a de colocar as Escrituras acima de tudo. -

Novas revistas de EBD para 4º Trimestre de 2014 das Editoras CPAD, Central Gospel e Betel
Já estão disponíveis para venda as Revistas para Escola Dominical, para serem usadas no 4º Trimestre de 2013 das principais editoras evangélicas pentecostais.A editora Betel abordará o tema DAVI, A LÂMPADA DE ISRAEL e o comentarista é o Pastor Dr. Abner de Cássio Ferreira, já a editora Central Gospel abordará HERÓIS DO NOVO TESTAMENTO e trás como comentarista o Pastor Geziel Gomes e por fim a revista da CPAD abordará o tema CONSELHOS PARA A VIDA e o comentarista e o Pastor José Gonçalves. Abaixo temos as referidas lições que serão abordadas em cada uma revista e o perfil dos comentaristas.
EDITORA BETEL – DAVI, A LÂMPADA DE ISRAEL – A INCRÍVEL HISTÓRIA DE UM REI SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS
Lições:
LIÇÃO 01 Davi, um homem segundo o coração de Deus
LIÇÃO 02 Davi é ungido rei de Israel
LIÇÃO 03 Davi, o verdadeiro gigante
LIÇÃO 04 Davi e Jônatas, amigos para sempre
LIÇÃO 05 Saul e Davi, dois reis e dois caminhos diferentes
LIÇÃO 06 Cavernas: campo de treinamento de Deus para forjar campeões
LIÇÃO 07 A sabedoria de Abigail e a justiça de Deus
LIÇÃO 08 Davi: um israelita vivendo na terra dos filisteus
LIÇÃO 09 O pecado de Davi com Bate-Seba
LIÇÃO 10 Sucessos no trabalho, fracassos na família
LIÇÃO 11 Davi, a lâmpada de Israel
LIÇÃO 12 Quando Deus diz não
LIÇÃO 13 Davi, um homem escolhido por Deus
Comentarista: Pastor Dr. Abner de Cássio Ferreira – Presidente da CONEMAD/RJ (Convenção Estadual Ministério de Madureira no Estado do Rio de Janeiro); Presidente da Catedral Histórica das Assembleias de Deus do Ministério de Madureira; 3º Vice-presidente da CONAMAD; Advogado; Bacharel em Teologia; Escritor; Articulista e Conferencista.EDITORA CENTRAL GOSPEL – HERÓIS DO NOVO TESTAMENTO – UM LEGADO
Lições:
LIÇÃO 01. João Batista, o precursor do Nazareno
LIÇÃO 02, o apóstolo improvável
LIÇÃO 03 Lucas, o médico amado
LIÇÃO 04. João, o discípulo amado
LIÇÃO 05. André, o primeiro discípulo de Cristo
LIÇÃO 06. Pedro, o pregador do dia de Pentecostes
LIÇÃO 07. Saulo, transformado em apóstolo no caminho
LIÇÃO 08.Filipe, um evangelista para os confins da terra
LIÇÃO 09. Barnabé, o filho da consolação
LIÇÃO 10. Marcos, o autor do primeiro evangelho
LIÇÃO 11. Timóteo, filho amado e fiel no Senhor
LIÇÃO 12. Tomé, o crítico da verdade
LIÇÃO 13. Tiago, o justoComentarista: Pastor Geziel Gomes, Missionário transcultural, Conferencista internacional,Autor de várias obras e Professor nas cadeiras de Teologia Sistemática, Evangelismo, Homilética e Hermenêutica
EDITORA CPAD – CONSELHOS PARA A VIDA – “SABEDORIA DE DEUS PARA UMA VIDA VITORIOSA: A ATUALIDADE DE PROVÉRBIOS E ECLESIASTES”
Lições:
Lição 1 – O Valor dos Bons Conselhos
Lição 2 – Advertências Contra o Adultério
Lição 3 – Trabalho e Prosperidade
Lição 4 – Lidando de Forma Correta com o Dinheiro
Lição 5 – O Cuidado com Aquilo que Falamos
Lição 6 – O Exemplo Pessoal na Educação dos Filhos
Lição 7 – Contrapondo a Arrogância Com a Humildade
Lição 8 – A Mulher Virtuosa
Lição 9 – O Tempo para Todas as Coisas
Lição 10 – Cumprindo as Obrigações Diante de Deus
Lição 11 – A Ilusória Prosperidade dos Ímpios
Lição 12 – Lança o teu Pão Sobre as Águas
Lição 13 – Tema a Deus em todo o TempoComentarista: Pastor José Gonçalves; graduado em Teologia pelo Seminário Batista de Teresina e em Filosofia pela Universidade Federal do Piauí. Ensinou grego, hebraico e teologia sistemática na Faculdade Evangélica do Piauí. Articulista, escritor e conferencista. É comentarista de Lições Bíblicas de Jovens e Adultos da CPAD e autor de vários livros da CPAD. É presidente do Conselho de Doutrina da Convenção Estadual das Assembleias de Deus no Piauí e vice-presidente da Comissão de Apologética da CGADB.
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Orígenes – Interpretação das Escrituras
Orígenes, no seu quarto livro, De Príncipiis, dá-nos algumas sugestões valiosas sobre como interpretar as escrituras. Segundo Orígenes, as Escrituras são semelhantes ao complexo humano, tendo diversos níveis de significados possíveis.O Corpo Físico
Como o homem tem um corpo mortal, material, assim as Escrituras às vezes devem ser interpretadas literalmente.
A Alma
Como o homem tem uma alma, assim as Escrituras às vezes devem ser interpretadas moralmente. Isto é, lições morais podem ser extraídas de passagens que, entena.das literalmente, não têm significado para nós. Por exemplo: aquelas passagens que descrevem matanças e brutalidades dificilmente nos podem ensinar alguma coisa sobre a espiritualidade. Na verdade, são repugnantes para nós. Até mesmo nesses casos, podemos extrair lições morais importantes.
O Espírito
O homem é um espírito, assim as Escrituras às vezes devem ser interpretadas espiritualmente, através de metáforas. Dessa maneira, verdades podem ser obtidas além do literal ou moral.
Algumas passagens admitem os três modos de interpretação, mas outras são limitadas a um ou dois.
A VERDADE É COMO UMA AVENTURA
Enquanto algumas verdades são dadas livremente através da revelação e podem ser entendidas facilmente, outras com freqüência exigem trabalho árduo para que sejam compreendidas. A verdade pode ser como uma mina de ouro que precisa ser trabalhada. O homem que se esforça em descobrir a verdade é aquele que recebe a recompensa dos tesouros de sabedoria e conhecimento. A verdade é uma aventura. Não devemos ter medo de nos aventurar, porque esta aventura é gloriosa. Não devemos permitir que os dogmas impeçam a nossa busca.
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Lição 1 – Introdução ao Pentateuco
Introdução
A primeira seção do Antigo Testamento composta dos cinco livros de Moisés é conhecida como Pentateuco. Ela é composta dos seguintes livros: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Este foi o primeiro grupo dos livros do Antigo Testamento que foi reconhecido como canônico, inclusive, está presente nas mais variadas versões das diversas religiões (Judeus, Samaritanos, Cristãos, etc).No Pentateuco, estão registrados os mais antigos acontecimentos da história, dentre os quais se destacam: A origem do mundo, do povo Judeu, suas tradições, seus costumes, a entrega da lei, o culto divino, até a entrada do povo de Deus na terra prometida de Canaã. Para os judeus, o Pentateuco sempre foi considerado como sagrado, pois contém os dez Mandamentos e a história da origem de sua nação.
I – CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE O PENTATEUCO
1 – A Origem do “Pentateuco”.
O Pentateuco é um grupo composto de cinco livros individuais, contudo, ao mesmo tempo, estão ligados entre si através de uma narrativa contínua e ininterrupta de uma história completa, que vai da criação até a morte de Moisés, mostrando-nos assim a sua unidade.
Para os judeus, esses livros são chamados e conhecidos como “Torah” ou “Lei”. O nome Pentateuco vem da versão grega “Septuaginta” que remota do século III a. C.. A expressão vem de duas Palavras gregas: Penta, “cinco”, e teuchos, “instrumento, ferramenta”. O termo veio depois a simbolizar “um invólucro para rolos de papiro”, depois, os próprios rolos. Disto o seu sentido: “cinco volumes, cinco livros”.
O Pentateuco, tem no Antigo Testamento vários nomes:* A lei (Js 8.34; Ed10.3; Ne 8.2,7,14; 10.34,36;12.44; 13.3; 2 Cr 14.4; 31.21).
* O livro da Lei (Js 1.8; 8.34; 2 Cr 22.8; Ne8.3).
* A lei do Senhor (Ed 7.10; 1 Cr16.40; 2 Cr 25.4).
* A lei de Deus (Ne 10.28,29).
* O livro da lei de Deus (Js 24.26; Ne8.18).
* O livro da lei do Senhor (2 Cr 17.9; 34.14).
* O livro da lei do Senhor, seu Deus (Ne 9.3).2 – Texto Original.
Aquilo que temos hoje denominados de os cinco primeiros livros da Bíblia, para os judeus da antiguidade, era um conjunto que formava um só volume, denominado, como já foi dito, de “Lei” ou “Torah”. Porém, com o passar do tempo, o desejo de obter-se cópias manejáveis da Torah, lenvou os israelitas a dividirem a mesma em cinco rolos de tamanho quase igual. Contudo, apesar de dividido, estes livros permanecem conforme o texto original em seu conteúdo, mostrando assim a sua unidade.3 – O Pentateuco na Bíblia Hebraica.
Os livros do Pentateuco, na Bíblia hebraica, receberam os seus nomes de acordo com sua primeira palavra ou frase nele existente. O primeiro chama-se “Bereshit” (no princípio); o segundo, “Shemót” (nomes); O terceiro “Vayikrá” (e ele chamou); o quarto, “Bamidbar” (no deserto); o quinto, “Devarim” (palavras).4 – Nome universal dos livros do Pentateuco.
“Quando as Escrituras foram traduzidas para o grego, os tradutores deram um título a cada um dos livros, conforme a mensagem preponderante neles contidas. Ao primeiro livro, por tratar das origens de todas as coisas, deram o nome de “Gênesis” (palavra grega, que significa “origem”); ao segundo livro, cujo assunto principal é a saída do povo de Israel do Egito, denominaram de “Êxodo” (palavra grega que significa “saída”); ao terceiro livro, cujo principal tema são as regras a serem observadas pelos sacerdotes nos sacrifícios e demais ritos estabelecidos pela lei, denominaram “Levítico” (referente aos levitas); ao quarto livro, que tem seus pontos mais importantes referentes aos dois grandes recenseamentos feitos no povo de Israel por Moisés, denominaram de “Números” e ao quinto e último livro, que era uma repetição da lei por Moisés antes de sua morte, denominaram de “Deuteronômio” (palavra grega que significa “segunda lei” ou “a lei pela segunda vez”). Estes nomes da Septuaginta acabam se universalizando, até porque diziam respeito ao tema dos livros e eram nomes gregos, sendo o grego a língua mais difundida neste período da história, tendo, ademais, sido os títulos acolhidos pela versão latina das Escrituras, o que tornou estes nomes universalmente aceitos” (Caramuru Afonso).II – A AUTORIA DO PENTATEUCO.
Há milhares de anos a opinião tanto dos judeus como dos cristãos, sempre foi unânime em afirmar que Moisés foi o autor, ou seja, o escritor do Pentateuco. Contudo, a partir do ano 1650, começaram a aparecer diversos críticos sugerindo que Moisés jamais escreveu-o. Estas primeiras dúvidas foram levantadas por homens como: Hobbes, Peyrerivs, Spinosa, Richard Simon, Le Clerc e outros. Vejamos agora que, tanto o testemunho interior (os livros canônicos) como exterior (os livros não canônicos) indicam que Moisés é o autor do Pentateuco:
1 – Evidências no próprio Pentateuco.
Em Êxodo 17.14 diz: “Então disse o Senhor a Moisés: Escreve isto para memória num livro (inglês, “O livro”) e relata-o aos ouvidos de Josué: que eu totalmente hei de riscar a memória de Amaleque de debaixo dos céus”. Este texto mostra que Moisés foi escolhido pelo Senhor tanto a escrever a profecia divina, como também seu fundo histórico. Mais adiante vemos o seguinte relato: “E Moisés escreveu todas as palavras do Senhor…” (Êx24.4). Ver ainda (Êx 34.10-27). Em Números 33.1-2, vemos Moisés registrando todos os acampamentos durante toda viagem no deserto, desde o Egito até Moabe. Esta lista forma um argumento forte da literatura de Moisés e toda a história do Pentateuco, pois se ele registrou o próprio plano da viagem, descreveu sem dúvida, também, os acontecimentos em torno da viagem de um lugar para outro. Em Deuteronômio também narra quando Moisés escreveu a lei e deu-a aos sacerdotes(Dt 31.9,24,25). Ver(Dt 31.24-26), estes textos demonstram também que o Pentateuco atesta que Moisés foi seu escritor.
Tanto em Levítico como em Número repete-se muitas vezes a frase: “Como o Senhor falou a Moisés e disse”.
O livro de Deuteronômio inicia com a seguinte frase: “Estas são as palavras que Moisés falou a todo o Israel…”(1.1).2 – Evidências em toda a Bíblia.
Outros livros do Antigo Testamento nos mostra que o Pentateuco ou a Lei é uma obra de Moisés:* O livro da Lei de Moisés (Js 8.31; 23.6; 2 Rs 14.6; Ne8.1).
* Livro de Moisés (Ed 6.18; Ne13.1; 2 Cr 25.4; 35.12).
* A lei de Moisés, servo de Deus (Dn 9.11).
* A lei de Moisés (1 Rs 2.3; 2 Rs21.8; 2 Cr 23.18; Dn9.13; Ne 4.4).Além destes textos, há ainda no Antigo Testamento outros textos que confirmam a autoria Mosaica do Pentateuco(Jz 3.4; 1 Rs8.54-56; 2 Cr 34.14).
Os personagens bíblicos do Novo Testamento também consideram Moisés como o escritor do Pentateuco. O primeiro deles é o próprio Cristo que participa e considera o conceito geral entre os judeus, de que Moisés escreveu os cinco livros que têm o seu nome (ver Mt 19.8; Mc10.4,5. Comp. Também Mt 8.4; Mc1.44; 7.10; 12.26; Lc 5.14; 20.37;16.31; 24.27,44; Jo 5.46,47;7.19; etc). Os apóstolos e os outros escritores do Novo Testamento, mostraram a mesma convicção(At 3.22; 13.39;15.5-21,25; 26.22;28.23; Rm10.5,19; 1 Co 9.9; 2 Co3.15; Ap 15.3).
Além das confirmações bíblicas temos também o testemunho do historiado Judeu Flávio Josefo, que viveu durante o primeiro século da era cristã e que também reconhece Moisés como sendo o escritor do Pentateuco.
Reforçando também esta tese temos o testemunho de dois respeitados livros judaicos: O Talmude e a Mishná, que faz o comentário da Torá e a interpretação das leis rabínicas, estes também reconhecem como sendo o Pentateuco de autoria Mosaica, com exceção dos últimos versículos de Deuteronômio que é atribuído a Josué.
III – A COMPLEXIDADE DO PENTATEUCO
1 – O Pentateuco e a Crítica literária.
A crítica do Pentateuco é algo que todo estudante do Antigo Testamento enfrenta, o que não é fácil, pois exige de cada um de nós paciência, fé, conhecimento e habilidade para saber pesar os prós e os contra e no final poder dar o valor real daquilo que é correto. A chamada Alto crítica ou Crítica literária durante séculos tem procurado colocar em dúvida a paternidade mosaica do Pentateuco, chegando a afirmar que os cinco primeiros livros do Antigo Testamento são uma compilação de documentos registrados, em sua maior parte, no período de Esdras (444 a. C.). Para esses críticos, o documento mais antigo que se encontra no Pentateuco data do tempo de Salomão. Insinuam ainda que o livro de Deuteronômio é uma “fraude piedosa” escrito pelos sacerdotes no reinado de Josias tendo como objetivo, promover um avivamento. Chegam inclusive a afirmar que o livro do Gênesis consiste em lendas nacionais de Israel. Contudo, é importante lembrarmos que o Antigo Testamento, especialmente o Pentateuco, foi revisado e compilado na forma como hoje o conhecemos, por Esdras, que era escriba(Ed 7.6), isto a Bíblia não nega. Inclusive, Esdras tinha como grande responsabilidade ensinar a Lei de Deus ao povo que havia saído do cativeiro babilônico. Porém isto não é motivo para negarmos a autoria mosaica do Pentateuco. Isto são afirmações que não merece o mínimo de credibilidade.2 – A produção dos textos bíblicos.
A produção de cada versículo do Pentateuco, especialmente dos primeiros versículos do livro de Gênesis, foi passada diretamente de Deus ao homem, visto que, havia uma relação muito estreita entre os nossos primeiros pais e o criador. E isto foi passado para as raças descendentes, inclusive, era um costume que foi recomendado pelo próprio Deus(Gn 18.17-19; Êx13.14). Isto tornou-se possível principalmente por causa da longevidade dos homens da antiguidade. Por isso não foi difícil de uma transmissão verbal da revelação original de nossos primeiros pais até Moisés.
Conforme já vimos, a arte da escrita é de uma época muito antiga. No tempo de Moisés foi comum uma forma alfabética de escrever, que, inclusive, foi provado nas descobertas da literatura religiosa em Ras Shamra (antiga Ugarit). O dialeto de Ugarit é “parente chegado” do hebraico, e Moisés pode ter escrito o Pentateuco no hebraico antigo. Talvez tenha sido essa a grande necessidade sentida por Esdras de compilar o Pentateuco, visto que, o hebraico antigo passou por uma grande reforma.3 – O processo da revelação divina.
A Bíblia defende-se mostrando-nos que toda profecia é um processo de revelação e inspiração divina(2 Pe 1.21). Ao analisar-se o Pentateuco, percebe-se que suas leis e mandamentos não foi algo advindo do pensamento humano, mas, diretamente de Deus, em cuja origem destaca-se a figura de Moisés, o grande legislador, que, na formação do Pentateuco foi inspirado para esse tão importante trabalho. Podemos vê-lo como um instrumento de Deus no processo da revelação divina.IV – A IMPORTÂNCIA DO PENTATEUCO
1 – Para os Judeus.
“Entre os judeus, o Pentateuco é a parte de maior autoridade nas Escrituras, tanto que consideram que a Torah está acima dos demais escritos, preocupando-se em lê-las anualmente na íntegra, servindo os demais escritos, ainda que considerados divinamente inspirados, como complementação, explicação e ilustração do Pentateuco. Mesmo os saduceus, que negavam a existência de uma espiritualidade, reconheciam a autoridade divina do Pentateuco, ainda que somente do Pentateuco, mas isto revela que, mesmo um segmento religioso fortemente influenciado pelo materialismo, como eram os saduceus, não conseguiam, dentro do ambiente cultural hebraico, deixar de reconhecer a validade e a autoridade dos livros da Lei de Moisés” (Caramurú Afonso).2 – Para os Cristãos.
O cristianismo sem o Pentateuco estaria desprovido de uma base sólida, pois é nele onde é revelado a história profética da redenção, e o redentor que virá através da descendência da mulher (Gn 3.15).
“Uma leitura cristã do Pentateuco deve seguir antes de tudo a ordem dos relatos: O gênesis, depois de haver oposto às bondades de Deus Criador as infidelidades do homem pecador, mostra, nos Patriarcas, a recompensa concedida à fé; o Êxodo é o esboço de nossa redenção; Números representa o tempo de provação em que Deus instrui e castiga seus filhos, preparando a congregação dos eleitos. O Levítico poderá ser lido com mais proveito em conexão com os últimos capítulos de Ezequiel ou depois dos livros de Esdras e Neemias; o sacrifício único de Cristo tornou caduco o cerimonial do Antigo Templo, mas suas exigências de pureza e de santidade no serviço de Deus continuam sendo uma lição sempre válida. A leitura do Deuteronômio acompanhará bem a de Jeremias, o profeta de que ele está mais próximo pelo tempo e pelo espírito” (Bíblia de Jerusalém).
O próprio autor do Cristianismo, ao ser tentado pelo diabo utilizou os textos do Pentateuco (Ver Mt 4.4-10; comparar com Dt6.13,16; 8.3; 10.20). Numa clara demonstração que não veio destruir a lei (Pentateuco), mas cumprir(Mt 5.17). Em certa ocasião, Jesus falou aos judeus quê Moisés escreveu a respeito d’Ele(Jo 5.46).3 – O Pentateuco na Bíblia.
“A revelação do Pentateuco está, por fim, no fato de que tudo que se origina ali tem seu complemento e termino no Novo Testamento. A correlação entre o Gênesis e o Apocalipse é algo que tem admirado os estudiosos da Bíblia através dos séculos e uma comprovação inequívoca de que são estes os momentos inicial e terminal de toda a revelação divina para a humanidade. Daí porque podemos afirmar que toda a argumentação que foi criada contra a autenticidade do Pentateuco nada mais é que uma artimanha, uma cilada do inimigo de nossas almas para tentar desacreditar a Bíblia Sagrada, pois o adversário tem plena consciência que é no Pentateuco que está construído o alicerce de todas as Escrituras” (Caramurú Afonso).
ConclusãoO Pentateuco é uma dádiva divina a toda humanidade. Ele é o fundamento para todos os livros da Bíblia, inclusive os do Novo Testamento. Contém história, orientação moral e leis primordiais de Israel, sem as quais o povo, sua história, sua religião e sua existência não fazem sentido algum. O cristianismo também, sem o Pentateuco estaria desprovido de uma base sólida, porque o cristianismo nasceu dentro do judaismo.
Colaboração: Roberto José da Silva (Autor) e José Roberto da Silva (Aux)
Bibliografia:
Comentário de Caramurú Afonso; Revista Ensinador Cristão, CPAD;
A Bíblia de Jerusalém, Edições Paulinas; O Pentateuco, VIDA; Intro-
dução ao Velho Testamento, JUERP; Síntese bíblica do Velho Testa
mento, CPAD; Revista da Bíblia, IBB; Bíblia de Estudo Almeida, SBB
Bíblia de Estudo Genebra, Editora Cultura Cristã -

Lição 12 – Autoridade das Armas Espirituais
Efésios 6:11
Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo.
É imprescindível a necessidade que o cristão tem de vestir-se com a armadura de Deus, na batalha contra o mal.
Nesta lição abordaremos a realidade da existência do mundo espiritual mais especificamente os espíritos maus os demônios. Essa doutrina, apesar de ser posta de lado por muitos estudiosos modernos, nos países mais civilizados, tem sido comprovada por vários estudos no campo da parapsicologia e em manifestações desses espíritos nas igrejas, que mostram a existência de forças estranhas e poderosas, de natureza negativa, e que operam no mundo. Aqueles que rejeitam tais ideias, mui provavelmente o fazem por terem um ponto de vista limitado sobre a formação do universo, supondo inutilmente que o homem, em sua mente pervertida, pode explicar quaisquer fenômenos que de outro modo são classificados como demonismo. Todavia, vários fenômenos ultrapassam em muito a essa maneira de ver as coisas, e males de tipo grotesco e poderoso realmente existem, inteiramente à parte da própria mente humana pervertida, a qual, segundo estamos prontos por admitir, já é bastante maldosa.
O dualismo no mundo espiritual é ideia antiquíssima, alicerçada na experiência humana, que não pode ser abafada pela psicologia moderna, embora seja verdade que esse estudo tem aberto para nós a caverna proibida da mente humana, demostrando que muitos demônios, por muitas vezes, ali habitam. A tentativa de modernização do texto presente, como se Paulo estivesse querendo falar apenas sobre as forças em oposição do bem e do mal, sob o simbolismo de espíritos bons e espíritos maus, furta essa advertência de seu sentido óbvio.
O simbolismo envolve guerra; mas essa guerra ultrapassa em muito aos limites da mente humana, porquanto penetra até mesmo nos lugares celestiais, habitação dos espíritos bons e maus. O próprio homem é um ser espiritual, existindo outros seres de menor poder, como também de poder mais alto, até mesmo de poderes elevadíssimos. E alguns usam seu poder para o bem, mas outros dentre eles fazem-no para o mal.
Nosso propósito é de conferir algumas exortações para nossa vida cristã, que é definida como uma guerra espiritual. Esta lição servirá para sumariar a vida piedosa e prática, em vista das grandes bênçãos espirituais e eternas que nos pertencem por intermédio de Cristo. Ef 1:3 -23.
Em nossa vida cristã, somos forçados a tomar sobre nós os poderes e as virtudes cristãs para a batalha, que é intensa e cheia de perigos. Nas primeiras epístolas de Paulo, parte desse pensamento como é apresentado (ver I Ts 5:8-9 e Rm 13:12); mas aqui ele é completamente desenvolvido.
Ao escrever a presente epístola, Paulo se encontrava em meio à tempestade que se armava, a fim de intensificar a batalha entre o bem e o mal. Ele via que o firmamento se enegrecia, e já podia ouvir o choque de exércitos hostis, ante a aproximação do exército do mal. Não estamos em tempo de descanso, de lassitude, de preguiça. Por isso é que a Palavra de Deus nos conclama às armas espirituais. Pois armas espirituais comuns não bastam. Somente os crentes supridos de armas pelo General celeste podem dar-se bem e serem vitoriosos nessa luta e nenhuma peça da armadura nos foi dada para proteger as costas. Portanto, o inimigo precisa ser enfrentado de frente, sendo derrotado por um esforço e por uma resolução firmes.
Paulo queria que soubéssemos que a vitória sobre o pecado não é coisa pequena. E também não devemos imaginar que é a derrota provocada pelas más influências que podem destruir nossa experiência cristã. Para tanto, é mister o pleno desenvolvimento dos poderes espirituais e da vigilância; e aqueles que negligenciam sobre esses pontos não demorarão a cair vítimas do pecado e suas horrendas consequências. Toda a experiência cristã serve de comprovação disso. E é assim que aprendemos quão intensa e séria é a vida. O homem se desviou para longe de Deus, e somente o poder do próprio Deus pode trazê-lo de volta com sucesso, ao seu legítimo lar celestial, às suas possessões eternas, dentro das quais participará da própria natureza de Cristo.
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CAPED 2013 – Assembleia de Deus Vitória em Cristo
Já estão abertas as inscrições para o CAPED 2013 – Curso de Formação e aperfeiçoamento de professores de Escola Bíblica Dominical, se você tem mais de dois anos de membro de uma igreja evangélica, possui o ensino médio concluído ou cursando e é maior de 15 anos. Essa oportunidade e para você.
“Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida.”
O curso tem duração de três meses e o currículo inclui: Teologia sistemática, Bibliologia, EBD, Pedagogia e Psicologia.
O investimento para inscrição e de R$ 100,00 no ato da matrícula e mais duas parcelas de R$ 50,00.
O aluno terá direito ao Material Didático, uma camisa polo e o certificado de conclusão.
O CAPED será realizado em duas filiais da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, na ADVEC Vilar dos Teles e na ADVEC de Bangu.
ADVEC – Vilar dos Teles, inscrições de 25 de fevereiro a 24 de março, as aulas terão duração de três meses e iniciarão no dia 06/04/13 e terminarão no dia 28/06/13. As aulas serão ministradas aos Sábados no horário das 14h até as 17h. Endereço: Av. Deputado José da Costa França, 95 – Vilar dos Teles – São João de Meriti – RJ -Tel.: (21) 2752-9587 e E-mail: secretaria.vilardosteles@advitoriaemcristo.org
ADVEC – Bangu, inscrições de 17 de março a 19 de maio, as aulas terão duração de três meses e iniciarão no dia 06/06/13 e terminarão no dia 29/08/13. As aulas serão ministradas as Quintas-feiras no horário de 19h as 22h. Endereço: Praça da Fé, 3 -Bangu – Rio de Janeiro – RJ – Tel.: (21) 3462-8791. Email: secretaria.bangu@advitoriaemcristo.org
Coordenação Geral: Pr. Fernando Monteiro Besller.
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Revistas EBD 2º Trimestre de 2013 – Betel, CPAD e Central Gospel
Já estão disponíveis para venda as Revistas para Escola Dominical, para serem usadas no 3º Trimestre de 2013 das principais editoras evangélicas pentecostais.
A editora Betel abordará o tema Pontos salientes da nossa fé e o comentarista é o Pastor Valdir Alves de Oliveira, já a editora Central Gospel abordará O Pentateuco e trás como comentarista o Pastor Gerson Brandão e por fim a revista da CPAD abordará o tema A família Cristã no Século XXI e o comentarista e o Pastor Elinaldo Renovato de Lima. Abaixo temos as referidas lições que serão abordadas em cada uma revista e o perfil dos comentaristas.
Editora Betel – Pontos Salientes da Nossa Fé
Doutrinas essenciais para a prática de uma vida cristã sadia e equilibrada

Comentarista: O Pr. Valdir Alves de Oliveira é o 1° vice-presidente da Assembleia de Deus, Campo de Taguatinga-DF; secretário executivo e 1o tesoureiro da CONEMAD/DF E ENTORNO; membro do Conselho de Ética da ACMEB – Associação Pró Capelania Militar Evangélica do Brasil; bacharel em economia; pós-graduado em administração financeira; bacharel em teologia; escritor e conferencista na área de casais e família. Lição 01 A vida edificada sobre a Rocha
Lição 02 A parábola das dez virgens e a necessidade de vigilância
Lição 03 Os cuidados com a família e o ministério Cristão
Lição 04 Precisamos combater o pecado da avareza
Lição 05 As autoridades são constituídas por Deus
Lição 06 Honra a teu pai e a tua mãe
Lição 07 O que guarda sua boca, conserva sua alma
Lição 08 Deus procura os verdadeiros adoradores
Lição 09 Orientações bíblicas contra a violência doméstica
Lição 10 A importância da Ceia do Senhor
Lição 11 A bênção da boa e soberana vontade de Deus
Lição 12 A contenda produz desunião
Lição 13 A igreja de Cristo vencendo os desafiosEditora Central Gospel – O Pentateuco
A revelação de Deus em forma de leis e mandamentos.

Comentarista: Pr. Gerson Brandão – Professor com 37 anos dedicados à educação; Graduado em letras (português – espanhol) e pedagogia com habilitação em administração escolar e supervisão escolar; Estudioso em latim, francês, grego e literatura hebraica; Licenciado em didática, estrutura e fundamentos da educação; Professor do seminário IBP. Lição 1 – Introdução ao Pentateuco
Lição 2 – Relatos da Criação
Lição 3 – Abraão e a Bênção às Nações
Lição 4 – Chamados à Liberdade
Lição 5 – Decálogo da Vida
Lição 6 – Princípios do Culto a Deus
Lição 7 – Santidade ao Senhor
Lição 8 – Desafios da Peregrinação
Lição 9 – Dimensões da Liderança Espiritual
Lição 10 – Ide e Ensinai
Lição 11 – Passos para a Bênção Divina
Lição 12 – A Aliança Divina para Redenção da Humanidade
Lição 13 – Os Últimos Dias de MoisésEditora CPAD – A Família Cristã no Século XXI
Protejendo seu lar dos ataques do inimigo

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima – é formado em Economia, com mestrado em Administração, Formado em Teologia pela Escola Teológica das Assembleias de Deus no Brasil, Pastor-Presidente da Assembleia de Deus em Parnamirim-RN, Professor da Escola Teológica das Assembleias de Deus no Brasil (ESTEADEB-RN). Lição 1 – Família, Criação de Deus
Lição 2 – O Casamento Bíblico
Lição 3 – As Bases do Casamento Cristão
Lição 4 – A Família Sob Ataque
Lição 5 – Conflitos na Família
Lição 6 – A Infidelidade Conjugal
Lição 7 – O Divórcio
Lição 8 – Educação Cristã, Responsabilidade dos Pais
Lição 9 – A Família e a Sexualidade
Lição 10 – A Necessidade e a Urgência do Culto Doméstico
Lição 11 – A Família e a Escola Dominical
Lição 12 – A Família e a Igreja
Lição 13 – Eu e Minha Casa Serviremos ao Senhor -

Lição 11 – Autoridade do Cristão
A partir do momento em que o cristão entrega sua vida a Jesus, ele passa a ser uma nova criatura, e ele também se torna cooperador de Deus e recebe autoridade do Alto para cumprir a missão de proclamar o Evangelho, conforme vemos quando ele envia os discípulos e depois envia mais setenta.
Lucas 9 1:6 – E, convocando os seus doze discípulos, deu-lhes virtude e poder sobre todos os demônios, para curarem enfermidades. E enviou-os a pregar o reino de Deus, e a curar os enfermos. E disse-lhes: Nada leveis convosco para o caminho, nem bordões, nem alforje, nem pão, nem dinheiro; nem tenhais duas túnicas. E em qualquer casa em que entrardes, ficai ali, e de lá saireis. E se em qualquer cidade vos não receberem, saindo vós dali, sacudi o pó dos vossos pés, em testemunho contra eles. E, saindo eles, percorreram todas as aldeias, anunciando o evangelho, e fazendo curas por toda a parte.
Lucas 10:1-20- E depois disto designou o Senhor ainda outros setenta, e mandou-os adiante da sua face, de dois em dois, a todas as cidades e lugares aonde ele havia de ir. E dizia-lhes: Grande é, em verdade, a seara, mas os obreiros são poucos; rogai, pois, ao Senhor da seara que envie obreiros para a sua seara. Ide; eis que vos mando como cordeiros ao meio de lobos. Não leveis bolsa, nem alforje, nem alparcas; e a ninguém saudeis pelo caminho. E, em qualquer casa onde entrardes, dizei primeiro: Paz seja nesta casa. E, se ali houver algum filho de paz, repousará sobre ele a vossa paz; e, se não, voltará para vós. E ficai na mesma casa, comendo e bebendo do que eles tiverem, pois digno é o obreiro de seu salário. Não andeis de casa em casa. E, em qualquer cidade em que entrardes, e vos receberem, comei do que vos for oferecido. E curai os enfermos que nela houver, e dizei-lhes: É chegado a vós o reino de Deus. Mas em qualquer cidade, em que entrardes e vos não receberem, saindo por suas ruas, dizei: Até o pó, que da vossa cidade se nos pegou, sacudimos sobre vós. Sabei, contudo, isto, que já o reino de Deus é chegado a vós .E digo-vos que mais tolerância haverá naquele dia para Sodoma do que para aquela cidade. Ai de ti, Corazim, ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidom se fizessem as maravilhas que em vós foram feitas, já há muito, assentadas em saco e cinza, se teriam arrependido. Portanto, para Tiro e Sidom haverá menos rigor, no juízo, do que para vós. E tu, Cafarnaum, que te levantaste até ao céu, até ao inferno serás abatida. Quem vos ouve a vós, a mim me ouve; e quem vos rejeita a vós, a mim me rejeita; e quem a mim me rejeita, rejeita aquele que me enviou. E voltaram os setenta com alegria, dizendo: Senhor, pelo teu nome, até os demônios se nos sujeitam. E disse-lhes: Eu via Satanás, como raio, cair do céu. Eis que vos dou poder para pisar serpentes e escorpiões, e toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum. Mas, não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus.
Outra passagem que demostra a autoridade do cristão é o texto de Apocalipse 1:6 -“E nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai; a Ele glória e poder, para todo o sempre! Amém”
É meu amado irmão para podermos desempenhar esta Missão, Deus equipou-nos com Poder (Dinamus) e Autoridade (Exusios)
Toda autoridade do cristão está fundamentada no nome de Jesus.
1- Guerra Espiritual
Também é conhecida como “batalha espiritual”. O que muitos estão chamando de guerra espiritual é um logro do inimigo, e não a verdadeira guerra ou luta espiritual de que fala Paulo em Efésios 6.10-18, e muitas outras passagens correlatas da Bíblia.
De nada adianta o uso de uniformes especiais, palavras de ordem (como “queimar” ou “pisar” Satanás e seus demônios), certos cânticos repetidos indefinidamente, jejuns encomendados, locais especiais de reuniões (como orar em montes etc), convidados especiais para falar, barulho ensurdecedor e gritos estridentes, se não estivermos biblicamente em Cristo, segundo a Palavra de Deus, e no poder do Espírito Santo (Jo 15.7).
Quanto aos demônios, o que os inovadores da doutrina estão a fazer é:
a) Impor as mãos sobre os endemoninhados (!?!)
b) Chamar endemoninhados à frente (!?!)
c) Dialogar com demônios em público (!?!)
O demônio pode até sair, mas volta; ou entra noutra pessoa, ou ainda entra em muitas outras pessoas.
Qual a razão desses inovadores quererem dialogar com demônios? Para ouvirem confissões tétricas de demônios (ou supostos demônios). Isso equivale a divulgar os demônios, e é isso o que eles querem.
Jesus mandou-nos chamar os pecadores e expulsar os demônios. Hoje estamos vendo certos pregadores chamando os demônios e expulsando os pecadores. Sim, porque estes saem das reuniões confusos, sem saber se estavam num culto legítimo ao Senhor ou numa sessão espírita.
A chamada guerra espiritual, como está no momento caracterizada, é uma falsa operação divina. Há libertação de demônios, profecias e milagres falsos.
Sobre falsas profecias, o Mestre já nos advertiu. Em Mateus 7.22-23, encontramos Jesus fazendo referência a pessoas que não serão aceitas pelo Senhor apesar de colocarem: “Não profetizamos nós em teu nome?” Isso também tem a ver com falsos pregadores. Sobre falsa libertação de demônios, no mesmo texto encontramos: “E em teu nome não expulsamos demônios?” A resposta do Senhor foi a mesma (Mt 7.23). O evangelista deve atentar para isso. Sobre falsos milagres, no mesma porção bíblica temos: “E em teu nome não fizemos muitas maravilhas?” A resposta foi idêntica (Mt 7.23). Sobre isso podemos também ver 2 Tessalonicenses 2.9-11 e Apocalipse 13.13-14.
Vida cristã não é colônia de férias, mas campo de batalha. Quem não é um guerreiro é uma vítima. Nesta luta ninguém pode ficar neutro. Trata-se de uma guerra espiritual.
Quanto a essa matéria há dois perigos, dois extremos, ambos nocivos à vida da igreja:
a. SUBESTIMAR O INIMIGO. Hoje, muitas pessoas incautas negam a existência do diabo, desconhecem seu poder, suas armas, seus agentes e suas estratégias. Acham que o diabo é apenas uma energia negativa que está dentro do próprio homem ou um ser mítíco que apenas existe na mente fraca daqueles que não alcançaram a plena luz da razão.
b. SUPERESTIMAR O INIMIGO. Há aqueles que falam mais do diabo do que de Deus. Falam tanto do seu poder, de suas armas e estratégias, que subestimam o poder de Deus.
1. CONTRA QUEM É NOSSA LUTA
1.1. Quem não é o inimigo
Em primeiro lugar precisamos entender contra quem não é a nossa luta. “A nossa luta não é contra a carne ou sangue” (Ef 6.12), ou seja, a nossa luta não é contra pessoas. Muitas vezes o povo de Deus sofre terrivelmente por não entender contra quem está lutando. É um grande perigo alguém detonar suas armas sem ter um alvo certo. Há muitos crentes que estão entrando na batalha, mas estão ferindo os próprios irmãos.
1.2. Quem é o inimigo
Em segundo lugar, precisamos saber contra quem é a nossa luta. Em Efésios 6.11 Paulo diz precisamos estar firmes contra as ciladas do diabo. Ele é o nosso inimigo. Contra ele é que devemos lutar. A Bíblia atribui diversos nomes a esse terrível ser totalmente corrompido e mau: Satanás, diabo, Abadom, Apoliom, antiga serpente, dragão, assassino, pai da mentira, tentador, maligno, acusador, adversário, deus deste século, príncipe da potestade do ar, Belzebu, demônio, espírito imundo etc. Contudo, esse anjo caído, já foi vencido e despojado por Cristo (Cl 2.12-15) e não tem poder para destruir aqueles que estão em Deus (1 Jo 5.18).
2. AS ESTRATÉGIAS DO DIABO
Efésios 6.11 nos fala que o diabo usa ciladas. Aqui precisamos entender algo muito importante: o diabo não precisa usar cilada para quem já é dele. Vamos ilustrar. Há um quadro muito conhecido que circula no meio evangélico como ornamento de templos, casas, chamado OS DOIS CAMINHOS. Esse quadro retrata a realidade do céu e do inferno. O caminho largo que conduz ao inferno e o caminho estreito que leva ao céu. Mas, esse quadro, também apresenta uma heresia: ele mostra um grupo de pessoas que está antes dos dois caminhos, ou seja, um grupo que não está nem no caminho largo nem no estreito, como se fosse possível ficar neutro ou à parte desses dois caminhos. Isso não é possível.
Você está no caminho estreito ou no caminho largo. Você está indo para o céu, ou para o inferno. Não há meio-termo.
Quem não está debaixo do senhorio de Cristo, está vivendo sob a potestade de Satanás. É isso que Paulo diz em Atos 26.18, pois, converter-se é uma pessoa sair debaixo da potestade de Satanás para sujeitar-se a Deus. O apóstolo ensina o mesmo em Colossenses 1.13, quando afirma que a nossa salvação é como ser transportado do império das trevas para o Reino da luz. Ninguém está equidistante desses dois caminhos.
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Lição 10 – Autoridade dos Dons do Espírito
Por: Pr. Altair Germano
“Os Dons Espirituais” (que trata dos Dons de Manifestação do Espírito, assim classificados teologicamente), está muito rica em informações conceituais, históricas e descritivas. Desta forma, optei (mais uma vez) por uma abordagem exclusivamente prática sobre o assunto.
Conforme podemos entender pela Palavra de Deus:
1. É o Espírito Santo quem realiza as manifestações sobrenaturais dos dons (1 Co 12.11a). Os dons não podem ser “usados” quando bem queremos. É Deus, por seu Espírito, que nos usa, e isto quando bem quer. Há muitos que tentam usar a Deus. Fico surpreso quando pregadores e ensinadores cristãos “mandam” que os seus ouvintes falem em línguas. Falamos em línguas quando queremos, ou nos é concedido falar pelo Espírito (1 Co 12.7)? Certa vez um irmão me falou que tinha recebido o dom de línguas. Para comprovar o fato me disse: “recebi sim o dom de línguas, olha aqui…” e começou a falar em línguas (um negócio realmente muito estranho). Numa igreja batista em J. Pessoa-PB, apareceu uma certa irmã tentando dar aulas de como falar em novas línguas. Tem até um padre na internet que ensina a falar em língua. Demos aqui o exemplo do dom de línguas, mas nenhum outro pode ser manipulado por quem quer que seja. Pode-se manipular pessoas, mas não os verdadeiros dons espirituais aqui tratados, que manifestam-se eventualmente, inesperadamente e imprevisivelmente;
2. A concessão dos dons espirituais não está fundamentada nos méritos humanos (1 Co 12.11b, 18). É o Espírito que distribui os dons, a cada um, como bem quer (soberanamente). Cargos e funções na igreja podem ser concedidos pelos líderes por amizade, paternalismo, politicagem, interesses pessoais etc., mas o Espírito não age assim. Ele é santo e reto. Não se barganha com o Espírito, nem ninguém pode comprá-lo;
3. Os dons espirituais não nos tornam melhores do que ninguém (1 Co 12.10-27). O dons espirituais não são um atestado de boa conduta, nem transforma o caráter cristão. Apesar da manifestação dos dons na igreja de Corinto, uma série de problemas de ordem moral, familiar, eclesial etc. lá aconteciam. Os portadores dos dons espirituais não são crentes de primeira classe, nem devem se vangloriar pelos dons, pois são concedidos para a edificação pessoal e da igreja (1 Co 14.4) mediante a graça e a misericórdia de Jesus;
4. O dom de línguas (assim como os demais) não é concedido pelo Espírito a todos (1 Co 12.30). Resolvi enfatizar a concessão do dom de línguas, pela importância extremada que ele recebeu no meio pentecostal assembleiano. Temos pelo menos três maneiras de entender o que Paulo quiz dizer com: “Falam todos em outras linguas?”. A primeira, é afirmar que nem todos poderão ser batizados com o Espírito Santo e por isso não falarão em outras línguas. A segunda, é dizer que as pessoas que falaram em línguas por ocasião do batismo e não mais voltaram a falar, negligenciaram o dom (é a forma mais comum de interpretar o fato). A terceira, entende que todos poderão ser batizados com o Espírito Santo, evidenciando-se tal batismo pela manifestação de línguas (At 2.1-13, 37-39; 8.14-19; 10.44-48). Neste caso, muitos só falaram (ou falarão) em línguas por ocasião do batismo, mas por não terem simultaneamente ou posteriormente recebido o dom de “variedade de línguas”, nunca mais falarão. Particularmente, prefiro essa terceira hipótese por entender que se alinha melhor ao contexto da concessão dos dons.
5. O dom de profecia é mais útil e superior ao dom de línguas (1 Co 14.1-5). Deixemos que o próprio texto bíblico no fale: “Segui o amor e procurai, com zelo, os dons espirituais, mas principalmente que profetizeis. Pois quem fala em outra língua não fala a homens, senão a Deus, visto que ninguém o entende, e em espírito fala mistérios. Mas o que profetiza fala aos homens, edificando, exortando e consolando. O que fala em outra língua a si mesmo se edifica, mas o que profetiza edifica a igreja. Eu quisera que vós todos falásseis em outras línguas; muito mais, porém, que profetizásseis; pois quem profetiza é superior ao que fala em outras línguas, salvo se as interpretar, para que a igreja receba edificação.” É triste e lamentável ver na igreja irmãos serem tidos por “menos” espirituais por não falarem em línguas, ou não falarem em público. Haja ignorância e desconhecimento dos ensinamentos bíblicos! Por outro lado, há milhares de crentes que falam em línguas, ou manifestam algum outro dom do Espírito, que tratam mal a mulher e os filhos, são arrogantes, caloteiros, invejosos, maldizentes, com terríveis falhas de caráter e etc. Parecem ser espirituais, mais é somente “fachada”. Não se espante. Saul, mesmo reprovado por Deus ainda profetizou (1 Sm 15.22-28; 19.20-24). Muitos que aparentam ter algum nível de espiritualidade, não são, nem serão conhecidos do Senhor (Mt 7.22-23);
6. O batismo com o Espírito Santo não é prerrogativa para se receber todos os dons espirituais (1 Co 1.1-7). A não ser no caso do dom de variedade de línguas (por questões lógicas e óbvias da Teologia Pentecostal), os demais dons de manifestação do Espírito não necessitam do batismo com o Espírito Santo para atuarem na vida do crente salvo (alguns afirmam que para interpretar as línguas é necessário ser batizado com o Espírito Santo). Na vida de milhares de servos de Deus os dons de manifestação do Espírito estão presentes por se crer em sua atualidade, sem que todos estes sejam batizado com o Espírito Santo. O próprio comentarista da lição bíblica, pastor Antonio Gilberto, consultor doutrinário e teológico, afirma que Daniel tinha o dom da palavra da sabedoria (Dn 1.17; 5.11, 12; 10.1), em Eliseu operava o dom da palavra da ciência (2 Rs 5.25, 26) e em Aías (1 Rs 14.1-8), Moisés, Elias, Eliseu e inúmeros outros servos de Deus tinham o dom de operação de maravilhas (Jo 6; At 8.6, 13; 19.11; Js 10.12-14). Eram Moisés, Daniel, Elias, e Eliseu batizados com o Espírito Santo, para que estes fenômenos através de suas vidas se manifestassem? Certamente você conhece irmãos e irmãs, servos e servas de Deus (das mais variadas igrejas, inclusive tradicionais) que manifestam em suas vidas alguns dos dons de manifestação do Espírito, sem serem batizados com o Espírito Santo (revestimento de poder evidenciado pelo falar em outras línguas).
Nenhuma tradição, credo ou teologia está acima da verdade revelada nas Santas Escrituras. Nenhum ensino doutrinário e teológico dever ser recebido passivamente, sem a devida análise e investigação (At 17.11).
Nenhuma denominão evangélica é detentora dos direitos e privilégios exclusivos da manifestação do Espírito (1 Co 12.4-6).
Nenhum crente salvo deve se privar destas bençãos e de ser uma benção, antes, deve buscar com zelo os melhores dons (1 Co 13.31 e 14.1).
Fonte: Blog do Pr. Altair Germano








